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Introdução à Biometria em TICS

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Abubakny Adoul

Edson Divina Wachave


Fredinandes Carlitos
Jeremia Martins

BIOMETRIA
Disciplina de TICS

10a. Classe

Escola Secundária 12 de Outubro


Nampula
2024
Abubakny Adoul
Edson Divina Wachave
Fredinandes Carlitos
Jeremia Martins

BIOMETRIA
Trabalho em Grupo

Trabalho de pesquisa e de carácter


avaliativo da disciplina de TICs a ser
entregue ao professor (a) da mesma,
na turma 10a. 3, do curso diurno.
Professora Carmélia

Escola Secundária 12 de Outubro


Nampula, Abril de 2024
Índice

Introdução .................................................................................................................................................4
BIOMETRIA.............................................................................................................................................5
Breve Historial ..................................................................................................................................5
Conceito ............................................................................................................................................5
Etapas da Biometria ..........................................................................................................................5
Tipos de Biometria ....................................................................................................................................7
1. Impressão Digital ..........................................................................................................................7
2. Reconhecimento Facial .................................................................................................................7
3. Reconhecimento de Íris .................................................................................................................8
4. Reconhecimento de Voz................................................................................................................9
5. Reconhecimento de Retina ............................................................................................................9
6. Reconhecimento pela Digitação ....................................................................................................9
Conclusão ................................................................................................................................................10
Referências Bibliográficas ......................................................................................................................11
Introdução
Este trabalho pretende dar uma visão geral sobre a biometria sendo esta um dos caminhos mais
seguros para a identificação de pessoas e proteção de dados. É usada em caixas automáticos em
bancos a terminais de embarque em aeroportos. Até mesmo em celulares, tablets ou
computadores têm grandes chances de possuírem um método de identificação por digital ou
reconhecimento facial.

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BIOMETRIA
Breve Historial

Os primeiros usos da biometria digital como meio de identificação foram associados à pré-
história, mais especificamente na Babilônia. Na China, artesãos imprimiam suas digitais em
vasos como forma de associar suas identidades às obras e, consequentemente, à posteridade.

No entanto, antes mesmo de confirmarem o uso real com evidências científicas quanto à
legitimidade desse meio de validação, o ato de imprimir a marca da digital já era utilizado como
forma de comprometimento. Na colonização inglesa da India, Sir William Herschel, radicado
no distrito de Hooghly, fazia com que seus parceiros de negócios imprimissem a digital nos
contratos, além de firmá-los. Ele acreditava que tal acto “assustaria todo e qualquer pensamento
de repúdio à assinatura”.

Apenas em 1903 as impressões digitais começaram a ser coletadas sistematicamente para formar
uma base de dados para facilitar a identificação de criminosos, em Nova York. Passaram-se
duas décadas, e a Divisão de Identificação do FBI foi criado pelo Congresso Americano,
estabelecendo a prática de uma vez por todas como válida e eficiente na identificação de
prisioneiros, como também de foragidos. Em 1946, o FBI já possuía mais de 100 milhões de
impressões digitais manualmente registradas em cartões de identificação.

Conceito
A palavra Biometria (do latim, bio + metria) é a medição da vida, ou em termos mais gerais,
a biometria é a ciência e a tecnologia de medição e análise de dados biológicos.
Em tecnologia da informação, a biometria refere-se a tecnologias que medem e analisam as
características do corpo humano, tais como o ADN, impressões digitais, retinas e íris, padrões
de voz, padrões faciais e medições de mão, para fins de autenticação.

Etapas da Biometria

No que diz respeito ao cadastramento, análise e validação dos processos biométricos, eles se
assemelham por utilizarem a mesma estrutura, independente da parte do corpo utilizada. Isso se

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deve ao fato desses sistemas serem base de dados acessíveis e de rápida análise, facilitando
assim a comprovação da identidade da pessoa em questão. Os processos são:

 Captura:

A primeira etapa é o registro em si do que será utilizado para a comprovação identitária. Ou


seja, é o processo de colocar a digital no leitor; repetir “casa”, “martelo”, “cachorro”, “praia por
favor” ou qualquer outra coisa demandada por aquela tecnologia. O sistema pode pedir para se
repetir esse processo caso a colecta não tenha sido suficientemente fiel ou clara.

 Extração:

A extração é etapa onde os dados coletados são traduzidos em informações identificáveis pelo
sistema utilizado. Cada sistema possui seu próprio método de tradução, variando em termos de
confiabilidade e rigor analítico para transformar a imagem ou arquivo em bits inteligíveis pela
máquina.

 Criação de Padrão:

Após ter traduzido as informações para a linguagem computacional, o próprio sistema cria um
padrão único para esse cadastro, de acordo com as características reconhecíveis pelo sistema
biométrico. Essa parte é o formato inicial traduzido em formato final para armazenamento; ou
seja, é a sintetização da imagem como um todo (no que diz respeito à biometria ocular, por
exemplo) em um padrão facilmente acessível pelo sistema, diminuindo o tempo de análise como
um todo.

 Comparação:

Após o registro e a criação do padrão, a comparação é feita para comprovar a eficiência com a
qual o sistema cadastrou as informações necessárias. Caso o sistema retorne com falhas de
identificação – ou até mesmo falsos positivos devido à baixa qualidade das informações
retiradas – o processo é refeito até que a comparação retorne com resultados coerentes e
confiáveis.

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Tipos de Biometria
Existem diversos tipos de biometria, desde as que se baseiam na geometria das mãos à análise
de assinatura, que verifica a autenticidade de um documento assinado pela pressão e
maneirismos. Dentre eles:

1. Impressão Digital

O método de reconhecimento biométrico pela impressão digital é o mais antigo e de menor custo
para implementação. É extremamente confiável, dada a baixíssima mutabilidade dos dados ao
longo do tempo. Migrou suavemente dos meios analógicos para o digital.
A identificação por impressões digitais baseia-se no desenho formado pelas papilas, presentes
nas polpas dos dedos das mãos, deixado em uma superfície lisa.

Fig.1: Impressão Digital. Fonte: Vchal / [Link]

2. Reconhecimento Facial

O reconhecimento facial, presente até em celulares, consiste em mapear um rosto, seja em3D
(como o Face ID da Apple) ou em 2D (como a maioria dos smartphones). Cria-se uma imagem
da pessoa que será utilizada para desbloqueio de funções e identificação.

Entre os argumentos contra a técnica, está o facto de que o método não é permanente, ao passo
que o usuário envelhece, pode mudar o rosto com cirurgias ou tem um irmão gêmeo idêntico. A
coleta de dados também não é precisa em análises 2D, e mesmo mapeamento em profundidade
costuma dar falsos positivos.

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Por fim, há o factor invasivo: Empresas e governos podem coletar dados do rosto das pessoas
contra a vontade delas fazendo fotos e vídeos em locais públicos e utilizando para os mais
diversos fins.

Fig.2: Reconhecimento Facial. Fonte: [Link]

3. Reconhecimento de Íris

A biometria usando a íris (a parte colorida do olho humano, que controla a entrada de luz) é
extremamente confiável, já que a membrana permanece a mesma ao longo de toda a vida.
Diferente do método de leitura da retina, ele é bem menos invasivo e oferece um alto grau de
confiabilidade, além de ser difícil de contornar.

Entretanto, a implementação do método é bastante cara, embora cogita-se que a leitura de íris
será o método de biometria mais usado a médio prazo, superando a impressão digital.

Muitos celulares, em especial modelos mais desenvolvidos, trazem um scanner de íris


embutido na câmera, oferecendo tal opção de segurança para proteger os dados.

Fig.2: Reconhecimento de Iris. Fonte: [Link]


[Link]

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4. Reconhecimento de Voz

O método de reconhecimento por voz faz uma análise dos parâmetros físicos (cordas vocais,
laringe e etc.) e comportamentais, como sotaques, maneirismos, entonação e etc. O resultado é
um perfil sonoro único, que em tese pode ser usado como uma assinatura biométrica.
Com custo para a implementação baixo, a confiabilidade dos dados é pouca, já que qualquer
ruído pode comprometer a coleta e análise da voz. Alterações causadas por problemas de saúde
ou mesmo pelo envelhecimento também derrubam os índices de acertos.

Fig.4: Reconhecimento de Voz. Fonte: [Link]

5. Reconhecimento de Retina

É uma das biometrias mais seguras que existe, já que a disposição dos vasos sanguíneos que
irrigam a retina vária de pessoa para pessoa, e não mudam. Os meios necessários para a coleta
e leitura dos dados não são simples, o que dificulta a falsificação das informações.

O usuário deve olhar para um dispositivo e uma luz infravermelha de baixa intensidade fará a
“leitura” da retina. Embora seguro, é bastante invasivo e incômodo.

6. Reconhecimento pela Digitação

Pouco invasivo, baseia-se na análise do ritmo e cadência do usuário ao digitar. Cada pessoa
possui um estilo próprio, seja a quantidade de dedos que utiliza, a velocidade com que digita, a
força que aplica às teclas e etc.
Com baixo custo, sua captação dos dados não é tão simples e ele é pouco confiável, já que um
usuário pode mudar o estilo de digitação, de forma inconsciente ou intencional.

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Conclusão
Nos dias actuais, a Biometria é indispensável e faz parte da segurança de dados digitalizados,
uma vez que lê as características da pessoa e, a partir de dados previamente cadastros, fazem a
análise de correspondência, liberando ou validando o acesso.

A tecnologia, portanto, serve como um fator de validação de identidade para qualquer sistema
que o utilize. Pode ser usada para desbloqueio de celulares, acesso a locais restritos — como
escolas e faculdades — e, mais recentemente, como autenticação para voto no sistema eleitoral
de qualquer país. Outros usos incluem a identificação e localização de criminosos, e a proteção
digital de dados confidenciais.

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Referências Bibliográficas

 MAGUIRE, M. O nascimento da segurança biométrica. Antropologia Hoje, vol. 25, no.


2, p. 9–14, 2009.
 HAWTHORNE, M. R. Análise e compreensão de impressões digitais. Boca Raton, FL:,
2009.
 O que é biometria? Os 6 tipos mais usados na tecnologia, disponível em:
[Link]

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