PROCESSAMENTO
DO GÁS NATURAL
Andressa Guedes de Freitas
Agda Savina Guimarães Pereira
Laura Maria Silva dos Santos Mulatinho
Maria Clara Alves Melo Marchenta
1 Introdução
2 Histórico
3 Mercado
4 Matéria Prima
SUMÁRI O 5 Processo Industrial
6 Controle de Qualidade
7 Segurança
8 Distribuição de Gás Natural
9 Aplicações do Gás Natural
10 Referências
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INTRODUÇÃO
O que é uma UPGN?
A UPGN é uma instalação industrial que realiza o refino do gás natural (GN) e do gás natural
liquefeito (GNL), para ser transportado e distribuído até o consumidor final. Na UPGN, o gás
natural passa por um processo de separação de impurezas e de outros produtos, como GLP ou
os que são utilizados como matéria-prima na indústria petroquímica.
Fonte: Processos Químicos Industriais: processamento do petróleo e do gás natura. Vide referências. 4
Gás Natural (GN)
Gás natural (GN) é um combustível fóssil, composto por hidrocarbonetos, que existe na forma
gasosa ou em solução no óleo, nas condições de reservatório, e que permanece no estado gasoso
nas condições atmosféricas de pressão e temperatura. Apresenta baixos teores de
contaminantes, tais como: Inertes (Nitrogênio e Dióxido de Carbono), água, compostos de
enxofre e traços (pequenas quantidades) de outros constituintes.
Fonte: Gás e Energia, 2020. 5
Gás Natural (GN)
Gás associado (GA): gás natural existente Gás não associado (GNA): gás natural
nos reservatórios, em que o plano de existente nos reservatórios, em que o
explotação prevê a produção de óleo plano de explotação prevê a produção
como principal energético. de gás como principal energético.
Fonte: Vieira, 2005. 6
Gás Natural (GN)
Gás associado (GA): gás natural existente Gás não associado (GNA): gás natural
nos reservatórios, em que o plano de existente nos reservatórios, em que o
explotação prevê a produção de óleo plano de explotação prevê a produção
como principal energético. de gás como principal energético.
Fonte: Processos Químicos Industriais: processamento do petróleo e do gás natura. Vide referências.
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Principais Produtos
Simples Mercado Petroquímico
Fonte: Processos Químicos Industriais: processamento do petróleo e do gás natura. Vide referências.
Gás Industrial [GI (C3 e C4)] - caldeira industrial;
Gás Residencial [GR (C3 e C4)] - aquecimento de chuveiros, gás
de cocção, sauna, lavadoras, secadoras, etc;
Gás Liquefeito de Petróleo [GLP (C3 e C4)] – gás de cocção;
Gás Natural Veicular [GNV (C1)] - combustível veicular;
Gasolina Natural ou Nafta Leve [GN (C5 +)] - petroquímica.
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HISTÓRICO
Histórico
Em 1659: gás natural foi descoberto no continente europeu, mas não despertou interesse
econômico.
Em 1821: o Estados Unidos da América foi o primeiro país do respectivo continente a aproveitar
comercialmente o gás natural, usado na iluminação pública e no aquecimento de residências.
Durante boa parte do século XIX, o gás natural foi utilizado principalmente como fonte de luz.
Apenas no final da década de 1930, com os diversos avanços tecnológicos, o GN pode ser
transportado por longos percursos, tornando-se disponível em grandes quantidades.
10
Fonte: CBIE, 2024.
Histórico no Brasil
A UPGN mais antiga: Pojuca - BA, opera desde 1962;
Segunda mais antiga: Candeias - BA, opera desde 1972;
Na década de 1980, mais cinco UPGNs foram construídas, com destaque para Cabiúnas, em
Macaé (RJ), com capacidade nominal de 15,9 milhões de m³/d, atualmente a terceira maior do país
Em 2018, 14 UPGNs operando no Brasil, sendo cinco construídas no século XXI: Alagoas (Pilar –
AL), Estação Vandemir Ferreira (São Francisco do Conde – BA), Cacimbas (Linhares – ES), Sul
Capixaba (Anchieta – ES) e Caraguatatuba (Caraguatatuba – SP).
No âmbito regional, existem: uma na Região Norte, sete na Região Nordeste e seis na Região
Sudeste. Apesar de ter uma UPGN a menos, a região Sudeste tem as unidades mais novas, com
capacidade de processamento total três vezes superior à registrada em todas as localizadas na
região Nordeste.
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MERCADO
Mercado Brasileiro
O gás natural (GN) pode ser utilizado em diversas áreas, como indústrias química e petroquímica
(plásticos, tintas e borracha). Além disso, este fluido apresenta boas características como
combustível para automóveis, residências, comércios e usinas
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Fonte: SALOMON, 2019.
Maiores Produtores de GN (mundo)
Fonte: IBP, 2022.
O Brasil foi o 30º maior produtor de gás natural em 2021, mantendo-se na mesma posição de
2020. EUA e Rússia são responsáveis por 40% da produção mundial. 14
Consumo Diário no Brasil / Setor
Fonte: BNDES, 2021.
A indústria corresponde historicamente pelo maior consumo no Brasil: 37 milhões de m³/dia (ou
47% do total) em 2019, e 36,1 milhões de m³/dia (ou 50% do total) em 2020.
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MATÉRIA PRIMA
Composição
Para caracterizar o gás natural, é necessário identificar e quantificar cada componente presente.
Dependendo do resultado obtido, tem-se:
- Gás rico: composição C3 + ≥ 7% vol.
- Gás pobre: composição C3 + < 7% vol.
Fonte: EPE, 2020.
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Reservatórios Convencionais
Localizados em campos marítimos ou
terrestres;
Reservatórios profundos associados ou
não ao petróleo;
A produção neste tipo de reservatório é
realizada majoritariamente através de
poços verticais que perfuram o
intervalo de interesse.
Fonte: VAZ, 2006.
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Exploração
Antes da extração de gás, são necessários dois passos
básicos, sendo eles a prospecção e a perfuração.
- Prospecção:
Onde é realizada a localização de bacias
sedimentares;
É realizada através de equipamentos como
gravímetros, magnetômetros, farejadores e
sismólogos.
Fonte: EPE, 2020.
- Perfuração:
Quando a análise é no solo, primeiro é feita a
perfuração de um poço;
Para essas perfurações, feitas em terra, são
utilizadas sondas de perfuração, enquanto no
mar são feitas através de plataformas marítimas.
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Produção em Mar de Gás Natural
Fonte: Rede petro Rio.
Na produção offshore, plataformas em alto mar são fixadas, ou com tubos de aço de
construção naval ou ancoradas com cabos de aço.
Os equipamentos submarinos podem incluir bombas, válvulas e sensores.
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Produção em Terra de Gás Natural
Antes da extração de gás, são necessários dois passos
básicos, sendo eles a prospecção e a perfuração.
Fonte: VIEIRA, 2005.
Para a produção em terra é usado um processo de elevação artificial, através do bombeio
mecânico com uma vareta de sucção.
Os equipamentos submarinos podem incluir bombas, válvulas e sensores.
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Caminho do Gás Natural
O transporte, desde as jazidas até estas zonas, é realizado através de tubulações de
Antes da extração de gás, são necessários dois passos
grande diâmetro, denominadas gasodutos.
básicos, sendo eles a prospecção e a perfuração.
No transporte marítimo o gás é liquefeito a 160 graus abaixo de zero reduzindo seu volume
600 vezes para poder ser transportado.
Fonte: VIEIRA, 2005. 22
PROCESSO
INDUSTRIAL
Unidade de Processamento
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Fonte: Andressa Gudes, 2024.
Objetivo do Processo
C1 - Mín. 85%
Gás Residual C2 - Máx. 12%
C3 - Máx. 6%
C4 - Máx. 3%
Gás Liquefeito C1 - Máx. 1%
Gás Natural
Metano (C1) > 85% de Petróleo (GLP) C2 - Máx. 14%
C3 - Máx. - 80%
Etano (C2)
Propano (C3) C4 - Máx - 57%
C5+ - Máx. 2%
Butano (C4)
Pentano(C5)
Gasolina
Hexano (C6 +...) Natural(C5+) Pentanos
Água, Dióxido de Carbono, e mais pesados (C5+) 25
Nitrogênio, Gases nobres..
Fluxo do Processo
Compostos Sulfurados (H2S, CS2,CO etc.) Gás Residual
Dióxido de Carbono (CO2)
GLP
C5+
GÁS
Condicionamento Processamento
NATURAL Clientes
Adsorção Tecnologia de
Desidratação Liquefação Resfriamento
Absorção
Torres
Adoçamento
Dessufurização Fracionamento de Destilação
do gás ou absorção
Fonte: Andressa Gudes, 2023. 26
Tecnologia de Resfriamento
A rota termodinâmica adotada:
Refrigeração Simples: Resfriamento em trocadores de calor
(casco-tubo e placa);
Turbo–Expansão: Expansão isentrópica (expansão mantendo
a entropia constante, com geração de trabalho);
Joule–Thomson(JT): Expansão isentálpica em uma válvula de
controle de pressão.
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Rota Termodinâmica
Turbo-Expansão Efeito Joule-Thompson
28
Condicionamento
Fonte: Andressa Gudes, 2023. 29
ÁREA : ADOÇAMENTO DO
GÁS (DESSULFURIZAÇÃO)
Condicionamento
Reação química em leito
Reatores
reagente de A reação química básica é:
óxidos de Ferro de leito fixo
“SUFATREAT”
Leito Reagente :
80% de Silicatos
20% de Óxidos de Ferro
ácido sulfídrico (H2S) ,
dióxido de carbono (CO2),
Fonte: Andressa Gudes, 2023.
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Fonte: Andressa Gudes, 2023. 31
CONTROLE DE
QUALIDADE
Controle de qualidade
ANP 16/2008
Análises fisico-químicas do gás,
como a cromatografia;
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Diretrizes da Política de qualidade ANP
Proteger os interesses do consumidor, garantindo gás natural
adequado ao uso;
Proteger os interesses da sociedade, tendo em mente a qualidade de
vida e as questões ambientais na especificação da qualidade dos
produtos;
Preservar os interesses nacionais, definindo a qualidade dos
derivados de petróleo, do gás natural e do etanol combustível, em
conformidade com a realidade brasileira;
Promover a livre concorrência por intermédio das
especificações dos produtos, evitando reservas de mercado;
Estimular o desenvolvimento, por intermédio de
especificações que induzam à evolução tecnológica;
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SEGURANÇA DO
GÁS NATURAL
Riscos do Gás Natural
Inalação Explosividade
Espaços fechados ou
Dor de cabeça
vazamentos descontrolados
Tontura
trazem riscos;
Fadiga
5% do volume cria uma
Náusea
atmosfera explosiva;
Respiração irregular
Detectores de gás natural
Zumbidos no ouvido
para identificar vazamentos
Euforia e mudanças de
rapidamente;
comportamento
Equipamentos elétricos
Problemas de memória
inadequados, superfícies
Perda da coordenação
superaquecidas ou
motora
qualquer fonte de ignição
Perda de consciência externa são riscos;
Morte por asfixia. Bloqueio da alimentação e
extinção de fogo, se houver;
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Segurança dos Gasodutos
Inspeções regulares, testes de Projetos de acordo com fatores Gasodutos construídos de
integridade, manutenção adequada como pressão, temperatura, acordo com normas de
e o uso da tecnologia de detecção materiais adequados e outros segurança, determinadas por
de falhas. aspectos. autoridades governamentais.
Manutenção regular Controle de corrosão Engenharia de projeto Monitoramento Regulamentações
Estratégias de prevenção e Sistemas avançados para
controle são importantes para detectar vazamentos, flutuações
garantir a integridade dos de pressão e outras anomalias
tubos e prevenir vazamentos. nos gasodutos.
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DISTRIBUIÇÃO DE
GÁS NATURAL
Mapa da movimentação do Gás Natural
TAG (trasportadora Associada de
Gás): 4.500 km
TBG (Transportadora Brasileira
Gasoduto Bolívia-Brasil): 3.150 km
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Estação de Transferência de Custódia (ETC)
Chamadas de City Gates
Entrega de gás natural do transportador
para a distribuidora
Pressão de 30-40 bar
Odoração do gás
3 ETCs em AL (Pilar, Penedo e Rio Largo)
ETC de Pilar
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Odoração do gás natural
Segurança para detecção de vazamentos
Odorante: THT (Tetra hidro tiofeno – 70%)
e TBM (Terc Butil Mercaptana – 30%)
10 a 70mg de odorante/m³ de GN em AL
Coletas de gás em vários pontos
Análises diárias por cromatografia
gasosa
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Área de distribuição em AL
ETC ERP ERPM
Recebimento Redução Medição do
do gás de pressão Cliente
Rede de aço: 12 bar
Rede PEAD: 4 - 7 bar
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APLICAÇÕES DO
GÁS NATURAL
Aplicações do GN
INDUSTRIAL
Combustível para fornecimento de calor; Matéria prima para a produção de
fertilizantes e outros produtos de diferentes setores. Ideal para processos
que exigem a queima em contato direto com o produto final, como, por
exemplo, a indústria de cerâmica e a fabricação de vidro ou cimento;
Homogeneidade
Sem contaminantes Não forma fuligem
de queima
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Aplicações do GN
RESIDENCIAL
Pode ser usado não só em chuveiros e fogões, mas também em saunas,
aquecedores de piscinas, lavadoras/secadoras de roupa, sistemas de
refrigeração, lareiras, aquecedores de ambiente e de passagem e até em
churrasqueiras.
AUTOMOTIVA
Gás natural veicular – GNV. Utilizado em automóveis, ônibus e caminhões,
oferecendo vantagem no custo por quilômetro rodado (56,5% mais vantajoso
que a gasolina. Menos poluente.
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Aplicações do GN
COMERCIAL
Pode ser usado para climatização de ambientes, produção de água quente.
Abrange desde hotéis a restaurantes, passando por hospitais, creches,
lavanderias e escolas;
GERAÇÃO DE ENERGIA
A disponibilidade de GN favorece seu uso para a geração de energia elétrica e
refrigeração, em processos complementares às demandas energéticas das
indústrias, residências e estabelecimentos comerciais. Termelétrica, Distribuída e
Cogeração.
46
REFERÊNCIAS
Referências
BARCZA, Marcos. Processos Químicos Industriais: processamento do petróleo e do gás natural. Cap. 1. USP. Acesso em 20 de fevereiro
de 2024. Disponível em:
<[Link]
%A1s%[Link]>
Cenários Gás. Acesso em 20 de fevereiro de 2024. Disponível em: <[Link]
natural-infraestrutura-processamento/>
Além da Superfície. Acesso em 20 de fevereiro de 2024. Disponível em: <[Link]
refinaria-de-gas-natural/>
CBIE. O que são e quantas são as UPNGs? Acesso em 21 de fevereiro de 2024. Disponível em: <[Link]
sao-as-upgns/>
48
OBRIGADA!
ALGUMA DÚVIDA?