0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações15 páginas

Ação Civil Pública sobre Concurso ISS Pelotas

Enviado por

sanesccompras8
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações15 páginas

Ação Civil Pública sobre Concurso ISS Pelotas

Enviado por

sanesccompras8
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

rut.í.

,
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) TITULAR DA - VARA DO


TRABALHO DE APARECIDA DE GOIÂNIA - GO

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO -


PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 18 REGIÃO, com sede na
Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100, por seu membro
abaixo assinado, alicerçado nos artigos 3°, inciso IV, 5°, incisos II e XLI, 37, 1, II, V e
IX, 127 e 129, inciso III, todos da Carta Constitucional vigente, c/c o inciso III, do art.
83, art. 84, caput e 6°, inc. VII, alínea "d", da Lei Complementar n° 75, de 20 de maio
de 1993, Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985 e 796 e seguintes do Código de Processo
Civil, vem, à presença de Vossa Excelência, propor a presente

AÇÃO CIVIL PÚBLICA, COM PEDIDO DE


LIMINAR

em face da COMPANHIA MUNICIPAL DE SANEAMENTO DE SENADOR


CANEDO, autarquia municipal, inscrita no CNPJ N. 37.426.889/0001-83, com sede
na Rodovia GO-403, Qd. 22, Lt. 01, Bairro das Indústrias, Senador Canedo - Goiás,
CEP 75250-000; e ANTÔNIO ROCHA GRANADO, brasileiro, estado civil ignorado,
engenheiro civil, diretor-gemi, inscrito no CPF 218.044.001-49, podendo ser
encontrada no endereço acima e que deve integrar a lide na qualidade de
LITISCONSORTE PASSIVO, uma vez que deverá responder pela multa requerida e
pelos danos sociais causados, pelos fundamentos de fato e de direito que passa a aduzir:

Av. 1-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
11
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

1- DOS FATOS

Tendo em vista aue nos autos da Reclamação Trabalhista n.


00478/2006 da 2 Vara do Trabalho de Aparecida de Goiânia, ficou constatada a
admissão de pessoal, sem o necessário concurso público, inclusive, desvirtuado cargos
em comissão como forma de admitir trabalhadores, fora das hipóteses constitucionais
previstas no art. 37, incisos II e V, da Constituição Federal o Ministério Público do
Trabalho instaurou o Inquérito Civil n° 364/2007 em face do Município-réu (cópia
anexa), buscando a moralização do serviço público no que se refere ao cumprimento do
disposto no art. 37, da CF, e a garantia de igualdade de oportunidade a todo o cidadão
trabalhador, ou seja, ingresso no serviço público apenas através do necessário e prévio
LO concurso público, como, aliás, deveria ser, livre de apadrinhamento e respeitados todos
os direitos trabalhistas e garantindo, por outro lado, o direito dos cidadãos-trabalhadores
de ocupar um emprego público(art. 37, incisos 1 e II, da CF).

Constatamos que alguns trabalhadores prestaram concurso público


e são submetidos ao regime jurídico estatutário, e, portanto, a presente ação não diz
respeito a tais trabalhadores, mas apenas àqueles que foram contratados sem o
necessário concurso público e, portanto, não podem ser enquadrados como estatutários.

Diante da forma de contratação realizada pela ré no que se referem


aos profissionais ditos exercentes de cargo em comissão, porém fora das hipóteses do
permissivo do inciso V, do art. 37, da CF, ou seja, chefia, direção e assessoramento, foi
realizada audiência buscando esclarecer as irregularidades, uma vez que, ao examinar
casos envolvendo a ré e seus trabalhadores, o Egrégio TRT da 18' Região tem decidido
pela nulidade do contrato de trabalho e deferido apenas o direito ao saldo de salários e
ao FGTS, conforme Enunciado n. 363 do C. TST.

Dentre os cargos em comissão, desvirtuados, há os seguintes:


Assessor operacional, vigia, artífice, assessor comercial, assessor administrativo, chefe
de unidade, chefe de gabinete, chefe de núcleo e chefe de setor; e das contratações
temporárias fora das hipóteses de inciso IX do art. 37, da CF, também desvirtuadas há
contratação de: auxiliar administrativo, vigia, auxiliar de serviços gerais e motoristas, ou
seja, todas funções de carreira e que devem ser preenchidas mediante concurso público.

Designada audiência para o dia 18.05.2007, compareceram as


advogadas do Município, informando que a autarquia não possui Assessor Jurídico,
porém, não souberam prestar os necessários esclarecimentos sobre os trabalhadores
irregulares, pelo que foi renovada a Requisição dos documentos anteriormente
solicitados.

Em 15 de junho de 2007, a ré apresentou a documentação


requisitada, inclusive a relação dos trabalhadores irregularmente contratados para ca

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

em comissão desvirtuados (descumprimento do inciso V, do art. 37) e como temporários


fora das hipóteses do inciso IX, do art. 37, da CF.

Foi designada nova audiência para o dia 24.08.2007, porém, o


representante legal da ré não compareceu nem apresentou justifica.

Designamos outra audiência para o dia 28.09.2007 (fis. 78/79 do


IC), onde compareceu o 2° réu, representando 010 réu, e informou que estaria buscando
adotar medidas para revolver as irregularidades apontadas por este MPT, inclusive
"reconhecendo que há necessidade de adequação do seu quadro de pessoal aos termos
do art. 37, II, da CF; quanto aos trabalhadores que exercem cargo em comissão que
estão em desacordo com o dispositivo citado, reconhece que há necessidade de
adequação; esclarece que os serviços da Cia vêm crescendo bastante porém a
legislação não acompanhou a necessidade; que o mesmo se aplica em relação aos
trabalhadores temporariamente; (.)"

Esclareceu, ainda, o 2° réu que estaria discutindo com o Ministério


Público Estadual a contratação da Fundação Aroeira para a realização do concurso
público, solicitando a suspensão do procedimento a fim de que pudesse discutir o prazo
para promover o certame, pelo que o procedimento esteve suspenso pelo prazo de 45
dias, ficando, desde logo, acertada nova audiência para o dia 23.11.2007.

Na audiência do dia 23.11.2007 o representante do 10 réu deixou de


compareceu e não apresentou justificativa.

Foi designada mais uma audiência para o dia 22.02.2008, porém


nessa audiência os réus informaram que o MPE não aceitou a contratação da Fundação
Aroeira e que viam dificuldades em firmar Termo de Compromisso em um ano
eleitoral, ao que o este Membro propôs que o concurso fosse realizado até 28.02.2009,
após o período eleitoral, tendo os réus solicitado prazo para consultar o Procurador-
Geral do Município (fis. 85/86).

Decorrido o prazo, os réus apresentaram petição com alegações


referente à proibição eleitoral e pretendendo que o prazo para realizar concurso público
fosse elastecido para o 28.06.2010, com o que, evidentemente, não concordamos, uma
vez que demonstra o interesse de manter no serviço público as pessoas protegidas e,
portanto, não cumprir a Constituição Federal (art. 37, H, CF).

Não tendo sido possível firmar termo de compromisso com o


investigado, não restou ao MPT outra alternativa senão o ajuizamento da presente ação.

4
Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link]&[Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

i - DA NATUREZA DA LESÃO, DO DANO SOCIAL E DO CABIMENTO


DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA

A Constituição Federal é bastante clara no que se refere à


obrigatoriedade de realização de concurso público para a admissão de pessoal, seja para
cargo ou emprego público (art. 37, inciso II), estando a Companhia de Saneamento e o
seu Diretor-Geral alertados da ilegalidade na admissão de pessoal, inclusive sobre as
decisões adotadas pelo Egrégio TRT da 18' Região, sobre a ilegalidade de admissão de
pessoal para cargo em comissão fora das hipóteses de chefia, direção e assessoramento,
ou ainda, de contratação temporária fora das hipóteses do inciso IX, do art. 37, da CF,
não havendo, portanto, que se falar em boa fé a partir desse momento.

É fato, também, que a admissão de pessoal, sem o necessário


concurso público, constitui ato de improbidade administrativa nos precisos termos do
art. 11, inciso V, da Lei n. 8.429/92 e que a ninguém é dado desconhecer a lei.

Depreende-se dos fatos acima narrados, típica hipótese de lesão a


interesse coletivo da sociedade que busca o cumprimento da Constituição Federal, a
garantia da cidadania e do respeito ao trabalhador, que deve ser tratado de forma
igualitária, além de direito individual homogêneo e indisponível do futuro trabalhador
(como ainda poderá houve a contratação de novos candidatos podemos considerar o
interesse difuso de todos os potenciais candidatos). Assim, na pior das hipóteses,
teríamos um direito individual homogêneo indisponível que, segundo dicção do inciso
Ill do parágrafo único do art. 81 da Lei n.° 8.078/90, são aqueles decorrentes de origem
comum.

Para o ilustre colega do Ministério Público do Trabalho, Carlos


Henrique Bezerra Leite (atualmente Juiz do TRT da 17 Região): ".. . os
interesses individuais homogêneos nada mais são do que um
feixe de interesses individuais de origem comum, cujos
titulares são perfeitamente identificáveis sem maior
esforço. Apenas por questão de política judiciária, no afã
de atender às novas demandas e necessidades da sociedade
moderna e, sobretudo, visando facilitar o acesso à Justiça
e à uniformização das decisões judiciais nos conflitos de
massa produzidos em larga escala pela própria sociedade, o
legislador permite a defesa coletiva desta categoria de
interesses ou direitos". 1

No caso em apreço, os potenciais candidatos aos EMPREGOS


PUBLICOS, foram lesados, a partir do momento em que não houve a publicação de um

'Leite, Carlos Henrique Bezerra. Ministério Público do Trabalho: doutrina, jurisprudência e prática -
Paulo: LTr, 1998, p.109.
4

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18* Região

Edital de Concurso Público, para que todos concorressem, em igualdade de condições,


sem favorecimento, com os prazos normais e as garantias aos trabalhadores que
poderiam, após o período probatório, serem efetivados, no caso de Cargos Públicos, ou
mesmo obterem os beneficios da legislação trabalhista, no caso de serem contratados
para EMPREGO PÚBLICO, como férias, 13° salários, FGTS, INSS, período de tempo
contado para aposentadoria, licenças previstas na lei previdenciária, adicional por tempo
de serviço, dentre outras garantias, preferindo o Município-réu oferecer um emprego
precário, ou nomear pessoas para cargo em comissão fora das hipóteses do art. 37, V,
da CF, o que permite sejam beneficiados e apadrinhados alguns, em prejuízo de muitos.

O procedimento dos réus nega o livre acesso aos empregos


públicos, mediante concurso público, a todos os cidadãos e cidadãs trabalhadores, cujo
direito deve ser protegido pela Justiça do Trabalho, quando a contratação temporária,
independentemente do excepcional interesse público, que no caso sequer está presente,
deve ser regida pela CLT e o pior, como há o desvirtuamento do instituto (contrato
temporário de excepcional interesse público), certamente que há prejuízo aos
trabalhadores, uma vez que a Justiça do Trabalho ao examinar as eventuais reclamações
trabalhistas, fatalmente declarará nulos os respectivos contratos de trabalho, à vista do
Enunciado n. 363 do C. TST, pelo que necessário prevenir o dano à classe trabalhadora
que, no final das contas, será a única que arcará com tais prejuízos, pois a despeito da
existência da norma prevista no art. 11, inciso V, da Lei n. 8.429/92 que constitui ato de
improbidade administrativa o desvirtuamento ou a ausência de licitude de concurso
público, praticada por administradores públicos, não temos conhecimento de qualquer
administrador público punido nos termos do referida norma, restando prejudicada, no
final das contas, apenas a classe trabalhadora.

Esta é, portanto, a grande oportunidade de moralização do serviço


público que se nos apresenta, pois muito temos lutado para implantar a cultura do
concurso público. Entretanto, as conveniências políticas, o elientelismo, os interesses
em manter os apadrinhamentos, dentre outros valores mais mesquinhos, fazem com que
os administradores públicos permaneçam tentando burlar a norma do art. 37, inciso II,
da Constituição Federal.

Assim, para que seja coibida a contratação irregular de pessoal,


que somente deve ser admitido mediante prévio e regular concurso público, toma-se
necessária a concessão de liminar no sentido de proibir novas contratações pois, do
contrário, o pessoal continuará sendo selecionado e admitido irregularmente no serviço
público, vindo, no futuro, o próprio Município contratante, réu na presente ação, argüir
a nulidade contratual nos termos do Enunciado n. 363 do C. TST, como de ordinário
acontece. Há, portanto, a necessidade de coibir de uma vez por todas tal tipo de
procedimento irregular e que fere os princípios previstos no art. 37 da Constituição
Federal.
4
Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: gera1([Link]
ol
/

Á@
IG
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18* Região

Com tal atitude a Companhia Municipal de Saneamento de


Senador Canedo, por seu dirigente, vem causando um grande dano à sociedade que
deixa de ter o livre direito de correr aos CARGOS OU EMPREGO PÚBLICOS, à
classe trabalhadora que deixa de receber os seus direitos trabalhistas
constitucionalmente garantidos, bem como de contar o tempo de serviço trabalhado para
fins de aposentadoria, e pior ainda, contribui para o aumento do rombo da previdência
social que deixa de obter as necessárias contribuições, além de ter de garantir a
assistência social para amparar os trabalhadores que não contribuíram durante a relação
de emprego, na época da velhice, pois não haverá direito à aposentadoria, o que se
traduz num grande dano aos cofres públicos, o que é passível de reparação, consoante
pedido final de condenação em dano social (dano moral coletivo).

A questão do dano social ou dano moral coletivo, causado pelo


Administrador Público na admissão de pessoal, é relativamente nova no nosso direito e,
apesar de sua razoabilidade, vem encontrando certa resistência por parte de alguns
aplicadores do direito. Porém, de forma mais avançada, outros vem deferido o pleito,
como entendeu o Egrégio TRT da iøa Região, in verbis:

"DANO MORAL COLETIVO. FRAUDE A PRECEITO


CONSTITUCIONAL E À LEGISLAÇÃO TRABALHISTA.
CONFIGURAÇÃO. A concepção segundo a qual o dano moral
somente se produz pela conjugação do binômio formado pela
afetação psicossocial do indivíduo aliada ao prejuízo material que
daí decorre, hodiernamente, encontra respeitáveis adversários
traduzidos na jurisprudência e na doutrina. Não é apenas nas
situações de violação a direitos exclusivamente ligados à
dignidade da pessoal humana que se caracteriza o dano moral
coletivo. Também resta configurado tal lesão - ouso dizer que
mesmo como maior intensidade - nos casos de completo
desrespeito e inobservância dos ditames do ordenamento jurídico,
solene e reiteradamente ignorado, no caso em análise, pela ofensa
a dispositivos constitucionais e infraconstitucionais de natureza
cogente, perpetrada pela fraude na qual participou a própria
Administração Pública, à qual incumbe, com maior vinculação, a
defesa da ordem constitucional e legal - impondo-se a punição
rigorosa da conduta, inclusive com efeito de coibir a sua repetição.
Recursos conhecidos para, rejeitando-se as preliminares, negar
provimento ao apelo da segunda reclamada e à remessa oficial e
dar provimento ao recurso adesivo do autor. (I'RT/10-RO-
0145.2003.8001.10.00.9; Ac. 2" T.; Rel. Juiz Brasiino Santos
Ramos, DiU 18.03.2004)

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
/

Ministério Público da União


MINISTÉRIO PUBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

"DANO MORAL COLETIVO PREVISÃO LEGAL. Na forma do


disposto no art. ]'da Lei 7.347/1985 regem-se pela LA CP as ações
de responsabilidade por danos morais causados a qualquer
interesse difuso ou coletivo. (TRT/10-RO-0395.2003.[Link];
AC. Ia T.; Rei Juíza Elke Dons Just, DJU 07.05.2004)

Aliás, esta também é a posição desse Egrégio Tribunal Regional do


Trabalho da 18' Região, conforme ficou patente nos autos da Ação Civil Pública n.
00684.2005.[Link], onde figura como réu o Município de Anicuns e o seu
Prefeito, publicado no DJE n° 14.772, Seção 2, págs. 80,82 de 6/06/2006. (33 feira). Para
ilustração transcreve-se a parte do acórdão em questão, in verbis:

"Postula o recorrente a condenação do Município ao pagamento


de indenização por dano moral coletivo/dano social, em razão da
contratação de 47 profissionais sem concurso público, de forma
fraudulenta, a ser fixada no valor de R$5.000,00 por trabalhador,
totalizando R$235.000,00, importância a ser revertida ao FAT -
Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Configura-se o dano moral quando ele atinge a determinado


grupo de pessoas ou até mesmo toda a sociedade, causando
sentimentos de repúdio, insatisfação, vergonha, etc. Á finalidade
da indenização é compensar a coletividade pelo dano sofrido,
possuindo também natureza pedagógica, ou seja, visa coibir as
práticas lesivas aos trabalhadores e à sociedade.

Considerando a gravidade do ato lesivo, a repercussão social e a


situação econômica do ofensor, tenho por razoável a fixação do
valor da indenização em R$50.000,00, a ser revertida ao FAT -
Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Logo, dou parcial provimento ao recurso."

A decisão acima não é wn fato isolado podendo ser visto no mesmo


sentido acórdãos nos autos das seguintes ações civis públicas: 00953/2005 (33
VT/Anápolis), 00299/2006 (VT/Ceres), 00211/2006 (33 VT/Anápolis), dentre outras.

Destarte, inequívoca é a adequação da Ação Civil Pública para


coibir a prática de admissão sem o necessário concurso público, além de se buscar a
reparação dos danos causados pelos réus aos trabalhadores que buscam ingressar
licitamente na administração pública e garantia do respeito à ordem jurídica e ao regime
democrático e de livre acesso aos cargos e empregos públicos a todos aqueles que
7

Av. T.63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PUBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18* Região

preencham os requisitos legais (art. 3, caput, e incisos 1 e II, da CF), sem qualquer
discriminação de raça, cor, idade, estado civil ou qualquer outra (art. 5°, incisos II e
XLI, da CF).

III - DO DIREITO E DO CHAMAMENTO DO


ADMINISTRADOR PÚBLICO COMO LITISCONSORTE

Além da questão do dano que foi e está sendo causado à classe


trabalhadora, à sociedade e aos cofres públicos, já tratados no item anterior, no que se
refere à obrigação de realização de concurso público, o direito dos candidatos-
trabalhadores aparece de forma translúcida, uma vez que não poderiam os réus deixar de
publicar Edital do Concurso Público, para preenchimento de EMPREGOS PUBLICOS
(ou mesmo de cargos públicos), sendo a admissão para cargo em comissão desvirtuado
ou a contratação temporária, inconstitucional, ilegal e imoral, ferindo os mais
comezinhos princípios da administração pública e tratando de forma discriminatória o
trabalhador que não teve um padrinho político para lhe garantir o ingresso na
administração pública, além de buscar a contratação irregular sem o necessário e prévio
concurso público.

É evidente que os trabalhadores em questão não integram o regime


jurídico estatutário, pois não submetidos a concurso público e estão fora das hipóteses
dos permissivos constitucionais (incisos V e IX,da CF), porém presentes os
pressupostos para reconhecimento dos respectivos vínculos empregatícios (art. 30 da
CLT), porém os contratos de trabalho são nulos de pleno direito e não devem gerar
efeitos, além do pagamento dos salários dos dias efetivamente trabalhados e ao FGTS,
conforme prevista na Súmula n. 363, do C. TST.

Diante das irregularidades cometidas pelos réus ao deixarem de


publicar Edital de Concurso Público regular para preenchimento dos EMPREGOS
PUBLICOS ou mesmo de CARGOS PUBLICOS, permanentes, forjando uma
impossibilidade inexistente, temos que violado o disposto no art. 37, caput, e incisos 1 e
II da CF, pois se busca, a qualquer custo, manter no serviço público apenas aliados
políticos, parentes e apadrinhados de forma a não permitir a licitude de um concurso
público para ingresso no serviço público como deveria, de ordinário, acontecer,
concurso esse aberto a todos os brasileiros (e estrangeiros que preencham os requisitos
legais), obedecidos os prazos previstos para os certames públicos.

Com efeito, tendo em vista o número de cidadãos-trabalhadores


potencialmente lesionados pelos réus, a natureza indisponível do direito e a dificuldade
de acesso do trabalhador-candidato em potencial de, isoladamente, vindicar seus direitos
sociais, mormente diante da postura ilegal do administrador público, que busca com
todas as suas forças manter a ilicitude que sempre reinou nessa matéria, é que a ação
civil pública se revela como meio mais moderno de acesso à Justiça e apto à satisfaç

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230400. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

da presente pretensão jurídica, cuja eficácia será mantida diante do deferimento da


liminar para SUSPENDER A EFICÁCIA da contratação pela administração pública,
declarando, pois, nos termos do § 2° art. 37, a nulidade das respectivas admissões no
serviço público, além de vedar a continuidade de malsinada prática, devendo, os futuros
profissionais serem admitidos apenas mediante prévio concurso público, ressalvados
apenas as questões excepcionais, o que não é o caso presente, sob pena de multa diária e
indenização ao erário público pelo dano causado.

Evidentemente que a contratação para cargos em comissão fora das


hipóteses do art. 37, V, da CF e contratações temporárias, fora das causas previstas no
inciso IX da mesma norma, não obedecem aos princípios da legalidade, da publicidade,
da moralidade e da impessoalidade, previstos no caput do art. 37, da CF, tendo por
finalidade dar aparência de legalidade e, portanto, beneficiar trabalhadores
irregularmente contratados pela Companhia Municipal de Saneamento de Senador
Canedo, o que fere de morte o princípio da isonomia previsto no art. 50, caput, da
Constituição Federal. Vejamos o que diz o saudoso mestre Hely Lopes Meirelies, em
sua Obra Direito Administrativo Brasileiro, RT, 14 Edição, São Paulo, 1989, pp. 374/5,
in verbis:

"O concurso é o meio técnico posto à disposição da Administração


pública para obter-se moralidade, eficiência e aperfeiçoamento do
serviço público e, ao mesmo tempo, propiciar igual oportunidade a
todos os interessados que atendam aos requisitos da 1e4 consoante
determina o art. 37, II, da Constituição da República. Pelo concurso se
afastam pois, os ineptos e os apaniguados, que costumam abarrotar as
repartições num espetáculo degradante de protecionismo e falta de
escrúpulo de políticos que se alçam e se mantêm no poder, leiloando
empregos públicos.

(..)

Desde que o concurso visa a selecionar os candidatos mais capazes, é


inadmissível e tem sido julgado inconstitucional, a concessão inicial de
vantagens e privilégios a determinadas pessoas ou categorias de
funcionários, porque isto cria desigualdade entre os concorrentes. A
única exceção possível é a constitucionalmente prevista no art. 37, IV,
para os concursados remanescentes de concurso anterior, ainda não
esgotado seu prazo de validade ".

Veja que tal ensinamento se encaixa perfeitamente na questão


tratada nestes autos, no que diz respeito à contratação de profissionais de carreira e que
prestam serviço permanente, trabalhando de forma subordinada, cumprindo horário e
prestando contas à administração pública, sem, porém, ter se submetido concurso
público de provas ou de provas e títulos, presentes os pressupostos do art. 3° da CLT

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia—Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: geral@[Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
2
Procuradoria Regional do Trabalho da isa Região

art. 9° do mesmo diploma legal, porém nulo de pleno direito nos termos do § 2° do art.
37,daCF.

Há de ser ressaltado que a atitude do réu causou um dano social


que merece ser reparado, uma vez que aquele que, por ação ou omissão, causa dano fica
obrigado a repará-lo. Quantos trabalhadores investiram na sua educação acreditando que
o nosso País é regido pelo estado de direito e não pôde aproveitar o seu investimento,
uma vez que os cargos e empregos públicos são exercidos não pelos aprovados em
concurso público, mas pelos que são escolhidos pelo Prefeito do Município ou pelo
Diretor-Geral da Companhia?

É de se levar em conta que o administrador público exerce um


mandato e como mandatário estaria obrigado a cumprir as leis e a Constituição Federal,
notadamente no que se referem aos princípios básicos que regem a Administração
Pública (art. 37, caput), sob pena de desvio de finalidade e, portanto, extrapolar o
mandato que lhe foi outorgado.

Ora, se o mandatário, seja ele particular (administrador,


procurador da parte) ou público, extrapolar os termos do mandato, certamente que deve
responder pelo seu excesso, pois o outorgante somente responde até o limite do mandato
conferido.

No caso do administrador público, o cidadão ao votar no Prefeito


Municipal que nomeou o 2° réu, outorga-lhe um mandato para que possa gerir a coisa
pública em seu lugar, uma vez que a democracia representativa assim o exige, sendo
esperado que o administrador cumpra a legislação e aja em prol do bem comum. Mas,
em não agindo assim, deve o povo ser castigado? Certamente que não. Quem deve
responder é administrador público que causou o dano.

O Direito tem evoluído de maneira a que os administradores


passaram a responder pelos excessos cometidos no exercício do mandato, não cabendo
mais a figura da irresponsabilidade do Rei. Veja que na administração privada já vige o
princípio da desconsideração da personalidade jurídica da pessoa do administrador
quando há má gestão, o que também se aplica ao administrador público.

Na Administração Pública a teoria da desconsideração da


personalidade jurídica deve ser aplicada sempre que o administrador público se desviar
do seu mandato, ou seja, quando houver o desvio de finalidade, conforme já previsto
na Lei de Responsabilidade Fiscal (LC-10I/2000) e na Lei n. 8.429/1992 e na Lei n.
11.107/2005, dentre outras.

lo
Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

IV - DOS PEDIDOS

A) Do Pedido Liminar

Fumus boni juris. O material probatório acostado aos autos


demonstra claramente a violação do artigo 37, inciso II, da Constituição da República, e
evidencia que os réus têm adotado posturas que violam o direito constitucional de livre
acesso aos empregos públicos pela via única do concurso, privilegiando, contrario
sensu, um grupo de pessoas que buscou "admitir", ou nomear sem concurso público
para falsos cargos em comissão ou contratação temporária fora das hipóteses legais.
Periculwn in mora. A conduta do Município, subvertendo a
legalidade e a isonomia que devem lastrear os atos da Administração Pública, impõe a
adoção de imediata medida judicial, para afastar o risco de continuidade das
contratações irregulares porque remanesce o perigo de utilização do expediente de não
mais admitir pessoal mediante prévio certame público.

Permitir a continuidade das contratações sem concurso público


implica lesão aos direitos de um número cada vez maior de cidadãos que almejam um
emprego público, mormente nos tempos de hoje, em que o desemprego atinge índices
alarmantes. E, ainda, desacreditar a administração pública frente aos cidadãos e jovens
que buscam lograr os cargos ou empregos públicos com os seus próprios esforços,
investindo em educação e em qualificação pessoal e profissional.

Assim, requer o Ministério Público do Trabalho, com


fundamento no artigo 12, da Lei n. 7.347/85, após ouvido o representante do primeiro
réu, no prazo de 72 (setenta e duas) horas, a concessão de medida liminar, para:

1) determinar que a Companhia Municipal de Saneamento de Senador


Canedo, até o trânsito em julgado desta ação, abstenha-se de
contratar novos trabalhadores sem prévia aprovação em
concurso público, ressalvadas, as hipóteses previstas no incisos V e
IX do artigo 37 da Constituição da República, sob pena de
responsabilidade;
2) determinar, como obrigação de não fazer, que a Companhia
Municipal de Saneamento de Senador Canedo se abstenha de
contratar qualquer trabalhador, sem o necessário concurso público,
ressalvados apenas os cargos em comissão nos precisos termos do art..
37, inciso V, da CF e as contratações temporárias nos termos do
inciso IX do mesmo artigo (vedada tal contratação para as funções
permanentes), obedecidos os princípios que regem a administração
pública (art. 37, capu!, da CF);

11

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia -Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] [Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18' Região

3) seja fixada multa diária de R$ 1.000,00 (um mil reais), para cada
item descumprido da medida, revertida ao FAT - Fundo de Amparo
ao Trabalhador, a ser suportada pelo Diretor-Geral (2° réu) e pela a
Companhia Municipal de Saneamento de Senador Canedo de forma
solidária.

Em face da gravidade dos fatos e da urgência em coibir a


continuidade da prática adotada na admissão de pessoal, requer-se que a intimação da
liminar seja feita pessoalmente ao Diretor-Geral da Companhia Municipal de
Saneamento de Senador Canedo, uma vez que este deve integrar a lide na qualidade de
litisconsorte passivo.

B) -Do Pedido Definitivo

Ante o exposto, o Ministério Público do Trabalho formula os


seguintes pedidos:

1) reconhecimento do vínculo empregatício, uma vez que


presentes os pressupostos do art. 3° c/c art. 9° da CLT, porém
diante da norma do art. 37, § 20, da CF, declaração de nulidade
de todas as contratações dos profissionais admitidos para cargo
em comissão que não seja de chefia, direção e assessoramento
superior (inciso V, art. 37, da CF) assim como as contratações
temporárias que não dizem respeito à necessidade temporária
de excepcional interesse público, pois não há calamidade
pública ou qualquer razão para a contratação temporária (não
atendido, portanto, o inciso IX, do art. 37, da CF),
reconhecendo nos termos da Súmula n. 363 o direito aos
salários dos dias efetivamente trabalhadores e os depósitos do
FGTS do período de admissão, conforme se provar em regular
liquidação de sentença a ser promovida, nesse caso, pelos
beneficiários;
2) condenação dos réus nas seguintes obrigações:

OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER.

a) abster-se de proceder admissão de pessoal para cargo em


comissão, fora das hipóteses de chefia, direção e assessoramento superior ou
contratação temporária, sob a modalidade de excepcional interesse público para as
atividades permanentes da Companhia Municipal de Saneamento de Senador Canedo,
podendo realizar as contratação temporária apenas nas questões de endemias
calamidade pública que se aplicar à autarquia municipal;
12

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia - Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
Ministério Público da União
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da 18 Região

OBRIGAÇÕES DE FAZER

b) afastar, no prazo de 06 (seis) meses, todos profissionais


"comissionados" (fora das hipóteses do art. 37, V, da CF) ou contratados sem concurso
público, como temporários (fora das hipóteses do art. 37, LX, da CF), somente voltando
a contratar pessoal subordinado, em cumprimento ao art. 37, inciso II, mediante prévio
concurso público;
OBRIGAÇÃO DE DAR (PAGAR QUANTIA CERTA)

c) condenação em dano moral coletivo (dano social) em razão da


contratação de diversos profissionais, sem concurso público, em detrimento de outras
pessoas preparadas, mediante a forma fraudulenta de contratação temporárias, para
atividades permanentes e/ou cargo em comissão desvirtuado, conforme relação
constante dos autos, no valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta), valor esse reversível ao FAT
- Fundo de Amparo ao Trabalhador, e a ser suportado pessoalmente pelo Diretor-Geral
(2° réu) que extrapolou o seu mandato agindo com desvio de finalidade, ou,
alternativamente, de forma solidária com a Companhia Municipal de Saneamento de
Senador Canedo;

3) a cominação de multa diária de R$ 1.000,00 (hum mil reais),


reversível ao FAT, por trabalhador contratado após esta data ou mantido no serviço
público irregularmente, ou seja, sem submissão a prévio concurso público, no caso de
descumprimento das obrigações de fazer e não fazer relacionadas nas alíneas do item 2
retro, a ser suportada pelo administrador público (Diretor-Geral da Companhia
Municipal de Saneamento de Senador Canedo - Sr. ANTONIO ROCHA GRANADO
ou quem vier a substitui-lo), uma vez que, se suportada pelo erário público, quem
realmente pagará a multa é o contribuinte, notadamente, o trabalhador-candidato já
lesado e vítima da ilicitude que se busca neutralizar com a presente ação;
4) inteira procedência dos pedidos formulados na presente ação,
com a condenação dos réus ao pagamento das despesas processuais;

VII — DOS REQUERIMENTOS

O Ministério Público do Trabalho formula os seguintes


requerimentos:

1) a citação dos réus, para, querendo, apresentarem defesa, sob


pena de revelia e confissão, prosseguindo o feito até decisão final;
2) a intimação pessoal Ministério Público do Trabalho de todos
os atos do processo com a remessa dos autos, com vista, à Procuradoria Regional do
Trabalho da 18* Região, de conformidade com o disposto nos arts. 18, II, "h", e 84, IV,
da Lei Complementar n. 75/93;

13

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia—Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
/

Ministério Público da União


MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Procuradoria Regional do Trabalho da isa Região

3) a produçãj de todas as provas em direito admitidas,


especialmente os documentos que acompanham esta peça, o depoimento pessoal dos
prepostos dos réus, sob pena de confissão, que fica requerido desde já.

Atribui-se à causa o valor de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais)


para efeitos fiscais.
Pede Deferimento.

maio de 2008.

irador do
PRT 188

14

Av. T-63 n. 984, Setor Bueno, Goiânia— Goiás. CEP 74.230-100. Telefax: (62) 3275-2700
[Link] - e-mail: [Link]
J ,.

• • •.•.•••: •. --

Ministério Público do Trabalho


PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO 18a REGIA.

Procuradoria Regional do Trabalho da 18a Região


PROCESSO Inquérito Civil (IC) N° 364 12007
Origem Aparecida de Goiânia, 2 Vara do Trabalho

N°. na Origem Ofício n° 449/07.

Localidade Senador Canedo / GO

Procurador(a) Alpiniano do Prado Lopes


Terna/Subtema Admissão Sem Concurso Público - Comissionados

Denunciante MPT / PRT da 182 Região

Denunciado COMPANHIA MUNICIPAL DE SANEAMENTO DE SENADOR CANEDO

4Ç t5

4 t• '

1
Iná

• •.

- ,...-..,
• . . É. ÉÉ... . 1.
.':t;

Você também pode gostar