I NFECÇÕES
SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS
Material revisado por: Dra. Larissa Cassiano - Médica
Ginecologista - CRM: 156886/SP
ÍNDICE
APRESENTAÇÃO pág.
03
O QUE SÃO IST’s? pág.
04
O QUE CAUSA? pág.
05
HIV/AIDS pág.
06
SÍFILIS pág.
09
HEPATITES B E C pág.
11
HPV pág.
13
VÍRUS HERPES SIMPLES (HSV) pág.
15
TRICOMONÍASE pág.
18
CANDIDÍASE pág.
19
GARDNERELLA pág.
20
COMO PREVENIR AS IST’s? pág.
21
REFERÊNCIAS pág.
23
pág.
02
APRESENTAÇÃO
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) estão
entre os problemas de saúde pública mais comuns em
todo o mundo, com uma estimativa de 376 milhões de
casos novos por ano (OMS, 2019).
As ISTs são transmitidas, principalmente, por contato
sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que
esteja infectada. Algumas ISTs podem não apresentar
sintomas, tanto no homem quanto na mulher. E isso
requer que, se fizerem sexo sem camisinha, procurem o
serviço de saúde para consulta com um profissional de
saúde periodicamente.
Essas doenças quando não diagnosticadas e tratadas a
tempo, podem evoluir para complicações graves, como
infertilidade, câncer e até a morte. O tratamento das
ISTs melhora a qualidade de vida do paciente e
interrompe a cadeia de transmissão dessas doenças.
pág.
03
O QUE SÃO ISTs?
As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são
infecções causadas, principalmente, através das
relações sexuais sem o uso de preservativo com uma
pessoa que esteja infectada, e geralmente se
manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou
verrugas.
A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis
(ISTs) passou a ser adotada em substituição à
expressão Doenças Sexualmente Transmissível (DST),
porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e
transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.
pág.
04
O QUE CAUSA?
As ISTs são provocadas por microrganismos, tais como
bactérias, vírus, fungos e protozoários. Estes agentes
infeciosos encontram-se nos fluidos corporais, tais
como sangue, esperma e secreções vaginais.
BACTÉRIAS VÍRUS FUNGOS PROTOZOÁRIOS
CONHEÇA OS FATORES DE RISCO
NÃO UTILIZAÇÃO RELAÇÕES SEXUAIS COM
DE PRESERVATIVOS MÚLTIPLOS PARCEIROS
CONSULTA TARDIA
FALTA DE CUIDADOS
APÓS SURGIREM OS PRIMEIROS
DE HIGIENE
SINAIS OU SINTOMAS
pág.
05
HIV/AIDS
HIV é uma sigla para vírus da imunodeficiência humana.
O vírus que pode levar à síndrome da imunodeficiência
adquirida (AIDS). Os agentes causadores são os
retrovírus: HIV-1 e HIV-2; além da via sexual (esperma e
secreção vaginal), o vírus pode ser transmitido pelo
sangue (através da gestação, parto, uso de drogas
injetáveis, transfusões e transplantes) e pelo leite
materno. A partir do momento em que a pessoa é
infectada, ela tem a capacidade de transmitir o HIV. A
presença de outras Infecções Sexualmente
Transmissíveis (ISTs) favorecem a transmissão do HIV.
Como age o vírus HIV?
Ao entrar no organismo, o vírus HIV promove a diminuição
das defesas. Isso porque ele tem uma predileção por se
multiplicar em algumas células que são apropriadas para
organizar a defesa do corpo. Dentro dessas células, o vírus
as desorganiza e o organismo da pessoa infectada
enfraquece progressivamente, fazendo com que adoeça
em situações que não adoeceriam se não estivesse com
suas defesas comprometidas. Em seu estágio mais
avançado, desenvolverá aids. Vale ressaltar que nem toda
pessoa vivendo com HIV desenvolve a aids.
O HIV não é transmitido por contato com a saliva, nem
beijo na boca, nem lágrimas, ou suor, ou fezes ou
urina. O HIV também não é transmitido através da
picada de insetos, tais como os mosquitos, ou através
de animais domésticos. O HIV não é transmitido por
masturbação, nem aperto de mão ou abraço, nem pelo
compartilhamento de sabonete/toalha/lençóis,
talheres/copos/pratos, nem assento de ônibus,
piscina, doação de sangue, nem pelo ar.
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06
SINTOMAS:
Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de
uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria
dos casos passa despercebida.
Depois disso a pessoa infectada pelo vírus pode
permanecer sem sintomas, e mais uma vez deixa a
infecção passar sem perceber.
Na fase seguinte aparecem sintomas como: febre,
diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
Logo após um tempo começam a aparecer doenças
associadas a baixa imunidade do organismo pela
infecção. Esse estágio dá-se o nome de AIDS. Hepatites
virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns
tipos de câncer são algumas das doenças que podem
aparecer nesse período.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da
coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, temos os
exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam
os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos,
esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema
Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e
nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).
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07
TRATAMENTO
Os medicamentos antirretrovirais (ARV) servem para
impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses
medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do
sistema imunológico. Por isso, o uso regular dos ARV é
fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de
vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o
número de internações e infecções por doenças
oportunistas.
ATENÇÃO
É dever do profissional manter o sigilo diagnóstico,
de acordo com a decisão do paciente.
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08
SÍFILIS
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST)
que acomete exclusivamente o ser humano. Podendo
apresentar várias manifestações clínicas e diferentes
estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).
É causada pela bactéria Treponema pallidum quando
existe contato sexual sem camisinha com uma pessoa
infectada. Isso reforça a necessidade do uso de
preservativo durante relações sexuais.
SINTOMAS:
Por ser uma infecção de múltiplos estágios, os sinais e
sintomas podem variar.
Primária: Apresenta-se na forma de uma ferida,
geralmente única, no local de entrada da bactéria
(pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros
locais da pele), aparecendo entre 10 a 90 dias após o
contágio. Normalmente é indolor e não coça.
Secundária: Podem ocorrer manchas no corpo,
abrangendo palmas das mãos e plantas dos pés.
Aparecendo entre seis semanas e seis meses após a
cicatrização da ferida inicial.
Latente: Neste período não se apresenta nenhum sinal
ou sintoma.
Terciária: Pode surgir entre 1 a 40 anos depois do início
da infecção. Costuma apresentar lesões cutâneas,
ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar
à morte.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito através do teste rápido de sífilis,
que é ofertado pelo Sistema Único de Saúde. Caso esse
teste seja positivo, uma amostra de sangue deverá ser
coletada e encaminhada para realização de um teste
laboratorial para confirmar o diagnóstico.
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09
TRATAMENTO
O tratamento é prescrito após a avaliação médica,
sendo a penicilina benzatina (benzetacil) o remédio de
escolha. Cabe ressaltar que ambos os parceiros devem
realizar o tratamento.
SÍFILIS CONGÊNITA
A sífilis também pode ser transmitida da mãe para o
bebê, sendo disseminada da corrente sanguínea da
gestante infectada para a criança por via
transplacentária ou através de contato direto com a
lesão no momento do parto. É importante que a
mulher esteja atenta a sua saúde, pois esta
enfermidade é capaz de causar a morte do bebê.
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HEPATITES B E C
A hepatite é a inflamação do fígado e representa um
grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
No Brasil, as hepatites causadas pelos vírus B e C
hepatites virais mais comuns, as pessoas podem
desenvolver a doença através de transfusão sanguínea,
uso de álcool e drogas, uso de alguns remédios e
doenças autoimunes, metabólicas e genéticas; a
hepatite pode se apresentar nas seguintes formas:
AGUDA: DOENÇA PERSISTE POR MENOS DE 6 MESES
CRÔNICA: DOENÇA PERSISTE POR MAIS DE 6 MESES
SINTOMAS:
As hepatites são doenças silenciosas que nem sempre
apresentam sintomas, mas, quando estes aparecem,
podem ser: Cansaço e mal-estar, dor abdominal, febre,
tontura, enjoo e vômitos, pele e olhos amarelados, urina
clara e fezes escuras.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico pode ser feito por exames de sangue. No
caso das hepatites B e C, é preciso um intervalo de 60
dias para que sejam detectadas no exame. Para saber se
há a necessidade de realizar exames que detectem as
hepatites, observe se você já se expôs a algumas dessas
situações:
Se praticou sexo desprotegido ou compartilhou
seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e
outros objetos que furam ou cortam; Transmissão de
mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a
amamentação.
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TRATAMENTO
A Hepatite B não tem cura. Entretanto, o tratamento
disponibilizado no SUS objetiva reduzir o risco de
progressão da doença e suas complicações, como
cirrose, câncer do fígado e até morte. Não existe vacina
contra a hepatite C. Além disso, toda mulher grávida
precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as
hepatites B e C, a aids e a sífilis. Esse cuidado é
fundamental para evitar a transmissão de mãe para
filho. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir
todas as recomendações médicas. Existem
medicamentos disponíveis para controle das hepatites
virais pelo SUS.
A principal forma de prevenção da infecção pelo vírus
da hepatite B é a vacinação. Crianças recebem 4 doses
(1 de hepatite B e 3 pentavalente) e adultos recebem 3
doses, a depender da situação vacinal anterior, que
está disponível em todas as Unidades Básicas de
Saúde (UBS).
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HPV
A infecção por HPV é sexualmente transmissível (IST), atinge
tanto homens quanto mulheres e provoca verrugas nas regiões
genital e anal, podendo até desenvolver câncer, dependendo
do tipo de vírus. O HPV (sigla que está em inglês e significa
Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta tanto mucosas
(oral, genital, anal) quanto a pele. Contém vários subtipos
conhecidos e, a depender disto, variam também os sintomas
que vão desde lesões de pele e mucosas até cânceres.
SINTOMAS:
Lesões clínicas: verrugas que podem acometer vulva,
vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis, bolsa
escrotal, e região pubiana que, tecnicamente, são
chamadas de condilomas acuminados e, popularmente,
chamadas de “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de
crista”. Podem adquirir diversas formas e tamanhos
variáveis. Geralmente são assintomáticas mas pode
haver coceira local. Os tipo de vírus que as causam,
geralmente, são não cancerígenos.
Lesões subclínicas: lesões não visíveis a olho nú, não
apresentam sinais e sintomas. Podem ser causadas por
tipos de HPV com baixo e alto risco para levar ao
desenvolvimento de câncer.
Os primeiros sintomas surgem 2 a 8 meses após a
infecção pelo HPV, podendo demorar até 20 anos. A
maioria das pessoas não apresenta sintomas. O vírus
pode permanecer latente por anos, sem manifestar
sinais e sintomas, sendo mais comum o aparecimento
em gestantes e em indivíduos com imunidade baixa.
Você sabe o que é a Papilomatose Respiratória
Recorrente?
É uma condição rara em que crianças infectadas na
hora do parto desenvolvem lesões verrucosas nas
cordas vocais e na laringe.
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DIAGNÓSTICO
Para diagnosticar o HPV diretamente: testes de DNA
para HPV são específicos para identificar e podem ser
feitos em conjunto com o teste de Papanicolau ou como
um teste independente. O teste de DNA do HPV é mais
sensível e pode identificar a presença do vírus e o tipo
de HPV.
Para diagnosticar lesões clínicas: exame clínico
urológico, ginecológico e dermatológico.
Para diagnosticar lesões subclínicas: exames laboratoriais
como Papanicolau (citopatologia), colposcopia,
peniscopia, anuscopia, biopsias e histopatologia.
TRATAMENTO
A maioria das infecções em mulheres tem resolução
espontânea, pelo próprio organismo, em aproximadamente
24 meses. O tratamento consiste na destruição das lesões,
considerando suas características individualmente e podem
variar a depender da avaliação profissional. Podem ser:
Domiciliares: imiquimode (exceto na gestação),
podofoloxotina.
Ambulatoriais: ácido tricloroacético – ATA, podofilina
(exceto na gestação), eletrocauterização, exérese
cirúrgica e crioterapia.
ATENÇÃO
Uma medida eficaz de prevenção do HPV é a
vacinação, disponível em todas as Unidades Básicas
de Saúde (UBS), que deve ser administrada em duas
doses, em meninos de 11 a 14 anos e meninas
de 9 a 14. Após essa idade a vacina está disponível de
forma privada e em casos específicos pode ser
realizada na UBS até os 45 anos em homens e
mulheres.
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VÍRUS HERPES SIMPLES (HSV)
O herpes simples é um dos diversos tipos de herpes
vírus. Essa infecção viral muito contagiosa é transmitida
pelo contato direto com ulcerações ou, por vezes, com
uma área afetada quando nenhuma ulceração estiver
presente.
Há dois tipos de vírus do herpes simples:
HSV-1:
que é a causa comum das
ulcerações nos lábios (herpes labial)
HSV-2:
que é a causa comum
do herpes genital.
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A infecção pode também ocorrer em outras partes do
corpo, como no cérebro (uma doença séria) ou no trato
gastrointestinal. É importante lembrar que depois da
primeira infecção (primária), o HSV, da mesma forma
que outros herpes vírus, permanece inativo (dormente
ou latente) no organismo por toda a vida.
Você sabe o que é uma infecção latente?
A infecção latente pode não causar sintomas
novamente ou pode ser periodicamente reativada e
causar sintomas.
A reativação de uma infecção latente oral ou genital
por HSV pode ser desencadeada por:
- Febre
- Menstruação
- Tensão emocional
- Supressão do sistema imunológico
SINTOMAS:
Infecção primária
Erupção de bolhas minúsculas dolorosas e de
localização variável na região genital e/ou anal.
Febre, mal-estar, dor muscular e dificuldade em urinar.
Na região oral, ulcerações dolorosas. Formigamento ou
coceira na área, antes do aparecimento das lesões.
Febre, dor de cabeça e dores no corpos.
Reativacão
Erupções de bolhas na mesma área da pele afetadapor
episódios anteriores.
Formigamento local, desconforto, coceira ou dor na
virilha.
Aglomerado de feridas na borda do lábio.
Feridas que se rompem e formam crostas.
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DIAGNÓSTICO
- Análise de uma amostra retirada da ulceração.
- Exames de sangue para a identificação de anticorpos
contra o HSV também podem ser utilizados.
TRATAMENTO
Medicamentos antivirais, como o aciclovir, podem
aliviar ligeiramente o desconforto e ajudar a resolver os
sintomas.
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TRICOMONÍASE
A tricomoníase é uma infecção sexualmente
transmissível, na maioria dos casos não há
complicações sérias na mulher, mas pode facilitar a
transmissão de outros agentes infecciosos como
gonorreia e clamídia. Além disso, possuir clamídia não
tratada durante a gestação pode provocar o
rompimento prematuro da bolsa. É causada por um
protozoário chamado Trichomonas vaginalis, que é
encontrado com mais frequência na genitália feminina
que a genitália masculina.
SINTOMAS:
Os sintomas consistem em corrimento vaginal intenso
de cor amarelo-esverdeado, podendo ser cinza,
bolhoso e espumoso, acompanhado de mau cheiro
(lembrando peixe). Pode ocorrer coceira, sangramento
e/ou dor após a relação sexual e dor ao urinar.
DIAGNÓSTICO
Pode ser realizado através do relato dos sintomas por
um profissional de saúde e por meio laboratorial, com
observação do parasita no microscópio.
TRATAMENTO
Através de antibióticos receitados pelo médico,
tratando-se simultaneamente o parceiro sexual.
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CANDIDÍASE
São infecções oportunistas causadas por fungos do
gênero candida albicans na pele ou tecido mucoso
resultando em candidíase oral, candidíase vaginal
intertrigo, onicomicose e paroníquia. Esse fungo é um
microbiota normal da pele e mucosas que se proliferam
em determinadas condições como hábitos de higiene e
vestuário inadequados, uso incorreto de contraceptivos
e antibióticos, diabetes melittus, tratamento com
antibióticos de amplo espectro ou à imunodeficiência.
SINTOMAS:
Nessa infecção é comum encontrar placas brancas na
mucosa oral conhecidas como aftas ou sapinhos, na
região vaginal pode se encontrar prurido e secreção,
ardor ou dor ao urinar e placas brancas ou
acinzentadas.
DIAGNÓSTICO
O diagnostico é feito a partir do material obtido
diretamente do tecido afetado e por meio do teste do
pH vaginal.
TRATAMENTO
O Fluconazol para monilíase orofaríngea ou esofágica
ou candidíase disseminada. Para a candidíase
vulvovaginal recomenda-se isoconazol, uso tópico, sob
forma de creme vaginal durante 7 dias.
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GARDNERELLA
É uma infecção genital causada pela bactéria do gênero
gardnerella vaginalis, podem ser encontrada
habitualmente no corpo humano como microbiota
normal. É causada pelo desequilíbrio de outras
bactérias da flora vaginal responsáveis pelo equilíbrio
do pH levando a proliferação da bactéria gardnerella
vaginalis.
SINTOMAS:
Corrimento vaginal acinzentado cremoso ou bolhoso
com odor fétido mais acentuado após a relação sexual
ou menstruação, dor durante as relações sexuais.
DIAGNÓSTICO
O diagnostico pode ser feito através do teste de
aminas, esfregaço do conteúdo e medidas de pH da
secreção.
TRATAMENTO
É feito por meio do uso de antibióticos, aplicados na
forma de gel ou creme ou tomados por via oral, por
exemplo metronidazol, clindamicina ou tiidazol. É muito
importante uma avaliação médica para poder ser
prescrito o medicamento ideal ao combate da infecção.
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COMO PREVENIR AS IST´S ?
O método mais eficaz para evitar a transmissão das ISTs
é o uso da camisinha (masculina ou feminina) durante
relações sexuais. Ela pode ser retirada gratuitamente nas
unidades de saúde. Valer-se da prevenção combinada
aumenta a eficácia preventiva, porque abrange o uso da
camisinha masculina ou feminina, ações de prevenção,
diagnóstico e tratamento das ISTs, testagem para HIV,
sífilis e hepatites virais B e C, profilaxia pós exposição ao
HIV, imunização para HPV e hepatite B, prevenção da
transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B,
tratamento antirretroviral para todas as pessoas vivendo
com HIV (PVHIV), redução de danos, entre outros.
Profilaxia Pós-Exposição PEP
x
Profilaxia Pré-Exposição PrEP
Há diferentes abordagens voltadas para a redução do
risco de exposição e exemplos incluem a Profilaxia
Pós-Exposição – PEP; e a Profilaxia Pré-Exposição –
PrEP, que são intervenções biomédicas baseadas no
uso de antirretrovirais (ARV).
pág.
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A PEP é o uso de medicamentos antiretrovirais por
pessoas após terem tido um possível contato com o
vírus HIV em situações como: violência sexual; relação
sexual desprotegida, acidente ocupacional (com
instrumentos perfurocortantes ou em contato direto
com material biológico). É essencial para a eficácia da
PEP o início logo após a exposição de risco, em até 72
horas; e deve ser tomada por 28 dias. A PEP é uma
profilaxia de emergência.
A PrEP é o uso preventivo de medicamentos antes da
exposição ao vírus do HIV, reduzindo a probabilidade
da pessoa se infectar com vírus.
FIQUE ATENTO
Se notar a presença de algum sintoma das doenças
apresentadas acima você deve procurar ajuda de um
profissional de saúde.
pág.
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REFERÊNCIAS
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w w w . d k t . c o m . b r