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Modos Musicais Gregos Explicados

Os modos gregos são escalas musicais definidas pela distribuição de tons e semitons entre seus graus. Historicamente eram usados na música litúrgica medieval e atualmente são classificados em maiores e menores de acordo com o primeiro acorde formado em seu campo harmônico.

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Modos Musicais Gregos Explicados

Os modos gregos são escalas musicais definidas pela distribuição de tons e semitons entre seus graus. Historicamente eram usados na música litúrgica medieval e atualmente são classificados em maiores e menores de acordo com o primeiro acorde formado em seu campo harmônico.

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Modos gregos

Os chamados modos gregos na música são um conjunto de escalas musicais em que


distribuim-se de maneiras específicas os tons e semitons entre os seus graus.

Índice
[esconder]
 1 História
o 1.1 Fundamentação
 2 Os modos
o 2.1 Compreendendo
 2.1.1 Como são
 [Link] Modos
 [Link] Exemplos:
 2.1.2 Entendendo melhor
 [Link] Exemplo
o 2.2 Classificação atual
 2.2.1 Modos maiores
 2.2.2 Modos Menores

 3 Aplicabilidade

[editar] História
Históricamente, os modos eram usados especialmente na música litúrgica da Idade
Média, sendo que poderiamos também classifica-los como modos "litúrgicos" ou
"eclesiásticos". Existem históriadores que preferem ainda nomeá-los como "modos
gregorianos", por terem sido organizados, também, pelo papa Gregório I, quando este
preocupou-se em organizar a música na liturgia de sua época. No final da Idade Média a
grande maioria dos músicos foi dando notória preferencia aos modos jônio e eólio que
posteriormente ficaram populares como maior e menor. Os demais modos ficaram
restritos a poucos casos, mas ainda são observados em diversos estilos musicais. O
sétimo modo, o lócrio foi criado pelos teóricos da música para completar o ciclo, mas é
de rarissima utilização e pouca áplicabilidade prática.

[editar] Fundamentação

Os modos baseiam-se atualmente na escala temperada ocidental, mas inicialmente eram


as únicas possibilidades para a execução de determinados sons. Desde a antiga Grécia
os modos já se utilizavam caracterizando a espécie de música que seria executada. Os
modos, bem definidos então, eram aplicaveis de acordo com a situação, por exemplo: se
a música remetia ao culto de um determinado deus deveria ser em determinado modo, e
assim para cada evento que envolvesse música. Com o temperamento da escala e a
estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente sua
importância visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi
possivel classifica-los dentro dos conceitos "maior e menor". O uso de frequencias
determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música juntamente com a
harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreenção do campo
harmônico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais. O fato de
não mais estabelecermos diferença entre bemol e sustenido na escala cromática veio a
restringir ainda mais o emprego de modos na música, senão como elemento teórico.

[editar] Os modos
Nada mais são que uma série de sons melódicos pré-defnida. Ao todo são 7, mais 7
variações destes.

[editar] Compreendendo
Partimos da escala padrão diatônica (a que se forma pelas notas sem acidentes) dó - ré -
mí - fá - sol - lá - sí, e sobre cada uma destas notas criamos uma nova escala diatônica.
Quando fazemos isto, a relação dos tons é alterada, consequentemente todo o campo
harmônico tambem muda visto que, ao estabelecer uma nota como a inicial,
estabelecemos a tônica da nova escala. Para ser mais claro, na escala musical temos
funções que classificamos como graus para cada uma das notas, de acordo com sua
posição acerca da primeira. Portanto, (nota por nota) sendo os graus: tônica, super-
tônica, mediante, sub-dominante, dominante, super-dominante e sensivel (para, por
exemplo: dó - ré - mí - fá - sol - lá e sí), o que mudamos no sistema modal é esta função
de cada uma, criando uma nova relação entre os graus e notas. Tudo isso deve-se
unicamente por estabelecermos uma nova tônica mantendo os intervalos.

[editar] Como são

Da escala diatônica: dó, ré, mí, fá, sol, lá, sí, extraimos a relação intervalar de tons (T) e
semitons (st) seguinte: T - T - st - T - T - T - st. Sempre que existir esta relação
intervalar, teremos o modo jônio ou escala maior (no caso, de dó). Se firmarmos como
tônica o ré, usando a mesma escala diatônica, teremos: ré, mí, fá, sol, lá, sí, dó: T - st - T
- T - T - st - T. Sempre que esta relação existir, teremos o modo dórico, e assim por
diante:

[editar] Modos

 T - T - st - T - T - T - st: Jônio
 T - st - T - T - T - st - T: Dórico
 st - T - T - T - st - T -T: Frígio
 T - T - T - st - T - T - st: Lídio
 T - T - st - T - T - st - T: Mixolidio
 T - st - T - T - st - T - T: Eólio
 st - T - T - st - T - T - T: Lócrio

[editar] Exemplos:

 dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí: Jônio


 ré - mí - fá - sol - lá - sí - dó: Dórico
 mí - fá - sol - lá - sí - dó - ré: Frígio
 fá - sol - lá - sí - dó - ré - mí: Lídio
 sol - lá - sí - dó - ré - mí - fá: Mixolidio
 lá - sí - dó - ré - mí - fá - sol: Eólio
 sí - dó - ré - mí - fá - sol - lá: Lócrio

[editar] Entendendo melhor

Para sabermos utilizar tais sistemas na prática, devemos ter em mente que a escala
musical atual é cromática, portanto, podemos estabelecer uma tonalidade e sobre esta
(sem mover a nota da tônica) estabelecer cada uma das funções de um modo.

[editar] Exemplo

Partindo sempre da nota dó:

 Jônico: dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí
 Dórico: dó - ré - míb - fá - sol - lá - síb
 Frígio: dó - réb - míb - fá - sol - láb - síb
 Lídio: dó - ré - mí - fá# - sol - lá - sí
 Mixolídio: dó - ré - mí - fá - sol - lá - síb
 Eólio: dó - ré - míb - fá - sol - láb - síb
 Lócrio: dó - réb - míb - fá - solb - láb - síb

Isso cria, para cada modo, um novo campo harmonico, uma tônica em escalas
diferentes.

[editar] Classificação atual


Atualmente, classificamos os modos como maiores e menores, de acordo com o
primeiro acorde que formarão em seu campo harmonico.

[editar] Modos maiores

 Jônio
 Lídio
 Mixolidio

[editar] Modos Menores

 Dórico
 Frígio
 Eólio
 Lócrio (este podendo ser também classificado como diminuto)

Aplicabilidade
Para aplicarmos os modos praticamente, devemos ter conhecimento sobre harmonia
para compreender os encadeamentos harmonicos que cada escala modal propõe. Na
realidade, é muito simples: se, por exemplo, tocamos uma música na tonalidade de dó
maior, cuja tônica (estabelecemos) é o sol, estamos tranalhando com o modo "sol
mixolidio" (muito usado em músicas nordestinas). Se, harmonicamente, em uma música
cujo tom está em dó maior, surge um acorde de ré maior, estamos no modo "dó lídio".
Conhecer os modos facilita a interpretação e composição musical, desde que tenhamos
bem óbvia a questão da harmonia.

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