0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações21 páginas

Vantagens e Desvantagens da Integração Econômica

Este documento discute os conceitos de integração econômica regional, analisando suas vantagens e desvantagens. Aborda os motivos que inspiram os esforços de integração, como maior prosperidade e bem-estar das populações, e analisa possíveis benefícios como maior eficiência e especialização produtiva, assim como efeitos negativos como perda de receitas e autonomia política para os Estados.

Enviado por

Mar
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
31 visualizações21 páginas

Vantagens e Desvantagens da Integração Econômica

Este documento discute os conceitos de integração econômica regional, analisando suas vantagens e desvantagens. Aborda os motivos que inspiram os esforços de integração, como maior prosperidade e bem-estar das populações, e analisa possíveis benefícios como maior eficiência e especialização produtiva, assim como efeitos negativos como perda de receitas e autonomia política para os Estados.

Enviado por

Mar
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Disciplina: Integração Regional

Aula 03: Integração Econômica - vantagens e


desvantagens
Prof. Dr. Gustavo Menon
Lattes: [Link]

E-mail: gustavo22menon@[Link] / [Link]@[Link]


Objetivos
1. Definir o conceito de integração econômica;

2. Analisar os motivos que inspiram os esforços de integração econômica;

3. Analisar os motivos que inspiram os esforços de integração econômica..

Metodologia
Apresentação expositiva na plataforma Canva, contemplando reflexões interdisciplinares
(sociologia jurídica, política, direito e relações internacionais) de abordagem qualitativa.

Habilidades e competências: Identificar, contextualizar e analisar os principais debates sobre o


conceito de integração e regionalismo na literatura das relações internacionais.

Prof. Dr. Gustavo Menon Foto: Leslie Smith. Domínio Público - Site : Politize
Programa
Parte 1 Definição, vantagens e desvantagens

Parte 2 Formulário
Bibliografia

ALMEIDA, Paulo Roberto, LESSA, Antônio Carlos e


OLIVEIRA, Henrique Altemani (coord.). Integração
Regional: Uma Introdução. São Paulo: Saraiva, 2013,
capítulo 3.

NEVES, Renato Baumann. Integração Regional: Teoria e


Experiência Latino-Americana. Rio de Janeiro: LTC, 2013,
p. 23-102.

Prof. Dr. Gustavo Menon Disciplina: INTEGRAÇÃO REGIONAL


1) Contextualização

Bretton Woods
A conferência criou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o
Banco Mundial

Acordo Geral de Tarifas e Comércio - GATT (1947)


Série de acordos do comércio internacional destinados a promover a redução de
obstáculos às trocas mercadorias, bens e serviços. Em particular, visando a
redução das tarifas e taxas aduaneiras entre os membros signatários do acordo.

Importante: A partir do GATT ocorreram um série de acordos para uniformizar as normas do comércio internacional, séries estas que receberiam o
nome de "rodadas". São consideradas as mais importantes a "Rodada Kennedy" (1964-1967); a "Rodada Tóquio" (1973-1979) e a "Rodada Uruguai"
(1986-1993). Esta foi a última das rodadas, e considerada a mais importante de todas, assinada por 117 países e organizada para reduzir os
entraves ao comércio mundial, tornando o sistema mais independente com as sucessivas reduções das pautas aduaneiras. Sua importância reside
também no fato de, pela primeira vez em tais séries de conversações, surgirem temas como a situação dos produtos agrícolas e serviços em geral
incluídos nos debates.
1) Conceito
Integração Regional
Os blocos econômicos, também conhecidos como acordos regionais, são
agrupamentos formais e consolidados, compostos por países que atuam
conjuntamente no plano comercial a partir das mais diferentes estratégias, a depender
do tipo de bloco formado e do grau de inserção de seus respectivos membros.

Por se tratarem de acordos regionalizados e com alcance limitado, considerou-se,


durante um certo tempo, que os blocos econômicos funcionassem como uma limitação
ao avanço da globalização pelo mundo, uma vez que a tendência aparente era o
isolamento desses grupos em diversos campos dos negócios e da economia em geral.

No entanto, podemos dizer, hoje, que os acordos regionais são um dos principais
aspectos da mundialização econômica que se consolidou, principalmente, a partir da
década de 1980.
Esses acordos, afinal, realizam uma integração estrutural (transportes e comunicação)
entre os seus membros, que passam a atuar, muitas vezes, em conjunto no âmbito
internacional.
Fonte: Rodolfo Pena, vide: Blocos econômicos e acordos regionais - O que são, resumo, principais ([Link])
Quais são as vantagens
e desvantagens da
integração?
Motivos que inspiram os esforços de integração econômica

Ao empreender acordos de integração, eles o fazem, presumivelmente, visando maior


prosperidade recíproca, melhores possibilidades de crescimento, ampliação dos negócios
conjuntos de suas empresas competitivas e, mais importante, objetivando o bem-estar
ampliado de sua população. As motivações principais são geralmente de ordem econômica,
mas também existem poderosas razões de ordem cultural, social e política que induzem os
dirigentes desses países a que, em certo contexto histórico e numa determinada conjuntura
política, passem a adotar o caminho da integração, em contraste com um itinerário puramente
autárquico ou de desenvolvimento independente que eles poderiam continuar seguindo, num
mundo que, desde os tratados de Vestfália (1648), é caracterizado pelo princípio da soberania
absoluta das nações.

A integração econômica é, sem dúvida alguma, o mais forte dissuasor de conflitos e de


enfrentamentos militares entre nações soberanas. Esse talvez seja o principal motivo que
esteve na origem da integração europeia, o mais bem-sucedido exemplo de dissolução de ALMEIDA, Paulo Roberto, LESSA, Antônio
soberanias no âmbito de um dos mais ambiciosos experimentos de integração econômica já Carlos e OLIVEIRA, Henrique Altemani
conhecido, ainda que não isento de problemas e dificuldades. O experimento europeu de (coord.). Integração Regional: Uma
integração é certamente o mais completo do gênero até agora visto no mundo, seguindo-se, Introdução. São Paulo: Saraiva, 2013,
paradoxalmente, a uma história repleta de conflitos sangrentos e de enfrentamentos desastrosos capítulo 3.
que retiraram a Europa Ocidental do centro do mundo, posição que ela ocupou por quase cinco
séculos a partir dos descobrimentos.
Efeitos negativos

O Estado renuncia a certos montantes de receitas fiscais e outros tributos aplicados ao comércio
exterior, e essas renúncias podem ser importantes nos países muito dependentes de tributos
nessa área, economias pequenas, por exemplo, de baixa renda per capita, sem base econômica
tributável internamente ou com rendas públicas muito dependentes do turismo e do comércio
internacional, justamente.

O Estado também abandona a capacidade de decidir sozinho sobre uma série variável de
políticas macroeconômicas e setoriais que afetam o perfil e o funcionamento da área de
integração à qual passa a pertencer, podendo, inclusive, ficar sem instrumentos à disposição
caso tenha de enfrentar algum desafio externo na área cambial ou monetária; na maior parte dos
casos, ele não pode mais decidir sozinho sobre as alíquotas tarifárias ou sobre negociações
comerciais externas, bilaterais ou no âmbito de organismos internacionais; em alguns casos, até
a independência na política cambial fica prejudicada, o que pode comprometer sua capacidade
de responder a determinados desafios externos afetando os mais importantes elementos do ALMEIDA, Paulo Roberto, LESSA, Antônio
balanço de pagamentos, e até mesmo dificultar o restabelecimento dos equilíbrios que precisam Carlos e OLIVEIRA, Henrique Altemani
ser observados entre as transações correntes (coord.). Integração Regional: Uma
Introdução. São Paulo: Saraiva, 2013,
capítulo 3.
Possíveis benefícios
Os argumentos a favor da integração, ou seja, da redução de barreiras comerciais e da implementação de diversas outras medidas de
abertura econômica recíproca, podem ser tanto teóricos quanto práticos. Especialistas em comércio internacional costumam apresentar
os ganhos líquidos advindos de um processo de integração econômica, geralmente no formato de uma zona de livre-comércio, mas
igualmente sob formas mais avançadas (a união aduaneira ou o mercado comum), como resultantes dos seguintes fenômenos
complexos:

1. maior eficiência na produção, por meio da especialização crescente dos agentes econômicos segundo suas vantagens comparativas
ou competitivas;

2. altos níveis de produção em virtude do maior aproveitamento das economias de escala permitidas pela ampliação dos mercados;

3. uma melhor posição de barganha no plano internacional, em virtude das dimensões ampliadas da nova área, resultando em melhores
termos de negociações;

4. mudanças positivas (quase automáticas) na eficiência econômica dos agentes em virtude de maior concorrência intrassetorial e de
maiores vínculos entre setores;

5. transformações tanto na qualidade quanto na quantidade dos fatores de produção por força de inovações incrementais e de avanços
tecnológicos.

Se o grau de integração econômica conhece maior aprofundamento, partindo de seus esquemas mais simples para o formato de um
mercado comum, por exemplo, fontes adicionais de ganho econômico, como as seguintes, tornam-se possíveis:
ALMEIDA, Paulo Roberto, LESSA, Antônio Carlos e
OLIVEIRA, Henrique Altemani (coord.). Integração Regional:
6. mobilidade de fatores através das fronteiras dos países-membros, permitindo uma alocação “ótima” de recursos; Uma Introdução. São Paulo: Saraiva, 2013, capítulo 3.

7. coordenação de políticas monetárias e fiscais num sentido teoricamente mais racional, já que subordinadas a uma lógica impessoal e
não à pressão de grupos setoriais ou correntes politicamente influentes em escala nacional; e

8. os objetivos do pleno emprego (ou quase), altas taxas de crescimento econômico e de uma melhor distribuição da renda tornam-se
metas comuns dos países-membros.
Globalização

“"...se refere aqueles processos, atuantes numa escala global, que


atravessam fronteiras nacionais, integrando e conectando
comunidades e organizações em novas combinações de tempo-
espaço, tornando o mundo, em realidade e em experiência, mais
interconectado" (HALL, 2003).

• Ver outras definições de Samuel Huntington (2004) e dos


brasileiros Milton Santos e Octavio Ianni.

• Sentimos que o mundo está mais rápido e menor.

Formação de uma economia-mundo (WALLERSTEIN, 1996)

Ver: WALLERSTEIN, Immanuel.; HOPKINS, T. K. The age of transition: trajectory of the world-system, 1945-2025. London: Hardcover, 1996
Prof. Dr. Gustavo Menon
Modernidade

Século: XVI a XVIII.

Grandes Navegações;
Reforma Protestante;
Apogeu do Renascimento na Península
Itálica;
Colonialismo e sistema de escravidão
moderna.
Ideia da Racionalidade.

Ascenção do Modo de produção capitalista:

Rev. Industrial;
Iluminismo;
Revolução Francesa – 1789.

Prof. Dr. Gustavo Menon Mercantilismo, Grandes Navegações e Colonialismo


1) Na América do Sul

ALMEIDA, Paulo Roberto, LESSA, Antônio


Carlos e OLIVEIRA, Henrique Altemani
(coord.). Integração Regional: Uma
Introdução. São Paulo: Saraiva, 2013,
capítulo 1 e 2.
GUERRA FRIA

CONTEXTO

Era dos extremos (Hobsbawm, 1995);

Teses keynesianas;

Movimentos de industrialização;

Na América Latina, varguismo, peronismo e Cardenas (México).

No marxismo, debates sobre a Revolução Cubana (1959) e as teses


dos Partidos Comunistas.
1) Na América do Sul

ALMEIDA, Paulo Roberto, LESSA, Antônio


Carlos e OLIVEIRA, Henrique Altemani
(coord.). Integração Regional: Uma
Introdução. São Paulo: Saraiva, 2013,
capítulo 1 e 2.
Prof. Dr. Gustavo Menon BALASSA, Bela. Teoria da integração Econômica. Tradução de Maria Filipa Gonçalves e Maria Elsa Ferreira. Lisboa: Clássica Editora, 1961.
Volume de exportações e a balança comercial

ALMEIDA, Paulo Roberto, LESSA, Antônio


Carlos e OLIVEIRA, Henrique Altemani
(coord.). Integração Regional: Uma
Introdução. São Paulo: Saraiva, 2013,
capítulo 1 e 2.
NAFTA = North American Free Trade Agreement / Tratado Norte-
Americano de Livre-Comércio
SARC = Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional
ASEAN = Associação de Nações do Sudeste Asiático
EURASEC = Comunidade Econômica Eurasiática
GAFTA = Greater Arab Free Trade Area / Grande Área Árabe de Livre-
Comércio

Prof. Dr. Gustavo Menon


Ver: Do velho ao novo regionalismo: evoluҫão das políticas conjuntas para o desenvolvimento planejado da América Latina
Prof. Dr. Gustavo Menon

Você também pode gostar