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Inclusão de Crianças no BPC: Estudo Social

Este documento apresenta um projeto de pesquisa sobre crianças e adolescentes beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) matriculados em escolas. O objetivo é investigar as condições de inclusão deste público e analisar sua participação na rede de ensino básica e especializada. O projeto será desenvolvido no CRAS e utilizará métodos como entrevistas e visitas domiciliares para coletar dados sobre as características sócio-econômicas dos beneficiários.

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Inclusão de Crianças no BPC: Estudo Social

Este documento apresenta um projeto de pesquisa sobre crianças e adolescentes beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) matriculados em escolas. O objetivo é investigar as condições de inclusão deste público e analisar sua participação na rede de ensino básica e especializada. O projeto será desenvolvido no CRAS e utilizará métodos como entrevistas e visitas domiciliares para coletar dados sobre as características sócio-econômicas dos beneficiários.

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

SERVIÇO SOCIAL
ALESSANDRO ANTONIO GOMES GOULART

PRE PROJETO DE TCC

Assis-SP
2021
ALESSANDRO ANTONIO GOMES GOULART

AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES BENEFICIÁRIAS DO


BPC - BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA

Trabalho apresentado ao Curso


Serviço Social da UNOPAR -
Universidade Norte do Paraná, para a
disciplina de Trabalho de Conclusão
de Curso I.
Professor da disciplina: Valquíria
Aparecida Dias Caprioli

Assis-SP
2021
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO......................................................................................................1
2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA...........................................2
3. OBJETIVOS..........................................................................................................3
3.1 Objetivo Geral.........................................................................................................3
3.2 Objetivos Específicos..............................................................................................3
4. JUSTIFICATIVA....................................................................................................3
5. METODOLOGIA...................................................................................................4
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.................................................................................5
7. CRONOGRAMA DA PESQUISA..........................................................................9
8. ORÇAMENTO.....................................................................................................10
9. RESULTADOS ESPERADOS............................................................................10
REFERENCIA BIBLIOGRAFICA..............................................................................11

1 INTRODUÇÃO
O CRAS é uma unidade pública da política de assistência social, de
base municipal, integrante do SUAS, localizado em áreas com maiores
índices de vulnerabilidade e risco social. Destinado à prestação de
serviços e programas socioassistenciais de proteção social básica às
famílias e indivíduos, e à articulação destes serviços no seu território de
abrangência, caracteriza-se por uma atuação intersetorial na perspectiva
de potencializar a proteção social, conforme a PNAS.
Os serviços, programas, projetos e benefícios de proteção social
básica devem estar articulados com as demais políticas públicas locais,
de forma a garantir sustentabilidade das ações desenvolvidas e o
protagonismo das famílias e indivíduos atendidos, de forma a superar as
condições de vulnerabilidade e a prevenir as situações que indicam risco
social. Este tem como missão a concretização do direito socioassistencial
quanto à garantia de acessos a serviços de proteção social básica, com
matricialidade sócio-familiar e ênfase no território de referência.
Nesta perspectiva o CRAS tem como campo de intervenção, as
pessoas que estão na sua área de abrangência, que se encontram em
situação de risco e vulnerabilidade social. Segundo a PNAS (2004 p.95):
A proteção social básica opera por meio da atenção a família, seus
membros e indivíduos mais vulneráveis, tendo como unidade de
medida a família referenciada em razão da metodologia de
fortalecimento do convívio familiar, do desenvolvimento da qualidade
de vida da família na comunidade e no território onde vive.

O CRAS disponibiliza de um espaço físico extenso, possuindo um


amplo ambiente para ações, com dependências como: recepção, sala de
atividade administrativa, de psicossocial, sala de atendimento individual,
sala do Programa Bolsa Família, sala para cursos, cozinha para
realização de cursos de culinária, depósitos e banheiros.
O CRAS através da sua equipe vem realizando um trabalho com os
indivíduos e suas famílias de modo a contemplar todo território,
identificando demandas e criando diferentes estratégias de atendimento.
A demanda dos serviços ofertados na instituição são atendidas conforme

1
a necessidade apresentada pelos usuários, priorizando atendimentos
grupais e encaminhamentos a rede de atendimento socioassistenciais.
Os serviços oferecidos pelo CRAS destinam-se atividades de
inclusão produtiva e de convivência, na qual é articulada a busca de
parcerias para o oferecimento dos cursos mais atraentes e úteis para a
comunidade. Segundo os preceitos da PNAS (2004), a equipe do CRAS
tem como atribuições, “prestar informação e orientação para a população
de sua área abrangência, bem como se articular com a rede de proteção
social local no que se refere aos direitos de cidadania” (p.35).

2 DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA


As funções executadas em especial da profissional de Serviço Social
estão ligadas conforme as necessidades/demandas que surgem, onde
está segue o código de ética, pois na instituição está tem plena autonomia
para coordenar, elaborar, executar, supervisionar e avaliar estudos,
pesquisas, planos e programas na área de serviço social. Segundo
Faleiros (2001), Serviço Social se inscreve num contexto institucional (...)
que variam de acordo com a perspectiva teórica e ideológica de seus
atores.
O papel do Serviço Social neste espaço é de contribuir na efetivação
da política pública de assistência social, realizando trabalhos preventivos
a cerca das diversas expressões da questão social.
O CRAS de Paraguaçu Paulista vem implementando o PAIF, de
forma a executar ofertas e serviços de Proteção Social Básica junto às
famílias, grupos ou indivíduos, tendo como objetivo. Tendo com princípio
a PNAS (2004), objetiva “fortalecer os vínculos familiares e comunitários
através de programas e projetos, de modo a ofertar serviços e benefícios
que se destinem a esta população vulnerável e em situações de risco”. As
ações que vem sendo desenvolvidas no CRAS são elaboradas pela
equipe, de modo a identificar às práticas e métodos que incentivem a
atuação dos sujeitos na defesa de interesses individuais e coletivos, como
esclarecer os seus direitos em busca da promoção da autonomia dos
indivíduos.

2
3 OBJETIVOS
3.1 OBJETIVO GERAL
Investigar em que condições ocorrem à inclusão de crianças e
adolescentes até 18 anos, beneficiários do BPC.

3.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS


 Verificar as características sócio-econômicas dos beneficiários
e suas famílias;
 Pesquisar a forma de acesso ao benefício, o fim de sua
utilização e o tipo de deficiência que acomete o beneficiário;
 Analisar a participação dos beneficiários na rede de ensino
básica e especializada.

4 JUSTIFICATIVA
As práticas desenvolvidas no CRAS ocorreram com o trabalho
interdisciplinar do serviço social e da psicologia, com a utilização de
instrumentos técnicos como: registro de cadastro socioeconômico de
cada família, identificação e avaliação de demandas através do trabalho
psicossocial, elaborações de Ofícios para a isenção de taxas de certidões
de nascimento e casamento e Solicitação de documentos de identidade.
De modo a concretizar um trabalho com contato direto com as famílias,
com orientação aos usuários, identificando fonte de mudanças e recursos
para a busca de respostas, para alcançar estas ações também são
utilizados recursos como reuniões, entrevistas, relatórios, laudos,
pareceres sociais e visitas domiciliar/institucional, que podem acontecer
dentro e fora do CRAS.
Destaca-se também o mapeamento das redes socioassistenciais
que o CRAS vem realizando, bem como o Programa de Inclusão e
Promoção de usuários do Benefício de Prestação. Dessa forma, por
intermédio do CRAS os usuários têm acesso ao benefício, por meio da
atuação das equipes dos serviços da política de assistência social,
através da divulgação do benefício, identificação de possíveis
beneficiários, orientação sobre critérios, objetivos e dinâmica do benefício,

3
com a inserção nos serviços da política de assistência social, com o
monitoramento e avaliação do benefício e seus impactos na família.
Pela suas características o Benefício de Prestação Continuada-BPC
é operacionalizado pelo CRAS, inserido na dimensão da Proteção Social
Básica. Neste sentido o município de Paraguaçu Paulista se habilitou
como ente participante junto ao Programa BPC na Escola, desenvolvido
pela ação articulada entre o Ministério do Desenvolvimento Social e
Combate a Fome (MDS) e os Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde
(MS), além da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da
República (SEDH/PR), no qual estão articulando o Acompanhamento e
Monitoramento do Acesso e Permanência na Escola, conhecido como
BPC na Escola.
Neste contexto delineou-se o interesse da realização da pesquisa
sobre as crianças e adolescentes com deficiência, beneficiárias do BPC e
seu vínculo com a escola (no qual será apresentado no decorrer do
trabalho), originando-se assim o presente Trabalho Conclusão de Curso-
TCC.

5 METODOLOGIA
A metodologia utilizada neste trabalho caracterizou-se como
pesquisa exploratória, na qual se objetivou desenvolver uma entrevista
com aplicação de formulário de pesquisa, buscando apreender a
percepção das crianças e adolescentes com deficiência e/ou seus
responsáveis, acerca da assistência social, no cotidiano de suas
atividades e das políticas públicas voltadas a este segmento da
população.
Complementada pela análise documental, baseada nos documentos
legais específicos da assistência social e políticas públicas direcionadas à
pessoa com deficiência, que segundo Gil (1999, p.65), “é desenvolvida a
partir de um material previamente elaborado, constituído principalmente
de livros e artigos científicos” realizando assim leitura de livros e textos
referentes à temática de políticas públicas, BPC, pessoa com deficiência,
inclusão social e a Política Nacional a Pessoa Portadora de Deficiência.

4
6 REVISÃO BIBLIOGRAFICA
A Assistência Social no Brasil foi historicamente uma política
estigmatizada, dado sua forma de atuação com enfoques compensatórios
e/ou paliativos direcionados ao enfrentamento da extrema pobreza. A
trajetória das ações assistenciais percorreu um contexto fundamentado na
atuação das “demandas sociais identificadas como necessidades ou
privações” sendo concebidas ao longo da história como “ajuda” nas
dificuldades e privações, atribuídas à vida individual do “necessitado” – e
não ao campo de responsabilidade do Estado - ficando numa balança
entre a inviabilidade e caridade pública e/ou privada (GOMES, 2001, p.
113). Segundo a referida autora, a assistência social se institucionalizou e
formou como “práticas descontínuas, desarticuladas e casuísticas, com
financiamento incerto e instável, [...] em geral, àqueles sem trabalho e
incapacitados por determinadas contingências, como infância, velhice,
doença e invalidez” (p.113).
Sua inclusão no âmbito da política pública, reconhecimento como
proteção incondicional e vetor para a prática social - como parte
integrante da Seguridade - aconteceu apenas com o marco constitucional
de 1988. Somente a partir do texto constitucional a assistência é
reconhecida no campo social, de responsabilidade pública, em sua
garantia de cobertura e de provisão. Enquanto política da seguridade são
delineado objetivos, diretrizes, financiamento e organização da gestão
inscritos no campo da proteção social. (SILVA E SILVA, YASBEK,
GIOVANI, 2006) nos indica que os sistemas de proteção social “[...] são
formas, às vezes mais, às vezes menos institucionalizadas que todas as
sociedades humanas desenvolvem para enfrentar vicissitudes de ordem
biológica ou social que coloquem em risco parte ou a totalidade de seus
membros” (p.17).
Segundo Couto (2004, p 159) uma política de seguridade social
propõe:
Um sistema de proteção integral do cidadão, protegendo-o quando no
exercício da sua vida laboral, na falta dela, na velhice e nos diferentes
imprevistos que a vida lhe apresentar, tendo para a cobertura ações

5
não contributivas para com a política de saúde e de assistência
social.

Em se tratando de proteção social, no caso brasileiro as primeiras


medidas identificadas com princípios de seguridade, são do final da
década de 1920 com a criação das primeiras caixas de pensão, e
somente “[...] em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, que
o conceito de Seguridade Social ganhou substância e visibilidade”
(PEREIRA, 1998, p.65). Segundo a autora é a partir do marco
constitucional, que a seguridade social passa a abranger um novo
patamar mais amplo para a saúde e a assistência, enquanto política não
contributiva e universal para todos.
O sistema de proteção social começa a ganhar uma visão diferente
a partir da Constituição Federal de 1988, passando a ter como objetivo a
proteção de todos, nas situações geradoras de necessidades, por meio
de ações voltadas para a sociedade através da saúde, previdência e
assistência social, constituindo-se no principal instrumento do marco
constitucional para a implementação dos objetivos do Estado brasileiro,
em especial, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades
sociais.
No contexto do sistema brasileiro de proteção social, os avanços
legais ocorreram de maneira tardia, quando comparado com os países de
economia avançada, uma vez que o país passou por um contexto de
governos ditatoriais, da construção de projetos políticos alicerçados nos
interesses e particularidades da burguesia e voltados à estabilidade
econômica a qualquer custo.
A luta pela ampliação dos direitos sociais da sociedade civil, vai ter
mais efetividade na década de 1980, principalmente a partir da CF/88
obtém-se o reconhecimento legal dos referidos direitos, introduzindo a
noção de Seguridade Social e ampliando responsabilidades do Estado na
garantia dos mínimos sociais.
No que se refere à regulamentação específica da política de
Assistência Social, esta reflete avanços e os retrocessos do referido
momento histórico e as dificuldades da conquista dessa nova perspectiva.
A aprovação da LOAS - Lei Orgânica da Assistência Social teve forte
6
resistência sendo que no início do governo Collor seu primeiro projeto de
lei já havia sido vetado. Foi somente com Itamar Franco (então
presidente), que ocorreu a aprovação da LOAS5 . Neste sentido, cabe
mencionar, como nos indica Couto (2004), que as fragilidades conceituais
contidas no texto da LOAS, são resultantes do percurso de modificações
enquanto tramitava no Congresso Nacional e que “a aprovação dessa lei
foi resultado de movimento de parcela da sociedade civil, de organismos
de classe e da ação do Ministério Público que ameaçava processar a
União pelo descuido com a área” (p.147).
Portanto, a década de 1990, pautou-se em estratégias de
organização e gestão voltadas para adequar a seguridade social brasileira
(dos moldes então previstos pela Constituição Federal) aos padrões de
reformas globais; ou seja, seguindo tendências de fragmentação no
campo da Seguridade Social, fundamentada na lógica neoliberal da
privatização e focalização das políticas de Seguridade Social.
O BPC é a provisão não contributiva assegurada pela CF,
estabelecido no âmbito da seguridade social (art.203 e 204), deste modo
compõe o conjunto de garantias da Assistência Social, que segundo
Gomes (2005 p. 1):
Este benefício materializa-se como medida da seguridade social, por
sua vez, cumprindo objetivos de proteger segmentos em situação de
vulnerabilidade, mediante transferência de renda (...) atende, assim,
necessidades fundamentais dos usuários, já que se trata de
sobrevivência, instituindo o princípio da certeza e da continuidade na
assistência social, embora, contraditoriamente, ao longo de sua
trajetória não tenha tal magnitude e visibilidade para essa política.

Esta modalidade de transferência de renda (Beneficio de Prestação


Continuada) de que trata o (Art. 20 da LOAS), prevê uma renda de um
salário mínimo mensal para a pessoa com deficiência e ao idoso (a partir
de 65 anos), independente de contribuição prévia, que comprove não
possuir meios de prover sua subsistência ou tê-la provida por sua
família,cuja renda per capta familiar não ultrapasse a um quarto do salário
mínimo.
Embora essa garantia em forma de rendimento, veio compor o
conjunto de provisões assistenciais assumiu, de alguma forma, o caráter
da certeza e da provisão, o que acaba por diferenciar das tradicionais
7
provisões até então existentes pela área da assistência social, cujos
traços são de descontinuidade e da incerteza programas, projetos e
serviços assistenciais (GOMES, 2001).
Ressalta ainda, o restrito alcance dos critérios estabelecidos de
acesso ao BPC, onde possui um caráter seletivo em vez de ser prestado
a quem dele necessitar. Assim a garantia - em forma de renda - assume
mais uma vez, o caráter excludente, sem consentir o atributo da
efetivação, de forma a garantir os objetivos da assistência social
(conforme previsto na própria LOAS), infelizmente reforçando a sua
história como de ação fragmentada, eventual e descontínua.
Em termos gerais, pode-se definir que o benefício é uma forma de
contribuir na conquista da autonomia do individuo, propiciando a
manutenção de sua própria subsistência - forma de amenizar a sua
condição de inabilidade, viabilizando o alargamento da cidadania.
O campo da assistência social, como uma base do sistema de
proteção social brasileiro, é importante destacar que se expressa à
materialidade do conteúdo através da PNAS. Neste enfoque, a PNAS
(2004, p.8) procura atuar na direção das necessidades presentes na
sociedade, “no que tange à responsabilidade política, objetivando tornar
claras suas diretrizes na efetivação da assistência social como direito de
cidadania e responsabilidade do Estado”.
Nesta conjuntura a PNAS, tem por objetivo atuar de forma integrada
às políticas setoriais considerando as desigualdades socioterritoriais, seu
enfrentamento, a garantir mínimos sociais, prover condições para atender
contingências sociais e universalizar os direitos sociais. Tal Política
instituiu o Sistema Único da Assistência Social (SUAS), integrando as
ações e estabelecendo as competências e os fluxos entre as três esferas
de governos, conselhos e apresentando expectativas das entidades.
A organização dos serviços de proteção social básica, proteção
social especial de média e alta complexidade são arranjados pelo SUAS.
Este Sistema Único de Assistência Social - é um sistema público, não
contributivo, descentralizado e participativo – previsto pela LOAS, que tem
por função a organização das ofertas dos serviços, a gestão do conteúdo

8
específico da assistência social, no campo da proteção social, de forma
integrada entre os entes federativos (União, Estados, Municípios e Distrito
Federal), segundo a NOB (2005).
A Norma Operacional Básica do SUAS de julho de 2005, disciplina e
normatiza a operacionalização da gestão da PNAS, versando, dentre
outras coisas, as competências, responsabilidades e níveis de Gestão
entre as diferentes esferas governamentais, as instâncias de gestão e
controle da política, a relação entre entidades governamentais e não
governamentais, os instrumentos de gestão e a gestão financeira. Dessa
forma estabelece importantes iniciativas de construção da política da BPC
como parte integrante da assistência social.
Nessa conjuntura, o benefício integra a proteção social básica no
âmbito do SUAS, sendo ele constitutivo da PNAS e integrado às demais
políticas setoriais. Essa integração deverá ser principalmente, com o
campo da saúde, segurança alimentar, habitação e educação. De acordo
com sua regulamentação nos moldes definidos no parágrafo único do art.
2º da LOAS esse benefício visa: o enfrentamento da pobreza, a garantia
da proteção social, o provimento de condições para atender contingências
sociais e a universalização dos direitos sociais. Que, segundo a PNAS
(2004, p.8), o BPC, “caminha para a sua universalização, com impactos
relevantes na redução da pobreza no País”.

7 CRONOGRAMA DE PESQUISA

ETAPAS PRAZOS 2021


FEV MAR ABR MAI
Elaboração do X X
projeto
Revisão de X X
Literatura
Entrega X

9
8 ORÇAMENTOS
Os gastos gerados por essa pesquisa serão custeados pelo
pesquisador, o que incluem:
 Transporte para a coleta de dados
 Papel Sulfite A4
 Caneta
 Fotocopia
 Encadernação
 Impressão
Avaliamos os gastos em $100,00

9 RESULTADOS ESPERADOS
Pensar hoje as transformações sociais é pensar na inclusão social
das várias camadas da sociedade, inclusive nas camadas que atingem as
pessoas especiais. Neste sentido, possibilitar e incentivar a inserção
destes sujeitos em políticas públicas, para que tenham direito de
participação também já está assegurado no ECA. Conforme seu Art. 53, a
criança e o adolescente têm o direito à educação, visando o pleno
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho.
No que se refere à falta de informação, cabe destacar que a Política
Nacional par Pessoa Portadora de Deficiência é de setembro de 1993
(decreto nº. 914), e trás em seu artigo 1º como finalidade “o conjunto de
orientações e normativas, que objetivam assegurar o pleno exercício dos
direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência”. Já
em seu artigo 3º, busca identificar a pessoa com deficiência. A partir
destas identificações assegura a plena integração da pessoa com
deficiência nos mais diversos espaços sociais.

10
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

_______. Lei nº 8.742, de 07 de dezembro de 1993. Lei Orgânica da


Assistência Social (LOAS). Dispõe sobre a organização da
Assistência Social. Ministério da Previdência Social e Assistência
Social, Secretaria de Estado de Assistência Social.

_______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as


diretrizes e Bases da educação nacional. Diário Oficial da União.
Brasília, nº.248, de 23 de dezembro. 1996.

_______. Lei nº 914 de 06 de setembro de 1993. Institui a Política


Nacional para a integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
Senado Federal, 1993.

________. Decreto nº 6.214, de 26 de setembro de 2007.


Regulamenta o benefício de prestação continuada da assistência
social devido à pessoa com deficiência e ao idoso.

FALEIROS, Vicente de Paula - Estratégias em Serviço Social. – 3


ed. São Paulo: Cortez, 2001.

GOMES, Ana Lígia, Beneficio de Prestação Contiuada- Direito da


Assistência Social para pessoas idosas e com deficiência. In:
Caderno de Estudo – Desenvolvimento Social em Debate. Nº 2
(suplemento). MDS, Brasília, 2005.

IAMAMOTO, Marilda. O trabalho do assistente social frente às


mudanças do padrão de acumulação e de regulação social. In:
Modulo I: Crise Contemporânea questão social e Serviço Social.
Brasília, CEAD, 1999.

11
PAIVA, Beatriz Augusto. O SUAS e os direitos socioassistenciais: A
universalização da seguridade social em debate. In: Revista Serviço
Social & Sociedade, nº. 87 São Paulo: Cortez, 2006.

PEREIRA, Potyara A. P. A política social no contexto da seguridade


social e do welfare state: a particularidade da assistência. In: Revista
Serviço Social & Sociedade, nº.56, São Paulo: Cortez, 1998.

YASBEK, Maria Carmelita . Classes subalternas e assistência


social. São Paulo, Cortez, 1993.

12

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