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Projetos de Educação Ambiental em Quelimane

O projeto visa sensibilizar a comunidade escolar e local sobre a conservação ambiental de forma abrangente, reforçando a educação ambiental nos livros. A avaliação é significativa para identificar e analisar impactos das ações propostas, tornando o processo essencial para uma tomada de decisão justa sobre investimentos públicos no distrito.
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Projetos de Educação Ambiental em Quelimane

O projeto visa sensibilizar a comunidade escolar e local sobre a conservação ambiental de forma abrangente, reforçando a educação ambiental nos livros. A avaliação é significativa para identificar e analisar impactos das ações propostas, tornando o processo essencial para uma tomada de decisão justa sobre investimentos públicos no distrito.
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UnISCED

Universidade Aberta - ISCED


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
CURSO DE ENSINO DE GEOGRAFIA

Projectos de Educação Ambiental

Um futuro Verde e Saudável


Tanea Vasco Cinco Reis

Quelimane, Março de 2023


UnISCED
Universidade Aberta - ISCED
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
CURSO DE ENSINO DE GEOGRAFIA

Projetos de Educação Ambiental

Um futuro Verde e Saudável


Trabalho de Campo a ser submetido na
Coordenação do Curso de Licenciatura
em Ensino de Geografia do ISCED, na
cadeira de Projecto de Avaliação de
Impactos Ambientais.
Tutor:

Tanea Vasco Cinco Reis

Quelimane, Março de 2023


Sumário

[Link] de Educação Ambiental “Um futuro Verde e Saudável”......................................... 4

[Link]ção Institucional ................................................................................................... 4

[Link]ção ............................................................................................................................. 6

[Link] ............................................................................................................................. 9

[Link] Geral.................................................................................................................. 9

[Link] Específicos ...................................................................................................... 9

[Link] .......................................................................................................................... 9

[Link]ção das Actividades .................................................................................................. 10

[Link] Básico (primário e secundário “1ª à 10ª Classe”) ................................................ 10

[Link] Médio (11ª – 12ª Classe) ..................................................................................... 13

[Link]ção do Projecto ................................................................................................... 13

[Link] ........................................................................................................................ 16

[Link]çamento .......................................................................................................................... 16

[Link], Recursos e Parceiros ............................................................................................. 16

[Link]ção e Monitoramento ............................................................................................. 16

Bibliografia ............................................................................................................................... 17
4

[Link] de Educação Ambiental “Um futuro


Verde e Saudável”

[Link]ção Institucional

O Projeto Um futuro Verde e Saudável é um projeto do Grupo escolar e Comunitário


Achuwabo Niwanane, em Nicoadala e seus parceiros, que visa gerar conhecimento e
discussão em torno da conservação e do uso racional dos recursos naturais, de modo que
tenhamos um ambiente saudável, no presente, assim como no futuro.

Para que seja possível termos um ambiente saudável, é necessário que utilizemos os recursos
existentes de forma racional. Só assim, é que não faltarão nem a nós, nem aos outros no
futuro.
É nesta perspectiva que trazemos essa discussão, informação e produção de conhecimentos
sobre a saúde ambiental, sendo de fundamental impotância informar e qualificar as ações
que levarão à construção de um mundo saudável.
Primeiramente o projecto está voltado aos alunos da escola Josina Machel, visando despertar
o interesse e a atenção dos jovens sobre a saúde ambiental, de forma prática, educativa e
divertida envolvendo também a comunidade local no processo.
5

[Link]
O presente projecto de Avaliação de Impactos Ambientais tem como o lema “Um futuro
Verde Saudável” e tem como objetivo Sensibilizar a comunidade escolar, com destaque às crianças
e a comunidade local a cerca da conservação do meio ambiente, de forma abrangente, sobretudo na
rede pública de ensino básico e médio, reforçando a educação ambiental transversal nos livros. A
importância dessa avaliação é significativa, pois apenas por meio dela que pode-se identificar,
verificar e analisar as futuras ações que os projetos almejam, tornando esse processo essencial
para uma tomada de decisão justa, correta e assertiva. Actualmente, a falta de critérios para
realizar essa avaliação é frequente, tornando o processo pouco eficaz e subjetivo. Desse
modo, exige-se itens de análise e verificação das propostas submetidas para uma avaliação
mais eficaz e adequada, ainda mais por se tratar de investimentos e aplicações de recursos
públicos que são destinados para a implementação dessas propostas no distrito de Nicoadala.

Palavras-chave: Projecto, avaliação, impactos ambientais, ambiente saudável.


6

[Link]ção

Na actualidade as questões ambientais são uma realidade. Temos enfrentado diversas


situações de fenómenos ou desastres naturais mês após mês, bem como ano após ano, como
resultado de mudanças ambientais, causadas pelo uso irracional dos recursos natuais.

Nos anos passados registamos vários ciclones, dos quais, IDAE, Kenet Gombe, etc, e
recentemente para as províncias centrais, que geralmente têm sido o centro das atenções
quando se trata, por exemplo, de extracção de recurso natuais, tais como minerais, florestais,
entre outros, foi totalmente assolada, com destaque a província da Zambézia, cidade de
Quelimane, em particular, sofreu fortes danos materiais e humanos. Para piorar, após o
ciclone, eclode a doença das mãos sujas, a cólera, que devido a imundície, as águas paradas, o
lixo demasiado nos bairros, etc, a população está a passar mal.

Olhando para este cenário, torna-se imperioso projectos desta natureza, que visam educar as
comunidades, procurando sensibilizá-las para as questões ambientais, e mobilizá-las para a
modificação de atitudes nocivas e a apropriação de posturas benéficas ao equilíbrio ambiental.

Conforme se fez menção antriormente sobre questões ambientais locais, importa também
realçar que as ideias ligadas à temática ambiental não surgiram de um dia para outro.
Numerosos factos de âmbito internacional foram delineando o que conhecemos hoje por
Educação Ambiental (EA), que alguns deste merecem destaque:

 Considerado um clássico na história do movimento ambientalista mundial, o livro


“Primavera Silenciosa”, lançado em 1962 pela jornalista Rachel Carson, alertava
para a crescente perda da qualidade de vida produzida pelo uso indiscriminado e
excessivo dos produtos químicos e os efeitos dessa utilização sobre os recursos
ambientais (DIAS, 1992) – esse livro teve grande repercussão, favorecendo o
crescimento dos movimentos ambientalistas mundiais;
 A Carta de Belgrado, Iugoslávia, em 1975, UNESCO, promoveu a busca pela
ética, pela erradicação da pobreza, da fome, do analfabetismo e de todas as
injustiças sociais como forma de garantir uma melhor qualidade de vida para a
sociedade local e global;
 Em Tbilisi, 1977, surgiu à primeira conferência intergovernamental com o
propósito de celebrar os aspectos da EA com base no enfoque interdisciplinar, na
ética e na justiça social de forma ampla, como forma de garantir um ambiente
7

equilibrado para toda a sociedade.


 No Congresso de Moscou, 1987, chegou-se à concordância de que a EA deveria
objetivar modificações comportamentais nos campos cognitivos e afetivos (DIAS,
1992).
Nesse contexto surgiu a ECO-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento) com o propósito de melhorar a relação do homem com o meio ambiente
através da Agenda 21.
Segundo Dias (1994) o CONAMA em suas orientações aponta a necessidade da EA
proporcionar uma consciência crítica acerca das questões ambientais, e meios de
participação da população na preservação do meio ambiente.
A prática da educação ambiental precisa estar interligada com todas as disciplinas regulares.
Mas o papel da escola não se reduz simplesmente a incentivar a coleta seletiva de lixo, em
seu território ou em locais públicos para que seja reciclado posteriormente. Os valores
consumistas tornam a sociedade uma produtora cada vez maior de lixo. A necessidade que
existe é, na verdade, de uma mudança de valores (Travassos, 2004).
Em termos constitucionais, na década de 80, a EA passa a ser um dos instrumentos da
Política Nacional do Meio Ambiente, com a promulgação da Constituição da Republica
Federativa do Brasil, em 1988, que no seu artigo 225, relata:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder
público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e
futuras gerações”.

Neste mesmo documento a função do poder público é a de “Promover a Educação Ambiental


em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio
ambiente”.

Segundo Travassos (2004), essa promoção não garante a mudança: é necessário que haja um
trabalho em longo prazo, em cima das representações da comunidade em relação ao seu
ambiente.

Para Cerovsky (1977), em um programa de Educação Ambiental, o componente-chave é o


ser humano, ou seja, o educador em exercício. Além disso, ele elenca cinco aspectos
básicos relativos à natureza e qualidade dos recursos didáticos para a Educação Ambiental,
que devem ser considerados:
 Rigor científico – Adequação dos conhecimentos mais recentes em todas as áreas;
8

 Elementos extra-científicos – Relacionar aspectos além do ecológico, como


sociais, econômicos, éticos entre outros. Isso pode ser alcançado através da
participação de profissionais de múltiplas áreas.;
 Qualidade didática – Os recursos devem adaptar-se ao nível mental e físico dos
alunos, além dos demais princípios pedagógicos;
 Pensamento crítico – O principal ponto é que todos os recursos didáticos
repercutam certa tendência, reconhecendo assim, explicitamente, se há o impulso
do pensamento crítico como ingrediente essencial do processo de EA (participação
ativa). Os recursos didáticos não devem empenhar-se jamais em defesa de falsos
interesses criados.
 Máxima eficácia e mínimo custo – Estudar a viabilidade dos recursos, visando
sempre a economia e o uso racional que é um dos mandamentos básicos da
conservação ambiental.
A grande relevância do tema educação ambiental nos meios educacionais, hoje, é uma
consequência das políticas de impacto estimuladas no mundo todo e da sucessão de medidas
ambientais no âmbito internacional.
Na Inglaterra, por exemplo, há mais de 20 anos que, de forma crescente, a educação
ambiental vem ganhando importância nas escolas e na sociedade; e nos Estados Unidos, o
governo recomendou a implantação da educação ambiental nos planos de ensino e nos
currículos escolares há mais de 25 anos (Travassos, 2004).

Em Moçambique, a educação ambiental não apresenta objetivos e metodologias de acção


estabelecidas nem nas escolas e nem nas universidades. Os problemas ambientais são
debatidos em várias áreas ligadas à comunicação e à educação.

Deste modo, fica clara a necessidade de uma posição activa de toda a sociedade quanto à
educação ambiental e o presente Grupo Escolar – Samora Machel de Nicoadala, consciente
disso, propõe desenvolver este trabalho no âmbito escolar, a fim de auxiliar a formação dos
jovens no aspecto socioambiental.
9

[Link]

[Link] Geral

 Sensibilizar a comunidade escolar, com destaque às crianças e a comunidade local a


cerca da conservação do meio ambiente, de forma abrangente, sobretudo na rede
pública de ensino básico e médio, reforçando a educação ambiental transversal nos
livros.

[Link] Específicos
 Promover palestras com profissionais e educadores especializados;
 Realizar actividades extracurriculares monitoradas;
 Realizar pesquisa e concurso cultural, como meio de estímulo ao senso crítico dos
alunos;
 Coletar alimentos e distribuir para instituições de apoio social;
 Analisar os dados de pesquisa a fim de promover uma caracterização do perfil de
consciência ambiental dos alunos da rede pública de ensino e posterior análise do
progresso desses alunos a respeito deste tema.

[Link]
Para o presente trabalho pretende-se enfatizar as práticas de uso sustentável e saudável do
ambiente que geralmente é designada como “triple bottom line”, ou o “tripé” da
sustentabilidade, que tem como base no equilíbrio entre os recursos financeiros, sociais e
ambientais.

Na versão em inglês é conhecido como os 3Ps da sustentabilidade, sendo eles respectivamente,


People, que representa as pessoas, o social; Planet, que representa o meio ambiente e os
recursos naturais; e Profit, que representa a parte econômica e financeira do tripé.

Figura 1. Tripé da sustentabilidade – 3Ps (Planet, People e Profit).


10

Importa realçar que existem outras intersecções no caminho para a sustentabilidade, que são as
Bearable (tolerável), Equitable (equitativo) e Viable (viável). Elas representam a situação actual
de muitas empresas e instituições que buscam a sustentabilidade no sentido real da palavra, visto
que são necessários muitos procedimentos e etapas para alcançar este objetivo. Para tanto, são
necessárias pessoas comprometidas para que chegue o mais próximo possível do ideal.
Inicialmente, pretende-se aplicar uma pesquisa de sustentabilidade aos alunos para verificar seu
nível de consciência ambiental, a “Pesquisa de Educação Ambiental - Um futuro Verde e
Saudável”.
Assim, essa pesquisa aplicar-se-á a todas as escolas participantes de ensino básico e médio, do
distrito de Nicoadala. Com o intuito de estimular a maior participação dos alunos, será realizado
um concurso cultural em conjunto à pesquisa, onde os alunos expressarão sua visão atual em
relação à preservação do meio ambiente. A melhor frase de cada grupo (ensino básico e ensino
médio) será a vencedora, recebendo como prêmio um tablet, uma medalha e um certificado de
participação do concurso.
Para melhor organização e gestão das outras actividades, haverá uma divisão por classes para as
mesmas, sendo que as primeiras actividades serão para a 1ª Classe à 6ª Classe. E as segundas
actividades serão serão direcionadas aos alunos das turmas de ensino básico, mas em
especial da 7ª à 10ª Classe e posteriormente o nível médio (11ª e 12ª Classe)..
Os temas abordados são diversificados para que haja uma maior flexibilidade dos educadores.
Segue abaixoas sugestões de atividades para as respectivas classes:

[Link]ção das Actividades

[Link] Básico (primário e secundário “1ª à 10ª Classe”)


Dentro do estudo de Educação Ambiental, tem-se uma fase que vai além do conhecimento
vivenciado pelos alunos nas primeiras séries. Os alunos dessas séries possuem condições
cognitivas para refletir um pouco mais sobre as ações do homem e seu meio e as formas de
melhor conviver com este meio.
O ciclo da água merecerá maior e diferenciado enfoque a respeito dos seus antigos e novos
ritmos, isto porque, ao sofrer a ação humana (desmatamentos, desvio de cursos de rios...), a água
apresenta novas formas de relacionamento com os outros elementos da natureza.
O que visa-se nestas séries é, então, o aprofundamento da consciência ecológica sobre a questão
dos recursos hídricos e uma ação prática, por parte dos alunos já conscientizados, em direção à
preservação desses recursos.
Pretende-se, com isso, propiciar aos alunos a aquisição de conhecimentos básicos, no sentido de
desenvolver a prática de trabalho de campo, para que tenham subsídios para a participação nas
transformações sócio-econômicas e políticas da comunidade.
11

Como os alunos já possuem uma boa prática de leitura e de escrita sugere-se as seguintes
atividades:
1- Elaboração de material didático (por professores e alunos) para uma aula preparatória
para o trabalho de campo. Dentro desta aula discutem-se conceitos, como: Educação
Ambiental e sua importância; poluição; contaminação; mata ciliar; papel da vegetação
na formação e manutenção do solo; importância da existênciade vida na água dos rios;
causas da erosão; exploração dos recursos naturais predatória versus sustentada; etc.
2- Diversos filmes infantis passam uma mensagem que podemos aproveitar. Procuraremos
passar alguns, e utilize-os para gerar discussões e subprodutos, como com atividades
artísticas após a projeção. Pode ser também filmes documentários, sobre animais ou
regiões, mas cuidado com as cenas violentas que alguns podem exibir.
3- Realização de Trabalho de campo. Selecionar o objeto temático, organizar as atividades
de campo, observar e fazer relatório. (Para isto seria interessante que cada aluno
possuísse um caderno para anotações ou folhas que pudessem ser apostiladas).
a) Na visita à área de nascentes de algum córrego próximo, mostrar aos alunos as
evidências de erosão; explicar que antes existia no local vegetação de brejo e mata ciliar
protegendo o solo e ajudando a reter a água no solo.
b) É fundamental utilizar o mapa e ir mapeando os diversos usos e ocupações do solo, bem
como os impactos ambientais identificados;
c) Discutir a respeito de como evitar o solapamento dos barrancos; como diminuir a
velocidade e quantidade de água que desce pelo vale quando chove; quais seriam as
causas e que soluções poderiam ser apontadas.
d) Levar sacolas de lixo para recolher os resíduos como garrafas plásticas, sacos plásticos,
latas de refrigerantes, etc. a fim de estimular a consciência ambiental dos alunos.
e) Elaborar cartazes, painéis com fotos, frases, figuras, experiência com plantas em vários
ambientes (os alunos podem anotar suas conclusões no mesmo caderno destinado ao
trabalho de campo).

4- Coletar água de algum córrego, discutir a respeito de poluição, apontar soluções.


5- Convidar um médico para falar sobre a importância da água em nosso organismo;
porque tomar água filtrada ou fervida; sobre as principais doenças transmitidas pela água
contaminada e como fazer para se prevenir; entre outros assuntos.
6- Levantamento das doenças existentes no bairro, que sejam de veiculação pela água.
7- Produzir algum material escrito a partir dos trabalhos realizados pelos alunos e divulgar
os resultados através da TV, rádio, relatando os impactos ambientais existentes na
região. Entregar cópia desses materiais produzidos para a administração, órgãos do
12

Estado e entidades civis.


8- Fazer uma colecção de folhas. Levar os alunos para colectar folhas em alguns lugares
com plantas, árvores, arbustos, e colectaremos folhas diferentes, para depois usá-las. Por
exemplo:
- Fazer um grande painel com todas as folhas,
- Colar no caderno das crianças,
- Colar em pedaços de papel ou cartolina de 10 x 25cm e colocar em álbuns defotos.
- Discutir com as crianças as diferentes folhas. Por que tão diferentes? Para quê
servem? O que ajudam àsplantas e ao meio ambiente? Por que umas tão grandes e outras
tão pequenas? Para quê servem as árvores?

9- Fazer uma máquina fotográfica. Devem-se utilizar fichas de cartolina de 10 x 15 cm e lápis


de cor. Um participante assume o papel do fotógrafo e outro representa a câmara fotográfica.
O fotógrafo guia a câmara (o colega), que está de olhos fechados, à procura de imagens
bonitas e interessantes. Ao ver algo que lhe interessa, o fotógrafo aponta a objetiva (os
olhos) da câmara naquela direção e enquadra o objeto que quer “fotografar”. Os fotógrafos
deverão ser incentivados a ser criativos ao escolher e enquadrar os objectos.

 Fazer uma exposição de “fotografias” com os desenhos.


 Classificar diferentes tipos de resíduos. Após prévia palestra sobre o assunto, o
educador deve despejar sobre uma mesa, diversos materiais, questionar os alunos sobre
os tipos (urbano, hospitalar e industrial) e se são recicláveis.
 Fazer uma exposição oral sobre alguns tipos de acondicionamento de resíduos (aterros
sanitários, incineradores, usinas de reciclagem e compostagem, e lixão) explicando seu
funcionamento, suas vantagens e desvantagens e depois apresentar figuras ilustrando os
tipos de acondicionamento e pedir para que eles digam sobre o que se trata e dizerem o
que aprenderam sobre esses processos. Essa etapa pode ser simplificada por meio do
desenvolvimento de painéis, articulando com os alunos para colarem as figuras nos
locais mais apropriados.
13

[Link] Médio (11ª – 12ª Classe)

A Educação Ambiental nas séries mais avançadas, além da conscientização, visa desenvolver,
também, um senso crítico nos alunos a partir do momento em que constroem o conhecimento
pela percepção e reflexão sobre a realidade vivenciada eexperimentada por eles.
Por estarem com uma capacidade de abstração mais desenvolvida, estes alunos conseguirão com
mais facilidade relacionar os conteúdos de Educação Ambiental estudados na escola com sua
vida em comunidade. Assim, aprenderão a buscar subsídios para abraçar uma luta visando uma
melhor qualidade de vida ambiental.
As sugestões, então, são as seguintes:
a) Levantamento de materiais sobre o tema Águas (pelos alunos) como jornais, revistas,
livros, vídeos, etc.
É desejável, de preferência, que estes materiais sejam reproduzidos ou expostos em painéis (para
serem lidos pelos alunos à medida em que chegam na sala deaula) para que todos recebam a
informação e montem um arquivo próprio (pasta, caderno, apostila...).

b) Realização de Pesquisas de campo:


 Discutir com os alunos o que é, como proceder e por que fazerpesquisas de campo;
 Levantamento de dados, realizado pelos alunos, com os agentes transformadores
integrantes do bairro (moradores, comerciantes, empresários, dirigentes de associação de
bairro) que possamqualificar as condições de vida no bairro;
 Levantamento de dados quantitativos nos postos de saúde e escolas, para obter o número
de atendimento por tipo de doenças, número de alunos por escola...
 Observar os resultados para, em seguida, transpor estes caminhos e anotações para a
planta do bairro, aproveitando para identificar os agentes transformadores deste espaço e
pontuá-los na planta (associação de bairro, escolas, igrejas, comércio, indústria...).

[Link]ção do Projecto
1- Produzir cartogramas com os dados. Pode ser feito sobre uma base topográfica ou
sobre uma maquete;
 Detectar pontos críticos e destacar áreas de risco para a saúde dosmoradores.
 Montar uma maquete geoambiental da bacia:
 Reproduzir uma base topográfica e hidrográfica;
 Sobrepor as informações já cartografadas.
14

2- Montar uma maquete sobre "O cíclo da Água" (representação tridimensional de como
ocorre o ciclo natural e artificial da água).
Para ajudar os alunos a entenderem quais os caminhos percorridos pela água, sua relação com o
relevo, solo, vegetação, energia solar e as ações antrópicas. Será feita com materiais simples e
baratos (base de isopor e massa de farinha, sal e águapintada com guache ou tinta para tecido;
base de papelão, modelado com massa de papel velho dissolvido em água e cola, ou ainda com
base de argila.
3- Monitoramento:

Após comprovar a qualidade da água (com o uso de um kit), o professor poderá realizar debates
com os alunos, convidar outras pessoas do bairro ou da comunidade para fazerem outros
debates (vários enfoques), além de orientar na elaboração dos resultados finais.

4- Produção de textos:

 Elaboração de um relatório. Este pode ser feito em forma de artigo que possa ser
mandado para algum jornal, revista...)
 Produção de material para divulgação à população como panfletos, jornais, cartazes,
etc.
 Organizar um seminário com a participação dos alunos, dirigentes de associações,
médicos sanitaristas, imprensa, etc;
 Fazer a exposição dos trabalhos em forma de: painéis; teatro; poesia; gincanas;
desenhos e pinturas.
5- Vegetações e erosão. O objetivo dessa atividade é comprovar que a vegetação protege o
solo. Devem-se encher com água duas garrafas PET de 2 litros. Escolher um local,
próximo à escola, onde tenha uma área inclinada com uma parte vegetada e outra sem
vegetação. Solicitar que duas pessoas despejem a água das garrafas sobre as duas áreas
distintas ao mesmo tempo e a mesma altura.

Far-se-á uma observação posterior comparação de dois resultados. A água despejada, na área
coberta com vegetação, é absorvida pelo solo. Apenas uma pequena parcela escorre. Na área
sem vegetação, a água choca-se violentamente contra o solo desprotegido, deslocando a terra
para as áreas mais baixas, causando erosão e assoreamento.

6- Preservação da qualidade sonora. Essa atividade pretende avaliar os focos de


poluição sonora na escola e arredores. Ela será dividida em três fases:
15

FASE 1:
 Em sala de aula, pedir que se faça o máximo de silêncio possível.
 Pedir ao grupo que apure bem os ouvidos, com os olhos fechados, e permaneça assim
durante um minuto.
 Durante esse tempo, prestar atenção em todos os ruídos que esteja ouvindo. Relatar para
os colegas quantos ruídos conseguiu distinguir no ambiente, e qual a sua origem.

FASE 2:
 Fazer duas listas: uma, das fontes de ruído encontradas dentro da escola; outra, das
fontes externas.
 Preparar um mapa da escola, localizando essas fontes; preparar um mapa dos arredores,
identificando as fontes (o mapa pode ser feito a lápis mesmo, apenas para se ter uma
ideia da localização).
 Identificar alternativas de soluções para ambos.

FASE 3:
 Preparar o Relatório de Estudos Ambientais, com o mapa e a indicação dos focos de
ruído (dentro e fora da escola), coloridos diferentemente com legendas de acordo com a
intensidade, e depois, encaminhá-lo à Direção para que solicite providências, se
necessário.
16

[Link]

Atividade 2023

Triimestre 1º 2º 3º 4º 5º 6º
Pesquisa de educação ambiental
Palestras – Temas I
Palestras – Temas II
Atividades I
Atividades II
Tabulação dos dados e análise da
pesquisa de educação ambiental
Publicação e premiação da melhor
frase
Coleta de alimentos e distribuição
para instituições de apoio social
Repetição da pesquisa e
comparação com dados iniciais

[Link]çamento

 O orçmento deste projecto é aproximadamente a DOIS MILHÕES DE METICAIS

[Link], Recursos e Parceiros


São empresas colaboradoras desse projeto:
- O Governo do Distrito de Nicoadala;
- Concelho Autarquico de Quelimane;
- Nathobai & Filhos;
- Ministério de Terra e Ambiente.

[Link]ção e Monitoramento
As pesquisas serão avaliadas através de métodos estatísticos suficientemente adequados e os
dados serão publicados para acesso público através de gráficos representativos. Será analisada a
mudança de consciência da criança/adolescente das escolas em questão, com relação ao conceito
de sustentabilidade.
17

Bibliografia

Atividades de Educação Ambiental. Curso de Biologia – USP Presidente Prudente.


Disponível em:
</[Link] Acesso em: 25/03/2023.
Cerovsky, J. Recursos didácticos para la educación ambiental. In: Tendencias de la Educación
Ambiental. UNESCO, 1977.
Dias, G. F. (2006). Actividades interdisciplinares de educação ambiental: práticas inovadoras de
educação ambiental. 2ª ed. São Paulo. Editora Gaia.
Dias, G. F. (1992).Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo, Editora Gaia.
Dias, G. F. ([Link]ção Ambiental: princípios e práticas. 3ª ed. São Paulo, Editora Gaia.
Travassos, E. G. (2004). A prática da educação ambiental nas escolas. Porto Alegre, Editora
Mediação.
Zeppone, R. M. O. (1999).Educação ambiental: teoria e práticas escolares. 1ª ed. Araraquara. JM
Editora.

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