0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações15 páginas

Métodos de Determinação de Coordenadas

O documento aborda métodos para determinação de coordenadas como triangulação, intersecções e poligonação. Descreve os processos de triangulação, intersecções diretas e laterais e poligonação, incluindo normas para estabelecimento de poligonais e cálculo e compensação de poligonais.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações15 páginas

Métodos de Determinação de Coordenadas

O documento aborda métodos para determinação de coordenadas como triangulação, intersecções e poligonação. Descreve os processos de triangulação, intersecções diretas e laterais e poligonação, incluindo normas para estabelecimento de poligonais e cálculo e compensação de poligonais.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Índice

Introdução..........................................................................................................................2

Objetivos............................................................................................................................2

Geral..................................................................................................................................2

Específicos.........................................................................................................................2

Metodologia.......................................................................................................................2

Métodos para determinação de coordenadas.....................................................................3

TRIANGULAÇÃO...........................................................................................................3

INTERSECÇÕES..............................................................................................................5

Intersecção directa.............................................................................................................6

POLIGONAÇÃO..............................................................................................................7

Normas para o estabelecimento de uma poligonal............................................................8

Cálculo e compensação de uma poligonal.........................................................................8

Esquema geral de resolução de uma poligonal................................................................10

FASE: CÁLCULO DOS RUMOS..................................................................................11

Resumindo.......................................................................................................................13

Interseção (a vante):........................................................................................................13

Interseção a ré:.................................................................................................................13

Triangulação:...................................................................................................................13

Trilateração:.....................................................................................................................13

Bibliografia......................................................................................................................15

1
Introdução
O presente trabalho aborda-se sobre métodos de transmissão de coordenadas poligonais,
triangulação e trilateração. Triangulação obtém-se figuras geométricas a partir de
triângulos, justapostos ou sobrepostos, formados através da medição dos ângulos
subtendidos por cada vértice. Trilateração semelhante à triangulação, porém o
levantamento será efetuado através da medição dos lados.

Objetivos

Geral
 Ter conhecimento sobre métodos para determinação de coordenadas.

Específicos
 Identificar um triângulo Triangulação ;
 Caracterizar Intersecções;
 Distinguir a Poligonação.

Metodologia
O uso de biblioteca virtual com auxilio dos seguintes autores: Antunes, Casaca e
Fernandes em PDF.

2
Métodos para determinação de coordenadas
- Triangulação

- Intersecções

- Poligonação

TRIANGULAÇÃO
Segundo Antunes (1991), diz que, neste método estacionam-se todos os vértices dos
triângulos, efetuando-se, em seguida, uma compensação dos valores angulares obtidos.
O procedimento a seguir é então o seguinte:

- Estacionam-se todos os vértices do triângulo e medem-se todos os ângulos internos


destes;

- Faz-se a compensação dos valores angulares obtidos, distribuindo o erro igualmente


pelos três ângulos;

- DConsidere-se então um triângulo [ABC], de que são conhecidas as coordenadas dos


pontos B e C, e de que se mediram todos os ângulos Â, B e C, pretendendo calcular-se
as coordenadas do ponto A. determinam-se as coordenadas do ponto pretendido.

3
Divide-se depois este valor pelos 3 ângulos, adicionando-se algebricamente a cada um
deles uma correção ai, tal que:

Ɛa
a1 a2 a3
3

obtendo-se então os ângulos compensados:

Â=Â*+a1

^B= B∗+
^ a2

^ C+
C= ^ a3

3) Determinação de BA e CA

^
sin C sin ^B
BA = BC CA=BC
sin sinÂ

4) Determinação de (BA) e (CA)

(BA)¿ ( BC ) + ^
E ^
(CA)= (CB)−C

4
5) Determinação das coordenadas de A

a) a partir de B b) a partir de C

M A =M B+ BA sin(BA ) M A= M c+CA sin(CA)

P A =PB +¿¿ BA cos(BA ) P A = PC +CA cos(CA)

INTERSECÇÕES
Segundo Fernandes, refere-se que. neste método as figuras consideram-se
independentes umas das outras e não se estacionam todos os vértices. A intersecção
pode ser:

• simples, isto é quando o vértice a determinar fica definido pela consideração de uma
única figura,

• múltipla, quando o vértice a determinar fica definido pela consideração de mais do que
uma figura.

Vamos apenas considerar intersecções simples, com ou sem verificação, as quais podem
ser de três tipos:

• intersecção directa

• intersecção lateral

• intersecção inversa

Intersecção directa
Neste método não se estaciona o vértice a determinar Q, estacionando-se dois vértices
de coordenadas conhecidas A e B e medindo-se os ângulos azimutais α e β .

5
Convém que o ângulo em Q esteja compreendido entre 50g e 150g , pois um ângulo
muito agudo ou muito obtuso pode conduzir a grandes erros no posicionamento do
vértice .

[Link] Intersecção lateral

Nesta intersecção estaciona-se o vértice de coordenadas a determinar Q e um dos


vértices de coordenadas conhecidas, que designaremos sempre por A, medidos
igualmente dois ângulos azimutais γ e α .

É evidente que tanto a intersecção direta como a lateral se podem resolver por um
processo análogo ao do triângulo. No entanto, estas intersecções resolvem-se na prática,
do modo a seguir indicado.

6
POLIGONAÇÃO

Para Davis at all (1981), diz que, a poligonação consiste no estabelecimento, observação
e cálculo de poligonais. Poligonais não são mais do que um conjunto de sucessivos
segmentos de recta formando uma linha poligonal, da qual se medem os comprimentos
dos lados e os ângulos que estes formam.

Como a poligonação é um método de cálculo de coordenadas, que, para a obtenção do


mesmo número de pontos de apoio, é de execução muito mais rápida do que a
triangulação e as intersecções, em determinados estudos, não sendo a precisão um factor
primordial, pode-se utilizar apenas a poligonação para obtenção do apoio necessário.
Em algum tipo de levantamentos, em que é necessário fazer o levantamento de uma
faixa de terreno comprida e estreita, como por exemplo, no caso de traçado de estradas,
caminhos de ferro, redes de saneamento, linhas de alta tensão, etc, também é
normalmente utilizada a poligonação.

Como norma, uma rede de poligonais deve sempre apoiar-se numa triangulação
topográfica. Sendo este o caso, essa rede é constituída por poligonais principais
(poligonais que ligam entre si vértices da triangulação) e poligonais secundárias (que
ligam entre si vértices das poligonais principais ou um vértice de uma poligonal
principal e um vértice de uma triangulação).

Quando uma poligonal não for apoiada em vértices de uma triangulação deve ser
apoiada em vértices de outras poligonais, ou ser uma poligonal fechada sobre si mesma
(poligonal em que o primeiro vértice de apoio coincide com o último).

Normas para o estabelecimento de uma poligonal


O estabelecimento de uma poligonal deve ser feito após um prévio reconhecimento da
zona, dependendo o seu traçado do acidentado do terreno e do facto de se tratar, ou não,
de uma zona densamente arborizada. Não se podem por isso estabelecer normas rígidas
para o traçado de poligonais, no entanto, para se melhorar a precisão dos resultados
obtidos, convém que a escolha dos vértices tenha em atenção o seguinte:

1) As poligonais não fechadas sobre si mesmas devem, tanto quanto possível, ser
“esticadas”, isto é, o seu traçado em planta deve aproximar-se da recta que une os seus
extremos;

7
2) Não são aconselhados desníveis acentuados entre vértices consecutivos de uma
poligonal;

3) O comprimento dos lados de uma poligonal deve ser, tanto quanto possível, da
mesma ordem de grandeza, evitando-se portanto a existência simultânea de lados
compridos e curtos;

4) O comprimento dos lados deve ser tão grande quanto possível, a fim de diminuir o
número de vértices e, consequentemente, atenuar a influência dos erros cometidos nas
observações. O valor deste comprimento é evidentemente limitado, não só pelo
acidentado do terreno, como pelas características dos instrumentos utilizados

Cálculo e compensação de uma poligonal


Analisaremos o cálculo de uma poligonal com vértices A, 1, 2, 3 e B, apoiada nos
vértices A e B de uma triangulação. Conhecem-se ainda as coordenadas dos vértices A’
e B’, ou os rumos (AA’) e (BB’).

Figura citada a cima: Uma linha poligonal apoiada nos vértices A e B de uma
triangulação

Nesta poligonal medem-se os ângulos α0, α1, α2, α3 e α 4.(5 ângulos) e os lados d1, d2,
d3 e d4 (4 lados). Note-se que para determinar as coordenadas dos vértices 1, 2 e 3 eram
apenas necessárias as medidas de 3 ângulos (α0, α1, e α2) e 3 lados (d1, d2 e d3),
ficando assim 3 medidas em excesso, que permitem fazer o ajustamento da poligonal.

8
De um modo geral, no caso de uma poligonal apoiada, sendo n o número de vértices da
poligonal (contando com os vértices de apoio A e B) medem-se n ângulos e (n-1) lados,
obtendo-se no total (2n-1) medidas. Como para a determinação dos (n-2) vértices da
poligonal a calcular são suficientes (n-2) ângulos e (n-2) lados, no total (2n4) medidas,
sobram 3 medidas para o ajustamento da poligonal.

No caso de uma poligonal fechada sobre si mesma, tudo se passa de forma semelhante,
havendo igualmente três medidas em excesso para o ajustamento. Note-se que nestas
poligonais, como o vértice final é coincidente com o vértice inicial, este conta-se duas
vezes na determinação de n.

O ajustamento de uma poligonal pode ser feita por processos rigorosos, mas tal, na
maior parte das vezes, não se justifica em virtude da precisão exigida não ser grande.
Vamos assim estudar um processo expedito de fácil aplicação e de resultados aceitáveis.

Neste método, o cálculo e o ajustamento de uma poligonal são feitos simultaneamente e


em duas fases:

1ª fase: Nesta fase faz-se o cálculo dos rumos provisórios dos lados da poligonal;
calcula-se o erro de fecho angular, que não deve exceder determinadas tolerâncias; e
finalmente os rumos definitivos.

2ª fase: Na segunda fase calculam-se as coordenadas relativas provisórias; o erro de


fecho linear, que também não deve exceder determinadas tolerâncias; e as coordenadas
absolutas dos vértices da poligonal.

A classificação de uma poligonal quanto à precisão depende da precisão exigida na


medição do comprimento dos seus lados, dividindo-se estas normalmente em três tipos:
poligonais de baixa precisão ou expeditas, poligonais de média precisão e poligonais de
alta precisão.

Esquema geral de resolução de uma poligonal


Vamos apresentar este esquema supondo que a poligonal a resolver é uma poligonal
aberta, apoiada nos pontos A e B de uma triangulação (ver Figura 41). A adaptação
deste tipo de poligonal a qualquer outro tipo (por exemplo poligonais fechadas ou
poligonais fechadas sobre si mesmas) é simples, requerendo apenas uma adaptação em
relação aos vértices inicial e final.
9
Dados: Quantidades observadas:

Pedidos:

MA, PA

MA', PA'

MB, PB

MB', PB'

leituras azimutais: AA’, A1 1A, 12 21, 23 32, 3B B3, BB’

distâncias: d1 d2 d3 d4

Começa-se por calcular os ângulos αi a partir das leituras azimutais feitas:

α0 = LA1 - lAA’

α1 = L12 -L 1ª

α2 = L23- L21

α3 = L3B - L32

α4 = LBB’- LB3

10
FASE: CÁLCULO DOS RUMOS

3) Determinação do erro de fecho angular e verificação da tolerância

Como (BB') e (BB')* normalmente não são iguais, calcula-se o erro de fecho angular
através da seguinte equação:

Ɛ a =( BB' )−(BB ')∗¿

11
É agora necessário verificar se o erro angular é admissível para a precisão exigida na
poligonal em questão. Pode-se então considerar que o erro terá que ser menor do que as
tolerâncias abaixo indicadas para poligonais de alta, média e baixa precisão.

12
Resumindo
Conhecidos alguns elementos de um triângulo –ângulos e comprimentos de lados –
determinar as coordenadas de um dado ponto.

Interseção (a vante):Sobre duas estações de coordenadas conhecidas, determinar as


coordenadas de um objeto, sem precisar ocupá-lo;

Interseção a ré: Com o aparelho estacionado sobre o ponto cujas coordenadas serão
calculadas, aponta-se para dois pontos de coordenadas conhecidas.

Triangulação: obtém-se figuras geométricas a partir de triângulos, justapostos ou


sobrepostos, formados através da medição dos ângulos subtendidos por cada vértice.

Trilateração: semelhante à triangulação, porém o levantamento será efetuado através


da medição dos lados.

13
Leituras realizadas sobre pontos de coordenadas conhecidas (A e B);

Visada para o ponto C, inacessível; Leituras angulares apenas (αe β);

14
Bibliografia
Antunes, A. Peixoto: "Topografia - Curso Geral". Departamento de Matemática da
FCTUC, 1991.

Casaca, João, Matos, J, Baio, M: “Topografia Geral”. Lidel, 2000.

Fernandes, J.C.: “Criação de modelos digitais de terreno” in Revista do Instituto


Geográfico Cadastral,

15

Você também pode gostar