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Introdução à Linguística Moderna

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ORLANDI, Eni. P. O que é linguística. 2° Edi. São Paulo: Editora Brasiliense, 2009.

Resenhado por Laura Helena Tessarotto¹ (UFMS/CPTL)

No momento introdutório da obra em pauta, é proposto pela autora uma


efêmera reflexão sobre a dinâmica da linguagem perante ao homem; tendo como
evidência os seguintes questionamentos: Para que falamos? Por que falamos? Por
que a língua carrega um vasto campo de diversificações? O que elas são capazes
de produzir? E, à vista disso, a mesma objetiva-se elucidar sobre o contexto
histórico da Linguística e suas evoluções acerca de perspectivas dos pioneiros
diante a essa ciência, tendo como em destaque: Ferdinand de Saussure, Leonard
Bloomfield e Noam Chomsky.
No tópico um interesse antigo e uma ciência moderna, pertencente ao
primeiro capítulo, é tratado as diversas formas que a linguagem pode atuar; através
da poesia, filosofia, religião, histórias, rituais, literatura, e, desde a passagem da
Grécia antiga e a redescoberta da língua sagrada da Índia antiga, o sânscrito,
pensadores elaboravam debates e discussões de divergentes óticas sobre a
organização da linguagem; questionando se o ato construtivo dessa ordenação era
referente à ordem já existente no mundo, obedecem os fundamentos que carregam
como alusão as similitudes ou as discrepâncias?
Transcorrendo à Idade Média, evidenciou-se uma de suas manifestações
mais importantes sobre a reflexão da linguagem, buscando constituir uma teoria
ecumênica para si, relevando, então, três aspectos de modalidades emitido pela
linguagem natural: o de ser (o modus essendi); o de pensamento (o intelligendi) e o
de significar (significandi).
Orlandi afirma que, em abordagem do que foi posto, torna-se uma ampla
quantidade de evidencias que compravam o reparo que os homens, de épocas
distintas, sempre consagraram à linguagem. Contudo, apenas na passagem
introdutória do século XX, com a gênese da linguística, que essas manifestações de
esmeros dos pensadores dispuseram o feitio de uma ciência.
Discorrendo o segundo capítulo, a autora inicialmente já destaca a distinção
entre a gramática normativa da nossa língua com a linguística; não obtém como
objetivo de preceituar normas ou ditar ordens de correção para a atuação da
linguagem. Para essa ciência, tudo que se vincula à língua é de interesse e é objeto
de análise, endo como pontos específicos: linguagem verbal, escrita ou oral.
A autora disserta, de maneira precisa, os sinais produzidos através de fala ou
escrita; reputados como signos: é a mecânica de comunicação utilizada pelo o
homem para clarear suas ideologias, sua identidade e sua cultura, tornando-se um
ato simbólico para o vínculo interativo com os outros indivíduos e à natureza, sendo
a sua realidade natural e social. Para além dos signos da linguagem verbal, há
outras variedades de signos que estabelecem a manifestações de linguagem ao
cotidiano do homem, tais como: a mímica, a pintura, o código de trânsito etc. Com
isso, estampa-se uma magnitude dos signos à humanidade fazendo com que haja o
mérito de uma ciência para si. Ainda no mesmo capítulo, a autora se dispõe em
abordar as etapas cruciais da construção da Linguística, acerca das gramaticas
gerais, no século XVII, e as suas gramáticas comparadas, no século XIX. Tendo
como destaque as duas principais tendências, o sociologismo: o qual carrega como
objetivo de analisar o trajeto social, enfocando à mescla entre a sociedade e
linguagem; e o formalismo: aplica-se em estudar o cenário psíquico, mantendo a
ótica ao vínculo entre a linguagem e o pensamento.
Partindo para o capítulo três, Orlandi salienta os fundamentos da linguística
moderna que se estruturaram de acordo com o estudo do linguista suíço Ferdinand
de Saussure, em o Curso de Linguística Geral, publicado em 1916; e, acerca destas
instruções, o mesmo é reconhecido por estabelecer à linguagem uma ciência
intrínseca e autônoma, configurando-se quatro disciplinas que significam a quatro
etapas distintas de análise, a fonologia: tem as unidades sonoras como o seu objeto
de estudo; a sintaxe: estuda as estruturas das frases; a morfologia: análise da
estrutura das palavras; e a semântica: estudo dos significados. Posto isto, a ciência
da linguagem ganhou o seu crucial objeto de estudo: a língua. Conceituando, então,
como um “sistema de signos”, definindo o signo como uma mesclagem entre o
significante (imagem acústica) e o significado (conceito). Para Saussure, há a
magnitude de distinguir a fala da língua e a fragmentação entre a sincronia e
diacronia; tendo como reconhecimento que, a estruturação da língua intercorre pela
a correlação das unidades linguísticas que só carregam o seu valor em totalidade,
nomeadamente reconhecido como o estruturalismo, sendo acompanhado também
pelo o funcionalismo; que tem como função de analisar as funções em desempenho
dessas unidades linguísticas diante ao fônicos, semânticos e gramaticais.
No quarto capítulo, a autora versa sobre as funções constitutivas do núcleo da
linguagem, carregando as suas características à atuação de cada um dos elementos
da estrutura da comunicação, sendo elas: função expressiva (focada no emissor);
função conativa (focada no receptor); função referencial (focada no objeto da
comunicação); função fática (focada na ligação entre o emissor e receptor); função
poética (focada na mensagem da comunicação) e função metalinguística (focada no
código). Neste mesmo capítulo, é apontado pela a autora a perspectiva do
funcionalismo de considerar os desvios da linguagem deve ser usado como material
de análise e não descartados.
Transcorrendo ao quinto capítulo, Orlandi trata sobre a teoria da gramática
Gerativa, concebida pelo linguista norte-americano, Noam Chomsky; o qual
estabelece um estudo voltado ao à sintaxe e a finalidade de dar conta das frases
pertencentes à língua com a ausência de atribuição de normas

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