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Percepção da Autoimagem em Mulheres

Este documento discute a percepção da imagem corporal de mulheres adultas no mercado do bairro de Inhamízua na cidade da Beira, Moçambique. Ele explora como a autoimagem é influenciada por fatores familiares, sociais e culturais e como os padrões de beleza impactam a liberdade e autoestima das mulheres. O estudo busca incentivar as mulheres a buscarem o autocuidado e autoestima para lidarem com as mudanças corporais ao longo da vida.
Direitos autorais
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Percepção da Autoimagem em Mulheres

Este documento discute a percepção da imagem corporal de mulheres adultas no mercado do bairro de Inhamízua na cidade da Beira, Moçambique. Ele explora como a autoimagem é influenciada por fatores familiares, sociais e culturais e como os padrões de beleza impactam a liberdade e autoestima das mulheres. O estudo busca incentivar as mulheres a buscarem o autocuidado e autoestima para lidarem com as mudanças corporais ao longo da vida.
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1

Gizela Lúcia Munhevo Mucheura

Percepção da auto-imagem corporal de mulheres adultas - Estudo do caso do Mercado


do bairro de Inhamízua

Licenciatura em Educação Física e Desporto

Universidade Licungo
Beira
2021
2

Gizela Lúcia MunhevoMucheura

Percepção da auto Imagem Corporal de mulheres adultas - Estudo do caso do Mercado


do bairro de Inhamízua

Licenciatura em Educação Física e Desporto

Trabalho a ser apresentado no


Departamento de Educação Física e
Desporto. Uni-Licungo Extensão da Beira,
para avaliação formativa da cadeira
Conclusão do Curso.

Supervisor: Msc Djossefa José Nhantumbo

Universidade Licungo
Beira
2021
3

Índice

CAPÍTULO I:..............................................................................................................................5

1. Introdução................................................................................................................................5

2. Problema..................................................................................................................................6

2.1. Justificativa...........................................................................................................................7

3. Objectivos................................................................................................................................8

CAPÍTULO II: Revisão da literatura...........................................................................................9

3.2. Conceitos básicos..................................................................................................................9

Percepção da Imagem Corporal...................................................................................................9

História do Corpo.......................................................................................................................10

3.2.1. Corpo e as relações com o mundo...................................................................................10

3.2.2. O corpo da mulher............................................................................................................11

4. Beleza.....................................................................................................................................12

4.1. Auto imagem.......................................................................................................................12

4.2. Auto imagem corporal........................................................................................................13

CAPÍTULO-III METODOLOGIAS..........................................................................................15

5. Tipo de Estudo.......................................................................................................................15

5.1. Amostra...............................................................................................................................15

5.2. Variáveis.............................................................................................................................15

5.3. Instrumentos de recolha de dados.......................................................................................15

5.3.1. Procedimentos de recolha de dados.................................................................................16

3.3.2. Procedimentos estatísticos...............................................................................................16

5.3.3. Considerações Éticas........................................................................................................17

6. Análise de dados....................................................................................................................17
4

6.1. Cronograma de execução....................................................................................................17

6.2. Orçamento...........................................................................................................................18

6.2.1. Resultados esperados.......................................................................................................19

6.3. Referências Bibliográficas..................................................................................................20


5

Declaração de honra
Declaro por minha honra que esta monografia científica é fruto da minha investigação pessoal e
das orientações do meu supervisor, o seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão
devidamente mencionadas no texto e na bibliografia final.

Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para obtenção
de qualquer grau académico.

Beira, aos 02 de Março de 2021

____________________________________
(Gizela Lúcia Munhero Mucheura)
6

Dedicatoria

Á minha dedicatória vai em especial a minha família, amigos (as), irmãos em cristo pelo
encorajamento e orações durante este percurso académico.
7

Agradecimentos

Agradeço primeiramente á Deus, pois nada sou sem ele. Agradeço por ter me abençoado em
todos momentos da minha vida.

Agradeço aos meus pais que me educaram, e deram todo o apoio e seu amor incondicional. Ao
meu querido esposo que sempre incentivou e abriu a minha mente em busca de novas conquistas
e sonhos, te agradeço pelo seu amor e companheirismo.

Agradecer aos pastores e irmãs que com muito carinho sempre me incluíam em suas orações, por
amor vai toda a minha gratidão.

Agradeço a todos os profissionais da área, professores que tive o prazer de conviver nesta
caminhada académica, agradeço em especial ao prof. Djossefa José Nhantumbo, em sempre estar
ao meu lado disposto a me ajudar e a orientar sem contestações e sempre que precisei o mais
rápido procurou uma solução, e me ajudou na produção dessa monografia.

Aos restantes colegas do curso pelo apoio, auxilio no fornecimento de material, trabalhos de
pesquisa individuais e colectivos, pelo ambiente de companheirismo escolar.
8

Indice de tabelas
9

Abreviaturas

PIC-Percepção da Imagem corporal

IC-Imagem Corporal

AI-Auto Imagem

SA-Silhueta Actual

SI-Silhueta Ideal

SPSS- Statistical package for social science


10

Resumo
11
12

Abstract
13

CAPÍTULO I:

1. Introdução

O presente trabalho tem como tema, percepção Imagem Corporal (PIC) de mulheres adultas -
Estudo do caso do Mercado do bairro de Inhamízua no município da Beira, de referir que a auto
imagem de uma pessoa é, muitas vezes, influenciada pelo modo como cada família olha para si
mesma, pelas frequentes observações feitas pelo cônjuge, pela realização profissional (ou falta
dela), pela inserção sociocultural de cada uma, pelos padrões de beleza de uma determinada
época e pelas diferentes fases que a pessoa vive, dentre outros aspectos. Diante da diversidade de
achados, iniciei uma deliciosa investigação sobre o universo feminino, em que, ao invés de
respostas às minhas indagações iniciais, abriram-se novos questionamentos sobre a auto imagem
da mulher, o que me motivou a realizar esta pesquisa.

A vontade de pertencer a esse padrão poda a liberdade do indivíduo em expor sua identidade,
suas características pessoais e, até mesmo, seus produtos criativos, pois sair do padrão pode
representar exclusão, e não-aceitação, sentimentos estes que lutamos para não vivenciar. Assim,
se a beleza pudesse ser encarada como elemento vinculado apenas ao bem-estar biopsicossocial,
ou seja, à saúde, permitiria uma libertação do corpo.
Considero que as mulheres são mais vulneráveis às mudanças corporais, especialmente aquelas
causadas pela idade, pela gestação, pela menopausa e pela jornada dupla de trabalho, dentre
outros, uma reflexão crítica sobre a exploração publicitária focada nas mulheres. Pretendo,
assim, incentivar as mulheres a buscar a adequação da Percepção Imagem Corporal de mulheres
adultas auto imagem corporal, por meio do simples auto cuidado e da conquista da auto-estima.
O trabalho está organizado em três capítulos, destes o primeiro capítulo é a introdução, segundo
a trata-se da revisão de literatura, terceiro e último capítulo são as mitologias que foram usadas.
14

2. Problema

 Qual é a percepção da auto imagem corporal de mulheres adultas do mercado do Bairro


de Inhamizua?
15

2.1. Justificativa

A escolha do tema deve-se à minha preocupação com os aspectos da percepção da auto Imagem
Corporal de mulheres adultas do mercado de Inhamizua que parece se apresentar conturbada e
distorcida na maioria das pessoas, devido à competição actual envolvendo o que é mais bela,
melhor, mais produtiva e valorizada, visão esta estimulada pela mídia, que vem sempre reforçar
a busca desenfreada pela beleza a partir da exposição de estereótipos de ideais femininos muitas
vezes, são comum e constante da auto imagem.

Essa frustração tem um impacto social relevante, pois diz respeito a tentativas constantes do
indivíduo, seja homem ou mulher, de se adequar aos padrões sociais tidos como aceitos. A
vontade de pertencer a esse padrão poda a liberdade do indivíduo em expor sua identidade, suas
características pessoais e, até mesmo, seus produtos criativos, pois sair do padrão pode
representar exclusão, e não-aceitação, sentimentos estes que lutamos para não vivenciar.

Além disso, a escolha deve-se à necessidade de propor, com a conclusão desta pesquisa, uma
reflexão crítica sobre a exploração publicitária focada nas mulheres. Pretendo, assim, incentivar
as mulheres a buscar a adequação da auto imagem corporal, por meio do simples auto cuidado e
da conquista da auto estima, ao invés da utilização de técnicas invasivas, manipuladoras e irrefle
ctidamente escolhidas pela maioria das mulheres.
16

3. Objectivos

Objectivo Geral

 Identificar possíveis distúrbios da percepção da auto Imagem Corporal de mulheres


adultas do mercado de Inhamízua

Objectivos específicos

 Verificar percepção da auto Imagem Corporal de mulheres adultas do mercado de


Inhamízua

 Analisar percepção da auto Imagem Corporal de mulheres adultas do mercado de


Inhamízua

 Comparar percepção da auto Imagem Corporal de mulheres adultas do mercado de


Inhamízua
17

CAPÍTULO II: Revisão da literatura

3.2. Conceitos básicos

Percepção da Imagem Corporal

A percepção da imagem corporal (PIC) é definida como a exactidão do julgamento do indivíduo


sobre seu tamanho, forma e peso relativos à sua actual proporção (CASH et al., 1991; SLADE,
1994).

Apesar da semelhança com a definição de imagem corporal e de estarem directamente


relacionadas, são dois conceitos distintos e ao mesmo tempo complementares, sendo que depois
de formada a imagem corporal, se obtém a percepção da mesma, sendo assim; MUTH e CASH
(1997) e Fernandes (2007) conceituam a imagem corporal em como indivíduos pensam, sentem e
se comportam em relação aos seus atributos físicos, enquanto que a percepção nada mais é que o
julgamento sobre a imagem corporal (CASH et al.,1991; SLADE, 1994; FERNANDES, 2007).

A imagem corporal (IC) é um conceito multidimensional, incluindo elementos neurológicos,


psicológicos e socioculturais. É vista como central aos muitos aspectos do funcionamento
humano, incluindo emoções, pensamentos, comportamento e relacionamentos relacionados aos
atributos físicos de uma pessoa (PRUZINSKY; CASH, 2004). Actualmente, a cultura ocidental
promove "a beleza do corpo" como meta para conseguir êxito social.

O uso do termo imagem corporal seria uma forma de padronizar os diferentes componentes que
constituem a imagem corporal (THOMPSON; COOVERT; STORMER, 1999). Diferentes
situações vão modificando a própria imagem corporal e a dos outros, em um processo dinâmico,
resultante de memórias e também de percepções presentes. Assim, a imagem corporal vai sendo
formada a partir das nossas vivências, ligadas às experiências de terceiros com seus próprios
corpos (SCHILDER, 1999).

Dentre os componentes da imagem corporal, destaca-se a insatisfação corporal, que pode ser
definida como a avaliação negativa do próprio corpo, considerado um importante preditor de
diversos agravos à saúde de mulheres (NEUMARK-SZTAINER et al, 2006).
18

As pessoas preocupam-se com a aparência e com o peso corporal, independentemente do género.


Porém, o sexo feminino parece internalizar a pressão para atingir um corpo considerado ideal,
gerando maior insatisfação (ALVARENGA, et al 2010).

A melhora na percepção da imagem corporal de um indivíduo pode resultar no aumento da auto-


motivação e melhor controlo do comportamento físico e alimentar. Entretanto, uma alteração da
percepção do adolescente em relação à si mesmo e a própria imagem corporal pode não só estar
relacionada 23 ao tratamento de sintomas de doenças, como também pode reflectir positivamente
como um importante factor preventivo da obesidade juvenil (WALKER et al, 2003).

História do Corpo

O corpo é uma invenção teórica recente, pois antes da virada do século XX ele exercia um papel
secundário no campo da filosofia, no qual, desde Descartes, a alma tinha papel principal. De
outro lado, no campo da medicina e das ciências naturais o corpo figurava como tema importante
a ser estudado e investigado. Mas, como afirma COURTINE (2013), o despontar do corpo como
objecto de saber data da virada do século. De acordo com o autor, os primeiros estudos sobre o
corpo emergiram da psicanálise, nos estudos de Freud que defendiam que o inconsciente falava
por meio do corpo.

No campo filosófico, temos os estudos de MERLEAU-PONTY sobre a encarnação da


consciência e os estudos de MARCEL MAUSS sobre as técnicas do corpo usadas pelos soldados
da Primeira Guerra Mundial na antropologia. COURTINE (2013) cita FOUCAULT (1995) como
o principal estudioso a trazer à tona reflexões fundamentais sobre o corpo.

3.2.1. Corpo e as relações com o mundo

O corpo é um vector semântico a partir do qual a evidência da relação com o mundo é


construída, moldada pelos contextos social e cultural nos quais o sujeito se insere. A percepção
de mundo, a forma de expressar os sentimentos, a aparência em si, o conjunto de gestos e
mímicas, os jogos de sedução, as actividades perceptivas, os exercícios físicos e a relação com a
19

dor e com o sofrimento são formas que o indivíduo usa para se expressar e se constituir como ser
a partir do uso do seu corpo (BRETON, 2010).

É por meio do corpo que o homem se apropria da vida e a traduz aos outros por meio de sistemas
simbólicos. Nesse sentido, existir, antes de mais nada, significa mover-se em determinado tempo
e espaço, transformando o mundo e sendo transformado por ele. Assim, como afirma BRETON
(2010), a existência é corporal.

De acordo com LELOUP (2012), o corpo nos conta muitas histórias, e em cada uma delas há um
sentido a descobrir, como o significado dos acontecimentos, das doenças ou do prazer que anima
algumas de suas partes. O corpo é a nossa memória mais arcaica. Nele nada é esquecido. Cada
acontecimento vivido, particularmente na primeira infância e na vida adulta, deixa no corpo sua
marca profunda. Essa experiência corporal aparece como um processo de socialização que,
embora apresente traços individuais, tem uma condição social importante, que molda e determina
o corpo desde o nascimento da criança.

3.2.2. O corpo da mulher

DEL PRIORI (2000) faz um levantamento dos últimos anos sobre as diversas transformações
físicas vividas pela mulher, como a introdução da higiene corporal, a invenção do batom. O
corpo foi então coberto de cremes, silicones e vitaminas. Na saída de casa, em busca pelo
trabalho, o espaço privado e o público da mulher também sofreram transformações. Conquistas e
armadilhas passaram a fazer parte do universo ambíguo da mulher. Liberada da dominação
masculina, a mulher se deparou com a dominação de algo sem rosto.

Na busca pela individuação, a mulher se depara com o próprio corpo e com as relações que este
estabelece com o outro. A sexualidade permite que ela se construa enquanto sujeito. A existência
da mulher, bem como a de todo ser humano, pode ser considerada como toda corporal, pois é
pela corporeidade que o homem faz do mundo a extensão de sua experiência e transforma-o em
tramas familiares e coerentes, disponíveis à acção e permeáveis à compreensão (BRETON,
2010).
20

As mulheres buscam experimentar o prazer de seu corpo. Querem transformá-lo pela


maquiagem, pela ginástica ou pela cirurgia estética. Estas condutas são frequentemente
interpretadas pelos homens como manobras de sedução, mas em verdade, são elas mesmas que
as mulheres buscam seduzir. O corpo torna-se, como cita SANTAELLA (2004), um nó de
múltiplos investimentos e inquietações.

4. Beleza

A beleza é um conceito vinculado à atracção entre as pessoas e o que elas pensam a respeito
umas das outras. De acordo com ECO (2004), o conceito de belo relaciona-se ao que é bom. É
relativo e mutável, assumindo diversas faces, segundo o período histórico. Para REIS etal.
(2006), o conceito de beleza é próprio de cada indivíduo, sendo estabelecido a partir de valores
individuais relacionados a género, raça, educação e experiências pessoais; bem como a valores
da sociedade, como o ambiente, está cada vez mais responsável pela globalização do conceito de
beleza. Percebe-se que a relatividade desse conceito influencia e é influenciada directamente
pelas questões sociais.

COLAVITTI (2004) destaca variações nos padrões de beleza feminina de acordo com aspectos
históricos e culturais desde a Idade Média até a actualidade. Assim, na Idade Média, a beleza da
mulher vinculava-se a características que remetessem à nobreza, tais como pele branca, boca
vermelha e pequena e cabelos louros e longos. No Renascimento, a sensualidade e a beleza
femininas envolviam traços relacionados à maternidade, como seios fartos, coxas grossas, corpo
recheado de curvas. Já no Romantismo, mulher bela era a que tinha traços pálidos e frágeis, que
remetessem à aparência de doença.

4.1. Auto imagem

O conceito de imagem, para ser mais bem compreendido, não deve vincular-se somente
vinculado às noções de corpo, mas deve ser estudado também a partir de tudo aquilo que
influencia o próprio corpo, como as diversas construções das subjectividades. A construção de
uma imagem mental depende das experiências que cada indivíduo vivencia. Acontece junto com
21

aspectos e fatos fantasiados, desperta emoções únicas e pessoais e é livre, representando todas as
sensações e expressões no ato de sua criação.

A imagem corporal também é um produto imaginário. Tem sua origem na interacção entre a
actividade sensório-motora e o campo da linguagem, que é eminentemente cultural
(THOMPSON; FERREIRA, 2002). Dessa forma, a percepção de si e do corpo depende da
experiência que cada um tem com o próprio corpo e das relações que estabelece com o outro.

4.2. Auto imagem corporal

O auto imagem corporal (AIC) refere-se ao reconhecimento que fazemos de nós mesmos, sendo
a imagem mais realista possível de nossas próprias capacidades, potencialidades, sentimentos,
atitudes e ideias. Auto imagem corporal pode ser ainda definido como a noção que se tem do
próprio corpo, ilustração mental acerca do tamanho, da imagem, da forma do corpo e, também,
dos sentimentos relacionados a essas características (SAUR & PAISAN, 2008). Destaca-se
também que a auto imagem corporal está em constante desenvolvimento e pode sofrer
modificações quando influenciada pela relação que o sujeito tem consigo e com o ambiente que
o cerca (BOSI etal, 2006).

Pode-se dizer que a construção do auto imagem surge da interacção do sujeito com a sociedade;
ou seja, a forma como se relaciona com os outros e consigo mesmo (MOSQUERA; STOBÄUS,
2006). A cultura na qual o indivíduo está inserido exerce papel importante como norteadora do
comportamento humano, pois este tende a interiorizar um conjunto de atitudes, crenças, regras,
valores e comportamentos vivenciados culturalmente pela sociedade. A partir daí passa a moldar
suas acções de acordo com as exigências ditadas pelos padrões sociais portanto, aceitas em seu
meio social (ALVES etal., 2009).

Intimamente ligada ao auto imagem corporal está a auto-estima, caracterizada pelo juízo de valor
que uma pessoa tem de si, a qual começa a ser construída na infância. Sua importância é grande
na relação que o indivíduo mantém consigo e com os outros, influenciando sua percepção dos
acontecimentos e de seu comportamento. Os sentimentos advindos do auto imagem corporal
podem influenciar a auto-estima, causando uma avaliação subjectiva de atracção ou repugnância
desta (MAÇOLA, VALE, CARMONA, 2010).
22

Em uma pesquisa feita com homens e mulheres, GHADERI E SCOTT (2004) descobriram que
meninas demonstram preferência por corpos magros e esguios, enquanto os meninos por corpos
grandes e musculosos. Esses dados nos permitem destacar que, ao longo do 33 desenvolvimento,
meninos e meninas recebem diferentes estímulos culturais e sociais, o que influencia
directamente os valores e os comportamentos individuais.

Pesquisas feitas por DAMASCENO et al. (2005), relacionam o estado nutricional com a
percepção e a satisfação da imagem corporal. Os autores concluíram que homens tendem a
aceitar sua imagem corporal, independentemente do estado nutricional e que as mulheres
demonstram maior preocupação com a imagem corporal, motivo este responsável pela
manutenção de um padrão eutrófico. Ou seja, as mulheres desde muito novas apresentam mais
dificuldade em lidar com a própria imagem corporal.
23

CAPÍTULO III: METODOLOGIA DO ESTUDO

3.1. Tipo de Estudo

A presente pesquisa é do tipo descritivo com delineamento transversal e abordagem quantitativa.

3.2. Amostra

A amostra é composta por 60 mulheres vendedeiras do mercado de Inhamízua, no Município da


Beira.

3.4. Variáveis

As variáveis definidas para o presente estudo são:

 Idade;
 Sexo;
 Estado civil;
 Religião;
 Número de agregado familiar
 Silhueta actual;
 Silhueta ideal.

3.5. Instrumentos de recolha de dados

A avaliação da auto-imagem corporal foi feita mediante a escala de silhuetas de Stunkard (1983),
contendo as nove silhuetas que avaliam a percepção da imagem actual e da imagem ideal
respectivamente (figuras 1 e 2). A satisfação corporal é calculada a partir da diferença entre a
figura escolhida como silhueta ideal (SI) e a silhueta escolhida como figura desejada. Quanto
24

maior for o valor da diferença, maior a insatisfação corporal. Quando os valores da diferença são
positivos, a imagem desejada é menor do que a imagem actual (SA). Quando os valores da
diferença são negativos, a imagem desejada é maior do que a imagem ideal.

SILHUETA ACTUAL

Figura 1: Escala de Stunkard (silhueta actual)

SILHUETA IDEAL

Figura 2: Escala de Stunkard (silhueta ideal)


25

A escala de silhuetas de Stunkard (1983) para mulheres adultas é composta por nove (09) figuras
organizadas em ordem numérica de um (01) a nove (09), onde a figura número um representa
baixo peso, evoluindo sequencialmente, sendo as figuras oito e nove referentes a obesidade
(ARAÚJO et al., 2007). Para Madrigal et al (1999) a figura 1 seria baixo peso, as figuras 2 à 5
representariam eutrofia, 6 e 7 sobrepeso e por fim 8 e 9 obesidade. Alguns autores como
FERREIRA, BERGAMIN E GONZAGA (2008), FOGAÇA e OLIVEIRA (2003) indicam a
silhueta número quatro como a recomendável.

Para se avaliar a percepção de imagem corporal foi pedido às participantes que fosse assinalada a
figura na qual como se vê (silhueta actual) e a figura na qual como gostaria de ser (silhueta
ideal).

3.6. Análise de dados

Análise dos dados é do tipo descritivo, com a preocupação de descrever, apresentando dados,
tanto na forma de tabelas, quanto na forma de gráficos, que facilitou a interpretação e o
entendimento do estudo. Foi utilizado o programa Excel para a apresentação gráfica dos dados,
além do armazenamento dos mesmos, enquanto o programa SPSS versão 17.0 foi utilizada para a
análise estatística dos dados. No estudo em questão, será utilizado desvio padrão, médias,
máxima e mínima como forma de caracterização da amostra.

3.7. Considerações Éticas

As mulheres envolvidas na pesquisa serão esclarecidas quanto aos objectivos e métodos da


pesquisa e assinarão um Termo de Consentimento, permitindo que a pesquisa ocorra nas suas
casas. Após informações sobre os objectivos da pesquisa, o protocolo e os procedimentos a
serem realizados, os riscos e benefícios da participação no estudo, serão solicitadas
consentimento de participação por escrito.
26

6.3. Referências Bibliográficas

ALVES, D; PINTO, M; ALVES, S; MOTA, A. LEIRÓS, (2009) V. Cultura e imagem corporal.


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Janeiro. Jornal Brasileiro de Psiquiatria.;55(2):108-113.

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COURTINE, JEAN-JACQUES. (2013) Decifrar o corpo: pensar com Foucault/ Jean-Jacques


Courtine; tradução de Francisco Morás. Petrópolis: Vozes.

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de vida na Universidade. (2006)Porto Alegre, Revista Psicologia, Saúde & Doenças. 7(1):83-
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SAUR, A.M.; PASIAN, S.R. (2008).Satisfação com a imagem corporal em adultos de diferentes
pesos corporais. Avaliação Psicológica. Porto Alegre, 7(2):199-209

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Escala de avaliação de qualidade de vida: validade e confiabilidade de uma
escala para qualidade de vida em crianças de 4 a 12 anos. Arquivos de
Neuro-Psiquiatria, 58(1), 119-127.

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