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Macrofauna em áreas degradadas da Caatinga

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Efeitos das práticas de recuperação de áreas degradadas sobre a macrofauna edáfica

em diferentes contextos geoecológicos da Caatinga


Paulo Jerônimo Lucena de Oliveira - Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UECE, Fortaleza, Ceará, Brasil, [Link]@[Link].b
Jefferson Luan de Araújo Regis - Mestrando do Programa de Pós-graduação em Ciências Florestais da UFCG, Patos, Paraíba, Brasil, [Link]@[Link]
Irami Rodrigues Monteiro Júnior - Doutorando do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia da UFRN, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, [Link].017@[Link]
Iaponan Cardins de Sousa Almeida - Professor da Universidade Estadual do Pernambuco, Garanhuns, Pernambuco, Brasil, [Link]@[Link]

INTRODUÇÃO
A macrofauna do solo inclui os invertebrados que apresentam tamanho do corpo maior que 2 mm de comprimento e
são considerados bioindicadores de qualidade do ambiente, por ser sensíveis as alterações no ambiente. Dessa forma,
este trabalho objetivou analisar os efeitos das práticas de recuperação de áreas degradadas sobre a macrofauna em
unidades geoecológicas distintas.

METODOLOGIA
Foram selecionados dois experimentos de recuperação de áreas degradada, localizadas sob diferentes características
geoecológicas, uma situada na superfície aplainada da Depressão Sertaneja, em Santa Luzia – PB e a outra na
vertente seca do Planalto da Borborema, no município de Junco do Seridó – PB. Foram analisadas as áreas
experimentais na depressão sertaneja e na vertente seca do planalto da Borborema utilizando a armadilha do tipo
PROVID, no qual foi espacializado em 3 diferentes tratamentos de solo (X, Y e Z) para efeito comparativo

Figura 2 - Abundância e riqueza da macrofauna edáfica nas áreas experimentais (2024).


Fonte: Autoria própria, 2024.

Essa maior dominância pode-se constatar a partir da aplicação do índice de diversidade de Shannon, onde
mostrou uma maior diversidade nos tratamentos da depressão Y (0,91) e Z (0,82), sendo o tratamento da
Borborema que apresentou o maior valor de Shannon foi o tratamento Z (0,58)

Figura 1 - Distribuição espacial das parcelas nas áreas experimentais (2024).


Fonte: Autoria própria, 2024.

RESULTADOS/DISCUSSÃO
O texto deve ser escrito em fonte Times New Roman tamanho 32pt, podendo ser reduzido para até 24pt, espaçamento
Durante os 4 dias em que as armadilhas ficaram em campo, foram coletados 472 indivíduos na área experimental da
depressão sertaneja e 543 indivíduos na área da vertente seca do planalto da Borborema, totalizando 1.015 indivíduos,
distribuídos em 13 grupos taxonômicos a nível de ordem. Os dados não mostraram diferenças significativas entre os
tratamentos do solo em relação a abundância e riqueza da macrofauna

Ordem Número de indivíduos Porcentagem (%)


Hymenoptera 575 51,57
Diptera 367 32,91
coleópteros 54 4,84
Araneae 33 2,96 Figura 3- Índice de Shannon para a macrofauna edáfica nas áreas experimentais (2024).
Lepidoptera 30 2,69 Fonte: Autoria própria, 2024.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ortóptero 21 1,88
Anura 13 1,17
Apesar dos diferentes tipos de tratamentos e ambientes no qual estão inseridos, a macrofauna tende a ter um
Haplotaxida 8 0,72 comportamento ligado ao tipo de ambiente, como foi evidenciado pela dominância de um grupo na Depressão
Scorpiones 8 0,72 Sertaneja e outro grupo no Planalto da Borborema.
Os tratamentos não apresentaram diferenças significativas entre eles, tampouco entre as áreas controle, no qual não
Phasmatodea 2 0,18 recebeu tratamento algum. Apesar dessas áreas controles não terem recebidas tratamentos, as mesmas apresentaram
Squamata 2 0,18 valores de abundância e riqueza muito próximo ao tratamento z.
Pela sua intensa participação nos processos biológicos dos ecossistemas naturais, a presença da macrofauna no
Scolopendrida 1 0,09 ambiente proporciona um entendimento sobre a qualidade do ambiente, uma vez que são sensíveis as alterações
antrópicas. Para além disso, são bioindicadores da microfauna pela relação alimentar de detritívoros (macrofauna) e
Scutigeromorpha 1 0,09
decompositores (microfauna).
Total 1.015 100 Portanto, a partir da presença da macrofauna nos ambientes, pode-se ter um entendimento que as duas áreas
experimentais estão em processo de formação de novos habitats, onde darão suporte para o equilíbrio ecológico
Tabela 1 - Tabela 1: Grupos taxonômicos a nível de ordem encontrada na depressão sertaneja e Planalto da dessas áreas, que em outrora sofreram intensos processos de degradação ambiental.
Borborema (2024)

Fonte: Autoria própria, 2024.

Em relação aos tratamentos nos dois experimentos em relação a classificação “Abundância” a área referente a
Borborema de vertente seca se mostrou superior a Depressão Sertaneja em dois (2) dos três (3) tratamentos por
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem a CAPES pela concessão de bolsas de doutorado. Ao Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Estadual do Ceará
parcelas. Nas parcelas com o tratamento X e Z a Borborema apresentou a maior abundância no quantitativo de (UECE).
indivíduos com 209 e 205, respectivamente. A Depressão Sertaneja demonstrou melhor desempenho nas A Escola Estadual Manoel Correia, em nome da diretora Eurinete, pelo apoio estrutural de laboratório para realização das análises.
parcelas com o tratamento Y com 202 indivíduos. aos Laboratórios de Geoprocessamento e Estudos Aplicados (LABGEO) – UECE/Fortaleza e Laboratório de Nutrição Mineral de Plantas (LabNut) –
UFCG/Patos pelo apoio metodológico.
Já em termos de riqueza, os três tratamentos que apresentou a maior diversidade de táxons, estão na depressão .
sertaneja, sendo os tratamentos Y com 37, Z 32 e X ocorrências, respectivamente
.

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