1ᵒ forum, de 10/04 – 01/05.
2023
Tema: Planificação do processo de ensino – aprendizagem.
a) Conceito de Planificação no Processo de Ensino Aprendizagem.
A Planifiação do PEA é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das
actividades didácticas em termos da sua organização e coordenação em face dos
objectivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de
ensino.
b) Importância da planificação do PEA
Piletti (2004) a planificação: Evita a rotina e a improvisão; contribui para a
realização dos objectivos visados; promove a eficiência do ensino; garante maior
segurança na direcção do ensino e garante economia de tempo e energia (p.75).
c) Formas de planejamento existentes
Piletti “Quanto mais complexo os problemas, mais necessidade de planejamento”.
Na área educacional, temos três tipos de planejamento, que são:
Planejamento educacional - que consiste no desenvolvimento do País, onde serão
tomadas diversas decisões importantíssimas para a nação em geral;
Planejamento de currículo - é onde deixa clara as meta a serem tomadas para o
alcance do planejamento educacional;
Planejamento de ensino - é a aula propriamente dita é o planejamento para alcançar
o determinado pelo planejamento curricular.
Um bom planejamento de ensino se dá se for elaborado de acordo com a realidade
do aluno, claro que deve-se tomar cuidado para não fugir da grade do planejamento
educacional, deve-se adaptar para o aluno da melhor forma possível, de modo a
entrar na realidade do discente, colocando em relevo uma flexibilidade consciente e
clara.
d) Como elaborar planos de ensino
O plano de ensino se trata de um planejamento completo, que pretende guiar de
forma geral as atividades de uma determinada disciplina enquanto durar o período
letivo. Esse plano deve ser elaborado de forma a possibilitar alterações, de acordo
com as necessidades de aprendizagem.
O plano de ensino deve conter os dados de identificação da disciplina, ementa,
objetivos, conteúdo programático, metodologia, avaliação e bibliografia básica e
complementar da disciplina.
Entretanto, Gandim (1994), Barros (2007), Gil (2012), Anastasiou e Alaves (2009)
afirmam que não há um modelo fixo a ser seguido. Devem apresentar uma
sequência coerente e os elementos necessários para o processo de ensino e
aprendizagem.
TEMA DE DEBATE:
Estratégias de ensino e de aprendizagem.
O Processo educacional compreende duas acções: ensinar e aprender, o que envolve a
utilização de estratégias. Segundo Anastasiou & Alves apud Oliveira, referem que as
estratégias de ensino constituem-se em percursos e acções que viabilizam o processo de
aprendizagem por meio de uma metodologia dialética, ou seja, que favorece o
desenvolvimento de acções cognitivas como a observação, a confrontação, a elaboração
de hipóteses, a análise e a sintetização, entre outras, realizadas pelo aluno ao aprender.
a. Exemplos de Estratégias de Ensino.
Socrática: Para Bercht e Giraffas (1997) estratégia Socrática é uma técnica de ensino
que consiste em fazer perguntas para o aluno, levando-o a reflectir sobre o tema
estudado e a chegar às suas próprias conclusões. Sócrates é conhecido por ter
desenvolvido o método socrático que é um método de ensino que se baseia em
perguntas e respostas para estimular o pensamento crítico e a reflexão. O método
socrático é uma forma de ensinar que se concentra em ajudar os alunos a desenvolverem
suas próprias ideias e opiniões, em vez de simplesmente transmitir informações. O
método socrático é baseado na ideia de que o conhecimento é construído através do
diálogo e da reflexão.
Reactiva: A estratégia de ensino e aprendizagem reativa é uma técnica que tem como
objectivo ajudar o aluno a construir seu conhecimento a respeito de um determinado
tema, é a técnica que se baseia na resolução de problemas e na tomada de decisões. Ela
é utilizada para ajudar os alunos a desenvolverem habilidades de pensamento crítico e
resolução de problemas.
Guia: De acordo com José Madureira, um guia de aprendizagem tem como principal
finalidade promover a auto regulação da aprendizagem dos alunos. Ou pode ser um
guia de gestão para aprendizagem que tem como objectivo acelerar e ampliar as
oportunidades para que todos os estudantes aprendam e se desenvolvam plenamente.
Colaborativa: para Augusto Cury, cita a aprendizagem colaborativa como estratégia
diferenciada de ensino que se baseia na interação e na participação activa dos alunos no
processo de construção do conhecimento. O objectivo é promover a troca de
experiências, o cooperativismo e o engajamento dos estudantes, colocando-os
como protagonista. Dessa forma, todos são convocados a estudar em grupo em busca de
um único objetivo, com a ajuda de um professor que conduzirá esse processo. Essa
abordagem tem o potencial de promover a melhoria da educação por meio do estímulo
ao pensamento crítico, do desenvolvimento de capacidades interativas e da resolução de
problemas.
Baseada em Ambientes Exploratórios: segundo Bercht e Giraffa (1997) refiram ̎
estratégia Baseada em Ambientes Exploratórios envolve permitir que os alunos
explorem e descubram por si mesmos ̏ .
A Aprendizagem baseada em problemas/casos: é uma das metodologias activas mais
difundidas. Para ser posta em prática, ela precisa ser dividida em três grandes etapas:
Compreensão sobre o caso: os estudantes precisam entender qual é o problema/caso. Só
que tal compreensão deve ser atingida de modo conjunto entre os colegas, não
individualmente.
Conflito cognitivo: nessa etapa, deve haver um conflito, uma espécie de dificuldade,
que é necessária para o aprendizado do conteúdo;
Resolução: após identificar o caso e se deparar com algumas dificuldades, é necessário
encontrar, também, uma resolução, de modo conjunto. Para isso, é necessário que haja a
aceitação de diferentes vozes sobre o mesmo fenômeno.
b. Métodos e Tácticas de Ensino
A partir de um paradigma ou teoria de ensino-aprendizagem explícita ou
implicitamente assumida, um plano de acções didácticas é determinado,
constituindo-se em táticas sobre como, quando e o quê trabalhar com o aluno
para que surja o processo de ensino-aprendizagem, isto é, as técnicas de
instrução (BERCHT, 1997).
Métodos ou metodologias de ensino são as formas de organização de um
currículo, ou seja, a selecção e sequenciamento do material a ser apresentado ao
aluno. As estratégias são compostas de um ou mais métodos.
c. Mapeamento de Estilos de Aprendizagem e Estratégias de Ensino.
Estilo de Aprendizagem pode ser definido como a maneira pela qual cada pessoa
percebe e processa as informações. O mapeamento de estilos de aprendizagem é
uma técnica que ajuda a identificar o estilo de aprendizagem de cada pessoa. Uma
combinação de diversas dimensões psicológicas e cognitivas, em variadas
intensidades, que nos fazem perceber e processar as informações de modo
particular. Mapeamento de Estilos de Aprendizagem e Estratégias de Ensino tem
finalidade de verificar quais estratégias de ensino devem ser aplicadas após ter sido
definido o estilo de aprendizagem ao qual pertence o aprendiz (BELHOT, 2004).
TEMA DE DEBATE:
FUNÇÕES DIDÁCTICAS.
a) ESTRUTURA DA AULA – FUNÇÕES DIDÁCTICAS
Cada função didáctica, como momento ou passo da aula que reflecte as regularidades
do processo de ensino aprendizagem, é proposto o tempo da sua duração, conteúdo,
método dominante, conjuntos de meios e formas de ensino a utilizar inclusive as
actividades concretas dos alunos. Segundo Libâneo, é importante no planejamento da
aula que este processo seja, por parte do professor, criativo e flexível. Os principais
passos ou etapas didácticas da aula compreendem:
Introdução e Motivação
Para Libâneo (2004), introdução e motivação inclui perguntas para averiguar se os
conhecimentos anteriores estão efectivamente disponíveis e prontos para o
conhecimento novo, aqui a tarefa do professor está em estimular os alunos investigá-los
a emitir opiniões próprias sobre o que aprenderam, fazê-los ligar os conteúdos a coisas
ou eventos do quotidiano. A correcção do TPC pode tornar importante factor de reforço
e consolidação da aula.
Mediação e Assimilação
Nesta função Didáctica, o professor explica o conteúdo com uma boa análise, síntese,
sistematização, generalização e demonstração. Nesta fase o professor executa o que
planejou, portanto, é a fase que requere mais habilidade do professor. Aqui ele deve
exercer mais do que em outras fases a sua função de liderança motivando os alunos para
que aprendam, utilizando métodos, recursos e procedimentos, o professor procurará
criar uma situação favorável à aprendizagem.
Domínio e Consolidação
São realizados neste momento os exercícios de consolidação aplicados pelo professor
que levam à fixação e formação de habilidades e hábitos, bem como auxiliam a
sistematização da matéria. O professor orienta a resolução de alguns exercícios de
consolidação; acompanha a resolução dos exercícios e esclarecendo as dúvidas
(LIBÂNEO,2004). Conforme Caires & Almeida (2001), nesta função Didáctica é
notável “O resumo da aula feito mediante a participação e contribuição do instruído e do
formador, registado no quadro de forma clara e legível pelo formador.”
Controle e Avaliação
Para Dias [Link] (2010), nessa função, o professor faz uma análise crítica de modo a
compreender e interpretar os fenómenos educacionais observados. Tratando da última
função Didáctica, o professor como uma forma de certificar, a compreensão dos
conteúdos, por parte dos alunos, faz algumas perguntas. E para criar mais interesse nos
alunos que respondem correntemente, o professor dá alguns valores. Partindo disso, é
possível verificar se o professor conseguiu alcançar os objectivos que havia traçado,
métodos utilizados e que os conteúdos haviam sido compridos duma forma
significativa.
b) MÉTODO E TÉCNICA DE ENSINO-APRENDIZAGEM
Os Métodos e Técnicas são fundamentais no ensino e devem estar mais próximo
possível da maneira de aprender dos alunos, devendo, todos eles, propiciar a actividade
do educando. Libâneo (1994) analisa em sua obra Didáctica, o conceito de método de
ensino, assim como, propõe indicativos para a orientação de professores. Método de
ensino - são as acções do professor no sentido de organizar as atividades de ensino, a
fim de que os alunos possam atingir os objectivos em relação a um conteúdo específico,
tendo como resultado a assimilação dos conhecimentos e o desenvolvimento das
capacidades cognitivas e operativas dos alunos. O autor apresenta:
Método de exposição pelo professor
Nesse método, a actividade dos alunos é receptiva, embora, não necessariamente
passiva, cabendo ao professor a apresentação dos conhecimentos e habilidades, que
podem ser expostos das seguintes formas:
- Exposição verbal - como não há relação directa do aluno com o material de estudo, o
professor explica o assunto de modo sistematizado, estimulando nos alunos motivação
para o assunto em questão.
- Demonstração – o professor utiliza instrumentos que possam representar fenômenos e
processos, que podem ser, por exemplo: visitas técnicas, projeção de slides.
- Ilustração - são utilizadas pelo professor, tal como na demonstração, a apresentação
de gráficos, seqüências históricas, mapas, gravuras, de forma que os alunos
desenvolvam sua capacidade de concentração e de observação.
- Exemplificação - nesse processo, o professor faz uma leitura em voz alta, quando
escreve ou fala uma palavra, para que o aluno observe e depois repita. A finalidade é
ensinar ao aluno o modo correcto de realizar uma tarefa.
Método de trabalho independente
Esse método consiste na aplicação de tarefas para serem resolvidas de forma
independente pelos alunos, porém dirigidas e orientadas pelo professor. A maior
importância do trabalho independente é a actividade mental dos alunos, para que isso
ocorra de forma adequada é necessário que: as tarefas sejam claras, compreensíveis e à
altura dos conhecimentos e da capacidade de raciocínio dos alunos.
Método de elaboração conjunta
A forma mais típica desse método é a conversação didáctica, onde o professor através
dos conhecimentos e experiências que possui, leva os alunos a se aproximar
gradativamente da organização lógica dos conhecimentos e a dominar métodos de
elaboração das idéias independentes. A forma mais usual de aplicação da conversação
didática é a pergunta, tanto do professor quanto dos alunos.
Método de trabalho em grupo
Esse método consiste, basicamente, em distribuir temas de estudo iguais ou diferentes a
grupos fixos ou variáveis, compostos de três a cinco alunos, e que para serem bem
sucedidos é fundamental que haja uma ligação orgânica entre a fase de preparação, a
organização dos conteúdos (planejamento) e a comunicação dos seus resultados para a
turma.
Para Klingberg (1972), segundo o tipo de interações entre o professor e o aluno,
considera existirem três variantes métodicas básicas a destacar: Método Expositivo,
Elaboração conjunta e Trabalho Independente.
Entretanto, cada matéria requer técnicas específicas que devem ser orientadas,
levando o educando à participar nos trabalhos da turma, retirando-o da posição
clássica (de só ouvir, anotar e repetir), fazendo com que o ele viva o que esteja sendo
objecto de ensino.