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Lei do Trabalho em Moçambique 2007

A Lei Moçambicana de Trabalho de 2007 estabelece os direitos e responsabilidades de trabalhadores e empregadores em Moçambique. A lei aborda questões como contratos de trabalho, direitos dos trabalhadores, condições de trabalho, horas de trabalho e resolução de conflitos. A lei visa promover relações de trabalho justas e equitativas no país.
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Lei do Trabalho em Moçambique 2007

A Lei Moçambicana de Trabalho de 2007 estabelece os direitos e responsabilidades de trabalhadores e empregadores em Moçambique. A lei aborda questões como contratos de trabalho, direitos dos trabalhadores, condições de trabalho, horas de trabalho e resolução de conflitos. A lei visa promover relações de trabalho justas e equitativas no país.
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Introdução

A Lei Moçambicana de Trabalho, promulgada como Lei nº 23/2007 em 1 de agosto de


2007, é o alicerce legal que orienta as relações laborais em Moçambique. Essa
legislação desempenha um papel essencial na definição dos direitos e responsabilidades
dos trabalhadores e empregadores no país, promovendo relações de trabalho justas e
equitativas. Ao longo deste resumo, exploraremos os principais aspectos dessa lei,
destacando suas disposições mais importantes e seu impacto nas dinâmicas do mercado
de trabalho moçambicano.
[Link]

Objectivos Gerais:

 Investigar e analisar a aplicação da Lei Moçambicana do Trabalho em contextos


empresariais em Moçambique, com ênfase nas implicações para os direitos dos
trabalhadores e o cumprimento das obrigações dos empregadores.

Objectivos Específicos:

 Analisar o Quadro Legal: Examinar as disposições da Lei Moçambicana do


Trabalho para compreender seus principais elementos e requisitos.
 Examinar as Condições de Trabalho: Avaliar as condições de trabalho em
diferentes sectores e indústrias, destacando casos de boas práticas e problemas
relacionados à segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores.
 Avaliar as Implicações Económicas: Analisar as implicações económicas da Lei
do Trabalho, incluindo seu impacto nas operações das empresas, custos
trabalhistas e produtividade.
[Link] Moçambicana de Trabalho

Lei do trabalho é um conjunto de regulamentos e disposições legais que estabelecem


os direitos, obrigações e condições de emprego para empregadores e trabalhadores
dentro de uma determinada jurisdição. Elas são destinadas a regular as relações de
trabalho, proteger os direitos dos trabalhadores e fornecer um quadro legal para a gestão
do emprego, incluindo questões como salários, horas de trabalho, segurança no trabalho,
igualdade de oportunidades e muito mais.

3.1.0. Antecedentes Históricos da Lei Moçambicana.

Lei de Trabalho em Moçambique foi desenvolvida e introduzida em um contexto de


pós-independência, onde o governo e diversos atores sociais desempenharam um papel
activo na sua elaboração. Ela visa criar um ambiente de trabalho regulamentado que
promova a justiça social, a igualdade e os direitos dos trabalhadores,

A elaboração da Lei de Trabalho em Moçambique envolveu a participação de diversos


atores, incluindo representantes do governo, empregadores, trabalhadores e grupos de
interesse. Foram realizadas consultas e debates para garantir que a legislação reflectisse
as necessidades e preocupações de todas as partes envolvidas.

A Lei de Trabalho foi promulgada em 2007, substituindo a lei anterior de 1999.

A Lei de Trabalho em Moçambique aborda uma ampla gama de questões, incluindo


contratos de trabalho, direitos dos trabalhadores, condições de trabalho, horas de
trabalho, férias, segurança no trabalho e resolução de conflitos.

[Link]ípios gerais da Lei de Trabalho em Moçambique

[Link]ção da dignidade do trabalhador

Direito à privacidade- empregador obriga-se a respeitar os direitos de personalidade do


trabalhador, em especial, o direito à reserva da intimidade da vida privada. O direito à
privacidade diz respeito ao acesso e divulgação de aspectos relacionados com a vida
pessoal do trabalhador, tais como vida familiar, estado de saúde, convicções políticas e
religiosas. (artigo 5)

Princípio da Igualdade e Não Discriminação: A lei proíbe a discriminação com base


em raça, cor, género, religião, origem étnica, idade, deficiência ou qualquer outra
característica pessoal. Todos os trabalhadores devem ser tratados com igualdade no
local de trabalho.

Princípio da Segurança e Saúde no Trabalho: A lei estabelece normas rigorosas para


garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho. Os
empregadores são obrigados a fornecer condições de trabalho seguras e saudáveis.

Princípio da Protecção contra Despedimento Arbitrário: A lei proíbe o


despedimento arbitrário de trabalhadores e estabelece procedimentos justos para a
rescisão de contratos de trabalho. Os trabalhadores têm o direito a um aviso prévio
adequado ou a uma compensação adequada em caso de despedimento.

Princípio da Resolução de Conflitos Justa e Efectiva-a lei estabelece procedimentos


para a resolução de conflitos trabalhistas de maneira justa e efectiva, incluindo a
mediação e a arbitragem.

Princípio da Aplicação da Lei: A lei prevê a aplicação efectiva de suas disposições,


incluindo penalidades para os empregadores que não cumprem as regras estabelecidas.

[Link]ípio da mútua colaboração.

O empregador e o trabalhador devem respeitar e fazer respeitar as disposições da lei,


dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho e dos códigos de boa conduta,
e colaborar para a obtenção de elevados níveis de produtividade na empresa, bem como
para a promoção humana, profissional e social do trabalho.(artigo 57)

Direitos do trabalhador(artigo 54)

Ao trabalhador é, nomeadamente, reconhecido o direito a:

a) Ter assegurado um posto de trabalho em função das suas capacidades, preparação


técnico-profissional, necessidades do local de trabalho e possibilidades de
desenvolvimento económico nacional;
b) Ser tratado com correcção e respeito, sendo punidos por lei os actos que atentem
contra a sua honra, bom nome, imagem pública, vida privada e dignidade;
c) Ter assegurado o descanso diário, semanal e férias anuais remuneradas;
d) Beneficiar de medidas apropriadas de protecção, segurança e higiene no trabalho
aptas a assegurar a sua integridade física, moral e mental;
e) Beneficiar de assistência médica e medicamentosa e de indemnização em caso de
acidente de trabalho ou doença profissional;

O trabalhador tem, em especial, os seguintes deveres: (artigo 58)

a) Comparecer ao serviço com pontualidade e assiduidade;

b) Prestar o trabalho com zelo e diligência;

c) Respeitar e tratar com correcção e lealdade o empregador, os superiores


hierárquicos, os colegas de trabalho e demais pessoas que estejam ou entrem em
contacto com a empresa;

d) Obedecer a ordens legais e a instruções do empregador, dos seus representantes ou


dos superiores hierárquicos do trabalhador, e cumprir as demais obrigações decorrentes
do contrato de trabalho, excepto as ilegais ou as que sejam contrárias aos seus direitos e
garantias;

e) Utilizar correctamente e conservar em boas condições os bens e equipamentos de


trabalho que lhe forem confiados pelo empregador;
f) Guardar sigilo profissional, não divulgando, em caso algum, informações referentes à
sua organização, métodos de produção ou negócios da empresa ou estabelecimento;

Deveres do empregador (Artigo 59)

O empregador tem, em especial, os seguintes deveres:

a) Respeitar os direitos e garantias do trabalhador cumprindo, integralmente, todas as


obrigações decorrentes do contrato de trabalho e das normas que o regem;

b) Garantir a observância das normas de higiene e segurança no trabalho, bem como


investigar as causas dos acidentes de trabalho e doenças profissionais, adoptando
medidas adequadas à sua prevenção;

c) Respeitar e tratar com correcção e urbanidade o trabalhador;

d) Proporcionar ao trabalhador boas condições físicas e morais no local de trabalho;

e) Pagar ao trabalhador uma remuneração justa em função da quantidade e qualidade do


trabalho prestado;

f) Atribuir ao trabalhador uma categoria profissional correspondente às funções ou


actividades que desempenha;

Poderes do empregador

Dentro dos limites decorrentes do contrato e das normas que o regem, compete ao
empregador ou à pessoa por ele designada, fixar, dirigir, regulamentar e disciplinar os
termos e as condições em que a actividade deve ser prestada.

Poder regulamentar: O empregador pode elaborar regulamentos internos de trabalho


contendo normas de organização e disciplina do trabalho, os regimes de apoio social aos
trabalhadores, a utilização de instalações e equipamentos da empresa, bem como as
referentes a actividades culturais, desportivas e recreativas, sendo, porém, obrigatório
para as médias e grandes empresas.

Poder disciplinar: O empregador tem poder disciplinar sobre o trabalhador que se en

Infracções disciplinares (Artigo 66)

Considera-se infracção disciplinar todo o comportamento culposo do trabalhador que


viole os seus deveres profissionais, nomeadamente:

a) O incumprimento do horário de trabalho ou das tarefas atribuídas;

b) A falta de comparência ao trabalho, sem justificação válida;

c) A ausência do posto ou local de trabalho no período de trabalho, sem a devida


autorização;
d) A desobediência a ordens legais ou instruções decorrentes do contrato de trabalho e
das normas que o regem;

e) A falta de respeito aos superiores hierárquicos, colegas de trabalho e terceiros, ou do


superior hierárquico ao seu subordinado, no local de trabalho ou no desempenho das
suas funções;

f) A injúria, ofensa corporal, maus tratos ou ameaça a outrem no local de trabalho ou no


desempenho das suas funções;

g) A quebra culposa da produtividade do trabalho; h) O abuso de funções ou a


invocação do cargo para a obtenção de vantagens ilícitas;

i) A quebra do sigilo profissional ou dos segredos da produção ou dos serviços;

j) O desvio, para fins pessoais ou alheios ao serviço, de equipamentos, bens, serviços e


outros meios de trabalho ou a utilização indevida do local de trabalho;

l) A danificação, destruição ou deterioração culposa de bens do local de trabalho;

m) A embriaguez ou o estado de drogado e o consumo ou posse de droga no posto ou


local de trabalho ou no desempenho das suas funções;

n) O furto, roubo, abuso de confiança, burla e outras fraudes praticadas no local de


trabalho ou durante a realização do trabalho;

o) O abandono do lugar.

3.3.0. Relações de Trabalho

[Link] de Trabalho

Entende-se por contrato de trabalho o acordo pelo qual uma pessoa, trabalhador, se
obriga a prestar a sua actividade a outra pessoa, empregador, sob a autoridade e direcção
desta, mediante remuneração.

A Lei do Trabalho em Moçambique reconhece vários tipos de contratos de trabalho,


incluindo contratos a termo fixos (com prazo definido), contratos sem termo fixos (por
tempo indeterminado) e contratos a termo certo (para trabalho temporário ou sazonal).

Conteúdo do Contrato: os contratos de trabalho devem conter informações detalhadas,


como as identidades do empregador e do trabalhador, a natureza do trabalho, a
remuneração, o local de trabalho, as horas de trabalho, os benefícios, a duração do
contrato (se aplicável) e outras condições relevantes.

Alterações Contratuais: As alterações aos contratos de trabalho só podem ser feitas


com o consentimento mútuo do empregador e do trabalhador. Qualquer alteração deve
ser registada por escrito.
Rescisão Contratual: A lei estabelece regras para a rescisão de contratos de trabalho,
incluindo a obrigação de notificar com antecedência em caso de despedimento e a
necessidade de justa causa para despedir um trabalhador.

[Link] de Trabalhadores

Trabalhadores Permanentes são aqueles com contratos por tempo indeterminado.


Eles têm maior estabilidade no emprego e gozam de benefícios adicionais, como licença
de maternidade/paternidade e férias remuneradas.

Trabalhadores Temporários: Trabalhadores temporários são contratados para


períodos específicos, como projectos temporários. Suas condições de emprego podem
ser diferentes das dos trabalhadores permanentes.

Trabalhadores a tempo parciais têm contratos com horas de trabalho reduzidas em


comparação com os trabalhadores em tempo integral. Eles têm direitos específicos,
incluindo pagamento proporcional e acesso a benefícios.

[Link] e Condições de Emprego:

Remuneração: A lei estabelece os requisitos mínimos de remuneração, incluindo


salário mínimo. Os trabalhadores têm direito a receber uma remuneração justa e
equitativa pelo seu trabalho.

Horas de Trabalho: A legislação define o limite máximo de horas de trabalho por


semana e estabelece regras para horas extras, descansos e intervalos durante o trabalho.

Férias e Licenças: os trabalhadores têm direito a férias anuais remuneradas e licenças


por motivos como doença, maternidade/paternidade e luto.

[Link]ção relativa à segurança, higiene e saúde no trabalho.

[Link] dos funcionários e agentes do Estado no trabalho( ARTIGO 3)

Constituem deveres dos funcionários e agentes do Estado no trabalho:

a) Respeitar e cumprir as disposições de higiene e segurança no trabalho, estabelecidas


no presente Regulamento e na demais legislação;

b) Não praticar actos que possam alterar, danificar ou retirar dispositivos de segurança
ou sistemas de protecção instaladas na instituição;

c) Usar correctamente e conservar em boas condições os equipamentos de protecção e


segurança individual ou

colectiva;
d) Comparecer aos exames médicos e realizar os testes que visem garantir a segurança
no trabalho, sempre que for solicitado.

4.2.0. Direitos dos funcionários e agentes do Estado no trabalho( ARTIGO 4)

Constituem direitos dos funcionários e agentes do Estado no trabalho:

a) Prestar serviço em condições de higiene e segurança;

b) Peceber formação e informação adequadas sobre higiene e segurança no trabalho, de


acordo com suas actividades ou funções.

[Link] da Instituição

Constituem deveres das instituições do Estado:

a) Adoptar todas as precauções adequadas de modo a garantir que os locais de trabalho


assim como os seus acessos e saídas ofereçam segurança aos utentes e aos funcionários
e agentes do Estado;

b) Fornecer, sempre que necessário, equipamentos de protecção e roupas de trabalho


apropriados com vista a prevenir os riscos de acidentes ou efeitos prejudiciais à saúde
dos funcionários e agentes;

c) Adequar as instalações às exigências mínimas de segurança, estabelecendo saídas


e/ou escadas de emergência, pontos de evacuação em caso de incêndios ou desastres
naturais;

d) Equipar as instalações com sistemas de extinção e combate ao incêndio;

e) Capacitar os funcionários e agentes do Estado em matéria de higiene e segurança no


trabalho, prestação de primeiros socorros, combate e prevenção de incêndios;

f) dispor em cada unidade orgânica de pelo menos um quite dos primeiros socorros;

g) Submeter a exames médicos periódicos aos funcionários e agentes do Estado que


exercem actividades de risco de contrair doenças profissionais;

h) Elaborar e implementar planos de segurança no trabalho contendo a matriz


elucidativo sobre os riscos e/ou perigos ocupacionais;

i) Promover estudos colectivos sobre normas e princípios básicos de segurança e


prevenção de acidentes de trabalho e de doenças profissionais;

j) Avaliar periodicamente as condições de higiene e segurança no trabalho;

k) Prestar assistência médica e medicamentosa ao funcionário ou agente do Estado


vítima de acidente de trabalho e de doenças profissionais;
l) Garantir que as instalações sanitárias estejam em bom estado de saneamento, tenham
água para higienização das mãos;

m) Assegurar a existência de água para o consumo humano nas copas.

[Link]íodo normal de Trabalho

1. A duração semanal de trabalho nos serviços da Administração Pública abrangidos


pelo presente diploma é de 40 horas, distribuídas de 2.ª feira a 6.ª feira, das 7.30 às
15.30 horas.

2. O período de trabalho diário será interrompido, escalonadamente, entre as 12.00 e as


14 horas, por um intervalo de descanso não superior a 30 minutos que, para todos os
efeitos, se considera tempo de trabalho, a fim de garantir a continuidade de prestação do
atendimento do público.

[Link] em Regime de Turnos

1. O trabalho por turnos é aquele em que, por necessidade do regular e normal


funcionamento do serviço, há lugar à prestação de trabalho em pelo menos dois
períodos diários e sucessivos, sendo cada um de duração não inferior à duração média
diária do trabalho correspondente a cada grupo profissional.

2. A prestação do trabalho por turnos deve obedecer às seguintes regras:

a) Os turnos são rotativos estando o respectivo pessoal sujeito à sua variação regular;

b) As interrupções destinadas ao repouso e refeição, quando não superiores a trinta


minutos, consideram-se incluídas no período de trabalho;

c) O dia de descanso semanal deve coincidir com o domingo, pelo menos uma vez em
cada período de quatro semanas;

[Link] de trabalho.

1. Acidente de trabalho é o sinistro que se verifica, no local e durante o tempo do


trabalho, desde que produza, directa ou indirectamente, no funcionário ou agente do
Estado, lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte a morte ou
redução na capacidade de trabalho ou de ganho.

2. Considera-se ainda acidente de trabalho o que ocorra:

a) Na ida ou regresso do local de trabalho, ou quando o acidente seja consequência de


particular perigo do percurso normal ou de outras circunstâncias que tenham agravado o
risco do mesmo percurso;

b) Antes ou depois da prestação do trabalho, desde que directamente relacionado com a


preparação ou termo dessa prestação;
c) Por ocasião da prestação do trabalho fora do local e tempo do trabalho normal, se
verificar enquanto o funcionário ou agente do Estado executa ordens ou realiza serviços
sob direcção e autoridade do superior hierárquico;

[Link]ção de acidente de trabalho ou de doença profissional

1. As unidades orgânicas devem reportar até 72 horas seguintes, à área dos recursos
humanos da ocorrência de acidente de trabalho para a devida assistência.

2. A área dos recursos humanos deve manter registo sobre acidentes de trabalho e
doenças profissionais e fornecer semestralmente ao sector que superintende a área da
Função Pública.

[Link]ça profissional

1. Para efeitos do presente regulamento considera-se doença profissional toda a situação


clínica que surge localizada ou generalizada no organismo, de natureza química,
biológica, física e psíquica que resulte de actividade profissional e directamente
relacionada com ela, devidamente comprovada pela entidade de saúde competente.

2. São consideradas doenças profissionais, entre outras constantes da Lista Nacional de


Doenças Profissionais, nomeadamente, as resultantes de:

d) Intoxicação pela acção das poeiras, gases e vapores industriais sendo como tais
considerados, os gases de combustão interna das máquinas frigoríficas.
[Link]ão

A Lei de Trabalho em Moçambique aborda uma ampla gama de questões, incluindo


contratos de trabalho, direitos dos trabalhadores, condições de trabalho, horas de
trabalho, férias, segurança no trabalho e resolução de conflitos.

A Lei do Trabalho em Moçambique reconhece vários tipos de contratos de trabalho,


incluindo contratos a termo fixos (com prazo definido), contratos sem termo fixos (por
tempo indeterminado) e contratos a termo certo (para trabalho temporário ou sazonal).

Lei de Trabalho em Moçambique foi desenvolvida e introduzida em um contexto de


pós-independência, onde o governo e diversos atores sociais desempenharam um papel
activo na sua elaboração. Ela visa criar um ambiente de trabalho regulamentado que
promova a justiça social, a igualdade e os direitos dos trabalhadores.
[Link]ências Bibliográficas.

Lei nº 23/2007 De 01 de Agosto.

Decreto

Common questions

Com tecnologia de IA

O princípio da segurança e saúde no trabalho na Lei Moçambicana de Trabalho requer que os empregadores garantam condições seguras e saudáveis no ambiente de trabalho . As obrigações dos empregadores incluem respeitar as normas de higiene e segurança, investigar causas de acidentes de trabalho e doenças profissionais, e adotar medidas preventivas adequadas . Eles devem também fornecer equipamentos de proteção, realizar exames médicos periódicos em áreas de risco e capacitar funcionários em práticas de segurança e saúde .

A Lei Moçambicana de Trabalho define os deveres dos trabalhadores, incluindo pontualidade, diligência, respeito e lealdade ao empregador e colegas, obediência a ordens legais, utilização correta de equipamentos e manutenção do sigilo profissional . O descumprimento desses deveres é categorizado como infrações disciplinares, que podem levar a sanções, incluindo advertências ou mesmo rescisão do contrato .

A Lei Moçambicana de Trabalho reconhece várias formas de contrato de trabalho: 1. Contratos a termo fixos: com prazo definido para sua duração. 2. Contratos sem termo fixos: são por tempo indeterminado e oferecem maior estabilidade ao trabalhador. 3. Contratos a termo certo: utilizados para trabalho temporário ou sazonal . Os contratos devem incluir detalhes como identidades do empregador e trabalhador, natureza do trabalho, remuneração, local e horas de trabalho, benefícios e duração do contrato, se aplicável .

A Lei Moçambicana de Trabalho garante o direito à privacidade dos trabalhadores, explicitando que os empregadores devem respeitar os direitos de personalidade do trabalhador, especialmente em relação à reserva da intimidade da vida privada . Isso inclui a não divulgação de aspectos relacionados com a vida pessoal do trabalhador, como vida familiar, estado de saúde, convicções políticas e religiosas . As implicações para os empregadores incluem a obrigação de respeitar e proteger essas informações para evitar práticas discriminatórias e possíveis sanções legais em caso de violação desses direitos .

A Lei Moçambicana de Trabalho estipula que a rescisão de contratos de trabalho deve ser precedida por um aviso prévio adequado ou compensação em caso de despedimento . Despedimentos arbitrários são proibidos, exigindo justa causa para a rescisão do contrato. Os empregadores devem seguir procedimentos justos, e os trabalhadores têm o direito de contestar despedimentos injustos .

A Lei Moçambicana de Trabalho promove a igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho ao proibir a discriminação baseada em características pessoais como raça, cor, gênero, religião, origem étnica, idade, ou deficiência . Todos os trabalhadores devem ser tratados com igualdade, o que implica em práticas de recrutamento, promoção e remuneração que privilegiem a equidade e diversidade .

A Lei Moçambicana de Trabalho prevê procedimentos para a resolução justa e efetiva de conflitos laborais, incluindo mediação e arbitragem . Esses mecanismos são projetados para assegurar que tanto empregadores quanto trabalhadores possam resolver disputas de maneira adequada e justa, minimizando impactos negativos no ambiente de trabalho .

As principais obrigações dos empregadores segundo a Lei Moçambicana de Trabalho incluem respeitar os direitos e garantias dos trabalhadores, garantir normas de higiene e segurança no trabalho, investigar acidentes e prevenir doenças profissionais, e proporcionar condições físicas e morais adequadas no local de trabalho. Além disso, devem pagar uma remuneração justa, atribuir categorias profissionais adequadas, e tratar trabalhadores com respeito .

A Lei Moçambicana de Trabalho assegura a proteção contra despedimento arbitrário proibindo tais práticas e estabelecendo que qualquer despedimento deve seguir procedimentos justos e ser baseado em justa causa. Os trabalhadores devem receber um aviso prévio ou uma compensação adequada em caso de despedimento. Esses mecanismos garantem que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados .

A Lei Moçambicana de Trabalho estabelece que empregadores devem adotar medidas rigorosas para garantir a segurança dos trabalhadores, como manter locais de trabalho apropriados, fornecer equipamentos de proteção, capacitar trabalhadores em segurança no trabalho, e dispor de planos de segurança contra incêndios e emergências . Eles também devem garantir que instalações como saídas de emergência e sistemas de combate a incêndio estejam adequados e acessíveis .

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