conceitos sobre a prática do ballet clássico
Fundamentos técnicos del ballet clásico
1 posiciones de los Pies y Brazos:
2. Pasos y Movimientos Básicos:
3. Giros y Saltos:
4. Trabajo en la Barra:
5. Trabajo en el Centro
6. Zapatillas de Puntas
[Link]ón y Colocación del Cuerpo:
8. Expresión Artística y Musicalidad
9. Métodos de Enseñanza
principais características do ballet clásico
vertentes do ballet
conceitos sobre a prática do ballet clássico
1. Aulas de Ballet:
As aulas de ballet são a base do treinamento em ballet clássico. Elas seguem uma
estrutura específica, começando com exercícios na barra e progredindo para
exercícios no centro da sala. As aulas visam desenvolver a técnica, a força, a
flexibilidade e a musicalidade dos estudantes (Kostrovitskaya & Pisarev, 1995).
2. Técnica de Pontas:
A técnica de pontas é uma característica distintiva do ballet clássico feminino. As
bailarinas dançam sobre as pontas dos pés, usando sapatilhas especiais chamadas
"pontas". Essa técnica exige grande força nos tornozelos, pés e panturrilhas, além de
equilíbrio e controle (Royal Academy of Dancing, 2001).
3. Variações e Coreografias:
As variações e coreografias são elementos importantes do repertório do ballet
clássico. As variações são sequências de passos e movimentos solos ou em duplas,
enquanto as coreografias são obras completas com enredo e personagens. Essas
obras desafiam os bailarinos a expressar emoções e interpretar personagens
(Beaumont & Idzikowski, 1977).
4. Ensaios e Rehearsals:
Os ensaios e rehearsals são práticas essenciais para a preparação de apresentações
de ballet. Nesses momentos, os bailarinos trabalham com coreógrafos e répétiteurs
(profissionais que ensinam e supervisam as coreografias) para aperfeiçoar suas
habilidades técnicas e artísticas (Vaganova, 1969).
5. Aquecimento e Alongamento:
O aquecimento e o alongamento são práticas cruciais para evitar lesões e preparar o
corpo para o treinamento intensivo do ballet. Os bailarinos realizam exercícios de
aquecimento muscular e alongamento antes das aulas e apresentações (Clippinger,
2016).
6. Nutrição e Condicionamento Físico:
Uma nutrição equilibrada e um condicionamento físico adequado são essenciais
para os bailarinos clássicos. Eles precisam manter um corpo forte e saudável, com
baixa porcentagem de gordura corporal, para suportar as demandas físicas do ballet
(Koutedakis & Jamurtas, 2004).
7. Apresentações e Espetáculos:
As apresentações e espetáculos são o momento culminante do treinamento em ballet
clássico. Nessas ocasiões, os bailarinos exibem suas habilidades técnicas e
artísticas, interpretando papéis e coreografias diante do público (Beaumont &
Idzikowski, 1977).
Referências:
Beaumont, C. W., & Idzikowski, S. (1977). A Manual of the Theory and Practice of
Classical Theatrical Dancing. London: C.W. Beaumont.
Clippinger, K. (2016). Dance Anatomy and Kinesiology (2nd ed.). Champaign, IL: Human
Kinetics.
Kostrovitskaya, V., & Pisarev, A. (1995). School of Classical Dance. London: Dance
Books.
Koutedakis, Y., & Jamurtas, A. (2004). The Dancer as a Performing Athlete: Physiological
Considerations. Sports Medicine, 34(10), 651-661.
Royal Academy of Dancing. (2001). The Foundations of Classical Ballet Technique.
Berlin: Springer.
Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo
Publishers.
Fundamentos técnicos del ballet clásico
1. posiciones de los Pies y Brazos:
1.1 Posições dos Pés:
Primeira Posição:
Os calcanhares ficam juntos e as pontas dos pés abertas formam uma linha reta para
fora (Grau, 2005). Essa posição básica estabelece a correta colocação dos pés e das
pernas, servindo como base para muitos outros movimentos no ballet clássico.
Segunda Posição:
Os pés estão separados por uma distância equivalente ao comprimento de um pé,
com os calcanhares alinhados e as pontas dos pés abertas formando uma linha reta
(Vaganova, 1969). Essa posição permite maior estabilidade e controle durante os
movimentos laterais.
Terceira Posição:
Um pé está à frente e o outro atrás, separados por uma distância equivalente ao
comprimento de um pé, com os calcanhares alinhados e as pontas dos pés abertas
formando uma linha reta (Minden, 2005). Essa posição é amplamente utilizada em
deslocamentos e preparações para giros.
Quarta Posição:
Os pés estão separados por uma distância equivalente ao comprimento de um pé,
com um pé à frente e o outro atrás, formando uma linha reta (Buckroyd, 2008). Essa
posição é frequentemente usada em preparação para saltos e movimentos de
elevação.
Quinta Posição:
Os calcanhares ficam juntos e as pontas dos pés abertas formam uma linha reta para
fora, com um pé cruzado à frente do outro (Vaganova, 1969). Essa posição é
considerada a mais desafiadora e é amplamente utilizada em giros, saltos e
movimentos de elevação.
1.2 Posições dos Braços (Port de Bras):
2.1 Posição Preparatória:
Os braços estão relaxados ao lado do corpo, com as palmas das mãos voltadas para
dentro (Vaganova, 1969). Essa posição serve como ponto de partida para as demais
posições dos braços.
2.2 Primeira Posição:
Os braços estão arredondados à frente, na altura dos ombros, com as palmas das
mãos voltadas para baixo (Minden, 2005). Essa posição é frequentemente usada em
combinação com as posições dos pés e em movimentos de elevação.
2.3 Segunda Posição:
Um braço está arredondado à frente e o outro atrás, ambos na altura dos ombros,
com as palmas das mãos voltadas para baixo (Buckroyd, 2008). Essa posição é
utilizada em movimentos de deslocamento e preparação para giros.
2.4 Terceira Posição:
Um braço está estendido à frente e o outro atrás, ambos na altura dos ombros, com
as palmas das mãos voltadas para baixo (Vaganova, 1969). Essa posição é comum
em movimentos de equilíbrio e expressividade.
2.5 Quinta Posição:
Os braços estão arredondados acima da cabeça, com as palmas das mãos voltadas
para dentro (Grau, 2005). Essa posição é amplamente utilizada em movimentos de
elevação, giros e poses finais.
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
2 Passos e Movimentos Básicos:
2.1 O Pliè:
O pliè é um dos movimentos mais fundamentais no ballet clássico. Consiste em dobrar os
joelhos, mantendo o corpo ereto e os pés firmemente plantados no chão (Vaganova, 1969).
Esse movimento é crucial para o desenvolvimento da força nas pernas, flexibilidade e
alinhamento correto do corpo (Buckroyd, 2008).
Existem diferentes tipos de pliès, como o demi-pliè (joelhos semi-dobrados) e o grand pliè
(joelhos completamente dobrados). Os pliès são executados em todas as cinco posições dos
pés e são uma preparação essencial para muitos outros passos e movimentos (Grau, 2005).
2.2 O Tendu:
O tendu é um passo no qual uma perna é estendida suavemente, mantendo o pé no chão ou
levemente levantado (Minden, 2005). Esse movimento desenvolve a força, o controle e a
coordenação, além de preparar o corpo para movimentos mais complexos (Vaganova,
1969).
Existem várias variações do tendu, como o tendu devant (perna estendida à frente), o tendu
à la seconde (perna estendida lateralmente) e o tendu derrière (perna estendida atrás). O
tendu é frequentemente combinado com outros passos em encadeamentos (Buckroyd,
2008).
2.3 O Relevé:
O relevé é o movimento de elevar-se sobre as pontas dos pés, transferindo o peso do corpo
para a parte dianteira dos pés (Grau, 2005). Esse movimento exige força, equilíbrio e
controle, e é fundamental para muitos outros passos e movimentos do ballet clássico
(Vaganova, 1969).
Existem diferentes tipos de relevés, como o demi-relevé (elevar-se parcialmente sobre as
pontas dos pés) e o relevé complet (elevar-se completamente sobre as pontas dos pés). O
relevé é usado em combinação com outros movimentos, como giros, saltos e deslocamentos
(Minden, 2005).
Esses passos e movimentos básicos são ensinados desde o início do treinamento em ballet
clássico e são constantemente refinados e aprimorados ao longo dos anos de prática
(Buckroyd, 2008). Eles formam a base sólida sobre a qual os bailarinos desenvolvem sua
técnica e habilidades mais avançadas.
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
3. Giros e Saltos:
3.1 giros:
3.1.1 Pirouettes Simples: As pirouettes simples são giros de uma rotação completa sobre
uma perna, enquanto a outra perna está posicionada em retiré (joelho levantado à frente) ou
à la seconde (perna estendida lateralmente). Esse giro é um dos fundamentos básicos das
pirouettes e exige controle do eixo corporal, equilíbrio e força nas pernas (Vaganova,
1969). As pirouettes simples são frequentemente incorporadas em sequências de passos e
combinações.
3.1.2 Pirouettes Doubles: As pirouettes doubles envolvem duas rotações completas sobre
uma perna. Esse movimento é mais desafiador do que as pirouettes simples, exigindo um
impulso mais forte, controle aprimorado do eixo corporal e uma maior resistência muscular
(Minden, 2005). As pirouettes doubles são frequentemente utilizadas em variações e
coreografias mais avançadas para demonstrar a habilidade técnica dos bailarinos.
3.1.3 Tours Piqués: Os tours piqués são giros iniciados a partir de uma posição em relevé
(sobre as pontas dos pés). O bailarino executa um piqué (uma pequena flexão dos joelhos)
antes de iniciar o giro. Esse movimento exige uma forte impulsão, controle do eixo corporal
e uma rápida transição para a rotação (Warren, 1996). Os tours piqués são considerados
tecnicamente desafiadores e são amplamente utilizados em variações e coreografias de
nível avançado.
3.2 Saltos:
3.2.1 O Jeté: O jeté é um salto no qual ambas as pernas estão estendidas no ar, geralmente
com uma perna ligeiramente à frente da outra. Esse movimento exige uma forte impulsão a
partir do chão, controle no ar e uma aterrissagem suave e controlada (Minden, 2005).
Existem variações do jeté, como o jeté entrelacé (com as pernas cruzadas no ar) e o jeté
attitude (com uma perna estendida à frente e a outra dobrada atrás). O jeté é frequentemente
incorporado em sequências de saltos e combinações de passos.
3.2.2 O Sissonne: O sissonne é um salto no qual uma perna é estendida à frente, enquanto a
outra perna permanece dobrada atrás. Esse movimento requer uma forte impulsão, controle
no ar e a capacidade de dividir as pernas em uma posição aberta (Vaganova, 1969).
Existem diferentes variações do sissonne, como o sissonne fermé (pernas unidas no ar) e o
sissonne ouvert (pernas abertas em uma posição de arabesque). O sissonne é
frequentemente usado em sequências de saltos e combinações de passos desafiadores.
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters. University
Press of Florida.
4. Trabalho na Barra:
4.1 Uso:
A barra de ballet é uma ferramenta essencial para o treinamento diário dos bailarinos (Grau,
2005). O trabalho na barra tem como objetivo preparar o corpo para os movimentos mais
complexos que serão executados no centro da sala de dança.
A barra fornece apoio e estabilidade, permitindo que os bailarinos se concentrem no
alinhamento correto do corpo, na colocação adequada dos pés e pernas, e no
desenvolvimento da força, flexibilidade e coordenação (Vaganova, 1969). Ao segurar a
barra, os bailarinos podem executar os exercícios com precisão e controle, corrigindo
eventuais desequilíbrios ou falhas na técnica.
4.2 Exercícios:
4.2.1 Rond de Jambe: O rond de jambe envolve a execução de círculos com a perna, tanto
no plano horizontal quanto no vertical. Esse exercício é fundamental para aumentar a
mobilidade das articulações, a flexibilidade e o controle sobre os movimentos das pernas
(Minden, 2005).
4.2.2 Fondus: Os fondus são movimentos de dobrar os joelhos enquanto o corpo está em
relevé (sobre as pontas dos pés). Esse exercício desenvolve a força das panturrilhas, o
equilíbrio e o controle do corpo em posições elevadas (Grau, 2005).
4.2.2 Frappés: Os frappés envolvem o movimento de bater uma perna contra a outra, seja
no ar ou no chão. Esse exercício é importante para desenvolver a coordenação, a agilidade e
a capacidade de executar movimentos rápidos e precisos com as pernas (Vaganova, 1969).
Esses exercícios na barra são realizados de forma sistemática e progressiva, começando
com movimentos mais simples e evoluindo para combinações mais complexas. O trabalho
na barra é fundamental para o aprimoramento da técnica do ballet clássico e para a
preparação dos bailarinos para o trabalho no centro da sala de dança (Minden, 2005).
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
5 Trabalho no Centro:
5.1 finalidad
Após o trabalho na barra, os bailarinos passam a praticar os movimentos no centro da sala
de dança (Minden, 2005). O trabalho no centro é fundamental para o desenvolvimento da
técnica do ballet clássico, pois permite a execução de movimentos mais complexos e
desafiadores, sem o auxílio da barra.
No centro, os bailarinos têm a oportunidade de aplicar e aprimorar os elementos aprendidos
na barra, como giros, saltos, deslocamentos e encadeamentos de passos (Grau, 2005). Além
disso, o trabalho no centro exige um maior controle do equilíbrio, coordenação e resistência
física, preparando os bailarinos para as exigências das coreografias e apresentações.
5.2 Enchaînements:
Os enchaînements são sequências ou combinações de passos e movimentos que são
executados no centro da sala de dança (Vaganova, 1969). Eles podem incluir uma
variedade de elementos, como giros, saltos, deslocamentos, movimentos de braço e
mudanças de direção.
Os enchaînements são projetados para desafiar os bailarinos em diversos aspectos técnicos,
como precisão, musicalidade, fluidez de movimento e expressividade artística (Warren,
1996). Eles podem variar em nível de dificuldade, desde sequências simples para iniciantes
até combinações complexas para bailarinos avançados.
A execução precisa e expressiva dos enchaînements requer uma sólida compreensão dos
fundamentos técnicos do ballet clássico, como as posições dos pés e braços, a colocação
adequada do corpo e o domínio dos passos e movimentos básicos (Buckroyd, 2008). Além
disso, os bailarinos devem desenvolver habilidades como memorização, musicalidade e
interpretação artística.
O trabalho no centro é uma etapa crucial no treinamento do ballet clássico, pois prepara os
bailarinos para as coreografias completas e as apresentações em palco, nas quais eles
devem demonstrar não apenas habilidades técnicas, mas também expressividade artística e
capacidade de interpretar diferentes personagens e narrativas (Minden, 2005).
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters.
University Press of Florida.
6. Sapatilhas de Ponta:
6.1 Uso:
Para as bailarinas, o trabalho com as sapatilhas de ponta é um aspecto fundamental da
técnica do ballet clássico (Grau, 2005). As sapatilhas de ponta permitem que as bailarinas
dancem sobre as pontas dos pés, o que exige uma força e um controle excepcionais nos pés
e panturrilhas.
O uso das sapatilhas de ponta é introduzido geralmente por volta dos 12 anos de idade, após
anos de treinamento e desenvolvimento muscular adequado (Buckroyd, 2008).
Inicialmente, as bailarinas praticam com as sapatilhas de ponta apenas por curtos períodos,
gradualmente aumentando o tempo de uso à medida que seus pés e músculos se fortalecem.
Durante as aulas e ensaios, as bailarinas alternam entre o uso das sapatilhas de ponta e das
sapatilhas de meia-ponta, a fim de evitar lesões e fadiga excessiva (Minden, 2005). O
trabalho com as sapatilhas de ponta requer uma técnica precisa, incluindo o correto
posicionamento do corpo, a distribuição adequada do peso e a capacidade de elevar-se
completamente sobre as pontas dos pés.
6.2 Finalidade:
O uso das sapatilhas de ponta no ballet clássico tem várias finalidades artísticas e técnicas
(Vaganova, 1969). Do ponto de vista estético, as sapatilhas de ponta permitem que as
bailarinas alcancem uma linha de movimento fluida e elegante, com os pés e tornozelos
totalmente estendidos.
Além disso, as sapatilhas de ponta possibilitam a execução de movimentos e passos
específicos que não seriam possíveis com as sapatilhas de meia-ponta, como os relevés
prolongados, os giros precisos e os saltos em posições elevadas (Warren, 1996).
Do ponto de vista técnico, o trabalho com as sapatilhas de ponta desenvolve a força, o
controle e a resistência dos músculos dos pés, tornozelos e panturrilhas, preparando as
bailarinas para os desafios físicos das coreografias e apresentações (Grau, 2005).
O domínio das sapatilhas de ponta é considerado um marco importante no treinamento de
uma bailarina, representando um nível avançado de habilidade técnica e dedicação à arte do
ballet clássico (Minden, 2005).
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters.
University Press of Florida.
7. Alinhamento e Colocação do Corpo:
7.1 Implicações e Fundamentos:
O correto alinhamento e colocação do corpo são aspectos fundamentais da técnica do ballet
clássico (Vaganova, 1969). Eles não apenas permitem a execução precisa e graciosa dos
movimentos, mas também são essenciais para prevenir lesões e maximizar a eficiência do
movimento.
O alinhamento correto do corpo implica manter a pelve em sua posição neutra, a coluna
vertebral alongada e os ombros para trás e abaixo (Grau, 2005). Essa postura equilibrada
permite a distribuição adequada do peso e a transferência de força através do corpo,
facilitando movimentos fluidos e controlados.
A colocação adequada dos pés e pernas é outro aspecto crucial. As cinco posições básicas
dos pés, juntamente com a rotação externa das articulações dos quadris, criam a base para
todos os movimentos do ballet clássico (Minden, 2005). Essa colocação correta dos
membros inferiores é essencial para manter o equilíbrio, executar giros precisos e alcançar
linhas elegantes.
Além disso, o alinhamento e a colocação adequados do corpo permitem a execução segura
e eficiente dos movimentos, reduzindo o risco de lesões (Buckroyd, 2008). Quando o corpo
está corretamente alinhado, as articulações e os músculos trabalham de maneira
harmoniosa, evitando tensões excessivas ou desgaste indevido.
O domínio dessa técnica corporal é alcançado através de um treinamento constante e de
uma conscientização aprimorada da postura e do movimento (Warren, 1996). Os
professores de ballet dedicam grande atenção a esse aspecto, corrigindo constantemente os
alunos e ensinando-os a desenvolver a autoconsciência e o controle sobre o alinhamento e a
colocação do corpo.
Em resumo, o alinhamento e a colocação adequados do corpo são fundamentais para a
prática segura e eficiente do ballet clássico, permitindo movimentos graciosos, expressivos
e tecnicamente corretos (Vaganova, 1969).
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters. University
Press of Florida.
8. Expressão Artística e Musicalidade:
8.1 Implicações e Fundamentos:
Além da técnica física rigorosa, o ballet clássico também exige uma conexão profunda com
a expressão artística e a musicalidade (Samudra, 2008). Esses aspectos são fundamentais
para elevar o ballet a uma verdadeira forma de arte, transcendendo a mera execução de
movimentos e possibilitando a comunicação de emoções e narrativas.
A expressão artística no ballet clássico implica a capacidade de interpretar personagens,
contar histórias e transmitir emoções através dos movimentos (Warren, 1996). Os
bailarinos devem ser capazes de interpretar a coreografia de maneira expressiva, utilizando
o corpo como um meio de comunicação visual e emocional.
Essa habilidade envolve não apenas a execução técnica precisa dos passos, mas também o
uso de nuances sutis, como a expressão facial, a projeção de energia e a capacidade de se
conectar com o público (Buckroyd, 2008). Os bailarinos devem desenvolver sua
sensibilidade artística, permitindo que as emoções e a interpretação fluam naturalmente
através de seus movimentos.
A musicalidade, por sua vez, é a habilidade de dançar em perfeita harmonia com a música,
capturando seu ritmo, dinâmica e caráter (Grau, 2005). Os bailarinos devem ser capazes de
interpretar a música com seus movimentos, sincronizando-os com precisão e expressando
as nuances musicais através de suas interpretações.
Essa conexão com a música envolve não apenas a capacidade de contar tempos e
reconhecer padrões rítmicos, mas também a compreensão das emoções e intenções por trás
da composição musical (Minden, 2005). Os bailarinos devem permitir que a música os
inspire e guie seus movimentos, criando uma sinergia perfeita entre dança e música.
A expressão artística e a musicalidade são desenvolvidas através de anos de treinamento,
experiência e dedicação (Vaganova, 1969). Os professores de ballet desempenham um
papel crucial nesse processo, orientando os alunos na interpretação das coreografias e na
conexão emocional com a música e o movimento.
Em última análise, a combinação da técnica impecável com a expressão artística e a
musicalidade é o que transforma o ballet clássico em uma forma de arte verdadeiramente
cativante e emocionante (Warren, 1996).
Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.
Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.
Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.
Samudra, J. K. (2008). Memory in our body: Thick participation and the translation of
kinesthetic experience.
Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters. University
Press of Florida.
9. Métodos de Ensino do Ballet Clássico:
9.1 Método Vaganova:
O método Vaganova, desenvolvido pela pedagoga russa Agrippina Vaganova, é
amplamente utilizado em escolas de ballet russas e internacionais. Ele enfatiza a
correção e a precisão técnica, com grande atenção aos detalhes da postura,
alinhamento e colocação correta dos pés e pernas. O treinamento começa desde
tenra idade, com exercícios cuidadosamente projetados para desenvolver a força,
flexibilidade e coordenação necessárias para o ballet clássico (Vaganova, 1969).
9.2 Método Cecchetti:
Criado pelo italiano Enrico Cecchetti, este método valoriza a clareza e a
expressividade dos movimentos. Ele enfatiza a importância da estabilidade do
tronco, do controle dos músculos abdominais e das costas, bem como da articulação
precisa dos pés. O treinamento Cecchetti enfatiza a técnica pura, com ênfase na
qualidade de cada movimento (Cecchetti, 1922).
9.3 Método Bournonville:
Desenvolvido pelo coreógrafo e mestre de ballet dinamarquês August
Bournonville, este método é conhecido por sua leveza, agilidade e ênfase na dança
de caráter. Ele promove uma técnica clara e elegante, com ênfase na coordenação
dos braços e na expressividade dos movimentos. O treinamento Bournonville é
particularmente desafiador devido à sua ênfase na leveza e na precisão
(Bournonville, 1848).
9.4 Método Balanchine:
Criado pelo coreógrafo russo-americano George Balanchine, este método enfatiza a
velocidade, a musicalidade e a ampla variedade de movimentos. Ele promove uma
técnica enérgica e atlética, com ênfase na leveza e na precisão dos movimentos das
pernas e dos pés. O treinamento Balanchine exige grande controle muscular e
resistência (Balanchine & Mason, 1975).
9.5 Método Royal Academy of Dancing (RAD):
Desenvolvido pela Royal Academy of Dancing, com sede no Reino Unido, este
método enfatiza a progressão cuidadosa e sistemática do treinamento. Ele promove
uma técnica sólida e equilibrada, com ênfase no alinhamento correto do corpo e na
execução precisa dos movimentos. O treinamento da RAD é amplamente utilizado
em escolas de ballet em todo o mundo (Royal Academy of Dancing, 2001).
Referências:
Bournonville, A. (1848). Études chorégraphiques. Copenhagen: C.A. Reitzel.
Balanchine, G., & Mason, F. (1975). 101 Stories of the Great Ballets. New York: Anchor
Books.
Cecchetti, E. (1922). Manual complet de la théorie et la pratique de l'art de la danse. Paris:
Imprimerie Nouvelle.
Royal Academy of Dancing. (2001). The Foundations of Classical Ballet Technique.
Berlin: Springer.
Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo
Publishers.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO BALLET
1. Posições e Alinhamento do Corpo:
O ballet clássico exige uma postura e um alinhamento corporal específicos,
conhecidos como "en dehors" (abertura das pernas para fora). Isso inclui a rotação
externa dos quadris, joelhos e pés, bem como a manutenção de um eixo vertical do
tronco e da cabeça. Essa colocação correta do corpo é fundamental para a execução
adequada dos movimentos (Vaganova, 1969).
2. Vocabulário de Passos e Movimentos Codificados:
O ballet clássico possui um vocabulário específico de passos e movimentos, cada
um com uma designação francesa. Esses movimentos são rigorosamente codificados
e executados de acordo com uma técnica precisa. Alguns exemplos incluem o
"piqué" (passo em diagonal com a perna de trabalho elevada), o "battement" (bater
de pernas) e o "grand jeté" (salto com separação das pernas) (Cecchetti, 1922).
3. Turnout (Rotação Externa):
A rotação externa das pernas, conhecida como "turnout", é uma característica
fundamental do ballet clássico. Essa rotação é necessária para manter os pés virados
para fora durante os movimentos, proporcionando uma aparência estética e
facilitando a execução de determinados passos (Bournonville, 1848).
4. Movimentos Fluidos e Graciosos:
O ballet clássico é caracterizado por movimentos fluidos, graciosos e elegantes. Os
bailarinos devem mover-se com leveza, controle e transições suaves entre os
movimentos. A fluidez dos braços e a coordenação com o movimento das pernas
são essenciais para a estética do ballet (Balanchine & Mason, 1975).
5. Técnica de Pontas:
Uma das características mais distintivas do ballet clássico é a técnica de dança nas
pontas, onde as bailarinas dançam sobre as pontas dos pés, em sapatilhas especiais
chamadas de "pontas". Essa técnica exige grande força muscular, equilíbrio e
controle (Royal Academy of Dancing, 2001).
6. Expressividade e Interpretação:
Além da técnica impecável, o ballet clássico também enfatiza a expressividade e a
interpretação. Os bailarinos devem transmitir emoções e contar histórias através de
seus movimentos, expressões faciais e interpretação dos personagens (Vaganova,
1969).
Referências:
Bournonville, A. (1848). Études chorégraphiques. Copenhagen: C.A. Reitzel.
Balanchine, G., & Mason, F. (1975). 101 Stories of the Great Ballets. New York: Anchor
Books.
Cecchetti, E. (1922). Manual complet de la théorie et la pratique de l'art de la danse. Paris:
Imprimerie Nouvelle.
Royal Academy of Dancing. (2001). The Foundations of Classical Ballet Technique.
Berlin: Springer.
Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo
Publishers.
VERTENTES DO BALLET CLÁSSICO :
1. Ballet Romântico:
O ballet romântico surgiu no início do século XIX e foi influenciado pelo
movimento romântico na literatura e nas artes. Essa vertente enfatizava a
expressividade, a leveza etérea e a dimensão espiritual da dança. As bailarinas eram
retratadas como seres etéreos e quase sobrenaturais, com destaque para a técnica de
pontas e os grandes saltos. Obras como "Giselle" e "La Sylphide" são exemplos
emblemáticos do ballet romântico (Guest, 1980).
2. Ballet Russo:
O ballet russo ganhou proeminência no final do século XIX e início do século XX,
com a influência de coreógrafos e pedagogos como Marius Petipa e Agrippina
Vaganova. Essa vertente se caracterizava por uma técnica rigorosa, com ênfase na
precisão dos movimentos e na virtuosidade técnica. Os ballets clássicos russos,
como "O Lago dos Cisnes" e "A Bela Adormecida", tornaram-se marcos do
repertório clássico (Vaganova, 1969).
3. Ballet Neoclássico:
O ballet neoclássico surgiu nas primeiras décadas do século XX, liderado por
coreógrafos como George Balanchine. Essa vertente buscava uma abordagem mais
abstrata e minimalista, com uma ênfase na pureza dos movimentos e na exploração
de novas formas de movimento. Ballets como "Apollon Musagète" e "Serenade" são
exemplos notáveis do estilo neoclássico (Balanchine & Mason, 1975).
4. Ballet Contemporâneo:
O ballet contemporâneo é uma vertente mais recente que incorpora elementos de
outras formas de dança, como a dança moderna e a dança pós-moderna. Essa
vertente busca uma maior liberdade de expressão e experimentação, além de
explorar temas e movimentos mais abstratos e conceituais. Coreógrafos como
William Forsythe e Jiří Kylián são expoentes do ballet contemporâneo (Greskovic,
1998).
5. Ballet Narrativo:
O ballet narrativo é uma vertente que enfatiza a narrativa e a encenação de histórias.
Essas obras contam uma história por meio de movimentos, cenários e caracterização
dos personagens. Ballets como "A Bela Adormecida" e "O Quebra-Nozes" são
exemplos clássicos do ballet narrativo, enquanto obras mais recentes, como "A Saga
dos Nibelungos" de Bournonville, também se enquadram nessa vertente
(Bournonville, 1848).
Referências:
Bournonville, A. (1848). Études chorégraphiques. Copenhagen: C.A. Reitzel.
Balanchine, G., & Mason, F. (1975). 101 Stories of the Great Ballets. New York: Anchor
Books.
Guest, I. (1980). The Romantic Ballet in Paris. London: Dance Books.
Greskovic, R. (1998). Ballet 101: A Complete Guide to Learning and Loving the Ballet.
New York: Hyperion.
Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo
Publishers.