Contabilidade Nacional
Nampula, aos Maio de 2024
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Faculdade de Educação e Comunicação
Contabilidade Nacional
Trabalho de carácter avaliativo da
cadeira de Fundamentos de Economia,
no segundo ano licenciatura no curso de
Contabilidade e Auditoria.
Estudantes:
Aline Tayara José Braga
Adriane Manuela Freire Weng
Fátima Abdoulaye Bocoum
Gulnaz Muhammad Fayzal
Hélio Carlos Juma Chande
Karina Yuni Joao Cumbi
Luísa da Conceição A. U. Chindui
Docente: Leonor Gonçalves Covane, MA
Nampula, Maio de 2024
Índice
Introdução....................................................................................................................................................4
Contabilidade Nacional................................................................................................................................5
Definição de PIB.......................................................................................................................................6
Importância do PIB...................................................................................................................................7
Tipos de PIB..............................................................................................................................................7
Como calcular o PIB?................................................................................................................................7
Renda Nacional........................................................................................................................................8
Consumo..................................................................................................................................................9
Os Principais componentes do consumo..................................................................................................9
Consumo rendimento e poupança.........................................................................................................10
Função consumo....................................................................................................................................11
Investimento..........................................................................................................................................12
Gastos do Governo.................................................................................................................................12
Exportações liquidas...............................................................................................................................13
Conclusão...................................................................................................................................................13
Referência Bibliográfica..............................................................................................................................14
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Introdução
No trabalho presente, que irá abordar sobre o tema a Contabilidade Nacional sendo um serviço
essencial que possibilita fazer a medição da actividade económica de uma região, salientar
também que todos os dados são passados aos órgãos fiscalizadores, e é por esse motivo que é
necessário se manter um registro de todas as transacções realizadas. Em vista disso, a
contabilidade nacional é essencial para a macroeconomia, uma vez que fornece informações
importantes para a análise do desempenho econômico de um país e para o desenvolvimento de
políticas econômicas. Ela permite que os formuladores de políticas avaliem o impacto de suas
decisões sobre a economia e ajuda a identificar as principais tendências e desafios econômicos
que enfrentam a nação. O objectivo geral : Analisar a Contabilidade Nacional e identificar o
impacto na economia de uma região,e tem como objectivos Específicos: introduzir os conceitos
básicos de contabilidade nacional, explorar as medidas de actividade económica;PIB,renda
nacional,consumo,investimento,E analisar como as contas nacionais sao utilizadas para medir o
desempenho económico de um país.O trabalho está estruturado em: Introdução, desenvolvimento,
conclusão e referências bibliográficas sem deixar de fora as citações devidas de acordo com as
normas Apa's. O trabalho será elaborado através das pesquisas bibliográficas baseando em
consultas de livros e artigos ligados a Economia.
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Contabilidade Nacional
Para Fernandes, Pereira, Bento, Madaleno e Robaina (2017), a contabilidade nacional é uma
técnica destinada a medir o produto, despesa e renda, não apenas permite entender a economia,
mas também facilita intervenções políticas. Funcionando como uma ferramenta essencial para
análise económica e controle de políticas. A Contabilidade Nacional expressa todas as variáveis
em termos monetários, possibilitando avaliações em preços correntes e em preços constantes.
A Contabilidade Nacional é uma ferramenta para organizar as finanças de um país, permitindo
quantificar sua realidade econômica de maneira simplificada (Fernandes, Pereira, Bento,
Madaleno e Robaina, 2017).
Por outro lado, Viceconti & Neves (2005), a contabilidade nacional é fundamental para a
macroeconomia, uma vez que fornece informações importantes para a análise do desempenho
econômico de um país e para o desenvolvimento de políticas econômicas. Ela permite que os
formuladores de políticas avaliem o impacto de suas decisões sobre a economia e ajuda a
identificar as principais tendências e desafios econômicos que enfrentam a nação. Por exemplo, a
contabilidade nacional pode ser usada para medir o crescimento econômico de um país,
comparando o PIB de um ano com o de outro. Essa análise permite que os formuladores de
políticas avaliem se as políticas implementadas tiveram um impacto positivo no desempenho
econômico.
Definição de PIB
Na perspectiva de Mochón (2007) e Carvalho (2014), a riqueza produzida pelos países, associa-
se a um indicador da economia, denominado PIB, o PIB mede o valor monetário total de bens e
serviços finais fabricados destinados ao mercado, num determinado período de tempo, dentro do
território nacional.
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Quando se mede o Produto Interno Bruto, não são levados em consideração todos os bens e
serviços fabricados na economia, mas somente os fabricados para o mercado, ou seja, os que são
fabricados com a finalidade de serem vendidos (Mochón, 2007).
De acordo com Frank, Bernanke e Johnston (2012), Em uma economia que produz diferentes
bens, os economistas precisam agregar as quantidades de bens e serviços diferentes em um único
número, ou seja, eles somam os valores do mercado de diferentes bens e serviços.
Por exemplo: em uma economia que produz frutas, a produção total é de 6 uvas e 8 morangos,
para encontrarmos a produção total das frutas poderias somar as quantidades de cada e concluir
que a produção total é 14, mas e se a economia decidir produzir 10 peças de roupa, não seria
lógico somar as frutas aos sapatos. Sendo assim, suponhamos que as uvas sejam vendidas por 10
cada, os morangos por 8 cada, e os peças de roupa por 30 cada, então o PIB dessa economia seria
igual a: ( 6 uvas X 10\uva) + ( 8 morangos X 8\morango) + (10 peças de roupa X 30\
peça de roupa)= 424
Importância do PIB
O Produto Interno Bruto apresenta uma grande importância, pois, ele é uma variável muito
fundamental no âmbito da economia, nos ajudando a obter informações sobre a quantidade da
moeda corrente que está fluindo em torno do fluxo circulante da economia, por unidade de tempo
(Mankiw, 2010).
Tipos de PIB
Segundo Rossetti (2002), a principal diferença entre o PIB nominal e o PIB real é que o primeiro
não considera a inflação, enquanto o segundo ajusta os preços para levar em conta a variação do
poder de compra da moeda ao longo do tempo. Em outras palavras, o PIB nominal pode ser
influenciado pela inflação, o que pode levar a uma superestimação do crescimento econômico. Já
o PIB real é uma medida mais precisa do desempenho econômico, pois leva em consideração a
variação do poder de compra da moeda.
O PIB nominal é calculado usando os preços correntes de bens e serviços produzidos em um
determinado período. Já o PIB real leva em consideração a inflação e é calculado usando preços
constantes de um determinado ano base (Guimarães & Gonçalves, 2010).
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Por outro lado, Mochon & Troster (1994), no entanto, é importante lembrar que ambas as
medidas têm suas limitações. O PIB nominal pode ser influenciado por flutuações de preços,
enquanto o PIB real não leva em conta mudanças na qualidade de bens e serviços ao longo do
tempo.
Como calcular o PIB?
Para Vasconcellos & Oliveira (2000), citam que, o PIB é um indicador que mede a economia em
termos puramente quantitativos, podendo ser calculado segundo três óticas primeira descrita
anteriormente, é chamada ótica da produção :a diferença entre a produção bruta e os consumos
intermédios de matérias-primas e subsidiarias incorporadas. A segunda é ótica do rendimento,
que se obtém somando todas as formas de rendimento obtidos, como salários, renda, juros e
lucros. A terceira, calculada na ótica da despesa, corresponde ao somatório do consumo e do
investimento, tanto privado ou público, adicionando as exportações liquidas (exportações menos
importações).
De acordo com Mochón (2007), o PIB, pode ser calculado por um metodo denominado metodo
de dispendio, que é dado por:
PIB¿C+ I +G+ NX
Componentes de despesas
do PIB norte-americano,
2007 (Sbi)
Consumo 9732,0
Bens duráveis 1079,6
Bens não durdives 2833,0
Serviços 5819,4
Investimento 2132,3
Investimento fixo 1483,2
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Investimentos residenciais 641,5
Investimentos em estoque 7,6
Gastos do governo 2691.4
Exportações líquidas -712.7
Exportações 1640.3
Importações 2353.0
Total: Produto interno bruto 13843,0
Fonte : (Frank, Bernanke & Jonhston, 2012, p.434).
Renda Nacional
Para Guimarães & Gonçalves (2010), citam que, a renda nacional é a renda total dos residentes
de um país obtida como remuneração na produção de bens e serviços
A RN difere do PNL, pois exclui impostos indiretos (como o ICMS) e inclui subsídios.
RN =PNL – T + ¿ ¿
Segundo Mochón & Troster (1994), A renda nacional é um conceito fundamental para avaliar o
desempenho financeiro de uma nação. Ela representa o montante total ganho por cidadãos,
empresas e o governo durante um período específico, normalmente um ano. Essencial para o
modelo circular de renda, que demonstra o movimento de capital dentro de uma economia, a
renda nacional serve como indicador crucial para economistas avaliarem o crescimento
econômico, o padrão de vida e o bem-estar de um país. Apesar disso, o conceito tem sido alvo de
críticas e debates, com alguns argumentando que não oferece uma representação precisa da saúde
financeira de uma nação.
Consumo
Para Mankiw (2010), o consumo corresponde aos bens e serviços comprados pelo consumidor ao
domicilio.
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Os Principais componentes do consumo
Esta vertente, é dividida em três categorias: bens duráveis, bens não duráveis e serviços.
Os bens duráveis são aqueles que duram um longo período de tempo, ou seja, não sofrem
um desgaste imediato, por exemplo: Geladeiras.
Os bens não duráveis são aqueles que duram somente um curto período de tempo, ou seja,
são produzidos para um consumo imediato, por exemplo: Alimentos.
Os serviços representam o trabalho executado por pessoas ou empresas para os
consumidores, por exemplo: consulta médica ( Mankiw, 2010).
Categoria de consumo Valor da categoria Percentagem total
2002(mil milhões)
Bens duráveis 872 11,9
Veículos motorizados 376.1
Móveis e equipamento 318,7
doméstico
Outros 177,1
Bens não duráveis 2115 29,0
Alimentação 1029.4
Vestuário e sapatos 324.3
Bens de energia 173,5
Outros 587.8
Serviços 4317 59,1
Habitação 1071.5
Trabalhos domésticos 405,2
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Transporte 275.8
Cuidados médicos 1148,5
Divertimento 285.1
Outros 1130.7
Despesas de consumo 7304 100,0
pessoal totais
Fonte: (Samuelson & Nordhaus, 2005, p.447).
Consumo rendimento e poupança
O consumo, rendimento e poupança estão relacionadas precisamente na poupança pessoal, é a
partir do rendimento disponível que não é consumida. A poupança é igual ao rendimento menos
o consumo. Por exemplo: a relação entre o rendimento, cosumo e poupança de a cordo com o
quadro já demonstrado anteriormente nos padrões de despesas. Inicia com o rendimento pessoal,
composto por salarios, juros rendas dividendos transferencias recebidas do estado entre outros,
cerca de 1114 000.000, ou 12,5% do rendimento pessoal destinou-se a imposto sobre os
individuos. Sobrando assim 7816 000.000 de rendimento disponivel pessoal. A despesa das
familias em consumo incluido os juros as cendem a 96,3% do rendimento disponivel, ou 7525
000.000, sobrando 291 000.000 como poupança pessoal. Estudos económicos comprovam que o
rendimento é o principal determinante do consumo e da poupança, ou seja, os ricos poupão mais
que os pobres quer por valores absolutos quer em percentagens do rendimento, os pobres tendem
a gastar mais do que ganham, surgindo assim a taxa de poupança pessoal. O rendimento,
determina principalmente o consumo e a poupança, isto é, a poupança e o consumo aumentam
com o rendimento disponivel, a função consumo é a que realaciona o consumo e o rendimento, e
afunção poupança relaciona a apoupança e o rendimento amabas funções demonstram qual e o
montante adicional de consumo e a poupança que é induzida por cada valor adicional de
rendimento (Samuelson & Nordhaus, 2005).
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Função consumo
Samuelson e Nordhaus (2005), sendo uma das mais importantes relações da macroeconomia, a
função consumo monstra a semelhança entre os niveis das despesas de consumo e o nivel de
rendimento disponivel pessoal, essta difinição tem uma base que indica a existencia de uma
relação empirica estavel entre consumo e o rendimento. Por exemplo: o quadro a baixo
demonstra os sete niveis de rendimento, que podem ser representados pela figura representada
depois do quadro a baixo.
(1)Rendimento (2) poupança liquida (3) Consumo
disponivel (+) ou poupança
negativa (-)
A 24 000 -200 24 200
B 25 000 0 25 000
C 26 000 +200 25 800
D 27 000 +400 26 600
E 28 000 +600 27 400
F 29 000 +800 28 200
G 30 000 +1000 29 000
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Investimento
Mankiw (2010), cita que investimento são activos ou bens adquiridos para futuramente serem
usados. O Investimento é subdividido em 3 categorias que são: Investimento fixo de empresas,
Investimento em estoques e Investimento fixo de imobiliário:
O Investimento fixo de empresas faz parte de uma nova quantidade de produção de um
bem como, equipamentos por parte das empresas.
O Investimento imobiliário faz parte de novas residências adquiridas para famílias a fim
de se viver.
O Investimento em Estoques faz parte dos bens aumentados no armazém de uma empresa
porque do contrário, no caso da diminuição o estoque ou armazém passa a ser negativo.
Gastos do Governo
Para Mochon e Troster (1994), afirmam que, nas contas nacionais são considerados três tipos de
gastos do governo:
Gastos dos ministérios e autarquias, cujas receitas provêm de dotações orçamentárias.
Como os serviços do governo (justiça, educação, planejamento) não têm preço de venda
de mercado, o produto gerado pelo governo é medido por suas despesas correntes ou de
custeio (salários, compras de materiais para a manutenção da máquina administrativa) e
despesas de capital (aquisição de equipamentos, construção de estradas, hospitais, escolas,
prisões).
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Gastos das empresas públicas e sociedades de economia mista: Como suas receitas
provêm da venda de bens e serviços no mercado, atuando como empresas privadas, são
consideradas, nas contas nacionais, dentro do setor de produção, junto com empresas
privadas, e não como governo. Exemplos: Petrobrás, USP, Eletrobrás etc.
Gastos com transferências e subsídios: Considerados nas contas nacionais como
transferências (normalmente, donativos, pensões e subsídios). Não são computados como
parte da renda nacional, pois representam apenas uma transferência financeira do setor
público ao setor privado, não ocorrendo qualquer aumento da produção corrente. Por
exemplo, aposentadorias e bolsas de estudo, que não são fatores de produção do período
corrente.
Exportações liquidas
Mochón (2007), As exportações liquidas (NX) e a diferença entre as exportações e importações
de bens e serviços de uma economia, ou seja, ( NX =X −M ).
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Conclusão
A contabilidade nacional têm papéis fundamentais na gestão e na análise da economia de um
país. Portanto, a contabilidade nacional se dedica ao registro e à análise dos aspectos
macroeconômicos, como o produto interno bruto, entre outros.
A contabilidade nacional é importante porque permite o acompanhamento e a avaliação do
desempenho econômico de um país, fornecendo informações precisas sobre o crescimento
econômico, a inflação, o desemprego e outros indicadores importantes. Com base nessas
informações, é possível avaliar a eficácia das políticas públicas e implementar medidas para
estimular o crescimento e reduzir as desigualdades sociais.
A contabilidade nacional pode ser útil para entender as tendências macroeconômicas e a evolução
da economia, mas é importante complementá-la com outras medidas que permitam avaliar o
impacto das políticas econômicas sobre a população em geral e a distribuição de renda
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Referência Bibliográfica
Fernandes, A. J., Pereira, E. T., Bento, J. P., Madaleno, M. & Robaina, M. (2017). Introdução à
Economia. Lisboa, Portugal: Edições Silabo.
Guimarães, B. & Gonçalves, C. E. (2010). Introdução à economia. Rio de Janeiro, Brasil:
Elsevier.
Mankiw, N. G. (2010). Macroeconomia (7.ª. Ed.). Rio de Janeiro, Brasil: Livros Técnicos e
Científicos Editora Ltda.
Mochón, F. & Troster, R. L. (1994). Introdução à Economia. São Paulo, Brasil: Makron Books.
Rossetti, J. P. (2002). Introdução à Economia (19.ª. Ed.). São Paulo, Brasil: Atlas.
Samuelson, P., & Nordhaus, W.D. (2005). Economia. (18.ª. Ed.). Lisboa, Portugal: McGraw-Hill
Interamericana.
Vasconcellos, M. A. S. de. & Oliveira, R. G. (2000). Manual de Microeconomia (2.ª. Ed.). São
Paulo, Brasil: Atlas.
Viceconti, P. E. V. & Neves, S. das. (2005). Introdução à Economia (7.ª. Ed.). São Paulo, Brasil:
Frase.
Frank, R. H. (2012). Principios de Economia ([Link].) Sao Paulo, Brasil: AMGH Editora Ltda.
Carvalho, L. M. C. (2014). Microeconomia e Macroeconomia- Conceitos economicos
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Mochón, F. (2007). Principios de economia. Sao Paulo, Brasil: Pearson Prentice Hall.
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