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Efeitos da Dieta no Comportamento Alimentar

O documento discute o comportamento alimentar e sua relação com dietas. Apresenta dados sobre excesso de peso no Brasil e fatores que influenciam os hábitos alimentares como aspectos socioculturais. Também aborda as diretrizes dietéticas da OMS e os desafios para a adesão a uma alimentação saudável.
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Efeitos da Dieta no Comportamento Alimentar

O documento discute o comportamento alimentar e sua relação com dietas. Apresenta dados sobre excesso de peso no Brasil e fatores que influenciam os hábitos alimentares como aspectos socioculturais. Também aborda as diretrizes dietéticas da OMS e os desafios para a adesão a uma alimentação saudável.
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DIETA E SEUS EFEITOS NO COMPORTAMENTO

ALIMENTAR

MENDES; Vaniele Coelho de Souza¹


SILVA; Fernanda da²

RESUMO
Insira neste quadro o resumo do seu trabalho (deve conter no máximo, 250 palavras,
composto de um único parágrafo, sem recuo na primeira linha. Use fonte Times New Roman,
espaçamento simples, justificado, tamanho 12). O resumo deve conter o tema a ser tratado, o
objetivo geral, a metodologia adotada e as conclusões.

Palavras-chave
Insira nesse campo três palavras chaves que remetem ao seu trabalho (Veja o exemplo na
trilha de aprendizagem).

1. INTRODUÇÃO

Insira neste quadro a Introdução, que deve ser composta de no mínimo 5 parágrafos
(elaborados por você ou com o uso de citações). A introdução é a apresentação inicial do trabalho e
deve conter:
Uma breve apresentação sobre o tema estudado,
Dica!
Pergunta de Pesquisa, e
O objetivo do trabalho deve apresentar uma
Objetivo do trabalho.
aplicação prática. Exemplos: visita em empresas ou
associações ou ONGs ou Institutos. Ainda, poderá ser
utilizado roteiros de entrevista ou de questionários.
Para saber mais sobre os itens solicitados neste
campo acesse a etapa I da trilha de aprendizagem.
1 Nome dos acadêmicos
2 Nome do Professor tutor externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I -
dd/mm/aa
2

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O mundo vem passando por um processo de transição nutricional desde meados do século
XX. O fenômeno foi causado por questões sociais, demográficas e econômicas, que impactam
diretamente no perfil de saúde dos indivíduos, ocasionando a queda da subnutrição e prevalecendo
o excesso de peso (FILHO; RISSIN, 2003).
De acordo com dados do IBGE (2019), o Brasil possui altos índices de obesidade
caracterizados por substituições de alimentos naturais por alimentos industrializados e ricos em
gorduras e açucares. O sobrepeso e a obesidade trazem consequências graves para a saúde, podendo
causar diabetes, hipertensão arterial, distúrbio cardiovasculares, entre outras. Assim como as dietas
restritivas também causam danos à saúde, mas esta é menos divulgada (MARINHO, HAMANN,
LIMA, 2007).
A tabela abaixo representa as estimativas de prevalência de déficit de peso, de excesso de
peso e obesidade para os adultos de 18 anos ou mais de idade, por sexo e grupos de idade.

Tabela 1 – Prevalência de déficit de peso, excesso de peso, obesidade e totais estimados na população
com 18 ou mais de idade, por seco, segundo grupos de idade – Brasil - 2019
3

Conforme a tabela acima, observa-se que quanto ao déficit de peso, o resultado encontra-se
dentro do esperado que é abaixo de 5% . Já para o excesso de peso, vê-se que esse aumenta com a
idade, em ambos os sexos, ultrapassando os 50% na faixa erátia entre 25 e 39 anos. A obesidade foi
observada em 21,8% dos homens e 29,5% das mulheres (IBGE, 2019).
Todas essas influências externas e o estilo de vida resultam no comportamento alimentar do
indivíduo. Leônidas & Santos (2011), relatam que hábito e comportamento alimentar são todas as
formas de convívio com o alimento, não só ao que se é ingerido, mas também os siginificados e
valores que permeiam os aspectos alimentares.
Compreende-se como hábito um ato, uso e constume ou um padrão de reação adquirido por
frequente repetição de atividade (aprendizagem) (CABRAL, NICK, 1974; FERREIRA, 1993).
De acordo com Freitas, Minayo e Fontes (2011) o hábito alimentar é o ato de adotar um tipo
de prática ligado a costumes tradicionais que atravessam gerações, com as possibilidades reais de
aquisição dos alimentos, com uma construção desses costumes no âmbito familiar e comunitário e
atualizado por outros aspectos da vida social.
4

Pitas (2010) complementa quando define hábito alimentar como sendo os meios onde
indivíduos ou grupos de indivíduos respondem a pressões sociais e culturais, selecionando,
consumindo e utilizando porções do conjunto de alimentos disponíveis, sendo assim, a atitude do
indivíduo perante o alimento.
Portanto, os alimentos ou tipo de alimentação que os indivíduos consomem rotineiramente e
repetidamente no dia a dia caracterizam seu hábito ou comportamento alimentar. Comportamento
alimentar têm sua origem no latim, como porto e significa “portar-se” em português, que se trata do
conjunto de ações do indivíduo baseado nas informações recebidas, e caracterizadas pelas
mudanças ou movimentos relacionados ao seu ambiente ou situação. (GAMA, MUSSI, PIRES,
GUIMARÃES, 2012).
Garcia (1997) define como comportamento alimentar atitudes relacionadas às práticas
alimentares associadas a atributos socioculturais, com aspectos individuais e coletivos, que estejam
envolvidos no ato de se alimentar ou com o alimento em si. Aitzingen (2011) complementa que
comportamento alimentar é algo que vai além das necessidades básicas de alimentação, pois está
associado as relações sociais, escolhas inseridas em cada indivíduo através de gerações e às
sensações proporcionadas pelos sentidos.
A relação entre comportamento alimentar, manutenção da saúde e desenvolvimento de
doenças crônicas tornou-se evidente nas últimas décadas (FAO, 2003). No Brasil, os dados sobre
comportamento alimentar são praticamente inexistentes, o que se faz com que seja cada vez mais
indispensável abordagem multidisciplinar e comparativa aos fatores associados aos hábitos
alimentares que levam ao extremismo da alimentação ou a falta dela.
Reconhecer que as características da dieta podem influenciar decisivamente o estado de
saúde dos individos, fez com que a Organização Mundia de Saúde estabelecesse guias alimentares
que definissem limites seguros para consumo de gorduras, colesterol, açúcar, entre outras
substâncias (WHO, 1990).
Na atualidade, há programas sobre alimentação saudável que abordam temas como
alimentação fora de casa ou em eventos sociais, opções simples para se tornar mais ativo, várias
opções saudáveis de alimentos, levando em consideração novas tendência de consumo.
(WHO/FAO, 2003). Para Contento et al. (2002) a educação nutricional tende a ser mais efetiva
quando centralizada no comportamento alimentar, mas na prática isso ainda é observado com pouca
frequência.
O aumento da predominância de doenças relacionadas à alimentação, em especial a
obesidade, impulsionou países como Canadá, Estados Unidos, Ausrália, entre outros, a desenvolver
políticas com o objetivo de reverter esse quadro. A divulgação dos benefícios da dieta equilibrada
5

foi uma das conseqüências de tais políticas, e o acesso à informação facilitado pela mídia
proporcionou maior alcance das informações, e se estendeu para outros países. Outro resultado foi o
reconhecimento da população sobre a relação positiva entre a dieta equilibrada e a prevenção de
doenças, além da promoção da saúde (KRISTAL et al., 1995; LAPPALAINEN et al., 1997).
Porém, os guias alimentares existentes geralmente não consideram às atitudes e percepções
da população. Além disso, reconhecer os benefícios da alimentação equilibrada não é suficiente
para a aderir a esse tipo de dieta, e tantos outros motivos pelos quais o indivíduo pode não seguir a
orientação alimentar, tais como: conhecimento ou informação insuficiente, falta de interesse em
modificar hábitos, influência de outras pessoas, presença de fatores identificados como obstáculos
para seguir a dieta equilibrada, como escassez de dinheiro, de tempo ou de disponibilidade de
alimentos saudáveis ou por esses não serem considerados saborosos e atrativos (MORREALE &
SCHWARTZ, 1995; DE CASTRO, 1997).
Smith e Owen (1992) citam, ainda, fatores emocionais, preocupação, ansiedade, cansaço e o
estar sozinho, como limitantes da alimentação saudável. A falta de consenso nas informações
disponíveis sobre alimentação também é barreira reconhecida para a adesão à alimentação
equilibrada, As freqüentes mensagens divulgadas na mídia também contribuíram para isso
(GOLDBERG, 2000).
Junto com a crescente onda de sobrepeso e má alimentação, vem a busca pelo corpo dos
sonhos através de tentativas com resultados imediatos com relação ao emagrecimento, aumentando
significativamente a busca por “dietas da moda”. As dietas restritivas vêm tornando-se cada vez
mais evidentes por conta da mídia, como Instagran, Youtube e Facebook, e das celebridades que
têm muita influência em todos os perfis de público. Além disso, esse tipo de dietas são prescritas
por celebridades ou influentes midiáticos sem informações científicas, prometendo resultados
mirabolantes. (SOIHET & SILVA, 2019).
Para Fraga, et al (2018) os nutricionistas vêm se inserindo nas mídias sociais de várias
maneiras por consequência da globalização e da transição nutricional, pois as pessoas buscam
informações acessíveis, rápidas e gratuitas. Porém, o objetivo principal do nutricionista não deve ser
ganhar seguidores e, sim, promover a saúde e a educação alimentar e nutricional de forma crítica e
com respaldo científico, amparado pelo Código de Ética e de Conduta do Nutricionista.
As dietas milagrosas têm gerado um grande impacto no perfil comportamental dos
indivíduos que a aderem, pois acreditam se que haverá redução drástica e rápida de peso. Contudo,
a grande maioria desse tipo de dieta, é feito por quem não tem nenhum conhecimento técnico na
área da Nutrição, o que se torna um fator precursor para o desenvolvimento de hábitos alimentares
característicos de transtornos alimentares. (LIMA et al., 2015)
6

Os transtornos alimentares têm como características distúrbios mentais relacionados ao


comportamento alimentar e controle de massa corporal, afetando a convivência social, a saúde
física e emocional. (MCARDLE et al., 2011). Conforme Magalhães & Mendonça (2005) os
transtornos alimentares são caracterizados pela intensa preocupação com peso, alimentação e
aparência, podendo resultar em anorexia ou bulimia ou o transtorno de comer compulsivamente,
sendo que o fator principal para os distúrbios alimentares são as dietas de emagrecimento sem
acompanhamento de um profissional da área da Nutrição.
Dietas restritivas causam uma desordem no organismo e na saúde mental daqueles que a
aderem. A interrupção da dieta restritiva é uma consequência inevitável. Isso não significa que não
há necessidade de mudança de comportamento alimentar, entretanto, a prática de dietas não pode
ser banalizada e seguida insdiscriminadamente, sem a devida orientação profissional. (SOIHET &
SILVA, 2019).

3. METODOLOGIA

Insira neste campo sua metodologia, que é a parte em que é feita uma descrição minuciosa e
rigorosa do objeto de estudo e das técnicas utilizadas nas atividades de pesquisa.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Utilize este campo para fazer a ligação da teoria com a prática de seu trabalho. Relacione o
que você encontrou e evidenciou durante a aplicação prática com os autores consultados e
utilizados na sua fundamentação teórica.
7

Você deverá
apresentar dois parágrafos
de discussão a respeito das
contribuições do trabalho.

5. CONCLUSÃO

Utilize este campo para fazer a finalização do seu trabalho. Aproveite para expor suas
conclusões sobre a pesquisa.

Você deverá
apresentar três parágrafos
de conclusão

REFERÊNCIAS

CABRAL, A; NICK, E. Dicionário Técnico de Psicologia. São Paulo: Cultura, 1974.

CONTENTO I.R., et al. “Review and analysis of evaluation measures used in Nutrition
Education intervention research”. In: JNEB 2002; 34: 2-25.

De CASTRO J.M. “Socio-cultural determinants of meal size and frequency”. In: Br J Nutr
1997; 77, Suppl 1: S39-S55.

FERREIRA, A. B. H. Minidicionário da Língua Portuguesa 3ª ed Rio de Janeiro. Nova


Fronteira, 1993.

FILHO, M. B.; RISSIN, A. A transição nutricional no Brasil: tendências regionais e


temporais. Cad. Saúde Pública. 2003; 19 (1):181-91.
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FRAGA, T. B. et al. Uso de Estratégias de Comunicação e Informação por Nutricionistas


no Instagram: uma análise sob a interpretação do Código de Ética e de Conduta do Nutricionista.
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GAMA, G.G.G.; MUSSI F.C; PIRES C.G.S; GUIMARÃES, A.C. Crenças e


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17(12):3371-83

GARCIA RW.D. Representações sócias da alimentação e saúde e suas repercussões do


comportamento alimentar. Cienc Saúde Col.1997; 7(2):51-68.
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GOLDBERG J.P. “Nutrition communication in the 21st Century: What are the challenges
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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Evolução de Indicadores antropométricos na


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KRISTAL A.R. et al. “Psychosocial correlates of healthful diets: baseline results from the
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LAPPALAINEN R. et al. “Difficulties in trying to eat healthier: descriptive analysis of


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LIMA, A. V. et al. (2015). Teor calórico e de macronutrientes de dietas veiculadas em


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10

[WHO] World Heatlh Organization. Health report 2002. [Link] 2002.

[WHO/FAO] World Health Organization/Food and Agriculture Organization. Diet,


nutrition and the prevention of chronic diseases. Report of a joint WHO/FAO expert consultation.
WHO Technical Report Series 916. Geneva; 2003.
Agora chegou a vez de referenciar os autores utilizados nas citações. Insira nesse quadro as
referências utilizadas de acordo com as configurações apresentadas.

Lembre-se: As referências devem ser classificadas em ordem alfabética.

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