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Soldagem de Corrente: Fundamentos e Normas

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Alvicio Hertz
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Processo de Soldagem

Soldagem- É a técnica de unir duas ou mais partes de


forma fixa, assegurando entre elas a continuidade e
suas características mecânicas, físicas, químicas e
metalúrgicas.

1
Contexto Histórico
Parte do desenvolvimento que levaria aos
métodos de soldagens empregados atualmente
teve origem em tempos remotos. É possível
que a origem dos metais tenha coincidido com
a do fogo, tido como descoberto por volta do
ano 8000 a.C.
5000 a.C. na cidade de Ur, uniam-se peças de
ouro.
3000 a.C. o homem inventou o processo de
forja a quente, concentrando calor na zona da
peça que queria ligar, seguindo de
martelamento. 2000 a.C. advento do ferro.

Desenvolvimento Histórico

2
Desenvolvimento do Processo

• 1894 – Processo de oxiacetilênico


• 1907 – Processo de Soldagem ER
• 1935 – Processo de Soldagem TIG
• 1953 –Processo de Soldagem
MIG/MAG
• 1957 – Processo de Soldagem FCAW
• 1958–Processo de Soldagem ELET
ESC
• 1960 – Processo de Soldagem LASER

• 1970 – Processo de Soldagem ROBÔS

Terminologia
Estudo dos termos (vocabulário técnico)
Norma AWS A3.0

3
Terminologia (Norma AWS A3.0)

Chanfro – Preparação, corte ou sulco na


superfície de uma peça ou entre dois
componentes, que determina o espaço para
conter a solda.

Bisel – Preparação, corte ou sulco na superfície de


uma peça ou em um componente, que determina o
espaço para conter a solda.

OBS: Obrigatório para espessura igual ou superior a 5 mm

Terminologia (Norma AWS A3.0)

4
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Abertura de raiz – Separação entre
os membros a serem unidos na raiz da junta.

Ângulo do Bisel – Ângulo formado


entre a borda preparada do componente e
um plano perpendicular à superfície do
componente. A norma permite a tolerância
entre 30° e 35°.

Ângulo do Chanfro – Ângulo integral


do chanfro entre as partes a serem unidas por
uma solda. A norma permite a tolerância
entre 60° e 70°.

5
Terminologia (Norma AWS A3.0)

Face do Chanfro – Superfície de um membro


que faz parte do chanfro

Face da Raiz – Porção da face do chanfro


adjacente à raiz da junta.

Face da Solda – Superfície exporta da solda,


pelo lado onde a solda foi realizada.

6
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Inspetor de Solda – Profissional
qualificado, contratado pela executante
dos serviços para exercer as atividades
de controle de qualidade relativo a
soldagem.

Certificado de qualificação de soldador


– Documento escrito certificando que o
soldador executa soldas de acordo com
padrões pré estabelecidos.

Corpo de prova – Amostra retirada da


chapa ou tubo de teste para executar ensaios
mecânicos, químicos ou metalográficos.

7
Terminologi

Terminologia (Norma AWS A3.0)


Consumível - Material empregado na
deposição ou proteção da solda, tais como:
eletrodo, vareta, arame, anel consumível, gás e
fluxo.

Metal de adição – Metal a ser adicionado na


soldagem de uma junta.
Metal de base – Metal a ser trabalhado, ou
seja, soldado, cortado etc.

8
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Escama de Solda - Aspecto da face de solda
semelhante a escamas de peixe.

9
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Passe – Progressão unitária da
soldagem ao longo de uma junta. O
resultado de um passe é um cordão de
solda, que pode também se constituir
numa camada de solda. Diferente de um
ponto de solda.

Estreito – Depósito
efetuado seguindo a linha de solda,
sem movimento lateral apreciável

Passe

Oscilante – Depósito
efetuado com movimento lateral
(oscilação transversal), em relação
a linha de solda.

10
Passe Estreito
Passe Oscilante

Passe Estreito Passe Oscilante

11
✓Rápido ✓ Lento
✓ Fino ✓ Menos temperatura
✓ Menos temperatura✓ Maior temperatura
✓ Chapas finas ✓ Chapas maiores

Terminologia (Norma AWS A3.0)


Camada – Um ou mais passes depositados e
situados aproximadamente num mesmo plano.

Raiz - Camada localizada na abertura de raiz

Camada Enchimento - Camada intermediária

Acabamento Camada localizada na face da raiz

Terminologia (Norma AWS A3.0)

12
Terminologia (Norma AWS A3.0)

Junta – Região onde duas ou mais peças serão


unidas por soldagem. As juntas são classificadas
em:

Junta de topo Junta de ângulo em L


Junta sobre posta Junta de ângulo em T
Junta de aresta Junta de ângulo em Quina
Junta de ângulo Junta de ângulo em ângulo

Terminologia (Norma AWS A3.0)


Junta de Topo Junta de Ângulo em T

13
Junta de Sobre Posta Junta de Sobre Posta

Junta de Aresta Junta de Ângulo em Quina

Junta de Ângulo em Angulo

14
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Penetração - Quantidade de solda que
avançou dentro do metal de base
Penetração
• Parcial - Não avança ao longo de toda a
espessura
• Total - Avança ao longo de toda a
espessura do metal de base

Reforço de solda - Metal de solda em


excesso, além do necessário

15
Terminologia (Norma AWS A3.0)

- Quando o porta eletrodo, tocha ou polaridade


pistola está ligado ao polo negativo da Direta
Forma de
Ligação máquina de solda e o
retorno está ligado ao polo positivo
Polaridade - Quando o porta eletrodo,
tocha pistola esta Inversa ligado ao polo
positivo da

Polaridade Direta
Polaridade Inversa

OBS:. Tal ligação só ocorre em corrente


contínua

16
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Solda - União localizada de metais ou não
metais, produzida pelo aquecimento dos
materiais a temperatura adequada, com ou
sem aplicação de pressão e com ou sem
participação de metal de adição.

Sequência de passes - Ordem pela qual os


passes de uma solda são depositados com
relação a seção transversal do metal de base.

17
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Tensão Residual -
Tensão remanescente em uma estrutura
como resultado de tratamento térmico ou
mecânico.

Zona Fundida - Região da junta soldada que


esteve momentaneamente no estado líquido e
cuja solidificação resulta do cessar ou
afastamento da fonte de calor.

Zona de Ligação / margem


- Região da junta soldada que envolve a
zona fundida.

Zona Afetada (ZAT, ZTA, ZAC)


- Região da junta soldada que envolve a zona
fundida.

18
Terminologia (Norma AWS A3.0)
Tensão Residual
Zona Fundida
Zona de Ligação / margem
Zona Afetada (ZAT, ZTA, ZAC)

19
Terminologia (Norma AWS A3.0)

EXERCÍCIO

20
1

3
21
4

22
7

8 - Quantos passes?

9 - Quantas camadas?
10 - Tipo de junta?

23
11- Quais letras representam as seguintes
camadas
Camada de Raiz
Camada de Enchimento
Camada de Acabamento

12

13
24
15

14
16

nologia (norma AWS A3.0)


GABARITO: 9 - 4 Camadas
1 - Abertura de raiz 10 - Junta de topo
2 - Bisel 11 - Raiz: A
3 - Chanfro Enchimento: B,C,D,E,F
4 - Face do bisel Acabamento: G,H,I,J
5 - Face do chanfro 12 - Zona fundida
6 - Ângulo do bisel 13 - Zona de ligação
7 - Ângulo do chanfro 14 - Zona afetada
8 - 10 passes 15 - Metal de base
16 - Reforço de solda
25
Eletricidade Aplicado a Soldagem

Resistência
Corrente Continua
Lei de OHM Corrente
Corrente Alternada
Tensão
AM - BaixaFrequência
Frequência
FM - AltaFrequência
Choque elétrico / campo elétrico

26
Eletricidade Aplicado a Soldagem
Resistência- Dificuldade de movimentação dos elétrons
Corrente- É a quantidade de elétrons (corrente) que passa
por uma seção do condutor por segundo.
Tensão- Força que movimenta os elétrons

Lei de OHM

Eletricidade Aplicado a Soldagem


Resistência- Dificuldade de movimentação dos elétrons

Corrente- É a quantidade de elétrons (corrente) que passa


por uma seção do condutor por segundo.
Tensão- Força que movimenta os elétrons

Lei de OHM

27
Eletricidade Aplicado a Soldagem
Resistência
- Dificuldade de movimentação dos elétrons
Corrente
É-a quantidade de elétrons (corrente) que passa
por uma seção do condutor por segundo.
Tensã- Força que movimenta os
o elétrons

Lei de OHM

Eletricidade Aplicado a Soldagem


Resistência- Dificuldade de movimentação dos elétrons

Corrente- É a quantidade de elétrons (corrente) que passa


por uma seção do condutor por segundo.
Tensão- Força que movimenta os elétrons

Lei de OHM

28
Eletricidade Aplicado a Soldagem
CorrenteContinua Corrente Alternada
Corrente que define a Corrente que NÃO define a
polaridade polaridade
CC/DC CA/AC

Eletricidade Aplicado a Soldagem


Frequência- É uma grandeza elétrica capaz de medir em um
el determinado período de tempo, ou seja, pode ser oscilações,
voltas, ciclos, etc.
Hertz

29
Eletricidade Aplicado a Soldagem
Tipos de onda de Frequência - É a forma com que as
oscilações se apresentam

30
Fontes Alimentadoras de Tensão
Transformador
Gerador

Retificador / Inversor

31
Fontes Alimentadoras de Tensão

Fontes Alimentadoras de Tensão


• Transformador Entrada:
Saída:
CA
CA

Função: Manter o tipo de corrente modificando seu valor.

32
33
• Gerador

Entrada: Saída:
Movimentação Alternador CA
Mecânica Dínamo CC
Função:Gerar ou produzir energia elétrica a
partir de energia mecânica.

34
Fontes Alimentadoras de Tensão
• Inversor / Retificador

Função:Manter o valor da corrente modificando o seu tipo


35
Fontes Alimentadoras de Tensão

Fontes Alimentadoras de Tensão


• Transformador - Mantem o tipo de muda o valor da corrente
Entrada: CA
Saída: CA

• GeradorProduz
- energia através de movimentação mecânica
Entrada: Movimentação mecânica
Saída: CC/CA

• Retificador / Inversor - o valor e muda o tipo de corrente


Mantem
Entrada: CA
Saída: CC

36
Questões sobre o eletricidade e fontes de
soldagem

01 . Em um circuito elétrico a tensão provoca a


______________________
dos elétrons (corrente) a passar por um
condutor.

02 . Um condutor com baixo valor de condutividade elétrica


oferece
uma __________________ a passagem da
corrente.

37
03. O que é tensão elétrica (volt)?
a) ( )É a pressão oferecida por elétrons (corrente) a passar por
um condutor.
b)( )É a dificuldade oferecida à passagem da corrente elétrica.
c) ( ) É a quantidade de elétrons (corrente) que passa por uma
seção do condutor por segundo.
d)( )São elétrons trocando de posição, periodicamente.

04. O que é intensidade da corrente (ampere)?


a) ( ) É a dificuldade oferecida à passagem de corrente elétrica.
b) ( ) É a pressão oferecida aos elétrons (corrente) a passar por
um condutor.
c) ( ) É a quantidade de elétrons (corrente) que passa por uma
seção do condutor por segundo.
d) ( ) São elétrons trocando de posição, periodicamente.

05. O que é resistência elétrica?


a) ( ) São elétrons trocando de posição, periodicamente.
b) ( ) É a dificuldade oferecida à passagem da corrente elétrica
por um corpo.
c) ( ) É aquela que flui no mesmo sentido.
d) ( ) É a pressão oferecida aos elétrons (corrente) a passar por
um condutor.

38
06. Quais os dois tipos de corrente usada na soldagem?
a) ( ) Corrente normal e pulsativa.
b) ( ) Corrente positiva e negativa.
c) ( ) Corrente de ferro e corrente de metal.
d) ( ) Corrente alternada e corrente contínua.

07. Qual o sentido real da corrente elétrica?


a) ( ) Do pólo negativo para o positivo.
b) ( ) Do pólo positivo para o negativo.
c) ( ) Não tem sentido.
d) ( ) Depende da espessura do fio.

08. Qual o tipo de corrente que não define polaridade?


a) ( ) Corrente pulsativa.
b) ( ) Corrente contínua.
c) ( ) Corrente alternada.
d) ( ) Corrente de gerador.

39
09. Na polaridade inversa em que pólo da máquina é ligado
à tocha?
a ( )No pólo
)b ( )negativo.
Em qualquer
)c ( )No
pólo.
pólo
) positivo.

10. Qual é o pólo mais quente de um circuito de soldagem?


a) ( )O positivo.
b) ( )O negativo.
c) ( )A temperatura nos pólos é igual.

GABARITO:
1 - Movimentação ou passagem
2 - Dificuldade ou resistência
3-A
4-C
5-B
6-D
7-A
8-C
9-C
10 - A

40
Segurança na Soldagem

EPI X EPC
Equipamento de Proteção individual Equipamento de Proteção Coletivo
Bota/Botina/Sapato de proteção Extintor
Avental Exaustor
Luva Ventilador
Mangote Faixa zebrada
Máscara Biombos/Cabines
Touca/Capuz
Medida de Segurança = EPI + EPC

41
Segurança na Soldagem
Protetor auricular
Capuz/touca
Óculos
Máscara
Luva
Mangote
Avental

Perneira/Polaina
Botina/Sapato
Segurança na Soldagem
• Queimadura - Material de raspa de couro ou vaqueta

1,5 milímetros de
espessura
2 milímetros de
espessura

42
Segurança na Soldagem
• - São dois os raios nocivos emitido
pelo arco elétrico Radiação

- Podem ocasionar problemas oculares


podendo Ultravioleta produzir cegueira
momentânea e principalmente conjuntivite.

- Secam completamente certas células do


globo Infravermelho ocular, levando a longo
prazo a uma catarata profissional.
Na pele o seu efeito é similar ao causado pelas
raios solares.

Segurança na Soldagem
• Danos aos olhos - Lentes protetoras cinza ou verde são as
mais indicadas. As tonalidades são fornecidas por tabela e diz
respeito ao processo de soldagem e principalmente a quantidade
de corrente que será utilizada.
Tabela de filtro para soldagem
pelo processo MIG/MAG

43
Processo de Soldagem MIG/MAG

MIG X MAG
Metal Metal

Inert
Gás
GMAW Ativo
Gás

44
Processo de Soldagem MIG/MAG
Definição
Os processos MIG (metal inert gás) e MAG
(metal active gás) utilizam como fonte de calor
um arco elétrico mantido entre um eletrodo nu
(arame alimentado continuamente) e a peça a
soldar. A proteção da região de soldagem é
feita por um fluxo de gás inerte (MIG) ou gás
ativo (MAG). A soldagem pode ser
semiautomática ou automatizada

45
MIG x MAG (GMAW)
• MIG – Metal Inert Gás
(131) Gases Nobres; Ar,
He...

MAG – Metal Active Gás (135)


Gás ativo puro ou mistura com
mais de 3% de ativo; O2, N2, CO2,
mistura Ar + CO2, mistura Ar +
CO2 + O2...

46
MIG x MAG (GMAW)

MIG x MAG (GMAW)

47
Processo de Soldagem MIG/MAG

48
Equipamento de Soldagem

Equipamento de Soldagem

49
Equipamento de Soldagem

50
Equipamento de Soldage

Equipamento de Soldagem

51
Regulador de pressão e medidor de
vazão
Dispositivo acoplado ao cilindro
com gases de referência que
permite a verificação da pressão
(conteúdo existente dentro do
cilindro) e regula a saída dos gases
em uma determinada unidade de
tempo
Fluxômetro de bocal
Dispositivo utilizado para aferir a vazão do
gás

Equipamento de Soldagem
Cilindro

52
Os gases são armazenados e transportados
em cilindros que são considerados vasos de
pressão.

2
Os gases de argônio e CO são comercialmente
3
fornecidos em cilíndros de 6,8m a 10m3 , sob
pressão
que variam desde 155 a 185 atm (kgf/cm2 ).

53
Equipamento de Soldagem

Composição do cilindro

Os cilindros são compostos por; base,


calota, colarinho, capacete e corpo

54
Composição do
cilindro
Os cilindros são compostos por; base, calota,
colarinho, capacete e corpo
• Base - Parte do cilindro de configuração tal
que permite estabilidade do mesmo em
posição vertical.
• Calota - Parte cônica do cilindro que está
entre o registro e o corpo.
• Colarinho - Peca fixada na calota, logo
abaixo do registro, provida de rosca
externa para atarraxamento do capacete
• Capacete - Peca destinada a proteger a
válvula do cilindro, podendo ser removível
ou não.
• Corpo - Parte do cilindro de
seguimento reto gerado pela distância
entre a base e a calota.

55
Padronização das cores dos cilindros

Tipo de gás Cor do Cilindro


Argônio Marrom
Oxigênio industrial Preto
Oxigênio medicinal Verde
Hélio Laranja
Dióxido de Alumínio
carbono
Acetileno Bordo
Hidrogênio Amarelo
Nitrogênio Cinza
Gás natural
Rosa
Misturas especiais Dourado ou Bege

Para evitar acidentes os cilindros são


pintados em função do seu conteúdo
através de um código de cores prescrito
pela norma NB 46 da ABNT.

56
Segurança dos
Cilindros
Devemos notar que a pressão do cilindro
aumenta 1,7 kgf/cm2 a cada 2,1 °C de
aumento e a para a queda se mantém os
mesmos valores.
Apesar da sua construção robusta, os
cilindros devem ser manejados c u i d a d o
samente,devendoser
transportados em carrinhos, amarrados e
com capacete de proteção da válvula. Evite
o uso de guinchos magnéticos ou talhas
com corrente.

57
Transferência do metal de adição

● Curto Circuito
● Globular
● Spray
● Arco Pulsado

58
Transferência do
metal de adição
• Curto Circuito – A fusão inicia-se
globularmente e a gota vai
aumentando de tamanho até tocar
a poça de
fusão, produzindo um curto circuito e
extinguindo o arco. Sob a ação de
determinadas forças, a gota é
transferida para peça.
Este processo permite a soldagem
em todas as posições e é um
processo com energia relativamente
baixa, o que restringe seu uso para
chapas de espessuras menores.
Corrente 50/200 [A]
Tensão 15/25 [V]

59
60
Transferência do metal de adição

• Globular – Ocorre com uma baixa


corrente em relação a diâmetro do
arame. O metal se transfere do
arame para peça como glóbulos,
cada gota é maior que o
diâmetro do arame utilizado. Os
glóbulos se transferem para a poça
sem muita direção e o aparecimento de
respingos (salpicos) é bem evidente.
Corrente 200/250 [A]
Tensão 25 [V]

61
62
Transferência do metal
de adição
• Spray, pulverização ou névoa – Ocorre
com correntes altas.
O metal de adição fundido se transfere
através do arco como gotículas finas.
Com a transferência por spray a taxa de
deposição pode chegar até a 10 Kg/h.
Entretanto, essa taxa de deposição
restringe o método à posição plana

63
devido a grande quantidade de material
depositado e a fluidez da poça de fusão.
Essa forma de transferência está sendo
muito usada na soldagem de alumínio e
inox.
Corrente 250/450 [A]
Tensão 25/40 [V]

64
Transferência do metal de
adição
• Arco Pulsado – Mantém um arco de
corrente baixa como elemento de fundo e
injeta sobre essa corrente, pulsos de alta
correntes com frequência entre 50 e 100
Hz. A transferência do
metal de adição é pelo jato de gotículas
durante esses pulsos. Esta característica
da corrente de soldagem faz com que a
energia de soldagem seja menor, o que
torna possível a soldagem em todas as
posições mesmo com uso de arames de
diâmetros grandes.
Para se obter este modo de transferência
deve-se utilizar fontes de energia
especiais, capazes de fornecerem
correntes pulsadas, com períodos de
pulsos controlados.

65
Transferência do metal de
adição
A maior parte da soldagem MIG/MAG por
Spray é feita na posição plana. As
soldagens MIG/MAG por arco
pulsante e por curto circuito são
adequadas para
soldagens em todas as posições.
Quando a soldagem é feita na posição
sobre cabeça, são usados eletrodos de
diâmetros pequenos com o método de
transferência por curto circuito.

66
67
Material de adição
Os arames para soldagem MIG/MAG tem duas
funções. De um lado age como polo positivo do
circuito e de outro, como material de adição
quando recebe corrente e se funde formando a
poça de fusão.
Existem arames sólidos, 0,8 a 1,6 milímetros de
diâmetro e arames tubulares de 2,4 a 3,2
milímetros de diâmetro.

68
Material de adição
Esses arames são acondicionados em
bobinas geralmente de 5 a 18 kg, protegido
contra humidade e seu bobinamento
garante um desenrolar adequado a sua
utilização.
OBS; As bobinas de aço carbono
apresentam uma fina camada (banho) de
cobre
- Facilitar a passagem de corrente do bico
de contato ao arame
- Desoxidar o metal de solda.
OBS; A escolha do diâmetro do arame
depende da espessura do metal de base e
do tipo de junta.

Material de adição - exemplo

69
Material de adição - exemplo

70
Classificação do consumível

Características do processo
Vantagens
● Taxa de deposição maior que o processo
com eletrodo revestido;
● Baixa geração de fumos;
● Alta versatilidade (todas as posições);
● Soldagem em uma ampla faixa de
espessuras e materiais;

71
● Sem necessidade de remoção da
escória;
● Automatização do processo por se tratar
de processo Contínuo;
● Baixos Níveis de Hidrogênio.

Características do processo
Limitações
● Risco de Inclusões com
2; CO

● Boas Competências do Soldador;


●Grande sensibilidade à s correntes de ar;
● Custos dos Gases de Proteção;
● Custo de manutenção mais elevada.

72
Transportadores de arame
Em todo os sistemas de transporte, é fundamental a
existência de um bom motor em que se possa efetuar a
variação do número rotações, com a qual se regula a
velocidade de avanço do arame que é fornecida em metros
por minuto.

Transportadores de arame
A condução do arame pelo cabo não deve sofrer
interferências que venham a prejudicar a constância do
avanço.

73

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