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Variáveis e Medidas em Epidemiologia

O documento discute conceitos básicos de bioestatística e epidemiologia, incluindo tipos de variáveis, medidas de tendência central, dispersão, taxas e conceitos relacionados a surtos de doenças.

Enviado por

Carolina Senos
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Bioestatística e Epidemiologia

Tipos de Variáveis

Variáveis

Qualitativas/ Quantitativas/
Categóricas Numéricas

Nominal Discreta Contínua


Ordinal
As categorias são Corresponde a Assume qualquer
mutuamente As categorias são números inteiros valor num intervalo
exclusivas e não mutuamente exclusivas e finitos. de valores
ordenadas. ordenadas.

Ex: Ex:
Ex: Ex:
- Dias de doença por - Peso em Kg
- Género - Doença ano - Altura
- Grupo sanguíneo - Classe social - Nº de gestações - Idade (em anos,
- Cor dos olhos - Nível de educação - Nº de filhos horas, minutos, ...)
- Estado civil (ou é - Dor (moderada/ aguda) - Nº de cigarros
casado ou é solteiro)

Média
𝑺𝒐𝒎𝒂 𝒅𝒆 𝒕𝒐𝒅𝒐𝒔 𝒐𝒔 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒅𝒂 𝒂𝒎𝒐𝒔𝒕𝒓𝒂
̅=
𝑿
𝑻𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 𝒅𝒂 𝒂𝒎𝒐𝒔𝒕𝒓𝒂

 Exemplo: 2, 5, 3, 7, 8

𝟐 + 𝟓 + 𝟑 + 𝟕 + 𝟖 𝟐𝟓
̅=
𝑿 = =𝟓
𝟓 𝟓
Moda
É o valor que ocorre com maior frequência.
 Exemplo: 4, 5, 4, 6, 5, 8, 4, 4
Mo = 4
Mediana
É o valor da variável que ocupa a posição central de um conjunto de n dados ordenados.
 Exemplo: 10, 10, 10, 20, 20, 20, 20, 20, 30, 30, 40, 40, 50, 50, 50, 50, 50,
60, 60, 60, 70, 70, 80, 90

40+50 90
Md = = = 45
2 2
Variância
Representa o valor global de dispersão dos valores em relação à média.

̅̅̅𝟐 + (𝒙𝟐 − 𝒙)
(𝒙𝟏 − 𝒙) ̅̅̅𝟐 + ⋯ + (𝒙𝒏 − 𝒙)
̅̅̅𝟐
𝟐
𝑺 =
𝒏−𝟏
 Exemplo: 13, 16, 19, 12, 15

𝟏𝟑 + 𝟏𝟔 + 𝟏𝟗 + 𝟏𝟐 + 𝟏𝟓 𝟕𝟓
̅=
𝑿 = = 𝟏𝟓
𝟓 𝟓

𝟐
(𝟏𝟑 − 𝟏𝟓)𝟐 + (𝟏𝟔 − 𝟏𝟓)𝟐 + (𝟏𝟗 − 𝟏𝟓)𝟐 + (𝟏𝟐 − 𝟏𝟓)𝟐 + (𝟏𝟓 − 𝟏𝟓)𝟐
𝑺 = =
𝟓−𝟏
(−𝟐)𝟐 + 𝟏𝟐 + 𝟒𝟐 + (−𝟑)𝟐 + 𝟎𝟐 𝟒 + 𝟏 + 𝟏𝟔 + 𝟗 + 𝟗 𝟑𝟎 𝟏𝟓
= = = = = 𝟕, 𝟓
𝟒 𝟒 𝟒 𝟐

Desvio Padrão

̂𝒏𝒄𝒊𝒂
S = √𝑽𝒂𝒓𝒊𝒂

Endemia
Define-se como a presença habitual de uma determinada doença numa dada área
geográfica ou ocorrência habitual de uma determinada doença dentro dessa dada área
(numa região).
Ex: gripe surge mais no inverno.

Epidemia
Define-se como sendo a ocorrência, dentro de uma determinada comunidade ou região,
de um grupo de doenças de natureza semelhante, ultrapassando manifestamente as
expectativas normais e tendo uma origem comum.

Pandemia
Refere-se a uma epidemia a nível mundial.
Ex: COVID-19
 Endemia significa que uma doença encontra-se presente habitualmente na população
humana.

 O 1º quadro mostra o nº total de indivíduos que comeram dois alimentos que


provavelmente estavam infetados com estreptococos do grupo A. O 2º quadro
mostra o nº de indivíduos doentes (com inflamação aguda da garganta) que
comeram as várias combinações específicas dos alimentos.

Nº total de indivíduos que comeu combinação específicas de alimentos


Comeram Atum Não comeram Atum
Comeram salada com ovo 75 100
Não comeram salada com ovo 200 50

Nº de indivíduos que comeu combinação específicas de alimentos e que mais


tarde adoeceu
Comeram Atum Não comeram Atum
Comeram salada com ovo 60 75
Não comeram salada com ovo 70 15

 Qual é a taxa de ataque para a inflamação da garganta nos


indivíduos que comeram salada com ovo e atum? 60/75

𝑵º 𝒅𝒆 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝒓𝒊𝒔𝒄𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒇𝒊𝒄𝒂𝒓𝒂𝒎 𝒅𝒐𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔


𝑻𝒂𝒙𝒂 𝒅𝒆 𝒂𝒕𝒂𝒒𝒖𝒆 =
𝑵º 𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝒓𝒊𝒔𝒄𝒐

 De acordo com os resultados apresentados nos quadros anteriores,


qual dos seguintes produtos alimentares (ou combinação de
produtos alimentares) é mais provável que seja infecioso? Apenas a
salada com ovo.

 No estudo de um surto de uma doença infeciosa, traçar uma curva


epidémica é útil porque:
 Ajuda a determinar qual o tipo de surto que ocorreu ([Link]. de fonte
única, contágio indivíduo a indivíduo).
 Ajuda a determinar a mediana do período de incubação.

 Característica de um surti resultante de uma exposição única a um veículo


comum: o carácter súbito.
 Após um exame inicial em Oxford, Mass., concluiu-se que 5 em cada 1000
homens entre os 30 e os 35 anos, e 10 em cada 1000 mulheres da mesma
faixa etária, sofriam de enxaqueca. A dedução de que as mulheres têm um
risco duas vezes maior de sofrer de enxaqueca do que os homens do mesmo
grupo etário: incorreta, porque faltou a distinção entre incidência e prevalência.

Incidência – nº de novos casos da doença


𝑵º 𝒅𝒆 𝒏𝒐𝒗𝒐𝒔 𝒄𝒂𝒔𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒅𝒐𝒆𝒏ç𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒐𝒄𝒐𝒓𝒓𝒆𝒎
 𝒏𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒆𝒕𝒆𝒓𝒎𝒊𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂ç𝒂 ̃𝒐
𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒖𝒎 𝒅𝒆𝒕𝒆𝒓𝒎𝒊𝒏𝒂𝒅𝒐 𝒑𝒆𝒓í𝒐𝒅𝒐 𝒅𝒆 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐
𝑻𝒂𝒙𝒂 𝒅𝒆 𝒊𝒏𝒄𝒊𝒅𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 = × 𝟏𝟎𝟎𝟎
𝑵º 𝒅𝒆 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒗í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒆𝒎 𝒓𝒊𝒔𝒄𝒐 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒆𝒏𝒗𝒐𝒍𝒗𝒆𝒓
𝒂 𝒅𝒐𝒆𝒏ç𝒂 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒆𝒔𝒔𝒆 𝒑𝒆𝒓í𝒐𝒅𝒐 𝒅𝒆 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐

Prevalência – nº de indivíduos afetados numa dada população numa altura específica


𝑵º 𝒅𝒆 𝒄𝒂𝒔𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒐𝒆𝒏ç𝒂 𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔
𝒏𝒂 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂ç𝒂̃𝒐 𝒏𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒆𝒕𝒆𝒓𝒎𝒊𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒂𝒍𝒕𝒖𝒓𝒂
𝑷𝒓𝒆𝒗𝒂𝒍𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 = × 𝟏𝟎𝟎𝟎
𝑵º 𝒅𝒆 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒗í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒐̃𝒆𝒎
𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂ç𝒂̃𝒐 𝒏𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒂𝒍𝒕𝒖𝒓𝒂
(𝒕𝒐𝒅𝒂 𝒂 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂ç𝒂̃𝒐)

𝑷𝒓𝒆𝒗𝒂𝒍𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 = 𝑰𝒏𝒄𝒊𝒅ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒙 𝑫𝒖𝒓𝒂ç𝒂


̃𝒐

 Um inquérito de prevalência realizado entre 1 de janeiro e 31 de dezembro


de 2003, identificou 1000 casos de esquizofrenia numa cidade com 2 milhões
de pessoas. A taxa de incidência de esquizofrenia nesta população era de
5/100000 pessoas em cada ano. Qual a % dos 1000 que se referia aos novos
casos diagnosticados em 2003? (1000/100000) x 1000 = 10%

 Vantagem da vigilância ativa: implica uma maior exatidão uma vez que não
sobrecarrega tanto os prestadores de cuidados de saúde.

 Qual seria o efeito nas taxas de incidência específicas por idade, se as


mulheres já submetidas a histerectomia fossem excluídas do denominador
dos cálculos, assumindo que há algumas mulheres em cada grupo etário que
foram submetidas a histerectomia? As taxas tenderiam a aumentar.
 Foi efetuado um inquérito à população adulta não hospitalizada, dos
Estados Unidos, entre 1988 e 1991. Os resultados desse inquérito
encontram-se descritos abaixo:

Grupo etário Indivíduos hipertensos (%)


18-29 anos 4
30-39 anos 10
40-49 anos 22
50-59 anos 43
60-69 anos 54
70 anos e mais 64

Os investigadores constataram que havia um aumento de risco de


hipertensão relacionado com a idade, nesta população. Achas que a
interpretação dos investigadores é: incorreta, uma vez que é utilizada a
prevalência.

 População da cidade de Atlantis em 30 de março de 2003 = 183000

Nº de novos casos de tuberculose ativa que ocorreram entre 1 de janeiro e


30 de junho de 2003 = 26

Nº de casos de tuberculose ativa de acordo com os registos da cidade, em 30


de junho de 2003 = 264

 A taxa de incidência de casos ativos de tuberculose para aquele


período de 6 meses foi: 14 por 100000 habitantes. (26/183000) x
100000 = 14
 A prevalência de casos ativos de tuberculose em 30 de junho de 2003,
era: 144 por 100000 habitantes. (264/183000) x 100000 = 144

 Num país Asiático com uma população de 6 milhões de pessoas, ocorreram


60000 mortes durante o ano que terminou em 31 de dezembro de 1995.
Naquele número estão incluídas 30000 mortes por cólera em 100000 pessoas
infetadas.

 Qual a taxa de mortalidade específica por cólera, em 1995?


(30000/6000000) x 1000 = 5
R.: 5/1000

 Qual a taxa de letalidade da cólera, em 1995?


(30000/100000) x 100 = 30%
𝑵º 𝒅𝒆 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒗í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒇𝒂𝒍𝒆𝒄𝒊𝒅𝒐𝒔 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆
𝒏𝒖𝒎 𝒑𝒆𝒓í𝒐𝒅𝒐 𝒅𝒆 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒄í𝒇𝒊𝒄𝒐 𝒂𝒑ó𝒔 𝒐
𝒊𝒏í𝒄𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒐𝒆𝒏ç𝒂 𝒐𝒖 𝒐 𝒔𝒆𝒖 𝒅𝒊𝒂𝒈𝒏ó𝒔𝒕𝒊𝒄𝒐
𝑻𝒂𝒙𝒂 𝒅𝒆 𝒍𝒆𝒕𝒂𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 = × 𝟏𝟎𝟎
𝑵º 𝒅𝒆 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒗í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒄𝒐𝒎 𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒅𝒐𝒆𝒏ç𝒂 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒄í𝒇𝒊𝒄𝒂

𝑵º 𝒅𝒆 𝒄𝒂𝒔𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒐𝒆𝒏ç𝒂 𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔


𝒏𝒂 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂ç𝒂̃𝒐 𝒏𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒆𝒕𝒆𝒓𝒎𝒊𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒂𝒍𝒕𝒖𝒓𝒂
𝑷𝒓𝒆𝒗𝒂𝒍𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 = × 𝟏𝟎𝟎𝟎
𝑵º 𝒅𝒆 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒗í𝒅𝒖𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒐̃𝒆𝒎
𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂ç𝒂̃𝒐 𝒏𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒂𝒍𝒕𝒖𝒓𝒂
(𝒕𝒐𝒅𝒂 𝒂 𝒑𝒐𝒑𝒖𝒍𝒂ç𝒂̃𝒐)

 As taxas de mortalidade ajustadas para a idade são utilizadas para: eliminar


os efeitos das diferenças nas distribuições etárias das populações na comparação
de taxas de mortalidade.

 A taxa de mortalidade pela doença X na cidade A é de 75/100000, em


indivíduos entre os 65 e os 69 anos de idade. A taxa de mortalidade pela
mesma doença na cidade B é de 150/100000, em indivíduos entre os 65 e os
69 anos de idade. Deduzir que a doença X apresenta uma prevalência duas
vezes maior em indivíduos entre os 65 e os 69 anos na cidade B, do que em
indivíduos entre os 65 e os 69 anos na cidade A é: incorreto, porque não se faz
a distinção entre prevalência e mortalidade.

 A taxa de incidência de uma doença é cinco vezes maior em mulheres do


que em homens mas as estimativas de prevalência não mostram diferenças
entre os sexos. A melhor explicação é que: a taxa de letalidade desta doença é
maior em mulheres.

Mortes anuais por cancro em homens brancos trabalhadores de duas
indústrias
INDÚSTRIA A INDÚSTRIA B
Nº de % de todas as Nº de % de todas as
Mortes mortes por Mortes mortes por
cancro cancro
Sistema respiratório 180 33 248 45
Sistema digestivo 160 29 160 29
Genito urinário 80 15 82 15
Todos os outros locais 130 23 60 11
Total 550 100 550 100

Com base na informação anterior chegou-se à conclusão que os


trabalhadores da indústria B têm maior risco de morrer de cancro do trato
respiratório que os trabalhadores da indústria A. (Partir do princípio que a
distribuição etária dos trabalhadores das duas indústrias é quase idêntica).

A conclusão a que se chegou pode estar incorreta porque foi utilizada a


mortalidade proporcional quando era necessário utilizar taxas de mortalidade
específicas por causa.

 Apresentamos em seguida razões de mortalidade padronizada (RMPs)


relativas ao cancro do pulmão em Inglaterra.
Razão de Mortalidade Padronizada
Profissão 1949-1960 1968-1979
Carpinteiros 209 135
Assentadores de tijolos 142 118

 Com base apenas nestas RMPs, é possível concluir que: a taxa de


mortalidade por cancro do pulmão em carpinteiros, entre 1968 e 1979 foi
maior do que seria de esperar num grupo de homens com idades
semelhantes e em todas as profissões.

RMP = 100
Nº de mortes observadas = Nº de mortes esperadas

RMP > 100


Nº de mortes observadas > Nº de mortes esperadas

RMP < 100


Nº de mortes observadas < Nº de mortes esperadas

COMUNIDADE X COMUNIDADE Y
Nº de mortes Nº de mortes
Nº de devido à Nº de devido à
Idade pessoas Doença Z pessoas Doença Z
Jovens 8000 69 5000 48
Idosos 11000 115 3000 60

Calcular a taxa de mortalidade ajustada para a idade para a doença Z nas


comunidades X e Y, através da padronização pelo método direto, utilizando a
totalidade de ambas as comunidades como população padrão.

 A taxa de mortalidade pela doença Z ajustada para a idade na


comunidade X é: [(69 + 115) / (8000 + 11000)] x 1000 = 9,6
R.: 9,6/1000

 A mortalidade proporcional pela doença Z na comunidade Y é:


o 9,6/1000
o 13,5/1000
o 20,0/1000
o 10,8/1000
o Nenhum dos valores acima mencionados (não tenho o nº total de
óbitos)

 Numa doença como o cancro do pâncreas, que é altamente fatal e de curta


duração: as taxas de incidência e as taxas de mortalidade serão semelhantes.

 Em 1990 houve 4500 mortes por doenças do pulmão, em mineiros com


idades entre os 20 e os 64 anos. O número esperado de óbitos neste grupo
profissional, com base nas taxas de mortalidade específicas por idade por
doenças pulmonares, em todos os indivíduos do sexo masculino, com idades
compreendidas entre os 20 e os 64 anos, foi de 1800 em 1990.

 Qual foi a razão de mortalidade padronizada (RMP) por doenças


pulmonares relativamente aos mineiros? 4500/1800 = 2,5 ou
(4500/1800) x 100 = 250%

𝑵º 𝒅𝒆 𝒎𝒐𝒓𝒕𝒆𝒔 𝒐𝒃𝒔𝒆𝒓𝒗𝒂𝒅𝒂𝒔 𝒏𝒖𝒎 𝒂𝒏𝒐


RMP = 𝑵º 𝒅𝒆 𝒎𝒐𝒓𝒕𝒆𝒔 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒓𝒂𝒅𝒂𝒔 𝒏𝒖𝒎 𝒂𝒏𝒐

(podemos ou não multiplicar por 100)


 Um gerente de programa de uma agência de financiamento de saúde
precisa de identificar regiões que se beneficiaria de uma intervenção
direcionada na redução da deficiência prematura. O programa gerente
pede a um consultor de saúde para desenvolver uma proposta usando um
índice que a ajudaria tome esta decisão. Qual das seguintes serviria melhor
a esse propósito? Anos de vida ajustados por deficiência.

 Um exame físico foi utilizado para rastrear o cancro da mama em 2500


mulheres com adenocarcinoma da mama diagnosticado por biopsia e em
5000 mulheres controlo emparelhadas pela raça e pelo grupo etário. Os
resultados do exame físico foram positivos (isto é, havia uma massa
percetível à palpação) em 1800 casos e em 800 do grupo de controlo,
embora nestas últimas não tenha sido encontrada evidência de cancro na
biopsia.

Resultado do Doença
teste
Sim Não
Positivo (P) 1800 – VP a 800 – FP b 2600
Negativo (N) 700 – FN c 1700 – VN d 2400
2500 2500 5000

𝒂
Sensibilidade = (𝒂+𝒄)

𝒅
Especificidade = (𝒃+𝒅)

𝑵º 𝒅𝒆 𝑽𝑷
Valor Preditivo Positivo (VPP) = 𝑵º 𝒅𝒆 (𝑽𝑷+𝑭𝑷)

𝑵º 𝒅𝒆 𝑽𝑵
Valor Preditivo Negativo (VPN) = 𝑵º 𝒅𝒆 (𝑽𝑵+𝑭𝑵)

 A sensibilidade do exame físico foi: 1800/2500 = 0,72 ------ 72%


 A especificidade do exame físico foi: 1700/2500 = 0,68 ------ 68%
 O valor preditivo positivo do exame físico foi: 1800/(18000 + 800) =
0,692 ------ 69,2%
 Um teste de rastreio é utilizado da mesma forma em duas populações
semelhantes, mas a proporção de resultados positivos falsos entre aqueles
que têm testes positivos na população A, é inferior à obtida nos indivíduos
da população B que têm testes positivos.

 Qual a explicação provável para este resultado? A prevalência da


doença é mais elevada na população A.

 Um exame físico e um teste audiométrico foram efetuados em 500 pessoas


suspeitas de terem problemas auditivos o que realmente se confirmou em
300 dessas pessoas. Os resultados dos exames foram os seguintes:

Exame Físico 𝟐𝟒𝟎


Sensibilidade = 𝟑𝟎𝟎 = 𝟖𝟎%
Problemas de audição
Resultado Presentes Ausentes 𝟏𝟔𝟎
Positivo 240 40 Especificidade = 𝟐𝟎𝟎 = 𝟖𝟎%
Negativo 60 160

Teste Audiométrico 𝟐𝟕𝟎


Sensibilidade = 𝟑𝟎𝟎 = 𝟗𝟎%
Problemas de audição
Resultado Presentes Ausentes 𝟏𝟒𝟎
Positivo 270 60 Especificidade = 𝟐𝟎𝟎 = 𝟕𝟎%
Negativo 30 140

 Comparado com o exame físico, o teste audiométrico é: mais sensível


e menos específico.

 Dois pediatras querem investigar um novo teste laboratorial que identifica


infeções por estreptococos. O Dr. Kidd utiliza o teste de cultura padrão o
qual tem uma sensibilidade de 90% e uma especificidade de 96%. O Dr.
Childs utiliza o novo teste o qual revelou 96% de sensibilidade e 96% de
especificidade.

 Se 200 pacientes forem analisados por ambos os testes, qual das


seguintes afirmações está correta? O Dr. Kidd vai conseguir identificar
corretamente menos pessoas com infeções por estreptococos do que o
Dr. Childs.

Sensibilidade – diz corretamente quem tem a doença

Especificidade – diz corretamente quem não tem a doença


 Um rastreio do cancro do cólon foi efetuado em Nottingham, Inglaterra.
Efetuou-se um rastreio em indivíduos entre os 50 e os 75 anos de idade,
utilizando o teste Hemoccult. Neste teste é analisada uma amostra de fezes
para nelas se pesquisar a presença de sangue.

 O teste Hemoccult tem uma sensibilidade de 70% e uma


especificidade de 75%. Se Nottingham tiver uma prevalência de
12/1000 de cancro do cólon, qual é o valor preditivo positivo do
teste? 3,3%

Doença
Resultado Sim Não
Positivo X = 8,4 247 255,4
Negativo 3,6 Y = 741 744,6
12 988 1000

𝑥
Sensibilidade: × 100 = 70
12
100 𝑥 = 70 × 12
𝑥 = 8,4
𝑦
Especificidade: 988 × 100 = 75
100 𝑦 = 75 × 988
𝑦 = 741
8,4
VPP: = 0,033
255,4

0,033 × 100 = 3,3%

 Se o resultado do teste Hemoccult for negativo não haverá mais


testes a fazer. Se o resultado do teste Hemoccult for positivo terá de
se fazer um teste de uma nova amostra de fezes desse indivíduo com
o teste Hemoccult II. Se a segunda amostra também se apresentar
positiva em relação à presença de sangue, esse indivíduo será
referenciado para posterior avaliação mais extensiva. Qual o efeito
deste método de rastreio na sensibilidade global e na especificidade
global? A sensibilidade global diminui e a especificidade global
aumenta.
 Foi pedido a dois médicos que fizessem, independentemente, a classificação
de 100 radiografias do tórax utilizando apenas os termos normal e anormal.
A comparação de ambas as classificações está representada na seguinte
tabela:

Classificação de Raios-X ao Tórax pelo médico 1 em comparação


com o médico 2
Médico 2
Médico 1 Anormal Normal Total
Anormal 40 20 60
Normal 10 30 40
Total 50 50 100

 A concordância percentual global simples entre os dois médicos em


40+30
relação ao total é de: 40+20+10+30 × 100 = 70%

 A concordância percentual global simples entre os dois médicos,


excluindo as radiografias quem ambos classificaram como normais,
40
é de: 40+20+10+ × 100 = 57,1%

 O valor de kappa é: 0,40 e, representa um nível de concordância


intermédio a bom
Médico 2
Médico 1 Anormal Normal Total
Anormal 40 (30) 20 (30) 60 (60%)
Normal 10 (20) 30 (20) 40 (40%)
Total 50 (50%) 50 (50%) 100 (100%)

60/100 = 0,6 = 60%


40/100 = 0,4 = 40%
50/100 = 0,5 = 50%

0,5 x 60 = 30
0,5 x 40 = 20

30+20
Concordância percentual esperada, apenas por acaso = × 100 = 50%
100
70−50
Kappa = × 100 = 0,40
100−50

(𝑐𝑜𝑛𝑐𝑜𝑟𝑑â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑜𝑏𝑠𝑒𝑟𝑣𝑎𝑑𝑎)−(Concordância percentual esperada,apenas por acaso)


Kappa = 100% −(Concordância percentual esperada,apenas por acaso)

Kappa < 0,40 – concordância fraca


0,40 < Kappa < 0,75 – concordância entre intermédia a boa
Kappa > 0,40 – concordância excelente
 Bom índice da gravidade de uma doença aguda de curta duração: taxa de
letalidade.


Nº de doentes em cada aniversário
Nº de
Ano do doentes
tratamento tratados 1º 2º 3º
1991 75 60 56 48
1992 63 55 31
1993 42 37
Total 180 152 87 48

Cento e oitenta pacientes foram tratados da doença X, entre 1991 e 1993, e o


seu progresso foi acompanhado até 1994. Os resultados do tratamento estão
contidos na Tabela. Nenhum dos pacientes foi perdido do seguimento.
 Qual a probabilidade de sobreviver durante 3 anos? 54,8%
152
P1 = 180 = 0,844 = 84,4%
87
P2 = (152−37) = 0,757 = 75,7%

48
P3 = (87−31) = 0,857 = 85,7%

P sobreviver 3 anos =0,844 × 0,757 × 0,857 = 0,548 = 54,8%

 Um pressuposto importante neste tipo de análise é: não houve alteações na


efetividade do tratamento durante o período do estudo.

 Foi introduzido um teste de diagnóstico que deteta uma determinada


doença 1 ano mais cedo do que habitualmente é diagnosticada. Qual das
seguintes hipóteses é mais provável que aconteça à doença, durante os 10
anos após o teste ser introduzido? (Assumir que a deteção precoce não tem
efeito na história natural da doença. Partir igualmente do princípio que,
durante esses 10 anos, não há alterações nos procedimentos de certificação
de morte). A sobrevivência aparente aos 5 anos irá aumentar.

 Sobrevivência relativa: está geralmente mais próxima da sobrevivência


observada em populações mais jovens.
 Os dados foram obtidos a partir de um estudo de 248 pacientes com SIDA
que foram submetidos a um novo tratamento, e seguidos para se
determinar a sobrevivência. A população em estudo foi seguida durante 36
meses.

Sobrevivência de doentes com SIDA depois do diagnóstico


(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8)
Intervalo de Vivos Morrer Perdas/ Número efetivo de Proporção Proporção Proporção
tempo desde no início am em interrupções expostos ao risco de que que não cumulativa que
o início do do cada durante o morrer durante o morreu morreu sobreviveu
tratamento período período período intervalo: Coluna (2) durante o durante o desde o
(meses) – ½ Coluna (4) intervalo: intervalo: envolvimento
Coluna (3) 1 - Coluna no estudo até
/ Coluna (6) ao fim do
(5) intervalo:
Sobrevivência
Cumulativa
𝒙 𝒍𝒙 𝒅𝒙 𝒘𝒙 𝒍′𝒙 𝒒𝒙 𝒑𝒙 𝑷𝒙
1-12 248 96 27 248 – 13,5 = 234,5 0,409 0,591 0,591
13-24 125 55 13 125 – 6,5 = 118,5 0,464 0,536 0,317
25-36 57 55 2 57 – 1 = 56 0,982 0,018 0,006

 Para aquelas pessoas que sobreviveram ao segundo ano, qual é a


probabilidade de morrerem no terceiro ano? 0,982 ou 98,2%.

 Qual a probabilidade de uma pessoa envolvida no estudo sobreviver ao


final do terceiro ano? 0,006 ou 0,6%.

 Antes de comunicarem os resultados desta análise de sobrevivência, os


investigadores compararam as características basais das 42 pessoas que
abandonaram o estudo antes do final, com as dos participantes que
tiveram seguimento completo. Qual das seguintes razões motivou este
procedimento: para verificar se aqueles que continuaram no estudo
representam o total da população em estudo.

 O maior objetivo da aleatorização num ensaio clínico é: reduzir o


enviesamento da seleção de atribuição de tratamento.

 Um anúncio num jornal médico afirmava que “2000 indivíduos com a


garganta inflamada foram tratados como o nosso novo medicamento.
Dentro de 4 dias, 94% estavam assintomáticos”. O anúncio reivindica que o
medicamento foi eficaz. Com base no testemunho acima mencionado, a
pretensão: pode ser incorreta porque não houve nenhum grupo de controlo, ou
de comparação, envolvido.
 O objetivo de um estudo com dupla ocultação ou dupla dissimulação é: evitar
o enviesamento por parte do sujeito e do observador.

 Em muitos estudos que examinam a associação entre os estrogénios e o


cancro do endométrio, foram usados testes unilaterais. O pressuposto
subjacente que justifica o teste unilateral em detrimento do teste bilateral,
é: a expectativa antes de se efetuar o teste era de que os estrogénios causam
cancro do endométrio.

 Num ensaio aleatorizado, um desenho cruzado planeado: deve ter em conta o


problema dos possíveis efeitos residuais da primeira terapia.

 Um ensaio aleatorizado comparando a eficácia de dois medicamentos


mostrou a diferença entre os dois (com um valor de p<0,05). Assuma no
entanto que, na realidade, os dois medicamentos não diferem. Este é,
portanto, um exemplo de: erro de tipo I (erro α).

 Uma empresa farmacêutica defende que o novo medicamento G para uma


determinada doença tem uma taxa de cura de 50% quando comparado com
o medicamento H, o qual tem uma taxa de cura de apenas 25%. Pede-se que
esquematizem um ensaio clínico comparando os medicamentos G e H.
Usando a tabela, estimar o número de pacientes necessários em cada um
dos grupos de terapia para detetar uma tal diferença com α=0,05, bilateral,
e β=0,2.

 O número de pacientes necessários em cada grupo de tratamento é


57.

 Benefícios potenciais de um ensaio clínico aleatorizado:


 A probabilidade de que os grupos de estudo sejam comparáveis aumenta
 A auto-seleção para um tratamento específico é eliminada
 A designação do sujeito seguinte não é previsível
 A terapia que um sujeito recebe não é influenciada por vieses, quer
conscientes ou inconscientes, do investigador.

 Nos estudos de coorte sobre o papel de um fator suspeito na etiologia da


doença, é essencial que: o grupo exposto e o não exposto que estão a ser objeto
de estudo sejam tão semelhantes quanto possível em relação aos possíveis
fatores ocultos.
 Vantagens de um estudo de coorte prospetivo:
 É possível fazer uma medição exata do grau de exposição
 As taxas de incidência podem ser calculadas
 O enviesamento sistemático é minimizado comparado com um
estudo de caso-controlo
 As consequências de muitas doenças podem ser estudadas
simultaneamente

 Os estudos de coorte retrospetivos são caracterizados por:


 Os grupos de estudo estão expostos e não expostos
 As taxas de incidência podem ser calculadas
 A amostra necessária é semelhante à que é necessária para um estudo
de coorte prospetivo
 São úteis para exposições raras.

 O maior problema que resulta da falta de aleatorização num estudo de


coorte é:
 A possibilidade de um fator que levou à exposição, mais ainda que a
própria exposição, poder ter causado a doença.

 Num estudo de coorte, a vantagem de começar por selecionar uma


população definida para estudo antes de qualquer dos seus membros ficar
exposto, mais do que começar a selecionar indivíduos expostos e não
expostos, é que:
 Um certo número de exposições possa ser estudado em simultâneo.

 Um estudo de caso-controlo caracteriza-se por:


 É relativamente barato comparado com a maioria dos outros estudos
epidemiológicos
 Os pacientes que têm a doença (casos) são comparados com pessoas
que não têm a doença (controlo)
 A avaliação de uma exposição passada pode ser enviesada
 A definição dos casos pode ser difícil

 Foi pedido aos habitantes de três aldeias, com três abastecimentos de água
diferentes, que participassem num inquérito com o objetivo de identificar
portadores de cólera. Uma vez que várias mortes por cólera tinham
ocorrido recentemente, quase todos os presentes na altura foram
examinados. As proporções de residentes que eram portadores foi calculada
e comparada entre aldeias. Qual é a classificação adequada para este
estudo? Estudo transversal.
 Obtenção de histórias clínicas e outras informações sobre um grupo de
casos conhecidos e de um grupo de comparação, de forma a determinar a
frequência relativa de uma característica ou exposição em estudo. Estudo de
caso-controlo.

 Num estudo iniciado em 1965, um grupo de 3000 adultos de Baltimore foi


integrado acerca dos seus hábitos quanto ao consumo de álcool. Entre 1981
e 1995 foi estudada a ocorrência de casos de cancro neste grupo. Estudo de
coorte concorrente.

 Num pequeno estudo piloto, foram contactadas 12 mulheres com cancro do


endométrio (cancro do útero) e 12 mulheres sem doença aparente, tendo-
lhes sido perguntado se alguma vez tinham usado estrogénios. Cada uma
das mulheres que tinham cancro foi emparelhada com uma das outras
mulheres com a mesma idade, raça, peso e paridade, mas que não tinha
doença. Estudo de caso-controlo.

 O registo de exames físicos de toda a classe de caloiros de 1935 da


Universidade do Minnesota foi analisado em 1977 para se verificar se a
altura e o peso registados quando da sua admissão na Universidade estava
relacionada com o desenvolvimento de doença coronária em 1986. Estudo de
coorte retrospetivo.

 Num estudo de caso-controlo:


 A proporção de casos com exposição é comparada com a proporção de
controlos com exposição
 O investigador pode escolher ter múltiplos grupos de comparação
 O viés de memória é um problema potencial

 Num estudo de caso-cruzado: o sujeito serve de seu próprio controlo.

 De 2872 pessoas que receberam radioterapia em crianças, devido a


hipertrofia do timo, em 24 desenvolveu-se cancro da tiróide e em 52
desenvolveu-se um tumor benigno da tiróide. O grupo de comparação era
constituído por 5055 crianças que não receberam esse tratamento (irmãos e
irmãs das crianças que receberam a radiação terapêutica). Durante o
período de seguimento, ninguém no grupo de comparação desenvolveu
cancro da toróide, todavia desenvolveram-se tumores benignos em 6
indivíduos. Calcule o risco relativo de tumor benigno da tiróide.

52
2872
Risco Relativo = 6 = 15,3
5055
 Num estudo de certa doença, na qual todos os casos que se desenvolveram
foram identificados, se o risco relativo para a associação entre um fator e a
doença é igual ou menor que 1, então: não existe associação, ou se existe é
negativa entre o fator e a doença.

𝑅𝑖𝑠𝑐𝑜 𝑛𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜𝑠


Risco Relativo = 𝑅𝑖𝑠𝑐𝑜 𝑛𝑜𝑠 𝑛ã𝑜 𝑒𝑥𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜𝑠

RR = 1 – O risco nos indivíduos expostos é igual ao risco nos não expostos (não há associação)
RR > 1 – O risco nos indivíduos expostos é maior que nos não expostos (associação positiva;
possivelmente causal)
RR < 1 – O risco nos indivíduos expostos é menor que nos não expostos (associação negativa;
possivelmente protetor)

 Num pequeno estudo piloto, 12 mulheres com cancro uterino e outras 12


sem doença aparente foram contactadas e perguntou-se-lhes se alguma vez
tinham usado estrogénios. Cada mulher com cancro foi emparelhada por
idade, raça, peso e paridade com uma mulher sem a doença. Os resultados
são os que constam da tabela:
Par nº Mulheres com cancro do útero Mulheres sem cancro do útero
1 Utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios
2 Não utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios
3 Utilizadora de estrogénios Utilizadora de estrogénios
4 Utilizadora de estrogénios Utilizadora de estrogénios
5 Utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios
6 Não utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios
7 Utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios
8 Utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios
9 Não utilizadora de estrogénios Utilizadora de estrogénios
10 Não utilizadora de estrogénios Utilizadora de estrogénios
11 Utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios
E–N
12 Utilizadora de estrogénios Não utilizadora de estrogénios N–N
E–E
E–E
 Qual é o risco relativo estimado de cancro quando se analisa este tudo E–N
como um estudo emparelhado? 3,00 N–N
E–N
Controlo E–N
Exposto Não exposto N–E
Exposto 2 (a) 6 (b) N–E
Caso E–N
Não Exposto 2 (c) 2 (d)
E–N
RR = b/c = 6/2 = 3
 Desemparelhemos os pares. Qual é o risco relativo estimado de cancro
quando se analisa este tudo como um desenho de estudo não E N
N N
emparelhado? 4,00
E E
Casos Controlos E E
E N
Exposto 8 (a) 4 (b)
N N
Não Exposto 4 (c) 8 (d) E N
E N
N E
RR = ad/bc = (8 x 8) / (4 x 4) = 64/16 = 4 N E
E N
E N
 Talbot e os seus colaboradores realizaram um estudo de morte súbita em
mulheres. Os dados da história do consumo de tabaco são apresentados na
seguinte tabela.
História de fumo para casos de morte súbita por doença cardíaca arteriosclerótica
e controlos (fumadores habituais de 1 ou mais maços por dia) [Estudo
emparelhado], Allegheny County, 1980
Controlos

Casos Fumo de 1 ou + maços/dia Fumo <1 maço/dia Total


Fumo de 1 ou + maços/dia 2 36 38
Fumo <1 maço/dia 8 34 42
Total 10 70 80

 Calcular a razão de possibilidades (odds ratio) para estes dados


considerando emparelhamento. 36/8 = 4,5

 Usando os dados da tabela, desemparelhe os pares e calcule a razão


de possibilidades desemparelhada. 6,3

Casos Controlos
Fumo de 1 ou + maços/dia 38 (a) 10 (b)
Fumo <1 maço/dia 42 (c) 70 (d)

38 × 70 2660
Risco Relativo = = = 6,3
42 × 10 420

 Quais são as probabilidades (odds) de os controlos fumarem 1 ou


mais maços por dia? 10:70 = 1:7 = 0,143

Frequências de doença cardíaca arteriosclerótica (DCA) por 10000 indivíduos, por
idade e sexo, Framingham, Massachusetts
Homens Mulheres
Idade no Prevalência de Exames de Prevalência Exames de
início do DCA no exame seguimento de DCA no seguimento anual
estudo (em inicial anual exame (Incidência anual
anos) (Incidência inicial média)
anual média)
29-34 76,7 19,4 0,0 0,0
35-44 90,7 40,0 17,2 2,1
45-54 167,6 106,5 111,1 29,4
55-62 505,4 209,1 211,1 117,8

 O risco relativo de desenvolvimento de DCA após a entrada neste


estudo em homens quando comparados com as mulheres é: menor no
grupo etário mais velho.

 A explicação mais provável para as diferenças nas frequências de


DCA entre o exame inicial e os exames de seguimento anuais, nos
homens, é: o exame inicial mede a prevalência de DCA, enquanto os
exames subsequentes medem em primeiro lugar a incidência de DCA.

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