Conceitos básicos
Console
O console é uma das quatro partes principais do RStudio. Lá é onde você vai digitar
suas ordens (comandos) e também é onde o R vai “responder.” Para que o R possa
interpretar corretamente e, será necessário que você conheça a sintaxe da
linguagem e a escrita correta dos comandos.
Scripts
Enquanto no console seus comandos são executados na medida em que você os
“envia” com a ordem enter, em um script você ordena a execução de uma sequência
de comandos, escritos previamente, um seguido do outro. Esses scripts são escritos
no editor de códigos do RStudio. Para entender melhor, localize o editor de códigos
no RStudio e copie os mesmos comandos anteriores, executados no console. No
editor de códigos, a ordem para a execução dos comandos não é o enter, para
executá-los, clique em Source, no canto superior direito da área do editor de
códigos. Repare bem, pois há uma setinha escura que revelará duas opções de
Source (execução do script): Source, e Source With Echo. A diferença entre as duas
opções é que a primeira executa mas não exibe as respostas no console, já a
segunda executa mostrando as respostas no mesmo. A primeira opção será útil em
outros casos de script s muito grandes, ou em situações nas quais não convenha
“poluir” o console com um monte de mensagens.
Objectos (variável)
Utilizando uma linguagem mais técnica, objeto (ou variável) é um pequeno espaço
na memoria do seu computador onde o R armazena um valor ou um resultado de
um comando utilizando um nome que você definiu.
Conhecer os t ipos de objetos do R é fundamental. Para criar objetos, utiliza- se o
símbolo <- .
Funções do R
Entenda função como uma sequência de comandos preparados para serem usados
de forma simples e, assim, facilitar sua vida. Funções são usadas para tudo que
você possa imaginar: cálculos mais complexos, estatística, análise de dados,
manipulação de dados, gráficos, relatórios etc. Assim que você o instala, o R já vem
configurado com várias funções prontas para uso.
O R tem diversas funções que podemos usar para fazer os cálculos desejados. O
uso básico de uma função é escrever o nome da função e colocar os argumentos
entre parênteses, por exemplo: função(argumentos). função especifica qual função
irá usar e argumentos especifica os argumentos que serão avaliados pela função.
Não se assuste com esses nomes, com um pouco de pratica eles se tornarão
triviais.
Estrutura dos dados
No R existem várias estruturas para armazenar dados. Desde de dados que podem
ser modelados em uma tabela, quando dados de natureza textual ou espacial.
Abaixo é listado as estruturas mais comuns para iniciar na linguagem R.
Vetores: c ( ), estrutura unidimensional;
Matrizes: matrix ( ), estrutura bidimensional;
Arranjos (arrays): array ( ), é uma generalização de matriz, por exemplo, um
cubo;
Data frames: [Link] ( ), caso especial de uma lista;
Vetores
vetores: um vetor é uma sequência de dados do mesmo tipo ou classe. Ou seja, um
vetor só pode conter valores numéricos, ou lógicos, ou de caracteres.
Atenção: nunca um vetor será composto por um valor numérico e lógico ao
mesmo tempo.
Exemplo: usando a função c ( ) para criar um vetor. Esta função tem como
argumento os elementos que irão compor o nosso vetor, e sua tarefa é
concatenar todos os elementos em um único objeto.
Combinando vetores
Podemos combinar/concatenar vetores usando a mesma função c ( ).
Exemplo: vamos combinar os vetores vet1 e vet2 e armazenar em um
terceiro objeto vet3.
Combinando
Criando vetores longos
Algum momento é necessário criar alguns vetores grandes. Abaixo listamos algumas
funções:
Funções rep( ) e seq( )
rep( ): replica os valores passados para a função.
seq( ): cria uma sequência, sendo possível controlar a que passo a sequência
cresce.
: atalho para função seq( ), quando queremos criar uma sequência que é
incrementada por uma unidade.
each = XX, indica que cada elemento será repetido XX vezes.
times = XX, indica que o vetor será repetido XX vezes.
Criando um vetor usando a função seq( ).
A função seq( ), cria um vetor que inicia from = INICIO e termina to = FIM.
by = XX, indica que a sequência será construída de XX em XX.
[Link] = XX, indica que o vetor terá exatamente o comprimento igual a
XX.
Algumas funções que são aplicadas sobre vetores
mean(x): média
sd(x): desvio padrão
min(x): mínimo
max(x): máximo
range(x): vetor com mínimo e máximo
sum(x): soma todos os elementos
exp(x): exponencia todos os elementos
sqrt(x): raiz quadrada
log(x): logarítmo natural
Matrizes
Matriz é uma coleção de vetores lado a lado, em que cada vetor tem exatamente o
mesmo comprimento e são da mesma classe. Cada linha ou coluna de uma matriz
individualmente será um vetor.
• Exemplo de uma matriz com 2 linhas e 3 colunas:
A=
[ 21 4 3
5 7 ]
Representando esta matriz no R
O elemento na linha m da coluna n da matriz A pode ser acessado pela
expressão A[m,n]:
A linha m inteira de A pode ser extraída por A[m, ]
A coluna n inteira de A pode ser extraída por A[, n]
podemos também extrair mais de uma linha ou coluna por vez:
Combinando matrizes
Assim como os vetores, as matrizes também pode ser concatenadas/combinadas
usando as funções:
• cbind(): concatena matrizes lado a lado, ou por colunas
• rbind(): concatena matrizes empilhando-as, ou por linhas
• Ambas funções podem concatenar vetores e então resultar em uma matriz, como
no exemplo abaixo.
Agora vamos concatenar as duas matrizes com a função cbind():
Data frames: [Link]( )
Um data frame é uma lista de vetores de igual comprimento.
Como [Link] é um caso especial de uma lista, logo todas as formas de acessar
uma lista podem ser usadas com um [Link].
podemos usar também a mesma forma de acessar matrizes.
Algumas funções que são aplicadas sobre [Link]
head(x): apresenta as primeiras 6 linhas
str(x): estrutura do [Link]
summary(x): resumo do [Link]
Uso dos comandos
[Link] ( )
PENDENTE
Leitura de dados de um arquivo de texto
Arquivo de texto: arquivo de texto plano, sem qualquer formatação
especial, e pode ser visualizado em qualquer editor de texto simples.
Para leitura de arquivo texto iremos usar a função [Link]().
Ler um banco de dados com colunas separadas por vírgulas e ponto como
separador decimal
file: caminho com o nome do arquivo a ser importado.
sep: caractere separador das variáveis (colunas) (Ex.: vírgula)
dec: caractere para casas decimais (Ex.: ponto)
header: se o arquivo contem o nome das variáveis (TRUE)
Carregamento de dados contidos em pacotes
Toda vez que uma nova seção do R é iniciada, é necessário carregar os pacotes, o
que é um processo muito rápido. Isso é uma estratégia para que o início das seções
seja mais rápido e não consuma tanta memória, com o carregamento de pacotes
que não serão utilizados. O carregamento dos pacotes pode ser feito por dois
comando: “library()” e “require()”. Ambos os comandos funcionam da mesma
maneira. A diferença entre essas funções é que a função “require()” apresenta
algumas mensagens de aviso e erros no momento do carregamento do pacote, o
que pode ser útil em alguns casos. Além disso, se inserirmos o output de “require()”
em um objeto, esse objeto irá receber um valor lógico (TRUE ou FALSE),
dependendo do carregamento ou não do pacote. Isso pode ser muito útil no
momento de criar scripts que demandam o carregamento de vários pacote, de modo
a serem criados diferentes pontos de controle no script.
Abaixo, vamos carregar o pacote psych utilizando ambos os comandos:
Uma vez carregados, todas as funções relativas a esse pacote estão disponíveis e
poderão ser executadas por meio do sistema.
Caso você deseje “descarregar” o pacote carregado da sua seção, você pode utilizar
o comando “deattach()”.
No caso do carregamento do pacote psych, podemos “descarregá-lo” utilizando o
comando a seguir: