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A História da Ciranda no Brasil

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Márcia Costa
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Ciranda

A ciranda é parte da cultura popular brasileira. É uma forma de expressar laços nas
comunidades: está presente na educação Infantil, na tradição indígena, em manifestações
políticas e sociais.
Como dança, é muito tradicional no Nordeste brasileiro, principalmente nos estados da
Paraíba e de Pernambuco. Neste, é destaque na Ilha de Itamaracá, onde se diz que foi
inspirada nos movimentos das ondas do mar.
Danças de roda estão presentes em diferentes países e são marca da cultura popular
de diversos estados brasileiros, pois apontam para o movimento, a circularidade, a
renovação, o processo, a coletividade. Outros exemplos de manifestações populares são a
roda de samba, de capoeira, ou até mesmo as histórias ao redor da fogueira. Em cada local,
possuem especificidades, características, conotações e sentidos particulares.

Brincadeiras de Criança, Ivan Cruz Associação de Capoeira Angola Grupo Cultural Samba de Roda
(Imagem: [Link]) Navio Negreiro (Acanne) Renascer do Quingoma

O início da ciranda no Brasil

Os primeiros estudos sobre a ciranda no


Brasil foram realizados por volta dos anos 1960.
O marco inicial no país teria ocorrido por volta
do século XVIII, sobretudo na região Nordeste.

A composição era uma interação entre


o canto e a dança. Os temas das letras
versavam sobre a agricultura, o campo, a
natureza, o amor, as praias etc...

A partir da década de 1970, enquanto


dança de roda de adultos, a ciranda
conquistou grandes cidades, como Recife e
Olinda. E começou a se tornar um produto
turístico: foram criados, por exemplo, Ciranda Prodança
festivais de ciranda.
Lia de Itamaracá, a rainha da ciranda
Uma das cirandeiras mais conhecidas do
país, Maria Madalena Correia do Nascimento
nasceu em 12 de janeiro de 1944, na Ilha de
Itamaracá, em Pernambuco.
Cantava ciranda desde os 12 anos e, aos
19, já se apresentava em teatros e praças.
A canção “Essa ciranda quem me deu
foi Lia...” ajudou Lia de Itamaracá a ser
reconhecida e, então, nomeada a Rainha da
Ciranda pelos jornais do Recife. Lia de Itamaracá: cantora, compositora e cirandeira
Em 2005, Lia de Itamaracá recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.
CALLENDER, Déborah. Histórias da ciranda : silêncios e possibilidades.
Textos escolhidos de cultura e arte populares, Rio de Janeiro, 2013.

Como dançar ciranda?

A coreografia é bastante simples: no compasso da música, dão-se quatro passos para


a direita, começando-se com o pé esquerdo, na batida forte do bombo, balançando os
ombros de leve no sentido da direção da roda. Pode-se destacar três passos mais
conhecidos: a onda, o sacudidinho e o machucadinho.
Os participantes são denominados cirandeiros, havendo também figuras de mestre
(responsável por tirar as canções), contramestre e músicos, que ficam no centro da roda.
A zabumba, o mineiro ou ganzá, maracá, caracaxá (espécie de chocalho), a caixa ou
tarol formam o instrumental mais comum de uma ciranda, podendo também ser utilizados a
cuíca, o pandeiro, a sanfona ou algum instrumento de sopro.”
Tesouro de Folclore e Cultura Popular Brasileira -
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/MinC.
Ciranda tradicional do Recife

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