SUPREMO CONSELHO DO RITO MODERNO
GUIA PARA O CANDIDADO
À MAÇONARIA DO
RITO MODERNO
SÃO PAULO, OUTUBRO DE 2007
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o que é Maçonaria? O que é ser maçom? O que é Rito Moderno?
Guia do Candidato às Lojas do Rito Moderno
Supremo Conselho do Rito Moderno
I. Introdução
Prezado amigo leitor,
O objetivo desse pequeno guia é ajudá-lo a tomar uma decisão: ingressar ou não em uma
Loja Maçônica do Rito Moderno.
Aqui você encontrará informações importantes que o ajudará a tomar essa decisão de
forma consciente e a aproximar-se da Maçonaria sem grandes dúvidas ou receios.
É muito comum que se crie uma série de expectativas ao ser convidado para ingressar ou
ao desejar se filiar a essa instituição. Isso é natural, uma vez que se falam muitas coisas sobre a
Maçonaria por aí.
Esperamos que esse guia seja um "bom companheiro", trazendo-lhe esclarecimentos e
minimizando um pouco a ansiedade que aparece quando vamos tomar uma decisão importante na
vida.
Um abraço!
11. O que é Maçonaria?
A palavra Maçonaria significa literalmente "oficio do pedreiro", e "maçom",
conseqüentemente, significa "pedreiro", de "maçon" em francês e "mason" em inglês.
Até hoje, em inglês, "masonry" designa o oficio do pedreiro ou as coisas relativas a ele. O
termo para "Maçonaria" tal qual entendemos no Brasil é "Freemasonry", ou seja, "Franco-
Maçonaria" .
O termo foi emprestado da Idade Média, de antigas corporações de oficio que reuniam os
pedreiros e construtores qualificados da época para trocarem informações sobre sua profissão.
Servia também, mais ou menos, como uma espécie de sindicato, visando assegurar certos direitos
e fiscalizar os deveres dos profissionais da construção civil daqueles tempos.
O que hoje se chama de "Franco-Maçonaria" é oriundo dos séculos XVII e XVIII e se
iniciou pela região da Escócia. A palavra "franco" quer dizer "livre", referindo-se aos pedreiros
que não estavam presos a um determinado senhor ou local.
É muito comum se ouvir que a Maçonaria é oriunda do Antigo Egito, da Alta Antiguidade
ou que é um desdobramento das corporações de pedreiros medievais. Hoje se sabe que nenhuma
dessas hipóteses é verdadeira. A Maçonaria nasceu mesmo no século XVII e foi uma nova forma
de sociedade, não tendo uma ligação histórica linear com nenhuma associação anteriormente
formada.
Hoje podemos definir a Maçonaria como uma associação de pessoas que professam
princípios de fraternidade e se reconhecem entre si por símbolos e sinais de elevada significação
moral oriundos do Oficio da Construção.
Também podemos dizer que a Maçonaria é uma escola (em sentido amplo) de Ética, de
Cidadania e de Fraternidade humana.
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lU. O que se faz em uma Loja? Por que esse nome (Loja)?
Uma Loja é um agrupamento de maçons que se reúnem sob um determinado título
distintivo. Assim, por exemplo, há a Loja "1° de Maio" (em homenagem ao Dia do Trabalho), há
a Loja "14 de Julho" (em homenagem à queda da Bastilha), há a Loja "América" (em
homenagem ao continente americano) e outras muitas com títulos significativos para a
Humanidade.
Em Loja os maçons se encontram, trocam idéias, debatem temas pertinentes à
Humanidade e ao próprio funcionamento da Loja. É a "célula-mater" da Maçonaria. É nela que
há o espaço de relacionamento mais próximo entre os maçons, onde se aprende o significado dos
símbolos, os procedimentos maçônicos etc.
O nome "loja" soa estranho aos nossos ouvidos do século XXI, pois para nós "loja" é
onde se compram as coisas, não é verdade?
A origem do termo "Loja" teve origem também nas corporações de Oficio medievais. Na
antiga língua germânica a palavra "leubja" (pronuncia-se "lóibja") significava casa, lar, abrigo.
Isso acabou dando origem a palavras de sentidos, às vezes, diferentes em outros idiomas.
Em português a palavra vem do frâncico (idioma dos antigos francos, confederação de
povos germânicos que conquistaram a Gália) e significava pavimento térreo de um prédio, além
de casa comercial (sentido que se manteve até hoje).
Na Idade Média, aparece com o sentido de "local de reunião" para construtores e
pedreiros e é nesse sentido que foi aproveitado pela moderna Maçonaria.
Loja não é o local fisico (o prédio ou a sala) onde se reúnem os maçons, mas sim um
grupo determinado de maçons. A sala de reunião se chama "Oficina".
IV. Por que as reuniões maçônicas são "secretas"?
As reuniões não são propriamente secretas, uma vez que não-rnaçons podem saber onde
está havendo uma reunião, o local, o dia do encontro, quem são as pessoas presentes etc. Além
disso, existem sessões públicas onde parentes, esposas, amigos e interessados em geral podem
estar presentes, sendo, aliás, muito bem vindos.
Nenhuma sociedade secreta se deixaria tão à mostra a esse ponto.
O que existe é a exclusividade maçônica em certas reuniões, ou seja, a algumas reuniões
só maçons podem comparecer. Por que isso?
O motivo é simples: Os assuntos nelas tratados só dizem respeito aos maçons.
Da mesma maneira que empresas se reúnem apenas com membros da diretoria ou de um
determinado setor, da mesma maneira que as famílias têm suas reuniões restritas aos parentes, da
mesma maneira que organismos governamentais ou políticos se reúnem exclusivamente com seus
membros, a Maçonaria também se reserva o direito de ter suas reuniões privativas.
Você, em sua casa, tem que ter certa privacidade nos assuntos da administração do lar,
dos problemas em família, das particularidades do casal, etc. Da mesma forma, existem assuntos
profissionais que não podem ser divulgados (questões de ética médica, ética profissional de
advogados e serventuários da Justiça, decisões a respeito de funcionários nas empresas, etc.). Isso
é normal e desejável, sendo inclusive antiético que se proceda de maneira diversa. Na Maçonaria
não é diferente.
É curioso o "alarde" que se faz em tomo do caráter privativo das reuniões maçônicas. Até
parece que todo mundo sai por aí contando para todo mundo tudo aquilo que faz sem o menor
critério para isso. Já imaginou que bagunça seria o mundo se isso acontecesse? Ninguém mais
teria privacidade ...
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v. A Maçonaria é uma religião? É contrária a alguma religião?
Não.
De tudo que falamos até aqui, deve ter ficado claro que a Maçonaria está longe de ser uma
religião.
A Maçonaria não se pronuncia em assuntos concernentes à religião. Seus membros são
absolutamente livres para praticarem a religião que bem entenderem sem constrangimento algum.
Também são igualmente livres para não praticarem ou não terem nenhuma religião.
O assunto "religião" (enquanto fé ou doutrina teológica) não é de âmbito da Maçonaria.
Ela não interfere nas crenças de seus membros, não impõe qualquer idéia religiosa ou arreligiosa,
não se pronuncia nem contra nem a favor de nenhuma religião ou instituição religiosa.
O que deve ficar claro é que a natureza da Maçonaria é completamente diferente da
natureza da religião. Portanto, chega a ser ingênuo tentar estabelecer comparações como muitos
religiosos tentam.
Não há qualquer restrição por parte da Maçonaria em relação à prática religiosa pessoal. A
única ressalva é que não se admite proselitismo religioso em ambiente maçônico.
A Maçonaria, por defender uma atitude de tolerância e isonomia em relação a todas as
religiões, é acusada de "relativismo" e de "indiferentismo" por alguns setores fanáticos das
igrejas. Tal acusação é tão absurda que seria comparável a exigir que os membros de uma
sociedade literária ou de uma ONG fossem todos membros da igreja X ou Y...
Já imaginou como seria curioso se a Academia Brasileira de Letras ou o Greenpeace
fossem acusados de "indiferentismo religioso" ou de "relativismo" só por não exigirem que todos
os membros sejam da religião X ou Y? Ora, como uma sociedade de caráter civil, não religiosa,
com objetivos completamente diferentes de uma religião, não cabe à Maçonaria nenhum
posicionamento em relação ao assunto.
Em breves palavras: religião, cada um tem a sua e ponto final.
VI. A Maçonaria é mística? Pratica rituais de magia ou similares? Qual é a natureza dos
"rituais" que se praticam na Maçonaria?
A Maçonaria não é mística e não pratica nada que se assemelhe com magia ou similares.
Nenhum de seus ensinamentos tem caráter mágico, místico ou algo semelhante.
Os rituais executados são pura e simplesmente procedimentos que visam organizar as
reuniões em Loja e relembrar aos membros dos principais ensinamentos e postulados defendidos
pela Maçonaria.
Numa simples reunião de condomínio existe um procedimento próprio, um "rito" a ser
seguido. Nos organismos governamentais, poderes públicos etc., também existe um rígido
"roteiro" de conduta, um procedimento que disciplina os trabalhos. Também na Maçonaria,
existem normas disciplinadoras de conduta nas reuniões e a isso se chama de "ritual".
A relação que alguns querem estabelecer entre Maçonaria e ensinamentos místico-
religiosos é fruto de interpretação errônea e, outras vezes, de má fé.
VII. Qual a natureza da "Iniciação" pela qual terei que passar se resolver me tornar
maçom?
A Iniciação é um belíssimo rito de passagem onde se formaliza o compromisso entre o
indivíduo e a Ordem.
Todas as sociedades humanas têm ritos de passagem. Assim, há o momento do registro do
nome de uma criança, há o primeiro aniversário, depois, para a menina, há o "Baile de
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-, .
Oebutante", logo vem o vestibular e a entrada na Universidade, a formatura, o casamento, os
aniversários de casamento, bodas de prata, ouro etc.
Na Maçonaria, essa passagem (a entrada na Ordem Maçônica) é simbolizada através do
rito de Iniciação.
O rito de Iniciação é uma encenação onde o candidato é levado a refletir sobre uma série
de valores éticos e sobre vários fatos e fases da vida humana comuns a todas as pessoas.
Nada há de "terrível" ou amedrontador na Iniciação. Todos os maçons lembram com
imenso carinho as suas próprias iniciações e reconhecem o imenso valor dos ensinamentos
morais ali recebidos.
VIII. Quais serão as minhas responsabilidades como maçom?
Suas principais responsabilidades, a princípio, são de comparecer às sessões de sua Loja e
de arcar com os compromissos financeiros e ideológicos assumidos na Iniciação.
Freqüência à Loja é um ponto fundamental. Ser pontual em relação às cotizações também.
IX. Quais são os compromissos financeiros que irei assumir caso me torne maçom?
As Lojas, assim como quaisquer outras associações ou sociedades, necessitam de um
fundo para arcar com suas despesas. Aluguéis, taxas devidas à administração maçônica Estadual
e Federal, seguros coletivos, contas (água, luz etc.), impostos (quando a Loja tem sede própria)
são algumas dessas despesas.
A receita das Lojas é cooptada através da cotização de seus membros, ou seja, se alguém
se atrasa no pagamento ou deixa de pagar, a coletividade da Loja é prejudicada, podendo ter
sérios abalos e desequilíbrios em seu caixa.
O maçom tem, basicamente, três despesas fixas em relação à Maçonaria. São elas:
1) Jóia paga por ocasião da Iniciação (ou nas respectivas mudanças de Grau);
2) Mensalidade (cooptação mensal);
3) Mútua Maçônica (seguro de vida obrigatório a todos os maçons com vistas a beneficiar
a família).
A jóia paga para a Iniciação é uma taxa única, fixada pela Loja na ocasião da recepção do
novo membro. O valor da jóia lhe será informada previamente.
A mensalidade e a mútua são, em geral, cobradas juntas. Todos os meses o maçom deve
pagar sua cotização, à Loja e sua mútua. O valor, de forma geral, é baixo. No entanto, é
importante que se pague com pontualidade, uma vez que a Loja depende desses valores para
cumprir com seus compromissos. Este valor mensal também lhe será comunicado previamente.
Você deve avaliar bem se está em condição de arcar com essas despesas sem se prejudicar
nem privar sua família de algum conforto ou necessidade antes de ser Iniciado.
x. Quais são os compromissos de freqüência do maçom?
Cada Loja tem seu próprio ritmo. Umas se reúnem semanalmente, outras quinzenalmente,
outras mensalmente e outras (em geral Lojas dedicadas às pesquisas maçônicas), somente em
algumas ocasiões durante o ano.
As mais comuns são as Lojas semanais, quinzenais ou mensais.
Verifique com alguém da Loja que você pretende ingressar qual é a freqüência das
reuniões e o dia da semana em que elas se realizam. Isso é muito importante! Também é
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importante saber se o local de reunião é muito distante de sua casa ou de seu trabalho.
De nada adianta se tomar maçom e não ir à Loja, ser infreqüente, ausente e
desinteressado.
Você deve estar plenamente consciente de suas possibilidades de freqüentar as reuniões
antes de assumir esse compromisso!
As reuniões são, em geral, à noite (por volta das 20:00). Assim, quando for seu dia de
Loja, avise que chegará em casa depois das 22:00.
Nunca é demais lembrar que sua entrada para a Maçonaria deve ser tratada de forma
franca e aberta em âmbito familiar. Não é intenção de a Maçonaria tomar-se fonte de
aborrecimentos e discórdia no seu lar.
XI. Quais são os compromissos ideológicos assumidos pelo maçom?
o maçom, basicamente, assume os compromissos de:
1) Ajudar e apoiar seus Irmãos maçons em suas dificuldades;
2) Estudar com afinco a História, Filosofia, Ritualística e Lei Maçônicas e sua
Simbologia, produzindo textos e discutindo em sua Loja tais idéias;
3) Ter uma atitude ética em sua vida e em todos os seus atos;
4) Lutar por um mundo mais fraterno, justo e inclusivo;
5) Promover o bem comum;
6) Ver todos os homens e mulheres como seus iguais em direitos e oportunidades;
7) Esforçar-se sinceramente para melhorar seu caráter e construir um ser humano melhor.
XII. Se quiser me afastar da Maçonaria, eu posso?
Sim.
Ao contrário do que muitas lendas pueris divulgam, e assim como em qualquer outra
associação, o maçom pode afastar-se da Maçonaria quando quiser.
Existem dispositivos legais que permitem tanto a "Licença" (em geral de seis meses) da
freqüência à Loja, quanto o afastamento definitivo.
Não há qualquer constrangimento à liberdade do indivíduo. Os maçons são livres. Apenas
devem cumprir os procedimentos prescritos pela Lei Maçônica. São procedimentos simples e sem
nenhuma burocracia constrangedora.
Também é possível mudar de uma Loja para outra.
No caso dos Aprendizes e Companheiros, ou seja, daqueles que detêm o primeiro e o
segundo Graus da Maçonaria, não é possível pertencer a duas ou mais Lojas ao mesmo tempo.
Isso devido ao fato de que o "interstício" (tempo necessário para mudar de um grau para o outro),
a apresentação dos trabalhos necessários e a instrução relativa aos graus, deverão acontecer em
uma única Loja para que não haja confusão ou diferenças entre Lojas diferentes.
No entanto, Aprendizes e Companheiros podem mudar de Loja pedindo o "Quite-Placet"
(documento de encerramento de atividade maçônica junto a uma Loja) e requerendo filiação a
outra Loja que o agrade, podendo, assim, mudar de Loja, mas pertencendo a apenas uma delas.
Quando se atinge o Terceiro Grau (o Grau de Mestre Maçom), é possível, não só mudar
de uma Loja para outra como também pertencer ativamente ao quadro de várias Lojas diferentes.
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XIII. Como é organizada a administração maçônica?
A Maçonaria é uma instituição internacional presente na maior parte dos países do
mundo. Cada País tem uma ou várias organizações maçônicas que coordenam suas Lojas.
Vamos fazer uma analogia:
Cada Loja é como se fosse um município. Os municípios pertencem a um Estado, no caso
da Maçonaria, esse "Estado" é a instância Estadual (Grande Oriente Estadual). Cada Estado é
federado a um país, na Maçonaria seria o "Grande Oriente do Brasil", ou seja, a administração
central.
As Lojas são filiadas ao poder estadual (Grande Oriente Estadual) e federadas, através
dele, ao Grande Oriente nacional (Grande Oriente do Brasil).
Existem outras organizações maçônicas em atuação no Brasil. São elas:
1) Grandes Lojas Estaduais;
2) Grandes Orientes Estaduais Independentes (diferentes dos Grandes Orientes Estaduais
federados ao Grande Oriente do Brasil);
3) Organizações Maçônicas independentes.
As diversas organizações maçônicas (nacionais e internacionais) mantêm entre si tratados
de amizade e mútuo reconhecimento. Também existem grupos que não mantêm tratados entre si e
que, portanto, não se visitam mutuamente.
XIV. O que são os "ritos"?
Como já tivemos a oportunidade de explicar, a Maçonaria se utiliza de rituais próprios
para ordenar suas reuniões.
No mundo maçônico existem várias modalidades ritualísticas que são adotadas por uma
ou outra Loja de acordo com o que ela acha mais consonante à mentalidade de seus membros.
Tais "modalidades ritualísticas", ou seja, tais conjuntos de procedimentos são
denominados "Ritos".
Cada Rito dá um enfoque particular à doutrina e à prática maçônica. Isso se deve ao
contexto histórico em que cada um desses Ritos foi criado, à mentalidade dos seus criadores, às
influências sofridas ao longo de sua história etc.
Podemos dizer que, com efeito, cada Rito maçônico é um conjunto completo de conceitos
filosóficos e de tradições históricas.
De forma geral, cada pessoa se sentirá mais à vontade na prática de um Rito que se
assemelhe a seu modo de pensar. Você deve levar isso em conta ao assinar uma proposta de
admissão em uma Loja do Rito Moderno.
No Grande Oriente do Brasil se praticam 6 Ritos:
1) Rito Moderno;
2) Rito Escocês Antigo e Aceito;
3) Rito Schrõder;
4) Rito Adonhiramita;
5) Ritual de Emulação (origem inglesa), também chamado no Brasil (erroneamente) de
"Rito de York";
6) Rito Brasileiro;
Cada um desses Ritos traz uma herança histórica bastante interessante.
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xv - o que é o "Rito Moderno"?
o Rito Moderno, praticado pela Loja de onde você recebeu esse livreto, tem uma longa
tradição de racionalismo e luta pela liberdade.
Nascido em meio às lutas pelos direitos do homem, pela queda da tirania e pela vitória da
liberdade contra o despotismo, é herdeiro direto dos ideais do Iluminismo, a Idade da Razão.
É um Rito que convida à profunda reflexão filosófica e move à ação junto à sociedade.
Substituindo as ''verdades do senso comum" por uma busca filosófica incessante, o Rito
Moderno gerou alguns dos mais famosos maçons da História Universal.
Na grande maioria dos movimentos de reforma e emancipação dos povos, maçons do Rito
Moderno estiveram presentes.
É profundo e belo, sendo, no entanto, despojado e conciso.
Livre de dogmas, imposições ou limitações da liberdade de pensar, é o rito dos "Livre-
Pensadores" por excelência.
Você deve avaliar-se com sinceridade e analisar se tem o perfil adequado para uma Loja
do Rito Moderno que é, acima de tudo, uma tribuna livre da razão.
Outros Ritos evocam valores como "fé" ou se utilizam de interpretações despidas do
método científico para tecerem considerações sobre a Maçonaria. No Rito Moderno, isso não
acontece.
Para pertencer a uma Loja do Rito Moderno, você deve estar disposto a estudar e
investigar livremente todos os problemas que agitam as sociedades humanas através de um
método racional.
O Rito Moderno se estrutura sobre 9 Graus que, de forma progressiva e metódica,
apresentam ao seu praticante os pontos fundamentais da Doutrina Maçônica Modernista.
Os primeiros 3 Graus são comuns a toda a Maçonaria, tendo, no entanto, um enfoque todo
especial quando se trata do Rito Moderno.
Esses primeiros Graus são governados pelo Grande Oriente do Brasil e praticados nas
chamadas "Lojas Simbólicas".
O Grande Oriente do Brasil, mesmo administrando os Graus Simbólicos de forma
independente, se reporta à Oficina Chefe do Rito (o Supremo Conselho do Rito Moderno) para
manter a ortodoxia e a pureza doutrinária necessárias para que se conserve a verdadeira Tradição
Modernista.
Os outros 4 Graus (também chamados de "Ordens Sapienciais") são administrados
diretamente pelo Supremo Conselho do Rito Moderno através de seus Sublimes Capítulos e
outros Altos Corpos.
Os Graus do Rito Moderno são:
Nas Lojas Simbólicas (Grande Oriente do Brasil):
Grau 1 - Aprendiz
Grau 2 - Companheiro
Grau 3- Mestre
Nos Sublimes Capítulos (Supremo Conselho do Rito Moderno):
1"Ordem - Grau 4- Eleito Secreto
23 Ordem - Grau 5- Eleito Escocês
33 Ordem - Grau 6- Cavaleiro do Oriente ou da Espada
43 Ordem - Grau 7 - Cavaleiro Rosa Cruz
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Graus Administrati os:
53 Ordem - Grau 8- Cavaleiro da Águia Branca e Preta ou Kadosh
63 Ordem - Grau 9 - Cavaleiro da Sapiência.
Você deve estar disposto a percorrer toda a estrada se quiser realmente ter uma visão
abrangente do espírito Modernista!
XVI. Para ser do Rito Moderno eu tenho que renegar minha religião e me tornar agnóstico
ou ateu?
Não.
Como já dissemos exaustivamente, a Maçonaria não interfere na crença dos seus
membros.
Qualquer pessoa que saiba separar de forma madura o que é a sua religião do que é a
Maçonaria não verá problema algum em utilizar o método racional para a investigação da
verdade (preconizado pelo Rito Moderno) e continuar, tranqüilamente, tendo sua fé pessoal.
É interessante notar que muitos religiosos se sentem mais à vontade no Rito Moderno do
que em outros ritos. Isso se deve ao fato de que o Rito Moderno separa, da forma mais clara e
completa, o que é a prática maçônica de tudo quanto possa ser confundido com religião. Assim,
essas pessoas, vêem com clareza que a Maçonaria não interfere em suas crenças pessoais e nem
quer ser um substituto para suas religiões.
XVII. Para ser do Rito Moderno eu tenho que crer em Deus ou praticar uma religião?
Não.
Da mesma forma que a Maçonaria não tolhe a liberdade de crer, também não tolhe a
liberdade daqueles que não crêem ou não praticam qualquer religião.
Nisso está uma das maiores peculiaridades do Rito Moderno. Outros ritos exigem crença
nominal em Deus. O Rito Moderno leva tão a sério a questão da liberdade absoluta de
consciência e da separação entre a fé pessoal e a prática maçônica que sequer questiona a crença
ou descrença de seus membros.
O que se pede (e isso por uma exigência legal do Grande Oriente do Brasil) é que se
conceba um "princípio criador". Princípio criador não é um "deus", um "ser" ou nada parecido. É
pura e simplesmente a idéia de que todas as coisas tiveram um início e que esse "início" foi fruto
de um princípio. Qual a natureza desse princípio, as características, poderes, atributos ou qual
nome quer se dar a ele, não interessa ao Rito Moderno.
Um cientista pode chamar esse princípio criador de "Big Bang", um hindu de "Brahma",
um judeu de "Elohim" ou "Hashem", um cristão de "Santíssima Trindade", um agnóstico de
"ponto inicial" ou "horizonte dos eventos" ou de "zero inicial", enfim, cada um pode dar o nome
e as características que bem entender a esse princípio, ou, sequer dar nome algum. Dentro das
práticas do Rito Moderno ele nunca será citado.
Não há qualquer necessidade de religiosidade ou crença para atender a essa exigência.
Em uma Loja do Rito Moderno, portanto, convivem fraterna e harmoniosamente
agnósticos, religiosos, crentes, descrentes, judeus, muçulmanos, cristãos, budistas, hindus,
negros, brancos, amarelos e todos os homens livres e de bons costumes. E todos se chamam de
irmãos!
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Já imaginou como seria o mundo se as nações conseguissem conviver como as Lojas do
Rito Moderno?
Já imaginou como seria o mundo se as pessoas não se rotulassem e não se excluíssem
umas às outras por conta das peculiaridades de cada uma?
XVIII. Por que ser maçom do Rito Moderno?
Ser maçom significa compromissar-se com a causa da Humanidade.
O maçom busca seu auto-aperfeiçoamento e o progresso de todos os povos e nações.
Ao se tomar maçom, automaticamente você entrará para uma imensa família de homens
de todas as etnias, línguas, países, costumes e credos.
Terá a oportunidade de conviver e crescer junto com pessoas que, antes da Maçonaria,
você não teria chance de conhecer, conversar e encontrar.
Como maçom você se toma elo de uma imensa corrente do bem e pode dar, efetivamente,
sua contribuição para o crescimento das pessoas.
Em todos os lugares em que você estiver não será muito dificil encontrar um bom irmão
para lhe dar o apoio de que estiver necessitando ou lhe indicar o caminho certo pelas tortuosas
estradas da vida.
O maçom do Rito Moderno deve ser um pesquisador incansável, alguém que busca, de
forma intensa, soluções para as grandes questões que inquietam a Humanidade através de um
método peculiar e através de reflexões profundas e debates. Deve ser uma pessoa avessa a todo
tipo de fanatismo ou ideologia alienante e estar sempre aberto às novas idéias e às rápidas
mudanças de nossa época.
O maçom do Rito Moderno vê no constante entrechoque de idéias contraditórias o meio
através do qual, pela análise dialética, a Humanidade se eleva rumo ao conhecimento e à
emancipação.
A toda tese corresponde uma antítese, da tese e da antítese nasce a síntese e da síntese
brota uma nova tese que, novamente, será objetada levando a um ciclo contínuo e ininterrupto de
busca pela Verdade.
Os maçons do Rito Moderno são os amantes da Liberdade, da busca pela Fraternidade
Universal e os espíritos críticos que, através de um agudo senso de observação, conseguem
estabelecer críticas construtivas e soluções viáveis para as mais variadas questões do ser humano.
Ser avesso ao debate, ser fechado às inovações ou comodista, é o avesso do verdadeiro
modernista.
Os grandes maçons do Rito Moderno sempre foram de espírito indomável, personalidades
aladas para as quais os horizontes sempre foram amplos como a imensidão azul do céu!
Você pode ter contato com as idéias desses espíritos indomáveis lendo as obras dos
Iluministas do Séc. XVIII. Lá você verá a semente lançada por esses homens que inauguraram
uma Nova Era para toda a Humanidade.
Ser modernista é um modo de vida que, com toda certeza, vale muito a pena!
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XVIII - Algumas palavras para refletir
Reflita sobre essas palavras do Filósofo Immanuel Kant... elas resumem admiravelmente
o processo pelo qual o homem é transformado e se toma um agente de transformação da
sociedade em que vive.
É isso que você deseja? Se depois da leitura a resposta for positiva, seja bem vindo ao
Rito Moderno!
"Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A
menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo.
O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de
entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de
outrem. Sapere Aude! (Ousai saber !) Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal
é o lema do esclarecimento.
A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens,
depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha, continuem, no entanto de
bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil
que os outros se constituam em tutores deles. É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz
as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um método
que por mim decide a respeito de minha dieta, etc., então não preciso me esforçar. Não tenho
necessidade de pensar quando posso simplesmente pagar; outros se encarregarão em meu lugar
dos negócios desagradáveis. A imensa maioria da humanidade (inclusive todo o belo sexo)
considera a passagem à maioridade dificil e, além do mais, perigosa porque aqueles tutores de
bom grado tomaram a seu cargo a supervisão dela. Depois de terem primeiramente embrutecido
seu gado doméstico e preservado cuidadosamente essas tranqüilas criaturas a fim de não ousarem
dar um passo fora do carrinho para aprender a andar, no qual as encerraram, mostram-lhes em
seguida o perigo que as ameaça se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo na verdade não é tão
grande, pois aprenderiam muito bem a andar finalmente depois de algumas quedas. Basta um
exemplo deste tipo para tomar tímido o indivíduo e atemorizá-I o em geral para não fazer outras
tentativas no futuro.
É dificil para um homem em particular desvencilhar-se da menoridade que para ele se
tomou quase uma natureza. Chegou mesmo a criar amor a ela, sendo por ora realmente incapaz
de utilizar seu próprio entendimento porque nunca o deixaram fazer a tentativa de assim
proceder. Preceitos e fórmulas, estes instrumentos mecânicos do uso racional, ou antes, do abuso
de seus dons naturais, são os grilhões de uma perpétua menoridade. Quem deles se livrasse só
seria capaz de dar um salto inseguro mesmo sobre o mais estreito fosso, porque não está
habituado a este movimento livre. Por isso são muito poucos aqueles que conseguiram pela
transformação do próprio espírito emergir da menoridade e empreender então uma marcha
segura."
(...)
"Para este esclarecimento, porém, nada mais se exige senão liberdade. E a mais inofensiva
entre tudo aquilo que se possa chamar liberdade, a saber: a de fazer um uso público de sua razão
em todas as questões. Ouço, agora, porém, exclamar de todos os lados: Não raciocineis! O oficial
diz: Não raciocineis, mas exercitai-vosl O financista exclama: Não raciocineis, mas pagai! O
sacerdote proclama: Não raciocineis, mas crede! ( um único senhor no mundo diz: raciocinai,
tanto quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!) eis aqui por toda parte a
limitação da liberdade."
(...)
"Se for feita, então, a pergunta: "vivemos agora em uma época esclareci da"? , a resposta
será: "não, vivemos em uma época de esclarecimento". Falta ainda muito para que os homens,
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nas condições atuais, tomados em conjunto, estejam já numa situação, ou possam ser colocados
nela, na qual em matéria religiosa sejam capazes de fazer uso seguro e bom de seu próprio
entendimento sem serem dirigidos por outrem. Somente temos claros indícios de que agora lhes
foi aberto o campo no qual podem lançar-se livremente a trabalhar e tomarem progressivamente
menores os obstáculos ao esclarecimento geral ou à saída deles , homens, de sua menoridade, da
qual são culpados. Considerada sob este aspecto, esta época é a época do esclarecimento ..."
(Immanuel Kant, in " Que é Esclarecimento - 5 de dezembro de 1783).
XIX. Conclusão
Prezado amigo,
Depois da leitura desse pequeno guia, você já tem condições e informações suficientes
para decidir se deseja ou não, ser iniciado na Maçonaria através de uma Loja do Rito Moderno.
Reflita com carinho, avalie se é isso o que você quer e, tão logo tenha formada sua
decisão, dê o passo seguinte.
Se sua decisão for positiva, preencha o formulário que lhe foi entregue ou o peça à pessoa
que lhe entregou esse guia. Não se esqueça de juntar ao formulário os documentos requeridos (no
próprio formulário há uma lista) e 2 fotos 3x4.
Se sua decisão for negativa, ao menos leve consigo uma imagem positiva da Maçonaria.
Se você quiser reavaliar a possibilidade de entrar no futuro, lembre-se que a Maçonaria está
sempre de braços abertos para acolher homens livres e de bons costumes.
Até Breve!
Outl07
PRomIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE GUIA
SEM AUTORIZAÇÃO DO SUPREMO CONSELHO DO RITO MODERNO
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