Gramática
Verbos – tempos compostos:
• Pretérito perfeito
O pretérito perfeito composto do indicativo é usado para indicar uma ação repetida que
tem ocorrido no passado, prolongando-se até ao presente.
Pretérito perfeito composto do indicativo: (trabalhar)
(Eu) tenho trabalhado
(Tu) tens trabalhado
(Ele) tem trabalhado
(Nós) temos trabalhado
(Vós) tendes trabalhado
(Eles) têm trabalhado
O pretérito perfeito composto do conjuntivo indica uma ação anterior já concluída,
podendo se referir a um fato passado ou futuro.
Pretérito perfeito composto do conjuntivo: (estudar)
(Eu) tenha estudado
(Tu) tenhas estudado
(Ele) tenha estudado
(Nós) tenhamos estudado
(Vós) tenhais estudado
(Eles) tenham estudado
Nota: Os tempos verbais compostos podem também ser formados com o verbo auxiliar
haver, sendo contudo mais usual o verbo ter.
• Pretérito mais-que-perfeito
O pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo é usado para indicar uma ação que
ocorreu antes de outra ação passada. Pode indicar também um acontecimento situado de
forma incerta no passado.
Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo : (aprender)
(Eu) tinha aprendido
(Tu) tinhas aprendido
(Ele) tinha aprendido
(Nós) tínhamos aprendido
(Vós) tínheis aprendido
(Eles) tinham aprendido
O pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo indica um fato anterior a outro fato
passado. Pode se referir também a acontecimentos irreais do passado.
Pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntico : (partir)
(Eu) tivesse partido
(Tu) tivesses partido
(Ele) tivesse partido
(Nós) tivéssemos partido
(Vós) tivésseis partido
(Eles) tivessem partido
Orações
Oração coordenada copulativa: estabelece uma ligação
Ex: e, nem
Oração coordenada disjuntiva: estabelece uma alternativa
Ex: ou
Oração coordenada adverbial final: exprime uma ideia de finalidade
Ex: que, para que, a fim de que
Oração coordenada adverbial concessiva: exprime uma ideia de contraste
Ex: embora, ainda que, se bem questionando
Oração coordenada adjetiva relativa restritiva: restringe o nome a que se refere
Ex: O bolo que eu comi não me fez bem.
Oração coordenada adjetiva relativa explicativa: introduz uma informação adicional
sobre o nome (frase entre vírgulas)
Ex: Este atleta, que eu já conheço há dois anos, ganhou de novo a corrida.
Pronominalização
1 – Quando a forma verbal termina em vogal, o pronome não sofre alterações.
Ex: Vi o filme. > Vi-o
2 - Quando a forma verbal termina em R, S, ou Z, estas consoantes caem e o pronome
pessoal passa a ser: -lo, -la, -los, -las.
Ex: Vou ver o Luís. > Vou vê-lo.
3 - Se a forma verbal terminar em M ou em ditongo nasal (õe, ão), o pronome tomará as
formas: -no, -na -nos, -nas.
Ex: Os alunos viram o filme. > Os alunos viram-no
4 – Quando a forma verbal estiver no modo condicional, o pronome coloca-se entre o
radical do verbo e as terminações verbais (-ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, –iam). No entanto,
como o radical termina em R, este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la,
-los, -las.
Ex: Eu levaria a bicicleta para a escola. > Eu levá-la-ia para a escola.
5 - Quando a forma verbal estiver no futuro, o pronome coloca-se entre o radical do verbo
e as terminações verbais (-á, -ás, -á, -emos, -eis, –ão). No entanto, como o radical
termina em «R», este cai e o pronome ganha um L, tomando a forma -lo, -la, -los, -las.
Ex: Ele entregará a encomenda a tempo. > Ele entregá-lo-á a tempo.
6 – Se a frase estiver na negativa, o pronome vai para antes do verbo, sem sofrer
alterações (tal como nalguns casos em que a frase está na forma interrogativa).
Ex: Ele não levou o livro para a aula. > Ele não o levou para a aula.
Funções sintáticas
Predicativo do sujeito: é selecionado por um verbo copulativo (ser, estar, permanecer,
ficar, continuar, andar, tornar-se e revelar-se). Pode atribuir uma propriedade ou
característica ou uma localização no espaço ou no tempo.
Ex: A bailarina continua bonita.
Complemento direto: pode ser substituído por pronomes pessoais o, a, os, as ou pelos
pronomes demostrativo. O complemento direto encontra-se dentro do predicado e
responde à pergunta “o quê?”.
Ex: O Jorge viu um pássaro.
Complemento indireto: pode ser substituído pelos pronomes pessoais lhe, lhes. O
complemento indireto encontra-se dentro do predicado e responde à pergunta “a quem?”.
Ex: A avó ofereceu uma prenda ao neto.
Complemento oblíquo: não pode ser substituídos por pronomes. O complemento
oblíquo é um constituinte selecionado pelo verbo, o que significa que se o retirarmos da
frase muda-se o seu sentido.
Ex: O Fábio mora em Leiria.
Modificador: acrescenta uma informação opcional, ou seja, se o retirarmos da frase o
seu sentido não muda. Pode aparecer em várias posições na frase e ter diferentes valores
(tempo, lugar, modo, etc…).
Ex: O rapaz sentou-se ali.
Modificador restritivo do nome: restringe/limita a realidade referida pelo nome que
modifica. Geralmente surge à direita do nome que restringe, que pode encontrar-se tanto
no sujeito como no predicado, e nunca está separado por vírgulas.
Ex:O rapaz de óculos é meu vizinho.
Modificador apositivo do nome: não restringe o nome, por isso está sempre separado
por vírgulas.
Ex: A Ana, que tirou boas notas, entrou no quadro da honra.
Complemento agente da passiva: é selecionado pelo nome e ocorre à direita deste;
confere mais informação ao nome que o seleciona. Exclusivo de frases passivas.
Ex: A boneca foi oferecida pela tia.
Sujeito: desempenhado por um núcleo um nome ou um pronome ou certas orações.
Ex: O João foi às compras – Sujeito simples
A Mariana e as suas amigas foram passear – Sujeito composto