PSICOLOGIA
Legislação de Psicologia e Resoluções do Conselho Federal
de Psicologia
Resolução CFP n° 006/2019 - Manual de Elaboração de
Documentos Escritos - Informes e Documentos Psicológicos–
Parte 02
Prof.ª Gabi Becalli
Resolução CFP n° 006/2019 - Manual de Elaboração de Documentos Escritos -
Informes e Documentos Psicológicos
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS
PSICOLÓGICOS :
São Princípios fundamentais na elaboração de documentos psicológicos:
- as técnicas da linguagem escrita formal (artigo 6.º);
- os princípios éticos, técnicos e científicos da profissão (artigos 5.º e 7.º).
• Princípios técnicos (art. 5°);
• Princípios de linguagem técnica (art. 6°)
• Princípios éticos (art. 7º); (CFP, 2019)
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Informes e Documentos Psicológicos
PRINCÍPIOS TÉCNICOS - art. 5°
Art. 5.º “Os documentos psicológicos devem ser elaborados conforme
os princípios de qualidade técnica e científica presentes neste
regulamento.”
- A elaboração de documento psicológico deve considerar “que
este é o resultado de uma avaliação e/ou intervenção psicológica,
observando os condicionantes históricos e sociais e seus efeitos nos
fenômenos psicológicos.”
- O documento psicológico “deve considerar a natureza dinâmica,
não definitiva e não cristalizada do fenômeno psicológico.” (CFP, 2019)
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PRINCÍPIOS TÉCNICOS - art. 5°
- Destaca-se a importância do sigilo profissional; (também aparece nos
princípios éticos)
§ 7.º “Ao elaborar um documento em que seja necessário referenciar
material teórico técnico, as referências devem ser colocadas,
preferencialmente, em nota de rodapé, observando a especificidade do
documento produzido.” (CFP, 2019)
Veremos que referências serão itens obrigatórios em duas modalidades
de documentos: no Parecer psicológico e no Laudo psicológico.
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PRINCÍPIOS TÉCNICOS - art. 5°
§ 8.º “Toda e qualquer modalidade de documento deverá ter todas as
laudas numeradas, rubricadas da primeira até a penúltima lauda, e a
assinatura da(o) psicóloga(o) na última página.” (CFP, 2019)
- Todas as laudas -> numeradas.
- Primeira até penúltima lauda -> rubricadas.
- Última lauda -> assinada.
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PRINCÍPIOS DA LINGUAGEM TÉCNICA - art. 6°
§ 1º A(o) psicóloga(o) “deve expressar-se de maneira precisa, expondo
o raciocínio psicológico resultante da sua atuação profissional.” Lembrando!
Raciocínio psicológico = “atitude avaliativa, compreensiva, integradora e
contínua (...)”
§ 2º “O texto do documento deve ser construído com frases e
parágrafos que resultem de uma articulação de ideias, caracterizando uma
sequência lógica de posicionamentos que representem o nexo causal
resultante de seu raciocínio.”
(CFP, 2019)
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PRINCÍPIOS DA LINGUAGEM TÉCNICA - art. 6°
§ 3º “A linguagem escrita deve basear-se:
- nas normas cultas da língua portuguesa;
- na técnica da Psicologia;
- na objetividade da comunicação;
- na garantia dos direitos humanos.”
§ 4º “Os documentos psicológicos devem ser escritos de forma impessoal,
na terceira pessoa, (...).” (CFP, 2019)
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PRINCÍPIOS DA LINGUAGEM TÉCNICA - art. 6°
§ 5º “Os documentos psicológicos NÃO devem apresentar descrições
literais dos atendimentos realizados, SALVO quando tais descrições se
justifiquem tecnicamente.”
(CFP, 2019)
- REGRA: documentos psicológicos NÃO devem apresentar descrições
literais dos atendimentos;
- EXCEÇÃO: documentos psicológicos podem apresentar descrições
literais dos atendimentos, se tais descrições se justificarem tecnicamente.
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PRINCÍPIOS ÉTICOS - art. 7°
Art. 7º “Na elaboração de documento psicológico, a(o) psicóloga(o)
baseará suas informações na observância do Código de Ética Profissional
do Psicólogo, além de outros dispositivos de Resoluções específicas.”
No § 1º, é dada ênfase a alguns dispositivos do Código de Ética
Profissional do Psicólogo:
- Princípios Fundamentais
- artigo 1.º, alíneas “b”, “c”, “f”, “g”, “h”, “i”
- artigo 2.º, alíneas “f”, “g”, “h”, “j", “k”, “q”
- artigos 11, 12 e 18. (CFP, 2019)
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PRINCÍPIOS ÉTICOS - art. 7°
§ 2º Devem ser observados:
- O sigilo profissional em relação às equipes interdisciplinares, às relações
com a justiça e com as políticas públicas;
- O alcance das informações na garantia dos direitos humanos,
identificando riscos e compromissos do alcance social do documento
elaborado.”
(CFP, 2019)
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PRINCÍPIOS ÉTICOS - art. 7°
§ 3º À(ao) psicóloga(o) é vedado “o uso dos instrumentos, técnicas
psicológicas e experiência profissional de forma a sustentar modelo
institucional e ideológico de segregação dos diferentes modos de
subjetivação.” (CFP, 2019)
Pelo Código de ética, ao psicólogo é vedado: “Praticar ou ser conivente
com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade ou opressão;” (CFP, 2005)
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PRINCÍPIOS ÉTICOS - art. 7°
§ 4º “Sempre que o trabalho exigir, poderá a(o) psicóloga(o), mediante
fundamentação, intervir sobre a demanda e construir um projeto de trabalho
que aponte para a reformulação dos condicionantes que provocam:
- o sofrimento psíquico,
- a violação dos direitos humanos e
- a manutenção ou prática de preconceito, discriminação, violência e
exploração como formas de dominação e segregação.”
(CFP, 2019)
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PRINCÍPIOS ÉTICOS - art. 7°
- Na prestação de serviço psicológico, a demanda deve ser
compreendida como efeito de uma situação de grande complexidade;
§ 6º É dever da(o) psicóloga(o) elaborar e fornecer documentos
psicológicos:
- sempre que solicitada(o) (lembrando que a solicitação pode ser feita por:
próprio usuário do serviço, seus responsáveis legais; outro profissional;
uma autoridade; ou equipe multidisciplinar)
- quando finalizado um processo de avaliação psicológica. (CFP, 2019)
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PRINCÍPIOS ÉTICOS - art. 7°
§ 7.º A(O) psicóloga(o) fica responsável ética e disciplinarmente pelo
cumprimento das disposições do artigo que trata dos princípios éticos,
“sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal decorrentes das
informações que fizerem constar nos documentos psicológicos” (CFP, 2019)
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Relembrando!
• Princípios técnicos (art. 5°) = ligados à qualidade técnica e científica;
natureza dinâmica do fenômeno psicológico; apresentação das referências;
numeração das laudas.
• Princípios de linguagem técnica (art. 6°) = ligados à articulação das ideias;
norma culta; forma impessoal; não apresentar descrições literais, salvo
exceção.
• Princípios éticos (art. 7º) = retoma questões do código de ética; demanda
como efeito de situação complexa.
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Questão (Banca: INSTITUTO PRÓ-MUNICÍPIO Órgão: CRP - 11ª Região
(CE) - Psicólogo)
Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o processo de
avaliação psicológica deve considerar que os objetos deste procedimento
(as questões de ordem psicológica) têm determinações históricas, sociais,
econômicas e políticas, sendo as mesmas elementos constitutivos no
processo de subjetivação. O documento, portanto, deve considerar a
natureza dinâmica, não definitiva e não cristalizada do seu objeto de estudo.
A colocação anterior diz respeito aos princípios norteadores na elaboração
de documentos, nesse sentido assinale a opção que consta o princípio que
corresponde ao enunciado:
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A Princípio da linguagem escrita;
B Princípios éticos;
C Princípios técnicos;
D Princípio da estrutura de declaração.
Princípios Técnicos: Art. 5.º § 2.º Na elaboração de documento
psicológico, deve-se “considerar que este é o resultado de uma avaliação e/ou
intervenção psicológica, observando os condicionantes históricos e sociais e
seus efeitos nos fenômenos psicológicos.” § 3.º O documento psicológico
“deve considerar a natureza dinâmica, não definitiva e não cristalizada do
fenômeno psicológico”.