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Globalização e Ensino de Geografia

O trabalho tem como objetivo mostrar aos alunos a dinâmica da globalização através da música, apresentando um projeto sobre o tema realizado em uma escola de Arapiraca. O projeto utilizou músicas e mapas para ensinar sobre as transformações causadas pela globalização.
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Globalização e Ensino de Geografia

O trabalho tem como objetivo mostrar aos alunos a dinâmica da globalização através da música, apresentando um projeto sobre o tema realizado em uma escola de Arapiraca. O projeto utilizou músicas e mapas para ensinar sobre as transformações causadas pela globalização.
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GLOBALIZAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA E INTERVENÇÃO

PEDAGÓGICA NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL DOMINGO


LOPES DA SILVA

Kevem Kainã Barbosa Santos¹

RESUMO

O presente trabalho tem como principal objetivo mostrar aos alunos de forma
ilustrativa, através do uso da música como se da à dinâmica da globalização
pelo mundo, como são essas grandes movimentações comerciais do mundo
através das grandes multinacionais que produzem em grande escala.
Apresentando também, os resultados de um projeto de intervenção pedagógica
sobre o estudo da globalização realizado na Escola de Ensino Fundamental
Domingo Lopes da Silva, no bairro Canafístola na cidade de Arapiraca-AL,
esperando contribuir com a construção do conhecimento geográfico e com uma
educação crítica que discute como e o que ensinar aos nossos alunos.

Palavra-chave: Globalização, multinacionais, conhecimento geográfico.

ABSTRACT

The present work has as its main objective to illustrate to the students, through
the use of music as if to the dynamics of globalization around the world, how
are these great commercial movements of the world through the big
multinationals that produce in large scale. Also presenting the results of a
pedagogical intervention project on the study of globalization carried out at the
Domingo Lopes da Silva Elementary School, in the Canafístola neighborhood of
Arapiraca-AL, hoping to contribute to the construction of geographic knowledge
and critical education. that discusses how and what to teach our students.

Keyword: Globalization, multinationals, geographic knowledge.

1. INTRODUÇÃO

Na nossa atual sociedade os processos da globalização e suas


transformações estão cada dia mais evidente, sendo assim, o conhecimento
desse assunto e sua gestão na escola tornou-se instrumentos fundamentais.

¹Graduando de licenciatura plena em Geografia pela Universidade Estadual de Alagoas


(UNEAL)
Email: kevem.kaina_uneal@[Link]
A partir dai surge inúmeros desafios para o ensino da Geografia na
escola e a utilização de novas metodologias neste processo de ensino-
aprendizagem apresenta-se como uma das possibilidades de tornar a disciplina
mais instigante e proveitosa, até porque para muitos alunos, a Geografia ainda
é classificada como uma disciplina enfadonha e chata, pela utilização de
técnicas de ensino antigas e/ou até mesmo tradicionais podemos dizer, e isso
permeia durante séculos, acarretando o desprestígio da disciplina, pois os
conteúdos não interligam ao cotidiano dos alunos, foge da realidade e torna-se
uma utopia para eles.
Então, surge a necessidade de investir em novas metodologias no
ensino de Geografia para que assim, possa melhor abordar as temáticas em
sala de aula, tendo como pressuposto aqui, o processo de globalização, numa
conjuntura crítica desta dinâmica, correlacionando à subjetividade do espaço
de vivência, respeitando as particularidades de cada localidade, as relações
sociais envolvidas e as problemáticas da dinâmica global no cotidiano.
Alguns instrumentos metodológicos surgem como possibilidade de
compreender e entender, por meio da linguagem geográfica a dinâmica global
no cotidiano, dos quais iremos utilizar a música, por se tratar de recursos
lúdicos presentes no dia a dia dos alunos e que vai permitir a interação entre
eles.
Tendo isso como ponto de partida, o objetivo principal deste trabalho é
analisar como a utilização dessas novas metodologias no ensino de Geografia
proporciona o entendimento da dinâmica da globalização no espaço em que
estão inseridos e em uma escala global, compreendendo por meio do lúdico a
linguagem geográfica.

2. METODOLOGIA

A pesquisa vem sendo desenvolvida desde o início do ano letivo 2019


na Escola Municipal Domingo Lopes da Silva, localizada na rua Antônio
Barbosa da Silva, 611 - Canafistula, Arapiraca - AL, como atividade integrante
do programa Residência Pedagógica/CAPES, através da colaboração de
bolsistas do programa, professor supervisor e coordenadora da área de
Geografia, com alunos do 8° Ano do Ensino Fundamental, turno manhã, faixa
etária diversificada entre 13 e 15 anos.
Figura 01: Localização da Escola Municipal Domingo Lopes da Silva. (Fonte: Google
Maps)

Essa pesquisa está se desenvolvendo de forma qualitativa, de uma


forma mais específica a partir do desenvolvimento de um projeto de
intervenção que se fundamenta através de analises acerca das transformações
recorrentes no espaço geográfico por meio da globalização e também aborda a
percepção da realidade apresentada pelos próprios alunos.
Os métodos tradicionais no ensino de Geografia por incrível que pareça
mais ainda hoje perpetuam, com práticas ultrapassadas e descritivas do
espaço geográfico, sem estabelecer uma relação entre o meio social global
com o dia a dia do aluno. Nas décadas de 1970 e 1980 essas questão foi mais
debatida e aprofundada, em uma das suas obras Yves Lacoste no seu livro “A
Geografia serve em primeiro lugar para fazer a Guerra”, que denuncia as duas
Geografias (dos Professores e a dos Estados Maiores). Onde ele diz que a
Geografia dos professores tem por objetivo descrever o espaço geográfico,
sem nenhuma relação com os sujeitos envolvida neste processo, por outro lado
a Geografia dos Estados Maiores tem uma visão um pouco concludente da
dinâmica espacial e a relação de poder intrínseco no conhecimento geográfic o.
Essa proposta foi desenvolvido no final do primeiro semestre de 2019 e
teve por objetivos a análise das transformações do espaço geográfico, espaço
de vivência dos alunos, trazendo uma comparação atual e outra mais antiga
através de imagens e mapas como o da figura 1, destacando as
transformações e as consequências no cotidiano, por intermédio de recursos
metodológicos que permitam os alunos compreenderem melhor o conteúdo
globalização, logo após foi levantado um questionamento para sondar o
conhecimento dos alunos em relação ao assunto.
Foi utilizada música como recurso metodológico, a música escolhida
para o desenvolvimento dessa atividade foi Disneylândia da banda Titãs, a letra
da música estava impressa em um papel, também foi confeccionado mapas
mundi para colorir numa folha de papel A4, e algumas caixas de lápis de cor.
Com o passar da música foi pedido para que os alunos toda vez que a música
falasse o nome de um país eles iam ligar um pais ao outro com cores
diferentes.
Essa estratégia é recomendada nos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN’S 1998) de Geografia para Ensino Fundamental, tendo a possibilidade de
desenvolver o raciocínio geográfico, por meio de linguagens mais próximas do
cotidiano dos discentes, permitem a Geografia escolar adquirir sua importância,
a começar na escola.

3. RESULTADOS E DISCURSÕES

De uma forma geral o objetivo da disciplina de Geografia nas escolas é


decifrar, analisar e entender o espaço, logo alguns professores reproduzem
aulas fragmentadas com conteúdos limitados sem a complexidade da análise
do espaço geográfico, como enfatiza Brabant (1994, p.19.). “O enciclopedismo
da Geografia escolar se concentra mais sobre a descrição dos detalhes {...} do
que sobre a totalidade dos fenômenos”. Tornando uma disciplina sem
representação para os alunos, fica uma coisa abstrata.
No decorrer da aplicação na aula do professor supervisor e da aplicação
do questionário referentes ao entendimento dos alunos em ao assunto, como
também sugestões para dinamizar as aulas na turma de 8º Ano do Ensino
Fundamental II, foram identificadas algumas dificuldades no que se refere ao
conhecimento geográfico, em especial ao relacionar os conteúdos ao cotidiano.
Ao observar essa questão, foi feito um diagnóstico rápido e identificou-se
a necessidade de aulas mais interativas, sendo imprescindível neste processo
a utilização de recursos didáticos para dinamizar as aulas, inclusive com
sugestões de vídeos, músicas, aula de campo, filmes, jogos, dentre outros,
tendo em vista que os alunos não aceita muito, podemos dizer, a Geografia
escolar por meio das metodologias tradicionais e, consequentemente, não se
interessa pela disciplina.
Moraes (2013) diz que a utilização de diferentes ferramentas didáticas
favorece a aprendizagem, pois permite o contato entre os sujeitos favorecendo
as trocas individuais e a construção coletiva do conhecimento.
Pensando nisso, como primeira etapa do projeto, numa perspectiva de
analisar as transformações do espaço geográfico e as relações de poder
inseridas neste processo, foi apresentada aos alunos a letra da música
“Disneylândia”, de Titãs. A música exposta relata bem como a Globalização se
dá na percepção análoga das relações sociais, culturais e econômicas,
mascarando as desigualdades, a degradação ambiental, dentre outras,
buscando suplantar uma aprendizagem desinteressante e enfadonha, por meio
da música como nova linguagem no ensino de Geografia.
Sem deixar de destacar que na construção do processo de
aprendizagem a música provoca nas pessoas a interação com a realidade,
como também em suas relações sociais, culturais, fazendo com que se crie
uma reflexão mais profunda destas práticas, permitindo assim, entender a
linguagem geográfica que está oculta nessas linhas.
Portanto, o recurso utilizado permitiu relacionar esses vários processos
causados pela Globalização, tonto os benefícios quanto também os problemas
e as desigualdades, numa perspectiva geográfica relacionando ao dia a dia,
Sacramento (2012, p. 102) destaca “A utilização de diferentes linguagens no
ensino de geografia deve permitir ao aluno ler os códigos, fenômenos e
linguagens próprias da Geografia com o intuito de saber pensar
geograficamente o espaço em que vive”.
Com a complexidade da Globalização, a letra da música foi discutida,
analisando a diversidade das relações relatadas na mesma e em todo o
processo da globalização, das quais podemos destacar as relações desiguais
entre as nações, a migração, os problemas ambientais, e como esse processo
reflete na sociedade atual, uma série de questionamentos, dúvidas fizeram
parte do debate.
Cavalcanti (2010) enfatiza que “a globalização indica uma tensão
contraditória entre a homogeneização das varias esferas da vida social e
fragmentação diferenciação e antagonismos sociais”.
E não parou por aqui, para ser feito um debate mais profundo deste
tema, buscou-se relacionar a individualidade dos lugares com a esfera global,
tendo em vista que não se pode conhecer o global sem uma analise das
características de cada localidade.
Dessa forma, os alunos foram estabelecendo uma correlação, na cidade,
no bairro e na rua em que estão inseridos, então começaram os
questionamentos e o entendimento das desigualdades sociais no bairro onde a
maioria reside que está localizado em área não tão privilegiada.
Este recurso foi pensado para trabalhar essa temática da globalização,
em um objetivo de interação com os alunos e com o tema proposto,
relacionando essas transformações e problemas sociais, destacando às
questões ambientais e não só ambientais mais os problemas gerais.
CONCLUSÃO

Logo no inicio quando se deu o desenvolvimento do projeto de


intervenção foi percebida a existência de muitas lacunas no que se refere ao
conhecimento geográfico dos alunos, como também referentes ao interesse
pela disciplina considerada uma disciplina chata.
Diante disto, foi feito muito planejamento com o objetivo sempre de
dinamizar as aulas, numa perspectiva de motivar a aprendizagem significativa
dos alunos, rompendo com as práticas tradicionalistas que esta instalada ainda
na escola causando muita das vezes o desinteresse dos alunos quanto à
Geografia escolar.
Quando foi feito a utilização da música como recurso metodológico para
a compreensão dos processos da globalização, identificou certa dificuldade dos
alunos em compreender esse processo nas diversas escalas, a começar no dia
a dia, como também foi percebida a falta de interesse de boa parte da turma
em interagir durante as aulas da disciplina.
Por fim, a experiência desse programa Residência Pedagógica/ CAPES
vem contribuindo com a formação inicial dos bolsistas, na medida em que
demanda planejamento para um bom desenvolvimento nas intervenções em
sala de aula, bem como para o aprimoramento da prática da pesquisa na
graduação, para o fortalecimento da identidade do professor e, por fim, para
uma maior vivência na escola.
REFERÊNCIA

BRABANT, M. J. Crise da Geografia, crise da escola. In: OLIVEIRA,U.A (Org.).


Para onde vai o ensino de Geografia. 5ª. ed. São Paulo:Contexto, 1994. p.
15-23.

CAVALCANTI, S. L. Geografia, escola e construção do conhecimento. 16.


ed. Campinas, SP, Papirus,1998.

CORREA, A. M. Representação e ensino a música nas aulas de geografia:


emoção e razão nas representações geográficas. Curitiba, 2009. 117p.
Dissertação (Mestrado em Geografia). Setor de Ciências da Terra, da
Universidade Federal do Paraná, 2009.

LACOSTE, Yves. A Geografia: Isso serve em primeiro lugar para fazer a


guerra. [Link].São Paulo,1988

MORAES,[Link]. Diferentes linguagens no ensino de Geografia: novas


possibilidades. In: ALBUQUERQUE, M. A. M; FERREIRA, S. A. J (Org.).
Formação pesquisa e prática docente: reformas curriculares em questão.
João Pessoa, PB: Mídia, 2013.p.241-264.

SILVA, M. Marcelo. O uso da Linguagem musical no ensino de Geografia.


Curitiba, 2013. 81p. Monografia (Graduação em Geografia) Setor de Ciências
da Terra, da Universidade Federal do Paraná,2013.

SOUZA,F. I; YOKOO, S. C. Jogo lúdico no ensino de Geografia. EPCT.


Paraná, n. 6, 2013. Disponível em:
<[Link]
Anais-CET/GEOGRAFIA/[Link]> Acesso em: 28 de
Julho de 2019.

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