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Índice
Introdução....................................................................................................................................3
Objectivos....................................................................................................................................6
Objectivos Gerais.........................................................................................................................6
Objectivos Específicos..................................................................................................................6
Fundamentação...........................................................................................................................7
Materiais......................................................................................................................................8
Procedimentos.............................................................................................................................9
Resultados....................................................................................................................................9
Discussão....................................................................................................................................10
Conclusão...................................................................................................................................11
Referências bibliográficas...........................................................................................................12
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Introdução
Segundo Silva, Mesquita, Gramaxo, Santos, Baldaia e Félix (2008), na hierarquia de
organização da vida, a célula ocupa um lugar particular, pois constitui a mais pequena
unidade estrutural em que as propriedades da vida se manifestam. No entanto, até ao
século XVII a sua existência era desconhecida e só com o avanço progressivo das
técnicas de observação e com a persistência de muitos investigadores esta unidade de
estrutura e função dos organismos tem vindo a ser cada vez mais conhecida.
Acrescentam os autores referidos que, em 1665, Robert Hooke publicou um conjunto de
desenhos relativos a observações realizadas com um microscópio construído por ele
mesmo e, algum tempo mais tarde, Anton Van Leeuwenhoek realizou também várias
observações com o seu próprio microscópio. Tanto um como o outro fizeram
observações notáveis e os seus trabalhos encorajaram outros a utilizar o microscópio na
análise de material biológico. Seguiram-se muitas observações e pesquisas, mas só no
século XIX se reconheceu a célula como a unidade funcional de todos os organismos
vivos. Foi, então, no século XIX que os cientistas alemães Mathias Schleiden (botânico)
e Theodor Schwann (zoólogo) propuseram as primeiras bases da Teoria Celular: “os
seres vivos são constituídos por células e estas são a unidade estrutural da vida” (Matias
& Martins, 2008, p. 29). Alguns anos mais tarde, Rudolf Virchow, um médico e biólogo
alemão, ampliou o significado desta Teoria, que atualmente assenta nas seguintes
generalizações: “a célula é a unidade básica de estrutura e função do seres vivos; todas
as células provêm de células preexistentes; a célula é a unidade de reprodução, de
desenvolvimento e de hereditariedade dos seres vivos” (Silva et al., 2008, p. 24). No
decurso do tempo houve a evolução de duas grandes categorias de células: as
procarióticas e eucarióticas. As células procarióticas, como as bactérias, são de
estrutura muito simples e o seu núcleo não é individualizado, designando-se por
nucleoide. As células eucarióticas, tais como as observadas na experiência laboratorial
que a seguir se descreve, têm estrutura complexa, têm um núcleo bem diferenciado do
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citoplasma que é limitado pelo invólucro nuclear. Dentro destas podemos distinguir as
células animais das vegetais pois apresentam algumas diferenças a nível estrutural,
embora em ambas se apresentem três constituintes fundamentais: a membrana celular, o
citoplasma e o núcleo. A membrana celular, ou membrana plasmática, é uma estrutura
fina e dinâmica que regula o fluxo de materiais entre a célula e o meio. O citoplasma
apresenta uma massa semifluida no seio do qual se encontram várias estruturas celulares
como o núcleo, as mitocôndrias, os ribossomas e os lisossomas. (Silva et al., 2008, p. 28
). No entanto, para proceder à observação das células necessitamos de um microscópio
ótico composto, também conhecido por MOC. Na tabela 1 encontram-se os seus
principais constituintes.
Objectivos
Objectivos Gerais
Conhecer a morfologia de uma célula eucariótica vegetal;
Objectivos Específicos
Realizar a coloração de células vegetais;
Diferenciar material corado e não corado;
Observar núcleo, citoplasma e parede celular.
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Fundamentação
Para proceder à observação microscópica é necessário aplicar algumas técnicas de modo
a obter uma melhor visualização dos componentes do material microscópico, uma vez
que as células são de reduzidas dimensões e, além disso, não apresentam contraste entre
os seus constituintes. Com estas técnicas o material será melhor visualizado e as suas
características originais irão manter-se semelhantes, sendo conservado por um maior
período de tempo. Isto deve-se ao facto de as células se danificarem devido à
evaporação do meio de montagem, que é acompanhado de um processo progressivo de
degradação. A coloração é uma técnica importante em microscopia, pois permite
evidenciar estruturas celulares pouco percetíveis. Além disso, determinados
constituintes celulares têm a capacidade de absorver alguns corantes daí que se tornam
mais percetíveis e são facilmente identificados (Coloração (microscopia), 2003 ).
Constituintes Função
Lâmpada Ilumina o campo microscópico.
Concentra os raios da fonte
Condensador luminosa, fazendo-os incidir na
preparação.
Parte Óptica
Diafragma Regula a intensidade do campo
visual.
Objetivas Sistema de lentes que ampliam a
imagem do objecto a ser observado.
Oculares Sistema de lentes que ampliam a
imagem fornecida pela objetiva
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Pé/Suporte Suporte do microscópio.
Braço/Coluna Peça fixa à base que suporta outras
partes do microscópio.
Platina Peça, paralela à base, onde se
coloca a preparação.
Parte Mecânica
Tubo/Canhão Peça que possui na extremidade
inferior o revólver e na superior a
ocular.
Tubo/Canhão Peça giratória que suporta as
objetivas.
Parafuso Possibilita movimentos verticais
Macromético de grande amplitude e permite uma
focagem rápida.
Parafuso Possibilita movimentos verticais
Micrométrico de pequena amplitude e permite
otimizar a focagem.
Materiais
Material Utilizado:
Microscópio
Lâminas e lamelas
Vidro de relógio
Caixa de dissecação
Pipetas
Material para observar: células da epiderme da cebola e células do epitélio.
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Procedimentos
1º - Recortámos uma porção da cebola em forma de um quadrado.
2º - Retirámos a epiderme dessa porção com a ajuda de uma pinça.
3º - Colocámos uma gota de soluto de lugol na lamela e colocámos a epiderme da
cebola bem distendida sobre a gota do corante.
4º - Cobrimos cuidadosamente o material com a lamela. Colocámos a amostra na
lâmina e de seguida a água por cima da mesma amostra. Segurando na lâmina e na
ponta da lamela e ao mesmo tempo na outra ponta da lamela com a agulha lanceolada,
baixámo-la cuidadosamente para que a água se espalhasse por toda a lamela.
5º - Observámos ao microscópio.
Resultados
Nesta actividade, observámos células da epiderme da cebola, também com as três
ampliações já referidas na primeira experiência realizada. Pudemos visualizar o núcleo,
o citoplasma, a membrana celular e a parede celular desta célula vegetal.
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Discussão
Na observação das células da epiderme da cebola, células eucarióticas vegetais,
conseguimos distinguir quatro dos seus constituintes: a parede celular, o citoplasma, a
membrana celular e o núcleo. Na ampliação vimos muitas células separadas entre si pela
parede celular, mas à medida que fomos aumentando a ampliação conseguimos
aumentar o grau de detalhe, embora e diminuindo o número de células a observar.
Assim, na segunda ampliação conseguimos distinguir já bastante bem a parede celular e
o núcleo. Por último, a imagem obtida na ampliação final era muito nítida e
conseguimos ver claramente os constituintes da célula já referidos. As células eram
finas e estavam “coladas” umas nas outras.
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Conclusão
Com a realização destas actividades experimentais pudemos tirar algumas conclusões
em relação à célula. A célula é a unidade estrutural de todos os seres vivos, no entanto,
há diferentes tipos de células, visto que as células observadas eram claramente distintas.
Observando células vegetais e animais confirmámos que enquanto as primeiras
apresentam parede celular, as segundas já não a possuem e identificámos diferentes
estruturas constituintes da célula, como o núcleo que contém a informação genética.
Para melhor diferenciarmos estas estruturas, utilizámos corantes específicos. Através
destes corantes torna-se possível realçar as estruturas celulares que não contrastam
suficientemente de modo a tornarem-se distintas umas das outras o que permite uma
observação mais pormenorizada da preparação e, neste caso específico, a aquisição de
um conhecimento mais aprofundado acerca dos constituintes da célula eucariótica
animal e vegetal. Compreendemos que o microscópio ótico foi uma mais valia ao longo
dos tempos e continua a sê-lo, e aprendemos a utilizá-lo correctamente, utilizando todas
as suas funcionalidades. Além disso, apercebemo-nos de que a imagem que vemos no
M.O.C. é diferente da imagem real, sendo ampliada, invertida e simétrica e que as
diferentes ampliações nos permitem ter diferentes perceções da constituição de uma
célula, sendo umas ampliações mais pormenorizadas que outras. Resumindo, as células
animais e vegetais são diferentes quanto a algumas estruturas celulares constituintes
(parede celular e vacúolos) mas semelhantes noutras estruturas, porque ambas possuem
núcleo, membrana celular e organelos idênticos como mitocôndrias, mas é necessário
executar técnicas para o comprovar.
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Referências bibliográficas
Gonçalves, S. (1999). A vida ao Microscópio – Técnicas Laboratoriais de Biologia.
Porto Editora. Matias, O., & Martins, P. (2008). Biologia 10. Porto: Areal Editores.
Silva, A. D., Mesquita, A. F., Gramaxo, F., Santos, M. E., Baldaia, L., & Félix, J. M.
(2008). Terra, Universo da Vida. Porto: Porto Editora.
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