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Passos Fundamentais do Ballet Infantil

O documento descreve os fundamentos técnicos do ballet clássico, incluindo posições dos pés e braços, passos e movimentos básicos como plié, tendu e relevé, além de giros e saltos. É um guia abrangente dos conceitos e técnicas centrais da prática do ballet clássico.

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Passos Fundamentais do Ballet Infantil

O documento descreve os fundamentos técnicos do ballet clássico, incluindo posições dos pés e braços, passos e movimentos básicos como plié, tendu e relevé, além de giros e saltos. É um guia abrangente dos conceitos e técnicas centrais da prática do ballet clássico.

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conceitos sobre a prática do ballet clássico

Fundamentos técnicos del ballet clásico


1 posiciones de los Pies y Brazos:
2. Pasos y Movimientos Básicos:
3. Giros y Saltos:
4. Trabajo en la Barra:
5. Trabajo en el Centro
6. Zapatillas de Puntas
[Link]ón y Colocación del Cuerpo:
8. Expresión Artística y Musicalidad
9. Métodos de Enseñanza
principais características do ballet clásico
vertentes do ballet
conceitos sobre a prática do ballet clássico

1. Aulas de Ballet:

As aulas de ballet são a base do treinamento em ballet clássico. Elas seguem uma
estrutura específica, começando com exercícios na barra e progredindo para
exercícios no centro da sala. As aulas visam desenvolver a técnica, a força, a
flexibilidade e a musicalidade dos estudantes (Kostrovitskaya & Pisarev, 1995).

2. Técnica de Pontas:

A técnica de pontas é uma característica distintiva do ballet clássico feminino. As


bailarinas dançam sobre as pontas dos pés, usando sapatilhas especiais chamadas
"pontas". Essa técnica exige grande força nos tornozelos, pés e panturrilhas, além de
equilíbrio e controle (Royal Academy of Dancing, 2001).

3. Variações e Coreografias:

As variações e coreografias são elementos importantes do repertório do ballet


clássico. As variações são sequências de passos e movimentos solos ou em duplas,
enquanto as coreografias são obras completas com enredo e personagens. Essas
obras desafiam os bailarinos a expressar emoções e interpretar personagens
(Beaumont & Idzikowski, 1977).

4. Ensaios e Rehearsals:

Os ensaios e rehearsals são práticas essenciais para a preparação de apresentações


de ballet. Nesses momentos, os bailarinos trabalham com coreógrafos e répétiteurs
(profissionais que ensinam e supervisam as coreografias) para aperfeiçoar suas
habilidades técnicas e artísticas (Vaganova, 1969).

5. Aquecimento e Alongamento:

O aquecimento e o alongamento são práticas cruciais para evitar lesões e preparar o


corpo para o treinamento intensivo do ballet. Os bailarinos realizam exercícios de
aquecimento muscular e alongamento antes das aulas e apresentações (Clippinger,
2016).

6. Nutrição e Condicionamento Físico:

Uma nutrição equilibrada e um condicionamento físico adequado são essenciais


para os bailarinos clássicos. Eles precisam manter um corpo forte e saudável, com
baixa porcentagem de gordura corporal, para suportar as demandas físicas do ballet
(Koutedakis & Jamurtas, 2004).
7. Apresentações e Espetáculos:

As apresentações e espetáculos são o momento culminante do treinamento em ballet


clássico. Nessas ocasiões, os bailarinos exibem suas habilidades técnicas e
artísticas, interpretando papéis e coreografias diante do público (Beaumont &
Idzikowski, 1977).

Referências:

Beaumont, C. W., & Idzikowski, S. (1977). A Manual of the Theory and Practice of
Classical Theatrical Dancing. London: C.W. Beaumont.

Clippinger, K. (2016). Dance Anatomy and Kinesiology (2nd ed.). Champaign, IL: Human
Kinetics.

Kostrovitskaya, V., & Pisarev, A. (1995). School of Classical Dance. London: Dance
Books.

Koutedakis, Y., & Jamurtas, A. (2004). The Dancer as a Performing Athlete: Physiological
Considerations. Sports Medicine, 34(10), 651-661.

Royal Academy of Dancing. (2001). The Foundations of Classical Ballet Technique.


Berlin: Springer.

Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo


Publishers.

Fundamentos técnicos del ballet clásico

1. posiciones de los Pies y Brazos:

1.1 Posições dos Pés:

 Primeira Posição:

Os calcanhares ficam juntos e as pontas dos pés abertas formam uma linha reta para
fora (Grau, 2005). Essa posição básica estabelece a correta colocação dos pés e das
pernas, servindo como base para muitos outros movimentos no ballet clássico.

 Segunda Posição:

Os pés estão separados por uma distância equivalente ao comprimento de um pé,


com os calcanhares alinhados e as pontas dos pés abertas formando uma linha reta
(Vaganova, 1969). Essa posição permite maior estabilidade e controle durante os
movimentos laterais.

 Terceira Posição:

Um pé está à frente e o outro atrás, separados por uma distância equivalente ao


comprimento de um pé, com os calcanhares alinhados e as pontas dos pés abertas
formando uma linha reta (Minden, 2005). Essa posição é amplamente utilizada em
deslocamentos e preparações para giros.

 Quarta Posição:

Os pés estão separados por uma distância equivalente ao comprimento de um pé,


com um pé à frente e o outro atrás, formando uma linha reta (Buckroyd, 2008). Essa
posição é frequentemente usada em preparação para saltos e movimentos de
elevação.

 Quinta Posição:

Os calcanhares ficam juntos e as pontas dos pés abertas formam uma linha reta para
fora, com um pé cruzado à frente do outro (Vaganova, 1969). Essa posição é
considerada a mais desafiadora e é amplamente utilizada em giros, saltos e
movimentos de elevação.

1.2 Posições dos Braços (Port de Bras):

 2.1 Posição Preparatória:

Os braços estão relaxados ao lado do corpo, com as palmas das mãos voltadas para
dentro (Vaganova, 1969). Essa posição serve como ponto de partida para as demais
posições dos braços.

 2.2 Primeira Posição:

Os braços estão arredondados à frente, na altura dos ombros, com as palmas das
mãos voltadas para baixo (Minden, 2005). Essa posição é frequentemente usada em
combinação com as posições dos pés e em movimentos de elevação.

 2.3 Segunda Posição:

Um braço está arredondado à frente e o outro atrás, ambos na altura dos ombros,
com as palmas das mãos voltadas para baixo (Buckroyd, 2008). Essa posição é
utilizada em movimentos de deslocamento e preparação para giros.

 2.4 Terceira Posição:


Um braço está estendido à frente e o outro atrás, ambos na altura dos ombros, com
as palmas das mãos voltadas para baixo (Vaganova, 1969). Essa posição é comum
em movimentos de equilíbrio e expressividade.

 2.5 Quinta Posição:

Os braços estão arredondados acima da cabeça, com as palmas das mãos voltadas
para dentro (Grau, 2005). Essa posição é amplamente utilizada em movimentos de
elevação, giros e poses finais.

Referências:

Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.

Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.

2 Passos e Movimentos Básicos:

2.1 O Pliè:

O pliè é um dos movimentos mais fundamentais no ballet clássico. Consiste em dobrar os


joelhos, mantendo o corpo ereto e os pés firmemente plantados no chão (Vaganova, 1969).
Esse movimento é crucial para o desenvolvimento da força nas pernas, flexibilidade e
alinhamento correto do corpo (Buckroyd, 2008).

Existem diferentes tipos de pliès, como o demi-pliè (joelhos semi-dobrados) e o grand pliè
(joelhos completamente dobrados). Os pliès são executados em todas as cinco posições dos
pés e são uma preparação essencial para muitos outros passos e movimentos (Grau, 2005).

2.2 O Tendu:

O tendu é um passo no qual uma perna é estendida suavemente, mantendo o pé no chão ou


levemente levantado (Minden, 2005). Esse movimento desenvolve a força, o controle e a
coordenação, além de preparar o corpo para movimentos mais complexos (Vaganova,
1969).
Existem várias variações do tendu, como o tendu devant (perna estendida à frente), o tendu
à la seconde (perna estendida lateralmente) e o tendu derrière (perna estendida atrás). O
tendu é frequentemente combinado com outros passos em encadeamentos (Buckroyd,
2008).

2.3 O Relevé:

O relevé é o movimento de elevar-se sobre as pontas dos pés, transferindo o peso do corpo
para a parte dianteira dos pés (Grau, 2005). Esse movimento exige força, equilíbrio e
controle, e é fundamental para muitos outros passos e movimentos do ballet clássico
(Vaganova, 1969).

Existem diferentes tipos de relevés, como o demi-relevé (elevar-se parcialmente sobre as


pontas dos pés) e o relevé complet (elevar-se completamente sobre as pontas dos pés). O
relevé é usado em combinação com outros movimentos, como giros, saltos e deslocamentos
(Minden, 2005).

Esses passos e movimentos básicos são ensinados desde o início do treinamento em ballet
clássico e são constantemente refinados e aprimorados ao longo dos anos de prática
(Buckroyd, 2008). Eles formam a base sólida sobre a qual os bailarinos desenvolvem sua
técnica e habilidades mais avançadas.

Referências:

Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.

Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.

3. Giros e Saltos:

3.1 giros:

3.1.1 Pirouettes Simples: As pirouettes simples são giros de uma rotação completa sobre
uma perna, enquanto a outra perna está posicionada em retiré (joelho levantado à frente) ou
à la seconde (perna estendida lateralmente). Esse giro é um dos fundamentos básicos das
pirouettes e exige controle do eixo corporal, equilíbrio e força nas pernas (Vaganova,
1969). As pirouettes simples são frequentemente incorporadas em sequências de passos e
combinações.

3.1.2 Pirouettes Doubles: As pirouettes doubles envolvem duas rotações completas sobre
uma perna. Esse movimento é mais desafiador do que as pirouettes simples, exigindo um
impulso mais forte, controle aprimorado do eixo corporal e uma maior resistência muscular
(Minden, 2005). As pirouettes doubles são frequentemente utilizadas em variações e
coreografias mais avançadas para demonstrar a habilidade técnica dos bailarinos.

3.1.3 Tours Piqués: Os tours piqués são giros iniciados a partir de uma posição em relevé
(sobre as pontas dos pés). O bailarino executa um piqué (uma pequena flexão dos joelhos)
antes de iniciar o giro. Esse movimento exige uma forte impulsão, controle do eixo corporal
e uma rápida transição para a rotação (Warren, 1996). Os tours piqués são considerados
tecnicamente desafiadores e são amplamente utilizados em variações e coreografias de
nível avançado.

3.2 Saltos:

3.2.1 O Jeté: O jeté é um salto no qual ambas as pernas estão estendidas no ar, geralmente
com uma perna ligeiramente à frente da outra. Esse movimento exige uma forte impulsão a
partir do chão, controle no ar e uma aterrissagem suave e controlada (Minden, 2005).
Existem variações do jeté, como o jeté entrelacé (com as pernas cruzadas no ar) e o jeté
attitude (com uma perna estendida à frente e a outra dobrada atrás). O jeté é frequentemente
incorporado em sequências de saltos e combinações de passos.

3.2.2 O Sissonne: O sissonne é um salto no qual uma perna é estendida à frente, enquanto a
outra perna permanece dobrada atrás. Esse movimento requer uma forte impulsão, controle
no ar e a capacidade de dividir as pernas em uma posição aberta (Vaganova, 1969).
Existem diferentes variações do sissonne, como o sissonne fermé (pernas unidas no ar) e o
sissonne ouvert (pernas abertas em uma posição de arabesque). O sissonne é
frequentemente usado em sequências de saltos e combinações de passos desafiadores.

Referências:

Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.

Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.
Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters. University
Press of Florida.

4. Trabalho na Barra:

4.1 Uso:

A barra de ballet é uma ferramenta essencial para o treinamento diário dos bailarinos (Grau,
2005). O trabalho na barra tem como objetivo preparar o corpo para os movimentos mais
complexos que serão executados no centro da sala de dança.

A barra fornece apoio e estabilidade, permitindo que os bailarinos se concentrem no


alinhamento correto do corpo, na colocação adequada dos pés e pernas, e no
desenvolvimento da força, flexibilidade e coordenação (Vaganova, 1969). Ao segurar a
barra, os bailarinos podem executar os exercícios com precisão e controle, corrigindo
eventuais desequilíbrios ou falhas na técnica.

4.2 Exercícios:

4.2.1 Rond de Jambe: O rond de jambe envolve a execução de círculos com a perna, tanto
no plano horizontal quanto no vertical. Esse exercício é fundamental para aumentar a
mobilidade das articulações, a flexibilidade e o controle sobre os movimentos das pernas
(Minden, 2005).

4.2.2 Fondus: Os fondus são movimentos de dobrar os joelhos enquanto o corpo está em
relevé (sobre as pontas dos pés). Esse exercício desenvolve a força das panturrilhas, o
equilíbrio e o controle do corpo em posições elevadas (Grau, 2005).

4.2.2 Frappés: Os frappés envolvem o movimento de bater uma perna contra a outra, seja
no ar ou no chão. Esse exercício é importante para desenvolver a coordenação, a agilidade e
a capacidade de executar movimentos rápidos e precisos com as pernas (Vaganova, 1969).

Esses exercícios na barra são realizados de forma sistemática e progressiva, começando


com movimentos mais simples e evoluindo para combinações mais complexas. O trabalho
na barra é fundamental para o aprimoramento da técnica do ballet clássico e para a
preparação dos bailarinos para o trabalho no centro da sala de dança (Minden, 2005).

Referências:

Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.


Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.

5 Trabalho no Centro:

5.1 finalidad

Após o trabalho na barra, os bailarinos passam a praticar os movimentos no centro da sala


de dança (Minden, 2005). O trabalho no centro é fundamental para o desenvolvimento da
técnica do ballet clássico, pois permite a execução de movimentos mais complexos e
desafiadores, sem o auxílio da barra.

No centro, os bailarinos têm a oportunidade de aplicar e aprimorar os elementos aprendidos


na barra, como giros, saltos, deslocamentos e encadeamentos de passos (Grau, 2005). Além
disso, o trabalho no centro exige um maior controle do equilíbrio, coordenação e resistência
física, preparando os bailarinos para as exigências das coreografias e apresentações.

5.2 Enchaînements:

Os enchaînements são sequências ou combinações de passos e movimentos que são


executados no centro da sala de dança (Vaganova, 1969). Eles podem incluir uma
variedade de elementos, como giros, saltos, deslocamentos, movimentos de braço e
mudanças de direção.

Os enchaînements são projetados para desafiar os bailarinos em diversos aspectos técnicos,


como precisão, musicalidade, fluidez de movimento e expressividade artística (Warren,
1996). Eles podem variar em nível de dificuldade, desde sequências simples para iniciantes
até combinações complexas para bailarinos avançados.

A execução precisa e expressiva dos enchaînements requer uma sólida compreensão dos
fundamentos técnicos do ballet clássico, como as posições dos pés e braços, a colocação
adequada do corpo e o domínio dos passos e movimentos básicos (Buckroyd, 2008). Além
disso, os bailarinos devem desenvolver habilidades como memorização, musicalidade e
interpretação artística.

O trabalho no centro é uma etapa crucial no treinamento do ballet clássico, pois prepara os
bailarinos para as coreografias completas e as apresentações em palco, nas quais eles
devem demonstrar não apenas habilidades técnicas, mas também expressividade artística e
capacidade de interpretar diferentes personagens e narrativas (Minden, 2005).

Referências:
Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.

Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.

Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters.


University Press of Florida.

6. Sapatilhas de Ponta:

6.1 Uso:

Para as bailarinas, o trabalho com as sapatilhas de ponta é um aspecto fundamental da


técnica do ballet clássico (Grau, 2005). As sapatilhas de ponta permitem que as bailarinas
dancem sobre as pontas dos pés, o que exige uma força e um controle excepcionais nos pés
e panturrilhas.

O uso das sapatilhas de ponta é introduzido geralmente por volta dos 12 anos de idade, após
anos de treinamento e desenvolvimento muscular adequado (Buckroyd, 2008).
Inicialmente, as bailarinas praticam com as sapatilhas de ponta apenas por curtos períodos,
gradualmente aumentando o tempo de uso à medida que seus pés e músculos se fortalecem.

Durante as aulas e ensaios, as bailarinas alternam entre o uso das sapatilhas de ponta e das
sapatilhas de meia-ponta, a fim de evitar lesões e fadiga excessiva (Minden, 2005). O
trabalho com as sapatilhas de ponta requer uma técnica precisa, incluindo o correto
posicionamento do corpo, a distribuição adequada do peso e a capacidade de elevar-se
completamente sobre as pontas dos pés.

6.2 Finalidade:

O uso das sapatilhas de ponta no ballet clássico tem várias finalidades artísticas e técnicas
(Vaganova, 1969). Do ponto de vista estético, as sapatilhas de ponta permitem que as
bailarinas alcancem uma linha de movimento fluida e elegante, com os pés e tornozelos
totalmente estendidos.

Além disso, as sapatilhas de ponta possibilitam a execução de movimentos e passos


específicos que não seriam possíveis com as sapatilhas de meia-ponta, como os relevés
prolongados, os giros precisos e os saltos em posições elevadas (Warren, 1996).
Do ponto de vista técnico, o trabalho com as sapatilhas de ponta desenvolve a força, o
controle e a resistência dos músculos dos pés, tornozelos e panturrilhas, preparando as
bailarinas para os desafios físicos das coreografias e apresentações (Grau, 2005).

O domínio das sapatilhas de ponta é considerado um marco importante no treinamento de


uma bailarina, representando um nível avançado de habilidade técnica e dedicação à arte do
ballet clássico (Minden, 2005).

Referências:

Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.

Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.

Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters.


University Press of Florida.

7. Alinhamento e Colocação do Corpo:

7.1 Implicações e Fundamentos:

O correto alinhamento e colocação do corpo são aspectos fundamentais da técnica do ballet


clássico (Vaganova, 1969). Eles não apenas permitem a execução precisa e graciosa dos
movimentos, mas também são essenciais para prevenir lesões e maximizar a eficiência do
movimento.

O alinhamento correto do corpo implica manter a pelve em sua posição neutra, a coluna
vertebral alongada e os ombros para trás e abaixo (Grau, 2005). Essa postura equilibrada
permite a distribuição adequada do peso e a transferência de força através do corpo,
facilitando movimentos fluidos e controlados.

A colocação adequada dos pés e pernas é outro aspecto crucial. As cinco posições básicas
dos pés, juntamente com a rotação externa das articulações dos quadris, criam a base para
todos os movimentos do ballet clássico (Minden, 2005). Essa colocação correta dos
membros inferiores é essencial para manter o equilíbrio, executar giros precisos e alcançar
linhas elegantes.
Além disso, o alinhamento e a colocação adequados do corpo permitem a execução segura
e eficiente dos movimentos, reduzindo o risco de lesões (Buckroyd, 2008). Quando o corpo
está corretamente alinhado, as articulações e os músculos trabalham de maneira
harmoniosa, evitando tensões excessivas ou desgaste indevido.

O domínio dessa técnica corporal é alcançado através de um treinamento constante e de


uma conscientização aprimorada da postura e do movimento (Warren, 1996). Os
professores de ballet dedicam grande atenção a esse aspecto, corrigindo constantemente os
alunos e ensinando-os a desenvolver a autoconsciência e o controle sobre o alinhamento e a
colocação do corpo.

Em resumo, o alinhamento e a colocação adequados do corpo são fundamentais para a


prática segura e eficiente do ballet clássico, permitindo movimentos graciosos, expressivos
e tecnicamente corretos (Vaganova, 1969).

Referências:

Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.

Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.

Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters. University
Press of Florida.

8. Expressão Artística e Musicalidade:

8.1 Implicações e Fundamentos:

Além da técnica física rigorosa, o ballet clássico também exige uma conexão profunda com
a expressão artística e a musicalidade (Samudra, 2008). Esses aspectos são fundamentais
para elevar o ballet a uma verdadeira forma de arte, transcendendo a mera execução de
movimentos e possibilitando a comunicação de emoções e narrativas.

A expressão artística no ballet clássico implica a capacidade de interpretar personagens,


contar histórias e transmitir emoções através dos movimentos (Warren, 1996). Os
bailarinos devem ser capazes de interpretar a coreografia de maneira expressiva, utilizando
o corpo como um meio de comunicação visual e emocional.
Essa habilidade envolve não apenas a execução técnica precisa dos passos, mas também o
uso de nuances sutis, como a expressão facial, a projeção de energia e a capacidade de se
conectar com o público (Buckroyd, 2008). Os bailarinos devem desenvolver sua
sensibilidade artística, permitindo que as emoções e a interpretação fluam naturalmente
através de seus movimentos.

A musicalidade, por sua vez, é a habilidade de dançar em perfeita harmonia com a música,
capturando seu ritmo, dinâmica e caráter (Grau, 2005). Os bailarinos devem ser capazes de
interpretar a música com seus movimentos, sincronizando-os com precisão e expressando
as nuances musicais através de suas interpretações.

Essa conexão com a música envolve não apenas a capacidade de contar tempos e
reconhecer padrões rítmicos, mas também a compreensão das emoções e intenções por trás
da composição musical (Minden, 2005). Os bailarinos devem permitir que a música os
inspire e guie seus movimentos, criando uma sinergia perfeita entre dança e música.

A expressão artística e a musicalidade são desenvolvidas através de anos de treinamento,


experiência e dedicação (Vaganova, 1969). Os professores de ballet desempenham um
papel crucial nesse processo, orientando os alunos na interpretação das coreografias e na
conexão emocional com a música e o movimento.

Em última análise, a combinação da técnica impecável com a expressão artística e a


musicalidade é o que transforma o ballet clássico em uma forma de arte verdadeiramente
cativante e emocionante (Warren, 1996).

Referências:

Buckroyd, J. (2008). The student dancer: Emotional aspects of the teaching and learning of
dance. Dance Books.

Grau, A. (2005). A concise history of ballet. Thames & Hudson.

Minden, E. G. (2005). The ballet companion: A dancer's guide to the technique, traditions,
and joys of ballet. Simon & Schuster.

Samudra, J. K. (2008). Memory in our body: Thick participation and the translation of
kinesthetic experience.

Vaganova, A. (1969). Basic principles of classical ballet: Russian ballet technique. Dover
Publications.

Warren, G. W. (1996). The art of teaching ballet: Ten twentieth-century masters. University
Press of Florida.
9. Métodos de Ensino do Ballet Clássico:

9.1 Método Vaganova:

O método Vaganova, desenvolvido pela pedagoga russa Agrippina Vaganova, é


amplamente utilizado em escolas de ballet russas e internacionais. Ele enfatiza a
correção e a precisão técnica, com grande atenção aos detalhes da postura,
alinhamento e colocação correta dos pés e pernas. O treinamento começa desde
tenra idade, com exercícios cuidadosamente projetados para desenvolver a força,
flexibilidade e coordenação necessárias para o ballet clássico (Vaganova, 1969).

9.2 Método Cecchetti:

Criado pelo italiano Enrico Cecchetti, este método valoriza a clareza e a


expressividade dos movimentos. Ele enfatiza a importância da estabilidade do
tronco, do controle dos músculos abdominais e das costas, bem como da articulação
precisa dos pés. O treinamento Cecchetti enfatiza a técnica pura, com ênfase na
qualidade de cada movimento (Cecchetti, 1922).

9.3 Método Bournonville:

Desenvolvido pelo coreógrafo e mestre de ballet dinamarquês August


Bournonville, este método é conhecido por sua leveza, agilidade e ênfase na dança
de caráter. Ele promove uma técnica clara e elegante, com ênfase na coordenação
dos braços e na expressividade dos movimentos. O treinamento Bournonville é
particularmente desafiador devido à sua ênfase na leveza e na precisão
(Bournonville, 1848).

9.4 Método Balanchine:

Criado pelo coreógrafo russo-americano George Balanchine, este método enfatiza a


velocidade, a musicalidade e a ampla variedade de movimentos. Ele promove uma
técnica enérgica e atlética, com ênfase na leveza e na precisão dos movimentos das
pernas e dos pés. O treinamento Balanchine exige grande controle muscular e
resistência (Balanchine & Mason, 1975).

9.5 Método Royal Academy of Dancing (RAD):

Desenvolvido pela Royal Academy of Dancing, com sede no Reino Unido, este
método enfatiza a progressão cuidadosa e sistemática do treinamento. Ele promove
uma técnica sólida e equilibrada, com ênfase no alinhamento correto do corpo e na
execução precisa dos movimentos. O treinamento da RAD é amplamente utilizado
em escolas de ballet em todo o mundo (Royal Academy of Dancing, 2001).

Referências:
Bournonville, A. (1848). Études chorégraphiques. Copenhagen: C.A. Reitzel.

Balanchine, G., & Mason, F. (1975). 101 Stories of the Great Ballets. New York: Anchor
Books.

Cecchetti, E. (1922). Manual complet de la théorie et la pratique de l'art de la danse. Paris:


Imprimerie Nouvelle.

Royal Academy of Dancing. (2001). The Foundations of Classical Ballet Technique.


Berlin: Springer.

Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo


Publishers.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO BALLET

1. Posições e Alinhamento do Corpo:

O ballet clássico exige uma postura e um alinhamento corporal específicos,


conhecidos como "en dehors" (abertura das pernas para fora). Isso inclui a rotação
externa dos quadris, joelhos e pés, bem como a manutenção de um eixo vertical do
tronco e da cabeça. Essa colocação correta do corpo é fundamental para a execução
adequada dos movimentos (Vaganova, 1969).

2. Vocabulário de Passos e Movimentos Codificados:

O ballet clássico possui um vocabulário específico de passos e movimentos, cada


um com uma designação francesa. Esses movimentos são rigorosamente codificados
e executados de acordo com uma técnica precisa. Alguns exemplos incluem o
"piqué" (passo em diagonal com a perna de trabalho elevada), o "battement" (bater
de pernas) e o "grand jeté" (salto com separação das pernas) (Cecchetti, 1922).

3. Turnout (Rotação Externa):

A rotação externa das pernas, conhecida como "turnout", é uma característica


fundamental do ballet clássico. Essa rotação é necessária para manter os pés virados
para fora durante os movimentos, proporcionando uma aparência estética e
facilitando a execução de determinados passos (Bournonville, 1848).

4. Movimentos Fluidos e Graciosos:

O ballet clássico é caracterizado por movimentos fluidos, graciosos e elegantes. Os


bailarinos devem mover-se com leveza, controle e transições suaves entre os
movimentos. A fluidez dos braços e a coordenação com o movimento das pernas
são essenciais para a estética do ballet (Balanchine & Mason, 1975).

5. Técnica de Pontas:

Uma das características mais distintivas do ballet clássico é a técnica de dança nas
pontas, onde as bailarinas dançam sobre as pontas dos pés, em sapatilhas especiais
chamadas de "pontas". Essa técnica exige grande força muscular, equilíbrio e
controle (Royal Academy of Dancing, 2001).

6. Expressividade e Interpretação:

Além da técnica impecável, o ballet clássico também enfatiza a expressividade e a


interpretação. Os bailarinos devem transmitir emoções e contar histórias através de
seus movimentos, expressões faciais e interpretação dos personagens (Vaganova,
1969).

Referências:

Bournonville, A. (1848). Études chorégraphiques. Copenhagen: C.A. Reitzel.

Balanchine, G., & Mason, F. (1975). 101 Stories of the Great Ballets. New York: Anchor
Books.

Cecchetti, E. (1922). Manual complet de la théorie et la pratique de l'art de la danse. Paris:


Imprimerie Nouvelle.

Royal Academy of Dancing. (2001). The Foundations of Classical Ballet Technique.


Berlin: Springer.

Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo


Publishers.

VERTENTES DO BALLET CLÁSSICO :

1. Ballet Romântico:

O ballet romântico surgiu no início do século XIX e foi influenciado pelo


movimento romântico na literatura e nas artes. Essa vertente enfatizava a
expressividade, a leveza etérea e a dimensão espiritual da dança. As bailarinas eram
retratadas como seres etéreos e quase sobrenaturais, com destaque para a técnica de
pontas e os grandes saltos. Obras como "Giselle" e "La Sylphide" são exemplos
emblemáticos do ballet romântico (Guest, 1980).
2. Ballet Russo:

O ballet russo ganhou proeminência no final do século XIX e início do século XX,
com a influência de coreógrafos e pedagogos como Marius Petipa e Agrippina
Vaganova. Essa vertente se caracterizava por uma técnica rigorosa, com ênfase na
precisão dos movimentos e na virtuosidade técnica. Os ballets clássicos russos,
como "O Lago dos Cisnes" e "A Bela Adormecida", tornaram-se marcos do
repertório clássico (Vaganova, 1969).

3. Ballet Neoclássico:

O ballet neoclássico surgiu nas primeiras décadas do século XX, liderado por
coreógrafos como George Balanchine. Essa vertente buscava uma abordagem mais
abstrata e minimalista, com uma ênfase na pureza dos movimentos e na exploração
de novas formas de movimento. Ballets como "Apollon Musagète" e "Serenade" são
exemplos notáveis do estilo neoclássico (Balanchine & Mason, 1975).

4. Ballet Contemporâneo:

O ballet contemporâneo é uma vertente mais recente que incorpora elementos de


outras formas de dança, como a dança moderna e a dança pós-moderna. Essa
vertente busca uma maior liberdade de expressão e experimentação, além de
explorar temas e movimentos mais abstratos e conceituais. Coreógrafos como
William Forsythe e Jiří Kylián são expoentes do ballet contemporâneo (Greskovic,
1998).

5. Ballet Narrativo:

O ballet narrativo é uma vertente que enfatiza a narrativa e a encenação de histórias.


Essas obras contam uma história por meio de movimentos, cenários e caracterização
dos personagens. Ballets como "A Bela Adormecida" e "O Quebra-Nozes" são
exemplos clássicos do ballet narrativo, enquanto obras mais recentes, como "A Saga
dos Nibelungos" de Bournonville, também se enquadram nessa vertente
(Bournonville, 1848).

Referências:

Bournonville, A. (1848). Études chorégraphiques. Copenhagen: C.A. Reitzel.

Balanchine, G., & Mason, F. (1975). 101 Stories of the Great Ballets. New York: Anchor
Books.

Guest, I. (1980). The Romantic Ballet in Paris. London: Dance Books.


Greskovic, R. (1998). Ballet 101: A Complete Guide to Learning and Loving the Ballet.
New York: Hyperion.

Vaganova, A. (1969). Basic Principles of Russian Classical Dance. Moscow: Iskusstvo


Publishers.

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