0% acharam este documento útil (0 voto)
51 visualizações67 páginas

Consolidação de Contas em Contabilidade

Enviado por

Platao 14
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
51 visualizações67 páginas

Consolidação de Contas em Contabilidade

Enviado por

Platao 14
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Curso de Formação

Profissional :
Assistente de Contabilidade
[Link]
•Módulo 6 – Consolidação
de Contas e Operações de
Fim de Exercício
2
CONTEÚDOS:
• Métodos de consolidação de contas
• Tributação pelo lucro consolidado
• Os balanços consolidados
• Trabalhos de preparação de contas
• Contas retificadas
• Mapas de retificação de contas e apuramento de resultados
• Apuramento do resultado líquido do período
• Balancete após o apuramento do resultado líquido do período
• Elaboração das demonstrações económico-financeiras
• Operações de fim de exercício
• Encerramento e reabertura de contas
Miguel Franco 3
OBJETIVOS:
No final da UFCD, os formandos deverão ser capazes de:
 Identificar os Métodos de consolidação de contas;
 Explicar a tributação pelo lucro consolidado;
 Elaborar os balanços consolidados;
 Efetuar os trabalhos de preparação de contas;
 Apresentar as Contas retificadas;
 Elaborar os Mapas de retificação de contas e apuramento de resultados;
 Proceder ao apuramento do resultado líquido do período;
 Elaborar o Balancete após o apuramento do resultado líquido do período;
 Elaboração das demonstrações económico-financeiras;
 Registar as operações de fim de exercício;
 Proceder ao encerramento e reabertura de contas.
Miguel Franco 4
1. Revisões do Módulo 5

Exercício

Miguel Franco 5
2. Métodos de Consolidação de contas
A Consolidação de Contas consiste em agregar as contas de uma

empresa-mãe com as das suas subsidiárias, de modo a que as

contas representem a situação financeira e os resultados das

operações do grupo como se de uma única entidade se tratasse,

pretendendo apresentar apenas os resultados das operações que as

empresas do grupo tiverem com terceiros.


Miguel Franco 6
2. Métodos de Consolidação de contas - Etapas
1. Determinação do perímetro de consolidação;
2. Escolha do método de consolidação a aplicar;
3. Conversão para moeda local das demonstrações financeiras (DF) de subsidiárias estrangeiras;
4. Quando as DF usadas na consolidação sejam preparadas com datas de referência diferentes,
devem ser feitos ajustamentos relativamente aos efeitos de transações significativas ou de
outros acontecimentos que ocorram entre essas datas e a data das DF da empresa-mãe. Em
qualquer caso, a diferença entre as datas de referência não deve ser superior a 3 meses.
5. Proceder ao somatório das DF das várias empresas do grupo;
6. Identificação de políticas contabilísticas diferentes das adoptadas pela empresa-mãe;
7. Eliminação de:
7.1. Participações financeiras em empresas do grupo;
7.2. Capitais próprios (quota-parte) das empresas do grupo;
Miguel Franco 7
2. Métodos de Consolidação de contas – Etapas (cont.)
8. Reconhecimento:
8.1. Goodwill ou Negative goodwill;
8.2. Parcela dos CP atribuíveis a interesses minoritários (apresentados dentro do capital próprio,
separadamente do capital próprio dos acionistas da empresa-mãe).
9. Eliminação dos saldos e transações entre as empresas do grupo (vendas de inventários, vendas de Ativos
Fixos Tangíveis e Intangíveis, débito de juros por suprimentos concedidos, débito de honorários de
gestão, outros débitos);
10. Eliminação dos resultados provenientes de transações intragrupo que sejam reconhecidos nos ativos,
tais como inventários e ativos fixos (ex.: lucros apurados pela vendedora relativamente a inventários da
sociedade compradora);
11. Elaboração das DF consolidadas.

Miguel Franco 8
2. Métodos de Consolidação de contas
INTERESSE MINORITÁRIO – é a parte dos resultados e dos ativos
líquidos de uma subsidiária atribuível a interesses de capital próprio
que não sejam detidos, direta ou indiretamente através de subsidiárias,
pela empresa-mãe.

Miguel Franco 9
2. Métodos de Consolidação de contas - Perímetro
❑ Deveremos considerar apenas, no conjunto consolidado, as empresas sobre as quais a
sociedade-mãe, exerce unicamente uma influência forte e desempenha, portanto, um papel na
sua gestão.
❑ Esta questão está ligada à da definição de controlo. É preciso determinar o grau de influência
que exerce a empresa-mãe sobre as outras empresas.
❑ Na maioria dos casos existe a perceção que o poder de controlo depende direta e
proporcionalmente da percentagem de capital detida.
❑ No entanto, convém distinguir:
Percentagem de controlo;
Percentagem de participação.
Miguel Franco 10
2. Métodos de Consolidação de contas
É o perímetro de consolidação que nos indica qual o conjunto de empresas que vão ser
englobadas na consolidação, bem como a identificação dos correspondentes métodos de
integração.

PERCENTAGENS DE PARTICIPAÇÃO E DE CONTROLO


O Controlo é o poder de gerir as políticas financeiras e operacionais de uma entidade a fim de
obter benefícios da mesma.

Participação de forma direta – as % de participação, de controlo e de participação efetiva é igual;

Participações de forma indireta – são divergentes. Para a qualificação de uma empresa como
subsidiária ou associada, o que é relevante é a % de controlo e não a % de participação efectiva.
Miguel Franco 11
2. Métodos de Consolidação de contas
Exemplo:
A participa em 60% na sociedade B;
B participa em 80% na sociedade C

A participação indireta de A em C é de 48% (0,6 x 0,8), no entanto, A


controla C, uma vez que controla B, a qual controla C.

Assim, apesar da participação indireta (efetiva) ser de apenas 48%,


verifica-se uma percentagem de controlo (80%), logo C deve ser
considerada uma subsidiária de A.

Miguel Franco 12
2. Métodos de Consolidação de contas
PERCENTAGEM DE INTERESSE:
• Corresponde à fração de capital detida, direta ou indiretamente, pela empresa-mãe em cada
sociedade dependente;

• Obtém-se multiplicando as % de participação nas sociedades que constituem a cadeia de


controlo;

• Não serve para determinar o perímetro de consolidação, mas é utilizada na consolidação a fim
de determinar a parte do grupo nos ativos líquidos da sociedade participada.

Miguel Franco 13
2. Métodos de Consolidação de contas
PERCENTAGEM DE CONTROLO:
• Determina a natureza da ligação da dependência entre uma sociedade e a sua participada. É
utilizada na determinação do perímetro de consolidação, não sendo o único critério a ter em
conta;

• É o grau de dependência representado pela % de direitos de voto da empresa participada que


a participante consegue controlar, em consequência das suas participações;

• Obtém-se adicionando as % de controlo de todas as filiais do grupo que possuem uma


participação.

Miguel Franco 14
2. Métodos de Consolidação de contas
MÉTODOS DE CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS:
• Existem 3 métodos de consolidação, aplicáveis consoante se trate de demonstrações
financeiras individuais ou consolidadas e em função da relação existente entre a detentora e a
detida.

1. Método consolidação integral – aplica-se nas partes de capital em empresas do grupo,


também chamadas subsidiárias ou afiliadas;
2. Método consolidação proporcional – aplica-se em empreendimentos conjuntos;
3. Método de equivalência patrimonial – aplica-se nas partes de capital em empresas
associadas: consiste em substituir o valor da participação financeira pela quota-parte do
grupo no justo valor dos Capitais Próprios da detida.
Miguel Franco 15
2. Métodos de Consolidação de contas
MÉTODOS DE CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS:
1. Método consolidação integral – aplica-se nas partes de capital em empresas do grupo,
também chamadas subsidiárias ou afiliadas;

❑ Deve somar-se linha a linha a 100%, todos os elementos das DF das subsidiárias (ativos,
passivos, rendimentos e gastos);
❑ Depois teremos de eliminar a participação financeira da empresa detentora e os Capitais
Próprios (antes de resultados) da subsidiária;
❑ Deve-se reconhecer o goodwill ou o negative goodwill e a parcela dos interesses
minoritários sobre os capitais próprios.
Miguel Franco 16
2. Métodos de Consolidação de contas
MÉTODOS DE CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS:
2. Método consolidação proporcional – aplica-se em empreendimentos conjuntos;

❑ Somar linha a linha os activos, passivos, rendimentos e gastos da empresa participada mas
apenas pela % correspondente à sua participação;
❑ Em seguida elimina-se o investimento financeiro da empresa detentora da participação com
a quota-parte do justo valor dos Capitais Próprios da participada;
❑ Não existe interesses minoritários, uma vez que entramos apenas com a % detida pelo
grupo e não com 100% dos valores da empresa.

Miguel Franco 17
2. Métodos de Consolidação de contas
DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO:
Quando a participação financeira resulta de uma aquisição de terceiros, teremos uma diferença
de aquisição (Preço pago – quota-parte dos ativos e passivos adquiridos) resultante de:

Diferença de avaliação = Justo valor – Valor contabilístico dos ativos e passivos da empresa
adquirida. Relacionam-se com diferenças de Ativos Financeiros para valores de mercado,
insuficiência ou excesso de provisões;

Parcela Remanescente:
• Goodwill – expetativa de sobrelucros no futuro e deve ser objeto de teste anual de imparidade;
• Negative goodwill – quando se paga menos por uma participação financeira.
Miguel Franco 18
3. Tributação pelo lucro consolidado
Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS)

As entidades residentes que pertençam a um grupo económico poderão aderir ao RETGS, sendo assim
globalmente tributadas pela soma algébrica dos respetivos resultados, positivos e negativos.

Pode haver opção pelo RETGS quando:

• uma empresa (dominante) detenha, direta ou indiretamente, e ainda que por intermédio de sociedades
residentes noutro Estado Membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu, desde que,
neste último caso, exista obrigação de cooperação administrativa, pelo menos, 75% do capital de
outra(s) dita(s) dominada(s), desde que tal participação lhe confira mais de 50% dos direitos de voto;
Miguel Franco 19
3. Tributação pelo lucro consolidado
Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS)

Pode haver opção pelo RETGS quando (cont.):

• as sociedades do grupo sejam residentes em Portugal e estejam sujeitas ao regime geral de IRC, à taxa
normal mais elevada;
• a sociedade dominante detenha a participação na sociedade dominada há mais de 1 ano (ou desde a
sua constituição);
• a sociedade dominante não seja dominada por outra sociedade residente em território português;
• a sociedade dominante não tenha renunciado à aplicação do regime nos 3 anos anteriores;
• para efeitos da contagem dos prazos referidos, quando a participação tenha sido adquirida no âmbito de
processo de fusão, cisão ou entrada de ativos, considera-se o período em que as participações tenham
permanecido na titularidade das sociedades fundidas, cindidas ou da sociedade contribuidora
Miguel Franco 20
3. Tributação pelo lucro consolidado
Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS)

Pode ainda optar pela aplicação do RETGS a sociedade dominante que seja residente de outro Estado
Membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu que esteja vinculado a cooperação
administrativa.

Neste caso, a opção determina a aplicação do RETGS relativamente a todas as sociedades dominadas
com sede e direção efetiva em território português, sendo necessário comunicar, na correspondente
declaração de alterações, a sociedade dominada que assumirá a responsabilidade pelo cumprimento de
todas as obrigações que incumbem à sociedade dominante.

Miguel Franco 21
3. Tributação pelo lucro consolidado

Lucro tributável do Grupo


=
Σ lucros tributáveis + Σ prejuízos fiscais individuais

Miguel Franco 22
4. Os Balanços Consolidados
A elaboração de demonstrações financeiras consolidadas é obrigatória desde que exista controlo ou desde
que as duas entidades, empresa-mãe e subsidiária, sejam geridas como se constituíssem uma única
entidade.
Consolidação Integral - Somam-se as rubricas como se se tratasse de uma única entidade, eliminando as
relações intragrupo.

Consolidação Proporcional - Só se soma parte das rubricas da empresa participada.

Método da Equivalência Patrimonial - O investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e ajustado


depois pela alteração pós aquisição; os resultados do investidor incluem a parte do investidor nos
resultados da investida

Miguel Franco 23
5. Trabalhos de preparação de contas
Operações de conferência de saldos recomendáveis:

1. Reconciliação bancária: contas de depósitos à ordem, de depósito a prazo e contas de empréstimos;

2. Conciliação dos saldos das contas de impostos com os pagamentos/recebimentos já efetuados no


período/ano seguinte, bem como a consulta dos elementos disponíveis, para a empresa, no portal das
finanças;
Por exemplo: analisar se os pagamentos por conta constam na c/c do sujeito passivo no Portal em:
Os Seus Serviços – Consultar- Informação Financeira -Movimentos Financeiros.

3. Identificação das faturas (ou saldos) em aberto nas contas de terceiros (clientes, fornecedores,
outros), principalmente se o seu saldo for relevante para a entidade;

4. Solicitação a clientes e fornecedores de extratos de conta corrente para conciliação de saldos;


A circularização é importante e é uma boa prática, devendo ser seguida em função da dimensão da
entidade. Miguel Franco 24
5. Trabalhos de preparação de contas
Operações de conferência de saldos recomendáveis:

5. Análise da necessidade do reconhecimento de perdas por imparidade; Sobretudo, análise de saldos de contas de
clientes que possam vir a dar origem ao reconhecimento de perdas por imparidade por dívidas a receber.
6. Conferência das contas correntes do pessoal, dos acionistas, dos financiamentos obtidos, dos empréstimos
concedidos e de outras contas a receber e a pagar, incluindo os saldos com entidades relacionadas;
Entendemos que a circularização de saldos é aqui bastante útil e importante, uma vez que estes valores vão ser
indicados no Quadro 10 do Anexo A da IES de ambas as entidades.

Miguel Franco 25
5. Trabalhos de preparação de contas
Operações de conferência de saldos recomendáveis:

7. Conferência das contas relacionadas com subsídios recebidos ou a receber, designadamente, o


investimento/despesa realizada, o subsídio recebido, o rendimento a imputar ao período e o imposto diferido
associado;

8. Conciliação do cadastro de bens do ativo não corrente com os valores da contabilidade; Verificando-se a existência
de bens que não devem estar reconhecidos como ativos é necessário proceder à respetiva correção contabilística.
Os ativos que já se encontram abatidos ou inutilizados devem igualmente ser desreconhecidos. Naturalmente que a
aceitação fiscal destes desreconhecimentos está dependente das regras do Código do IRC;

9. Comparação entre os imóveis e veículos constantes no portal das finanças e os constantes na contabilidade; É
surpreendente o número de casos de divergência entre a informação constante do Portal das Finanças e a
verdadeira detenção dos bens e equipamentos.
No que respeita a imóveis, por exemplo, esta informação encontra-se disponível no Portal no caminho: Consultar- Imóveis -
Património Predial

Miguel Franco 26
5. Trabalhos de preparação de contas
Operações de conferência de saldos recomendáveis:

10. Conciliação do valor do inventário (permanente) com a conta de inventários; A elaboração do inventário é da
responsabilidade da gestão da empresa e não do CC.

11. Verificação da sequência numérica dos documentos emitidos pela entidade, tais como faturas, notas de débito,
notas de crédito, bem como dos valores resultantes do programa de faturação (ou SAFT), e comparação com os
valores registados na contabilidade;
Antes das operações de encerramento, a entidade deverá proceder a testes ou às contagens dos inventários.

Miguel Franco 27
6. Contas Retificadas
Esquema da sequência das operações de fim de exercício

Balancete de Balancete de
verificação Balancete
encerramento /
Lançamentos Retificado Lançamentos
(Provisório) de apuramento
Balancete Final
de retificação
de contas dos resultados

Lançamentos de • Balanço
encerramento e • Demonstração dos Resultados
reabertura das • Outras DF
contas

Miguel Franco 28
7. Operações de Fim de Exercício:
Terminado o exercício contabilístico a empresa efetua diversos “trabalhos” ou “operações” de fim de
exercício contabilístico.

Em linhas gerais:
Lançamentos de:
Retificação / regularização / ajustamento das contas
Apuramento dos resultados
Elaboração de:
Balanço
Demonstrações dos Resultados
Outras demonstrações financeiras
Lançamentos de:
Encerramento e reabertura das Contas
Miguel Franco 29
8. Lançamentos de Retificação das Contas:
Os lançamentos de Retificação das Contas dizem respeito a:

❑ Rectificações dos Inventários:


▪ Contagem Física de Inventários: apenas as de empresas comerciais (mercadorias).

❑ Amortizações/Depreciações

❑ Ajustamentos

❑ Acréscimos e Diferimentos

❑ ...

Miguel Franco 30
8.1. Retificação das Contas de Inventários:
A empresa (comercial) efetua retificações em contas de inventários por forma a que o saldo final da conta
“Inventários – Mercadorias” corresponda ao valor dos inventários em stock no fim do exercício.

Supondo a utilização das contas “Compras” e “Regularização de Inventários – Mercadorias”, teremos:

Em Sistema de Inventário Permanente:


1. Transferência do saldo de “Compras” para “Inventários – Mercadorias”:
Débito Crédito
Transferência do saldo de compras para mercadorias 321 311

2. Transferência do saldo de “Regularização de Inventários – Mercadorias” para “Inventários –


Mercadorias”: Débito Crédito
Regularização de Inventários para + 321 38
Regularização de Inventários para - 38 321

Miguel Franco 31
8.2. Retificação das Contas de Inventários:
Em Sistema de Inventário Intermitente:
1. Transferência do saldo de “Compras” para “Inventários – Mercadorias”:
Débito Crédito
Transferência do saldo de compras para mercadorias 321 311
2. Apuramento e lançamento do “Custo das Mercadorias Vendidas”:
Em sistema de inventário intermitente, no que respeita à mensuração, as existências finais são apuradas no final
do exercício com base na contagem física dos bens, utilizando-se a fórmula de apuramento do Custo das
Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas.
CMVMC = Existências inicias + Compras +/- Regularizações – Existências Finais
As existências Finais resultam da contagem física no final do ano mensuradas de acordo com as fórmulas de
custeio.
Débito Crédito
Apuramento do CMVC 611 321
Miguel Franco 32
8.2. Retificação das Contas de Inventários:
Em Sistema de Inventário Intermitente:

3. Apuramento e lançamento de “Regularização de Existências”:

Contas de “Outros Gastos e Perdas” (Débito) ou “Outros Rendimentos e Ganhos” (Crédito) por
contrapartida (C/D) Regularização de Inventários – Mercadorias.

4. Transferência do saldo de “Regularização de Inventários – Mercadorias” para “Inventários –


Mercadorias”:
Débito Crédito
Regularização de Inventários para + 321 38
Regularização de Inventários para - 38 321

Miguel Franco 33
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes
Ativos não correntes técnicos:

❑ Ativos não correntes que a empresa utiliza na sua atividade operacional:


❖ Ativos fixos tangíveis
❖ Ativos intangíveis

Estes ativos estão sujeitos a DEPRECIAÇÕES ou AMORTIZAÇÕES

Miguel Franco 34
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes
❑ Ativos fixos tangíveis
❖ Ativos tangíveis
Com a exceção dos terrenos, estão sujeitos a perdas de valor, como resultado da simples passagem do
tempo e/ou do desgaste provocado pela sua utilização.

✓ As depreciações visam reflectir estas perdas de valor;


✓ As depreciações têm também por objetivo repartir as perdas/gastos destes ativos por mais que um
exercício.

Miguel Franco 35
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes
❑ Ativos fixos intangíveis

❖ Ativos intangíveis

✓ As amortizações têm por objetivo repartir as perdas/gastos destes ativos por mais que um exercício.

Miguel Franco 36
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes
Registo contabilístico das Depreciações e das amortizações:

Gastos de depreciação e de amortização (conta 64 - DR)

Depreciações (Amortizações) Acumuladas (contas 428 / 438 / 448 - B)

Os ativos fixos tangíveis, com exceção dos terrenos (na generalidade dos casos), estão sujeitos a perda de
valor devido ao desgaste a que estão expostos, ou à simples passagem do tempo

Por outro lado, a empresa vai obtendo benefícios económicos com a utilização do ativo fixo tangível e, à
medida que a empresa o usa, é necessário reduzir o seu valor, de forma a refletir o “consumo” desse ativo.

Miguel Franco 37
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes
Também nos ativos intangíveis, à medida que a empresa obtém os benefícios incorporados nos ativos, é
necessário reduzir o valor desse ativo intangível, de forma a refletir o “consumo” do mesmo. Neste caso, o
respetivo consumo denomina-se amortização.

Miguel Franco 38
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes
Através das depreciações/amortizações:

Imputamos (a resultados) o custo da utilização do ativo tangível ou intangível

Atualizamos o valor do ativo (in)tangível (que passa a constar do balanço pelo valor líquido, isto é, abatido
das amortizações ou depreciações).

Para determinar o valor da quota de depreciação/amortização relativa a determinado bem é necessário:


✓ Determinar a vida útil
✓ Calcular o valor amortizável
✓ Escolher um método de depreciação/amortização

Miguel Franco 39
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes

Para determinar o valor da quota de depreciação/amortização relativa a determinado bem é necessário:


Determinar a vida útil:
a) A vida útil é o período de tempo durante o qual se espera utilizar o ativo ou,
b) O número de unidades de produção ou similares que se espera obter a partir da utilização do
ativo

Na determinação da vida útil é necessário considerar:

✓ a utilização esperada do ativo;


✓ o número de turnos e programa de manutenção;
✓ a obsolescência técnica (alterações tecnológicas e de mercado)
✓ os limites legais sobre o uso do ativo (concessões)

Miguel Franco 40
8.3. Amortizações ou depreciações dos ativos não correntes

Para determinar o valor da quota de depreciação/amortização relativa a determinado bem é necessário:

Calcular o valor amortizável/depreciável:

O valor amortizável/depreciável do ativo é obtido através da dedução do valor residual ao valor de


aquisição:

O valor residual é o montante que a empresa espera obter por um ativo no fim da respetiva vida útil:

Valor amortizável/depreciável = Valor Aquisição – Valor Residual

Miguel Franco 41
8.4. Ajustamentos:
Imparidades e provisões
Artigo 35.º do Código do IRC
Perdas por imparidade fiscalmente dedutíveis
1 — Podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes perdas por imparidade contabilizadas no mesmo período de
tributação ou em períodos de tributação anteriores:
a) As relacionadas com créditos resultantes da atividade normal que, no fim do período de tributação, possam ser considerados
de cobrança duvidosa e sejam evidenciados como tal na contabilidade;
b) As relativas a recibos por cobrar reconhecidas pelas empresas de seguros;
c) As que consistam em desvalorizações excecionais verificadas em ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, ativos biológicos
não consumíveis e propriedades de investimento.
2 - Podem também ser deduzidas para efeitos fiscais as perdas por imparidade e outras correções de valor contabilizadas no
mesmo período de tributação ou em períodos de tributação anteriores, quando constituídas obrigatoriamente, por força de
normas emanadas pelo Banco de Portugal, de carácter genérico e abstrato, pelas entidades sujeitas à sua supervisão e pelas
sucursais em Portugal de instituições de crédito e outras instituições financeiras com sede em outro Estado membro da União
Europeia, destinadas à cobertura de risco específico de crédito e de risco-país e para menos-valias de títulos e de outras
aplicações (…)

Miguel Franco 42
8.4. Ajustamentos:
Aplicação do princípio da prudência.
Consequência: perdas potenciais devem ser registadas como gastos/perdas no momento do seu
reconhecimento.

Ajustamentos referentes a:

1) Perdas por imparidade em Inventários (Mercadorias);


2) Perdas por imparidade em Dívidas a receber;
3) Perdas por imparidade em Investimentos financeiros.

Por exemplo, nos Inventário, quando o VRL é inferior ao valor do custo dá origem a perdas por imparidade e sempre que o valor
for materialmente relevante, esta perda deve ser reconhecida como gasto do período em que ocorrem e divulgada nas notas.
Esta redução é prescrita no § 28 da NCRF 18 «a prática de reduzir o custo dos inventários (write down) para o valor realizável
líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àqueles que
previsivelmente resultariam da sua venda ou uso»
Miguel Franco 43
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em Inventários (mercadorias)

Por vezes, o preço de mercado dos inventários é inferior ao custo.

A perda de valor pode resultar de obsolescência, deterioração física, quebra de preços no mercado;…

Neste caso, abandona-se o custo histórico (de produção, de compra) e utiliza-se o valor realizável na sua
valoração.

Quando: custo de aquisição > valor realizável =>Perdas por imparidade

Miguel Franco 44
8.4. Ajustamentos:
Os ajustamentos a efetuar aos valores dos inventários constituem uma aplicação prática do princípio da
prudência.

Existem duas alternativas para o registo do ajustamento:

❑ Efetuar o registo direto na conta de Mercadorias, ajustando diretamente o custo;

❑ Efectuar o registo numa conta de ajustamentos

Solução adoptada pelo SNC

Miguel Franco 45
8.4. Ajustamentos:
Quando deixarem de existir os motivos que originaram o registo do ajustamento, é
necessário proceder à sua anulação ou redução.

Por exemplo, conta 7622 Reversões -De perdas por imparidade - Ajustamentos em inventários.

Se pelo contrário a situação se agravar é necessário reforçar o ajustamento

Por exemplo, conta 652 Perdas por imparidade – Em inventários.

Miguel Franco 46
8.4. Ajustamentos:
ESQUEMA DE MOVIMENTAÇÃO DOS AJUSTAMENTOS DE INVENTÁRIOS
Registo da imparidade
652 Perdas por imparidade – em
229 Perdas por imparidade acumuladas
inventários

x x

Anulação/Redução da imparidade
7622 Reversões de Perdas por imparidade em
229 Perdas por imparidade acumuladas
inventários

x x
Miguel Franco 47
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em Clientes

Se uma empresa tiver dívidas de clientes que considere serem de cobrança duvidosa como deve
proceder?

Deixar a dívida no ativo pelo seu valor global sem efetuar qualquer ajustamento ao seu valor?

Quais as consequências desta opção?

Ativo sobreavaliado! Imagem distorcida do património da empresa.

A empresa deve assim ajustar o valor da dívida pela parcela que é de cobrança duvidosa.
Miguel Franco 48
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em Clientes

Créditos de cobrança duvidosa

As dívidas antes de serem incobráveis passam por uma fase intermédia de cobrança duvidosa.

A análise dos créditos de cobrança duvidosa pode ser efectuada utilizando um dos seguintes métodos:

❑ Percentagem das vendas efetuadas


❑ Antiguidade de saldos

Miguel Franco 49
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em Clientes

❑ Percentagem das vendas efetuadas


Com base no historial da empresa, calcula-se uma taxa média de cobrança duvidosa.

Aplica-se essa taxa genérica ao valor das vendas do ano, obtendo-se o valor dos créditos de cobrança duvidosa.

Exemplo, a BonsDias, Sa vendeu 100.000 euros durante o ano 2016. O gerente estima, de acordo com a
experiência que tem do negócio, que em média 1,5%
das vendas são de cobrança duvidosa. Com base nessa estimativa, o valor dos créditos de cobrança duvidosa é de
1.500 euros

Miguel Franco 50
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em Clientes

❑ Antiguidade de saldos

Ao contrário do método anterior, o cálculo é feito com base no valor em dívida.

Para cada um dos clientes é elaborado um mapa de antiguidade de saldos dividido em intervalos
temporais.

A cada intervalo é aplicada a percentagem previsível de incobráveis.

A percentagem aplicada depende do intervalo: a saldos mais antigos aplica-se uma percentagem superior.
Miguel Franco 51
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em Clientes

❑ Antiguidade de saldos

Ao contrário do método anterior, o cálculo é feito com base no valor em dívida.

Para cada um dos clientes é elaborado um mapa de antiguidade de saldos dividido em intervalos
temporais.

A cada intervalo é aplicada a percentagem previsível de incobráveis.

A percentagem aplicada depende do intervalo: a saldos mais antigos aplica-se uma percentagem
superior. Miguel Franco 52
8.4. Ajustamentos:
Quando é que o risco de incobrabilidade se considera justificado?

Segundo o artigo 36.º n.º 1 do CIRC, tal acontece quando:

a) O devedor tenha pendente processo de insolvência e de recuperação de empresas ou processo


de execução
b) Os créditos tenham sido reclamados judicialmente ou em tribunal arbitral
c) Os créditos estejam em mora há mais de seis meses desde a data do respetivo vencimento e
existam provas objectivas de imparidade e de terem sido efectuadas diligências para o seu
recebimento

Miguel Franco 53
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em créditos
No caso referido na alínea c), o limite máximo ascenderá a (vide n.º 2 do artigo 36.º do CIRC):

Miguel Franco 54
8.4. Ajustamentos:
Perdas por imparidade em créditos
Nos termos do n.º 3 do artigo 36.º do CIRC, não são considerados de cobrança duvidosa:
“a) Os créditos sobre o Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais ou aqueles em que estas entidades
tenham prestado aval;

b) Os créditos cobertos por seguro, com excepção da importância correspondente à percentagem de


descoberto obrigatório, ou por qualquer espécie de garantia real;

c) Os créditos sobre pessoas singulares ou colectivas que detenham mais de 10% do capital da empresa ou
sobre membros dos seus órgãos sociais, salvo nos casos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 1;

d) Os créditos sobre empresas participadas em mais de 10% do capital, salvo nos casos previstos nas
alíneas a) e b) do n.º 1”. Miguel Franco 55
8.4. Ajustamentos:
Caso prático:

A sociedade XPTO, S.A. constituiu as seguintes perdas por imparidade de dívidas a receber, relativamente
aos clientes A. Silva e B. Costa, pelo montante total dos créditos em 31 de Dezembro de 2016.

❖ A. Silva: 2.500€ - está em mora há 8 meses


❖ B. Costa: 7.500€ - está em mora há 20 meses

Determine os montantes das perdas por imparidade aceites fiscalmente.

Miguel Franco 56
8.4. Ajustamentos:
Resolução:

O montante da perda por imparidade aceite para efeitos da determinação do lucro tributável é de € 6 250:

(25% x € 2 500 + 75% x € 7 500).

Logo, existirá um montante a acrescer no quadro 7 da Modelo 22: 3.750€ (10.000€ –6.250 €)

Miguel Franco 57
8.5. Imparidade de Ativos:
De acordo com o SNC, os “ajustamentos” de ativos são substituídos por registos de imparidade que
visam garantir que o valor escriturado de um bem não excede o seu valor recuperável (através do uso ou
venda).

Devemos reconhecer a perda por imparidade em gastos do período:

CONTA DESCRIÇÃO DÉBITO CRÉDITO


65 Perdas por imparidade
655 Em ativos fixos tangíveis x

43 Ativos fixos tangíveis


439 Perdas por imparidade acumuladas x
Miguel Franco 58
8.5. Imparidade de Ativos:
A reversão da imparidade deve ser reconhecida em rendimentos do período:

CONTA DESCRIÇÃO DÉBITO CRÉDITO


43 Ativos fixos tangíveis
439 Perdas por imparidade acumulada x

76 Reversões
762 De perdas por imparidade
7625 Em ativos fixos tangíveis x

Miguel Franco 59
8.6. Acréscimos e Diferimentos:
Decorre da aplicação do regime do ACRÉSCIMO:

O princípio contabilístico da especialização (ou do acréscimo) estipula que os gastos/perdas (tais como os
rendimentos/ganhos) devem ser reconhecidos no período em que são incorridos (obtidos).

• Os rendimentos e os gastos são reconhecidos quando obtidos ou incorridos, independentemente do


seu recebimento ou pagamento.

• Pelo que devem ser levados às Demonstrações Dos Resultados TODOS e SÓ os rendimentos e
gastos desse exercício.

• Consegue-se desta forma colocar os rendimentos e os gastos no “período certo”.

Miguel Franco 60
8.6. Acréscimos e Diferimentos - Ativo:
Acréscimos de Rendimentos (2721):

Rendimentos a reconhecer no próprio exercício, uma vez que o serviço/ venda foi realizado, mas sem
documentação vinculativa.

A contrapartida é sempre uma conta de rendimentos.

Ex: Serviços prestados e ainda não faturados ou juros de depósitos a prazo

Gastos diferidos (281):

Faturas recebidas relativa a serviços que só irão ser “consumidos” nos exercícios seguintes, pelo que não
podem ser reconhecidos como custos deste exercício.

Ex: Seguro anual pago em 1/Set/n: 4/12 é custo de n,Franco


Miguel e 8/12 só é custo em n+1 61
8.6. Acréscimos e Diferimentos:
Acréscimos de Gastos (2722):

Gastos a reconhecer no próprio exercício, uma vez que o “consumo/ utilização/ desgaste” foi realizado no
exercício, mas sem documentação vinculativa. A contrapartida é sempre uma conta de Gastos.

Ex: FSE – água, eletricidade, comunicações, etc. (antes da chegada da fatura do fornecedor);
Remunerações a liquidar (férias e subsídio de férias, vencidos num ano mas só pagos no ano seguinte).

Rendimentos Diferidos (282):

Faturas emitidas e provável recebimento relativas a serviços que só irão ser prestados nos exercícios
seguintes, pelo que não podem ser reconhecidos como rendimento deste exercício.

Ex: Subsídios para investimentos (opcional nas IFRS), carregamento de telemóveis


Miguel Franco 62
8.7. Provisões:
Provisão é um Passivo de tempestividade ou quantia incerta.

Deve ser reconhecida quando:

✓ Uma empresa tenha uma obrigação legal presente em resultado de um acontecimento passado,
✓ seja provável (> 50%) uma saída de recursos para liquidar a obrigação,
✓ e possa ser feita uma estimativa fiável da quantia da obrigação.

As provisões devem ser reconhecidas nas D.F.

Miguel Franco 63
8.7. Provisões:
Exemplos:

✓ Garantias dadas a clientes;


✓ Processos judiciais em curso com probabilidade >50% de se perder;
✓ Reestruturação;
✓ • ...

As provisões devem ser reconhecidas nas D.F.

Vide Artigo 39.º do CIRC - Provisões fiscalmente dedutíveis

Miguel Franco 64
8.8. Apuramento do RLP:
81.1 - Resultado antes de Impostos
61 71
62 72
63
64 74
65 75
66 76
67 77
68 78
73 73
69 79
Se crédito < débito → Saldo devedor (prejuízo)
Se crédito > débito → Saldo Credor (lucro)
Apurado o saldo da conta 81.1, este deve ser transferido para a conta 81.8 – Resultado Líquido.
Havendo lugar a IRC (81.2.1 – Imposto Estimado (SD) ) este é transferido para a 81.8.
Miguel Franco 65
Referências Bibliográficas:
BÁSICA:

• Borges, A.; Rodrigues, A.; Rodrigues, R.; Elementos de Contabilidade Geral; 25ª Edição;
Áreas Editora;
• Sistema de Normalização Contabilística (SNC) – Legislação;
• Silva, E.; Silva, A.; SNC Manual de Contabilidade; 2.ª Edição; Rei dos Livros.

COMPLEMENTAR:
• Borges, A; Rodrigues, A; Morgado, J.; Contabilidade e Finanças para a Gestão, 4ª. Edição;
Áreas Editora.
• Borges, A.; Gamelas, E.; Rodrigues, J.; Martins, M.; Magro, N.; Ferreira, A.: SNC – Casos
Práticos, 1ª Edição, Áreas Editora.
• Gonçalves da Silva, F.V.; Esteves Pereira, J.M.; Contabilidade das Sociedades; Plátano
Editora. Miguel Franco 66
67

Você também pode gostar