T 3º ANO A - HISTÓRIA
WASHINGTON FEITOSA
1. (Fuvest 2012) Deve-se notar que a ênfase dada à faceta cruzadística da expansão portuguesa não
implica, de modo algum, que os interesses comerciais estivessem dela ausentes – como tampouco o
haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte manejadas e financiadas pela burguesia das
repúblicas marítimas da Itália. Tão mesclados andavam os desejos de dilatar o território cristão com
as aspirações por lucro mercantil que, na sua oração de obediência ao pontífice romano, D. João II
não hesitava em mencionar entre os serviços prestados por Portugal à cristandade o trato do ouro
da Mina, “comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o nome do Salvador, “nunca antes nem de
ouvir dizer conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas… Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia
e o Brasil”. Revista de História (USP), 161, 2º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado.
Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi
um empreendimento
a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas dos séculos anteriores, já que essas eram, na
realidade, grandes empresas comerciais financiadas pela burguesia italiana.
b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era comum, à época, a concepção de que a
expansão da cristandade servia à expansão econômica e vice-versa.
c) por meio do qual os desejos por expansão territorial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista
de novos mercados para a economia europeia mostrar-se-iam incompatíveis.
d) militar, assim como as cruzadas dos séculos anteriores, e no qual objetivos econômicos e
religiosos surgiriam como complemento apenas ocasional.
e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comércio intercontinental, a despeito de, oficialmente,
autoridades políticas e religiosas afirmarem que seu único objetivo era a expansão da fé cristã.
resposta:[B]
2. (PUC-RS 2010) Entre 1500 e 1530, os interesses da coroa portuguesa, no Brasil, focavam o pau-
brasil, madeira abundante na Mata Atlântica e existente em quase todo o litoral brasileiro, do Rio
Grande do Norte ao Rio de Janeiro. A extração era feita de maneira predatória e assistemática, com
o objetivo de abastecer o mercado europeu, especialmente as manufaturas de tecido, pois a tinta
avermelhada da seiva dessa madeira era utilizada para tingir tecidos.
A aquisição dessa matéria-prima brasileira era feita por meio da
a) exploração escravocrata dos europeus em relação aos índios brasileiros.
b) criação de núcleos povoadores, com utilização de trabalho servil.
c) utilização de escravos africanos, que trabalhavam nas feitorias.
d) exploração da mão de obra livre dos imigrantes portugueses, franceses e holandeses.
e) exploração do trabalho indígena, no estabelecimento de uma relação de troca, o conhecido
escambo. [E]
3. (UFRJ) Analise o mapa abaixo. Depois responda as questões propostas(VALE 2 PONTOS).
a) DETERMINE o fato histórico retratado no mapa acima. Resposta:
b) EXPLIQUE os fatores econômicos que contribuíram para a ocorrência de tal fato.
4. (PITÁGORAS) Observe a figura.
(Fonte: NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 1998. P. 56.)
O sistema de Capitanias Hereditárias foi criado em 1534 pelo rei de Portugal para promover a
colonização do Brasil.
Com relação ao sistema de capitanias é INCORRETO afirmar
a) as capitanias eram lotes de terras que iam do litoral até Tordesilhas, linha imaginária criada pelas
coroas portuguesa e espanhola.
b) o sistema de capitanias era um modelo de colonização que já tinha sido adotado por Portugal na
Ilha da Madeira.
c) o Brasil foi dividido em quinze lotes de terras que foram doados às pessoas importantes da
nobreza portuguesa.
d) as capitanias brasileiras que mais prosperaram foram aquelas que receberam investimentos ou
recurso do tesouro português.
e) o sistema de capitanias foi uma experiência positiva para a colonização do Brasil, pois elas
contribuíram para o desenvolvimento do comércio e para a segurança da colônia. [E
5. (FATEC) "Cada ano, vêm nas frotas quantidade de portugueses e de estrangeiros, para
passarem às minas. Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e
pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a condição de
pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e
clérigos, e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem
casa." (André João Antonil, "Cultura e opulência no Brasil por suas drogas e minas".)
Nesse retrato descrito pelo jesuíta Antonil, no início do século XVIII, o Brasil colônia vivia o
momento
a) do avanço do café na região do Vale do Ribeira e em Minas Gerais. Portugal, no início do
século XVIII, percebeu a importância do café como a grande riqueza da colônia, passou então
a enviar mais escravos para essa região e a controlá-la com maior rigor.
b) da decadência do cultivo da cana-de-açúcar no nordeste. Em substituição a esse ciclo, a
metrópole passou a investir no algodão; para tanto, estimulou a migração de colonos para a
região do Amazonas e do Pará. Os bandeirantes tiveram importante papel nesse período por
escravizar indígenas, a mão-de-obra usada nesse cultivo.
c) da descoberta de ouro e pedras preciosas no interior da Colônia. A Metrópole, desde o
início do século XVIII, buscou regularizar a distribuição das áreas a serem exploradas; como
forma de impedir o contrabando e recolher os impostos, criou um aparelho administrativo e
fiscal, deslocando soldados para a região das minas.
d) da chegada dos bandeirantes à região das minas gerais. Os bandeirantes descobriram o tão
desejado ouro, e a Metrópole se viu obrigada a impedir a corrida do ouro; para tanto, criou
leis impedindo o trânsito indiscriminado de pessoas na região, deixando os bandeirantes
como os guardiões das minas.
e) do esgotamento do ouro na região das minas. Sua difícil extração levou pessoas de
diferentes condições sociais para as minas, em busca de trabalho, e seu esgotamento dividiu a
região em dois grupos - de um lado, os paulistas, e, de outro, os forasteiros, culminando no
conflito chamado de Guerra dos Emboabas. :[C]
6. Compare os dois excertos dados.
A- “D. Pedro I, por graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador
Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os nossos súditos, que
tendo-nos requerido os povos deste Império, junto em Câmaras, que nós quanto antes
jurássemos e fizéssemos jurar o projeto da Constituição (...)” (Preâmbulo da Constituição
Política do Império Brasileiro, 1824)
B- “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte
para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e
individuais, a liberdade, a segurança,o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça,
como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos (...)
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição(...) “(Preâmbulo da
Constituição da República Federativa do Brasil, 1988)
I. As duas Constituições foram feitas por Assembleias Constituintes (no século XIX,
chamadas de Câmaras) e, portanto, as duas Cartas foram promulgadas.
II. Na primeira Constituição Brasileira há a ideia de que o poder Executivo existe pela graça
de Deus, enquanto, na atual, a Assembleia Constituinte se colocou sob a proteção de Deus.
III. A Constituição Imperial trazia quatro poderes, sendo o poder Moderador o mais
importante, pois dele dependiam os outros poderes; na Constituição de 1988, não se apresenta
a superioridade de nenhum poder sobre os demais, pois tornou- se fundamental, à época, a
busca da igualdade perante a lei e a prática da justiça.
Assinale a alternativa
a) se I, II e III forem corretas.
b) se apenas II e III forem corretas.
c) se apenas I e II forem corretas.
d) se apenas I e III forem corretas.
e) se apenas a I for correta. Resposta da questão [B]
7. ENEM 2001 “... Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um
quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do
alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes; ...” SMITH, Adam. A Riqueza das Nações.
Investigação sobre a sua Natureza e suas Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.
Jornal do Brasil, 19 de fevereiro de 1997.
A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações: I. Ambos retratam a
intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários. II. O texto refere-se à
produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal. III. Ambos contêm a ideia de
que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por
parte do operário. Dentre essas afirmações, apenas (A) I está correta. (B) II está correta. (C)
III está correta. (D) I e II estão corretas. (E) I e III estão corretas. [E]
8. (UEFS BA/2011) Calvino [...] introduziu a noção de progresso e sucesso. Para o
reformador genebrês, o indivíduo era responsável perante Deus. De acordo com suas
possibilidades, devia tentar utilizar os meios que Deus lhe dera para se aperfeiçoar, dar a seus
filhos chances de sucesso (principalmente por meio da educação) e trabalhar de maneira a se
tornar um exemplo para seus próximos, seus vizinhos e sua congregação. (GARRISSON, s.d, p. 60).
A concepção calvinista quanto à relação entre o homem e os bens resultantes do esforço do
trabalho propiciou, de acordo com o texto, a
a) superação do medo da acumulação de riquezas, vista anteriormente como pecado, e, a
partir daí, como sinônimo de progresso.
b) condenação do lucro resultante da circulação do capital usurário, incentivado pelas
nascentes casas bancárias da época.
c) defesa do justo preço e do lucro limitado, como eram praticados nas corporações de
ofícios das cidades medievais.
d) queda dos antagonismos econômicos entre comerciantes católicos e protestantes, na
Europa da época.
e) valorização do ócio e do lazer, como sinais de riqueza, prestígio e felicidade. A]
9. (FATEC) "A queda da burguesia e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis (...).
Os proletários nada têm a perder com ela, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo a
ganhar. Proletários de todos os países, uni-vos".
Esse trecho, extraído do Manifesto Comunista de Marx e Engels, foi escrito no contexto
histórico marcado
a) pelo acirramento das contradições políticas, econômicas e sociais decorrentes do processo
conhecido como Revolução Industrial.
b) pelos conflitos entre trabalhadores e patrões que começaram a pontuar os países
capitalistas a partir da ocorrência da Revolução Russa.
c) pela afirmação dos Estados Unidos como potência imperialista com interesses econômicos
e políticos em várias regiões do planeta.
d) pelo confronto entre vassalos e suseranos, no momento de ápice da crise do modo de
produção feudal e de enfraquecimento da autoridade religiosa.
e) pelo incremento das contestações populares às diretrizes políticas implantadas pelos
regimes autoritários que floresceram na Europa, na primeira metade do século XX. A