Universidade Católica de Moçambique
Centro de Ensino à Distância
Nome:
Código do Estudante:
Curso: Lic. em Ensino de Matemática
Disciplina: Praticas Pedagógica II
Ano de Frequência: 2º Ano
Tutor: Manuel Joaquim Mandava
Gurué, Abril de 2024
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Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuaçã Subtota
do
o máxima l
tutor
Índice 0.5
Introdução 0.5
Aspectos
organizacionais
Estrutura Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
Articulação e
domínio do
discurso académico
(expressão escrita 3.0
Conteúdo cuidada,
coerência / coesão
textual)
Análise e
Revisão
discussão
bibliográfica
nacional e
2.0
internacional
relevante na área
de estudo
Exploração dos
2.5
dados
Contributos
Conclusão 2.0
teóricos práticos
Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA Rigor e coerência
Referências
6ª edição em das
Bibliográfica 2.0
citações e citações/referências
s
bibliografia bibliográficas
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
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Índice
Introdução..................................................................................................................................5
Objectivo geral.......................................................................................................................5
Objectivos específicos............................................................................................................5
Metodologia usada..................................................................................................................5
1. Introdução/motivação.........................................................................................................6
2. Mediação/assimilação.........................................................................................................7
3. Domínio/consolidação........................................................................................................8
4. Controle/avaliação..............................................................................................................9
5. Plano de aula.......................................................................................................................9
Conclusão.................................................................................................................................11
Bibliografia..............................................................................................................................12
Introdução
Funções Didácticas são estudadas separadamente, mas são aplicadas de forma
interrelacionada durante uma aula.
Cada etapa ou passo da aula corresponde a uma função didáctica, que é dominante, o que
significa que pode haver o envolvimento das restantes, com o fim de, no conjunto, elas
assegurarem a eficácia da assimilação da matéria. Em cada função didáctica é proposto o
tempo da sua duração, o método dominante, o conjunto de meios e formas de ensino e
também as actividades do professor e do aluno. Assim, as funções didácticas encontram-se
interligadas e fazem parte integrante de uma aula que compreende um sistema, sobressaindo a
ideia de que, na prática docente, elas devem ser usadas de forma integrada, ou seja, numa
relação dialéctica entre todas elas. Por esse facto, enquanto num dado momento o professor
realiza uma certa função didáctica como sendo a predominante, nela integra elementos
doutras funções didácticas.
Objectivo geral
Conhecer os momentos de uma aula.
Objectivos específicos
Descrever os momentos de uma aula;
Elaborar um plano de aula;
Reconhecer os momentos de uma aula.
Metodologia usada
Para a elaboração do presente trabalho para além dos conhecimentos práticos que
possuo, basei-me na pesquisa bibliográfica, onde trouxe interpretações sólidas e
fundamentadas por diferentes autores de destaque que debruçaram sobre o tema em alusão.
1. Introdução/motivação
A Introdução de uma aula é o momento de “sensibilizar”, “desafiar” os alunos para o
estudo proposto, e também procurar “mobilizar” a turma para as atividades que serão
desenvolvidas, ou seja, é a proposta de uma “prática social inicial”, que consiste na
“preparação, na mobilização do aluno para a construção do conhecimento escolar. É uma
primeira leitura da realidade, um contato inicial com o tema a ser estudado (GASPARIN,
2002, p. 15).
Trata-se, portanto de uma sondagem dos saberes prévios dos alunos. Na introdução de
uma aula, o professor também apresenta o conteúdo, contextualizando-o e discutindo com os
alunos o objetivo que percorrerão para a aprendizagem. O professor poderá então
“problematizar” com os alunos o conteúdo da aula que será estudado. Nas palavras de
Libâneo: “apresentar a matéria como um problema a ser resolvido, mediante perguntas, troca
de experiências” (2010, p. 182).
Esta função didáctica visa a preparação e introdução da matéria, correspondendo
especificamente ao momento inicial de preparação para o estudo da matéria nova e
compreende actividades interligadas, tais como:
Preparação prévia do professor;
Preparação dos alunos;
Introdução da matéria nova;
Colocação didáctica dos objectivos.
Antes de entrar na sala e iniciar a aula, o professor precisa de se preparar, através de
uma planificação sistemática da aula ou conjunto de aulas.
A preparação sistemática de aulas assegura a dosagem da matéria a tempo, o
esclarecimento de objectivos a atingir e das actividades que serão realizadas, bem como a
preparação dos meios de ensino adequados.
No início da aula, a preparação dos alunos visa criar condições de estudo, mobilização
da atenção, para criar uma atitude favorável ao estudo, organização do ambiente, suscitar
interesse e ligar a matéria nova à anterior.
A motivação inicial inclui perguntas para averiguar se os conhecimentos anteriores
estão efectivamente consolidados e prontos para o conhecimento novo. Aqui o empenho do
professor está em estimular o raciocínio dos alunos, instigá-los a emitir próprias
opiniões/ideias sobre o que aprenderam e fazê-los ligar os conteúdos às coisas ou eventos do
dia-a-dia.
Como foi referido, a introdução do assunto é a ligação da matéria anterior com a
matéria nova. Constitui, desta forma, a ligação entre as noções que os alunos já possuem em
relação à matéria nova, bem como o estabelecimento de vínculos entre a prática quotidiana e
o assunto. É importante que os alunos tenham amplas oportunidades de expressar as ideias
que já possuem, pois, crianças têm conhecimentos tácitos, dos quais não são necessariamente
conscientes, até que sejam encorajadas a verbalizá-los.
O melhor procedimento para aplicar a introdução é apresentar a matéria como um
problema a ser resolvido. Mediante perguntas, troca de ideias/experiências, colocação de
possíveis soluções, estabelecimento de relações causa-efeito, os problemas relacionados ao
tema vão-se encaminhando para se tornarem também problemas para os alunos na sua vida
prática. Com isso, vão sendo apontados os conhecimentos que é necessário dominar e as
actividades de aprendizagem correspondentes.
O professor fará, então, a colocação didáctica dos objectivos, uma vez que é o estudo
da nova matéria que possibilitará o encontro de soluções. Os objectivos indicam o rumo do
trabalho docente e ajudam os alunos a terem certeza dos resultados a atingir.
O aluno é o agente da própria aprendizagem, isso significa que a cada conteúdo que o
professor pretenda abordar, há sempre um e outro aluno que tenha um conhecimentomínimo
sobre o assunto, e poderá então associar este conhecimento anterior ao novo conhecimento
que o professor irá abordar. É neste contexto que se privilegia a troca de experiência dos
alunos e o estabelecimento de relações de causa-efeito, porque permitem ao aluno associar o
conteúdo novo com os conhecimentos da vida prática e, por sua vez, optimizar esses
conhecimentos, ou seja, usar esses novos conhecimentos com mais solidez ao longo das
tarefas com que se deparar ao longo da vida.
2. Mediação/assimilação
Depois de suscitada a atenção e a actividade mental dos alunos na etapa anterior
(Introdução e Motivação), é o momento dos alunos familiarizarem-se com o conhecimento
que irão desenvolver e um dos procedimentos práticos é a apresentação do conteúdo como
um problema a ser resolvido, embora nem todos os conteúdos se prestem a isso. Assim, a
“Mediação e Assimilação” constituem a etapa ou passo da Aula, onde se realiza a percepção
de fenómenos ligados ao tema, a formação de conceitos, o desenvolvimento de capacidades
cognitivas de observação, imaginação e raciocínio dos alunos. Pode também ser percebida
como sendo o momento da aula, isto é, a função didáctica na qual o mediador dá orientações,
explicações necessárias, organiza as actividades dos alunos que os possam conduzir à
assimilação activa dos conhecimentos para desenvolver atitudes, convicções, habilidades,
hábitos, etc.
É nesta fase em que os alunos devem ter amplas opoprtunidades de se ocupar e
empenhar com a matéria da aula, de forma activa e colaborativa. A actividade dos alunos
(seja individual, aos pares, ou em grupos) pode ser iniciada ou seguida por uma exposição
pelo professor. Desta forma, os alunos não apenas decoram factos, mas sim adquirem e
desenvolvem habilidades e competências. A função do professor é de mediar o processo de
construção do conhecimento. Assim, a figura do professor como transmissor de
conhecimentos desaparece, para dar lugar à figura de mediador, facilitador ou orientador,
concebendo o aluno como o sujeito da sua própria aprendizagem.
3. Domínio/consolidação
Esta etapa consiste na organização, aprimoramento e fixação dos conhecimentos por
parte dos alunos, a fim de que estejam disponíveis para orientá-los nas situações concretas de
estudo e de vida. Trata-se, também, de uma etapa em que, em paralelo com os conhecimentos
e através deles, se aprimora a formação de habilidades e hábitos para a utilização
independente e criadora dos conhecimentos. A consolidação de conhecimentos e formação de
habilidades e hábitos inclui exercícios, a recapitulação da matéria, o resumo, a aplicação dos
conceitos aprendidos para outros contextos, as tarefas de casa e a sistematização. Entretanto,
estes dependem do facto de que os alunos tenham compreendido bem a matéria e de que estes
sirvam de meios para o desenvolvimento do seu pensamento independente, do seu raciocínio
e da sua actividade mental.
Nesta etapa pretende-se conseguir o aprimoramento do novo saber dos alunos, por
isso, o professor deve criar condições de retenção e compreensão da matéria, através de
exercícios e actividades práticas para solicitar a compreensão.
Não é aconselhável apresentar aos alunos muitos conteúdos, sem que tenham a
oportunidade de pôr em prática o que têm aprendido e, muito menos, aproveitar- se do
conteúdo aprendido para as aprendizagens posteriores, através de repetição, sistematização e
aplicação. Através da repetição o professor pode: reafirmar os conhecimentos e capacidades
fundamentais; controlar o nível da situação inicial do aluno; obter uma base para avaliar a
cada aluno ou a todo o grupo.
A aplicação é uma etapa fundamental para o processo de ensino-aprendizagem,
porque permite que haja aumento e desenvolvimento das capacidades através da resolução de
problemas e tarefas em situações analógicas e novas.
4. Controle/avaliação
Esta etapa permite o acompanhamento de todo o processo de ensino-aprendizagem e
forma ao mesmo tempo a conclusão das unidades do ensino. O professor pode dirigir
efectivamente o processo de ensino-aprendizagem e conhecer permanentemente o grau das
dificuldades dos alunos na compreensão da matéria. Este controle vai consistir, também, em
acompanhar o PEA avaliando as actividades do professor e do aluno em função dos
objectivos definidos. Através do controlo e avaliação, o professor pode providenciar e, se
necessário, rectificar, suplementar ou mesmo reorganizar a aprendizagem.
Pela avaliação é possível saber-se se a aprendizagem está a efectuar-se conforme o
previsto ou não e, ao mesmo tempo, permite ao professor certificar-se sobre o que o aluno
aprendeu e, então, saber que rumo dar aos trabalhos das novas aulas (se é para repetir, ou
prosseguir dependendo da situação vivida no momento quanto ao saber, saber fazer e saber
ser-estar dos alunos).
5. Plano de aula
Escola Primaria de Errove
Data: 15 de Abril de 2024
Disciplina: Matemática
Nome do professor:
Unidade Temática: Grandezas e medidas
Tema: Área de figuras compostas
Tipo de aula: transmissão do novo conteúdo Classe:6ª duração:45’
Objectivos específicos:
Conhecer os quadriláteros;
Calcular a área dos quadriláteros;
Desenhar os quadriláteros.
Temp Função Conteúdo Actividades Método Meios
o didática Professor Aluno
7’ Introdução e Saudação Saúda Responde Elaboração Livro,
Motivação Controlo Marca presença Responde Conjunta quadro,
Síntese Faz síntese da Presta caderno,
aula anterior atenção Giz,
esferogra
fica
28’ Mediação e Soma dos Explica a Presta Expositivo
Assimilação ângulos composição do atenção e
Internos de losango copia o
um juntamente com apontamento
quadriláter trapézio e com as
o desenha no respectivas
quadro figuras
A+B+D=180º
B+C+D=180º
180º+180º=360
º
8’ Domínio e Exercícios O quadrado é O quadrado Trabalho
Consolidação e correção retângulo ou é losango independent
losango, porque a sua e
porque? soma é igual
a 360º
2’ Controlo e T.P.C Determine as Copia T.P.C Trabalho
Avaliação figuras do para caderno independent
exercício 2 e
pagina 52
Conclusão
As funções didácticas descrevem as etapas de uma aula, em termos das finalidades
pedagógicas. Cada etapa do processo de ensino-aprendizagem tem uma função pedagógica e
elas estão estreitamente interligadas.
A planificação de aulas, tendo em conta as etapas da aula/funções didácticas, permite
ao professor estruturar a aula de forma a garantir que os alunos saibam o que vão aprender,
fiquem conscientes sobre o que já sabem em relação ao tema, tenham a oportunidade de
explorar novos conceitos, construindo novos conhecimentos e avaliarem as suas
aprendizagens.
Bibliografia
GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:
Autores Associados, 2002.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2010.
MASETTO, Marcos. Competência pedagógica do professor universitário. São Paulo:
Summus, 2002