Desfralde
descomplicado
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O desfralde pode ser um momento desafiador na
paternidade/maternidade, e até mesmo para os educadores.
Pouco tempo atrás não existia informações sobre esse
momento na vida da criança, e tudo era feito da forma que a
avó, a tia, a bisavó da criança trazia como história, como
sempre foi feito, e que "funcionava".
Com estudos avançados sobre o desenvolvimento infantil,
aprendemos que o desfralde é resultado de um aprendizado
gradual e natural da criança, do qual não necessita, na maioria
das vezes, da intervenção de um adulto, pois depende da
maturidade do sistema nervoso central dela.
Em geral, como nossas avós diziam, esse amadurecimento
começa a parir dos 18 meses, mas pode haver grandes
variações, por isso, é importante saber que se não for
respeitada a individualidade da criança, podem ocorrer
traumas irreversíveis diversos relacionados ao controle
(incontinências, infecções, constipações), as emoções, a
segurança, a sexualidade, etc.
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Essa apostila foi criada com o objetivo de você não se deixar
influenciar por dicas, palpites ou achismos... Vamos valorizar, a
partir de agora, a pessoa que está no centro dessa mudança e
desse caminho, a CRIANÇA!
Para o desfralde ocorrer, é preciso que uma série de
desenvolvimentos aconteçam. A criança precisa ter desenvolvido,
para se despedir das fraldas de forma plena e sem pendências a
parte motora, a parte cognitiva e a parte emocional.
Na parte motora esperamos que a criança já consiga se vestir
sozinha, sentar, abaixar-se...
Na parte cognitiva esperamos que ela já saiba se expressar,
conhecer o ambiente, ter a capacidade de concentração para
ficar sentada no vaso sanitário ou penico, mostrar novas
descobertas sobre sua independência e corpo.
Na parte emocional que saiba expressar o que sente, nomear as
emoções, sentir-se independente nas tarefas que competem a
idade e saber comunicar-se.
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A criança pode ter um ou dois dos três aspectos desenvolvidos,
mas é necessário que os três se encontrem para que o
processo seja natural, saudável e verdadeiramente eficaz. Um
desfralde realizado pela criança vai determinar o
relacionamento dela com o controle do próprio corpo, além da
confiança e da segurança necessárias para que seja uma
experiência positiva e sem resquícios.
Quando o adulto assume o momento do desfralde, esses
aspectos não necessariamente estão prontos, pois só a criança
consegue saber o que está acontecendo em seu corpo.
É possível que a criança se esforce para desfraldar, para
agradar o adulto, mas ela não está pronta e não irá atender as
expectativas, então se frustra, o que pode afetar sua
autoestima. Por isso a importância das escolas não realizarem
desfralde coletivo!
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Etapas
São 4 etapas que podem ocorrer em tempos diferentes entre
desfralde diurno e noturno, bem como entre desfralde de xixi e
cocô:
1. Indiferente: quando a criança não dá a mínima bola
para esse assunto, não percebe nada, não se incomoda com
nada. Convive tranquilamente com fraldas sujas e não faz ideia
de quando vai fazer ou já fez.
2. Fiz: Quando a criança percebe, mas não se incomoda,
começa a ter consciência do xixi e cocô, mas está bem distante
do desfralde. Mesmo se ela se incomodar, ainda não é sinal de
prontidão.
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Etapas
3. Fazendo: A criança tem maior compreensão, de
consciência corpórea. É uma etapa bem importante e um ótimo
momento para ensinar sobre o corpo, sobre o xixi, sobre a
comida...
4. Vou fazer: Aí começa o desfralde! Sim, só agora começa.
Sem pressa e no tempo da criança, pois nessa etapa ela ainda
não está pronta, está adentrando esse universo de descobrir o
próprio corpo, de ter controle sobre ele, de entender os sinais, e
isso pode levar tempo até a criança ter segurança o suficiente
para fazer tudo isso sem a fralda.
Um sinal de início de desfralde é quando a fralda está sendo
usada como cueca ou calcinha, ou seja, está sempre seca e a
criança tira para usar o banheiro. Ainda assim, vale perguntar,
pois ela pode estar com o motor e o cognitivo prontos, mas o
emocional ainda não.
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Etapas
Aumento da capacidade vesical
Sensação de bexiga cheia
Capacidade de interromper um xixi
no meio
Capacidade de começar
espontaneamente uma micção
Capacidade de inibir a micção, de
bexiga cheia
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Como fazer
Dar espaço e tempo para a criança sem pressa. Deixe que ela
mesmo guie esse processo, descubra suas capacidades e
habilidades, desenvolva as ferramentas necessárias. Respeite
o tempo e a natureza da sua criança, para que ela aprenda a
respeitar a si mesma.
A criança está pronta? SIM!!!!
Vamos ajudá-la a tudo ocorrer da forma mais natural e lúdica
possível?
Veja algumas dicas:
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Dicas
Leve à criança para comprar cuecas ou calcinhas que elas
gostarem, de personagens, ou coloridas. A participação delas
torna mais lúdico o processo.
No período do desfralde, é importante vestir a criança com
roupas que ela consiga tirar com facilidade, de forma que
elas consigam ir ao vaso sanitário sem ajuda.
Utilize redutores de assento ou penicos, o que for facilitar a
vida da família e da criança, mas é importante que ela não
fique refém disso, ou seja, que possa usar o vaso em locais
públicos e na casa das pessoas também.
Torne o processo lúdico e prazeroso, com músicas, histórias,
brincadeiras e sem cobranças.
Incentive a autonomia. De acordo com a idade da criança,
peça tarefas que ela possa realizar e se sinta feliz por
conseguir, como dobrar o pijama, calçar o tênis, levar a roupa
suja no cesto. Isso a deixará confiante e pronta para aprender
mais.
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Escapes
Um processo respeitoso, feito no tempo da criança, que tira a
fralda quando todo xixi e cocô é avisado e feito no penico ou
privada, dificilmente terá escapes. Podem até acontecer, mas é
mais sinal de teste da criança com relação a liberação do xixi,
do que despreparo.
Caso aconteça um escape, não tenha uma atitude punitiva nem
ameaçadora, dizendo que se a criança fizer mais alguma vez
voltará a usar fraldas, por exemplo. Apenas pontue que é isso
que acontece quando o xixi sai na calça. Peça ajuda da
criança para limpar a sujeira.
Se os escapes estiverem frequentes, algo acima de 1 ou 2 vezes
na semana, pode ser que a criança ainda não esteja tão pronta
como você imaginava, então reconsidere o uso da fralda.
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Observações
Se perceber que começou o desfralde antes da criança estar
preparada, não tenha receio de voltar atrás e colocar fraldas
nela, e reiniciar um tempo depois.
Se a criança já estiver desfraldada há um tempo e começar a
ter escapes, pode haver algum fator
comportamental/emocional envolvido. Nesse caso, converse
com o pediatra para procurar auxílio especializado.
Crianças até 5 anos é considerado normal usar fraldas, pois
ainda é imaturo e sistema cerebral de controle corporal. Após
essa idade, deve ser investigado.
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O controle do xixi e do cocô dá à criança um sentimento de
segurança e independência que favorece seu
desenvolvimento.
E lembre-se: a única premiação que deve vir com o desfralde
é o orgulho que a criança vai sentir dela mesma por ter
concluído mais uma etapa. Crescer e se desenvolver traz
enorme satisfação para a criança, e isso por si só é uma
grande recompensa.
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Recursos de consultório.....
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O segredo do COCÔ
Você sabia que o nosso corpo pega tudo o que comemos e
aproveita ao máximo para nos dar energia e nos ajudar a
crescer? O que sobra, ele transforma em cocô. O cocô fica um
pouquinho na nossa barriga, mas ele gosta mesmo é de sair e se
encontrar com seus amigos no vaso.
Gostou de conhecer o segredo do cocô. Quando você faz cocô
na fralda, não é tão legal para ele, pois, em vez de ficar com
seus amigos, fica todo esmagado.
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Instruções:
Imprima o material em folha sulfite e plastifique. Cole um velcro na
tampa do vaso sanitário, e no desenho do cocô e do xixi na parte de
trás. Oriente a criança a, conforme ela for percebendo os sinais do
corpo, identificar no material qual a vontade no momento, e colar na
tampa do vaso. No início, ela pode fazer isso após ter feito e, aos
poucos, ela vai sinalizando antes, conforme esteja preparada. Faça o
mesmo quando for utilizar o banheiro, para dar o exemplo. Deixe o
material sempre em local de fácil acesso, preferencialmente no
banheiro principal.
Recurso elaborado por Juliana Schio.
Não pode ser vendido ou
reproduzido sem citação.
Como os livros ajudam no desenvolvimento
infantil
A leitura é uma prática que traz inúmeros benefícios aos
leitores e quando estimulada desde a infância os impactos
positivos podem ser muito maiores. Por meio dela, as crianças
desenvolvem a concentração, memória, raciocínio e
compreensão, estimulam a linguagem oral e ampliam a
capacidade criativa. Por isso, trouxemos algumas leituras que
podem contribuir com o processo do desfralde. Clique nos
links abaixo:
COCÔ, XIXI E PUM!
TCHAU FRALDA, FOI BOM TE CONHECER!
XIXI E COCÔ A CAMINHO!
TCHAU FRALDAS!
O COCÔ AMIGO!!
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QUANTO DE ÁGUA BEBER POR DIA?
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1 a 3 anos 4 a 8 anos
9 a 13 anos 14 a 18 anos
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Investir em uma alimentação de qualidade e em estímulo para
consumo abundante de água, frutas e verduras, é uma excelente
ideia, completa nossa nutricionista comportamental Marcela
Gassi. Esteja em dia com os cuidados de saúde e com as visitas
ao pediatra. Lembre-se de que o importante mesmo é a criança
evacuar e lidar com as excreções de forma natural e tranquila.
DE OLHO NA COR DA
Aprenda com a URINA DA CRIANÇA
nutri como a urina
pode nos dizer se Muito Bem
a criança está hidratado hidratado
ingerindo água
suficiente e está
hidratada, ou não:
Mal
hidratado Desidratado
Muito
desidratado
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DE OLHO NAS FEZES
DA CRIANÇA
O consumo de
água adequado Fezes tipo 01 e 02
junto com uma indicam constipação e
alimentação rica trânsito lento. É
TIPO 1 necessário aumentar
em legumes,
TIPO 2 consumo de água e
verduras, frutas e
alimentos ricos em
cereais integrais fibras .
são capazes de
melhorar a saúde As fezes tipo 03 e 04
do intestino, indicam que o trânsito
TIPO 3
intestinal está normal!
aumentando a TIPO 4
absorção de
nutrientes e
As fezes tipo 05 e 06
melhorando a
indicam um trânsito
saúde de um modo intestinal mais
geral. acelerado. Pode estar
relacionado a um alto
TIPO 5
consumo de gordura e
TIPO 6 açúcares. É possível
que haja um impacto
na absorção de
nutrientes.
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Crianças atípicas e o desfralde
Quando nos deparamos com situações neurodiversas,
especialmente se há algum atraso no desenvolvimento da
criança ou particularidades relacionadas à comunicação, o
desfralde poderá necessitar de atenção especial. O respeito ao
protagonismo da criança é imutável. Contudo, é importante que
haja um olhar individualizado sobre suas potencialidades e
dificuldades.
A literatura sobre o tema é bastante escassa e, em sua maioria,
baseada na opinião de especialistas e experiências individuais,
além de evidenciar um olhar muito limitado sobre aquele que
ocupa a posição central do processo: a criança.
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Crianças atípicas e o desfralde
Nosso objetivo não é trazer respostas, mas estimular a
elaboração de perguntas que possam auxiliar em uma melhor
compreensão sobre os diversos aspectos envolvidos e pontuar
aquelas que são descritas como as principais particularidades
do desfralde em crianças atípicas. Lembrando que estamos
diante de um mundo absolutamente diverso e tal qual para as
crianças típicas, não há receita. Pelo contrário, o que há de
mais poderoso é a individuação. O manual de instruções veio e
está aí, ao seu lado, manifestado através das ações do seu bem
mais precioso. Seu filho.
Olhe atentamente para a sua criança, cercando-se de
profissionais com o mesmo interesse em compreendê-la. Não a
subestime, tampouco antecipe o processo, pois ambos são
igualmente violentos. Acalme o seu coração, reduza as
expectativas, silencie a culpa e minimize os ruídos externos
para poder ouvir essa criança, mesmo que ela não saiba
proferir uma só palavra.
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Crianças atípicas e o desfralde
Comecemos pelos aspectos fisiológicos. Crianças atípicas
podem ter algum grau de redução do tônus muscular, o que
muitas vezes se reflete em atraso em marcos do
desenvolvimento neuropsicomotor como o desfralde, por
exemplo. A aquisição do controle esfincteriano precisa,
necessariamente, atravessas as etapas habituais para se
concluir, portanto, pode acontecer de forma mais tardia em
situações neurodiversas.
Assim como para as demais crianças, não há idade ideal. Com
frequência, o processo é antecipado e sem sucesso, diante da
imaturidade neurológica da criança.
Em outros casos, especialmente quando o comprometimento das
funcionalidades é mais severo, o desfralde deixa de ser
abordado, ou vem a ser de forma muito tardia, ocasionando
também prejuízo social e emocional para a criança e sua
família. Além disso, as alterações funcionais de trato
gastrointestinal, como constipação intestinal ou diarreia
crônica, exercem importante impacto negativo sobre o
desfralde.
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Crianças atípicas e o desfralde
Essas podem estar relacionadas a diversos fatores orgânicos
como alimentação, microbiota, inflamação intestinal e alergia
alimentares, bem como aspectos psicológicos.
Avaliação especializada e tratamento dessas disfunções se
fazem necessários.
Outro tópico a ser observado diz respeito à hipersensibilidade
que muitas crianças apresentam. Essa tanto pode ser uma
linda potencialidade e se traduzir em talentos incríveis como
também fonte de sofrimento. Existem relatos de aumento da
sensibilidade em regiões oficiais, com dor e desconforto para
evacuar, ou mesmo para urinar. Ou, em situações de "crise",
dificuldade para organizar tais sensações e a ação que deve
ser tomada, por exemplo, sentir que a bexiga está cheia e
efetivamente ir ao banheiro ou mesmo comunicar a
necessidade.
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Crianças atípicas e o desfralde
Ir ao banheiro, sentar-se no vaso sanitário, despir-se, fazer a
higiene, esses podem ser outros desafios a serem vencidos de
forma acolhedora, gradual, gentil. Eventualmente, eleger outro
ambiente que não o banheiro para evacuar ou urinar pode ser a
solução. Há quem sugira que desde muito cedo crianças
atípicas tenham suas fraldas trocadas no banheiro, para que
esse seja sempre um ambiente familiar. Sem treinos,
premiações ou punições, o caminho é compreender as
dificuldades individuais e o que está por trás dos
comportamentos que a criança apresenta. "Qual o seu medo",
"Qual a sua sensação", "O que a limita?"
E por fim (mas que talvez devesse estar em primeiro lugar): a
comunicação. Comunique-se com a criança, mesmo que ela seja
"não verbal". Mostre seu interesse pelo seu jeito de ver o mundo
e expressar-se, sem julgamentos. Acredite no poder que há nas
palavras ditas por você, em explicar ou simplesmente informar
que, caso ela queira, pode tirar a fralda e urinar ou evacuar no
vaso sanitário.
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Crianças atípicas e o desfralde
Observe as possíveis dificuldades da criança em comunicar o
desejo de urinar ou evacuar. Tente entender sua forma de
expressar essa necessidade e estabeleça uma linguagem
específica para o xixi, o cocô, lembrando de alinhar com os
demais cuidadores para que todos "falem a mesma língua".
Esqueça os quadros de treinamento. tente pontuar os principais
desafios a serem vencidos e o faça de forma gradual. Peça
ajuda a profissionais que respeitem a integridade física e
emcional da criança. Desconfie de quem diz que "tem que tirar a
fralda e pronto", bem como de quem não acredita no seu
potencial. Aproxime-se de outras famílias e as ouça, com a
ressalva de que cada processo é único. Confie no poder do
tempo e na potência que vencer pequenas batalhas tem sobre o
resultado final. Faça testes com alguns períodos sem fralda e,
sem culpa, "volte uma casa" se necessário for. Lembre-se de que
o processo é da criança e, sobretudo, olhe para o que ela
apresenta a você. Veja o mundo através de seus olhos. Ame.
Respeite. E sejam felizes.
Texto da Luiza Ghizoni, nefrologista infantil, extraído do livro Xixi
e Cocô a caminho, da Editora Matrêscencia.
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Enurese e Encoprese
Os transtornos de eliminação são caracterizados pela eliminação
indevida de urina (enurese), podendo ser diagnosticada em diurna
e/ou noturna, e fezes (encoprese). Esses transtornos de eliminação
podem ser voluntários ou involuntários e aumentam a possibilidade
de problemas psicológicos para as crianças, atrapalhando
principalmente suas atividades e convívio social.
Esses transtornos de eliminação podem ser voluntários ou
involuntários e aumentam a possibilidade de problemas
psicológicos para as crianças atrapalhando principalmente suas
atividades e convívio social.
A falta de conhecimento sobre esses transtornos, que acomete
cerca de 15% das crianças, leva a maioria dos pais e educadores a
aplicarem algumas punições a criança e 50% das vezes esta
acontece de forma física.
A causa pode ser emocional, orgânica ou genética e deve ser
diagnosticada pelo pediatra e encaminhada para os profissionais
especialistas. Só pode ser considerada se a criança já estiver com
idade que deveria ser suficiente para controlar os seus esfíncteres.
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Enurese e Encoprese
Os pais, educadores e professores deverão evitar toda e
qualquer atitude como ameaças, castigos, humilhações e
autoritarismos, geradores de climas de medo e ansiedade
para a criança. Pelo contrário, deverão proporcionar um clima
de compreensão, de ajuda e de apoio, tal como acontece em
qualquer situação de doença física. Também deve ser evitado
espalhar a dificuldade da criança para toda a família e, ao
perceber sinais de constrangimento da criança, o adulto deve
intervir e proteger a criança, defendê-la e preservar sua
autoestima, sem cobranças, nojo, repúdio, etc.
Geralmente, a enurese e encoprese resolvem-se na junção do
tratamento médico e de um acompanhamento psicológico.
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Referências Bibliográficas:
Cocô, Xixi e Pum - Maíra Lot Micales.
Tchau, Fralda, foi bom te conhecer - Nanda Perim.
Tchau, Fraldas - Ciranda Cultural.
Xixi e cocô a caminho - Editora Matrescência
Gogô, de onde vêm os bebês? - Carolina Arcari.
A criança em desenvolvimento - Helen Bee
O Cérebro da Criança - Daniel Siegel
O livro que você gostaria que os seus pais tivessem lido -
Philippa Perry
O Mundo Da Criança - Martorell, Papalia e Feldman
Disciplina Positiva - Jane Nelson
Orientação familiar: Teoria e prática - Cristiane Rayes
A raiva não educa. A calma educa - Maya Eigenmann
Não reproduza material de propriedade intelectual sem citar fontes.
Incentive e respeite os escritores.
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