FACULDADE ESTÁCIO BELÉM
PROJETO DE MONITORAMENTO DE NÍVEL DE LÍQUIDO EM
RESERVATÓRIO
Edielso Silva. Matrícula: 202108519804
José Jesus: Matrícula: 202108336181
Maurício Coelho. Matrícula: 202107386371
Silas Wanzelar. Matrícula: 202108637408
Professor orientador
Erick Rocha
2023
Belém/PA
Sumário
1. PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO PROJETO....................................................3
1.1. Plano de trabalho...................................................................................................................3
1.2. Descrição da forma de envolvimento do público participante na formulação do projeto, seu
desenvolvimento e avaliação, bem como as estratégias pelo grupo para mobilizá-los...................3
1.3. Grupo de trabalho..................................................................................................................5
1.4. Metas, critérios ou indicadores de avaliação do projeto.........................................................6
1.5. Recursos previstos.................................................................................................................7
1.6. Detalhamento técnico do projeto...........................................................................................8
2. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.............................................................................................18
3. ANEXO..........................................................................................................................................19
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1. PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
1.1. Plano de trabalho
Durante um encontro entre os membros participantes desse projeto no dia 12/09,
foram apontadas datas para o seguimento do projeto como um todo. As datas passaram
por minuciosa inspeção para que respeitassem o bom funcionamento do projeto e as
datas limites de entrega impostas pelo professor. Se optou por fazer o cronograma via
Canvas, uma maneira mais didática para facilitar o entendimento sobre o mesmo.
Figura 1. Esquema de planejamento
Fonte: Edielso Silva (2023)
1.2. Descrição da forma de envolvimento do público participante na formulação do
projeto, seu desenvolvimento e avaliação, bem como as estratégias pelo grupo para
mobilizá-los.
A comunidade edilícia foi representada pelo condomínio Residencial Vitória,
localizado do Bairro da Pedreira, em Belém-PA-BR. Esse condomínio edilício possui
duas torres de 18 andares, tendo em cada pavimento seis unidades, totalizando duzentas e
dezesseis unidades.
O corpo administrativo do Residencial participou do desenvolvimento do projeto,
cujos nomes são: Fátima Figueira, síndica e moradora; Victor Sarmento, administrador
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da empresa Lotus Administração e Joilson Araújo, auxiliar administrativo do próprio
Residencial.
Nas conversas realizadas com o corpo administrativo, ficou evidente que se faz
necessário um dispositivo capaz de monitorar o nível de água dos reservatórios
superiores de forma mais acessível, barata e segura, haja vista que no atual cenário, não
existe nenhum dispositivo de fácil acesso para esse monitoramento.
O Sr. Victor Sarmento nos relatou que quando ocorre um problema, seja no quadro
elétrico ou nas boias chave eletrônicas, a administração só toma ciência do problema, ou
quando o funcionário da portaria faz a ronda e verifica os reservatórios, ou quando falta
água no condomínio. E mesmo que tenha essa forma de monitoramento feita pelo
funcionário na hora da ronda, tal trabalho está sujeito a falhas humanas, além do acesso
ser perigoso, tendo em vista que o funcionário deve subir no topo da torra, sujeito à
quedas e intempéries.
Um dos empecilhos apontados para viabilizar a contratação de um serviço de
monitoramento de reservatório seria o recurso financeiro e a infraestrutura predial, haja
vista que em gestões passadas, já havia sido cogitado a contratação de um sistema de
monitoramento, todavia os sistemas se tornavam caros devido à parte de infraestrutura e
a utilização extensa de cabos elétricos.
Diante desse cenário, foi apresentado um projeto que pudesse viabilizar esse
monitoramento, contornando a dificuldade de acesso, bem como a questão financeira em
comparação com que já havia sido orçado pelo condomínio. Logo abaixo, é possível
identificar o grupo de trabalho com o gerente do condomínio.
Figura 2. Gerente do condomínio e o grupo de trabalho
Fonte: José Victor Jesus (2023)
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Figura3. Gerente e a Síndica do condomínio.
Fonte: Maurício Coelho (2023)
Um formulário foi desenvolvido pelo grupo, a fim de se obter um panorama acerca do
objeto do trabalho nos condomínios. O formulário encontra-se nos anexos, sendo o
mesmo aplicado no Residencial Vitória como forma de demostrar o trabalho, promover a
interação e a participação para a comunidade, fato que contribuiu significativamente no
desenvolvimento do projeto.
1.3. Grupo de trabalho
No que se refere à parte técnica, o trabalho foi divido em quatro partes principais:
sistema de abastecimento de água para consumo; placas micontroladoras; módulo Lora e
sensores eletrônicos. A primeira parte foi sobre a questão do abastecimento e
reservatório de água para consumo, seu caráter essencial, legal e referencial teórico, bem
como as especificações técnicas do reservatório do condomínio edilício escolhido para
teste e implantação do projeto. A responsabilidade sobre essa parte ficou para o
integrante Maurício Coelho, o qual também conseguiu realizar a interação com a
comunidade, obtendo a autorização do condomínio edilício, bem como as reuniões com
os integrantes dessa comunidade para discutir as necessidades e a melhor forma de
implantação do projeto, fato que o levou aplicar o formulário e assim obter informações
relevantes, tanto dos anseios da comunidade, como os problemas que poderiam ocorrer
para a implementação do trabalho. Além dessa tarefa principal, o integrante Maurício
Coelho auxiliou na pesquisa dos componentes corretos para criação do dispositivo de
monitoramento, assim como a programação correta para o funcionamento lógico do
dispositivo.
A segunda parte do trabalho foi desenvolvida pelo integrante José Jesus, o qual ficou
responsável por pesquisar o referencial teórico sobre placas microcontroladoras,
apresentar conceito, funcionalidades e aplicabilidades, em especial, sobre a placa
conhecida como arduíno e seu modelo. Ainda nesse aspecto, auxiliou na montagem dos
componentes para que o dispositivo pudesse funcionar de forma correta.
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A terceira parte ficou sob a responsabilidade do integrante Silas Wanzeler, o qual
pesquisou o referencial teórico sobre o módulo Lora, componente essencial do trabalho,
haja vista que esse componente é o que torna a comunicação dos dispositivos sem a
necessidade de cabos elétricos. Sendo assim, verificou o tipo de módulo Lora, a
frequência correta, além da programação específica para se trabalhar com esse tipo de
componente. Outra tarefa que lhe foi incumbida, foi acerca da pesquisa mercadológica
dos componentes necessários para o projeto, bem como a contabilidade dos recursos
financeiros destinados à aquisição.
A última parte ficou sob encargo do integrante Edielso Silva, cujo trabalho foi de
pesquisar o referencial teórico sobre sensores eletrônicos, outra parte fundamental do
projeto, haja vista que vários sensores de medição de nível de água foram cogitados,
contudo diante das problemáticas de implementação, como impermeabilidade e alcance,
o integrante trouxe o melhor sensor cabível para o projeto. Além disso, ele auxiliou na
pesquisa de vários artigos acadêmicos que serviram como base geral para o
desenvolvimento do projeto.
1.4. Metas, critérios ou indicadores de avaliação do projeto
A primeira e principal etapa do projeto foi a reunião de planejamento. Nessa reunião,
o grupo chegou ao consenso de desenvolver um dispositivo utilizando o arduíno para que
fosse possível monitorar reservatórios de líquidos. Posteriormente, com a questão do
envolvimento da comunidade e da sustentabilidade, foi decidido que se trabalharia com
reservatórios de abastecimento de água para consumo.
A partir desse ponto, o grupo iniciou a etapa de verificação dos componentes que
seriam capazes de fornecer a tecnologia pretendida para alcançar os objetivos. Atrelada a
esse objetivo, um outro objetivo também estava em voga, que era a pesquisa de
componentes de baixo custo, a fim de tornar o projeto viável financeiramente. Sendo
estabelecida essas etapas, os integrantes incumbidos dessa tarefa realizaram a etapa de
pesquisa mercadológica dos componentes e cada membro contribuiu financeiramente
para obtenção dos componentes. Nessa etapa, foi verificado que ainda existia a
possibilidade de redução maior do custo do projeto utilizando outros componentes.
Como desdobramento da etapa de planejamento, a principal meta do dispositivo seria
a comunicação de equipamentos por meio de rádio frequência (wireless). Inicialmente se
cogitou a utilização da tecnologia wi-fi, contudo foi observado que par condomínios
edilícios, esse tipo de tecnologia sofreria com muita interferência. Ao debater sobre o
assunto, o grupo conseguiu pesquisar sobre o módulo Lora, que serviria perfeitamente
para o projeto, haja vista que tal componente iria proporcionar comunicação de longa
distância, com baixa interferência e pouco consumo de energia.
Em se tratando de energia, outro objetivo do grupo era desenvolver um dispositivo
que fosse o mais independente possível, tanto de rede elétrica, como de rede de internet,
pois a ideia era instalar um dispositivo num local de pouca acessibilidade, como os topos
dos edifícios, local onde ficam os reservatórios de abastecimento de água. Sendo assim,
foi descoberto componentes (baterias) que poderiam alimentar o arduíno (e também o
dispositivo como todo) de forma independente e com possibilidade de recarga dessas
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baterias por energia fotovoltaica. Entretanto, no decorrer das etapas do projeto, verificou-
se que a utilização de placas fotovoltaicas iria tornar o projeto mais complexo e caro,
razão pela qual o grupo retirou a utilização desse equipamento, mas não descartou sua
utilização no futuro para a implementação de projeto mais sustentável no longo prazo.
Outra meta objetivada pelo grupo foi a de escolher sensores que fossem menos
invasivos com relação aos reservatórios, pois quanto mais fosse necessário ter que fazer
alguma alteração no reservatório para inserir sensores, pior seria para o projeto, haja
vista a dificuldade de ter que esvaziar reservatórios para algum tipo de trabalho.
Dessa forma, o grupo pesquisou o sensor ultrassônico e descobriu que este serviria
para os propósitos do projeto, pois somente seria necessário posicionar o sensor em cima
da superfície do liquido para que a medição do nível fosse realizada.
1.5. Recursos previstos
Os recursos materiais utilizados foram adquiridos por meio de coleta entre o grupo,
para compra dos equipamentos necessários. Segue tabela de quantitativos e preços
abaixo:
Figura 4. Tabela de custos.
Equipamento Quantidade Valor R$
KIT ARDUINO C/ 1 R$ 405,00
DUAS BATERIAS
E DUAS PLACAS
ARDUINO UNO
R3
KIT MÓDULO 2 R$ 249,90
LORA C/
ANTENA
SENSOR 1 R$ 57,00
ULTRASÔNICO
Fonte: Silas Wanzeler (2023)
A instituição Estácio de Belém disponibilizou o laborátório para testes com o arduino
antes da apresentação final, com isso podemos nos reunir de forma mais colaborativa e
eficiente.
Em relação aos recursos humanos, o professor Erick pôde nos auxiliar em quaisquer
dúvidas em relação a programação do microcontrolador em questão, fazendo com que
nosso projeto tivesse um foco inteiramente acadêmico.
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1.6. Detalhamento técnico do projeto
O detalhamento técnico do projeto se inicia com o tipo de reservatório que o grupo se
propôs a fazer o monitoramento de nível de líquido. Nesse rumo, foi decidido que o
monitoramento seria realizado com os reservatórios de água dos condomínios edilícios,
as famosas caixas d’água, em especial, a do condomínio Residencial Vitória, cuja sua
descrição já foi relatada acima e que de forma acolhedora, permitiu que o grupo
desenvolvesse o projeto em suas dependências.
Sendo obrigatório o uso de reservatório de água no sistema de abastecimento, de
acordo com a Lei Federal n. 11.445 de 05 de janeiro de 2007, art. 45, §3º, bem como a
norma técnica NBR 5626, resta demonstrada a importância da utilização de algum
método de controle de nível da água, a fim de evitar desperdícios e até mesmo a falta do
abastecimento de água.
O projeto foi desenvolvido com a utilização da plataforma de prototipagem Arduino,
modelo Uno R3. A escolha desse microcontrolador foi definida pela necessidade do
projeto, que tem o propósito de atender a comunidade de forma acessível e barata,
qualidades estas, presentes na plataforma.
Figura 5. Arduino Uno 3.
Fonte: Neto e Oliveira (2020, p. 208, fig. 20.1).
Segundo Neto e Oliveira (2020, p. 208), “Arduino é plataforma de prototipagem com
código aberto, baseado em hardware e software para rápido uso. ” A proposta da
plataforma é excelente e muito eficiente, pois proporciona praticidade e rapidez no
desenvolvimento de um projeto, além da facilidade para programação, por isso se
popularizou tanto na comunidade. Ao desenvolver um projeto, a programação é feita
através da linguagem de programação Arduino, utilizando o software Arduino IDE, que
conta com uma interface interativa, possibilitando a utilização tanto de linhas de código,
quanto de blocos de programação, tudo culmina para a facilitação do processo de
desenvolvimento.
Um microcontrolador é como um pequeno computador, onde se encontram dentro de
um mesmo encapsulamento, o processador, as memórias, as portas de I/O e os
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periféricos. No Arduino Uno R3, o seu principal componente é o microcontrolador
da família Atmel Atmega328P-PU. No quesito memória, o microcontrolador
Atmega328P-PU conta com as seguintes memórias: memória Flash de 32KB, sendo
0,5KB utilizados para o bootloader. Memória SRAM de 2KB, onde são criados e
alterados os valores das variáveis. Memória EEPROM de 1KB, em que são armazenados
dados durante a execução do programa. O processamento da memória trabalha em
16MHz.
Partindo para alimentação do módulo, há três possibilidades para alimentação: através
de uma fonte externa pelo plugue P4, através da entrada USB ou através do seu terminal
Power Vin. Uma vez energizada, a placa acende o led ON, para sinalizar que está
acontecendo a energização desta. A tensão de operação do módulo é de 5Vcc, entretanto
o fabricante recomenda que a alimentação esteja na faixa de 7Vcc a 12Vcc. Para que a
corrente de operação seja mantida em 5Vcc o módulo conta com um regulador de tensão,
que inclusive ocasiona perdas na tensão de alimentação, por esse motivo não é
recomendado que a alimentação seja menor do que 7Vcc. Importante salientar que no
plugue P4 que sai da fonte a polaridade não está invertida, pois o pino central é utilizado
como polo positivo e a parte externa como polo negativo.
Figura 6. Polaridade do plugue P4.
Fonte: Neto e Oliveira (2020, p. 218, fig. 22.3).
Para realizar a conexão via USB, pode-se usar de USB A e USB B, em qualquer fonte
externa ou porta USB de computador, desde que atendam a faixa de tensão recomendada
pelo fabricante. Necessária atenção para a corrente elétrica, que é de no mínimo 500mA
para alimentar o módulo e pode variar de acordo com os periféricos e dispositivos de I/O
utilizados no projeto. Há também um adendo quanto a alimentação pelo conector VIN,
que é a incapacidade de alimentação simultânea pelo Plugue P4 com fonte externa e
também pelo conector VIN, pois ambos possuem conexão direta entre seus polos
positivos. É importante entender isso para que não corra o risco de ocasionar um curto-
circuito na placa por alimentação simultânea dos conectores P4 e Vin.
Portanto, a escolha do microcontrolador Arduino Uno R3 foi a melhor a solução
encontrada para o projeto. Atuando como controlador e principal componente, foi
responsável pela transmissão, dos dados captados pelo sensor presente na caixa d’água, e
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recepção, dos dados que chegavam ao módulo responsável por indicar, de forma visual e
sonora, em que nível o líquido se encontrara.
Figura 7. Esquema de montagem do transmissor. Arduíno uno R3, Módulo Lora e Sensor ultrassônico
Fonte: Maurício Coelho (2023)
A figura acima demonstra o esquema de montagem do dispositivo transmissor, o qual
destina-se a ser instalado no topo do edifício para monitorar a caixa d’água. Nesse
esquema, o arduíno uno R3 recebe alimentação por duas baterias de 3.7v, pelo conector
DC. Abaixo da placa do arduíno, verifica-se uma placa protoboard , a qual foi conectada
a linha positiva com a porta 3,3v do arduíno e a linha negativa com o gnd do arduíno,
haja vista que o manual do módulo lora ebyte e32 afirmava que seria melhor alimentar
por 3,3v. As outas linhas positiva e negativa da protoboard foram conectadas às saídas
5,5v e gnd do arduíno para que o sensor ultrassônico fosse alimentado, tendo em vista
que manual informava que o sensor funcionava com 5,5v.
Nesse caminho, o módulo Lora E32 teve seus pinos tx(transmissão) e rx(recepção
conectadas às portas digitais de n. 2 e 3 do arduíno. Pinos M0 e M1 foram conectadas ao
gnd da protoboard , bem como o pino gnd. Já o pino vcc foi colocado na lida positiva da
protoboard. E por último, com relação ao módulo Lora, foi conectada a antena.
Já o sensor ultrassônico JSN SR04T teve seus pinos trigger e echo ligados nas portas
9 e 10 do arduíno respectivamente e o gnd e vcc, nas linhas negativas e positivas da
protoboard.
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Figura 8. Esquema de montagem do receptor.
Fonte: Maurício Coelho (2023)
O esquema de montagem do receptor é muito semelhante ao do transmissor, exceto
que toda a alimentação dos componentes está vindo da porta 3,3v do arduíno. Nesse
dispositivo, sai o sensor e entre dois led’s conectados nas portas digitais 4 e 6 e um buzzy
conectado na porta digital 5, os quais possuem a finalidade de alerta sobre o estado da
caixa d’água.
O projeto tem como objetivo ser acessível e prático em termos financeiros e de
aplicação, para isso, tornou-se necessário adotar um método onde as falhas comuns de
rede não se aplicassem, como por exemplo: interferência nas frequências, o que
dificultaria o acesso às informações de monitoramento. Com base nisso, utilizou-se a
tecnologia LoRa, uma solução de baixo custo que encurta bastante o caminho para o fim
em questão.
LoRa nada mais é que "Long Range" , ou em português, "Longo Alcance"; baseado
em rádio frequência, esse protocolo faz comunicação entre dispositivos de forma
simples, sem barreiras, ou, sequer a necessidade de um repetidor Wi-Fi ou coisa
parecida, caso fosse necessário ou utilizado. Tem alcance de 3 a 4km de distância,
dependendo da topologia do local, visto que pode alcançar até 12km. Não poderíamos
deixar de pensar em IoT (internet das coisas), que está se tornando cada vez mais precisa
e complementada. O LoRa tornou possível essa intercomunicação com os apps.
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Em questões de alimentação, pode ser usado 3,5V ou 5V, sendo que o limite
recomendado é de 3,6V.
Tendo 4 modos de se operar. O principal é o Modo Normal, deve-se usar os pinos M0
E M1 em GND, no arduino. Segue abaixo a tabela de especificidades:
Figura 9. Manual técnico do módulo Lora ebyte E32 433t20d
Fonte: [Link] (2023)
Para o projeto em questão, foram cogitados três tipos de sensores. Porém, analisando as
necessidades do projeto e a funções de cada um dos sensores, levando em conta seus prós e
contras, chegou-se a um veredito de qual dos sensores se usar. O primeiro sensor pensado foi
o sensor de nível. Com o sensor de nível, o projeto teria a capacidade para dizer exatamente
em que nível a água estaria, o que seria de grande uso, já que assim o usuário poderia saber o
quão cheio sua cisterna e/ou caixa d’água se encontra, ocasionando um maior controle sobre
seu nível. Porém, foi apontado que para isso, vários sensores teriam que ser usados durante o
projeto, em níveis variados da caixa d’água, o que causaria a necessidade de maiores recursos
financeiros. Usar os sensores de nível também resultaria na exclusão de usuários que utilizam
caixa d’água de plástico, uma vez que não se pode efetuar furos no interior ou exterior da
mesma. Outro ponto importante é que o objetivo do projeto é que com o monitoramento de
líquidos nas caixas d’águas ou cisternas, esse elemento em hipótese nenhuma poderia chegar
em seu nível crítico, e para que o mecanismo fosse instalado, algum dos operantes precisaria
entrar na caixa d’água, e para isso, a caixa d’água iria precisar estar vazia.
O próximo a ser cogitado foi o sensor de inclinação, mas para isso ele precisaria ser
impermeabilizado pois o projeto lida com líquidos e o sensor não possui resistência nenhuma
ao mesmo. Para isso, mais seria gasto com meios de impermeabilizar o sensor, o que deveria
ser feito periodicamente.
Por último, o sensor ultrassónico JSN-SR04T sendo um dos sensores ultrassônicos mais
versáteis e precisos da atualidade, trabalha de forma síncrona com o Arduino. Suas
atribuições têm compatibilidade máxima com as necessidades do projeto. Ele é capaz de
detectar objetos com até 2 metros de distância, e possui a característica inerente de também
ser aprova d’água, o que minimiza riscos de uma possível parada em caso de contato com
líquidos. O que é de suma importância dada à natureza do projeto. O sensor possuiu um
ângulo de feixe de 45°, e tem precisão de até 0,5cm. Sua precisão é importante, pois é com
ela que poderá ser medida e informada o menor nível de água presente, tanto na cisterna
quanto na caixa d’água. O uso do sensor também tem impacto no custo do equipamento;
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possui o consumo de energia quando em repouso de 20uA, o que dispensa a troca de bateria
por anos.
A imagem abaixo mostra a instalação do receptor no topo do edifício.
Figura 10. Instalação do transmissor
Fonte: José Victor Jesus (2023)
Sensor foi colocado numa espécie de garrafa pet simplesmente para dar estabilidade e
deixa-lo alinhado com a superfície da água. Após a finalização, o grupo desceu para a
sala da administração do edifício que fica no térreo, dezoito andares abaixo, a fim de
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acionar o receptor, verificar a comunicação entre os dispositivos via Lora e aguardar o
sensor identificar o nível crítico estabelecido para o teste.
Figura 11. Receptor acionado com o led vermelho.
Fonte: Maurício Coelho (2023)
A imagem acima já demonstra o grupo dentro da sala da administração, com a
participação do auxiliar administrativo do condomínio Joilson Brígida. A seguir,
conforme se verifica, o led vermelho está aceso, o que conclui os objetivos do projeto e o
teste programado. Isso significa que o grupo conseguiu elaborar dispositivos capazes de
monitorar a distância da coluna de água da caixa d’água do condomínio, sem precisar de
cabos ou rede de energia, desenvolvendo um projeto de baixo custo e que beneficiou 108
unidades familiares dentro desse residencial.
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2. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BAUERMEISTER, Giovanni. Primeiros passos comunicação LoRa com Arduino.
[Link], por Giovanni Bauermeister. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 25
de outubro de 2023.
BERTOTELI, Pedro. Projetos com ESP32 E LoRa, São Paulo, 2019. pp. 14-17.
Disponível em: [Link]
esp32-e-lora-pedro-bertoleti/
HELLER, Léo; PADUA, Valter. Abastecimento de água para consumo humano. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2006.
NETO, Arlindo; DE OLIVEIRA, Yan. Eletrônica analógica e digital aplicada à
IOT. 2019.
TEIXEIRA, Hugo. Instrumentação Eletroeletrônica, Londrina, 2017. p. 113.
Disponível
em:[Link]
TACAO_ELETROELETRONICA/U1/LIVRO_UNICO.pdf
Primeiros passos comunicação LoRa com Arduino. [Link]. Disponível
em: <[Link] Acesso
em: 25 de maio de 2018.