Faculdade de Direito
CADEIRA : Direito das Sucessões
3° ANO, Laboral
A Poligamia : Um dilema sobre a sua legalização no ordenamento
Jurídico Moçambicano.
Discentes :
Laeticia Varela
Sandra Monteiro
Sayonara Mucavel
Docente : Josina Quive
Boane, Maio, 2024
Índice
Introdução
1. Conceito de Poligamia…………..……………………………………………
1.1 História da prática em Moçambique……………………………………..
2. Análise da legislação atual relacionada à poligamia; (CRM;Lei da Família; Igualdade
de Gênero)………………………………………………………………………………………
3. Argumentos a Favor da Legalização…………………………………….
4. Desafios e Implicações da Poligamia…………………………………………
5. Questões de igualdade de gênero e direitos das mulheres……………………………
6. Impacto social e cultural………………………………………………….
7. Conclusão
8. Referências Bibliográficas
Introdução
[Link]ção de Poligamia
Poligamia é um termo de origem grega, que significa muitos casamentos. É um sistema onde
o homem tem mais de uma mulher ao mesmo tempo, e sendo menos comum, onde a mulher
tem mais de um marido simultaneamente no qual é chamado de Poliandria . Ou seja é um
arranjo matrimonial no qual uma pessoa está casada com mais de um cônjuge simultaneamente.
1.1 História da Prática Em Moçambique
No Islão ela é justificada com o argumento de que é para a protecção da própria mulher, e que
é da natureza do homem ser poligâmico e a mulher monogâmica.
Em Moçambique, os defensores da “nossa cultura africana” afirmam que um dos factores que
serve como incentivo à poligamia é a valorização enorme da maternidade.
No entanto, estes argumentos surgem para justificar os interesses dos homens. Isto porque
sempre que o assunto é poligamia, só os homens é que a defendem, afirmando que é até um
“favor que prestam às mulheres”.
Muitos homens afirmam que as mulheres gostam e que não se incomodam pelo facto do seu
marido ser polígamo, tanto que, outras mulheres é que levam as outras para manterem-se na
relação. Porém Isto não corresponde à verdade porque depois, as suas mulheres, que eram
entrevistadas à parte, afirmavam que não gostavam, mas que não podiam fazer nada.
Exerce-se sobre elas um poder simbólico, que, de acordo com Bourdieu, surge como todo o
poder que consegue impor significações e impô-las como legítimas. Este poder está enraizado
na cultura e na tradição, através da socialização.
Este tipo de normas de obediência e servidão é, desde cedo, através da socialização, inculcado
na mulher, que obedece, sem questionar, às figuras de poder masculino: desde criança ao seu
pai, e depois do casamento ao marido.
Ela desconhece os seus direitos como ser humano, e que, tal como o homem, pode e deve
decidir sobre a sua vida, sobre aquilo que é importante para si e para a sua família. Embora não
goste e se sinta infeliz, ela é sujeita, em nome dessa tradição, a ter que conviver com duas ou
mais mulheres no mesmo quintal. Isto infelizmente acontece porque ela não sabe que, pela lei
moçambicana, a poligamia contraria uma das regras essenciais do matrimónio, que é a
igualdade dos cônjuges.
[Link]álise da Legislação atual relacionada
a Poligamia