Índice
Introdução........................................................................................................................2
Delinquência Juvenil.............................................................................................3
A delinquência juvenil em Angola........................................................................4
Conceito Aceite.....................................................................................................4
Causas da delinquência...................................................................................................5
Medidas para diminuição da delinquência juvenil................................................6
Dinamismos socio-cognitivo na delinquência.......................................................7
Consequências da delinquência.............................................................................8
Conclusão.........................................................................................................................9
Bibliografia.....................................................................................................................10
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 1
Introdução
O presente trabalho de pesquisa, Ilustra realmente, que a Delinquência juvenil
em Angola, tem ocorrido principalmente devido a falta de oportunidade de trabalho. a
delinquência juvenil, são todos actos criminosos cometidos por um grupo de jovens e de
forma isolada, estes são influenciados pelo uso excessivo de bebidas alcoólicas, drogas,
que maioritariamente fazem parte de grupo devidamente organizado com referências
próprias que podem ser, pelo uso de cabelo, sinais de assobio, ou mesmo de roupa que o
grupo utiliza.
No percurso da leitura do trabalho terá o privilégio de saber que este tipo de
grupo de jovens que deambula de cidade a cidade ou mesmo, deslocam de província à
província, com intuito de fazer vandalismo, provem de uma congregação familiar que
através de fragmentos dos familiares produzem os jovens ir a sorte e posterior integrar-
se num grupo que achar conveniente e realizar actividade anti-social.
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 2
Delinquência Juvenil
Dá-se o nome de delinquência ao comportamento caracterizado por repetidas
ofensas (delitos), considerado principalmente no seu aspecto social, mas também
criminoso. É essencialmente constituído por crime em pequena escala.
A conotação pejorativa da palavra é geralmente dirigida a um grupo de
indivíduos, e a sua natureza é mais associada ao infractor do que ao acto criminoso em
si. O termo inclui frequentemente o conceito de repetição.
Segundo Hoary Batalha a delinquência relaciona-se também com a
criminalidade sem motivações políticas: deste modo, um perpetrador é considerado
delinquente a partir do momento em que não tem motivações políticas, ou, se as tem,
pelo menos extravasa essa motivação.
A delinquência pode ser dirigida tanto contra a propriedade como contra
pessoas, mas o grau de tolerância é menor no caso de atentados contra pessoas (o delito
tornar-se-á mais facilmente um crime, do ponto de vista criminal e social).
Este são influenciados por alguém mais principalmente pelos amigos, e pelo
desejo de ter o que não é possível de momento ou coisas que não podem mesmo ter. A
delinquência juvenil refere-se aos actos criminosos cometidos por menores de idade.
Muitos países possuem procedimentos legais e punições diferentes (no geral
mais atenuados) aos delinquentes juvenis, em relação a criminosos maiores de idade. O
Guimen da (T.K.P), só pelo fato de ter como base os jovens, também vê-se como
causas, o abandono dos familiares.
Os jovens por não encontrarem o que no seio familiar não têm, partem para a rua
procurando coisas que no qual irão se apoderar. Em alguns casos eles acabam por
prejudicar a sociedade. Todos os jovens fazem parte de um grupo com o qual se
identificam. Este grupo tem um papel fundamental na estruturação do adolescente
enquanto indivíduo social.
Um grupo social é uma unidade social estruturada de indivíduos entre os quais
se dá uma interacção frequente. Os grupos organizam-se segundo valores e normas
comuns, segundo uma cooperação com o intuito de alcançar objectivos comuns, e
também segundo a diferenciação de papéis e funções a desempenhar num grupo.
Cada grupo tem um símbolo, uma referência, um contexto e uma forma de
pensar própria. Uns destacam-se pelas roupas, outros pelos penteados, por atitudes
radicais ou ainda por uma certa rebeldia. A preocupação principal dos pais e educadores
é quando o adolescente pertence a um grupo cujos valores e costumes ficam à margem
das normas sociais.
Ao abordar este tema com o adolescente, e transmitir-lhe as suas inquietações,
enquanto pai ou educador, pode ser muito difícil, porquanto não se sabe à partida se o
adolescente aceitará livremente a sua opinião ou se irá recusar. No caso de recusar a
opinião pode, eventualmente originar conflitos familiares.
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 3
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 4
A delinquência juvenil em Angola
Conceito de delinquência juvenil Ao buscarmos uma definição de delinquência
juvenil jamais podemos ter a pretensão de que a mesma constitua uma caracterização
estanque e absoluta (Dias, 1992) deste fenómeno em Angola, na medida em que, em
primeiro lugar, não existe consenso quanto à faixa etária que a mesma abrange. Em
Segundo lugar, surge a dificuldade de saber se as acções ou actos desviantes que não
são delitos criminais podem ser integrados neste conceito jurídico e criminológico.
Além disso, a doutrina diverge relativamente à classificação deste flagelo social.
Conceito Aceite
Delinquência juvenil ou criminalidade juvenil (Herrero, 2001), Neste sentido,
resolvemos alargar o campo de estudo quanto à idade dos jovens em análise. A razão é
simples: se por um lado, existe comprovação científica de que a puberdade se inicia, em
geral, entre os 12 e os 14 anos, podendo verificar-se antes; também sabemos que hoje a
puberdade se prolonga mais do que antigamente, pois o aumento da escolaridade
obrigatória permite ao jovem uma maior permanência no ensino e uma tardia entrada no
mercado laboral.
Com efeito, é aos 25 anos que a formação completa da personalidade de um
individuo ocorre. Nesta linha de raciocínio, e segundo o Dec-Lei nº 401/82 de 23/9, é
considerado jovem, para efeitos criminais, o indivíduo entre os 16 e os 20 anos, com o
qual se estabelece uma regulamentação peculiar de correcção. Podemos assim
estabelecer uma associação entre os jovens autores de crimes cujas idades se
compreendem na referida faixa etária e a Lei Tutelar Educativa, que anui ao adolescente
com idade compreendida entre os 12 e os 16 anos, a prática de um “facto qualificado
pela lei como crime”.
A evolução da personalidade de um individuo dependerá directamente da sua
idade, pois a entrada na adolescência evidencia-se ainda mais com o passar dos anos e a
entrada em funcionamento acelerado das hormonas -nas raparigas, por exemplo, com o
alargamento das ancas, o surgimento dos pêlos púbicos e axilares, o aumento dos seios e
a primeira menstruação. Nos rapazes desenvolvem-se os testículos. Os pelos púbicos,
axilares e a barba também marcam o início à adolescência. Os ombros alargam, a voz
muda e os rapazes começam a ejacular3.
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 5
Causas da delinquência
É indiscutível que o crescimento físico, e as modificações psicológicas, são
considerados como porções de um todo que é o ser humano.
Assim, O aumento da delinquência juvenil, como as rebeliões, a falta de respeito
aos adultos tem preocupado o governo, bem como a sociedade e até a Mídia, deixando,
em certo sentido, sem resposta para esse fenómeno que aflige a sociedade.
Entre os comentários e discussões sobre o assunto, as principais causas
apresentadas foram à desagregação familiar, o envolvimento com drogas e as más
companhias. Assim podemos citar os dois primeiros pontos das causas de delinquências:
O primeiro modelo concebe que o desvio resulta de um colapso entre as estruturas
de autoridade e de controlo social.
E o segundo, que o desvio surge como resposta a problemas com que os jovens se
confrontam no processo de construção das suas identidades sociais.
Em todo o universo, a violência é um desafio urgente; uma questão de ordem
psicológica e social, grande importância que se tem vindo a combater, por parte de
muitos psicólogos e sociólogos.
A delinquência juvenil refere-se aos actos criminosos cometidos por adolescentes.
A delinquência juvenil, normalmente inicia-se em idades entre os 10-11 anos, indo até
aos 16-18 anos dependendo do país que se encontra.
Os dados apontam que 30% dos infractores possuem algum tipo de problema
familiar.
No grupo de não-infractores apenas 8,7% apresentam o mesmo distúrbio. "Há,
principalmente, uma grande quantidade de problemas nessa organização familiar que,
está na sobrecarga de actividades para o chefe do núcleo familiar e a atribuição precoce
de responsabilidades para o adolescente.
Muitos dos pais desses infratores tem um grande distanciamento da vida quotidiana
de seus filhos, se mantivermos o conceito de que a educação que é a transmissão de
conhecimentos e valores da geração adulta a geração nova, muitos desses pais, não
teriam dificuldades em responder quem eram os amigos de seus filhos, quais eram os
lugares de lazer que eles mas frequentavam, quais os sonhos e expectativas que eles
almejam ser no futuro.
Esses pais, se envolvem pouco com a vida dos filhos e tem uma organização pouco
rigorosa, não sabem a hora que eles chegavam em casa, nem sugeriam um limite aos
mesmos. Nas entrevistas feita aos familiares mais de 25% dos pais afirmaram ter
parentes com problemas como o alcoolismo ou vício em drogas, esses números altos
que demonstram a necessidade de intervir na realidade dessas famílias de maneira
sistemática criando políticas públicas para atende-las.
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 6
Outro factor de risco para a inserção desses jovens na criminalidade constatado na
pesquisa é o desafastamento escolar. O diagnóstico feito demonstra que as causas que
originam os actos de delinquência juvenil neste bairro são motivadas pelo consumo de
álcool, divórcio dos pais, falta de controlo dos adultos, falta de acompanhamento
psicológico e consumo de drogas.
Medidas para diminuição da delinquência juvenil
Paulo de Carvalho fez esta afirmação quando dissertava o tema "a participação da
sociedade civil na redução da delinquência juvenil, enquadrado no III painel das nonas
jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (Fesa) que decorrem em
Luanda, desde terça-feira. Para o interlocutor, a solução para a diminuição deste
fenómeno não está na repressão dos considerados delinquentes em cadeias, mas sim
numa acção social do Estado e da sociedade para a adopção de medidas que visam cada
vez mais a inclusão social dos jovens e adolescentes.
O docente, que definiu a delinquência juvenil como actos ou comportamentos
ilícitos praticados por adolescentes ou jovens, apontou como causas estruturais da
proliferação deste fenómeno com maior incidência na capital do país, o conflito armado,
a forma de execução das políticas públicas de índole económico e o elevado índice de
pobreza.
O conflito armado teve incidências não só na economia, com a destruição de
infra-estruturas, mas também no aumento do índice demográfico, que originou a
migração forçada de um terço dos habitantes dos vários pontos do país para às áreas
urbanas.
As medidas para a redução da delinquência juvenil em Angola passa em:
Inclusão dos Jovens nas actividades sociais,
Mais oportunidades de trabalho para os jovens,
Implementação de mais escolas, para que os jovens não ficam fora do
sistema de ensino,
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 7
Dinamismos socio-cognitivo na delinquência
Défices ligados aos controlo do comportamento impulsivo e agressivo (a criança
agressiva apresenta défices sócio-cognitivos (medo ao aprender a realidade social) em
diferentes momentos do processamento da informação).
Tendência para conceber menos soluções alternativas para problemas
interpessoais (coloca-se uma hipótese de conflito e pergunta-se a solução - as crianças
agressivas propõem menos solução).
Tendência para focalizar-se nos objectivos finais (em vez de se centrar nas
etapas intermédias para os atingir).
Tendência para apresentar crenças positivas acerca de agressão e acreditar que é
socialmente normativa (convicção de que a agressão é um meio de solucionar
problemas interpessoais).
Reconhecimento de menos consequências associadas aos seis comportamentos
desviantes.
Maior dificuldade em compreender as causas dos comportamentos das outras
pessoas.
Menor sensibilidade aos conflitos interpessoais.
Tendência para atribuir intenções hostis a relações interpessoais neutras ou
ambíguas (se mostrarmos faces com diferentes expressões emocionais às crianças
agressivas têm mais dificuldade em identificar a expressão).
Quando não se corrige de inicio vai piorando. Quando o delinquente chega na
fase de que errado é normal, tem de se ter maior atenção porque pode ser perigoso. O
delinquente não tem categoria, não tem nível, tanto pobre como rico pode ter o mesmo
problema.
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 8
Consequências da delinquência
A morte: assassinado por policiais ou por delinquentes de gang rival. Nunca nos
enfrentamos tanto com o mistério da nossa finitude como no momento em que nos
deixas um ser querido e amado.
Se a morte parece ainda mais escandalosa quando arrebata um ser jovem e cheio
de promessas inacabadas, ela mantém sempre o caráter de uma rotura absurda que vem
vem contradizer o dinamismo da nossa vida.
Aflição por parte dos pais: porque nenhum pai quer perder o seu filho, mesmo
que esse seja uma questão perturbadora para a sociedade?
Os pais sempre tencionam coisa boas para os seus filhos, quando tentam
transmitir as suas experiencias ao filho adolescente, afim de evitar que ele sofra.
A prisão: por furtarem e roubarem os bens dos cidadãos.
A descriminação: para com os ex-presos a sociedade, de vez em vez, é incapaz
de aceita-los porque pensam que quem comete um crime não pode socializar-se.
Assim os acontecimentos negativos, servem para levar ao amadurecimento, e
podem extrair desse sofrimento e dessa reflexão coisas positivas e negativas que
evitarão que esses momentos se repitam.
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 9
Conclusão
Feita análise minuciosa do trabalho com o tema Delinquência juvenil em
Angola, conclui-se, que são muitos factores que influenciam na organização de jovens
para aderir a delinquência, temos por salientar a desagregação familiar, concretamente o
divórcio entre cônjuges, o desemprego, o não acompanhamento conveniente dos filhos
na idade adolescente, o mal ambiente que os jovens levam, integração de jovem nos
grupos anti-sociais, a influência de bebidas alcoólicas bem como as drogas.
O consumo de drogas pode causar impactos profundos nas relações sociais e
familiares do usuário. Quando o uso da droga se torna frequente, a pessoa deixa de
sentir prazer em outros aspectos da vida, como o convívio com parentes e amigos. Toda
a dinâmica familiar e social é afectada por esse comportamento, fragilizando os
relacionamentos. Segundo a psicoterapeuta familiar Eroy Silva, o uso abusivo do crack
está associado ao isolamento, perda ou afastamento do trabalho, estreitamento do
repertório social e problemas familiares como separações conjugais, deterioração da
convivência e isolamento.
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 10
Bibliografia
Novello, F, P,. psicologia da Adolescência, Edições Paulinas, 2009.
Alsteens, A., Diálogo e sexualidade, Edições Paulinas, 1981
Fernando, B, j., Introdução á psicologia, Milton Mira São Paulo, 2000
Jorge, D, & André, M,. O Homem Delinquente e a sociedade Criminógenea,
Coimbra Editora, 1997
-Diário da Republica lei nº9/96, de 19 de Abril
-Sociólogo Ircío Rodrigues António
Augusto Fernandes Vulola
José Chico
Inocêncio Luís António
A delinquência Juvenil em Angola Pá gina 11