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Vigilância Hospitalar de Câncer no Brasil

Este documento descreve o IntegradorRHC, um sistema desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer para a consolidação e divulgação de dados dos Registros Hospitalares de Câncer do Brasil. O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre câncer de forma a auxiliar os gestores na avaliação da assistência prestada aos pacientes com câncer.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Vigilância Hospitalar de Câncer no Brasil

Este documento descreve o IntegradorRHC, um sistema desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer para a consolidação e divulgação de dados dos Registros Hospitalares de Câncer do Brasil. O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre câncer de forma a auxiliar os gestores na avaliação da assistência prestada aos pacientes com câncer.
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11

Ferramenta para a Vigilância Hospitalar de Câncer no Brasil


IntegradorRHC
[Link]
E-mail: dica@[Link]
Tel.: (21) 3207-5510
20230-092 – Rio de Janeiro – RJ
Rua Marquês de Pombal, 125 – Centro
Coordenação Geral de Ações Estratégicas
Produção: Serviço de Edição e Informação Técnico-Científica/ Coordenação de Educação (CEDC)/
Vigilância (Conprev)/ Coordenação Geral de Ações Estratégicas
Elaboração, distribuição e informações: Divisão de Informação/ Coordenação de Prevenção e
© 2011 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)
MINISTÉRIO DA SAÚDE
O QUE SÃO REGISTROS HOSPITALARES DE CÂNCER (RHC)? O QUE É IntegradorRHC?
Os Registros Hospitalares de Câncer (RHC) constituem importantes ferramentas da É um sistema web, desenvolvido e implantado em 2007 pelo INCA, para consolidação e Coordenação estadual
vigilância de câncer e caracterizam-se como centros de coleta, armazenamento, divulgação de dados hospitalares provenientes dos RHC do Brasil. Registros Hospitalares de Câncer
processamento, análise e divulgação sistemática e contínua das informações de pacientes As vantagens do sistema para a consolidação dos dados são:
com diagnóstico confirmado de câncer atendidos em uma determinada Unidade Hospitalar Divulgação (Tabulação
de Dados Brutos)
(UH). São consideradas elegíveis para cadastro as doenças com comportamento classificado, • Facilidade e rapidez para transmissão de dados.
na Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O), como malignas, • Utilização de dados padronizados. Base de dados dos RHC
neoplasias in situ e alguns tumores de comportamento benigno, incerto ou desconhecido que • Criação de um banco de dados nacional.
tenham sido considerados como de interesse científico para o registro. A informação • Amplo acesso à divulgação dos dados hospitalares.
produzida em um RHC permite avaliar o desempenho institucional na atenção ao paciente • Armazenamento central em local seguro. Coordenação nacional
oncológico. As informações dos RHC são processadas por meio do SisRHC, sistema Registros Hospitalares de Câncer
Relatórios
informatizado que alimenta a base de dados disponível para análise no IntegradorRHC.
Figura 1 – Fluxo de informações no IntegradorRHC
O QUE É SisRHC?
É um programa desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da
COMO O IntegradorRHC PODE AUXILIAR OS GESTORES NA
Silva (INCA), alimentado pelos RHC, para o processamento eletrônico de dados. É específico COMO É O FLUXO DE INFORMAÇÕES DO IntegradorRHC? AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA AOS PACIENTES COM
para utilização em RHC. Esse programa é distribuído gratuitamente a todos os RHC do Brasil, CÂNCER?
e, entre as características básicas importantes para sua utilização em larga escala, Os RHC enviam, a partir da internet, a base de dados consolidada no programa
destacam-se: SisRHC, de acordo com critérios, normas, prazos e temporalidade estabelecidos na Portaria O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre
Ministerial nº 741, de dezembro de 2005. câncer, agilizando o acesso à informação, possibilitando, dessa forma, aos gestores
• Entrada de dados de fácil operacionalização, com críticas internas para validação e Em um primeiro momento, o Coordenador Estadual consolida todas as bases de dados estaduais e nacionais, uma maior compreensão da realidade de cada RHC e da assistência
consistência dos dados. de seu Estado (consolidação estadual). Posteriormente, a Coordenação Nacional faz a prestada aos pacientes com câncer atendidos nas UH.
• Possibilidade de saída de relatórios padronizados para a divulgação dos resultados e consolidação de todas as bases de dados de cada Estado do Brasil (consolidação nacional). A difusão e o livre acesso às informações sobre a assistência oncológica formam a
controle operacional interno do RHC. O processo de consolidação das bases de dados compreende a identificação de casos base fundamental para conhecimento da realidade dessa doença no país, contribuindo para
múltiplos, ou seja, de um mesmo paciente que recebeu assistência em mais de uma UH para definição de políticas públicas e para as ações de vigilância e controle do câncer.
tratar determinado tumor. Por meio desse processo, o caso identificado passa a ser
contabilizado apenas uma vez, com o intuito de não superestimar o número de casos nas
bases consolidadas, tanto estaduais quanto nacional.
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O QUE SÃO REGISTROS HOSPITALARES DE CÂNCER (RHC)? O QUE É IntegradorRHC?

Os Registros Hospitalares de Câncer (RHC) constituem importantes ferramentas da É um sistema web, desenvolvido e implantado em 2007 pelo INCA, para consolidação e Coordenação estadual
vigilância de câncer e caracterizam-se como centros de coleta, armazenamento, divulgação de dados hospitalares provenientes dos RHC do Brasil. Registros Hospitalares de Câncer
processamento, análise e divulgação sistemática e contínua das informações de pacientes As vantagens do sistema para a consolidação dos dados são:
com diagnóstico confirmado de câncer atendidos em uma determinada Unidade Hospitalar Divulgação (Tabulação
(UH). São consideradas elegíveis para cadastro as doenças com comportamento classificado, • Facilidade e rapidez para transmissão de dados. de Dados Brutos)

na Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O), como malignas, • Utilização de dados padronizados. Base de dados dos RHC
neoplasias in situ e alguns tumores de comportamento benigno, incerto ou desconhecido que • Criação de um banco de dados nacional.
tenham sido considerados como de interesse científico para o registro. A informação • Amplo acesso à divulgação dos dados hospitalares.
produzida em um RHC permite avaliar o desempenho institucional na atenção ao paciente • Armazenamento central em local seguro. Coordenação nacional
oncológico. As informações dos RHC são processadas por meio do SisRHC, sistema Registros Hospitalares de Câncer
Relatórios
informatizado que alimenta a base de dados disponível para análise no IntegradorRHC.
Figura 1 – Fluxo de informações no IntegradorRHC

O QUE É SisRHC?

É um programa desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da


COMO O IntegradorRHC PODE AUXILIAR OS GESTORES NA
Silva (INCA), alimentado pelos RHC, para o processamento eletrônico de dados. É específico COMO É O FLUXO DE INFORMAÇÕES DO IntegradorRHC? AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA AOS PACIENTES COM
para utilização em RHC. Esse programa é distribuído gratuitamente a todos os RHC do Brasil, CÂNCER?
e, entre as características básicas importantes para sua utilização em larga escala, Os RHC enviam, a partir da internet, a base de dados consolidada no programa
destacam-se: SisRHC, de acordo com critérios, normas, prazos e temporalidade estabelecidos na Portaria O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre
Ministerial nº 741, de dezembro de 2005. câncer, agilizando o acesso à informação, possibilitando, dessa forma, aos gestores
• Entrada de dados de fácil operacionalização, com críticas internas para validação e Em um primeiro momento, o Coordenador Estadual consolida todas as bases de dados estaduais e nacionais, uma maior compreensão da realidade de cada RHC e da assistência
consistência dos dados. de seu Estado (consolidação estadual). Posteriormente, a Coordenação Nacional faz a prestada aos pacientes com câncer atendidos nas UH.
• Possibilidade de saída de relatórios padronizados para a divulgação dos resultados e consolidação de todas as bases de dados de cada Estado do Brasil (consolidação nacional). A difusão e o livre acesso às informações sobre a assistência oncológica formam a
controle operacional interno do RHC. O processo de consolidação das bases de dados compreende a identificação de casos base fundamental para conhecimento da realidade dessa doença no país, contribuindo para
múltiplos, ou seja, de um mesmo paciente que recebeu assistência em mais de uma UH para definição de políticas públicas e para as ações de vigilância e controle do câncer.
tratar determinado tumor. Por meio desse processo, o caso identificado passa a ser
contabilizado apenas uma vez, com o intuito de não superestimar o número de casos nas
bases consolidadas, tanto estaduais quanto nacional.

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Os Registros Hospitalares de Câncer (RHC) constituem importantes ferramentas da É um sistema web, desenvolvido e implantado em 2007 pelo INCA, para consolidação e Coordenação estadual
vigilância de câncer e caracterizam-se como centros de coleta, armazenamento, divulgação de dados hospitalares provenientes dos RHC do Brasil. Registros Hospitalares de Câncer
processamento, análise e divulgação sistemática e contínua das informações de pacientes As vantagens do sistema para a consolidação dos dados são:
com diagnóstico confirmado de câncer atendidos em uma determinada Unidade Hospitalar Divulgação (Tabulação
(UH). São consideradas elegíveis para cadastro as doenças com comportamento classificado, • Facilidade e rapidez para transmissão de dados. de Dados Brutos)

na Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O), como malignas, • Utilização de dados padronizados. Base de dados dos RHC
neoplasias in situ e alguns tumores de comportamento benigno, incerto ou desconhecido que • Criação de um banco de dados nacional.
tenham sido considerados como de interesse científico para o registro. A informação • Amplo acesso à divulgação dos dados hospitalares.
produzida em um RHC permite avaliar o desempenho institucional na atenção ao paciente • Armazenamento central em local seguro. Coordenação nacional
oncológico. As informações dos RHC são processadas por meio do SisRHC, sistema Registros Hospitalares de Câncer
Relatórios
informatizado que alimenta a base de dados disponível para análise no IntegradorRHC.
Importante: o servidor central fica localizado no INCA, que recebe e armazena os
Figura 1 – Fluxo de informações no IntegradorRHC
dados exportados em uma base central. Os dados exportados pelos RHC trafegam
O QUE É SisRHC? criptografados para garantir a integridade e confidencialidade dos mesmos.

É um programa desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da


COMO O IntegradorRHC PODE AUXILIAR OS GESTORES NA
Silva (INCA), alimentado pelos RHC, para o processamento eletrônico de dados. É específico COMO É O FLUXO DE INFORMAÇÕES DO IntegradorRHC? AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA AOS PACIENTES COM
para utilização em RHC. Esse programa é distribuído gratuitamente a todos os RHC do Brasil, CÂNCER?
e, entre as características básicas importantes para sua utilização em larga escala, Os RHC enviam, a partir da internet, a base de dados consolidada no programa
destacam-se: SisRHC, de acordo com critérios, normas, prazos e temporalidade estabelecidos na Portaria O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre
Ministerial nº 741, de dezembro de 2005. câncer, agilizando o acesso à informação, possibilitando, dessa forma, aos gestores
• Entrada de dados de fácil operacionalização, com críticas internas para validação e Em um primeiro momento, o Coordenador Estadual consolida todas as bases de dados estaduais e nacionais, uma maior compreensão da realidade de cada RHC e da assistência
consistência dos dados. de seu Estado (consolidação estadual). Posteriormente, a Coordenação Nacional faz a prestada aos pacientes com câncer atendidos nas UH.
• Possibilidade de saída de relatórios padronizados para a divulgação dos resultados e consolidação de todas as bases de dados de cada Estado do Brasil (consolidação nacional). A difusão e o livre acesso às informações sobre a assistência oncológica formam a
controle operacional interno do RHC. O processo de consolidação das bases de dados compreende a identificação de casos base fundamental para conhecimento da realidade dessa doença no país, contribuindo para
múltiplos, ou seja, de um mesmo paciente que recebeu assistência em mais de uma UH para definição de políticas públicas e para as ações de vigilância e controle do câncer.
tratar determinado tumor. Por meio desse processo, o caso identificado passa a ser
contabilizado apenas uma vez, com o intuito de não superestimar o número de casos nas
bases consolidadas, tanto estaduais quanto nacional.

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© 2011 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde.

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O QUE SÃO REGISTROS HOSPITALARES DE CÂNCER (RHC)? O QUE É IntegradorRHC?

Os Registros Hospitalares de Câncer (RHC) constituem importantes ferramentas da É um sistema web, desenvolvido e implantado em 2007 pelo INCA, para consolidação e Coordenação estadual
vigilância de câncer e caracterizam-se como centros de coleta, armazenamento, divulgação de dados hospitalares provenientes dos RHC do Brasil. Registros Hospitalares de Câncer
processamento, análise e divulgação sistemática e contínua das informações de pacientes As vantagens do sistema para a consolidação dos dados são:
com diagnóstico confirmado de câncer atendidos em uma determinada Unidade Hospitalar Divulgação (Tabulação
(UH). São consideradas elegíveis para cadastro as doenças com comportamento classificado, • Facilidade e rapidez para transmissão de dados. de Dados Brutos)

na Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O), como malignas, • Utilização de dados padronizados. Base de dados dos RHC
neoplasias in situ e alguns tumores de comportamento benigno, incerto ou desconhecido que • Criação de um banco de dados nacional.
tenham sido considerados como de interesse científico para o registro. A informação • Amplo acesso à divulgação dos dados hospitalares.
produzida em um RHC permite avaliar o desempenho institucional na atenção ao paciente • Armazenamento central em local seguro. Coordenação nacional
oncológico. As informações dos RHC são processadas por meio do SisRHC, sistema Registros Hospitalares de Câncer
Relatórios
informatizado que alimenta a base de dados disponível para análise no IntegradorRHC.
Figura 1 – Fluxo de informações no IntegradorRHC

O QUE É SisRHC?

É um programa desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da


COMO O IntegradorRHC PODE AUXILIAR OS GESTORES NA
Silva (INCA), alimentado pelos RHC, para o processamento eletrônico de dados. É específico COMO É O FLUXO DE INFORMAÇÕES DO IntegradorRHC? AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA AOS PACIENTES COM
para utilização em RHC. Esse programa é distribuído gratuitamente a todos os RHC do Brasil, CÂNCER?
e, entre as características básicas importantes para sua utilização em larga escala, Os RHC enviam, a partir da internet, a base de dados consolidada no programa
destacam-se: SisRHC, de acordo com critérios, normas, prazos e temporalidade estabelecidos na Portaria O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre
Ministerial nº 741, de dezembro de 2005. câncer, agilizando o acesso à informação, possibilitando, dessa forma, aos gestores
• Entrada de dados de fácil operacionalização, com críticas internas para validação e Em um primeiro momento, o Coordenador Estadual consolida todas as bases de dados estaduais e nacionais, uma maior compreensão da realidade de cada RHC e da assistência
consistência dos dados. de seu Estado (consolidação estadual). Posteriormente, a Coordenação Nacional faz a prestada aos pacientes com câncer atendidos nas UH.
• Possibilidade de saída de relatórios padronizados para a divulgação dos resultados e consolidação de todas as bases de dados de cada Estado do Brasil (consolidação nacional). A difusão e o livre acesso às informações sobre a assistência oncológica formam a
controle operacional interno do RHC. O processo de consolidação das bases de dados compreende a identificação de casos base fundamental para conhecimento da realidade dessa doença no país, contribuindo para
múltiplos, ou seja, de um mesmo paciente que recebeu assistência em mais de uma UH para definição de políticas públicas e para as ações de vigilância e controle do câncer.
tratar determinado tumor. Por meio desse processo, o caso identificado passa a ser
contabilizado apenas uma vez, com o intuito de não superestimar o número de casos nas
bases consolidadas, tanto estaduais quanto nacional.

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A neoplasia da mama correspondeu a
RESULTADOS PRELIMINARES aproximadamente 16% do total de neoplasias
registradas no período de 2000 a 2006.
No total, foram analisados 332.048 casos de neoplasia registrados em 93 UH que Analisando somente a neoplasia da mama
encaminharam suas respectivas bases de dados para o IntegradorRHC. feminina, visto que tem grande importância
Cabe ressaltar que essa análise foi realizada a partir das bases de dados originais epidemiológica, observou-se que mais da
dos RHC, ou seja, antes da consolidação das bases de dados1. Portanto, o paciente que Figura 2 – Distribuição percentual do total de casos metade dos casos registrados se
recebeu assistência em mais de uma UH para tratar determinado tumor é contabilizado registrados segundo origem do encaminhamento concentraram em mulheres adultas, na faixa
Fonte: IntegradorRHC.
mais de uma vez. Considerando isso, adverte-se que os dados coletados pelos RHC não etária de 40 a 59 anos (Figura 4).
Nota: 10% dos casos não tinham informação para essa
devem ser utilizados para cálculo de incidência, uma vez que retratam apenas o perfil de variável.
atendimento hospitalar. Figura 5 – Distribuição percentual dos casos Figura 6 – Distribuição percentual dos casos
registrados de neoplasias do colo do útero segundo registrados de neoplasias da próstata segundo faixa
faixa etária etária
Aproximadamente, 42% dos casos Fonte: IntegradorRHC.
Tabulação dos dados no IntegradorRHC chegaram às UH sem diagnóstico e sem Fonte: IntegradorRHC.
tratamento, evidenciando que a rede tem
A tabulação dos dados hospitalares está disponível no site [Link] para o utilizado mecanismos de referência para O câncer do pulmão correspondeu a
público em geral interessado em informações sobre morbidade hospitalar e assistência diagnóstico e tratamento nessas UH. A neoplasia da próstata correspondeu aproximadamente 5% do total de neoplasias
oncológica no Brasil. Esse tabulador contém informações originais das bases dos RHC, a aproximadamente 8% do total de registradas no período de 2000 a 2006. Quase
contudo garante a confidencialidade na identificação de qualquer paciente. neoplasias registradas no período de 2000 a 90% dos casos registrados de neoplasia do
No IntegradorRHC, também estão disponibilizados o manual para o uso do TabNet2 e as 2006. Observa-se um aumento progressivo de pulmão se concentraram na faixa etária de 50
notas técnicas3, com o intuito de auxiliar os usuários na tabulação dos dados. Figura 4 – Distribuição percentual dos casos casos nas faixas etárias mais avançadas anos ou mais (Figura 7).
registrados de neoplasias da mama feminina segundo (Figura 6). Esse resultado se aproxima da
faixa etária informação divulgada pelo INCA, que aponta
QUAL É O PERFIL DOS CASOS QUE CHEGARAM NESSAS UNIDADES
Fonte: IntegradorRHC. um aumento exponencial da incidência do
Figura 3 – Distribuição percentual do total de casos câncer de próstata entre homens com idade
HOSPITALARES QUE ATENDEM CÂNCER? igual ou superior a 50 anos4.
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior
Fonte: IntegradorRHC. A neoplasia do colo do útero
Cerca de 76% dos casos registrados chegaram nas UH encaminhados pela rede do Nota: 11% dos casos não têm informação para essa correspondeu a aproximadamente 13% do
Sistema Único de Saúde (SUS). variável. total de casos registrados no período de 2000
a 2006. Mais de 60% dos casos de neoplasia do
colo do útero se concentraram na faixa etária 4
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de
1
Foram incluídos na análise os casos analíticos e não analíticos. Um caso é analítico para a UH quando a mesma planeja e/ou A seguir, serão apresentadas algumas próstata. Disponível em:<[Link]
realiza o tratamento do paciente. O caso é não analítico para determinada UH quando a mesma apenas realiza complementação de 35 a 64 anos (Figura 5), proporção similar
análises segundo quatro localizações [Link]?ID=339>. Acesso em: 05 ago 2011.
Figura 7 – Distribuição percentual dos casos de
de tratamento ou quando há diagnóstico no momento da necropsia. à observada nos dados de incidência dessa
2
Manual de uso do TabNet disponível em: <[Link] primárias do tumor: mama, colo do útero, neoplasias do pulmão segundo faixa etária
neoplasia no Brasil.
3
Notas Técnicas do IntegradorRHC disponíveis em: <[Link] próstata e pulmão. Fonte: IntegradorRHC.
5 6 7

Em grande parte dos casos registrados Analisando os casos registrados de A maior parte dos pacientes com
de neoplasia da mama, do colo do útero e da neoplasia segundo a base do diagnóstico do neoplasia de mama e de próstata deu entrada
próstata, os pacientes apresentavam 1º grau tumor, observou-se que mama, colo do útero e nas UH com estádio II do tumor. Já entre os
incompleto. Observou-se que os pacientes próstata apresentaram excelente qualidade pacientes com neoplasia do colo do útero e do
com neoplasia do pulmão apresentavam diagnóstica, visto que mais de 95% dos casos pulmão, grande parte chegou com estádio II e
menor grau de instrução. Cerca de 66% dos tiveram como base do diagnóstico a histologia III; III e IV, respectivamente (Figura 11).
pacientes eram analfabetos e apenas 0,1% do tumor primário (Tabela 1). Observou-se que 12% dos casos
deles apresentava nível superior. O menor percentual de verificação registrados de neoplasia do colo do útero
Figura 9 – Distribuição percentual dos casos histológica ocorreu para neoplasia do pulmão, chegaram nessas UH com estádio 0 (in situ).
registrados segundo origem do encaminhamento mas cerca de 89% dos tumores registrados
Fonte: IntegradorRHC.
Cabe ressaltar que muitos desses casos são Figura 11 – Distribuição percentual dos casos Figura 12 – Distribuição percentual dos casos
com essa localização tiveram verificação tratados ambulatorialmente. registrados de neoplasias segundo estadiamento do registrados segundo estado da doença ao final do
microscópica (histologia ou citologia). O percentual de casos que chegaram tumor primeiro tratamento
em estádio inicial do tumor é muito baixo, Fonte: IntegradorRHC. Fonte: IntegradorRHC.
Na maior parte dos casos registrados Nota: Percentual de sem informação: 34% para próstata; Nota: Percentual de sem informação: 22% para próstata;
de neoplasia do colo do útero (57%) e da especialmente para neoplasias de próstata e 20% para mama, colo do útero e pulmão.
28% para pulmão e 17% para mama e colo do útero.
Tabela 1 – Número absoluto e percentual de casos pulmão, que se aproximam de zero (Figura 11).
próstata (47%), o paciente deu entrada nessas segundo a base do diagnóstico do tumor
UH para iniciar o tratamento. Entre os casos Sabe-se que a neoplasia do pulmão, em
geral, é detectada em estádios avançados,
de neoplasia do pulmão, 45% deram entrada CONSIDERAÇÕES FINAIS
Base do Mama Colo do útero Próstata Pulmão
diagnósco Em relação ao estado da doença ao
para realizar o diagnóstico e tratamento. Em
N % N % N % N % uma vez que a sintomatologia nos estádios
Histologia do final do primeiro tratamento, observou-se
relação aos casos de neoplasia da mama, a tumor primário
50.287 95,8 33.110 95,6 26.433 96,2 12.396 77,0
iniciais é pouco comum.
que a maior parte dos casos registrados de Espera-se que essa análise possa servir
distribuição percentual foi parcialmente
Exames clínicos
Em relação à análise do estadiamento
Figura 8 – Distribuição percentual dos casos
e/ou patologia 916 1,7 459 1,3 668 2,4 335 2,1
neoplasias da mama e do colo do útero como modelo para que gestores estaduais,
homogênea entre as categorias (Figura 10).
clínica
dos tumores, deve ser ponderado que, pelo fato
registrados segundo grau de instrução do paciente Exames por
221 0,4 37 0,1 117 0,4 500 3,1 apresentou remissão completa da doença ao gestores hospitalares e população em geral
Fonte: IntegradorRHC.
imagem de esse relatório trabalhar com casos analíticos
Endoscopia 25 0,0 9 0,0 9 0,0 92 0,6 final do primeiro tratamento. possam conhecer as potencialidades do
e não analíticos, esses últimos provavelmente
Cirurgia Entre os casos registrados de IntegradorRHC e utilizar seu tabulador de
Exploradora/ 298 0,6 159 0,5 72 0,3 76 0,5
estão realizando complementação de
necropsia neoplasia da próstata, apenas 28% dados a fim de traçar um panorama da
Entre todas as topografias selecionadas,
Citologia ou tratamento, o que superestima a proporção de
hematologia
375 0,7 770 2,2 23 0,1 1.962 12,2
apresentou remissão completa ao final do assistência oncológica, de acordo com seu
observou-se que a maioria dos pacientes foi estádios avançados.
Histologia da
metástase
345 0,7 78 0,2 141 0,5 741 4,6 primeiro tratamento. interesse5.
encaminhada às UH pela rede do SUS, Total 52.467 100,0 34.622 100,0 27.463 100,0 16.102 100,0
Cerca de 34% dos pacientes com
especialmente as pacientes com neoplasia do Fonte: IntegradorRHC. neoplasia do pulmão foram ao óbito ao final
colo do útero (Figura 9). Nota: Total excluindo os casos sem informação. Percentual do primeiro tratamento e apenas 6%
de sem informação: 0,8% mama; 0,3% colo do útero; 1,0% apresentaram remissão completa da doença. 5
As informações analisadas referem-se às bases de dados
próstata e 1,3% pulmão. consolidadas pelos RHC, obtidas por meio do tabulador de
Isso, possivelmente, se deve ao fato de dados do IntegradorRHC, encaminhadas até 26 de agosto de
Figura 10 – Distribuição percentual dos casos grande parte dos casos chegar às UH em 2010 e com data da primeira consulta na UH entre 2000 e
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior estádio avançado. 2006.
Fonte: IntegradorRHC.
8 9 10
A neoplasia da mama correspondeu a
RESULTADOS PRELIMINARES aproximadamente 16% do total de neoplasias
registradas no período de 2000 a 2006.
No total, foram analisados 332.048 casos de neoplasia registrados em 93 UH que Analisando somente a neoplasia da mama
encaminharam suas respectivas bases de dados para o IntegradorRHC. feminina, visto que tem grande importância
Cabe ressaltar que essa análise foi realizada a partir das bases de dados originais epidemiológica, observou-se que mais da
dos RHC, ou seja, antes da consolidação das bases de dados1. Portanto, o paciente que Figura 2 – Distribuição percentual do total de casos metade dos casos registrados se
recebeu assistência em mais de uma UH para tratar determinado tumor é contabilizado registrados segundo origem do encaminhamento concentraram em mulheres adultas, na faixa
Fonte: IntegradorRHC.
mais de uma vez. Considerando isso, adverte-se que os dados coletados pelos RHC não etária de 40 a 59 anos (Figura 4).
Nota: 10% dos casos não tinham informação para essa
devem ser utilizados para cálculo de incidência, uma vez que retratam apenas o perfil de variável.
atendimento hospitalar. Figura 5 – Distribuição percentual dos casos Figura 6 – Distribuição percentual dos casos
registrados de neoplasias do colo do útero segundo registrados de neoplasias da próstata segundo faixa
faixa etária etária
Aproximadamente, 42% dos casos Fonte: IntegradorRHC.
chegaram às UH sem diagnóstico e sem Fonte: IntegradorRHC.
tratamento, evidenciando que a rede tem
utilizado mecanismos de referência para O câncer do pulmão correspondeu a
diagnóstico e tratamento nessas UH. A neoplasia da próstata correspondeu aproximadamente 5% do total de neoplasias
a aproximadamente 8% do total de registradas no período de 2000 a 2006. Quase
neoplasias registradas no período de 2000 a 90% dos casos registrados de neoplasia do
2006. Observa-se um aumento progressivo de pulmão se concentraram na faixa etária de 50
Figura 4 – Distribuição percentual dos casos casos nas faixas etárias mais avançadas anos ou mais (Figura 7).
registrados de neoplasias da mama feminina segundo (Figura 6). Esse resultado se aproxima da
faixa etária informação divulgada pelo INCA, que aponta
QUAL É O PERFIL DOS CASOS QUE CHEGARAM NESSAS UNIDADES
Fonte: IntegradorRHC. um aumento exponencial da incidência do
Figura 3 – Distribuição percentual do total de casos câncer de próstata entre homens com idade
HOSPITALARES QUE ATENDEM CÂNCER? igual ou superior a 50 anos4.
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior
Fonte: IntegradorRHC. A neoplasia do colo do útero
Cerca de 76% dos casos registrados chegaram nas UH encaminhados pela rede do Nota: 11% dos casos não têm informação para essa correspondeu a aproximadamente 13% do
Sistema Único de Saúde (SUS). variável. total de casos registrados no período de 2000
a 2006. Mais de 60% dos casos de neoplasia do
colo do útero se concentraram na faixa etária 4
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de
1
Foram incluídos na análise os casos analíticos e não analíticos. Um caso é analítico para a UH quando a mesma planeja e/ou A seguir, serão apresentadas algumas próstata. Disponível em:<[Link]
realiza o tratamento do paciente. O caso é não analítico para determinada UH quando a mesma apenas realiza complementação de 35 a 64 anos (Figura 5), proporção similar
análises segundo quatro localizações [Link]?ID=339>. Acesso em: 05 ago 2011.
Figura 7 – Distribuição percentual dos casos de
de tratamento ou quando há diagnóstico no momento da necropsia. à observada nos dados de incidência dessa
2
Manual de uso do TabNet disponível em: <[Link] primárias do tumor: mama, colo do útero, neoplasias do pulmão segundo faixa etária
neoplasia no Brasil.
3
Notas Técnicas do IntegradorRHC disponíveis em: <[Link] próstata e pulmão. Fonte: IntegradorRHC.
5 6 7

Em grande parte dos casos registrados Analisando os casos registrados de A maior parte dos pacientes com
de neoplasia da mama, do colo do útero e da neoplasia segundo a base do diagnóstico do neoplasia de mama e de próstata deu entrada
próstata, os pacientes apresentavam 1º grau tumor, observou-se que mama, colo do útero e nas UH com estádio II do tumor. Já entre os
incompleto. Observou-se que os pacientes próstata apresentaram excelente qualidade pacientes com neoplasia do colo do útero e do
com neoplasia do pulmão apresentavam diagnóstica, visto que mais de 95% dos casos pulmão, grande parte chegou com estádio II e
menor grau de instrução. Cerca de 66% dos tiveram como base do diagnóstico a histologia III; III e IV, respectivamente (Figura 11).
pacientes eram analfabetos e apenas 0,1% do tumor primário (Tabela 1). Observou-se que 12% dos casos
deles apresentava nível superior. O menor percentual de verificação registrados de neoplasia do colo do útero
Figura 9 – Distribuição percentual dos casos histológica ocorreu para neoplasia do pulmão, chegaram nessas UH com estádio 0 (in situ).
registrados segundo origem do encaminhamento mas cerca de 89% dos tumores registrados
Fonte: IntegradorRHC.
Cabe ressaltar que muitos desses casos são Figura 11 – Distribuição percentual dos casos Figura 12 – Distribuição percentual dos casos
com essa localização tiveram verificação tratados ambulatorialmente. registrados de neoplasias segundo estadiamento do registrados segundo estado da doença ao final do
microscópica (histologia ou citologia). O percentual de casos que chegaram tumor primeiro tratamento
em estádio inicial do tumor é muito baixo, Fonte: IntegradorRHC. Fonte: IntegradorRHC.
Na maior parte dos casos registrados Nota: Percentual de sem informação: 34% para próstata; Nota: Percentual de sem informação: 22% para próstata;
de neoplasia do colo do útero (57%) e da especialmente para neoplasias de próstata e 20% para mama, colo do útero e pulmão.
28% para pulmão e 17% para mama e colo do útero.
Tabela 1 – Número absoluto e percentual de casos pulmão, que se aproximam de zero (Figura 11).
próstata (47%), o paciente deu entrada nessas segundo a base do diagnóstico do tumor
UH para iniciar o tratamento. Entre os casos Sabe-se que a neoplasia do pulmão, em
geral, é detectada em estádios avançados,
de neoplasia do pulmão, 45% deram entrada CONSIDERAÇÕES FINAIS
Base do Mama Colo do útero Próstata Pulmão
diagnósco Em relação ao estado da doença ao
para realizar o diagnóstico e tratamento. Em
N % N % N % N % uma vez que a sintomatologia nos estádios
Histologia do final do primeiro tratamento, observou-se
relação aos casos de neoplasia da mama, a tumor primário
50.287 95,8 33.110 95,6 26.433 96,2 12.396 77,0
iniciais é pouco comum.
que a maior parte dos casos registrados de Espera-se que essa análise possa servir
distribuição percentual foi parcialmente
Exames clínicos
Em relação à análise do estadiamento
Figura 8 – Distribuição percentual dos casos
e/ou patologia 916 1,7 459 1,3 668 2,4 335 2,1
neoplasias da mama e do colo do útero como modelo para que gestores estaduais,
homogênea entre as categorias (Figura 10).
clínica
dos tumores, deve ser ponderado que, pelo fato
registrados segundo grau de instrução do paciente Exames por
221 0,4 37 0,1 117 0,4 500 3,1 apresentou remissão completa da doença ao gestores hospitalares e população em geral
Fonte: IntegradorRHC.
imagem de esse relatório trabalhar com casos analíticos
Endoscopia 25 0,0 9 0,0 9 0,0 92 0,6 final do primeiro tratamento. possam conhecer as potencialidades do
e não analíticos, esses últimos provavelmente
Cirurgia Entre os casos registrados de IntegradorRHC e utilizar seu tabulador de
Exploradora/ 298 0,6 159 0,5 72 0,3 76 0,5
estão realizando complementação de
necropsia neoplasia da próstata, apenas 28% dados a fim de traçar um panorama da
Entre todas as topografias selecionadas,
Citologia ou tratamento, o que superestima a proporção de
hematologia
375 0,7 770 2,2 23 0,1 1.962 12,2
apresentou remissão completa ao final do assistência oncológica, de acordo com seu
observou-se que a maioria dos pacientes foi estádios avançados.
Histologia da
metástase
345 0,7 78 0,2 141 0,5 741 4,6 primeiro tratamento. interesse5.
encaminhada às UH pela rede do SUS, Total 52.467 100,0 34.622 100,0 27.463 100,0 16.102 100,0
Cerca de 34% dos pacientes com
especialmente as pacientes com neoplasia do Fonte: IntegradorRHC. neoplasia do pulmão foram ao óbito ao final
colo do útero (Figura 9). Nota: Total excluindo os casos sem informação. Percentual do primeiro tratamento e apenas 6%
de sem informação: 0,8% mama; 0,3% colo do útero; 1,0% apresentaram remissão completa da doença. 5
As informações analisadas referem-se às bases de dados
próstata e 1,3% pulmão. consolidadas pelos RHC, obtidas por meio do tabulador de
Isso, possivelmente, se deve ao fato de dados do IntegradorRHC, encaminhadas até 26 de agosto de
Figura 10 – Distribuição percentual dos casos grande parte dos casos chegar às UH em 2010 e com data da primeira consulta na UH entre 2000 e
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior estádio avançado. 2006.
Fonte: IntegradorRHC.
8 9 10
A neoplasia da mama correspondeu a
RESULTADOS PRELIMINARES aproximadamente 16% do total de neoplasias
registradas no período de 2000 a 2006.
No total, foram analisados 332.048 casos de neoplasia registrados em 93 UH que Analisando somente a neoplasia da mama
encaminharam suas respectivas bases de dados para o IntegradorRHC. feminina, visto que tem grande importância
Cabe ressaltar que essa análise foi realizada a partir das bases de dados originais epidemiológica, observou-se que mais da
dos RHC, ou seja, antes da consolidação das bases de dados1. Portanto, o paciente que Figura 2 – Distribuição percentual do total de casos metade dos casos registrados se
recebeu assistência em mais de uma UH para tratar determinado tumor é contabilizado registrados segundo origem do encaminhamento concentraram em mulheres adultas, na faixa
Fonte: IntegradorRHC.
mais de uma vez. Considerando isso, adverte-se que os dados coletados pelos RHC não etária de 40 a 59 anos (Figura 4).
Nota: 10% dos casos não tinham informação para essa
devem ser utilizados para cálculo de incidência, uma vez que retratam apenas o perfil de variável.
atendimento hospitalar. Figura 5 – Distribuição percentual dos casos Figura 6 – Distribuição percentual dos casos
registrados de neoplasias do colo do útero segundo registrados de neoplasias da próstata segundo faixa
faixa etária etária
Aproximadamente, 42% dos casos Fonte: IntegradorRHC.
chegaram às UH sem diagnóstico e sem Fonte: IntegradorRHC.
tratamento, evidenciando que a rede tem
utilizado mecanismos de referência para O câncer do pulmão correspondeu a
diagnóstico e tratamento nessas UH. A neoplasia da próstata correspondeu aproximadamente 5% do total de neoplasias
a aproximadamente 8% do total de registradas no período de 2000 a 2006. Quase
neoplasias registradas no período de 2000 a 90% dos casos registrados de neoplasia do
2006. Observa-se um aumento progressivo de pulmão se concentraram na faixa etária de 50
Figura 4 – Distribuição percentual dos casos casos nas faixas etárias mais avançadas anos ou mais (Figura 7).
registrados de neoplasias da mama feminina segundo (Figura 6). Esse resultado se aproxima da
faixa etária informação divulgada pelo INCA, que aponta
QUAL É O PERFIL DOS CASOS QUE CHEGARAM NESSAS UNIDADES
Fonte: IntegradorRHC. um aumento exponencial da incidência do
Figura 3 – Distribuição percentual do total de casos câncer de próstata entre homens com idade
HOSPITALARES QUE ATENDEM CÂNCER? igual ou superior a 50 anos4.
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior
Fonte: IntegradorRHC. A neoplasia do colo do útero
Cerca de 76% dos casos registrados chegaram nas UH encaminhados pela rede do Nota: 11% dos casos não têm informação para essa correspondeu a aproximadamente 13% do
Sistema Único de Saúde (SUS). variável. total de casos registrados no período de 2000
a 2006. Mais de 60% dos casos de neoplasia do
colo do útero se concentraram na faixa etária 4
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de
1
Foram incluídos na análise os casos analíticos e não analíticos. Um caso é analítico para a UH quando a mesma planeja e/ou A seguir, serão apresentadas algumas próstata. Disponível em:<[Link]
realiza o tratamento do paciente. O caso é não analítico para determinada UH quando a mesma apenas realiza complementação de 35 a 64 anos (Figura 5), proporção similar
análises segundo quatro localizações [Link]?ID=339>. Acesso em: 05 ago 2011.
Figura 7 – Distribuição percentual dos casos de
de tratamento ou quando há diagnóstico no momento da necropsia. à observada nos dados de incidência dessa
2
Manual de uso do TabNet disponível em: <[Link] primárias do tumor: mama, colo do útero, neoplasias do pulmão segundo faixa etária
neoplasia no Brasil.
3
Notas Técnicas do IntegradorRHC disponíveis em: <[Link] próstata e pulmão. Fonte: IntegradorRHC.
5 6 7

Em grande parte dos casos registrados Analisando os casos registrados de A maior parte dos pacientes com
de neoplasia da mama, do colo do útero e da neoplasia segundo a base do diagnóstico do neoplasia de mama e de próstata deu entrada
próstata, os pacientes apresentavam 1º grau tumor, observou-se que mama, colo do útero e nas UH com estádio II do tumor. Já entre os
incompleto. Observou-se que os pacientes próstata apresentaram excelente qualidade pacientes com neoplasia do colo do útero e do
com neoplasia do pulmão apresentavam diagnóstica, visto que mais de 95% dos casos pulmão, grande parte chegou com estádio II e
menor grau de instrução. Cerca de 66% dos tiveram como base do diagnóstico a histologia III; III e IV, respectivamente (Figura 11).
pacientes eram analfabetos e apenas 0,1% do tumor primário (Tabela 1). Observou-se que 12% dos casos
deles apresentava nível superior. O menor percentual de verificação registrados de neoplasia do colo do útero
Figura 9 – Distribuição percentual dos casos histológica ocorreu para neoplasia do pulmão, chegaram nessas UH com estádio 0 (in situ).
registrados segundo origem do encaminhamento mas cerca de 89% dos tumores registrados
Fonte: IntegradorRHC.
Cabe ressaltar que muitos desses casos são Figura 11 – Distribuição percentual dos casos Figura 12 – Distribuição percentual dos casos
com essa localização tiveram verificação tratados ambulatorialmente. registrados de neoplasias segundo estadiamento do registrados segundo estado da doença ao final do
microscópica (histologia ou citologia). O percentual de casos que chegaram tumor primeiro tratamento
em estádio inicial do tumor é muito baixo, Fonte: IntegradorRHC. Fonte: IntegradorRHC.
Na maior parte dos casos registrados Nota: Percentual de sem informação: 34% para próstata; Nota: Percentual de sem informação: 22% para próstata;
de neoplasia do colo do útero (57%) e da especialmente para neoplasias de próstata e 20% para mama, colo do útero e pulmão.
28% para pulmão e 17% para mama e colo do útero.
Tabela 1 – Número absoluto e percentual de casos pulmão, que se aproximam de zero (Figura 11).
próstata (47%), o paciente deu entrada nessas segundo a base do diagnóstico do tumor
UH para iniciar o tratamento. Entre os casos Sabe-se que a neoplasia do pulmão, em
geral, é detectada em estádios avançados,
de neoplasia do pulmão, 45% deram entrada CONSIDERAÇÕES FINAIS
Base do Mama Colo do útero Próstata Pulmão
diagnósco Em relação ao estado da doença ao
para realizar o diagnóstico e tratamento. Em
N % N % N % N % uma vez que a sintomatologia nos estádios
Histologia do final do primeiro tratamento, observou-se
relação aos casos de neoplasia da mama, a tumor primário
50.287 95,8 33.110 95,6 26.433 96,2 12.396 77,0
iniciais é pouco comum.
que a maior parte dos casos registrados de Espera-se que essa análise possa servir
distribuição percentual foi parcialmente
Exames clínicos
Em relação à análise do estadiamento
Figura 8 – Distribuição percentual dos casos
e/ou patologia 916 1,7 459 1,3 668 2,4 335 2,1
neoplasias da mama e do colo do útero como modelo para que gestores estaduais,
homogênea entre as categorias (Figura 10).
clínica
dos tumores, deve ser ponderado que, pelo fato
registrados segundo grau de instrução do paciente Exames por
221 0,4 37 0,1 117 0,4 500 3,1 apresentou remissão completa da doença ao gestores hospitalares e população em geral
Fonte: IntegradorRHC.
imagem de esse relatório trabalhar com casos analíticos
Endoscopia 25 0,0 9 0,0 9 0,0 92 0,6 final do primeiro tratamento. possam conhecer as potencialidades do
e não analíticos, esses últimos provavelmente
Cirurgia Entre os casos registrados de IntegradorRHC e utilizar seu tabulador de
Exploradora/ 298 0,6 159 0,5 72 0,3 76 0,5
estão realizando complementação de
necropsia neoplasia da próstata, apenas 28% dados a fim de traçar um panorama da
Entre todas as topografias selecionadas,
Citologia ou tratamento, o que superestima a proporção de
hematologia
375 0,7 770 2,2 23 0,1 1.962 12,2
apresentou remissão completa ao final do assistência oncológica, de acordo com seu
observou-se que a maioria dos pacientes foi estádios avançados.
Histologia da
metástase
345 0,7 78 0,2 141 0,5 741 4,6 primeiro tratamento. interesse5.
encaminhada às UH pela rede do SUS, Total 52.467 100,0 34.622 100,0 27.463 100,0 16.102 100,0
Cerca de 34% dos pacientes com
especialmente as pacientes com neoplasia do Fonte: IntegradorRHC. neoplasia do pulmão foram ao óbito ao final
colo do útero (Figura 9). Nota: Total excluindo os casos sem informação. Percentual do primeiro tratamento e apenas 6%
de sem informação: 0,8% mama; 0,3% colo do útero; 1,0% apresentaram remissão completa da doença. 5
As informações analisadas referem-se às bases de dados
próstata e 1,3% pulmão. consolidadas pelos RHC, obtidas por meio do tabulador de
Isso, possivelmente, se deve ao fato de dados do IntegradorRHC, encaminhadas até 26 de agosto de
Figura 10 – Distribuição percentual dos casos grande parte dos casos chegar às UH em 2010 e com data da primeira consulta na UH entre 2000 e
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior estádio avançado. 2006.
Fonte: IntegradorRHC.
8 9 10
A neoplasia da mama correspondeu a
RESULTADOS PRELIMINARES aproximadamente 16% do total de neoplasias
registradas no período de 2000 a 2006.
No total, foram analisados 332.048 casos de neoplasia registrados em 93 UH que Analisando somente a neoplasia da mama
encaminharam suas respectivas bases de dados para o IntegradorRHC. feminina, visto que tem grande importância
Cabe ressaltar que essa análise foi realizada a partir das bases de dados originais epidemiológica, observou-se que mais da
dos RHC, ou seja, antes da consolidação das bases de dados1. Portanto, o paciente que Figura 2 – Distribuição percentual do total de casos metade dos casos registrados se
recebeu assistência em mais de uma UH para tratar determinado tumor é contabilizado registrados segundo origem do encaminhamento concentraram em mulheres adultas, na faixa
Fonte: IntegradorRHC.
mais de uma vez. Considerando isso, adverte-se que os dados coletados pelos RHC não etária de 40 a 59 anos (Figura 4).
Nota: 10% dos casos não tinham informação para essa
devem ser utilizados para cálculo de incidência, uma vez que retratam apenas o perfil de variável.
atendimento hospitalar. Figura 5 – Distribuição percentual dos casos Figura 6 – Distribuição percentual dos casos
registrados de neoplasias do colo do útero segundo registrados de neoplasias da próstata segundo faixa
faixa etária etária
Aproximadamente, 42% dos casos Fonte: IntegradorRHC.
chegaram às UH sem diagnóstico e sem Fonte: IntegradorRHC.
tratamento, evidenciando que a rede tem
utilizado mecanismos de referência para O câncer do pulmão correspondeu a
diagnóstico e tratamento nessas UH. A neoplasia da próstata correspondeu aproximadamente 5% do total de neoplasias
a aproximadamente 8% do total de registradas no período de 2000 a 2006. Quase
neoplasias registradas no período de 2000 a 90% dos casos registrados de neoplasia do
2006. Observa-se um aumento progressivo de pulmão se concentraram na faixa etária de 50
Figura 4 – Distribuição percentual dos casos casos nas faixas etárias mais avançadas anos ou mais (Figura 7).
registrados de neoplasias da mama feminina segundo (Figura 6). Esse resultado se aproxima da
faixa etária informação divulgada pelo INCA, que aponta
QUAL É O PERFIL DOS CASOS QUE CHEGARAM NESSAS UNIDADES
Fonte: IntegradorRHC. um aumento exponencial da incidência do
Figura 3 – Distribuição percentual do total de casos câncer de próstata entre homens com idade
HOSPITALARES QUE ATENDEM CÂNCER? igual ou superior a 50 anos4.
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior
Fonte: IntegradorRHC. A neoplasia do colo do útero
Cerca de 76% dos casos registrados chegaram nas UH encaminhados pela rede do Nota: 11% dos casos não têm informação para essa correspondeu a aproximadamente 13% do
Sistema Único de Saúde (SUS). variável. total de casos registrados no período de 2000
a 2006. Mais de 60% dos casos de neoplasia do
colo do útero se concentraram na faixa etária 4
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de
1
Foram incluídos na análise os casos analíticos e não analíticos. Um caso é analítico para a UH quando a mesma planeja e/ou A seguir, serão apresentadas algumas próstata. Disponível em:<[Link]
realiza o tratamento do paciente. O caso é não analítico para determinada UH quando a mesma apenas realiza complementação de 35 a 64 anos (Figura 5), proporção similar
análises segundo quatro localizações [Link]?ID=339>. Acesso em: 05 ago 2011.
Figura 7 – Distribuição percentual dos casos de
de tratamento ou quando há diagnóstico no momento da necropsia. à observada nos dados de incidência dessa
2
Manual de uso do TabNet disponível em: <[Link] primárias do tumor: mama, colo do útero, neoplasias do pulmão segundo faixa etária
neoplasia no Brasil.
3
Notas Técnicas do IntegradorRHC disponíveis em: <[Link] próstata e pulmão. Fonte: IntegradorRHC.
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Em grande parte dos casos registrados Analisando os casos registrados de A maior parte dos pacientes com
de neoplasia da mama, do colo do útero e da neoplasia segundo a base do diagnóstico do neoplasia de mama e de próstata deu entrada
próstata, os pacientes apresentavam 1º grau tumor, observou-se que mama, colo do útero e nas UH com estádio II do tumor. Já entre os
incompleto. Observou-se que os pacientes próstata apresentaram excelente qualidade pacientes com neoplasia do colo do útero e do
com neoplasia do pulmão apresentavam diagnóstica, visto que mais de 95% dos casos pulmão, grande parte chegou com estádio II e
menor grau de instrução. Cerca de 66% dos tiveram como base do diagnóstico a histologia III; III e IV, respectivamente (Figura 11).
pacientes eram analfabetos e apenas 0,1% do tumor primário (Tabela 1). Observou-se que 12% dos casos
deles apresentava nível superior. O menor percentual de verificação registrados de neoplasia do colo do útero
Figura 9 – Distribuição percentual dos casos histológica ocorreu para neoplasia do pulmão, chegaram nessas UH com estádio 0 (in situ).
registrados segundo origem do encaminhamento mas cerca de 89% dos tumores registrados
Fonte: IntegradorRHC.
Cabe ressaltar que muitos desses casos são Figura 11 – Distribuição percentual dos casos Figura 12 – Distribuição percentual dos casos
com essa localização tiveram verificação tratados ambulatorialmente. registrados de neoplasias segundo estadiamento do registrados segundo estado da doença ao final do
microscópica (histologia ou citologia). O percentual de casos que chegaram tumor primeiro tratamento
em estádio inicial do tumor é muito baixo, Fonte: IntegradorRHC. Fonte: IntegradorRHC.
Na maior parte dos casos registrados Nota: Percentual de sem informação: 34% para próstata; Nota: Percentual de sem informação: 22% para próstata;
de neoplasia do colo do útero (57%) e da especialmente para neoplasias de próstata e 20% para mama, colo do útero e pulmão.
28% para pulmão e 17% para mama e colo do útero.
Tabela 1 – Número absoluto e percentual de casos pulmão, que se aproximam de zero (Figura 11).
próstata (47%), o paciente deu entrada nessas segundo a base do diagnóstico do tumor
UH para iniciar o tratamento. Entre os casos Sabe-se que a neoplasia do pulmão, em
geral, é detectada em estádios avançados,
de neoplasia do pulmão, 45% deram entrada CONSIDERAÇÕES FINAIS
Base do Mama Colo do útero Próstata Pulmão
diagnósco Em relação ao estado da doença ao
para realizar o diagnóstico e tratamento. Em
N % N % N % N % uma vez que a sintomatologia nos estádios
Histologia do final do primeiro tratamento, observou-se
relação aos casos de neoplasia da mama, a tumor primário
50.287 95,8 33.110 95,6 26.433 96,2 12.396 77,0
iniciais é pouco comum.
que a maior parte dos casos registrados de Espera-se que essa análise possa servir
distribuição percentual foi parcialmente
Exames clínicos
Em relação à análise do estadiamento
Figura 8 – Distribuição percentual dos casos
e/ou patologia 916 1,7 459 1,3 668 2,4 335 2,1
neoplasias da mama e do colo do útero como modelo para que gestores estaduais,
homogênea entre as categorias (Figura 10).
clínica
dos tumores, deve ser ponderado que, pelo fato
registrados segundo grau de instrução do paciente Exames por
221 0,4 37 0,1 117 0,4 500 3,1 apresentou remissão completa da doença ao gestores hospitalares e população em geral
Fonte: IntegradorRHC.
imagem de esse relatório trabalhar com casos analíticos
Endoscopia 25 0,0 9 0,0 9 0,0 92 0,6 final do primeiro tratamento. possam conhecer as potencialidades do
e não analíticos, esses últimos provavelmente
Cirurgia Entre os casos registrados de IntegradorRHC e utilizar seu tabulador de
Exploradora/ 298 0,6 159 0,5 72 0,3 76 0,5
estão realizando complementação de
necropsia neoplasia da próstata, apenas 28% dados a fim de traçar um panorama da
Entre todas as topografias selecionadas,
Citologia ou tratamento, o que superestima a proporção de
hematologia
375 0,7 770 2,2 23 0,1 1.962 12,2
apresentou remissão completa ao final do assistência oncológica, de acordo com seu
observou-se que a maioria dos pacientes foi estádios avançados.
Histologia da
metástase
345 0,7 78 0,2 141 0,5 741 4,6 primeiro tratamento. interesse5.
encaminhada às UH pela rede do SUS, Total 52.467 100,0 34.622 100,0 27.463 100,0 16.102 100,0
Cerca de 34% dos pacientes com
especialmente as pacientes com neoplasia do Fonte: IntegradorRHC. neoplasia do pulmão foram ao óbito ao final
colo do útero (Figura 9). Nota: Total excluindo os casos sem informação. Percentual do primeiro tratamento e apenas 6%
de sem informação: 0,8% mama; 0,3% colo do útero; 1,0% apresentaram remissão completa da doença. 5
As informações analisadas referem-se às bases de dados
próstata e 1,3% pulmão. consolidadas pelos RHC, obtidas por meio do tabulador de
Isso, possivelmente, se deve ao fato de dados do IntegradorRHC, encaminhadas até 26 de agosto de
Figura 10 – Distribuição percentual dos casos grande parte dos casos chegar às UH em 2010 e com data da primeira consulta na UH entre 2000 e
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior estádio avançado. 2006.
Fonte: IntegradorRHC.
8 9 10
A neoplasia da mama correspondeu a
RESULTADOS PRELIMINARES aproximadamente 16% do total de neoplasias
registradas no período de 2000 a 2006.
No total, foram analisados 332.048 casos de neoplasia registrados em 93 UH que Analisando somente a neoplasia da mama
encaminharam suas respectivas bases de dados para o IntegradorRHC. feminina, visto que tem grande importância
Cabe ressaltar que essa análise foi realizada a partir das bases de dados originais epidemiológica, observou-se que mais da
dos RHC, ou seja, antes da consolidação das bases de dados1. Portanto, o paciente que Figura 2 – Distribuição percentual do total de casos metade dos casos registrados se
recebeu assistência em mais de uma UH para tratar determinado tumor é contabilizado registrados segundo origem do encaminhamento concentraram em mulheres adultas, na faixa
Fonte: IntegradorRHC.
mais de uma vez. Considerando isso, adverte-se que os dados coletados pelos RHC não etária de 40 a 59 anos (Figura 4).
Nota: 10% dos casos não tinham informação para essa
devem ser utilizados para cálculo de incidência, uma vez que retratam apenas o perfil de variável.
atendimento hospitalar. Figura 5 – Distribuição percentual dos casos Figura 6 – Distribuição percentual dos casos
registrados de neoplasias do colo do útero segundo registrados de neoplasias da próstata segundo faixa
faixa etária etária
Aproximadamente, 42% dos casos Fonte: IntegradorRHC.
chegaram às UH sem diagnóstico e sem Fonte: IntegradorRHC.
tratamento, evidenciando que a rede tem
utilizado mecanismos de referência para O câncer do pulmão correspondeu a
diagnóstico e tratamento nessas UH. A neoplasia da próstata correspondeu aproximadamente 5% do total de neoplasias
a aproximadamente 8% do total de registradas no período de 2000 a 2006. Quase
neoplasias registradas no período de 2000 a 90% dos casos registrados de neoplasia do
2006. Observa-se um aumento progressivo de pulmão se concentraram na faixa etária de 50
Figura 4 – Distribuição percentual dos casos casos nas faixas etárias mais avançadas anos ou mais (Figura 7).
registrados de neoplasias da mama feminina segundo (Figura 6). Esse resultado se aproxima da
faixa etária informação divulgada pelo INCA, que aponta
QUAL É O PERFIL DOS CASOS QUE CHEGARAM NESSAS UNIDADES
Fonte: IntegradorRHC. um aumento exponencial da incidência do
Figura 3 – Distribuição percentual do total de casos câncer de próstata entre homens com idade
HOSPITALARES QUE ATENDEM CÂNCER? igual ou superior a 50 anos4.
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior
Fonte: IntegradorRHC. A neoplasia do colo do útero
Cerca de 76% dos casos registrados chegaram nas UH encaminhados pela rede do Nota: 11% dos casos não têm informação para essa correspondeu a aproximadamente 13% do
Sistema Único de Saúde (SUS). variável. total de casos registrados no período de 2000
a 2006. Mais de 60% dos casos de neoplasia do
colo do útero se concentraram na faixa etária 4
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de
1
Foram incluídos na análise os casos analíticos e não analíticos. Um caso é analítico para a UH quando a mesma planeja e/ou A seguir, serão apresentadas algumas próstata. Disponível em:<[Link]
realiza o tratamento do paciente. O caso é não analítico para determinada UH quando a mesma apenas realiza complementação de 35 a 64 anos (Figura 5), proporção similar
análises segundo quatro localizações [Link]?ID=339>. Acesso em: 05 ago 2011.
Figura 7 – Distribuição percentual dos casos de
de tratamento ou quando há diagnóstico no momento da necropsia. à observada nos dados de incidência dessa
2
Manual de uso do TabNet disponível em: <[Link] primárias do tumor: mama, colo do útero, neoplasias do pulmão segundo faixa etária
neoplasia no Brasil.
3
Notas Técnicas do IntegradorRHC disponíveis em: <[Link] próstata e pulmão. Fonte: IntegradorRHC.
5 6 7

Em grande parte dos casos registrados Analisando os casos registrados de A maior parte dos pacientes com
de neoplasia da mama, do colo do útero e da neoplasia segundo a base do diagnóstico do neoplasia de mama e de próstata deu entrada
próstata, os pacientes apresentavam 1º grau tumor, observou-se que mama, colo do útero e nas UH com estádio II do tumor. Já entre os
incompleto. Observou-se que os pacientes próstata apresentaram excelente qualidade pacientes com neoplasia do colo do útero e do
com neoplasia do pulmão apresentavam diagnóstica, visto que mais de 95% dos casos pulmão, grande parte chegou com estádio II e
menor grau de instrução. Cerca de 66% dos tiveram como base do diagnóstico a histologia III; III e IV, respectivamente (Figura 11).
pacientes eram analfabetos e apenas 0,1% do tumor primário (Tabela 1). Observou-se que 12% dos casos
deles apresentava nível superior. O menor percentual de verificação registrados de neoplasia do colo do útero
Figura 9 – Distribuição percentual dos casos histológica ocorreu para neoplasia do pulmão, chegaram nessas UH com estádio 0 (in situ).
registrados segundo origem do encaminhamento mas cerca de 89% dos tumores registrados
Fonte: IntegradorRHC.
Cabe ressaltar que muitos desses casos são Figura 11 – Distribuição percentual dos casos Figura 12 – Distribuição percentual dos casos
com essa localização tiveram verificação tratados ambulatorialmente. registrados de neoplasias segundo estadiamento do registrados segundo estado da doença ao final do
microscópica (histologia ou citologia). O percentual de casos que chegaram tumor primeiro tratamento
em estádio inicial do tumor é muito baixo, Fonte: IntegradorRHC. Fonte: IntegradorRHC.
Na maior parte dos casos registrados Nota: Percentual de sem informação: 34% para próstata; Nota: Percentual de sem informação: 22% para próstata;
de neoplasia do colo do útero (57%) e da especialmente para neoplasias de próstata e 20% para mama, colo do útero e pulmão.
28% para pulmão e 17% para mama e colo do útero.
Tabela 1 – Número absoluto e percentual de casos pulmão, que se aproximam de zero (Figura 11).
próstata (47%), o paciente deu entrada nessas segundo a base do diagnóstico do tumor
UH para iniciar o tratamento. Entre os casos Sabe-se que a neoplasia do pulmão, em
geral, é detectada em estádios avançados,
de neoplasia do pulmão, 45% deram entrada CONSIDERAÇÕES FINAIS
Base do Mama Colo do útero Próstata Pulmão
diagnósco Em relação ao estado da doença ao
para realizar o diagnóstico e tratamento. Em
N % N % N % N % uma vez que a sintomatologia nos estádios
Histologia do final do primeiro tratamento, observou-se
relação aos casos de neoplasia da mama, a tumor primário
50.287 95,8 33.110 95,6 26.433 96,2 12.396 77,0
iniciais é pouco comum.
que a maior parte dos casos registrados de Espera-se que essa análise possa servir
distribuição percentual foi parcialmente
Exames clínicos
Em relação à análise do estadiamento
Figura 8 – Distribuição percentual dos casos
e/ou patologia 916 1,7 459 1,3 668 2,4 335 2,1
neoplasias da mama e do colo do útero como modelo para que gestores estaduais,
homogênea entre as categorias (Figura 10).
clínica
dos tumores, deve ser ponderado que, pelo fato
registrados segundo grau de instrução do paciente Exames por
221 0,4 37 0,1 117 0,4 500 3,1 apresentou remissão completa da doença ao gestores hospitalares e população em geral
Fonte: IntegradorRHC.
imagem de esse relatório trabalhar com casos analíticos
Endoscopia 25 0,0 9 0,0 9 0,0 92 0,6 final do primeiro tratamento. possam conhecer as potencialidades do
e não analíticos, esses últimos provavelmente
Cirurgia Entre os casos registrados de IntegradorRHC e utilizar seu tabulador de
Exploradora/ 298 0,6 159 0,5 72 0,3 76 0,5
estão realizando complementação de
necropsia neoplasia da próstata, apenas 28% dados a fim de traçar um panorama da
Entre todas as topografias selecionadas,
Citologia ou tratamento, o que superestima a proporção de
hematologia
375 0,7 770 2,2 23 0,1 1.962 12,2
apresentou remissão completa ao final do assistência oncológica, de acordo com seu
observou-se que a maioria dos pacientes foi estádios avançados.
Histologia da
metástase
345 0,7 78 0,2 141 0,5 741 4,6 primeiro tratamento. interesse5.
encaminhada às UH pela rede do SUS, Total 52.467 100,0 34.622 100,0 27.463 100,0 16.102 100,0
Cerca de 34% dos pacientes com
especialmente as pacientes com neoplasia do Fonte: IntegradorRHC. neoplasia do pulmão foram ao óbito ao final
colo do útero (Figura 9). Nota: Total excluindo os casos sem informação. Percentual do primeiro tratamento e apenas 6%
de sem informação: 0,8% mama; 0,3% colo do útero; 1,0% apresentaram remissão completa da doença. 5
As informações analisadas referem-se às bases de dados
próstata e 1,3% pulmão. consolidadas pelos RHC, obtidas por meio do tabulador de
Isso, possivelmente, se deve ao fato de dados do IntegradorRHC, encaminhadas até 26 de agosto de
Figura 10 – Distribuição percentual dos casos grande parte dos casos chegar às UH em 2010 e com data da primeira consulta na UH entre 2000 e
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior estádio avançado. 2006.
Fonte: IntegradorRHC.
8 9 10
A neoplasia da mama correspondeu a
RESULTADOS PRELIMINARES aproximadamente 16% do total de neoplasias
registradas no período de 2000 a 2006.
No total, foram analisados 332.048 casos de neoplasia registrados em 93 UH que Analisando somente a neoplasia da mama
encaminharam suas respectivas bases de dados para o IntegradorRHC. feminina, visto que tem grande importância
Cabe ressaltar que essa análise foi realizada a partir das bases de dados originais epidemiológica, observou-se que mais da
dos RHC, ou seja, antes da consolidação das bases de dados1. Portanto, o paciente que Figura 2 – Distribuição percentual do total de casos metade dos casos registrados se
recebeu assistência em mais de uma UH para tratar determinado tumor é contabilizado registrados segundo origem do encaminhamento concentraram em mulheres adultas, na faixa
Fonte: IntegradorRHC.
mais de uma vez. Considerando isso, adverte-se que os dados coletados pelos RHC não etária de 40 a 59 anos (Figura 4).
Nota: 10% dos casos não tinham informação para essa
devem ser utilizados para cálculo de incidência, uma vez que retratam apenas o perfil de variável.
atendimento hospitalar. Figura 5 – Distribuição percentual dos casos Figura 6 – Distribuição percentual dos casos
registrados de neoplasias do colo do útero segundo registrados de neoplasias da próstata segundo faixa
faixa etária etária
Aproximadamente, 42% dos casos Fonte: IntegradorRHC.
chegaram às UH sem diagnóstico e sem Fonte: IntegradorRHC.
tratamento, evidenciando que a rede tem
utilizado mecanismos de referência para O câncer do pulmão correspondeu a
diagnóstico e tratamento nessas UH. A neoplasia da próstata correspondeu aproximadamente 5% do total de neoplasias
a aproximadamente 8% do total de registradas no período de 2000 a 2006. Quase
neoplasias registradas no período de 2000 a 90% dos casos registrados de neoplasia do
2006. Observa-se um aumento progressivo de pulmão se concentraram na faixa etária de 50
Figura 4 – Distribuição percentual dos casos casos nas faixas etárias mais avançadas anos ou mais (Figura 7).
registrados de neoplasias da mama feminina segundo (Figura 6). Esse resultado se aproxima da
faixa etária informação divulgada pelo INCA, que aponta
QUAL É O PERFIL DOS CASOS QUE CHEGARAM NESSAS UNIDADES
Fonte: IntegradorRHC. um aumento exponencial da incidência do
Figura 3 – Distribuição percentual do total de casos câncer de próstata entre homens com idade
HOSPITALARES QUE ATENDEM CÂNCER? igual ou superior a 50 anos4.
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior
Fonte: IntegradorRHC. A neoplasia do colo do útero
Cerca de 76% dos casos registrados chegaram nas UH encaminhados pela rede do Nota: 11% dos casos não têm informação para essa correspondeu a aproximadamente 13% do
Sistema Único de Saúde (SUS). variável. total de casos registrados no período de 2000
a 2006. Mais de 60% dos casos de neoplasia do
colo do útero se concentraram na faixa etária 4
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Câncer de
1
Foram incluídos na análise os casos analíticos e não analíticos. Um caso é analítico para a UH quando a mesma planeja e/ou A seguir, serão apresentadas algumas próstata. Disponível em:<[Link]
realiza o tratamento do paciente. O caso é não analítico para determinada UH quando a mesma apenas realiza complementação de 35 a 64 anos (Figura 5), proporção similar
análises segundo quatro localizações [Link]?ID=339>. Acesso em: 05 ago 2011.
Figura 7 – Distribuição percentual dos casos de
de tratamento ou quando há diagnóstico no momento da necropsia. à observada nos dados de incidência dessa
2
Manual de uso do TabNet disponível em: <[Link] primárias do tumor: mama, colo do útero, neoplasias do pulmão segundo faixa etária
neoplasia no Brasil.
3
Notas Técnicas do IntegradorRHC disponíveis em: <[Link] próstata e pulmão. Fonte: IntegradorRHC.
5 6 7

Em grande parte dos casos registrados Analisando os casos registrados de A maior parte dos pacientes com
de neoplasia da mama, do colo do útero e da neoplasia segundo a base do diagnóstico do neoplasia de mama e de próstata deu entrada
próstata, os pacientes apresentavam 1º grau tumor, observou-se que mama, colo do útero e nas UH com estádio II do tumor. Já entre os
incompleto. Observou-se que os pacientes próstata apresentaram excelente qualidade pacientes com neoplasia do colo do útero e do
com neoplasia do pulmão apresentavam diagnóstica, visto que mais de 95% dos casos pulmão, grande parte chegou com estádio II e
menor grau de instrução. Cerca de 66% dos tiveram como base do diagnóstico a histologia III; III e IV, respectivamente (Figura 11).
pacientes eram analfabetos e apenas 0,1% do tumor primário (Tabela 1). Observou-se que 12% dos casos
deles apresentava nível superior. O menor percentual de verificação registrados de neoplasia do colo do útero
Figura 9 – Distribuição percentual dos casos histológica ocorreu para neoplasia do pulmão, chegaram nessas UH com estádio 0 (in situ).
registrados segundo origem do encaminhamento mas cerca de 89% dos tumores registrados
Fonte: IntegradorRHC.
Cabe ressaltar que muitos desses casos são Figura 11 – Distribuição percentual dos casos Figura 12 – Distribuição percentual dos casos
com essa localização tiveram verificação tratados ambulatorialmente. registrados de neoplasias segundo estadiamento do registrados segundo estado da doença ao final do
microscópica (histologia ou citologia). O percentual de casos que chegaram tumor primeiro tratamento
em estádio inicial do tumor é muito baixo, Fonte: IntegradorRHC. Fonte: IntegradorRHC.
Na maior parte dos casos registrados Nota: Percentual de sem informação: 34% para próstata; Nota: Percentual de sem informação: 22% para próstata;
de neoplasia do colo do útero (57%) e da especialmente para neoplasias de próstata e 20% para mama, colo do útero e pulmão.
28% para pulmão e 17% para mama e colo do útero.
Tabela 1 – Número absoluto e percentual de casos pulmão, que se aproximam de zero (Figura 11).
próstata (47%), o paciente deu entrada nessas segundo a base do diagnóstico do tumor
UH para iniciar o tratamento. Entre os casos Sabe-se que a neoplasia do pulmão, em
geral, é detectada em estádios avançados,
de neoplasia do pulmão, 45% deram entrada CONSIDERAÇÕES FINAIS
Base do Mama Colo do útero Próstata Pulmão
diagnósco Em relação ao estado da doença ao
para realizar o diagnóstico e tratamento. Em
N % N % N % N % uma vez que a sintomatologia nos estádios
Histologia do final do primeiro tratamento, observou-se
relação aos casos de neoplasia da mama, a tumor primário
50.287 95,8 33.110 95,6 26.433 96,2 12.396 77,0
iniciais é pouco comum.
que a maior parte dos casos registrados de Espera-se que essa análise possa servir
distribuição percentual foi parcialmente
Exames clínicos
Em relação à análise do estadiamento
Figura 8 – Distribuição percentual dos casos
e/ou patologia 916 1,7 459 1,3 668 2,4 335 2,1
neoplasias da mama e do colo do útero como modelo para que gestores estaduais,
homogênea entre as categorias (Figura 10).
clínica
dos tumores, deve ser ponderado que, pelo fato
registrados segundo grau de instrução do paciente Exames por
221 0,4 37 0,1 117 0,4 500 3,1 apresentou remissão completa da doença ao gestores hospitalares e população em geral
Fonte: IntegradorRHC.
imagem de esse relatório trabalhar com casos analíticos
Endoscopia 25 0,0 9 0,0 9 0,0 92 0,6 final do primeiro tratamento. possam conhecer as potencialidades do
e não analíticos, esses últimos provavelmente
Cirurgia Entre os casos registrados de IntegradorRHC e utilizar seu tabulador de
Exploradora/ 298 0,6 159 0,5 72 0,3 76 0,5
estão realizando complementação de
necropsia neoplasia da próstata, apenas 28% dados a fim de traçar um panorama da
Entre todas as topografias selecionadas,
Citologia ou tratamento, o que superestima a proporção de
hematologia
375 0,7 770 2,2 23 0,1 1.962 12,2
apresentou remissão completa ao final do assistência oncológica, de acordo com seu
observou-se que a maioria dos pacientes foi estádios avançados.
Histologia da
metástase
345 0,7 78 0,2 141 0,5 741 4,6 primeiro tratamento. interesse5.
encaminhada às UH pela rede do SUS, Total 52.467 100,0 34.622 100,0 27.463 100,0 16.102 100,0
Cerca de 34% dos pacientes com
especialmente as pacientes com neoplasia do Fonte: IntegradorRHC. neoplasia do pulmão foram ao óbito ao final
colo do útero (Figura 9). Nota: Total excluindo os casos sem informação. Percentual do primeiro tratamento e apenas 6%
de sem informação: 0,8% mama; 0,3% colo do útero; 1,0% apresentaram remissão completa da doença. 5
As informações analisadas referem-se às bases de dados
próstata e 1,3% pulmão. consolidadas pelos RHC, obtidas por meio do tabulador de
Isso, possivelmente, se deve ao fato de dados do IntegradorRHC, encaminhadas até 26 de agosto de
Figura 10 – Distribuição percentual dos casos grande parte dos casos chegar às UH em 2010 e com data da primeira consulta na UH entre 2000 e
registrados segundo diagnóstico e tratamento anterior estádio avançado. 2006.
Fonte: IntegradorRHC.
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11
Ferramenta para a Vigilância Hospitalar de Câncer no Brasil
IntegradorRHC
[Link]
E-mail: dica@[Link]
Tel.: (21) 3207-5510
20230-092 – Rio de Janeiro – RJ
Rua Marquês de Pombal, 125 – Centro
Coordenação Geral de Ações Estratégicas
Produção: Serviço de Edição e Informação Técnico-Científica/ Coordenação de Educação (CEDC)/
Vigilância (Conprev)/ Coordenação Geral de Ações Estratégicas
Elaboração, distribuição e informações: Divisão de Informação/ Coordenação de Prevenção e
© 2011 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)
MINISTÉRIO DA SAÚDE
O QUE SÃO REGISTROS HOSPITALARES DE CÂNCER (RHC)? O QUE É IntegradorRHC?
Os Registros Hospitalares de Câncer (RHC) constituem importantes ferramentas da É um sistema web, desenvolvido e implantado em 2007 pelo INCA, para consolidação e Coordenação estadual
vigilância de câncer e caracterizam-se como centros de coleta, armazenamento, divulgação de dados hospitalares provenientes dos RHC do Brasil. Registros Hospitalares de Câncer
processamento, análise e divulgação sistemática e contínua das informações de pacientes As vantagens do sistema para a consolidação dos dados são:
com diagnóstico confirmado de câncer atendidos em uma determinada Unidade Hospitalar Divulgação (Tabulação
de Dados Brutos)
(UH). São consideradas elegíveis para cadastro as doenças com comportamento classificado, • Facilidade e rapidez para transmissão de dados.
na Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O), como malignas, • Utilização de dados padronizados. Base de dados dos RHC
neoplasias in situ e alguns tumores de comportamento benigno, incerto ou desconhecido que • Criação de um banco de dados nacional.
tenham sido considerados como de interesse científico para o registro. A informação • Amplo acesso à divulgação dos dados hospitalares.
produzida em um RHC permite avaliar o desempenho institucional na atenção ao paciente • Armazenamento central em local seguro. Coordenação nacional
oncológico. As informações dos RHC são processadas por meio do SisRHC, sistema Registros Hospitalares de Câncer
Relatórios
informatizado que alimenta a base de dados disponível para análise no IntegradorRHC.
Figura 1 – Fluxo de informações no IntegradorRHC
O QUE É SisRHC?
É um programa desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da
COMO O IntegradorRHC PODE AUXILIAR OS GESTORES NA
Silva (INCA), alimentado pelos RHC, para o processamento eletrônico de dados. É específico COMO É O FLUXO DE INFORMAÇÕES DO IntegradorRHC? AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA AOS PACIENTES COM
para utilização em RHC. Esse programa é distribuído gratuitamente a todos os RHC do Brasil, CÂNCER?
e, entre as características básicas importantes para sua utilização em larga escala, Os RHC enviam, a partir da internet, a base de dados consolidada no programa
destacam-se: SisRHC, de acordo com critérios, normas, prazos e temporalidade estabelecidos na Portaria O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre
Ministerial nº 741, de dezembro de 2005. câncer, agilizando o acesso à informação, possibilitando, dessa forma, aos gestores
• Entrada de dados de fácil operacionalização, com críticas internas para validação e Em um primeiro momento, o Coordenador Estadual consolida todas as bases de dados estaduais e nacionais, uma maior compreensão da realidade de cada RHC e da assistência
consistência dos dados. de seu Estado (consolidação estadual). Posteriormente, a Coordenação Nacional faz a prestada aos pacientes com câncer atendidos nas UH.
• Possibilidade de saída de relatórios padronizados para a divulgação dos resultados e consolidação de todas as bases de dados de cada Estado do Brasil (consolidação nacional). A difusão e o livre acesso às informações sobre a assistência oncológica formam a
controle operacional interno do RHC. O processo de consolidação das bases de dados compreende a identificação de casos base fundamental para conhecimento da realidade dessa doença no país, contribuindo para
múltiplos, ou seja, de um mesmo paciente que recebeu assistência em mais de uma UH para definição de políticas públicas e para as ações de vigilância e controle do câncer.
tratar determinado tumor. Por meio desse processo, o caso identificado passa a ser
contabilizado apenas uma vez, com o intuito de não superestimar o número de casos nas
bases consolidadas, tanto estaduais quanto nacional.
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Ferramenta para a Vigilância Hospitalar de Câncer no Brasil
IntegradorRHC
[Link]
E-mail: dica@[Link]
Tel.: (21) 3207-5510
20230-092 – Rio de Janeiro – RJ
Rua Marquês de Pombal, 125 – Centro
Coordenação Geral de Ações Estratégicas
Produção: Serviço de Edição e Informação Técnico-Científica/ Coordenação de Educação (CEDC)/
Vigilância (Conprev)/ Coordenação Geral de Ações Estratégicas
Elaboração, distribuição e informações: Divisão de Informação/ Coordenação de Prevenção e
© 2011 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)
MINISTÉRIO DA SAÚDE
O QUE SÃO REGISTROS HOSPITALARES DE CÂNCER (RHC)? O QUE É IntegradorRHC?
Os Registros Hospitalares de Câncer (RHC) constituem importantes ferramentas da É um sistema web, desenvolvido e implantado em 2007 pelo INCA, para consolidação e Coordenação estadual
vigilância de câncer e caracterizam-se como centros de coleta, armazenamento, divulgação de dados hospitalares provenientes dos RHC do Brasil. Registros Hospitalares de Câncer
processamento, análise e divulgação sistemática e contínua das informações de pacientes As vantagens do sistema para a consolidação dos dados são:
com diagnóstico confirmado de câncer atendidos em uma determinada Unidade Hospitalar Divulgação (Tabulação
de Dados Brutos)
(UH). São consideradas elegíveis para cadastro as doenças com comportamento classificado, • Facilidade e rapidez para transmissão de dados.
na Classificação Internacional de Doenças para Oncologia (CID-O), como malignas, • Utilização de dados padronizados. Base de dados dos RHC
neoplasias in situ e alguns tumores de comportamento benigno, incerto ou desconhecido que • Criação de um banco de dados nacional.
tenham sido considerados como de interesse científico para o registro. A informação • Amplo acesso à divulgação dos dados hospitalares.
produzida em um RHC permite avaliar o desempenho institucional na atenção ao paciente • Armazenamento central em local seguro. Coordenação nacional
oncológico. As informações dos RHC são processadas por meio do SisRHC, sistema Registros Hospitalares de Câncer
Relatórios
informatizado que alimenta a base de dados disponível para análise no IntegradorRHC.
Figura 1 – Fluxo de informações no IntegradorRHC
O QUE É SisRHC?
É um programa desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da
COMO O IntegradorRHC PODE AUXILIAR OS GESTORES NA
Silva (INCA), alimentado pelos RHC, para o processamento eletrônico de dados. É específico COMO É O FLUXO DE INFORMAÇÕES DO IntegradorRHC? AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA AOS PACIENTES COM
para utilização em RHC. Esse programa é distribuído gratuitamente a todos os RHC do Brasil, CÂNCER?
e, entre as características básicas importantes para sua utilização em larga escala, Os RHC enviam, a partir da internet, a base de dados consolidada no programa
destacam-se: SisRHC, de acordo com critérios, normas, prazos e temporalidade estabelecidos na Portaria O IntegradorRHC permite a consolidação de bases de dados hospitalares sobre
Ministerial nº 741, de dezembro de 2005. câncer, agilizando o acesso à informação, possibilitando, dessa forma, aos gestores
• Entrada de dados de fácil operacionalização, com críticas internas para validação e Em um primeiro momento, o Coordenador Estadual consolida todas as bases de dados estaduais e nacionais, uma maior compreensão da realidade de cada RHC e da assistência
consistência dos dados. de seu Estado (consolidação estadual). Posteriormente, a Coordenação Nacional faz a prestada aos pacientes com câncer atendidos nas UH.
• Possibilidade de saída de relatórios padronizados para a divulgação dos resultados e consolidação de todas as bases de dados de cada Estado do Brasil (consolidação nacional). A difusão e o livre acesso às informações sobre a assistência oncológica formam a
controle operacional interno do RHC. O processo de consolidação das bases de dados compreende a identificação de casos base fundamental para conhecimento da realidade dessa doença no país, contribuindo para
múltiplos, ou seja, de um mesmo paciente que recebeu assistência em mais de uma UH para definição de políticas públicas e para as ações de vigilância e controle do câncer.
tratar determinado tumor. Por meio desse processo, o caso identificado passa a ser
contabilizado apenas uma vez, com o intuito de não superestimar o número de casos nas
bases consolidadas, tanto estaduais quanto nacional.
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