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Dupla Tributação Internacional em Moçambique

Este documento discute o conceito de dupla tributação internacional. Apresenta os requisitos, causas e formas de dupla tributação, incluindo tributação econômica e jurídica. Também define os princípios da residência e da fonte que levam à dupla tributação quando aplicados por diferentes países.
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Dupla Tributação Internacional em Moçambique

Este documento discute o conceito de dupla tributação internacional. Apresenta os requisitos, causas e formas de dupla tributação, incluindo tributação econômica e jurídica. Também define os princípios da residência e da fonte que levam à dupla tributação quando aplicados por diferentes países.
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Instituto Superior de Contabilidade e Auditoria de Moçambique

Curso: Contabilidade e Auditoria

Turma 01

Disciplina: Sistema Fiscal Moçambicano

Tema: Dupla Tributação Internacional

Ano: 03, laboral

Discentes:

Belcízia A. Nhamtumbo

Cornélia J. Filimone

Edilson dos Santos

Letícia M. Simbane

Marcelino Alcántara

Vânia R. Dunhe

Docente: Bartolomeu Alexandre

Maputo, Outubro de 2017


Lista de abreviaturas
SFM – Sistema fiscal Mocambiçano
DTI – Dupla tributação Internacional
DTE – Dupla tributação Económica
DTJ – Dupla tribução Juridíca
CIRPS – Código Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares
IRPS – Imposto sobre Rendimento de Pessoas Singulares
OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico

i
CAPITULO I: INTRODUÇÃO

1. Introdução
A questão da dupla, múltipla ou pluritributação internacional é um tema bastante
relevante no que concerne as relaçõs económicas e politicas entre paises.
A internacionalização dos negócios é um assunto cada vez mais próximo das empresas
em geral, sobretuto as pequenas empresas de modo que é cada vez mais comum o
deslocamento das pessoas para trabalhar fora.
Há empresas com sedes em um país e que montam filiais ou subsidiárias em outros. Há
pessoas que trabalham em diversos países ao longo do mesmo ano. Capitais, e
tecnologias transitam de um país para o outro. Todos esses factos podem produzir
renda. É normal que a renda seja submetida a tributação tanto no local de residência de
pessoas, quanto no local onde foi produzida. Entretanto no final de cada exercicio fiscal,
empresas e pessoas são submetidas a ajustar suas contas tributarias com mais de um
Estado(sistemas fiscais).
Surge daí o interesse em se abordar esse tema da dupla tributação internacional,
contribuindo para torna – lo acessível, sobretudo aos advogados que prestam assessoria
jurídica a empresas e indivíduo sujeitos a tributação em mais de um sistema tributário.
Os autores do presente trabalho, não se eximem de na sua busca ter encontrado
percalços relativos a limitação ao acesso dos manuais que de certo modo propiciariam
informação actualizada acerca do tema dupla tributacao Internacional

1.1 Objectivos
1.1.1 Objectivo geral
Versar a dupla tributação Internacional.
1.1.2 Objectivos específicos
 Definir a dupla tributação internacional
 Descrever os requisitos da dupla tributação internacional
 Descrever as causas da dupla tributação e os seus princípios
 Apresentar a formação da dupla tributação
 Apresentar as espécies da dupla tributação e as suas deduções

1
1.2 Metodologia
A metodologia usada para o alcance dos objetivos acima definidos foi de caracter
exploratória. Esta pesquisa foi desenvolvida através de consultas bibliográficas.

1.2.1 Estrutura do trabalho


O trabalho apresenta - se estruturado em quatro capítulos que contemplam os seguintes
conteúdos:

Capítulos I – Introdução que trata de questões introdutórias, contemplando uma breve


contextualização, apresenta os objetivos, geral e específicos.

Capitulo II - Insere o enquadramento teórico do tema e compreende a revisão sobre a


qual assenta a pesquisa e uma breve referência sobre as convecções internacionais.

Capitulo III - Conclusão: após a pesquisa foram evidenciados elementos de destaque


que permitem tirar conclusões sobre a dupla tributação Iternacional

Capitulo IV - Bibliografia

2
CAPITULO II: Revisão Bibliográfica

2. Dupla Tributação Internacional


A expressão dupla tributação não significa duplicação, nem dobro do que se devia
pagar, mas sim, repetição (duas vezes), a título impositivo, daí ser também conhecida
por tributação dupla, tributação plúrima, múltipla tributação e cúmulo de impostos.
Neste contexto, (Macuacua, 2015) define dupla tributação como sendo o termo utilizado
para designar as situações em que há um concurso de normas, prevendo-se a incidência
de tributos relativos ao mesmo facto, dando origem à constituição de mais do que uma
obrigação fiscal. E o mesmo autor citando o Comité Fiscal da OCDE define a dupla
tributação internacional como sendo o resultado da percepção de impostos similares em
dois ou mais Estados, sobre um mesmo contribuinte, pela mesma matéria colectável e
por idêntico período de tempo.

2.1 Requisitos da dupla tributação Internacional


(Macuacua, 2015) aponta 5 requisitos para a caracterização do conceito de dupla
tributação internacional:
a) Semelhança dos impostos incidentes - como primeiro requisito para se caracterizar
a dupla tributação, exige-se que os impostos sejam equivalentes em ambos Estados que
irão cobrá-los.

b) Cobrança por dois ou mais Estados - é necessário que a cobrança dos impostos
semelhantes seja exigida por dois ou mais Estados.
c) Idêntico facto gerador - além da semelhança do imposto e da cobrança por dois ou
mais Estados, é imprescindível que o imposto incida sobre o mesmo facto gerador, nos
vários países que o cobram.

d) Idêntico contribuinte - além dos outros requisitos referidos, é necessário que o


sujeito passivo seja o mesmo para caracterizar-se a dupla tributação internacional.

e) Mesmo período de aplicação do imposto - exige-se que a cobrança seja efectuada


num mesmo período de tempo.

3
2.2 Causas da Dupla Tributação
De acordo com (Castro, 2006) o Direito Tributário Internacional assenta a sua actuação
em dois princípios básicos que são o princípio da residência e o princípio da fonte.
Vide artigo 18º do CIRPS.

I. Principio da residência – caracteriza-se pelo facto de os Estados pretenderem e terem


legitimidade para tributar os seus residentes por todos os seus rendimentos,
independentemente da sua fonte ser nacional ou estrangeira. Estamos, neste caso,
perante a tributação mundial ou global ilimitada dos sujeitos passivos considerados
residentes.

II. Princípio da fonte dos rendimentos – caracteriza-se pelo facto dos Estados
pretenderem e terem legitimidade para tributar os rendimentos obtidos/gerados dentro
do seu território, independentemente dos titulares desses rendimentos serem residentes
ou não residentes. Neste caso referimo-nos à tributação limitada aos rendimentos
gerados no território desse Estado.

Quando se analisa questões de DTI há que se realçar a problemática da definição de


“residente”, pois verifica-se que são as legislações internas de cada Estado que definem
as regras para que determinada pessoa seja considerada residente ou não residente para
efeitos ficais. Resultando pois que um sujeito passivo possa ser considerado residente
em mais do que um Estado.
Segundo reza o artigo 21º do CIRPS, para efeitos fiscais consideram-se residentes em
Moçambique as pessoas que, no ano a que respeitem os rendimentos, preencham uma
das seguintes condições:
a) Hajam nele permanecido mais de 180 dias, seguidos ou interpolados;

b) Tendo permanecido por menos tempo, aí disponham de habitação em condições que


façam supor a intenção de a manter e ocupar como residência permanente;

c) Desempenhem no estrangeiro funções ou comissões de carácter público, ao serviço


da República de Moçambique;

d) Sejam tripulantes de navios ou aeronaves, desde que aqueles estejam ao serviço de


entidades com residência, sede ou direcção efectiva no território moçambicano.

4
Ainda segundo o mesmo artigo, as pessoas que constituem o agregado familiar serão
sempre consideradas como residentes em território Moçambicano, desde que naquele
resida qualquer das pessoas a quem incumbe a direcção do agregado.

2.3 Formação da Dupla Tributação Internacional


Considerando que idênticos princípios de Direito Tributário serão aplicados em Estados
diferentes, facilmente conclui-se que os princípios de residência e da fonte serão
accionados por dois ou mais Estados em face de um determinado rendimento, gerando
assim situações de Dupla Tributação Internacional.
Segundo (Castro, 2006) convém distinguir dois tipos de Dupla Tributação, que têm por
origem situações diversas: Dupla Tributação Económica e a Dupla Tributação Jurídica.

2.3.1 Dupla Tributação Económica


De acordo com (Xavier, 1997) apud (Castro, 2006), existe Dupla Tributação Económica
quando o mesmo rendimento é objecto de tributação na esfera de dois sujeitos passivos
diferentes.
Segundo o mesmo autor, o caso que melhor ilustra este tipo de Dupla Tributação, é o
caso dos dividendos ou da distribuição de lucros aos sócios. De facto, os
dividendos/lucros foram objecto de tributação na empresa que os gerou, enquanto fazem
parte dos resultados líquidos dessa entidade, e voltam a ser tributados como
rendimentos dos próprios sócios ou accionistas.
De salientar que a Dupla Tributação Económica pode ser Internacional ou não, já que
ela verifica-se também quando a empresa distribuidora de dividendos/lucros e o
respectivo sócio/acionista são sujeitos de imposto no mesmo sistema fiscal, ou seja,
dentro do mesmo Estado.
2.3.2 Dupla Tributação Jurídica
Ainda de acordo com (Xavier, 1997) apud (Castro, 2006), estamos perante Dupla
Tributação Jurídica, quando o mesmo rendimento está sujeito a tributação, na esfera do
mesmo sujeito passivo, proveniente de dois sistemas fiscais diferentes.
Neste caso, o rendimento é sujeito a imposto no momento em que é pago ou posto à
disposição, através da retenção na fonte e posteriormente no momento em que é
declarado como rendimento, por parte do beneficiário.

5
A DTJ ao contrário da DTE, nunca ocorrerá internamente num determinado Estado,
uma vez que as retenções na fonte de sujeitos passivos internos, tem carácter de imposto
por conta, sendo efectuada a sua compensação final. No caso dos não residentes o
imposto retido na fonte tem carácter definitivo, pelo que ocorre então o fenómeno de
Dupla Tributação, quando o Estado da residência exerce o seu direito de tributação, de
acordo com o princípio da residência.

2.4 Espécies de Dupla Tributação Internacional


De acordo com (Macuacua, 2015) a doutrina classifica a DTI em varias espécies, tais
como:
A. Efectiva e Virtual. A DTI efectiva ou real é aquela que ocorre realmente e podem
ser verificados os cinco requisitos anteriormente mencionados. A DTI virtual ou
potencial, ocorre quando dois ou mais Estados concorrem para a cobrança do imposto,
mas apenas um – ou nenhum deles – efectua, efectivamente, a cobrança. A DTI virtual
concentra-se apenas na possibilidade, enquanto a DTI efectiva concentra-se na realidade
da ocorrência da dupla tributação.

B. Real, Pessoal e Mista. Trata-se de uma classificação que está relacionada com o
objecto ou o sujeito dos impostos, de modo que se os impostos incidirem sobre os bens,
será real, se os impostos incidirem sobre as pessoas, será pessoal, e se incidirem sobre
ambos, será mista.

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C. Intencional e Não Intencional. A DTI é intencional quando um Estado cria
determinada situação para que ela ocorra e será não intencional quando decorrer fora da
vontade e desejo dos Estados que cobram os impostos.

D. Vertical, Horizontal e Obliqua. Esta classificação decorre da posição em que se


encontram os entes que tributam. Será vertical quando o tributo a ser cobrado resultar de
entes tributários situados em níveis diferentes. Na DTI horizontal os entes encontram-se
na mês ma posição hierárquica, como, poe exemplo, quando os entes são dois Estados
soberanos. Será oblíqua quando os entes não estiverem numa posição de hierarquia; ela
ocorre, por exemplo, quando há colisão de um sistema tributário de um Estado
soberano, com o sistema tributário de um ente territorial autónomo de outro Estado.

2.5 Rendimentos obtidos no estrangeiro


Como já referido, os rendimentos obtidos no estrangeiro por residentes são tributados
no território nacional. Para eliminar ou aliviar a DTI, os Estados firmam Convenções ou
Tratados Internacionais que visam a protecção do contribuinte para que ele não pague
os tributos em duplicidade, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento do
intercâmbio comercial.
Ora, se no país onde são obtidos os rendimentos houver uma convenção com
Moçambique para evitar a dupla tributação, devem ser observadas as regras de
tributação constantes da convenção.
As convenções determinam por exemplo, onde os rendimentos devem ser tributados,
permitindo em determinadas situações que o rendimento obtido seja apenas tributado no
Estado de residência. Estabelecem também taxas reduzidas de tributação para certos
rendimentos (ex: royalties, juros e dividendos).
Moçambique possui convenções para eliminar a Dupla Tributação Internacional com
nove países, nomeadamente: Africa do Sul, Botswana, Emiratos Árabes Unidos, India,
Itália, Macau, Maurícias, Portugal e Vietname.
Havendo lugar a tributação no país onde são obtidos os rendimentos, as convenções
prevêem a dedução do imposto pago no estrangeiro na colecta do sujeito passivo
residente. Não havendo convenção celebrada com Moçambique, o CIRPS prevê o
direito a um crédito de imposto.

7
2.6 Deduções relativas à dupla tributação internacional
De acordo com o artigo 61º do CIRPS, os sujeitos passivos residentes em Moçambique
que obtenham rendimentos no estrangeiro e que aí tenham sido tributados, têm direito a
um crédito de imposto por dupla tributação internacional, desde que os rendimentos
tenham sido englobados na declaração de rendimentos pelas respectivas importâncias
ilíquidas dos impostos sobre o rendimento pago no estrangeiro.
O crédito de imposto será dedutível até à concorrência da parte da colecta do IRPS
proporcional a esses rendimentos líquidos, que corresponde à menor das seguintes
importâncias:
 Imposto sobre o rendimento pago no estrangeiro;

 Fracção da colecta do IRPS, calculada antes da dedução, correspondente aos


rendimentos tributados no estrangeiro.

Refira-se que, havendo convenção para eliminar a dupla tributação celebrada por
Moçambique, o crédito do imposto a deduzir não pode ser superior ao imposto pago no
estrangeiro nos termos da convenção.
Não sendo possível deduzir, no ano em que foram englobados os rendimentos obtidos
no estrangeiro, a totalidade do crédito de imposto por insuficiência de colecta, poderá a
diferença ser deduzida até ao fim dos cinco anos seguintes à parte da colecta do IRPS
proporcional ao rendimento líquido da respectiva categoria.
Exemplo:
Fábio é informático residente em Moçambique e foi convidado por uma empresa Sul-
Africana para dar formação aos seus trabalhadores na Africa do Sul. Fábio recebeu o
correspondente a 500.000 MT pelo serviço do qual pagou 100.000 de imposto no
estrangeiro. Admitindo que nesse ano o Fábio tenha recebido um rendimento líquido
total de 2.000.000 MT, incluindo os rendimentos obtidos no estrangeiro e que a colecta
foi de 450.000 MT, para definir qual será o montante do crédito do imposto, temos que
calcular a fracção da colecta de IRPS.
Fracção da colecta: 500.000 x (450.000/2.000.000) = 112.500 MT
Como o imposto pago no estrangeiro é inferior à fracção da colecta, o crédito de
imposto a deduzir à colecta será de 100.000 MT.

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2.7 Convenções Internacionais
Tratados ou convenções internacionais são acordos formais celebrados, por escrito,
entre pessoas juridicas do direito internacional ou público, e destinado a produzir efeitos
jurídicos, sendo irrelevantes sobre os quais são entitulados.
Diferentemente das normas do direito internacional privado, os tratados ou convenções
para evitar a dupla tributação não se referem à escolha da norma interna ou estrangeira
aplicável a uma situação envolvendo elemento de estraneidade, mas sim delimitam a
aplicação da legislação interna de um Estado, estabelecendo, a maior parte das vezes,
regras de atribuição ou repartição de competências tributárias.
Posto isso, a finalidade primordial das conveções é de eliminar a dupla tributação ou ao
menos tentar evitar, de maneira a facilitar as transações e os investimentos
internacionais.

Contudo, apresentamos de seguida algumas resoluções:

2.7.1 Resoluções que formalizam as convenções para evitar a dupla tributação

Moçambique – Portugal  Resolução Nᵒ 9/91 de 20 de Dezembro

Moçambique – África do Sul  Resolução 35/2008 de 30 de Dezembro

Moçambique – Maurícias  Resolução Nᵒ 54/98 de 12 de Novembro

Moçambique – Emirados Árabes  Resolução Nᵒ 10/2004 de 14 de Abril

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2.8 Elisão e Evasão fiscal
2.8.1 Elisão fiscal
Segundo Fabretti (2005, p. 153), denomina-se Elisão Fiscal a economia tributária
resultante da adopção duma alternativa legal menos onerosa ou lacuna da lei. A Elisão
Fiscal é legítima e lícita, pois é alcançada por uma escolha feita de acordo com o
ordenamento jurídico, adoptando-se a alternativa legal menos onerosa ou utilizando-se
de lacunas da lei.
Elisão é o acto de aproveitar as lacunas na lei, que por desconhecimento ou outro
motivo ali foram colocadas pelos legisladores, de forma que os contribuintes possam se
aproveitar da situação e com isso reduzirem os valores a serem recolhidos aos cofres
públicos.
A elisão fiscal se caracteriza por ser uma obra da criatividade dos planeadores
tributários, sempre se utilizando de meios legais permitidos ou não proibidos na norma,
visando a efectivação do negócio com o menor obrigação possível. Dai poder se
concluir que a elisão fiscal pode ser um meio alternativo para a redução da carga
tributaria na inexistência de acordos de dupla tributação.

2.8.2 Evasão fiscal


A evasão fiscal/fuga ao fisco, ao contrário de elisão, consiste em práticas que infringem
as normas vigentes. Corresponde à sonegação ou fraude por parte do contribuinte, é um
acto que busca economia de maneira ilícita na carga tributária. Na evasão fiscal a
ilegitimidade se dá no acto do facto gerador e também após sua ocorrência,
objectivando reduzir ou até mesmo ocultar a obrigação tributária.

Pode-se mencionar que o termo “evasão” tem o significado de desviar, evitar, escapar,
fugir e eludir (evitar ou escapar com destreza; furtar-se com habilidade ou astúcia).
Decorre a evasão, quando o contribuinte deixa de transferir ou pagar integralmente ao
Fisco uma parcela do tributo devida, através de atitudes que sabe não serem lícitas.

Conforme Marins (2001, p. 30), a evasão tributária é a economia ilícita ou fraudulenta


de tributos porque sua realização passa necessariamente pelo incumprimento de regras

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de conduta tributária ou pela utilização de fraudes. A transgressão às regras tributárias
caracteriza a evasão.
A evasão fiscal é a forma de economia fiscal realizada após a incidência do facto
gerador do tributo, sem levar em consideração a legislação tributária e que tem como
finalidade a redução e a ocultação de uma obrigação já existente para o fisco.

Assim, é correcto afirmar que a evasão será sempre um comportamento ilegal do


contribuinte, utilizando-se de fraude, simulação ou de qualquer outro artifício com a
finalidade única de supressão ou redução da carga tributária. Sua conduta se dá de
forma desonesta, geralmente forjando algo irreal para se livrar dos encargos tributários,
que em nenhum momento é amparado pela legislação vigente, nem representa lacunas
da lei, caracterizando assim a evasão fiscal.

[Link] Formas de Evasão Fiscal


A evasão pode tomar três formas distintas que são:
 Sonegação Fiscal;
 Fraude; e
 Conluio.

[Link].1 Sonegação Fiscal


O acto do contribuinte ocultar o facto gerador com a intenção de não pagar o tributo
devido constitui sonegação fiscal, portanto, é um crime contra a ordem tributária.

Martins (2006, p. 247) afirma que a sonegação toda acção ou omissão dolosa tendente a
impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte do ente tributário.

[Link].2 Fraude
Num sentido amplo, fraude é qualquer crime ou acto ilegal para o lucro daquele que se
utiliza de alguma ilusão praticada na vítima como seu método principal.
Fraude é toda acção ou omissão dolosa que tenda a impedir ou retardar, total ou
parcialmente, a ocorrência do facto gerador da obrigação tributária principal, ou a
excluir ou modificar suas características essenciais de modo a reduzir o montante do
imposto devido, ou a evitar ou diferir seu pagamento.

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Na fraude, o contribuinte falsifica dados ou insere elementos incorrectos nos livros ou
documentos fiscais visando não pagar o tributo ou pagar valor inferior ao devido.

[Link].3 Conluio
É o ajuste doloso, ou seja, com intenção, que duas ou mais pessoas jurídicas realizam
visando a sonegação ou a fraude”. No conluio, existe a vontade de duas ou mais pessoas
de não informar, por exemplo, renda em um negócio jurídico, para que não haja a
respectiva tributação.
As pessoas envolvidas em tal situação estão praticando um crime, pois conjuntamente
estão enganando o fisco omitindo informações relevantes para a constituição do crédito
tributário, com intenção de não pagar ou diminuir o valor do tributo.
Portanto, conclui – se que a dupla tributação, que assenta na inexitencia de acordos para
evitar a dupla tributacao pode condizir a evação fiscal a medida que os contribuintes,
sentirem a carga tributaria

2.9 Paraíso fiscal ou Offshores


A definição de paraíso fiscal é difícil e controversa.
Regra geral, os paraísos fiscais são vistos com algum preconceito pelas pessoas e
inclusivamente pelos governos de outros países que lhes aplicam rigorosos controlos e
sanções.
Por exemplo, o território das Bahamas sofre de intempéries. Quando o território é assomado
por um ciclone, o que acontece amiúde, provoca grandes e graves estragos. Assim, este
território „precisa‟ ser um paraíso fiscal, visto que é a única forma de atrair algum
investimento. Se este território não oferecesse taxas reduzidas e outras vantagens fiscais,
provavelmente não teria qualquer tipo de investimento.
Como o território das Bahamas, existem muitos outros territórios que se encontram na
mesma situação.

Posto isso, em termos genéricos, um paraíso fiscal pode ser definido como «um país ou um
território que atribua a pessoas físicas ou colectivas vantagens fiscais susceptíveis de evitar
a tributação no seu país de origem ou de beneficiar de um regime fiscal mais favorável que
o desse país, sobretudo em matéria de imposto sobre o rendimento e sobre as sucessões

Por outras palavras, os ordenamentos fiscais que isentam certos factos que deveriam
normalmente tributar, de harmonia com os princípios gerais comummente aceites, ou

12
tributam a taxa anormalmente baixa, para atrair capitais estrangeiros, são considerados
paraísos fiscais.

Os paraísos fiscais são estruturas abertas (territórios soberanos) com o exclusivo propósito
de oferecer a investidores estrangeiros isenções ou regimes fiscais favoráveis (tributação
nominal) a que em regra associam uma redução ou ausência de regulação administrativa,
bem como confidencialidade e sistemas políticos estáveis. São quatro os elementos
identificativos dos paraísos fiscais: 1) isenção ou redução fiscal aliada ao pagamento de
taxas nominais (ex. licença de instalação), o que significa que inexistindo tributação do
rendimento também não existem acordos para eliminação de dupla tributação; 2)
inexistência de troca de informações (confidencialidade e segredo); 3) falta de
transparência; 4) falta de actividades substantivas, revelando a intenção puramente fiscal
destes regimes jurídicos (alguns exigem instalação de escritórios, o que significa que é
necessário proceder à empregabilidade dos locais ou, como acontece na maioria dos casos,
aos serviços de representação disponibilizados por empresas aí sediadas)

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3. Conclusão
O presente trabalho levou a uma percepção mais profunda acerca da dupla tributação
Internacional.

A dupla tributação Internacional é o resultado da percepção de impostos similares em


dois ou mais Estados, sobre um mesmo contribuinte, pela mesma matéria colectável e
por idêntico período de tempo, esse fenómeno derriva sobretudo pelo facto de nos mais
variados paises existir abordagens diferentes relativamente ao termos residente, dai o
sujeito passivo ser susceptivel a dupla tributação, devendo aos Estados assinarem
conveções de modo a reduzir ou mesmo eliminar a dupla tributação Internacional pois
lesa fortimente aos titulares dos rendimentos e condociona os investimentos.
Outro sim, a dupla tributação pode ser evitada através da OCDE que é uma organização
Internacional que acenta em princios da democracia representativa e da economia de
livre mercado que procura fornecer uma platsforma para comparar politicas
economicas, solucionar problemas comuns e coordenar politicas domésticas e
internacionais.
Portanto, o grupo conclui que deve haver uma mobilização contínua aos Países de
modo a aderirem a OCDE para evitarem esta grande problemática que condiciona as
operações bilaterais entre Países no que concerne a transmissão de rendimentos,
capitais, etc

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Bibliografia
Cardoso, F. P. (2002). Dupla Tributacao Internacional sobre a Renda das Pessoas Juridicas.
Florianopolis: Universidade Federal.

Castro, G. F. (2006). Fiscalidade - . Braga: Dupla Tributacao Internacional.

Macuacua, A. A. (2015). Administracao Tributaria. Maputo: Imprensa Universitaria.

REPUBLICA DE MOCAMBIQUE. Decreto nr. 8/2008 de 16 de Abril de 2008 Alterado por Decreto
nr. 56/2013, d. 2. (s.d.). Maputo: Imprensa Nacional.

REPUBLICA DE MOCAMBIQUE. (s.d.). Decreto nr. 8/2008 de 16 de Abril de 2008 Alterado por
Decreto nr. 56/2013, de 27 de Novembro de 2013 que aprova o Regulamento do
Codigo do Imposto Sobre Rendimento de Pessoas Singulares. Imprensa Nacional.

Xavier. (1997). Dupla Tributacao. Porto: Porto Editora.

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