Universidade Católica De Moçambique
Faculdade De Gestão De Recursos Florestais E Faunísticos De Lichinga
(FAGREFF)
Licenciatura em Gestão de Recursos Florestais e Faunísticos
Relatório de Estágio Profissionalizante Realizado na Empresa Green
Resources Niassa, S.A.
(A Green Resources AS Group Company)
Nelo Samuel Manuel
Nº 711200152
Lichinga, Dezembro de 2023
I
Relatório de Estágio Profissionalizante Realizado na Empresa Green
Resources Niassa, S.A.
(A Green Resources AS Group Company)
Nelo Samuel Manuel
Nº 711200152
Relatório de estágio profissional a ser submetido
na Universidade Católica de Moçambique
(UCM) -Faculdade de Gestão de Recursos
Florestais e Faunísticos (FAGREFF) como
requisito parcial para a obtenção do grau
académico de Licenciado em Gestão de Recursos
Florestais e Faunísticos.
Supervisor de estágio
____________________________
Eng.º Paulo Avelino
Lichinga, Dezembro de 2023
II
Índice
DECLARAÇÃO ........................................................................................................................ I
LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIATURAS ........................................................................ II
LISTA DE FIGURAS .............................................................................................................. III
CAPITULO I: INTRODUÇÃO ................................................................................................. 1
1.1. Contextualização ............................................................................................................. 1
1.2. Problema ......................................................................................................................... 1
1.3. Justificativa ..................................................................................................................... 1
1.4. Objetivos ......................................................................................................................... 2
1.4.1. Objetivo Geral ............................................................................................................. 2
1.4.2. Objetivos específicos................................................................................................... 2
CAPITULO II: DESCRIÇÃO DO LOCAL DE ESTAGIO ...................................................... 3
2.1. Localização da empresa Green Resources Niassa S.A ....................................................... 3
2.2. Missão, Visão e Valores do Green Resources Niassa, S.A ................................................ 3
Missão. ....................................................................................................................................... 3
Visão .......................................................................................................................................... 3
Valores ....................................................................................................................................... 3
2.3. Estrutura Organizacional .................................................................................................... 4
2.4. Departamentalização da Green Resources Niassa .............................................................. 5
2.5. Importância do estágio profissional .................................................................................... 6
CAPITULO III: DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ................................................................ 7
3.1. Produção de substração ....................................................................................................... 7
3.2. Esterilização de recipientes ................................................................................................. 7
3.3. Enchimento de recipientes .................................................................................................. 7
3.4. Beneficiamento das sementes ............................................................................................. 8
3.5. Semeadura ........................................................................................................................... 8
i
3.6. Monda ................................................................................................................................. 8
3.7. Seleção ................................................................................................................................ 8
3.8. Compactação ....................................................................................................................... 9
3.9. Preparação de estacas .......................................................................................................... 9
3.10. Poda Manual ..................................................................................................................... 9
CAPITULO IV: REVISÃO DE LITERATURA ..................................................................... 10
4. Conceitos básicos ................................................................................................................. 10
4.1. Viveiro Florestal ............................................................................................................... 10
4.1.1. Tipos de Viveiros Florestais .......................................................................................... 10
4.2. Substrato ........................................................................................................................... 10
4.3. Recipiente ......................................................................................................................... 11
4.4. Sementeira......................................................................................................................... 11
4.5. Propagação Vegetativa...................................................................................................... 11
4.5.1. Tipos de propagação vegetativa ..................................................................................... 12
4.6. Dormência ......................................................................................................................... 12
4.6.1. Tipos de dormência ........................................................................................................ 12
4.6.2. Quebra de dormência ..................................................................................................... 13
CAPITULO V: RESULTADO E DISCUSSÃO ..................................................................... 14
5.1. Conclusão.......................................................................................................................... 15
5.2. Dificuldades ...................................................................................................................... 15
5.3. Recomendações................................................................................................................. 16
VI. Referências bibliográficas ................................................................................................. 17
Anexos ..................................................................................................................................... 18
ii
DECLARAÇÃO
Eu, Nelo Samuel Manuel, estudante finalista do curso de Gestão de Recursos Florestais e
Faunísticos na Universidade Católica de Moçambique ministrada pela Faculdade de Gestão de
Recursos Florestais e Faunísticos, declaro por minha honra que o presente relatório é da minha
inteiramente autoria, sendo que todas as obras consultadas estão devidamente citadas e
referenciadas. E que este relatório nunca foi submetido a nenhuma outra
Universidade/Faculdade.
O Estudante
_____________________________________
Nelo Samuel Manuel
I
LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIATURAS
% - Porcento
°C- Graus Célsio
Av.- Avenida
CEO- Diretor Executivo
EN-Estrada Nacional
Eng°.- Engenheiro
FAGREFF-Faculdade de Gestão de Recursos Florestais e Faunísticos
g- Gramas
GREFF-Gestão de Recursos Florestais e Faunísticos
GRN-Green Resources Niassa
N°-Niassa
NPK- N (Nitrogénio), P (Fosforo) e K (Potássio)
S.A- Sociedade anonima
II
LISTA DE FIGURAS
Organograma da empresa Green Resources Niassa, S.A...........................................................4
III
CAPITULO I: INTRODUÇÃO
1.1. Contextualização
No âmbito da Unidade Curricular de Estagio Técnico profissional, lecionada na
Faculdade de Gestão de Recursos Florestais e Faunísticos para os estudantes do curso de
Gestão de Recursos Florestais e Faunísticos (GREFF), foi desenvolvido o presente relatório de
estágio profissional que se enquadra numa vertente educativa. Representando o fim das
atividades de estágio realizados no departamento de Silvicultura (Viveiro Florestal) da
Empresa Green Resources Niassa, S.A.
O estágio profissional teve seu início no dia 11 de Setembro de 2023 e o seu término
no dia 11 de Dezembro, com a duração de três meses distribuídos em oito (8) horas de trabalho
diário em dias uteis.
A Green Resources Niassa (GRN) é a maior empresa de Desenvolvimento Florestal e
Processamento de Madeira da Africa Oriental. Ocupando aproximadamente 38.000 ha de
Plantações Florestais em: Uganda, Moçambique e Tanzânia.
1.2. Problema
Não obstante a importância em termos ambientais, o aumento da produção agrícola, da
atividade industrial, do crescimento populacional e da disseminação de condomínios
irregulares vem colocando em risco o ambiente da província do Niassa. Isto vem causando
danos irreversíveis á Flora e Fauna a sobrecarrega os seus recursos Hídricos.
Neste contexto, são necessários ações que possam recuperar e conservar as áreas
remanescentes dos biomas visando a preservação dos recursos Naturais, e para a produção de
Mudas de espécies Nativas é essencial.
1.3. Justificativa
Pode ser muito difícil encontrar mudas de Plantas nativas nos viveiros comercias da região
devido a falta de conhecimentos de como produzi-las ou mesmo pela dificuldade de conseguir
sementes na natureza. Nos Biomas estão presentes varias espécies importantes que podem ser
utilizadas com o propósito de recuperação de áreas degradadas por gerarem produtos para o
consumo humano na alimentação, na produção de madeira, na medicina entre outros.
1
Entretanto, este uso geralmente acontece por extravio o, o que compromete a
sustentabilidade.
[Link]
1.4.1. Objetivo Geral
Identificar as espécies produzidas no Viveiro da empresa Green Resources Niassa.
1.4.2. Objetivos específicos
Consolidar conhecimentos Teóricos em mateias práticas;
Identificar os Metodos de produção;
Citar os tipos de Substrato utilizados.
2
CAPITULO II: DESCRIÇÃO DO LOCAL DE ESTAGIO
2.1. Localização da empresa Green Resources Niassa S.A
A empresa Green Resources Niassa, S.A, esta localizada no Bairro de Nomba, Av. do
Trabalho N°36, EN14. Na Cidade de Lichinga, Distrito de Lichinga, Província do Niassa.
2.2. Missão, Visão e Valores do Green Resources Niassa, S.A
A empresa Green Resouces Niassa tem como missão, visão e valores os seguintes:
Missão: Estabelecer a empresa líder da indústria florestal da África Oriental,
trabalhando para o benefício de seus acionistas, funcionários e as comunidades onde
opera.
Visão
Estabelecer grandes plantações florestais e gerenciadas de forma sustentável
para criar a base do crescimento a longo prazo e a criação de valor. Usando
madeira de plantações existentes e novas para produzir produtos a base de
madeira conforme os requisitos dos mercados que operamos.
Valores
Estabelecer e manter florestas de crescimento rápido e de alta qualidade;
Fornecer produtos e serviços de qualidade aos nossos clientes;
Respeitar os elevados padrões ambientais e sociais; Contribuir para o
desenvolvimento socioeconómico e objetivos de desenvolvimento sustentável;
Gerar bons retornos sobre o investimento;
Ser o empregador preferido em nosso sector e um parceiro de confiança de todas
as partes interessadas;
Tolerância zero em relação a discriminação, mas condições de trabalho e
corrupção;
Fornecer um ambiente de trabalho seguro para funcionários e outras partes
interessadas;
Comprometido em atender aos padrões internacionais de transparência e se
comunicar abertamente e regularmente com os principais interessados.
3
2.3. Estrutura Organizacional
A nível Organizacional a empresa Green Resources Niassa, S.A tem a seguinte
estrutura:
Alta Administração (CEO-
Director Executivo)
Direção Executiva
Direção
Administrativa
Contabilidade Recursos Ambiente, Saúde Planificação Silvicultura Industria
Humanos e Governação
Ambiente Mapas Viveiro Produção
Administração
Inventario de
Infra-estrutura Saúde e Plantação (Floresta)
Plantio Folhados
Segurança (Social) Exploração Exploração
Oficiais
Operários
Figura 1: Organograma da empresa Green Resources Niassa, S.A
Fonte: Green Resources Niassa, adaptado pelo autor
4
2.4. Departamentalização da Green Resources Niassa
O departamento da Green Resources Niassa, S.A funciona da seguinte forma:
Diretor Executivo (CEO) - atua como ponto central de comunicação entre o
operacional e o conselho de administração e é responsável pela resolução de problemas
e tomada de decisões mais importantes, pela gestão de recursos e operações gerais da
empresa.
Direção Administrativa- tem a responsabilidade de conduzir e coordenar a execução
de atividades planeadas e organizadas.
Departamento de Contabilidade- responsável por administrar as finanças e realização
de atividades ligadas diretamente a movimentação de valores da empresa (dentro e fora
da empresa). Também auxilia na gestão empresarial gerando informações, dados e
planilhas necessárias para que se possa ter noção financeira da empresa.
Departamento de Recursos Humanos- responsável pela integração, continuidade e
produtividade dos profissionais no ambiente organizacional atendendo as demandas do
pessoal mediando conflitos e tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de
um trabalho eficiente.
Departamento de ambiente, saúde e governação- tem a responsabilidade de planear
e coordenar as atividades de fiscalização dos ambientes e condições de trabalho
prevenindo possíveis acidentes e doenças no local de trabalho fazendo a proteção dos
trabalhadores da empresa. Também é responsável pela aquisição de e legalização de
DUAS e gestão de relações com as comunidades onde a empresa opera.
Departamento de Planificação- responsável pelos processos de planificação e
avaliação para organização de bancos de dados e produção de informações das
plantações, atualização de inventários anuais nas plantações florestais realizando
marcação, inventários e medições de áreas.
Departamento de Silvicultura- responsável pela realização de atividades dentro do
viveiro, fazendo a produção de mudas tomando dos cuidados ate o seu plantio, além de
atividades preventivas nas plantações.
Industria- responsável pelas atividades de processamento dos produtos de origem
Florestal deste a exploração e transporte de produtos, oficina e reparação de veículos,
tratamento de postes e por último departamento que é a Fabrica- responsável pela
produção de Folhados.
5
2.5. Importância do estágio profissional
O estágio profissional ou profissionalizando é um método usado como base para que o
estudante finalista desenvolva habilidades e atitudes em relação ao um determinado trabalho,
mostrando tudo que se aprendeu durante o seu percurso na formação e conciliando os seus
conhecimentos teóricos com a aplicam na prática. Neste caso o estágio profissional sérvio
como uma forma de vivenciar a realidade social da Green Resources Niassa, S.A ou outros
locais de estágios, e como forma de criação de vínculos com a nossa área de formação
profissional.
O período de estágio serve também para que as empresas avaliem diretamente a
competência dos licenciandos, com vista a identificação de futuros colaboradores ou
funcionários e redução de custos com a procura de pessoal.
6
CAPITULO III: DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES
O capitulo em questão faz menção as atividades realizadas no período de estagio na
empresa Green Resources Niassa, S.A e a sua devida discrição.
O estágio deve a duração de três meses, e a distribuição de atividades era feita
diariamente em uma reunião matinal, onde em alguns encontros primeiro tínhamos o Toll
Box/caixa de ferramentas (uma atividade onde eram feitas definições básicas sobre FSC e os
seus Dez (10) princípios, ditados alguns princípios básicos sobre HST, técnicas de primeiros
socorros ou estrageiras a seguir em casos de emergências (incêndios ou acidentes de trabalho)).
Em seguida irei descrever algumas atividades realizadas:
3.1. Produção de substração
Nesta atividade foi feita a mistura de 2 substratos diferentes:
Cocopeat e Osmocote- nesta atividade foi feita uma mistura de Cocopeat que é um
substrato feito a base de casca de Coco que estimulam o crescimento saudável das
plantas e Osmocote que é um fertilizante NPK divido em dois (Osmocote Pro de 3-4
semanas e Osmocote Star de 6 semanas) sendo uma mistura de Macro e Micro
Nutrientes solúveis em Agua que é liberada em função da temperatura do substrato.
Cocopeat, casca de Arroz Carbonizada e Osmocote- nesta foi adicionada apenas a
casca de Arroz carbonizada e deixou-se de usar a mistura de 100% Cocopeat. Foi feita
a misture de 40% Cocopeat e 60% Casca de Arroz Carbonizada e 160g de Osmocote
separados em diferentes dosagens de 80g de Osmocote Pro e 80g de Osmocote Start.
A mistura do substrato foi feito usando uma moagem de mistura.
3.2. Esterilização de recipientes
Esta atividade consiste em lavar ou mergulhas as caixas de 40 e 128 cavidades em
fungicida solúvel em água, para a retirada de doenças e impurezas nos recipientes.
3.3. Enchimento de recipientes
Esta atividade consistia em colocar o substrato nos recipientes ou encher os recipientes
com o substrato já preparado, o recipientes variavam entre caixas de quarenta (40) cavidades,
caixas de sento e vinte e oito (128) cavidades e ou Vasos Plásticos/Bolsas plásticas.
7
3.4. Beneficiamento das sementes
Esta atividade foi feita como forma de induzir a germinação das sementes ou facilitar a
germinação das mesmas, usando técnicas como: Seleção de sementes, Quebra de dormência
por Mergulha e/ou Escarificação.
Seleção de Sementes: consiste na retirada de sementes com indícios de ataque por
fungos, insetos e bactérias ou mesmo aquela que tiver danos físicos aparentes;
Quebra de dormência por mergulha: consiste em molhar as sementes em água fria
durante 2/3 dias;
Escarificação: consiste em romper a barreira do embrião, permitindo assim a
germinação mais rápida das sementes. Este processo pode ser feito usando uma
tesoura, raspando a região superior da semente com uma lixa.
3.5. Semeadura
Esta atividade é feita manualmente e consiste em lançar/colocar as sementes dentro das
cavidades, colocando-as duas em cada cavidade e depois as sementes são cobertas com área
Grossa esterilizada para evitar que as sementes se dispersem com o vento.
Em espécies nativas a cobertura é feita com o mesmo substrato de base, onde apenas é
aberto um sulco dentro do próprio recipiente e procedendo assim a sua cobertura.
3.6. Monda
Esta atividade pode ser chamada também de capina manual, que consiste em eliminar
plantas indesejadas que por ventura crescem nos recipientes junto com as mudas, aumentando
assim a competição por nutrientes. Recomenda-se a realização de capinas manuais sempre que
necessário enquanto as plantas indesejadas estão ainda na fase inicial de desenvolvimento.
3.7. Seleção
Esta atividade consistia no agrupamento para obtenção de tamanhos uniformes ou com
os mesmos níveis de crescimento com o objetivo de reduzir a competição pela luz. A
Classificação das Mudas foi feita separando elas em três estratos: baixo (pequenas), medio e
alto (grandes).
8
3.8. Compactação
Apos a classificação/seleção das mudas, algumas cavidades das caixas ficam vazias. A
atividade de compactação consistia em preencher as cavidades vazias durante a classificação.
3.9. Preparação de estacas
Esta atividade consistia na propagação assexuada de Clones de Eucalyptos, que pode
ser chamadas em algumas locais como propagação vegetativa por Enraizamento de Estacas.
Esta atividade permite a continuidade das espécies com as mesmas características, seguindo
dois tipos:
Macroestaquia ou estacas de Nó Inteiro: nesta são utilizadas os ramos ortotrópicos
da planta matriz, ou seja, são retirados as brotações laterias da planta Matriz. Esta
atividade consiste em eliminar a ponta (ápice) e a base dos ramos plagiotrópicos
existentes no ortotrópico e parte das folhas;
Microestaquia: nesta atividade são utilizados os ápices dos caules dos Clones e usados
como propágulos vegetativos (Microestacas).
3.10. Poda Manual
Esta atividade consistia em eliminar as brotações laterais que se forma eventualmente
no colo (região entre a raiz e o caule das mudas), esta atividade é feita como forma de obter os
seguintes benefícios:
Aumentar a percentagem de sobrevivência proporcionando a produção de mudas mais
robustas;
Adequar o desenvolvimento em altura e o sistema radicular;
Aumentar o período de rotação de Mudas no Viveiros.
9
CAPITULO IV: REVISÃO DE LITERATURA
O presente capítulo aborda acerca da revisão de bibliográficas, servindo como base para
conceitos básicos e definições.
4. Conceitos básicos
4.1. Viveiro Florestal
Segundo Garay, Folz, & del Piero (2013), “ Viveiros Florestais são locais destinados à
produção, à manutenção e ao crescimento de Mudas arbóreas ate o seu transporte para plantio
definitivo”.
Nestes locais são reunidos instalações e utensílios próprios e são empregadas técnicas que
visam aprimorar a produção e a manutenção das plântulas.
4.1.1. Tipos de Viveiros Florestais
Segundo Macedo, Kageyama, & Costa (1993), “existem dois tipos de viveiro: Viveiros
permanentes, onde são produzidas mudas de maneira continua e por tempo indeterminado, ou
para comercialização; e Viveiros Temporários, onde as mudas são produzidas para uma
determinada área e por um período limitado”.
Os viveiros poder ter como objetivo a produção constante de mudas (Viveiros
Fixos/Permanentes) ou uma produção pontual para fins diversos tais como reflorestamento ou
reposição de mudas de uma área especifica (viveiros permanentes).
4.2. Substrato
Para Oliveira, et al. (2016)
Substrato é todo material sólido natural ou residual, de natureza mineral ou orgânica, que pode
ser utilizado puro ou em misturas para o cultivo intensivo de plantas, em substituição total ou
parcial ao solo natural. Assim como este, o substrato proporciona suporte físico às raízes e
disponibiliza água e nutrientes para o crescimento das plantas.
Este autores acrescentam que: Na formulação de substratos geralmente se utiliza um componente
mineral (terra de subsolo retirada a 30 cm de profundidade, terriço de mata e terra vegetal) e um ou
mais componentes orgânicos, que podem ser inertes (casca de arroz carbonizada e fibra de coco) ou
10
biologicamente ativos (composto orgânico, esterco curtido de gado, húmus de minhoca e turfa),
acrescidos de fertilizantes e corretivos como calcário e gesso.
4.3. Recipiente
Segundo Oliveira, et al. (2016), “Recipiente é a estrutura física utilizada para o
acondicionamento de qualquer substrato para o cultivo intensivo de plantas, podendo englobar
desde a germinação de sementes, crescimento de mudas até a comercialização final da muda
pronta”.
Segundo Macedo, Kageyama, & Costa (1993),
A escolha do tipo de recipiente a ser utilizado é função do seu custo de aquisição, das vantagens
na operação (durabilidade, possibilidade de reaproveitamento, área ocupada no viveiro,
facilidade de movimentação e transporte) e de suas características para a formação de mudas
de boa qualidade. Os recipientes mais comuns são os sacos plásticos e os Tubetes de
polipropileno.
4.4. Sementeira
A sementeira é a ação de colocar as sementes na/o Terra/Substrato com o intuito de
ocorrer o processo de germinação e o seu desenvolvimento para planta.
Segundo Wendling, Ferrari, & Grossi (2002),
O processo de sementeira pode ser Direta-quando as sementes são colocadas diretamente nos
recipientes ou no local onde será desenvolvida ate ser transferida para o campo; e Indireta- as
sementes são colocadas para germinar em canteiros ou em outros recipientes, dai transferidas
através da repicagem para os recipientes definitivos ondem ficaram ate a transferência para o
campo definitivo.
4.5. Propagação Vegetativa
Segundo Wendling, Ferrari, & Grossi (2002), “A propagação vegetativa, assexuada ou
clonagem, consiste na produção de mudas ou novas plantas a partir de partes ou órgãos
vegetativos da planta matriz/mãe (Ramos, gemas, estacas, folhas e raízes), sendo denominada
de Reprodução Assexuada”.
A propagação vegetativa consiste na utilização de alguma estrutura da planta (folha,
gema, ramo, raiz), proporcionando condições adequadas para o enraizamento destes órgãos
obteremos uma nova planta, comumente chamada de “muda” (nova planta).
11
4.5.1. Tipos de propagação vegetativa
Segundo Fronza & Hamann (2015)
Dentro da propagação vegetativa existem várias técnicas utilizadas. As mais utilizadas
comercialmente, com viabilidade técnica e econômica são:
Propagação vegetativa por estaquia: são utilizadas estacas segmentadas de uma
planta, postas em um ambiente adequado enraizar e originarem uma nova planta. E as
estacas podem ser de ramos: herbáceos, semi-herbáceos e lenhosos.
Propagação vegetativa por enxertia: é a unificação de duas plantas ou partes de
plantas de forma que a união origine uma nova planta. Que pode ser feita em dois tipos
distintos:
Enxerto, garfo ou variedade copa;
Porta-enxerto ou cavalo.
Propagação vegetativa por mergulhia.
Propagação vegetativa por estruturas especializadas.
A escolha do método mais adequado para propagar dependerá da espécie, potencialidade
propagativa, custos do método e disponibilidade de mão-de-obra qualificada.
4.6. Dormência
“A dormência em sementes tem sido definida como o bloqueio da germinação de uma semente
intacta e viável, sob condições favoráveis a germinação” (Bewley, 1997).
Segundo Baskin & Baskin (2004), “consideram que uma semente dormente é aquela que não
tem capacidade de germinar dentro de um período especifico de tempo, mesmo se ha
combinação de fatores ambientais físicos favoráveis para sua germinação”.
A dormência representa uma condição em que algumas sementes não germinam mesmo
quando expostas a condições ambientais favoráveis.
4.6.1. Tipos de dormência
Ha uma variedade de fatores que podem atuar isolada ou conjuntamente no bloqueio da
germinação da semente. De acordo com os fatores hoje conhecidos Baskin & Baskin (2001),
reconhecem cinco tipos de dormência, a seguir:
12
Fisiológica: é aquela em que a presença de substancia inibidores ou ausência de
substância promotoras da germinação impedem que a germinação ocorra;
Morfológica ou dormência por imaturidade do embrião: é aquela em que o embrião
da semente é subdesenvolvida em termos de tamanho, mas é diferenciado em
cotilédones e eixo hipocótilo radicular;
Morfofisologica: ocorre quando os embriões são subdesenvolvidas e fisiologicamente
dormentes;
Física ou dormência tegumentosa: é aquela em que o tegumento e/ou o pericarpo são
impermeáveis a enreda de agua;
Fisica+fisiologica ou dormência cominada: é aquela na mesma semente coexistem a
dormia fisiológica do embrião e impermeabilidade do tegumento a agua.
Fronza & Hamann (2015) afirmam que:
Além da ocorrência de dormência das sementes, outros fatores podem vir a influenciar a
germinação. A viabilidade e vigor da semente (percentual de germinação das sementes). A
quantidade de água da semente (teor de umidade) quando muito baixo ou acima do nível ótimo
pode ser um fator inibitório. Já a temperatura influência as atividades metabólicas internas da
semente, sendo a temperatura ideal variável entre 25 e 30ºC.
4.6.2. Quebra de dormência
O processo de quebra de dormência ou desbloqueio de germinação pode ocorrer na natureza
ou em laboratório, ca focaremos na quebra de dormência em laboratório. A seguir:
Dormência fisiológica: esta dormência pode ser superada pela lavagem da semente ou
pela remoção da casca da semente no caso do inibidor estiver presente. Se o inibidor
estiver no embrião a quebra de dormência pode ser feita em baixas temperaturas, as
quais levam a degradação do inibidor;
No caso da dormência fisiológica causada pela falta de um promotor de germinação pode ser
superada submetendo-se as sementes a tratamentos de luz e/ou temperatura, que levam a
produção de substancia promotora, ou aplicando-se a substancia promotora de germinação
(Zaidan & Barbedo, 2004).
Dormência física: esta pode ser quebrada por escarificação mecânica ou por abrasão;
Dormência morfofisiologica: para a superação desta dormência é utilizada a
escarificação a frio ou escarificação a temperatura moderada e aplicação de giberelinas;
Dormência Fisica+fisiologica: esta pode ser superada pela submissão da semente no
período de pós-maturação a temperaturas baixas ou a aplicação de substancia químicas,
tais como hormônios e nitrato de potássio.
13
CAPITULO V: RESULTADO E DISCUSSÃO
Segundo Wendling, Ferrari, & Grossi (2002),
O êxito de um projeto, quer tenha a finalidade de ornamentação, produção de frutos, florestas
ou arborização, depende diretamente da qualidade das mudas produzidas. Mudas com sistema
radicular e parte aérea bem formada, com bom estado nutricional, livres de pragas e doenças,
têm altas taxas de sobrevivência e desenvolvimento após o plantio.
Durante o estágio constatou-se que o Viveiro Florestal da empresa Green Resources
Niassa, tem como foco a produção de espécies de crescimento rápido como Eucalyptus e Pinus
sendo espécies exóticas e para replantio em redor da barragem usada pelo viveiro como fonte
de água para rega a produção de espécies nativas como: Chanfuta, Graviola e Acácia.
A seleção das espécies para o plantio é tão importante quanto a qualidade das mudas a serem
levadas ao campo. Mudas de boa qualidade podem determinar o sucesso do plantio, mas a
correta escolha das espécies para o local a ser recuperado vai agregar valor ao plantio, (Oliveira,
et al., 2016) .
As Mudas Florestais podem ser produzidas por Propagação sexuada a partir de
sementes e/ou por propagação assexuada ou vegetativa.
A propagação por sementes ou sexuada é o principal método pelo qual as plantas se
reproduzem na natureza e também um dos mais eficientes, sendo amplamente utilizado na
propagação de plantas cultivadas.
A empresa Green Resources Niassa tem como em foque a propagação por estaquia ou
clonagem para a espécie de Eucalyptos e a propagação por sementeira para as demais espécies:
Pinus, Chanfuta, Graviola, Acácias.
“A propagação vegetativa apresenta-se como uma excelente alternativa, oferecendo
varias vantagens, como a possibilidade de ganhos genéticos maiores do que na reprodução via
sementeira e a qualidade e uniformidade dos povoados” (Graça, 1990).
Segundo Wendling, Ferrari, & Grossi (2002),
O substrato a ser utilizado no enchimento dos recipientes deve ser isento de sementes de plantas
invasoras, pragas e fungos patogênicos, evitando-se assim a necessidade de desinfestação dos
canteiros e reduzindo-se sensivelmente os riscos de competição e doenças. Desse modo, é
comum o uso de terra do subsolo, misturada com materiais orgânicos (estercos, casca de arroz
carbonizada, composto orgânico) ou minerais (vermiculita, fertilizantes).
Recomenda-se que seja feita a mistura de dois ou mais materiais para a formulação do
substrato, visando uma boa aeração, drenagem e fornecimento de nutrientes de forma
adequada. Os substratos utilizados pelo departamento de silvicultura na empresa Green
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Resources Niassa são formados por Cocopeat (Fibra de coco/ casca de coco), casca de arroz
carbonizada e Osmocote (um fertilizante a base de NPK).
5.1. Conclusão
A produção de Mudas é de extrema importância ambiental e socioeconómica para o
país e as comunidades locais em particular. O período de estagio permitido colocar em pratica
conhecimentos e competências teóricas no campo sendo auxiliado pelo supervisor e pelo
técnicos responsáveis.
Em gesto de conclusão, acrescento que a Propagação Vegetativa por estaquia de plantas
de Eucalyptos é viável, embora o enraizamento diminua de acordo com o aumento da idade da
planta matriz. O enraizamento de estacas é afetado positiva ou negativamente pela presença de
calo, folhas primárias e pela emissão de brotos, dependendo da origem do material.
Os índices de sobrevivência referentes a Microestaquia diferenciam da Macroestaquia,
sendo observados maiores percentuais de enraizamento para os clones com uma media de 80%
a 95% de sobrevivência dos clones com a permanência de 30 dias nas casas de vegetação/
estufas e em media de 40% a 60% de sobrevivência da propagação por Macroestaquia em um
período de 45 dias nas casas de vegetação seguidas da seleção de sobreviventes e devolução
dos clones para as estufas por mais 30 dias.
Para o enraizamento e a formação de Mudas de Microestacas, estas são colocas em
estufas (permanência por 30 dias), seguida da casa d e sombra durante 15 dias para
aclimatização e para pleno sol onde serão rustificadas para posterior plantio comercial. Porem
o período de permanência das Miniestacas nas estufas dependem da época do ano, das especiais
e o estado nutricional da planta mãe.
Atualmente, encontram-se no mercado substratos esterilizados, livres de pragas e
doenças, formulados especialmente para a produção de mudas, tais como: composto orgânico,
húmus, espuma fenólica (para enraizamento de estacas e cultivo hidropónico), fibra de coco.
5.2. Dificuldades
Durante a realização de estágio na empresa Green Resources Niassa, foram enfrentadas as
seguintes dificuldades:
Deficit de material para a realização de algumas atividades;
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Longas distâncias para as casas de banho;
5.3. Recomendações
Como recomendações deixo as seguintes:
Acréscimo de material e manutenção de material já existente;
Construção de mais casas de banho;
Acréscimo do tempo de descanso de 1 hora para 1 hora e 30 minutos;
Aumento de recursos humanos no departamento.
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VI. Referências bibliográficas
Baskin, C. C., & Baskin, J. M. (2001). Seeds: ecology, biogeography and evolution of
dormancy and germination. London: Academic Press.
Baskin, J. M., & Baskin, C. C. (2004). A classification system for seed dormancy. Seed Science
Research.
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Fronza, D., & Hamann, J. J. (2015). Viveiros e Propagação de Mudas. Santa Maria.
Garay, I., Folz, J., & del Piero, N. (2013). Manual de Técnicas de Viveiro para Espécies
Arbóreas Nativas. Fundação Bionativa.
Graça, M. E. (1990). Produção de mudas de erva-mate por estaquia. Curitiba: Embrapa
Florestas-EMATER.
Macedo, A. C., Kageyama, P. Y., & Costa, L. G. (1993). Produção de Mudas em Viveiros
florestais espécies nativas. São Paulo.
Oliveira, L. S. (2011). Micropropagação, microestaquia e miniestaquia de Clones Hibridos de
Eucalyptos glóbulos. Minas Gerais-Brasil: Viçosa.
Oliveira, M. C., Ogata, R. S., Andrade, G. A., Santos, D. S., Souza, R. M., Guimarães, T. G.,...
Ribeiro, J. F. (2016). Manual de Viveiro e Produção de Mudas Espécies Arbóreas
Nativas do Cerrado. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado.
Wendling, I., Ferrari, M. P., & Grossi, F. (2002). CURSO INTENSIVO DE VIVEIROS E
PRODUÇÃO DE MUDAS. Colorado, PR.
Zaidan, L. B., & Barbedo, C. J. (2004). Quebra da dormência em sementes. Em A. G. Ferreira,
& F. Borghetti, Germinação – do básico ao aplicado (pp. 135-146). Porto Alegre:
Artmed.
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Anexos
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Anexo 1: Processo de escarificação mecânica de sementes de Chanfuta.
Fonte: Chausia Moreno Silvestre, 2023
Anexo 2: Sementeira de espécies indígenas.
Fonte: Chausia Moreno Silvestre, 2023
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Anexo 3: Coleta de material para produção de estacas.
Fonte: Desejada Alima Vasco, 2023
Anexo 4: Preparação de substrato.
Fonte: Desejada Alima Vasco, 2023
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Anexo 5: Imagem em família comos funcionários do departamento de Viveiro.
Fonte: Green Resources Niassa,2023
Anexo 6: Placa de identificação do Departamento de Viveiro
Fonte: Desejada Alima Vasco,2023
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