Introdução
A Lei Moçambicana de Trabalho, promulgada como Lei nº 23/2007 em 1 de agosto de
2007, é o alicerce legal que orienta as relações laborais em Moçambique. Essa
legislação desempenha um papel essencial na definição dos direitos e responsabilidades
dos trabalhadores e empregadores no país, promovendo relações de trabalho justas e
equitativas. Ao longo deste resumo, exploraremos os principais aspectos dessa lei,
destacando suas disposições mais importantes e seu impacto nas dinâmicas do mercado
de trabalho moçambicano.
[Link]
Objectivos Gerais:
Investigar e analisar a aplicação da Lei Moçambicana do Trabalho em contextos
empresariais em Moçambique, com ênfase nas implicações para os direitos dos
trabalhadores e o cumprimento das obrigações dos empregadores.
Objectivos Específicos:
Analisar o Quadro Legal: Examinar as disposições da Lei Moçambicana do
Trabalho para compreender seus principais elementos e requisitos.
Examinar as Condições de Trabalho: Avaliar as condições de trabalho em
diferentes sectores e indústrias, destacando casos de boas práticas e problemas
relacionados à segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores.
Avaliar as Implicações Económicas: Analisar as implicações económicas da Lei
do Trabalho, incluindo seu impacto nas operações das empresas, custos
trabalhistas e produtividade.
[Link] Moçambicana de Trabalho
Lei do trabalho é um conjunto de regulamentos e disposições legais que estabelecem
os direitos, obrigações e condições de emprego para empregadores e trabalhadores
dentro de uma determinada jurisdição. Elas são destinadas a regular as relações de
trabalho, proteger os direitos dos trabalhadores e fornecer um quadro legal para a gestão
do emprego, incluindo questões como salários, horas de trabalho, segurança no trabalho,
igualdade de oportunidades e muito mais.
3.1.0. Antecedentes Históricos da Lei Moçambicana.
Lei de Trabalho em Moçambique foi desenvolvida e introduzida em um contexto de
pós-independência, onde o governo e diversos atores sociais desempenharam um papel
activo na sua elaboração. Ela visa criar um ambiente de trabalho regulamentado que
promova a justiça social, a igualdade e os direitos dos trabalhadores,
A elaboração da Lei de Trabalho em Moçambique envolveu a participação de diversos
atores, incluindo representantes do governo, empregadores, trabalhadores e grupos de
interesse. Foram realizadas consultas e debates para garantir que a legislação reflectisse
as necessidades e preocupações de todas as partes envolvidas.
A Lei de Trabalho foi promulgada em 2007, substituindo a lei anterior de 1999.
A Lei de Trabalho em Moçambique aborda uma ampla gama de questões, incluindo
contratos de trabalho, direitos dos trabalhadores, condições de trabalho, horas de
trabalho, férias, segurança no trabalho e resolução de conflitos.
[Link]ípios gerais da Lei de Trabalho em Moçambique
[Link]ção da dignidade do trabalhador
Direito à privacidade- empregador obriga-se a respeitar os direitos de personalidade do
trabalhador, em especial, o direito à reserva da intimidade da vida privada. O direito à
privacidade diz respeito ao acesso e divulgação de aspectos relacionados com a vida
pessoal do trabalhador, tais como vida familiar, estado de saúde, convicções políticas e
religiosas. (artigo 5)
Princípio da Igualdade e Não Discriminação: A lei proíbe a discriminação com base
em raça, cor, género, religião, origem étnica, idade, deficiência ou qualquer outra
característica pessoal. Todos os trabalhadores devem ser tratados com igualdade no
local de trabalho.
Princípio da Segurança e Saúde no Trabalho: A lei estabelece normas rigorosas para
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho. Os
empregadores são obrigados a fornecer condições de trabalho seguras e saudáveis.
Princípio da Protecção contra Despedimento Arbitrário: A lei proíbe o
despedimento arbitrário de trabalhadores e estabelece procedimentos justos para a
rescisão de contratos de trabalho. Os trabalhadores têm o direito a um aviso prévio
adequado ou a uma compensação adequada em caso de despedimento.
Princípio da Resolução de Conflitos Justa e Efectiva-a lei estabelece procedimentos
para a resolução de conflitos trabalhistas de maneira justa e efectiva, incluindo a
mediação e a arbitragem.
Princípio da Aplicação da Lei: A lei prevê a aplicação efectiva de suas disposições,
incluindo penalidades para os empregadores que não cumprem as regras estabelecidas.
[Link]ípio da mútua colaboração.
O empregador e o trabalhador devem respeitar e fazer respeitar as disposições da lei,
dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho e dos códigos de boa conduta,
e colaborar para a obtenção de elevados níveis de produtividade na empresa, bem como
para a promoção humana, profissional e social do trabalho.(artigo 57)
Direitos do trabalhador(artigo 54)
Ao trabalhador é, nomeadamente, reconhecido o direito a:
a) Ter assegurado um posto de trabalho em função das suas capacidades, preparação
técnico-profissional, necessidades do local de trabalho e possibilidades de
desenvolvimento económico nacional;
b) Ser tratado com correcção e respeito, sendo punidos por lei os actos que atentem
contra a sua honra, bom nome, imagem pública, vida privada e dignidade;
c) Ter assegurado o descanso diário, semanal e férias anuais remuneradas;
d) Beneficiar de medidas apropriadas de protecção, segurança e higiene no trabalho
aptas a assegurar a sua integridade física, moral e mental;
e) Beneficiar de assistência médica e medicamentosa e de indemnização em caso de
acidente de trabalho ou doença profissional;
O trabalhador tem, em especial, os seguintes deveres: (artigo 58)
a) Comparecer ao serviço com pontualidade e assiduidade;
b) Prestar o trabalho com zelo e diligência;
c) Respeitar e tratar com correcção e lealdade o empregador, os superiores
hierárquicos, os colegas de trabalho e demais pessoas que estejam ou entrem em
contacto com a empresa;
d) Obedecer a ordens legais e a instruções do empregador, dos seus representantes ou
dos superiores hierárquicos do trabalhador, e cumprir as demais obrigações decorrentes
do contrato de trabalho, excepto as ilegais ou as que sejam contrárias aos seus direitos e
garantias;
e) Utilizar correctamente e conservar em boas condições os bens e equipamentos de
trabalho que lhe forem confiados pelo empregador;
f) Guardar sigilo profissional, não divulgando, em caso algum, informações referentes à
sua organização, métodos de produção ou negócios da empresa ou estabelecimento;
Deveres do empregador (Artigo 59)
O empregador tem, em especial, os seguintes deveres:
a) Respeitar os direitos e garantias do trabalhador cumprindo, integralmente, todas as
obrigações decorrentes do contrato de trabalho e das normas que o regem;
b) Garantir a observância das normas de higiene e segurança no trabalho, bem como
investigar as causas dos acidentes de trabalho e doenças profissionais, adoptando
medidas adequadas à sua prevenção;
c) Respeitar e tratar com correcção e urbanidade o trabalhador;
d) Proporcionar ao trabalhador boas condições físicas e morais no local de trabalho;
e) Pagar ao trabalhador uma remuneração justa em função da quantidade e qualidade do
trabalho prestado;
f) Atribuir ao trabalhador uma categoria profissional correspondente às funções ou
actividades que desempenha;
Poderes do empregador
Dentro dos limites decorrentes do contrato e das normas que o regem, compete ao
empregador ou à pessoa por ele designada, fixar, dirigir, regulamentar e disciplinar os
termos e as condições em que a actividade deve ser prestada.
Poder regulamentar: O empregador pode elaborar regulamentos internos de trabalho
contendo normas de organização e disciplina do trabalho, os regimes de apoio social aos
trabalhadores, a utilização de instalações e equipamentos da empresa, bem como as
referentes a actividades culturais, desportivas e recreativas, sendo, porém, obrigatório
para as médias e grandes empresas.
Poder disciplinar: O empregador tem poder disciplinar sobre o trabalhador que se en
Infracções disciplinares (Artigo 66)
Considera-se infracção disciplinar todo o comportamento culposo do trabalhador que
viole os seus deveres profissionais, nomeadamente:
a) O incumprimento do horário de trabalho ou das tarefas atribuídas;
b) A falta de comparência ao trabalho, sem justificação válida;
c) A ausência do posto ou local de trabalho no período de trabalho, sem a devida
autorização;
d) A desobediência a ordens legais ou instruções decorrentes do contrato de trabalho e
das normas que o regem;
e) A falta de respeito aos superiores hierárquicos, colegas de trabalho e terceiros, ou do
superior hierárquico ao seu subordinado, no local de trabalho ou no desempenho das
suas funções;
f) A injúria, ofensa corporal, maus tratos ou ameaça a outrem no local de trabalho ou no
desempenho das suas funções;
g) A quebra culposa da produtividade do trabalho; h) O abuso de funções ou a
invocação do cargo para a obtenção de vantagens ilícitas;
i) A quebra do sigilo profissional ou dos segredos da produção ou dos serviços;
j) O desvio, para fins pessoais ou alheios ao serviço, de equipamentos, bens, serviços e
outros meios de trabalho ou a utilização indevida do local de trabalho;
l) A danificação, destruição ou deterioração culposa de bens do local de trabalho;
m) A embriaguez ou o estado de drogado e o consumo ou posse de droga no posto ou
local de trabalho ou no desempenho das suas funções;
n) O furto, roubo, abuso de confiança, burla e outras fraudes praticadas no local de
trabalho ou durante a realização do trabalho;
o) O abandono do lugar.
3.3.0. Relações de Trabalho
[Link] de Trabalho
Entende-se por contrato de trabalho o acordo pelo qual uma pessoa, trabalhador, se
obriga a prestar a sua actividade a outra pessoa, empregador, sob a autoridade e direcção
desta, mediante remuneração.
A Lei do Trabalho em Moçambique reconhece vários tipos de contratos de trabalho,
incluindo contratos a termo fixos (com prazo definido), contratos sem termo fixos (por
tempo indeterminado) e contratos a termo certo (para trabalho temporário ou sazonal).
Conteúdo do Contrato: os contratos de trabalho devem conter informações detalhadas,
como as identidades do empregador e do trabalhador, a natureza do trabalho, a
remuneração, o local de trabalho, as horas de trabalho, os benefícios, a duração do
contrato (se aplicável) e outras condições relevantes.
Alterações Contratuais: As alterações aos contratos de trabalho só podem ser feitas
com o consentimento mútuo do empregador e do trabalhador. Qualquer alteração deve
ser registada por escrito.
Rescisão Contratual: A lei estabelece regras para a rescisão de contratos de trabalho,
incluindo a obrigação de notificar com antecedência em caso de despedimento e a
necessidade de justa causa para despedir um trabalhador.
[Link] de Trabalhadores
Trabalhadores Permanentes são aqueles com contratos por tempo indeterminado.
Eles têm maior estabilidade no emprego e gozam de benefícios adicionais, como licença
de maternidade/paternidade e férias remuneradas.
Trabalhadores Temporários: Trabalhadores temporários são contratados para
períodos específicos, como projectos temporários. Suas condições de emprego podem
ser diferentes das dos trabalhadores permanentes.
Trabalhadores a tempo parciais têm contratos com horas de trabalho reduzidas em
comparação com os trabalhadores em tempo integral. Eles têm direitos específicos,
incluindo pagamento proporcional e acesso a benefícios.
[Link] e Condições de Emprego:
Remuneração: A lei estabelece os requisitos mínimos de remuneração, incluindo
salário mínimo. Os trabalhadores têm direito a receber uma remuneração justa e
equitativa pelo seu trabalho.
Horas de Trabalho: A legislação define o limite máximo de horas de trabalho por
semana e estabelece regras para horas extras, descansos e intervalos durante o trabalho.
Férias e Licenças: os trabalhadores têm direito a férias anuais remuneradas e licenças
por motivos como doença, maternidade/paternidade e luto.
[Link]ção relativa à segurança, higiene e saúde no trabalho.
[Link] dos funcionários e agentes do Estado no trabalho( ARTIGO 3)
Constituem deveres dos funcionários e agentes do Estado no trabalho:
a) Respeitar e cumprir as disposições de higiene e segurança no trabalho, estabelecidas
no presente Regulamento e na demais legislação;
b) Não praticar actos que possam alterar, danificar ou retirar dispositivos de segurança
ou sistemas de protecção instaladas na instituição;
c) Usar correctamente e conservar em boas condições os equipamentos de protecção e
segurança individual ou
colectiva;
d) Comparecer aos exames médicos e realizar os testes que visem garantir a segurança
no trabalho, sempre que for solicitado.
4.2.0. Direitos dos funcionários e agentes do Estado no trabalho( ARTIGO 4)
Constituem direitos dos funcionários e agentes do Estado no trabalho:
a) Prestar serviço em condições de higiene e segurança;
b) Peceber formação e informação adequadas sobre higiene e segurança no trabalho, de
acordo com suas actividades ou funções.
[Link] da Instituição
Constituem deveres das instituições do Estado:
a) Adoptar todas as precauções adequadas de modo a garantir que os locais de trabalho
assim como os seus acessos e saídas ofereçam segurança aos utentes e aos funcionários
e agentes do Estado;
b) Fornecer, sempre que necessário, equipamentos de protecção e roupas de trabalho
apropriados com vista a prevenir os riscos de acidentes ou efeitos prejudiciais à saúde
dos funcionários e agentes;
c) Adequar as instalações às exigências mínimas de segurança, estabelecendo saídas
e/ou escadas de emergência, pontos de evacuação em caso de incêndios ou desastres
naturais;
d) Equipar as instalações com sistemas de extinção e combate ao incêndio;
e) Capacitar os funcionários e agentes do Estado em matéria de higiene e segurança no
trabalho, prestação de primeiros socorros, combate e prevenção de incêndios;
f) dispor em cada unidade orgânica de pelo menos um quite dos primeiros socorros;
g) Submeter a exames médicos periódicos aos funcionários e agentes do Estado que
exercem actividades de risco de contrair doenças profissionais;
h) Elaborar e implementar planos de segurança no trabalho contendo a matriz
elucidativo sobre os riscos e/ou perigos ocupacionais;
i) Promover estudos colectivos sobre normas e princípios básicos de segurança e
prevenção de acidentes de trabalho e de doenças profissionais;
j) Avaliar periodicamente as condições de higiene e segurança no trabalho;
k) Prestar assistência médica e medicamentosa ao funcionário ou agente do Estado
vítima de acidente de trabalho e de doenças profissionais;
l) Garantir que as instalações sanitárias estejam em bom estado de saneamento, tenham
água para higienização das mãos;
m) Assegurar a existência de água para o consumo humano nas copas.
[Link]íodo normal de Trabalho
1. A duração semanal de trabalho nos serviços da Administração Pública abrangidos
pelo presente diploma é de 40 horas, distribuídas de 2.ª feira a 6.ª feira, das 7.30 às
15.30 horas.
2. O período de trabalho diário será interrompido, escalonadamente, entre as 12.00 e as
14 horas, por um intervalo de descanso não superior a 30 minutos que, para todos os
efeitos, se considera tempo de trabalho, a fim de garantir a continuidade de prestação do
atendimento do público.
[Link] em Regime de Turnos
1. O trabalho por turnos é aquele em que, por necessidade do regular e normal
funcionamento do serviço, há lugar à prestação de trabalho em pelo menos dois
períodos diários e sucessivos, sendo cada um de duração não inferior à duração média
diária do trabalho correspondente a cada grupo profissional.
2. A prestação do trabalho por turnos deve obedecer às seguintes regras:
a) Os turnos são rotativos estando o respectivo pessoal sujeito à sua variação regular;
b) As interrupções destinadas ao repouso e refeição, quando não superiores a trinta
minutos, consideram-se incluídas no período de trabalho;
c) O dia de descanso semanal deve coincidir com o domingo, pelo menos uma vez em
cada período de quatro semanas;
[Link] de trabalho.
1. Acidente de trabalho é o sinistro que se verifica, no local e durante o tempo do
trabalho, desde que produza, directa ou indirectamente, no funcionário ou agente do
Estado, lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte a morte ou
redução na capacidade de trabalho ou de ganho.
2. Considera-se ainda acidente de trabalho o que ocorra:
a) Na ida ou regresso do local de trabalho, ou quando o acidente seja consequência de
particular perigo do percurso normal ou de outras circunstâncias que tenham agravado o
risco do mesmo percurso;
b) Antes ou depois da prestação do trabalho, desde que directamente relacionado com a
preparação ou termo dessa prestação;
c) Por ocasião da prestação do trabalho fora do local e tempo do trabalho normal, se
verificar enquanto o funcionário ou agente do Estado executa ordens ou realiza serviços
sob direcção e autoridade do superior hierárquico;
[Link]ção de acidente de trabalho ou de doença profissional
1. As unidades orgânicas devem reportar até 72 horas seguintes, à área dos recursos
humanos da ocorrência de acidente de trabalho para a devida assistência.
2. A área dos recursos humanos deve manter registo sobre acidentes de trabalho e
doenças profissionais e fornecer semestralmente ao sector que superintende a área da
Função Pública.
[Link]ça profissional
1. Para efeitos do presente regulamento considera-se doença profissional toda a situação
clínica que surge localizada ou generalizada no organismo, de natureza química,
biológica, física e psíquica que resulte de actividade profissional e directamente
relacionada com ela, devidamente comprovada pela entidade de saúde competente.
2. São consideradas doenças profissionais, entre outras constantes da Lista Nacional de
Doenças Profissionais, nomeadamente, as resultantes de:
d) Intoxicação pela acção das poeiras, gases e vapores industriais sendo como tais
considerados, os gases de combustão interna das máquinas frigoríficas.
[Link]ão
A Lei de Trabalho em Moçambique aborda uma ampla gama de questões, incluindo
contratos de trabalho, direitos dos trabalhadores, condições de trabalho, horas de
trabalho, férias, segurança no trabalho e resolução de conflitos.
A Lei do Trabalho em Moçambique reconhece vários tipos de contratos de trabalho,
incluindo contratos a termo fixos (com prazo definido), contratos sem termo fixos (por
tempo indeterminado) e contratos a termo certo (para trabalho temporário ou sazonal).
Lei de Trabalho em Moçambique foi desenvolvida e introduzida em um contexto de
pós-independência, onde o governo e diversos atores sociais desempenharam um papel
activo na sua elaboração. Ela visa criar um ambiente de trabalho regulamentado que
promova a justiça social, a igualdade e os direitos dos trabalhadores.
[Link]ências Bibliográficas.
Lei nº 23/2007 De 01 de Agosto.
Decreto