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Propriedades e Teorias da Luz

O documento descreve as propriedades e a natureza da luz visível. A luz se propaga como ondas eletromagnéticas entre 400-700 nm, mas também se comporta como partículas (fótons). Historicamente, as teorias sobre a luz evoluíram de corpuscular para ondulatória e hoje compreendem a dualidade onda-partícula.

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Propriedades e Teorias da Luz

O documento descreve as propriedades e a natureza da luz visível. A luz se propaga como ondas eletromagnéticas entre 400-700 nm, mas também se comporta como partículas (fótons). Historicamente, as teorias sobre a luz evoluíram de corpuscular para ondulatória e hoje compreendem a dualidade onda-partícula.

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21/04/2024, 11:47 Luz – Wikipédia, a enciclopédia livre

Luz
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Luz ou luz visível é a radiação eletromagnética dentro da
parte do espectro eletromagnético que é percebida pelo
olho humano.[1] A luz visível é geralmente definida como
tendo comprimentos de onda na faixa de 400–700
nanômetros (nm), entre o infravermelho (com
comprimentos de onda mais longos) e o ultravioleta (com
comprimentos de onda mais curtos).[2][3] Este
comprimento de onda significa uma faixa de frequência de
aproximadamente 430–750 terahertz (THz).

As propriedades primárias da luz visível são intensidade,


direção de propagação, espectro de frequência ou Diagrama da dispersão da luz através de um
comprimento de onda e polarização. A sua velocidade no prisma
vácuo, 299 792 458 metros por segundo (m/s), é uma das
constantes fundamentais da natureza.[4]

Na física, o termo 'luz' às vezes se refere à radiação eletromagnética de qualquer comprimento de onda,
seja visível ou não.[5][6] Nesse sentido, raios gama, raios X, microondas e ondas de rádio também são
luz. Como todos os tipos de radiação eletromagnética, a luz visível se propaga como ondas. No entanto, a
energia transmitida pelas ondas é absorvida em locais únicos da mesma forma que as partículas são
absorvidas. A energia absorvida pelas ondas eletromagnéticas é chamada de fóton e representa os
quanta de luz. Quando uma onda de luz é transformada e absorvida como um fóton, a energia da onda
colapsa instantaneamente em um único local e esse local é onde o fóton "chega". Isso é o que é chamado
de colapso da função de onda. Essa natureza dupla da luz, semelhante a uma onda e também a uma
partícula, é conhecida como dualidade onda-partícula. O estudo da luz, conhecido como ótica, é uma
importante área de pesquisa da física moderna.

A principal fonte de luz na Terra é o Sol. Historicamente, outra fonte importante de luz para os
humanos tem sido o fogo, desde as antigas fogueiras até as modernas lâmpadas de querosene. Com o
desenvolvimento de luzes elétricas e sistemas de energia, a iluminação elétrica substituiu efetivamente a
luz do fogo.

Teorias históricas

Primeiras ideias
No século I a.C. Lucrécio, dando continuidade às ideias dos primeiros atomistas, escreveu que a luz
solar e o seu calor eram compostos de pequenas partículas.

Corpuscular
A ideia de que a luz seria um corpúsculo vem desde a Antiguidade, com o atomismo de Epicuro e
Lucrécio. Tal teoria não é a mesma que a atual, aceita como alternativa à teoria ondulatória. Contudo,
somente no século XVII, a teoria corpuscular para a luz consolidou-se como um conjunto de

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conhecimento capaz de explicar os mais variados fenómenos ópticos. O seu


principal expoente nesse período foi o filósofo natural inglês Isaac Newton
(1643-1727).[7][8]

Nos seus trabalhos publicados - o artigo "Nova teoria sobre luz e cores"
(1672) (disponível em português em Silva & Martins 1996) e o livro Óptica
(Newton 1996) - e também nos trabalhos não publicados - os artigos
"Hipótese da luz" e "Discurso sobre as observações" (disponíveis em Cohen
& Westfall 2002) - Newton discutiu implicitamente a natureza física da luz,
fornecendo alguns argumentos a favor da materialidade da luz. Fato
especificamente notório é que, apesar de ser conhecido como o grande
Isaac Newton
defensor da teoria corpuscular, Newton nunca discutiu em detalhes o
assunto, sendo sempre cauteloso ao abordá-lo Georg Cantor.[9] A razão
desse comportamento seria as críticas recebidas sobre o artigo "Nova teoria sobre a luz e cores" de 1672,
advindas principalmente de Robert Hooke, Christiaan Huygens.

A teoria corpuscular foi amplamente desenvolvida no século XVIII, pelos seguidores de Newton. No
início do século XIX, com o aperfeiçoamento da teoria ondulatória de Thomas Young e Augustin
Fresnel, a teoria corpuscular foi, aos poucos, sendo rejeitada. É importante compreender que a teoria
corpuscular desenvolvida entre os séculos XVII e XIX não é a mesma da atual, inserida na concepção da
dualidade onda-partícula da luz.

Ondulatória
No século XVII, Huygens, entre outros, propôs a ideia de que a luz fosse um
fenómeno ondulatório. Francesco Maria Grimaldi observou os efeitos de
difracção, atualmente conhecidos como associados à natureza ondulatória
da luz, em 1665, mas o significado das suas observações não foi entendido
naquela época. As experiências de Thomas Young e Augustin Fresnel sobre
interferência e difracção no primeiro quarto do século XIX, demonstraram
a existência de fenómenos ópticos, para os quais a teoria corpuscular da luz
seria inadequada, sendo possíveis se à luz correspondesse um movimento
ondulatório. As experiências de Young capacitaram-no a medir o
comprimento de onda da luz e Fresnel provou que a propagação rectilínea,
tal como os efeitos observados por Grimaldi e outros, podiam ser explicados
Christiaan Huygens com base no comportamento de ondas de pequeno comprimento de onda.

O físico francês Jean Bernard Léon Foucault, no século XIX, descobriu que
a luz se deslocava mais rápido no ar do que na água. O efeito contrariava a teoria corpuscular de
Newton, esta afirmava que a luz deveria ter uma velocidade maior na água do que no ar. James Clerk
Maxwell, ainda no século XIX, provou que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética no
espaço equivalia à velocidade de propagação da luz de aproximadamente 300 000 km/s.

Características

Dualidade onda-partícula
No final do século XIX, a teoria que afirmava que a natureza da luz era puramente uma onda
eletromagnética, (ou seja, a luz tinha um comportamento apenas ondulatório), começou a ser
questionada. Ao se tentar teorizar a emissão fotoelétrica, ou a emissão de elétrons quando um condutor
tem sobre si a incidência de luz, a teoria ondulatória simplesmente não conseguia explicar o fenômeno,
pois entrava em franca contradição. Foi Albert Einstein, usando a ideia de Max Planck, que conseguiu
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demonstrar que um feixe de luz são pequenos pacotes de energia e


estes são os fótons, logo, assim foi explicado o fenômeno da emissão
fotoelétrica. A confirmação da descoberta de Einstein se deu no ano
de 1911, quando Arthur Compton demonstrou que quando um fóton
colide com um elétron, ambos comportam-se como corpos
materiais. Assim, podemos afirmar que quando a luz se propaga no
espaço, ela se comporta como onda, mas quando incide sobre uma
superfície, passa a se comportar como partícula.[10]
Uma nuvem iluminada pela luz do
Sol
Comprimentos de onda
As fontes de luz visível dependem essencialmente do movimento de
elétrons. Os elétrons nos átomos podem ser elevados de seus estados
de energia mais baixa até os de energia mais alta por diversos
métodos, tais como aquecendo a substância ou fazendo passar uma
corrente elétrica através dela. Quando os elétrons eventualmente
retornam a seus níveis mais baixos, os átomos emitem radiação que
pode estar na região visível do espectro.[11][12][13][14]

Luz artificial em Hong Kong, China


Velocidade da luz
De acordo com a teoria da relatividade restrita, toda radiação
eletromagnética, incluindo a luz visível, se propaga no vácuo a uma velocidade constante, comumente
chamada de velocidade da luz, que é uma constante da Física, representada por c e é igual a
299 792 458 m/s, equivalente a 1 079 252 849 km/h.[15]

Medição
As seguintes quantidades e unidades são utilizadas para medir luz:

brilho, medida em watt/cm²;


iluminância (Unidade SI: lux);
fluxo luminoso (Unidade SI: lúmen);
intensidade luminosa (Unidade SI: candela).

Ver também
Ano Internacional da Luz
Cor
Espectro visível
Fotometria
Óptica
Sonoluminescência

Referências
1. Comissão Internacional da Iluminação (1987). International Lighting Vocabulary ([Link]
t/publ/abst/[Link]) Arquivado em ([Link]
[Link]/publ/abst/[Link]) 2010-02-27 no Wayback Machine ISBN 978-3-900734-07-7
2. Pal, G.K.; Pal, Pravati (2001). «capítulo 52» ([Link]
PA387). Textbook of Practical Physiology 1st ed. Chennai: Orient Blackswan. p. 387. ISBN 978-81-
250-2021-9. Consultado em 11 de outubro de 2013

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21/04/2024, 11:47 Luz – Wikipédia, a enciclopédia livre

3. Buser, Pierre A.; Imbert, Michel (1992). Vision ([Link] [S.l.]: MIT
Press. p. 50 ([Link] ISBN 978-0-262-02336-8.
Consultado em 11 de outubro de 2013
4. Uzan, J-P; Leclercq, B (2008). The Natural Laws of the Universe: Understanding Fundamental
Constants ([Link]
nstants). Traduzido por Robert Mizon. [S.l.]: Springer-Praxis, Internet Archive: 2020-06-14 AbdzexK
uban. pp. 43–4. Bibcode:2008nlu..book.....U ([Link]
ISBN 978-0-387-73454-5. doi:10.1007/978-0-387-74081-2 ([Link]
-74081-2)
5. Gregory Hallock Smith (2006). Camera lenses: from box camera to digital ([Link]
books?id=6mb0C0cFCEYC&pg=PA4). [S.l.]: SPIE Press. p. 4. ISBN 978-0-8194-6093-6
6. Narinder Kumar (2008). Comprehensive Physics XII ([Link]
gIC&pg=PA1416). [S.l.]: Laxmi Publications. p. 1416. ISBN 978-81-7008-592-8
7. Newton, 1996
8. Cohen, 2002
9. Cantor, 1983
10. «Dualidade Onda-Partícula» ([Link] Info
Escola. Consultado em 21 de fevereiro de 2012
11. Hecht, Eugene (1987). Optics 2nd ed. [S.l.]: Addison Wesley. pp. 15–16. ISBN 0-201-11609-X
12. Brian Hilton Flowers (2000). «§21.2 Periodic functions» ([Link]
E_t6MC&pg=RA1-PA473). An introduction to numerical methods in C++ 2ª ed. [S.l.]: Cambridge
University Press. p. 473. ISBN 0-19-850693-7
13. Raymond A. Serway; John W. Jewett (2006). Principles of physics ([Link]
id=1DZz341Pp50C&pg=PA404) 4th ed. [S.l.]: Cengage Learning. pp. 404, 440. ISBN 0-534-49143-X
14. A. A. Sonin (1995). The surface physics of liquid crystals. [S.l.]: Taylor & Francis. p. 17. ISBN 2-
88124-995-7
15. BIPM. «Unit of length (metre)» ([Link] SI
brochure, Section [Link]. BIPM. Consultado em 28 de novembro de 2007

Bibliografia
Cantor, G. Optics after Newton: theories of light in Britain and Ireland, 1704 - 1840, Manchester
University Press: Manchester, 1983
Silva, C. & Martins R. "Nova teoria sobre luz e cores: uma tradução comentada", Revista Brasileira
de Ensino de Física18(4): 313-27, 1996.
Cohen, B. & Westfall, R. Newton: textos, antecedentes e comentários, Contraponto/EdUerj: Rio de
Janeiro, 2002.
Newton, I. Óptica, EDUSP: São Paulo, 1996.

Ligações externas
Luz ([Link] na Enciclopédia Britânica

Obtida de "[Link]

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