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Meios de Ensino e Planificação do PEA

O documento discute os meios de ensino e aprendizagem, a planificação do PEA e a estrutura das aulas. Aborda conceitos como recursos educacionais, objetivos da utilização de meios, classificação de meios, importância dos meios audiovisuais e funções didáticas nas aulas.
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Meios de Ensino e Planificação do PEA

O documento discute os meios de ensino e aprendizagem, a planificação do PEA e a estrutura das aulas. Aborda conceitos como recursos educacionais, objetivos da utilização de meios, classificação de meios, importância dos meios audiovisuais e funções didáticas nas aulas.
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Educação à distância

Meios de ensino e aprendizagem, planificação do PEA

Estrutura da aula-função didática

Nome: Tratipo Alberto Salimo/ Código: 708234474

Curso: Licenciatura em Ensino de Desenho


Disciplina: Didátcica Geral
Ano de frequência: 1º
Turma: A
Nampula, Maio de 2024
i

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Educação à distância

Meios de ensino e aprendizagem, planificação do PEA

Estrutura da aula-função didática

Trabalho de carácter avaliativo da Cadeira de


Didactica Geral a ser apresentado no Centro de
Ensino à Distância, pertencente ao estudante do 1º
ano de licenciatura em Ensino de Desenho,
leccionado pelo docente:

Nampula, Maio de 2024


ii
ii

Folha de Feedback
Classificação
Categorias Indicadores Padrões Pontuação Nota
máxima do Subtotal
tutor
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
objectivos 1.0
Introdução  Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
 Articulação e
domínio do
discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 2.0
cuidada, coerência/
coesão textual)
 Revisão
Análise e bibliografia
discussão nacional e
internacionais 2.0
relevantes na área
de estudo
 Exploração de 2.0
dados
Conclusão  Contributos 2.0
teóricos práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos Formatação tamanho de letra, 1.0
gerais paragrafo,
espaçamento entre
linhas
Normas APA 6ª  Rigor e coerência
Referências edição em das 4.0
Bibliográficas citações e citações/referências
bibliografia bibliográficas
iii

Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

Índice
I. Introdução................................................................................................................................5
iv

1.1 Contextualização...................................................................................................................5

[Link] de literatura................................................................................................................6

2.1. Meios de ensino e aprendizagem.........................................................................................6

2.1.2 Finalidade do uso dos meios de Ensino-aprendizagem.....................................................6

2.1.3. Classificacao dos meios de Ensino – aprendizagem.........................................................7

2.1.4. Importancia dos meios audiovisuais.................................................................................7

2.2. Planificação do PEA............................................................................................................8

2.3. Estrutura da aula-funções didácticas....................................................................................9

i. Função Didáctica de Introdução a Motivação.....................................................................9

Conclusao..................................................................................................................................15

Referências bibliográficas.........................................................................................................16

Anexos......................................................................................................................................17
5

I. Introdução

1.1 Contextualização

O presente trabalho com os seguintes temas: os Meios de Ensino-aprendizagem e


Planificação do PEA, a Estrutura das aulas-(funções didáticas), e tem como objectivo geral,
compreender os meios de ensino-aprendizagem, a planificação do PEA e a estrutura das aulas.
Seguido dos seus objectivos específicos: dar o conceito desses termos, caracterizar os meios e
funções das aulas e por ultimo mostrar com exemplos practicos de como são feito os planos
de aulas. Os Meios de ensino e aprendizagem são elementos fundamentais no processo
educativo, pois englobam todos os recursos, materiais e estratégias utilizados para facilitar a
transmissão e assimilação do conhecimento.

A planificação do PEA (Plano de Ensino e Aprendizagem) é um instrumento que visa


organizar e orientar as ações pedagógicas, contemplando objetivos, conteúdos, metodologias,
avaliação e recursos a serem empregados ao longo do processo de ensino-aprendizagem.

Por outro lado, a estrutura da aula e suas funções didáticas referem-se à organização e
dinâmica das atividades desenvolvidas em sala de aula. As funções didáticas englobam
aspectos como a apresentação do conteúdo, mediação do professor, interação entre os alunos,
utilização de recursos audiovisuais, aplicação de atividades práticas, entre outros. Uma
estrutura de aula bem planejada contribui significativamente para o engajamento dos alunos e
para a efetividade da aprendizagem.

Ambos os temas são essenciais no contexto educacional actual, uma vez que
influenciam diretamente a qualidade do processo de ensino-aprendizagem. A compreensão e
aplicação adequada de meios de ensino, planificação do PEA e estrutura da aula contribuem
para um ambiente mais propício ao desenvolvimento cognitivo, crítico e reflexivo dos
estudantes.

Para a realização do presente trabalho usou-se o método bibliográfico que constituiu


no uso de obras e artigos publicados na Internet. No dizer de Gil (1991), a pesquisa
bibliográfica é um trabalho de natureza exploratória, que propicia bases teóricas ao
pesquisador para auxiliar no exercício reflexivo e crítico sobre o tema em estudo.
6

[Link] de literatura

2.1. Meios de ensino e aprendizagem

Por outras palavras, os recursos de ensino são componentes do ambiente da


aprendizagem que dão origem a estimulação para o aluno (Piletti, 2004). Esses componentes
podem ser, o profesor, os livros, os mapas, os objectos físicos, as fotografias, as fitas
gravadas, as gravuras, os filmes, os recursos da comunidade, os recursos materiais e assim por
diante.

Para Libâneo, (1994), meios de ensino são meios e recursos materiais utilizados pelo
professor e pelos alunos para a realização e condução metódica do processo de ensino-
aprendizagem.

O material didactico é uma exigência daquilo que está sendo estudado por meio de
palavras, a fim de torná-lo concreto e intuitivo.

2.1.2 Finalidade do uso dos meios de Ensino-aprendizagem

Conforme Schmitz, (1993:47), partindo dos conceitos de “meios de ensino- aprendizagem”,


facilmente podemos chegar a conclusão de que os meios de ensino-aprendizagem são usados
com vista a determinadas finalidades, dentre as quais:

i. Aproximar o aluno a realidade;


ii. Desenvolver a capacidade de observação;
iii. Desenvolver a experimentação concreta;
iv. Visualizar, ou concretizar os conteúdos de aprendizagem;
v. Permitem a fixação da aprendizagem.”

Entretanto, para que o material didáctico seja realmente auxiliar eficiente do ensino, deve
obedecer as seguintes condições:

i. Ser adequado ao assunto da aula


ii. Ser de facil apreensão e manejo
iii. Estar em perfeito estado de funcionamento quando, principalmente, se trata de
aparelhos.
7

E por outro lado, a utilização dos recursos de ensino de acordo com Piletti (2004:154)
deve ter em conta alguns critérios e princípios, nomeadamente:

i. Seleccionar um recurso de ensino deve-se ter em vista os objectivos a serem


alcançados.
ii. Nunca se deve utilizar um recurso de ensino so porque esta na moda.
iii. Nunca se deve utilizar um recurso que não seja conhecido sificientimente de forma
a poder empregar correctamente.
iv. A eficácia dos recursos dependerá da interacção entre eles e os alunos”.

Por isso, devemos estimular nos alunos certos comportamentos que aumentam a sua
receptividade, tais como a atenção, a percepção, o interesse, a sua participação activa.

2.1.3. Classificacao dos meios de Ensino – aprendizagem

Existem muitas classificações de meios de ensino-aprendizagem e, de igual modo,


constata-se que cada disciplina exige também seu material específico.

Para Piletti (2004), explica que tradicionalmente os meios de ensino são classificados
em visuais (projecções, cartazes, gravuras) auditivos (radio, gravação) e audiovisuais (cinema,
televisão), apesar de se reconhecer que, na paratica, as expressões verbais, sonoras e visuais
se complementam, fazendo com que os recursos/meios visuais, auditivos e audiovisuais
muitas vezes sejam funcionais quando se utilizam de forma complementar. Uma outra
classificação de meios de ensino considera existirem:

Meios/recursos humanos

i. Porfessores
ii. Alunos
iii. Pessoal escolar
iv. Comunidade

2.1.4. Importancia dos meios audiovisuais

Os meios de ensino que acabamos de apresentar, podemos destacar aqueles cuja acção
se faz mediante o uso da visão (meios visuais), da audição (meios auditivos) e, finalmente,
aqueles que estmulam simultneamente a visão e audição (meios audiovisuais, colaborando
para aproximar a aprendizagem de situações reais. Lemos (1990).
8

O uso de meios de ensino, os alunos estarão em condições de estar cada vez mais
dispertos e aptos para a aprendizagem. Entretanto, resta, para um aproveitamento integral dos
meios de ensino, reconhecermos que eles não se utilizam e nem devem ser utilizados com
finalidade em si mesmos, senão virados para a aprendizagem dos alunos, eis porque, o
professor precisa de ter domínio exaustivo sobre a finalidade com que usa os meios,
recorrendo, ao mesmo tempo, a principios e critérios fundamentados sob ponto de vista
didactico. Lemos (1990).

Lembra-nos Schmitz (1993), que autilização dos recursos didácticos dependerá do


tipo de aluno, o seu interesse, os objectivos, os conteúdos, os métodos, e muitos outros
factores ocasionais ou ambientais.

2.2. Planificação do PEA

A Planificação é uma práctica corrente em todas as actividades humanas,


especificamente as que são realizadas intencionalmente. Ou seja, a planificação do PEA é a
previsão mais objectiva possível de todas as actividades escolares para a efectivação do
processo de ensino e aprendizagem que conduz o aluno a alcançar os objectivos previstos; e,
neste sentido, a planificação do ensino é uma actividade que consiste em traduzir em termos
mais concretos e operacionais o que o professor e os alunos farão na aula para coduzir os
alunos a alcançar os objectivos educacionais propostos. Piletti (2004).

Para Lemos (1990). a Planifiação do PEA é uma tarefa docente que inclui tanto a
previsão das actividades didácticas em termos da sua organização e coordenação em face dos
objectivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino. A
planificação é um meio para se programar as acções docentes, mas é também um momento de
pesquisa e reflexão intimamente ligado a avaliação.

Com a planificação da aula, o professor determina objectivos a alcançar ao término do


processo de ensino- aprendizagem, os conteúdos a serem aprendidos, as actividades a serem
relizadas pelo professor e aluno, a distrubuição do tempo, etc, ou seja, a planificação permite
visualizar previamente a sequência de tudo o que vai ser desenvolvido em dia lectivo. Lemos
(1990).
9

A planificação da aula é a sistematização de todas as actividades que se desenvolvem


no periodo de tempo em que o professor e aluno interagem numa dinâmica de ensino e
aprendizagem. Mas porquê é importante planificar as actividades de ensino-aprendizagem?
Para responder essa questão solicitamos a visão de Piletti (2004:75), para este autor a
planificação:

i. vita a rotina e a improvisão;


ii. Contribui para a realização dos objectivos visados;
iii. Promove a eficiência do ensino;
iv. Garante maior segurança na direccao do ensino;
v. Garante economia de tempo e energia”

A Planificação do PEA, por parte do professor afigura-se como uma etapa necessária
se admitirmos que se trata de prever o conjunto de actividaes (do professor e dos alunos) que
estarão ao centro do PEA, incluindo conteúdo, meios, selecionados tendo em conta os
objectivos que se pretendem atingir e as condições em que se irá realizar o PEA.

2.3. Estrutura da aula-funções didácticas

De acordo com Haidt (2006), as diferentes etapas serão apresentadas sucessivamente


e, ao mesmo tempo, chamaremos atenção sobre a interligação existente entre elas. Trata-se
das etapas, também chamadas funções didácticas passemos a apresentar as funções didácticas:

i. Função Didáctica de Introdução a Motivação;


ii. Função Didáctica Mediação e Assimilação;
iii. Função Didáctica de Dominio e Consolidação;
iv. Função Didáctica de Controlo e Avalição.

As funções didacticas como já referimos, são etapas ou fases do PEA que, na sua essência
realizam-se não rigidamente de forma sequenciadas, mas sim interligada.

i. Função Didáctica de Introdução a Motivação

O objectivo principal nesta função consiste em conseguir a mobilização psíquica e física


dos alunos para a aprendizagem do (não) novo conteúdo. Para o efeito devem, por exemplo,
serem realizadas as seguintes tarefas: Haidt (2006).

a) Averiguar, através de perguntas, se os conhecimentos anteriores estão efectivamente


disponíveis e prontos para o conhecimento novo. Aqui o empenho do professor está
10

em estimular o raciocínio dos alunos, instigá-los a emitir opiniões próprias sobre o que
aprenderam, fazê-los ligar os conteúdos a cousas ou eventos do cotidiano. A correcção
dos trabalhos de casa trona-se importante factor de reforço e consolidação. As vezes
haverá necessidade de uma breve revisão (recapacitação) da matéria, ou a rectificação
de conceitos ou habilidades insuficientimente assimilados. Haidt (2006
b) Estabelecer a ligação entre noções que o alunos ja possuem com a matéria nova, bem
coo estabelecer vinculos entre a prática cotidiana e o assunto. Para isso, o melhor
procedimento é apresentar a matéria como um problema a ser resolvido, embora nem
todos os assuntos se prestem a isso. Mediante perguntas e troca de experiências,
colocação de possíveis soluções, estabelecimento de relação causa-efeito, os
problemas atinentes ao tema vão-se encaminhando para se tronarem também
problemas para os alunos em suas vidas práticas. Haidt (2006
c) Criar ou obter uma atmosfera propícia para a aprendizagem. Para isso é necessario:
d) Dar informações sobre o conteúdo da aula;
e) Orientar para os objectvos em vista;
f) Procurar curiosidade;
g) Assegurar ordem e disciplina no sentido positivo, ou seja, sem recursos ao medo, ao
castigo, mas sim com base na persuação e envolvimento dos alunos na aula que (vai)
iniciar (iniciou).

Conseguir o interesse e a atenção dos alunos: se os alunos não estiverem interessados, não
estiverem atentos, então, não há aprendizagem. Portanto, para uma efectiva motivação dos
alunos no PEA, é fundamental:

 A orientação para objectivos concretos atingiveis pelos alunos, que se encontrem na


zona de desenvolvimento próximo.
 A conexão dos motivos da sociedade (representados pelo professor), da turma e de
cada.

Motivação contínua e final

De acordo com Lemos (1990), a motivação contínua dos alunos ao longo do processo
de ensino-aprendizagem, destacando a necessidade de mantê-los ativos e engajados desde o
início da aula até o seu término. A motivação inicial é fundamental para que os alunos estejam
dispostos a aprender e realizem as atividades propostas, enquanto a motivação permanente
11

busca manter o interesse dos alunos ao longo da aula, garantindo assim a capacidade de
absorção do conteúdo.

Além disso, ressalta-se a importância de os alunos sentirem que estão progredindo e


aprendendo, o que os motivará para as próximas etapas do processo de ensino.

Ainda Haidt (2006), defende que há uma necessidade do professor em garantir que
todos os alunos atinjam os objectivos propostos, criando assim uma relação positiva com as
matérias e disciplinas. A diferenciação da motivação ao longo da aula é destacada como uma
estratégia didática importante para manter o envolvimento dos alunos. Por fim, a motivação
inicial pode ser suficiente para alguns alunos, enquanto outros podem necessitar de estímulos
adicionais, dependendo dos propósitos da aula.

ii. Função Didáctica Mediação e Assimilação

Na fase de Mediação e Assimilação, o professor guia os alunos na absorção de novos


conceitos, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento, habilidades e atitudes. É
crucial considerar o nível dos alunos, os objetivos educacionais, os conteúdos a serem
transmitidos, os métodos de ensino mais adequados e os recursos disponíveis. Haidt (2006).

O professor não deve se concentrar apenas no conteúdo, mas também nas dinâmicas entre
aluno, professor, métodos e recursos, para facilitar a aprendizagem. É importante escolher
métodos que promovam a assimilação ativa do conhecimento, o desenvolvimento de
habilidades e atitudes, e a conexão entre esses processos. Haidt (2006).

iii. Função Didáctica de Dominio e Consolidação;

Libaneo (1994), diz que o objetivo do Processo de Ensino e Aprendizagem (PEA) vai
além de simplesmente apresentar e explicar a matéria aos alunos. É crucial não apenas expor
o conteúdo, mas também garantir que os alunos compreendam e assimilem o conhecimento
através de exercícios e atividades práticas.

Além disso, é essencial organizar, aprimorar e fixar os conhecimentos na mente dos alunos
para que possam ser aplicados em situações da vida real. Isso requer uma etapa dedicada à
consolidação e domínio da matéria no PEA. Esta etapa envolve não apenas a motivação
inicial e a exposição do conteúdo, mas também a repetição, sistematização, prática intensiva e
aplicação variada dos conhecimentos e habilidades. Libaneo (1994).
12

Conforme Libaneo (1994), a consolidação pode ocorrer em diferentes momentos do processo


de ensino e pode ser reprodutiva, criativa ou generalizadora, dependendo do grau de
envolvimento e compreensão do aluno.

Consolidação reprodutiva

Nesta consolidação, o aluno reproduz o que o professor disse, sem muito espaço para a
criatividade, notam-se esses estudantes pela capacidade de recordar os exemplos que o
professor usou na explicação da matéria.

Consolidação criativa

Aqui recide a compreensão verdadeira, quando o aluno não se limita nos exemplos do
professor, mas procura exemplos da vida quotidiana, das suas experiências, ligadas a matéria
estudada. Não usam necessariamente as expressões utilisadas pelo professor, mas sim suas
próprias palavras.

Consolidação generalizadora:

 Inclui a aplicação de conhecimentos para situações novas, após a sua sistematização;


 Implica a integração de conhecimento de forma que os alunos estabeleçam a relação
entre os conceitos, analisem os factos e fnómenos variados sob varios pontos de vista,
façam a ligação dos conhecimentos com novas situações e factos da prática social.
iv. Função Didáctica de Controlo e Avalição.

Definir a avaliação, não é uma tarefa fácil, se tivesse consultado bibliografia da área
pedagógica de certeza teria visto que na literatura pedagógica existem muitos conceitos sobre
avaliação dos alunos; mas de modo geral ela pressupõe classificar os alunos, determinar em
que medida cada um dos objectivos foi atingido e as qualidades dos métodos e os meios de
ensino e dos próprios professores, selecionar os alunos, etc. Schmitz (1993).

Para INDE/MINED (2008), a avaliação “e um instrumento que permite visualizar o


andamento do processo de ensino-aprendizagem, permitindo adequar, ou melhorar estratégias
de ensino face aos objectivos propostos, sendo assim deve ser concebida no sentido dinâmico,
contínua e sistemática.
13

A principal missão é permitir uma imagem possível do desempenho dos alunos e a


retroalimentação do PEA (processo de ensino-aprendizagem). De acordo com o mesmo autor,
cumpre a avaliação:

Aos alunos

 Consciencializa-los sobre os pontos fortes e fracos da sua aprendizagem;


 Estimular o gosto pela aprendizaem de modo a superar as dificuldades encontradas no
PEA; - Desenvolver atitude crítica e activa no PEA.

Aos professores

 Identificar o nível de desempenho dos alunos;


 Adequar os métodos e os meios de ensino-aprendizagem; - Informar regularmente
os pais sobre o progresso.

Aos pais e encarregados de educação

 Sugerir junto dos pais e professores formas de melhorar o processo de ensino-


aprendizagem.

Avaliação é uma tarefa didáctica necessária e permanente do trabalho docente, que deve
acompanhar passo a passo o PEA. Através dela os resultados que vão sendo obtidos no
decorrer do trabalho conjunto dos professores e dos alunos são comparados com os objectivos
propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades e reorientar o trabalho para as
correcções necessárias.

Deste modo, podemos afirmar que a valiação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do
trabalho escolar tanto do professor, dos pais e encarregados de educação, como dos alunos.´

Graças a valiação é possivel saber se a aprendizagem está a efectuar se conforme o previsto


ou não. E em caso negativo, a realimentação pela avaliação permitirá saber se de facto deve-
se:
14

i. A inadequação dos objectivos.


ii. A deficiências individuais que possam ou não ser superadas.
iii. As deficiências individuais relacionadas com pré-requisitos de aprendizagem.
iv. A inadequação da orientação do PEA por parte do professor devido aos métodos e
meios de ensino ou outros factores.

Objecto da Avaliação

O objecto da avaliação pretendemos saber o que se avalia. E, nesse caso, é evidente


que a avaliação dirige-se essencialmente ao progresso nos resultados de aprendizagem
demonstrando ao longo e ao fim do ano lectivo.

Características Básicas do Controle e Avaliação

Neste contexto, Schmitz (1993), o controlo e avaliação da aprendizagem dos alunos


caracteriza-se por ser simultaneamente meio didáctico e meio pedagógico. A avaliação é um
meio didáctico e pedagógico por causa das suas finalidades. Assim, a avaliação é:

Meio didáctico, isto é, de condução do PEA pelo professor para:

 Comparar o decorrer e os resultados da parendizagem com os objectivos pretendidos


 Avaliar o nível de aprendizagem atingido
 Analisar problemas e possibilidades de desenvolvimento
 Descobrir sobre a continuação do processo

Meio Pedagógico, isto é, de educação dos alunos para:

 Consolidar saber, saber fazer e saber ser/estar


 Desenvolver as capacidades de expressão linguistica
 Desenvolver a capacidade de auto-avaliação
 Desenvolver a auto-confiança
 Influenciar a auto-avaliação
 Desenvolver a capacidade de autocorecção.
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Conclusao

Em forma de conclusão, a planificação do processo de ensino-aprendizagem (PEA) é


fundamental para garantir que as aulas sejam eficazes e significativas para os alunos. Para
isso, é necessário considerar tanto os meios de ensino e aprendizagem quanto a estrutura da
aula, que abrange diversas funções didáticas.

Os meios de ensino e aprendizagem englobam todos os recursos utilizados no processo


educativo, sejam eles materiais, tecnológicos, ou humanos. A escolha adequada desses meios
depende das características dos alunos, dos objetivos de aprendizagem e do contexto em que
se inserem. Desde livros didáticos e recursos audiovisuais até a interação com professores e
colegas, cada meio desempenha um papel específico na promoção da aprendizagem.

Por outro lado, a estrutura da aula determina como esses meios são utilizados para
alcançar os objetivos educacionais. As funções didáticas da aula incluem a introdução de
novos conceitos, a consolidação de conhecimentos prévios, a prática através de exercícios, a
aplicação em situações reais e a avaliação do progresso dos alunos. Uma estrutura bem
planejada equilibra essas funções de forma a promover uma aprendizagem ativa e
significativa

E por último, a eficácia do processo de ensino e aprendizagem depende da integração


harmoniosa entre os meios de ensino e aprendizagem e a estrutura da aula. Ao planejar o
PEA, é essencial considerar como os recursos serão utilizados para atingir os objetivos
educacionais e promover o desenvolvimento integral dos alunos.
16

Referências bibliográficas

Gill, A. C. (1991). Como elaborar projecto de pesquisa. . . Sao paulo: : Africa.

HAIDT, R. C. (2006.). Curso de Didática Geral. 8ª (8 ed.). São Paulo,: ática,.

LEMOS, V. (1990). Critério do Sucesso-Técnicas de Avaliação da Aprendizagem; 4edição;


(4 ed.). Portugal: Texto editora.

LIBANEO, J. (1994). Didáctica;. Sao paulo: Cortez editora;.

PILETTI, C. (1990). Didáctica; . Sao paulo: Cortez editora.

SCHMITZ, E. F. (1993.). Fundamentos da Didáctica. São Leopold,: RS: [Link], .


17

Anexos

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