ÍNDICE
INTRODUÇÃO.............................................................................................................. 1
CONCEITO DE ESTEREÓTIPO................................................................................2
Estereótipos sexuais.................................................................................................... 2
Estereótipos sexuais e o trabalho.............................................................................3
CONCLUSÃO................................................................................................................5
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................6
INTRODUÇÃO
Os estereótipos são impressões, pré-conceitos e “rótulos” criados de
maneira generalizada e simplificada pelo senso comum. Falar sobre
sexualidade e estereótipos requer uma postura cuidadosa para ser possível
debater um dos comportamentos mais intrínsecos dos seres humanos e
também o mais visto como tabu. Apesar dos impulsos sexuais dominarem a
vida de uma pessoa, muitas das suas nuances sequer são comentadas ou
mesmo compreendidas.
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CONCEITO DE ESTEREÓTIPO
O Estereótipo é um conceito, ideia ou modelo de imagem atribuída às
pessoas ou grupos sociais, muitas vezes de maneira preconceituosa e sem
fundamentação teórica.
Estereótipos sexuais
Estereótipos sexuais são formados em um contexto cultural que
estabelece padrões do masculino e do feminino por meio de processos
educacionais, inclusive no meio familiar; dizem respeito a padrões rígidos de
gênero, entendido aqui como uma construção social que ocorre, em diferentes
culturas e momentos históricos, sobre as características estabelecidas para
homens e mulheres em função do sexo a que pertencem (Mead, 1969;
Whitaker, 1995, Nolasco, 1993; Maia, 2005). Para Pereira (2002, p. 52), o uso
do termo estereótipo refere-se à imagem social sobre indivíduos que
pertençam a um grupo de modo generalizado; seriam “elementos inerentes à
própria sociedade, amplamente compartilhados pelas pessoas que convivem
no interior de uma mesma cultura”, e essas crenças, além de compartilhadas,
se riam transmitidas e reforçadas pela educação
Zenhas (2007) diz que estereótipos sexuais ou de gênero referem-se a
um conjunto de crenças estruturadas acerca dos comportamentos e característi
cas sexuais adquiridos ao longo do processo de socialização realizado por
agentes, como a família e a escola, que transmitem valores e convicções por
meio dos estereótipos. Do mesmo modo, Souza (2006) salienta que a socie
dade acaba reforçando o processo de educação sexista estabelecendo con
cepções que são vistas como “naturais”, e existe toda uma estrutura na qual a
família, a religião, a escola e os meios de comunicação estão envolvidos,
determinando ações e conceitos que atuam como “verdades absolutas” e que
reproduzem esses estereótipos, construídos socialmente.
Estereótipos sexuais e o trabalho
A discriminação baseada no sexo tem origem nos valores, crenças e
estereótipos que são firmemente enraizados nas mentalidades e nos
comportamentos das pessoas a respeito de quais são os papéis masculinos e
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femininos na sociedade. A criação e reprodução de estereótipos dependem da
atribuição de certas características para cada sexo, que determinam os
comportamentos esperados e atribuem atitudes “corretas” ou “equivocadas”, de
acordo com o sexo de cada pessoa. Estereótipos são barreiras para as
escolhas individuais, tanto para homens quanto para mulheres. Eles
contribuem para a manutenção das desigualdades e influenciam a escolha de
carreiras profissionais e ocupações, bem como a maior ou menor participação
nas atividades domésticas e de cuidado e a presença em postos de decisão.
Estereótipos podem também afetar o valor que cada pessoa atribui ao seu
trabalho. (1)
No Estado de Direito, a discriminação baseada no sexo ocorre quando
esses estereótipos prevalecem sobre o sistema jurídico ou são aplicados em
detrimento deste.
No que diz respeito ao emprego, é fundamental abordar o tema da
divisão sexual do trabalho: “que significa a distribuição social de tarefas, de
acordo com o sexo da pessoa”.
A divisão do trabalho, no contexto do trabalho remunerado, produz como
resultado a divisão de homens e mulheres (ou membros de diferentes grupos
raciais, étnicos ou religiosos) em diferentes papéis e tarefas ocupacionais,
criando duas (ou mais) forças de trabalho separadas. É comum distinguir a
segregação vertical do trabalho baseada no sexo – na qual os homens estão
concentrados nos postos mais altos e cargos melhor remunerados – da
segregação horizontal do trabalho, na qual homens e mulheres (ou diferentes
grupos raciais e étnicos) trabalham em determinadas ocupações e empregos.
Segregação não significa discriminação em termos jurídicos. No entanto,
é essencial tomar como ponto de partida a existência desta segregação como
um fator sociológico e cultural, pois ela mostra a forte influência que os
estereótipos sexistas têm sobre as mentalidades do mundo dos negócios e
entre trabalhadores e trabalhadoras. Devido a estas crenças, por exemplo,
há muito mais homens do que mulheres no mundo dos negócios e do auto-
emprego.
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A natureza profundamente enraizada desses preconceitos também
explicaria porque há uma persistente resistência no mundo dos negócios a
aceitar que as mulheres ocupem certas posições, a relutância em promover
mulheres a postos de gerência, a dificuldade em se permitir que homens
trabalhem por jornadas mais curtas ou tirem uma licença parental e explicaria
também, em grande medida, a diferença salarial entre homens e mulheres,
baseada na desvalorização do trabalho realizado pelas mulheres. Em outras
palavras, essas práticas e condições se encaixam no escopo da definição de
discriminação. O direito de não ser discriminado nada mais é do que o direito
de ser tratado/a de acordo com seus próprios méritos e capacidades, e de não
sofrer preconceito em razão das características que os estereótipos impõem a
um sexo, grupo ou comunidade.
De acordo com a Convenção da OIT sobre Discriminação no Emprego e
na Ocupação e sua Recomendação, todas as pessoas devem gozar de
igualdade de oportunidades e tratamento, sem discriminação, em matéria de:
acesso à orientação vocacional e serviços de colocação profissional;
acesso à formação e ao emprego de sua própria escolha, com base na
aptidão individual para tal formação ou emprego
promoção de acordo com as suas características individuais,
experiência, habilidade e dedicação;
segurança no desempenho de suas atividades no emprego
remuneração igual por trabalho de igual valor;
condições de trabalho, incluindo horas de trabalho, períodos de
descanso, férias anuais remuneradas, medidas de segurança e saúde
no trabalho, bem como medidas de proteção social e bem-estar.
Esta unidade oferece uma série de ferramentas de análise para detectar,
dentro de uma empresa específica, qualquer prática discriminatória que
contribua para perpetuar a segregação ocupacional de um determinado sexo
ou grupo, bem como outras práticas que não necessariamente constituam
discriminação, mas que merecem ser analisadas e combatidas pelos órgãos
responsáveis pela inspeção do trabalho.
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CONCLUSÃO
Os estereótipos são reproduzidos pelas culturas e veiculados em
diversos meios, tal qual a televisão, internet, e muitas vezes são representados
em programas humorísticos. Geralmente, utilizamos os estereótipos de
maneira inconsciente, já que são conceitos relacionados com a história,
geografia, culturas e crenças de diversas sociedades. Embora os estereótipos
podem apresentar apreciações positivas ou negativas, quase sempre ele
carrega aspectos negativos.
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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Carmen Lúcia de Melo Barroso, Estudos de predição do comportamento
acadêmico: II - Faculdades de Medicina, Cadernos de Pesquisa: n. 5 (1972)
Carmen Lúcia de Melo Barroso, Avaliação de um programa de informação
escolar e profissional, Cadernos de Pesquisa: n. 11 (1974)
Carmen Lúcia de Melo Barroso, L'education sexuelle á l'école , Cadernos de
Pesquisa: n. 23 (1977)