Eclipse solar
Eclipse solar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua se
posiciona entre o planeta Terra e o Sol, bloqueando, momentaneamente, a luz
solar de forma total ou parcial.
Um eclipse solar acontece quando a Lua se alinha com o planeta Terra e o Sol,
bloqueando total ou parcialmente a luz solar.
Eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece quando a Lua está
posicionada entre o Sol e o planeta Terra e há o alinhamento entre os três
astros. Os eclipses solares ocorrem cerca de duas vezes ao ano e são
registrados durante a fase nova da Lua. A depender da posição dos astros ou
do observador, em alguns casos, o eclipse solar pode ser classificado em
quatro diferentes tipos:
total;
parcial;
anular (ou anelar);
híbrido.
Apesar da beleza desse fenômeno, é preciso tomar muito cuidado para
observá-lo. Nunca olhe diretamente para o eclipse solar e utilize sempre um
filtro especial de proteção, próprio para essa atividade, e jamais instrumentos
como óculos escuros ou negativos antigos de filme, por exemplo.
Como ocorre o eclipse solar?
O eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece a partir
do alinhamento das órbitas do Sol, da Lua e da Terra. Nesse alinhamento, a
Lua se posiciona entre o Sol e o planeta Terra, o que faz com que o satélite
projete a sua sombra sobre a superfície terrestre. Isto é, a passagem da Lua
bloqueia momentaneamente os raios solares em algumas regiões do planeta, o
que causa o eclipse solar. A sua duração é curta e varia entre 10 segundos e
7,5 minutos.
Representação de um eclipse solar, quando a Lua está localizada entre o Sol e
a Terra.
Os eclipses solares acontecem duas vezes ao ano, com um intervalo de
aproximadamente seis meses entre eles, coincidindo com o alinhamento das
órbitas solar, lunar e terrestre. O período em que esse fenômeno acontece é
conhecido como temporada de eclipse e tem duração de 35 dias, segundo a
Nasa.
Destaca-se que os eclipses solares acontecem durante a fase nova da Lua,
que é quando a face iluminada do satélite está totalmente voltada para o Sol.
No entanto, é importante frisar que não é em todo período de Lua nova que há
a ocorrência desse fenômeno astronômico. A órbita lunar é inclinada em 5,2°
com relação à órbita terrestre, e é somente quando há a intersecção entre os
planos orbitais da Lua e da Terra que há a formação de um eclipse.
Tipos de eclipse solar
A maneira como a sombra da Lua é projetada sobre o planeta Terra cria as
regiões denominadas umbra e penumbra, que caracterizam diferentes tipos de
eclipse solar, que conheceremos na sequência.
→ Eclipse solar total
Eclipse solar total, quando somente a coroa do Sol é visível.
Eclipse solar total ocorre quando o alinhamento entre os astros bloqueia
totalmente os raios solares. Durante um eclipse solar total, somente a coroa
do Sol (camada externa da atmosfera solar) é visível a partir da superfície
terrestre. Para que seja possível a identificação desse eclipse, é necessário que
o observador esteja na zona de umbra criada pela Lua, que corresponde à
região que não recebe nenhuma luz.
→ Eclipse solar parcial
Eclipse solar parcial, caracterizado pelo bloqueio parcial dos raios solares.
O eclipse solar parcial acontece quando a Lua cobre somente uma parte do
Sol, deixando outra parcela do astro visível. Pode ser observado por aquelas
pessoas que estão inseridas na zona de penumbra criada no alinhamento dos
astros, que é a região que recebe menos luminosidade do que o habitual.
→ Eclipse solar anular (ou anelar)
Eclipse solar anular (ou anelar), que aparece como um disco escuro sobre
outro maior e brilhante.
O eclipse solar anular (ou anelar) acontece quando a Lua está no seu ponto
mais distante da Terra ou se aproximando dele e passa entre o planeta e o Sol.
Em função disso, e por ser muito menor do que essa estrela do Sistema
Solar, a Lua não bloqueia totalmente a luz solar e aparece como um disco
escuro com uma circunferência brilhante ao seu redor, que corresponde à
superfície solar.
→ Eclipse solar híbrido
O eclipse solar híbrido é visto a partir de diferentes perspectivas devido à
curvatura da Terra.
No eclipse solar híbrido, a maneira como o eclipse solar é observado se
altera entre o total, o parcial e o anular em função da curvatura do planeta
Terra. O eclipse híbrido, como é chamado, é uma ocorrência mais rara que foi
registrada em 2013 e em 2023, no período recente. O próximo eclipse híbrido
está previsto para acontecer somente em novembro de 2031.
Eclipse solar no Brasil
Os eclipses solares nem sempre são parcial ou totalmente visíveis no
território brasileiro. Os principais fatores que interferem nessa observação
são o tempo atmosférico no momento da ocorrência e, sobretudo, a posição da
Lua, do Sol e do próprio planeta Terra.
Entre 2021 e 2022, não foi possível observar nenhum dos eclipses solares que
aconteceram, e em 2023, somente o eclipse anular de 14 de outubro será
visível em algumas áreas das regiões Norte e Nordeste do país. Nas demais
regiões, será possível identificar um eclipse parcial. Já em 2024, mais uma
vez, somente o eclipse de outubro será observável no Brasil.
Lista dos próximos eclipses
Confira, a seguir, uma tabela com os próximos eclipses solares que
acontecerão entre os anos de 2023 e 2030. Todas as informações são da Nasa.
Futuros eclipses solares
Tipo de eclipse Data da ocorrência Locais de maior visibilidade
Anular 14 de outubro de 2023 América
Total 08 de abril de 2024 América do Norte
Anelar 02 de outubro de 2024 América do Sul
Américas do Norte e do Sul, Europa, Ásia, oceanos Atlântico e
Parcial 29 de março de 2025
Ártico
Parcial 21 de setembro de 2025 Austrália, Antártida e oceanos Atlântico e Pacífico
Anular 17 de fevereiro de 2026 Argentina, Chile, Sul da África e Antártida
Total 12 de agosto de 2026 América do Norte, Oeste da África e Europa
Anular 06 de fevereiro de 2027 América do Sul, Antártida, Sul e Oeste da África
Total 02 de agosto de 2027 África, Europa, Ásia
Anular 26 de janeiro de 2028 América, Oeste da Europa e Noroeste da África
Total 22 de julho de 2028 Sudeste da Ásia, Austrália, Nova Zelândia
Parcial 14 de janeiro de 2029 Américas do Norte e Central
Parcial 12 de junho de 2029 Ártico, Escandinávia, Alasca, Canadá e Norte da Ásia
Parcial 11 de julho de 2029 Sul do Chile e da Argentina
Parcial 05 de dezembro de 2029 Sul do Chile e da Argentina, Antártida
Anular 1º de junho de 2030 Europa, África, Ásia, Alasca e Ártico
Total 25 de novembro de 2030 Sul da África, oceano Índico, Austrália, Antártida
Diferenças entre eclipse solar e eclipse lunar
Eclipse solar e eclipse lunar, respectivamente.
Os eclipses solares e lunares acontecem pelas mesmas razões, e durante um
ano, registra-se a ocorrência de ambos. Diferentemente do eclipse solar,
entretanto, durante um eclipse lunar é o planeta Terra que se encontra
posicionado entre o seu satélite natural, a Lua, e o Sol, bloqueando
momentaneamente a chegada de luz à superfície lunar. Os eclipses lunares
ocorrem durante a fase cheia da Lua, e a sua observação pode ser feita de
maneira direta, ao contrário dos eclipses solares. Para saber mais sobre os dois
tipos de eclipses, clique aqui.
Como podemos ver os eclipses?
Os eclipses solares apresentam uma beleza ímpar e sempre despertam a
curiosidade de milhares de pessoas que desejam testemunhar esse fenômeno
astronômico com seus próprios olhos. Entretanto, essa é uma atividade que
demanda uma série de cuidados de maneira a não oferecer nenhum tipo de
risco permanente à visão. Olhar diretamente para o Sol, por si só, é perigoso
aos olhos humanos em função dos raios infravermelhos (IV) e ultravioletas
(UV), que podem causar problemas na retina.
A
observação de um eclipse solar deve ser feita com uso de uma proteção, como
filtros de polímero preto. [1]
A observação dos eclipses solares deve ser feita com a utilização de filtros
especializados, como, por exemplo, o filtro de polímero preto ou ainda com
equipamentos de segurança, como óculos de soldador. Binóculos, câmeras
fotográficas e telescópios também são instrumentos que podem auxiliar nessa
atividade, mas sempre com o emprego dos filtros próprios para a observação
da superfície solar na extremidade.
Importante: Não se deve, em hipótese alguma, utilizar instrumentos como
óculos escuros comuns, negativos antigos de filmes ou chapas de raio-x para a
visualização de um eclipse solar.