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Amostragem em Auditoria: Guia Prático

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Aula 03

Prefeitura de Garanhuns-PE /
ISS-Garanhuns-PE (Auditor Fiscal da
Receita Municipal) Auditoria - 2024
(Pós-Edital)

Autor:
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de
Carvalho Oliveira

12 de Fevereiro de 2024

00107478340 - JACKSON NASCIMENTO DA SILVA


Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
Aula 03

Sumário
MOTIVAÇÃO DA AULA............................................................................................................. 2
CONTEXTUALIZAÇÃO .............................................................................................................. 3
AMOSTRAGEM EM AUDITORIA ................................................................................................. 8
Amostragem segundo a NBC T 11.11 ..................................................................................29
Considerações Gerais .......................................................................................................................................... 29
Planejamento da Amostra ................................................................................................................................... 31
Risco de Amostragem .......................................................................................................................................... 33
Erro tolerável / erro esperado............................................................................................................................. 35
Seleção da Amostra ............................................................................................................................................. 36

CONTROLE (GESTÃO) DE QUALIDADE .................................................................................. 38


Gestão de qualidade para firmas (pessoas jurídicas e físicas) de auditores
independentes .........................................................................................................................38
Gestão de qualidade da auditoria de demonstrações contábeis .....................................42
Aspectos gerais do controle (gestão) da qualidade ...........................................................44
Revisão Externa de Qualidade pelos Pares ..........................................................................48
QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS.............................................................................. 54
Amostragem .............................................................................................................................54
Controle de Qualidade ........................................................................................................ 112
RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS ............................................................................. 130
RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS....................................................................................... 134
BIBLIOGRAFIA..................................................................................................................... 139
LISTA DE QUESTÕES ........................................................................................................... 140
GABARITO ......................................................................................................................... 171

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Aula 03

Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir.

1) O que é amostragem em auditoria?


2) A amostragem deve ser necessariamente estatística?
3) O que é estratificação?
4) O que o auditor deve considerar ao definir uma amostra de auditoria?
5) O tamanho da amostra deve ser levado em consideração ao se decidir entre a abordagem
estatística ou não estatística? ==ad78c==

6) O tamanho da amostra é afetado pelo risco de amostragem?


7) Quais os principais métodos para seleção de itens para a amostra? Em que consiste cada um?
8) Quais fatores têm relação direta com o tamanho da amostra?
9) Quais fatores têm relação inversa com o tamanho da amostra?
10) A quantidade de unidades de amostragem afeta o tamanho da amostra?
11) Qual o objetivo da gestão de qualidade da FIRMA de auditoria?
12) Qual o objetivo da gestão de qualidade da AUDITORIA?
13) Em que consiste a revisão de Qualidade da Auditoria?
14) Quem é o encarregado pela revisão de Qualidade?
15) O que é sistema de gestão da qualidade e quais seus componentes?
16) O que é processo de monitoramento e correção?

Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se
preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje!

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Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria


em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas
as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma
base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população”.
O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de proporcionar uma base razoável
para que possa concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada.
Ressaltamos que a amostragem é apenas um dos métodos que os auditores utilizam para obter
evidências sobre afirmações. O auditor, ao efetuar a seleção de itens para obtenção de evidência
de auditoria apropriada e suficiente, dispõe dos seguintes meios:
(a) seleção de todos os itens (exame de 100% - também chamada de procedimento censitário);
(b) seleção de itens específicos; e
(c) amostragem de auditoria.

A aplicação de qualquer um desses meios ou uma combinação deles pode ser apropriada
dependendo das circunstâncias específicas, por exemplo, os riscos de distorção relevante
relacionados à afirmação que está sendo testada, e a praticidade e eficiência dos diferentes meios.
Grosso modo, a amostragem em auditoria é recomendável quando os itens da população de
interesse possuem características homogêneas, bem como quando não é possível efetuar um
procedimento censitário (seleção de todos os itens).
A escolha do método de seleção é uma questão de julgamento profissional do auditor, feita com
base na avaliação de risco, na materialidade, na eficiência e no custo da auditoria. No entanto, o
método escolhido deve ser eficaz no cumprimento do objetivo do procedimento de auditoria e, em
última análise, na coleta de evidências que darão suporte à conclusão do auditor. O quadro a seguir
sintetiza as circunstâncias em que cada método é apropriado, podendo haver aplicação combinada
deles.

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MÉTODOS DE SELEÇÃO E CIRCUNSTÂNCIAS APROPRIADAS PARA SUA UTILIZAÇÃO


MÉTODO APROPRIADO QUANDO/PARA:

Seleção de todos • A população constituída por uma pequena quantidade de


itens de valor alto.
os itens • Existe um risco significativo e outros meios não fornecem
evidência de auditoria suficiente e apropriada.
• Podem ser usadas TAAC (técnicas de auditoria assistidas
por computador) em uma população maior para testar
eletronicamente um cálculo repetitivo ou outro processo.
Seleção de itens • Itens-chave ou de valor alto que individualmente
poderiam resultar em distorção relevante.
específicos • Todos os itens acima de um valor especificado.
• Quaisquer itens ou divulgações de demonstrações
financeiras não usuais ou sensíveis.
• Quaisquer itens altamente suscetíveis à distorção.
• Itens que fornecerão informações sobre assuntos/áreas,
tais como a natureza da entidade, a natureza das
transações e o controle interno.
• Itens para testar a operação de certas atividades de
controle.
Amostragem • Chegar a uma conclusão sobre todo um conjunto de dados
(população) por meio da seleção e do exame de uma
amostra representativa de itens da população –
principalmente quando tais itens possuem características
homogêneas.
Fonte: adaptado de IFAC (2010).

O quadro a seguir ilustra alguns enfoques alternativos (amostragem, procedimentos analíticos, uso
de software, etc.) à coleta de evidências sobre afirmações em demonstrações financeiras e exemplos
de tipos específicos de evidência que podem ser obtidas de acordo com cada tipo de afirmação
(existência, integridade, direitos, etc.). A informação a seguir, como dito, é meramente ilustrativa e
geralmente não cobrada em provas.

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ENFOQUES ALTERNATIVOS À OBTENÇÃO DE EVIDÊNCIA DE AUDITORIA SOBRE AFIRMAÇÕES


AFIRMAÇÃO ENFOQUES PARA OBTENÇÃO DE EVIDÊNCIA

Existência • Amostragem: tomar uma amostra e examinar a evidência subjacente


ou enviar pedidos de confirmação.
• Procedimentos analíticos: comparação com expectativas do auditor
baseadas em dados do ano anterior ou outros indicativos
econômicos.
• Análise: revisão de 100% das transações ou de dados em um sistema
computadorizado para determinar se a classificação é apropriada.
• Software de auditoria: ordenar o arquivo para identificar os itens
maiores, os menores, os mais frequentes; também é útil para
identificar transações incomuns.
• Rever blocos de transações para verificar se a classificação é
apropriada, por exemplo, fazendo testes de corte no final do ano.
Integridade • Amostragem: selecionar uma amostra em busca de passivos
contabilizados de forma incompleta.
• Procedimentos analíticos: comparação com expectativas do auditor
baseadas em dados do ano anterior ou outros indicativos
econômicos.
• Rever blocos de transações para verificar se a classificação é
apropriada, por exemplo, fazendo testes de corte no final do ano.
Direitos • Amostragem: geralmente em conjunto com testes de existência,
mediante o exame de documentos originais.
• Procedimentos analíticos: buscar relações incomuns (saldo de caixa
superior ou inferior ao esperado ou anomalias semelhantes nos
dados básicos).
Avaliação • Amostragem: selecionar itens e associá-los a documentos originais
(por ex., contratos de compra ou faturas).
• Procedimentos analíticos: exame de modelos utilizados para predizer
valores estimados, tais como provisões para devedores duvidosos e
comparação de estimativas de modelos às expectativas do auditor.
• Software de auditoria: totalizar o arquivo e testar cálculos.
• Procedimentos analíticos: identificar anomalias nos dados básicos.
Apresentação e • Amostragem: verificar estimativas ou outros itens para determinar se
a divulgação é apropriada.
Divulgação • Revisão de 100%, tal como a leitura das notas explicativas de
demonstrações financeiras.
Fonte: Gramling, Rittenberg e Johnstone (2012).

A escolha do método de obtenção de evidência depende da natureza das transações e das


afirmações específicas que estão sendo testadas. Embora seja importante entender as técnicas de
amostragem, é igualmente importante saber que há poucas contas para as quais a conclusão do

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auditor sobre seus saldos será baseada exclusivamente em dados de amostragem (Gramling,
Rittenberg e Johnstone, 2012).
Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento de
auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. Como os objetivos, por
exemplo, dos testes de controles e dos procedimentos substantivos são distintos, diferentes
abordagens podem ser utilizadas.
A amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe seleção aleatória e uso da teoria
das probabilidades para a avaliação dos resultados) e não estatística. Pela amostragem estatística,
os itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma
probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem não estatística, o
julgamento é usado para selecionar os itens da amostra.
Tanto a amostragem estatística quanto a não estatística, quando adequadamente utilizadas, podem
fornecer evidência suficiente para as conclusões do auditor. (Gramling, Rittenberg e Johnstone,
2012).

Entretanto, somente os resultados de amostras estatísticas podem ser extrapolados para toda
a população.
Os resultados obtidos em amostragens não estatísticas são válidos apenas para os elementos
observados. Essa situação deve ser registrada de forma clara para evitar interpretações
enviesadas acerca da população.

Destacamos os parágrafos acima na caixa azul para podermos tecer algumas considerações
complementares a seu respeito.

A afirmação acima, que diz que apenas os resultados da amostragem estatística podem ser
extrapolados para toda a população, não se encontra prevista de forma expressa nas Normas
Técnicas de Auditoria (especialmente na NBC TA 530). Tal entendimento encontra fundamento
em posicionamentos doutrinários, bem como em normas de auditoria governamental.

Outro ponto importante para nosso estudo é o fato de que o tamanho da amostra não é um critério
válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não estatísticas, pois uma amostra

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estatística não necessariamente implicará numa amostra de tamanho maior do que uma não
estatística.
Em qualquer amostra inferior a 100% da população, sempre há o risco de uma distorção não ser
identificada e de poder exceder o nível tolerável de distorção ou desvio. Isso é denominado risco de
amostragem. Em outras palavras, o risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor,
com base em uma amostra, seja diferente daquela que seria obtida se toda a população tivesse sido
testada.
O auditor deve determinar o tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de amostragem
a um nível mínimo aceitável (reparem, portanto, que não se pode eliminar o risco de amostragem).
A amostragem estatística permite controlar precisamente o risco de fazer uma inferência incorreta
a respeito da população da qual a amostra é extraída, enquanto a não estatística não possibilita tal
tipo de controle (Gramling, Rittenberg e Johnstone, 2012).

Os auditores independentes – profissionais autônomos ou sociedades – precisam implantar e


manter procedimentos e regras de supervisão e controle interno de qualidade de modo a garantir
a qualidade dos serviços executados. Diversos fatores devem ser considerados no estabelecimento
das regras e procedimentos de controle interno de qualidade, especialmente os ligados à estrutura
da equipe técnica do auditor, ao porte, ao clima, à organização e à complexidade dos serviços a
serem realizados.
A supervisão e o controle interno de qualidade são relevantes na garantia da qualidade do serviço
prestado, devendo abranger todas as atividades dos auditores, principalmente considerando-se a
repercussão que o relatório de auditoria pode ter sobre a entidade auditada.

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A NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria se aplica quando o auditor independente decide usar
amostragem na execução de procedimentos de auditoria. Ela trata do uso de amostragem estatística
e não estatística na definição e seleção da amostra de auditoria, na execução de testes de controles1
e de detalhes 2e na avaliação dos resultados da amostra.
O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de proporcionar uma base razoável
para o auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada.
O método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a realização de ações de controle em
situações onde o objeto alvo da ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de
maneira bastante pulverizada. A amostragem é também aplicada em função da necessidade de
obtenção de informações em tempo hábil, em casos em que a ação na sua totalidade se torna
impraticável.
A amostragem tem como objetivo conhecer as características de interesse de uma determinada
população a partir de uma parcela representativa. É um método utilizado quando se necessita obter
informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de elementos (população), considerado
grande ou numeroso, observando apenas uma parte do mesmo (amostra). As informações obtidas
dessa parte somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do grupo, como um
todo, caso esta seja representativa.
A representatividade é uma característica fundamental para a amostra, que depende de sua forma
de seleção e tamanho. Potencialmente, a amostra obtém essa característica de relevância quando é
tomada ao acaso. Para uma amostra ser considerada representativa de uma população, ela deve
possuir características de todos os seus elementos, bem como ter conhecida a probabilidade de
ocorrência de cada elemento na sua seleção.
Todas as definições delineadas abaixo – algumas delas já comentadas ao longo da seção
Contextualização – já foram objeto de provas nos mais diversos concursos. Segundo a NBC TA 530:
5. Para fins das normas de auditoria, os termos a seguir têm os significados a eles atribuídos:
Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100%
dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de
amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base
razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população.

1
Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos
controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes.
2
Teste de detalhe é o procedimento planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações
(declarações incorporadas às demonstrações) relativas a classes de transações, saldos de contas e
divulgações).

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População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual
o auditor deseja concluir.

Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse
ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. O risco
de amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas:

(a) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados mais eficazes do que
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que não seja identificada distorção
relevante, quando, na verdade, ela existe. O auditor está preocupado com esse tipo de
conclusão errônea porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a uma opinião
de auditoria não apropriada.
(b) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do que
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção relevante,
quando, na verdade, ela não existe. Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da
auditoria porque ela normalmente levaria a um trabalho adicional para estabelecer que as
conclusões iniciais estavam incorretas.
Esclarecendo: a eficácia, ou o resultado, da auditoria é prejudicada quando o auditor chega a
conclusões errôneas, seja por considerar os controles mais eficazes do que realmente são
(superavaliá-los), seja por não identificar distorção quando elas realmente existem. Percebam
que, nesse caso, o auditor “deu mole” ao considerar as coisas mais seguras do que elas
realmente eram; isso prejudica todo o resultado do trabalho. Já a eficiência (medida de
utilização de recursos no processo) é prejudicada quando o auditor tem um trabalho a mais
para perceber que estava errado inicialmente, seja por considerar os controles menos eficazes
do que realmente são (subestimá-los), seja por considerar que há distorções quando elas não
existem. Percebam, nesse caso, que o auditor “pecou por excesso”.

Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão
errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem.
Os exemplos de risco não resultante da amostragem incluem o uso de procedimentos de
auditoria não apropriados ou a interpretação errônea da evidência de auditoria e o não
reconhecimento de uma distorção ou de um desvio.

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Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção


ou desvio em uma população.

Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que constituem uma população.
Esclarecendo: apesar do nome "unidade DE AMOSTRAGEM", esse conceito está diretamente
relacionado à população da qual se deseja extrair a amostra, e não à amostra propriamente
dita. É o que se extrai da própria definição (cada um dos itens que constituem uma
POPULAÇÃO).

Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características:


(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a
mensuração do risco de amostragem.
A abordagem de amostragem que não tem as características (i) e (ii) é considerada uma
amostragem não estatística.

Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um


grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário).
Atenção: veremos mais detalhes acerca da Estratificação mais à frente. Por ora, prestem
atenção ao fato de que as subpopulações são grupos de unidades de amostragem com
características SEMELHANTES (ou HOMOGÊNEAS) – e não características distintas ou
heterogêneas.

Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado
de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população.
Observação: por menos intuitivo que pareça o conceito acima, podemos pensar na distorção
tolerável como um valor discrepante com o qual o auditor aceita (ou tolera) conviver. Excedido
esse valor, o auditor tem “com o que se preocupar”. Em outros termos, a distorção tolerável
corresponde ao máximo que se admitirá de erro para os resultados obtidos na amostra. A
distorção tolerável pode ter o mesmo valor ou valor menor do que o da materialidade na
execução da auditoria.

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Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos procedimentos de controles internos previstos,
definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio
não seja excedida pela taxa real de desvio na população. [grifos não constantes no original]
Observação: podemos entender a taxa tolerável de desvios como uma taxa (%) máxima
admitida de erros relacionados aos procedimentos de controle. Enquanto a distorção tolerável
é um valor (absoluto), a taxa tolerável de desvio é um valor percentual.

Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar: 1) a finalidade do procedimento


de auditoria; e 2) as características da população da qual será retirada a amostra.
A amostragem de auditoria permite que o auditor obtenha e avalie a evidência de auditoria em
relação a algumas características dos itens selecionados de modo a concluir, ou ajudar a concluir,
sobre a população da qual a amostra é retirada. Como dissemos anteriormente, a amostragem em
auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de amostragem não estatística como a
estatística.
Em complemento à passagem vista cima, podemos considerar que, ao definir uma amostra, o
auditor deve considerar os fins específicos a serem alcançados e a combinação de procedimentos
de auditoria que devem alcançar esses fins.
Ao considerar as características de uma população, para testes de controles, o auditor faz uma
avaliação da taxa esperada de desvio com base no seu entendimento dos controles relevantes ou
no exame de pequena quantidade de itens da população. Essa avaliação é feita para estabelecer a
amostra de auditoria e determinar seu tamanho. Por exemplo, se a taxa esperada de desvio for
inaceitavelmente alta, o auditor geralmente decide por não executar os testes de controles. Da
mesma forma, para os testes de detalhes, o auditor faz uma avaliação da distorção esperada na
população. Se a distorção esperada for alta, o exame completo ou o uso de amostra maior pode ser
apropriado ao executar os testes de detalhes.
A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não estatística é uma questão
de julgamento do auditor, não sendo o tamanho da amostra um critério válido para distinguir entre
as abordagens estatísticas e não estatísticas.
O auditor deve ainda determinar o tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de
amostragem a um nível mínimo aceitável. O tamanho da amostra pode ser determinado mediante
aplicação de fórmula com base em estatística ou por meio do exercício do julgamento profissional.
Apesar de não aparecer nas normas de auditoria, uma fórmula estatística amplamente utilizada para
o cálculo do tamanho da amostra é a seguinte:

Tamanho da amostra = fator de confiança / taxa tolerável de desvio

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O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho
da amostra exigida. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior
deve ser o tamanho da amostra.

O item acima, muito cobrado em provas, determina uma relação inversa entre o
tamanho da amostra e o risco que o auditor está disposto a aceitar. Trata-se de
relação, de certa maneira, lógica. Afinal, se o auditor não está muito propenso ao risco,
deve aumentar a amostra de maneira a reduzir possíveis conclusões equivocadas.

(TJ SP / 2019) A respeito do uso de amostras para a realização dos trabalhos de auditoria, assinale
a alternativa correta.
a) A utilização de amostras nos trabalhos de auditoria não é autorizada pelas normas brasileiras
de auditoria por comprometer a imparcialidade que deve orientar os trabalhos do auditor.
b) Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a serem
testados, não poderão ser empregadas técnicas de amostragem.
c) A utilização de amostragem estatística deve ser evitada nos trabalhos de auditoria por não
permitir segurança suficiente a respeito dos seus achados.
d) Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada uma
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
e) Amostra e população são conceitos sinônimos em matéria de procedimentos de auditoria com
base em estatísticas.
Comentários:
Analisando cada assertiva:
A: errada. Vimos que a amostragem é plenamente autorizada pelas normas brasileiras de
contabilidade.

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B: errada. A NBC TI 01 – Auditoria Interna, prevê justamente o contrário. Estudamos, no detalhe,


a NBC TI 01 em outras aulas de nossos cursos. Trazemos, no momento, esta passagem, por ser
diretamente relacionada ao tema amostragem. Veja:
[Link] – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a
serem testados, podem ser empregadas técnicas de amostragem.
C: errada. Assertiva totalmente sem previsão normativa. A amostragem estatística é
perfeitamente utilizável.
D: correta, nos termos exatos da NBC TI 01 (norma que trata da auditoria interna):
[Link] – Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada
uma amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
E: errada. Vimos que os conceitos são distintos. Amostra é uma parte do todo (população).
Gabarito: D.
(ISS São Luís – Auditor Fiscal – 2018 – Adaptada) Considere a seguinte situação hipotética:
Determinado Estado da Federação mantém programa de Cidadania Fiscal por meio do qual a
emissão de notas e cupons fiscais pode ser feita com a inclusão do número de CPF do consumidor
final. Após cadastro no programa, é possível que esses contribuintes diretos obtenham descontos
no imposto sobre a propriedade de veículos automotores – IPVA devido.
Em auditoria interna da base de dados de resgates de pontos na forma de descontos no IPVA,
realizou-se um teste para apurar a distância geográfica entre os estabelecimentos em que foram
realizadas as compras dos bens e serviços de onde se originou a pontuação resgatada, o endereço
registrado no cadastro do programa e o domicílio do proprietário constante da anotação no
Departamento Estadual de Trânsito. O objetivo pretendido era indicar possíveis erros, fraudes ou
simulações.
Após inspeção gráfica dos dados, o auditor promoveu a exclusão de uma série de observações que,
a seu juízo, não poderiam estar corretas. Ao fim, chegou-se a uma relação de pessoas jurídicas
como emissoras de documentação fiscal com afastamento geográfico suspeito entre sede e local
de utilização dos pontos derivados.
Sobre o caso e considerando a amostragem em auditoria, é correto afirmar.
a) As normas não permitem a exclusão dos chamados valores aberrantes (outliers), pois, sem a
integralidade do espaço amostral, as conclusões são tendenciosas.
b) Embora tecnicamente correto, tal trabalho nunca poderia subsidiar uma campanha de auditoria
dirigida.
c) Pode-se dizer que se trata de uma aplicação do método aleatório de seleção de amostra.
d) Se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da amostra.
Comentários:

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A questão começa com uma narrativa que é praticamente irrelevante para a resolução da questão.
Vamos avaliar as assertivas:
Letra A: ERRADA. Esses são os chamados “pontos fora da curva”. Não há, nas normas de auditoria,
óbices (impedimentos) para tal exclusão. Podemos considerar, em termos estatísticos, que essa
eliminação é uma boa prática. Reparem que mais uma vez o enunciado é de pouca valia.
Letra B: ERRADA. A forma como foi conduzido o trabalho poderia subsidiar qualquer tipo de
auditoria.
Letra C: ERRADA. Segundo a NBC TA 530, seleção aleatória é aquela aplicada por meio de
geradores de números aleatórios como, por exemplo, tabelas de números aleatórios. A questão
não traz informações suficientes para garantir isso. Veremos adiante os tipos de seleção de
amostra.
Letra D. CORRETA. Estamos diante da relação inversa entre o tamanho da amostra e o risco de
amostragem (vista acima). O examinador aqui foi maldoso, pois apesar de manter a relação
inversa, alterou o “sentido” dos fatores da afirmação. Percebam:
Original da norma: quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o
tamanho da amostra;
Assertiva: se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da
amostra.
Ora, fica difícil supor que um auditor, em sã consciência, desejaria aumentar o risco de
amostragem. Independente disso, a relação inversa foi preservada, daí a correção da assertiva.
Reparem que, mais uma vez, não era preciso ler o enunciado para chegar a essa conclusão e, por
consequência, ao gabarito da questão.
Gabarito: D.
O auditor deve, também, selecionar itens para amostragem de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.
Reiteramos que o auditor pode usar duas abordagens de amostragens: a estatística e a não
estatística. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de modo que cada
unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Pela amostragem
não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. Nesse contexto, é
importante que o auditor selecione uma amostra representativa, de modo a evitar tendenciosidade
mediante a escolha de itens da amostra que tenham características típicas da população.
Os principais métodos para selecionar amostras correspondem ao uso de seleção aleatória, seleção
sistemática e seleção ao acaso. Veremos adiante detalhes sobre os métodos para seleção de
amostras. Adiantamos que há, além desses três (tidos como “principais”), mais dois métodos
(amostragem de unidade monetária e seleção de bloco).
A seguir, apresentaremos trechos da norma relacionados à execução de procedimentos de auditoria
em itens da amostra selecionados, natureza e causa de desvios e distorções, e projeção de
distorções.

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Aula 03

O auditor deve executar os procedimentos de auditoria, apropriados à finalidade, para cada item
da amostra selecionado.

Se o procedimento de auditoria não for aplicável ao item selecionado, o auditor


deve executar o procedimento em um item que substitua o anteriormente
selecionado – esse é o chamado procedimento em item de substituição.
Um exemplo de quando é necessário executar o procedimento em item de substituição é quando
um cheque cancelado é selecionado durante teste de evidência de autorização de pagamento (nesse
cenário, o auditor busca algum “problema”, ou desvio, no processo de cancelamento do cheque).
Se, no entanto, o auditor ficar satisfeito, concluindo que o cheque foi cancelado de forma apropriada
de modo a não constituir desvio, um item escolhido de maneira apropriada para substituí-lo é
examinado.
Se não for possível aplicar os procedimentos de auditoria definidos ou procedimentos alternativos
adequados em um item selecionado, o auditor deve tratar esse item como um desvio do controle
previsto, no caso de testes de controles, ou uma distorção, no caso de testes de detalhes. Um
exemplo de quando o auditor não pode aplicar os procedimentos de auditoria definidos a um item
selecionado é quando a documentação relacionada com esse item tiver sido perdida.
O auditor deve investigar a natureza e a causa de quaisquer desvios ou distorções identificados e
avaliar o possível efeito causado por eles na finalidade do procedimento de auditoria e em outras
áreas de auditoria.
Em circunstâncias extremamente raras, quando o auditor considera que uma distorção ou um
desvio descobertos na amostra são anomalias, o auditor deve obter um alto grau de certeza de que
essa distorção ou esse desvio não sejam representativos da população. O auditor deve obter esse
grau de certeza mediante a execução de procedimentos adicionais de auditoria, de modo a obter
evidência de auditoria apropriada e suficiente de que a distorção ou o desvio não afetam o restante
da população.
Para os testes de detalhes, o auditor deve projetar, para a população, as distorções encontradas
na amostra.
As distorções encontradas na amostra devem ser projetadas para a população de modo a se obter
uma visão mais ampla da escala de distorção, mas essa projeção pode ainda não ser suficiente para
determinar o valor a ser registrado.
Quando a distorção tiver sido estabelecida como uma anomalia, ela pode ser excluída da projeção
das distorções para a população. Entretanto, o efeito de tal distorção, se não for corrigido, ainda
precisa ser considerado, além da projeção das distorções não anômalas.
Já para os testes de controles, não é necessária qualquer projeção explícita dos desvios, uma vez
que a taxa de desvio da amostra também é a taxa de desvio projetada para a população como um
todo.
A avaliação do resultado de uma amostragem em auditoria é um procedimento essencial a ser
realizado pelo auditor. Nesse contexto, o auditor deve avaliar:

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(a) os resultados da amostra; e


b) se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base razoável para conclusões sobre a
população que foi testada.
No contexto da avaliação do resultado, especificamente em relação aos testes de controle, uma taxa
de desvio da amostra inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco identificado de
distorção relevante, a menos que sejam obtidas evidências adicionais de auditoria que comprovem
a avaliação inicial.
Ainda nesse contexto, agora em relação aos testes de detalhes, a distorção projetada mais a
distorção anômala, quando houver, é a melhor estimativa do auditor de distorção na população.

Distorção na população para testes de detalhes = distorção projetada + distorção anômala

Se o auditor conclui que a amostragem de auditoria não forneceu uma base


razoável para conclusões sobre a população que foi testada, o auditor pode:
• solicitar que a administração investigue as distorções identificadas e o potencial para distorções
adicionais e faça quaisquer ajustes necessários; ou
• ajustar a natureza, época e extensão desses procedimentos adicionais de auditoria para melhor
alcançar a segurança exigida. Por exemplo, no caso de testes de controles, o auditor pode aumentar
o tamanho da amostra, testar um controle alternativo ou modificar os respectivos procedimentos
substantivos.
A seguir, apresentamos alguns esquemas das principais informações vistas até o momento:

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A NBC TA 530 traz em seu corpo um total de 04 (quatro) Apêndices, todos eles importantes e cujos
ensinamentos são cobrados em provas recorrentemente. Os apêndices 1 e 4 envolvem,
respectivamente, detalhes da estratificação e os métodos de seleção da amostra. Sua cobrança em
provas é mais tranquila (ou direta). Os apêndices 2 e 3 tratam dos fatores que influenciam o
tamanho da amostra.
As bancas costumam comparar o tamanho da amostra a um dos fatores que influenciam o seu
tamanho. A essência das perguntas é se essa relação se dá de forma direta ou inversa. Por exemplo:
o que acontece com o tamanho da amostra se for aumentada a distorção tolerável? Nesse caso, o
tamanho da amostra deverá reduzir, uma vez que essas duas grandezas possuem relação inversa.
Na maioria dos casos, podemos fazer uma dedução lógica para concluir sobre a relação entre
determinado fator e o tamanho da amostra.
Vejamos, na sequência, o que nos ensina o Apêndice 1, que trata da Estratificação e da Seleção com
Base em Valor. Atenção ao fato de que a Estratificação permite que o tamanho da amostra seja
reduzido sem aumentar o risco de amostragem.

APÊNDICE 1 - ESTRATIFICAÇÃO E SELEÇÃO COM BASE EM VALOR

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Outros pontos de destaque, em relação à estratificação, são os seguintes:


• Nesse processo, a população é GERALMENTE estratificada com base no valor monetário.
Portanto, questão que afirme que a população SEMPRE é dividida (ou estratificada) com
base no valor monetário está errada!
• Os resultados obtidos com a aplicação de procedimentos dentro de um estrato, por óbvio,
só podem ser projetados para os itens que compõem esse mesmo extrato.

Em relação à seleção com base em valor, o Apêndice 1 da NBC TA 530 nos ensina que, ao executar
os testes de detalhes, pode ser eficaz identificar a unidade de amostragem como unidades
monetárias individuais que compõem a população. Após ter selecionado unidades específicas da
população, como por exemplo, o saldo das contas a receber, o auditor pode, então, examinar os
itens específicos, como por exemplo, os saldos individuais que contêm essas unidades monetárias.
O benefício dessa abordagem para definir a unidade de amostragem é que o trabalho de auditoria
é direcionado para itens de valor maior porque eles têm mais chances de serem selecionados e
podem resultar em amostras de tamanhos menores. Essa abordagem pode ser usada juntamente
com o método sistemático de seleção de amostras e é muito eficiente quando os itens são
selecionados usando a seleção aleatória.

Resumindo as informações relacionadas à seleção com base em valor:

• É usada na aplicação de testes de detalhes (ou testes substantivos);


• Consiste, basicamente, em identificar a unidade de amostragem como uma unidade
monetária individual (por exemplo, cada real – R$ - é considerado uma unidade de
amostragem);
• O trabalho é direcionado para os itens de maior valor, uma vez que eles têm mais chances
de ser selecionados (exemplo: um saldo de conta de R$ 3.000 possui 3x mais chance de ser
selecionado do que um saldo de conta de R$ 1.000).

Vejamos, agora, o que nos ensinam os Apêndices 2 e 3 da norma – muito cobrados em provas!

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APÊNDICES 2 E 3 – FATORES QUE INFLUENCIAM O TAMANHO DA AMOSTRA PARA OS


TESTES DE CONTROLES E PARA OS TESTES DE DETALHES

FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA

Testes de Controle Testes de Detalhes

Fator Relação Fator Relação

Avaliação de riscos Direta Avaliação do risco Direta


considera os de distorção
controles relevantes relevante

Taxa tolerável de Inversa Distorção tolerável Inversa


desvio

Taxa esperada de Direta Valor da distorção Direta


desvios que o auditor espera
encontrar

Nível de segurança Direta Nível de segurança Direta


desejado de que a desejado de que a
taxa tolerável não distorção tolerável
seja excedida pela não é excedida pela
taxa real de desvio distorção real na
na população população

- Uso de outros Inversa


procedimentos
substantivos

- Estratificação da Inversa
população

Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito negligenciável

A memorização da relação entre os fatores acima apresentados e o tamanho da amostra é muito


importante para provas. Esse processo é facilitado pela correta interpretação dessas relações.
Vejamos exemplos de como raciocinar nesse sentido:

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Se o auditor tolera (está disposto a aceitar) uma distorção alta, isso é sinal de que o auditor está
mais “relaxado”, podendo “se dar ao luxo” de reduzir o tamanho da amostra (distorção tolerável e
tamanho da amostra possuem relação inversa) – o mesmo raciocínio vale para a taxa tolerável de
desvio.
Já se o auditor espera uma distorção alta, ele deve aumentar o tamanho da amostra para se precaver
(distorção que o auditor espera encontrar e tamanho da amostra possuem relação direta) – o
mesmo raciocínio vale para a taxa esperada de desvios.
Ainda, caso se queira aumentar o nível de segurança desejado (qualquer que seja ele) ou caso a
avaliação de risco seja maior, é preciso que o auditor aumente o tamanho da amostra para se cobrir
de eventuais problemas (avaliação do risco e nível de segurança desejado possuem relação direta
com o tamanho da amostra).
Já se o auditor utiliza outros procedimentos de auditoria direcionados à mesma afirmação, isso é
sinal de que ele pode relaxar, diminuindo a amostra (afinal, ele já se garantiu ao aplicar outros
procedimentos) – uso de outros procedimentos substantivos possui relação inversa com o
tamanho da amostra).
Finalmente, o uso da estratificação, por sua própria definição, permite que o tamanho da amostra
seja reduzido sem que seja aumentado o risco de amostragem. Por isso, o uso da estratificação
possui relação inversa com o tamanho da amostra.
Uma consideração sobre um ponto que geralmente causa muitas dúvidas: apesar do nome "unidade
DE AMOSTRAGEM", esse conceito está diretamente relacionado à população da qual se deseja
extrair a amostra, e não à amostra propriamente dita. Então, pela afirmação “a quantidade de
unidades de amostragem possui efeito negligenciável sobre o tamanho da amostra” podemos
entender que o “tamanho da população” possui efeito negligenciável sobre o tamanho da amostra.
É que, para populações grandes, o tamanho real da população (e, por consequência, da quantidade
de unidades de amostragem) tem pouco efeito, se houver, no tamanho da amostra. Já para
pequenas populações, a amostragem de auditoria pode nem ser o meio mais eficiente para se obter
evidência de auditoria.
Vejam, portanto, que só podemos afirmar que a quantidade de unidades de amostragem possui
efeito negligenciável em relação ao tamanho da amostra quando consideramos populações grandes.

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Finalmente, abordaremos por meio do esquema abaixo os métodos de seleção de amostra


(presentes no Apêndice 4 da norma). Trata-se de definições relativamente simples, cuja cobrança
costuma se dar de forma bem direta.

APÊNDICES 4 – MÉTODOS DE SELEÇÃO DE AMOSTRA

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Informações complementares:

• Seleção sistemática: a qtd. de un. de amostragem na população é


dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem
como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.

• Seleção ao acaso: embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o


auditor, ainda assim, evitaria qualquer tendenciosidade ou previsibilidade
consciente. A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a
amostragem estatística.

• Seleção de bloco: a seleção de bloco geralmente não pode ser usada


em amostragem de auditoria porque a maioria das populações está
estruturada de modo que esses itens em sequência podem ter
características semelhantes entre si, mas características diferentes de
outros itens de outros lugares da população.

Iremos expor agora informações relevantes sobre Amostragem previstas na IN SFC nº 01/2001.
Lembramos que esse normativo foi substituído, no ano de 2017, pela IN nº 03/2017/Ministério da
Transparência e CGU (norma que aprovou o Referencial Técnico da Atividade de Auditoria Interna
Governamental do Poder Executivo Federal). Independentemente desse cenário, a IN 01/2001 ainda
costuma ser cobrada em provas, especialmente aquelas que trazem auditoria governamental em
seu conteúdo programático!
Existem várias razões que justificam a utilização de amostragem em levantamentos de grandes
populações. Uma dessas razões é a economicidade dos meios. Onde os recursos humanos e
materiais são escassos, a amostragem se torna imprescindível, tornando o trabalho do servidor bem
mais fácil e adequado. Outro fator de grande importância é o tempo, pois onde as informações das
quais se necessitam são valiosas e tempestivas, o uso de amostra também se justifica. Outra razão
é o fato de que, com a utilização da amostragem, a confiabilidade dos dados é maior devido ao
número reduzido de elementos, podendo-se dedicar mais atenção aos casos individuais, evitando-
se erros nas respostas. Além disso, a operacionalidade em pequena escala torna mais fácil o controle
do processo como um todo.
Existem casos, no entanto, em que não se recomenda a utilização de amostragem, tais como:
a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande;

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b) quando as características da população são de fácil mensuração, mesmo que a população não
seja pequena; e
c) quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo, que nada mais é do que o
exame da totalidade da população.

Ainda de acordo com a IN SFC 01/2001, o método de amostragem se subdivide em dois tipos: o
probabilístico e o não-probabilístico.
A principal característica do método de amostragem não-probabilístico é que este se baseia,
principalmente, na experiência do servidor, sendo assim, a aplicação de tratamento estatístico a
seus resultados se torna inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através da
amostra para a população. Essa limitação faz com que o método não sirva de suporte para uma
argumentação, visto que a extrapolação dos resultados não é passível de demonstração, segundo as
normas de cálculo existentes hoje. Contudo, é inegável a sua utilidade dentro de determinados
contextos, tal como, na busca exploratória de informações ou sondagem, quando se deseja obter
informações detalhadas sobre questões particulares, durante um espaço de tempo específico.
Já o método de amostragem probabilístico tem como característica fundamental o fato de poder
ser submetido a tratamento estatístico, sendo, portanto, os resultados obtidos na amostra
generalizáveis para a população. Para tanto, a amostragem estatística conta com uma série de
formas diferentes de obtenção do tamanho da amostra.
Uma dessas formas é a Amostra Aleatória Simples, que tem como característica o fato de que cada
elemento da população possui a mesma chance de pertencer à amostra. Considera-se para isso que
os elementos da população em questão estão distribuídos de maneira uniforme. Nas demais formas
ou métodos de amostragem, pelo fato dos elementos não se processarem de maneira homogênea
na população, faz-se necessário dispor de técnicas mais sofisticadas na obtenção do tamanho e
seleção da amostra.

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Para se obter uma amostra é preciso obter alguns elementos fundamentais, sem os quais fica
impraticável o uso da técnica. O elemento primordial para se elaborar um plano amostral é saber
exatamente qual o objetivo da ação de controle, ou seja, o que se deseja obter com os resultados e,
de posse deles, a quais conclusões deseja-se chegar. Isso porque quando os objetivos da ação estão
bem definidos, fica claro o estabelecimento de qual é a população alvo a ser considerada para a
elaboração da amostra, bem como a definição das unidades de amostragem (elementos). A partir
do conhecimento da população objeto de estudo e seus elementos é que se torna possível conhecer
como essa população se distribui entre os seus elementos, para a partir daí ser definido o método
de amostragem a ser adotado, bem como todas as suas considerações “a priori”.
Outro fator importante a ser definido anteriormente é a precisão que se deseja, ou seja, o máximo
que se admitirá de erro para os resultados obtidos na amostra. Além disso, é importante que a
seleção dos elementos da amostra seja rigorosamente aleatória. Tal exigência é necessária pois, se
na seleção da amostra não for garantida a aleatoriedade, isso significa que o servidor está
influenciando com seu juízo pessoal a escolha dos elementos da amostra, colocando em risco todo
o trabalho realizado. Nesse cenário, as informações obtidas a partir daquela amostra enviesada
trarão resultados equivocados a respeito do universo em questão. Ou seja, uma amostra mal
dimensionada e sem aleatoriedade é tendenciosa, levando o servidor a conclusões errôneas.
Existem situações em que não é possível a obtenção de informações a respeito da população e sua
distribuição, seja pelo fato de a obtenção dessas informações ser muito dispendiosa, ou seja pelo
fato de se levar muito tempo para essas serem concluídas. Ou mesmo, pelo fato do acesso às
mesmas somente ser possível no ato da ação de controle.
Sendo assim, é usual a utilização de tabelas aplicadas ao Controle Estatístico de Qualidade, com a
definição prévia do risco que se deseja assumir, ou seja, qual o limite máximo de itens ou elementos
irregulares aceitáveis para se considerar uma situação regular, através do qual o tamanho da
amostra é dimensionada. A utilização dessas tabelas deve ser feita com muito critério, pois os
resultados obtidos das amostras provenientes delas são bastante específicos. Tais situações
específicas devem ser devidamente estudadas, pois essas tabelas não são de aplicação generalizada,
sendo, portanto, necessário o estudo de cada caso em separado, mensurando as vantagens e
desvantagens da sua utilização.

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(SEFAZ RS – 2019) Em auditoria, o tamanho da amostra é influenciado por vários fatores,


mas deve possibilitar que o auditor faça inferências sobre toda a população. Entre esses
fatores, aquele que possibilita reduzir o tamanho da amostra é o aumento
a) na taxa tolerável de desvio.
b) na taxa esperada de desvio da população a ser testada.
c) na quantidade de unidades de amostragem na população.
d) na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na
avaliação de riscos do auditor.
e) no nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela
taxa real de desvio na população.
Comentários:
Questão trata dos fatores que alteram o tamanho da amostra. Nesse tipo de questão, temos
que ficar atentos a qual o efeito provocado na amostra quando determinado fator é alterado,
ou seja, se ele possui relação direta ou inversa com seu tamanho.
Os apêndices 2 e 3 da NBC TA 530 trazem quadros que resumem a influência desses fatores
no tamanho da amostra.
As bancas adoram explorar a relação entre a “taxa tolerável de desvio” e o “tamanho da
amostra”. Como vimos, essa RELAÇÃO É INVERSA, ou seja, quando aumenta a taxa tolerável
de desvio, reduz-se o tamanho da amostra (gabarito, portanto, letra A)!
Como dissemos ao longo da aula, é possível compreendermos uma lógica por trás dessas
relações. Ora, se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima), ele pode reduzir
o tamanho da amostra. Nesse cenário, o auditor está – de alguma maneira – tolerando
maiores níveis de desvios – o que justificaria uma amostra pouco menor. Vejamos as demais
assertivas:
Letra B: se a taxa esperada de desvio aumenta, sinal de que o auditor precisa se precaver,
aumentando o tamanho da amostra (relação é direta).
Letra C: esse é um fator que possui efeito negligenciável em relação ao tamanho da amostra,
tanto para testes de controle quanto para testes de detalhes.
Letra D: quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade operacional dos
controles, maior deve ser o tamanho da amostra.

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Letra E: quanto maior for o nível de segurança esperado de que os resultados da amostra
sejam de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população, maior deve
ser o tamanho da amostra.
Portanto, alternativa correta é A.

(TJ SP / 2015) Quando a auditoria é feita por amostragem, se o método utilizado para essa
amostragem é a seleção sistemática, então a seleção de itens é
a) por meio da seleção de um ou mais blocos contíguos da população.
b) de tal forma que assegure que todos tenham idêntica probabilidade de serem
selecionados.
c) a critério do auditor, com base em sua experiência.
d) com base em valores monetários.
e) procedida de tal maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item
selecionado.
Comentários:
Vimos que a seleção sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de amostragem
na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem
como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda
50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.
Portanto, nesse método podemos dizer que há um intervalo constante entre cada item
selecionado.
Gabarito: E.

(LIQUIGÁS – 2018) Um auditor necessita examinar uma população de registros com muitas
diferenças nos valores individuais das transações registradas.
Como ele definiu que fará uma amostragem estatística, para garantir maior rigor nos
procedimentos, recomenda-se, nesse caso, uma amostragem por
a) acessibilidade
b) estratificação
c) elementos representativos
d) elementos subjetivos
e) números sistemáticos
Comentários:

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Aula 03

Ao considerar as características da população da qual a amostra será retirada, o auditor pode


determinar que a estratificação (ou a seleção com base em valores) é apropriada.
Vejam que o enunciado inicia dizendo que a população possui registros com muitas
diferenças nos valores individuais (alta variabilidade dos itens da população). Em situações
como essa, vale a pena dividir a população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de
unidades de amostragem com características semelhantes (ou homogêneas). Afinal, o
objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e, portanto,
permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem.
Percebe-se, portanto, que estamos diante de um caso em que a estratificação é indicada.

Portanto, alternativa correta é B.

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Aula 03

Amostragem segundo a NBC T 11.11

Nesta seção, apresentaremos alguns dos principais trechos previstos na NBC T 11.11 – Amostragem
(Res. CFC nº 1.012/05). Frisamos que esse normativo foi revogado com a entrada em vigor da NBC
TA 200, o que ocorreu em 01/01/2010. Não obstante, algumas questões de concursos ainda exigem
conhecimento de tal norma. Infelizmente, essa é uma prática comum em nossa disciplina. Em parte,
isso ocorre porque a doutrina veio reproduzindo, ao longo do tempo, diversos trechos das normas
atualmente revogadas.
Nessa parte da aula, vale a pena focar na literalidade de algumas passagens comumente cobradas,
considerando que já estudamos – na seção anterior – as bases da Amostragem em Auditoria.
Veremos que os conceitos aqui presentes, via de regra, não divergem das normas em vigor.

Considerações Gerais

Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a testar, o auditor


pode empregar técnicas de amostragem.
Amostragem, em sentido amplo, é a utilização de um processo para obtenção de dados aplicáveis a
um conjunto, denominado universo ou população, por meio do exame de uma parte deste conjunto
denominada amostra.
Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade
de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da
probabilidade ou as regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é recomendável
quando os itens da população apresentam características homogêneas.
Amostragem não-estatística (por julgamento) é aquela em que a amostra é determinada pelo
auditor utilizando sua experiência, critério e conhecimento da entidade.
Ao usar métodos de amostragem estatística ou não-estatística, o auditor deve planejar e selecionar
a amostra de auditoria, aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da
amostra, de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta, ou classe de transações, para permitir que
o auditor obtenha e avalie a evidência de auditoria sobre algumas características dos itens
selecionados, para formar, ou ajudar a formar, uma conclusão sobre a população.
É importante reconhecer que certos procedimentos de auditoria aplicados na base de testes não
estão dentro da definição de amostragem. Os testes aplicados na totalidade da população não se
qualificam como amostragem de auditoria. Da mesma forma, a aplicação de procedimentos de
auditoria a todos os itens dentro de uma população que tenham uma característica particular (por
exemplo, todos os itens acima de um certo valor) não se qualifica como amostragem de auditoria
com respeito à parcela da população examinada, nem com respeito à população como um todo. Isto
porque os itens não foram selecionados, dando chance igual de seleção a todos os itens da
população. Esses itens podem indicar uma tendência ou uma característica da parcela restante da

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população, mas não constituem, necessariamente, uma base adequada para conclusão sobre
parcela restante da população.

(TRT 11ª Região / Analista Judiciário – Contabilidade – 2017)


Considere as afirmativas abaixo sobre amostragem em auditoria.
I. Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta ou classe de transações.
II. Ao usar o método de amostragem estatística, ou não, deve ser projetada e selecionada uma
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
III. A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações
realizadas, como também com os efeitos da avaliação patrimonial e financeira e o resultado
por ela obtido no período.
Está correto o que se afirma em:
a) I e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e II, apenas.
e) III, apenas.
Comentários
Item I – Correto. O item é a literalidade da definição de amostragem prevista na norma antiga
(NBC T 11.11).
Item II – Correto, nos exatos termos da norma antiga (NBC T 11.11).
Item III – Correto, também nos exatos termos da norma antiga (NBC T 11.11) – conforme
detalhado no tópico a seguir.
Gabarito: C

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Planejamento da Amostra

A amostra selecionada pelo auditor deve ter relação direta com o volume de transações realizadas
pela entidade na área ou na transação objeto de exame, como também com os efeitos nas posições
patrimonial e financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período.
Em outros termos, quanto maior o volume de transações efetuadas pela entidade na área objeto do
exame, maior deve ser a amostra.

Ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deve levar em consideração


os seguintes aspectos:
a) os objetivos específicos da auditoria;
b) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra;
c) a estratificação da população;
d) o tamanho da amostra;
e) o risco da amostragem;
f) o erro tolerável; e
g) o erro esperado.

Percebe-se que o rol acima é mais amplo do que o previsto na NBC TA 530, segundo a qual o auditor
deve considerar a finalidade do procedimento e as características da população ao definir uma
amostra de auditoria.
Em relação ao tamanho da amostra, a NBC T 11.11 nos ensina que o auditor deve, ao determinar o
tamanho da amostra, considerar o risco de amostragem, bem como os erros toleráveis e os
esperados. Já havíamos estudado, anteriormente, a relação (inversa) existente entre o risco de
amostragem que o auditor está disposto a aceitar e o tamanho da amostra.
Para que a conclusão a que chegou o auditor, utilizando uma amostra, seja corretamente planejada
para aplicação à população é necessário que a amostra seja:
a) representativa da população;
b) que todos os itens da população tenham oportunidade idêntica de serem selecionados.

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(Auditor (MPE PR) – 2013) De acordo com Resolução CFC (Conselho Federal de Contabilidade)
ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a testar, o
auditor pode empregar técnicas de amostragem. Ao planejar e determinar a amostra de
auditoria, o auditor deve levar em consideração os seguintes aspectos:
I. Objetivos específicos de auditoria.
II. População da qual deseja extrair a amostra.
III. Estratificação da população.
IV. Tamanho da amostra.
V. Risco de amostragem.
VI. Erro tolerável.
VII. Erro esperado.
Assinale a alternativa correta :
a) Apenas um aspecto está incorreto.
b) Todos os aspectos estão corretos.
c) Dois aspectos estão corretos.
d) Todos os aspectos estão incorretos.
e) Apenas um aspecto está correto.
Comentários:
Questão aborda os fatores que devem ser considerados no planejamento da amostra, segundo
a já revogada NBC T 11.11. Veja:
Ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deve levar em consideração os
seguintes aspectos:
a) os objetivos específicos da auditoria;
b) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra;
c) a estratificação da população;
d) o tamanho da amostra;
e) o risco da amostragem;
f) o erro tolerável; e

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g) o erro esperado.
Questão extraída literalmente da norma supracitada.
Gabarito: B

Risco de Amostragem

Nesse ponto, veremos que a NBC T 11.11 apresenta o mesmo conceito de risco de amostragem
estudado anteriormente, porém detalha as situações a que o auditor está sujeito a esse risco.
O risco de amostragem surge da possibilidade de que a conclusão do auditor, com base em uma
amostra, possa ser diferente da conclusão que seria alcançada se toda a população estivesse sujeita
ao mesmo procedimento de auditoria.

O auditor está sujeito ao risco de amostragem nos testes de observância e testes


substantivos, sendo:
1) Testes de Observância:
a) Risco de subavaliação da confiabilidade: é o risco de que, embora o resultado da
aplicação de procedimentos de auditoria sobre a amostra não seja satisfatório, o restante
da população possua menor nível de erro do que aquele detectado na amostra.
b) Risco de superavaliação da confiabilidade: é o risco de que, embora o resultado da
aplicação de procedimentos de auditoria sobre a amostra seja satisfatório, o restante da
população possua maior nível de erro do que aquele detectado na amostra.
Esclarecendo: no contexto dos testes de observância, que são aqueles aplicados para
obtenção de evidências quanto ao efetivo funcionamento dos controles internos, é
razoável entender que, se o auditor considera os controles menos confiáveis do que
realmente são (subavaliação da confiabilidade), a população tenha menor nível de erro
em relação à amostra. Do contrário, quando o auditor considera os controles mais
confiáveis do que realmente são (superavaliação da confiabilidade), é de se esperar que
o erro na população seja maior em relação à amostra.
2) Testes Substantivos:
a) Risco de rejeição incorreta: é o risco de que, embora o resultado da aplicação de
procedimentos de auditoria sobre a amostra leve à conclusão de que o saldo de uma
conta ou classe de transações registradas está, relevantemente, distorcido, mas,
efetivamente, não está;
b) Risco de aceitação incorreta: é o risco de que, embora o resultado da aplicação de
procedimentos de auditoria sobre a amostra leve à conclusão de que o saldo de uma

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conta ou classe de transações registradas não está, relevantemente, distorcido, mas,


efetivamente, está.
Esclarecendo: rejeição incorreta significa que, em primeiro momento, ao utilizar a
amostra, o auditor conclui que um saldo de contas está relevantemente distorcido,
quando na verdade não está. Em outros termos, o auditor rejeitou a amostra
incorretamente (considerou que ali havia distorções relevantes, quando elas não
existiam). Aceitação incorreta, por outro lado, significa que o auditor aceitou,
inicialmente, a amostra, ou seja, não encontrou distorção relevante no saldo de contas,
quando na verdade havia distorção.

O risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência da


auditoria, visto que, normalmente, conduziriam o auditor a realizar trabalhos adicionais, o que
estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. O risco de superavaliação da
confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais
probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados controles, saldos de contas
ou classe de transações do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou o risco de rejeição
incorreta.

(SEFAZ AL – 2020)
Situação hipotética: Determinado auditor, após realizar conferência de cálculos, concluiu que
o saldo da conta de estoques estava relevantemente distorcido, embora o saldo não estivesse
efetivamente nessa condição.
Assertiva: Nesse caso, o auditor incorreu no risco de aceitação incorreta.
Comentários:
Risco de aceitação incorreta é aquele em que o auditor aceita, inicialmente, o resultado da
amostra (ou seja, conclui que um saldo de contas não está relevantemente distorcido), quando
– na realidade – existe distorção relevante.
A situação trazida pelo item se refere ao risco de rejeição incorreta.
Gabarito: ERRADO

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Erro tolerável / erro esperado

Neste ponto, veremos que a NBC T 11.11 previa apenas os conceitos de erro esperado e tolerável,
enquanto a NBC TA 530 prevê os conceitos de distorção esperada e tolerável, e de taxa de desvios
esperada e tolerável. Podemos entender que o erro tolerável é composto pela distorção tolerável
(no contexto dos testes substantivos) e pela taxa tolerável de desvio (no contexto dos testes de
observância ou de controle). Vejamos o que prevê a norma:
Erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e, ainda assim,
concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. O erro tolerável é considerado
durante o estágio de planejamento e, para os testes substantivos, está relacionado com o
julgamento do auditor sobre relevância. Quanto menor o erro tolerável, maior deve ser o tamanho
da amostra.
Nos testes de observância, o erro tolerável é a taxa máxima de desvio de um procedimento de
controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar, baseado na avaliação preliminar de risco
de controle. Nos testes substantivos, o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma
conta ou uma classe de transações que o auditor está disposto a aceitar, de forma que, quando os
resultados de todos os procedimentos de auditoria forem considerados, o auditor possa concluir,
com segurança razoável, que as Demonstrações Contábeis não contêm distorções relevantes.
Em relação ao erro esperado, pode-se dizer que, se o auditor espera que a população contenha
erro, é necessário examinar uma amostra maior do que quando não se espera erro, para concluir
que o erro real da população não excede o erro tolerável planejado.
Tamanhos menores de amostra justificam-se quando se espera que a população esteja isenta de
erros. Ao determinar o erro esperado em uma população, o auditor deve considerar aspectos como,
por exemplo, os níveis de erros identificados em auditorias anteriores, mudança nos procedimentos
da entidade e evidência obtida na aplicação de outros procedimentos de auditoria.

(SEFAZ AL – 2020) A adoção de amostragem em auditoria implica a admissão da existência de


diferentes tipos de erros; nos testes de observância, o erro tolerável é o erro monetário
máximo no saldo de uma conta.
Comentários:
Nos testes de observância, que são aqueles que buscam evidências em relação ao efetivo
funcionamento dos controles internos, o erro tolerável está associado à taxa máxima de desvio
de um procedimento de controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar, baseado
na avaliação preliminar de risco de controle.

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O erro monetário máximo, a que o item se refere, é o erro tolerável no contexto dos testes
substantivos (e não dos testes de observância).
Gabarito: ERRADO

Seleção da Amostra

Os 3 métodos de seleção de amostra presentes na NBC T 11.11 são, justamente, aqueles que a NBC
TA 530 lista como principais: seleção aleatória, seleção sistemática e seleção ao acaso.
Aqui cabe uma observação, pois apesar de listar os métodos de seleção aleatória, sistemática e ao
acaso como “principais”, a NBC TA 530 apresenta, também, os métodos amostragem de unidade
monetária e seleção de bloco (esses 2, não presentes na NBC T 11.11).
Pois bem, segundo a NBC T 11.11, na seleção de amostra, devem ser consideradas:
a) a seleção aleatória ou randômica;
b) a seleção sistemática, observando um intervalo constante entre as transações realizadas; e
c) a seleção casual, a critério do auditor, baseada em sua experiência profissional.
Seleção aleatória ou randômica é a que assegura que todos os itens da população ou do estrato
fixado tenham idêntica possibilidade de serem escolhidos. Na seleção aleatória ou randômica,
utiliza-se, por exemplo, tabelas de números aleatórios que determinarão quais os números dos itens
a serem selecionados dentro do total da população ou dentro de uma seqüência de itens da
população predeterminada pelo auditor.
Percebe-se, portanto, que a descrição do método de seleção aleatória é praticamente o mesmo,
tanto nas normas antigas quanto nas atuais.
Seleção sistemática ou por intervalo é aquela em que a seleção de itens é procedida de maneira
que haja sempre um intervalo constante entre cada item selecionado, seja a seleção feita
diretamente da população a ser testada, ou por estratos dentro da população.
Ao considerar a seleção sistemática, o auditor deve observar as seguintes normas para assegurar
uma amostra, realmente, representativa da população:
a) que o primeiro item seja escolhido ao acaso;
b) que os itens da população não estejam ordenados de modo a prejudicar a casualidade de sua
escolha.
Se usar seleção sistemática, o auditor deve determinar se a população não está estruturada de tal
modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão, em particular, da população. Por
exemplo, se em cada população de vendas realizadas por filiais, as vendas de uma filial, em
particular, ocorrerem somente como cada 100º item e o intervalo de amostragem selecionado for
50, o resultado seria que o auditor teria selecionado a totalidade ou nenhuma das vendas da filial
em questão.

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Comparando o que preveem as normas atual (NBC TA 530) e antiga


(NBC T 11.11) para a seleção sistemática, vemos que elas são
semelhantes, no sentido de que se deve adotar um intervalo
constante entre cada item selecionado.
Há, no entanto, algumas diferenças. A norma em vigor determina como o intervalo de
amostragem é obtido (divide-se a quantidade de unidades de amostragem pelo tamanho
da amostra), ao passo que a norma antiga não menciona a forma de se chegar ao
intervalo.
A norma atual diz que o primeiro item pode ser selecionado ao acaso ou de forma
aleatória (utilizando-se geradores de números aleatórios), enquanto a norma antiga diz
que o primeiro item deve ser selecionado ao acaso.

Seleção casual pode ser uma alternativa aceitável para a seleção, desde que o auditor tente extrair
uma amostra representativa da população, sem intenção de incluir ou excluir unidades específicas.
Quando utilizar esse método, o auditor deve evitar a seleção de uma amostra que seja influenciada,
por exemplo, com a escolha de itens fáceis de localizar, uma vez que esses itens podem não ser
representativos.

Em auditoria, não podemos confundir seleção ao acaso (ou casual) com


seleção aleatória. Na seleção ao acaso, ou casual, nenhuma técnica
estruturada é seguida, por mais que o auditor procure se assegurar de
que todos os itens da população tenham a mesma chance de ser
selecionados, evitando qualquer tendenciosidade ou previsibilidade
consciente. Na seleção aleatória, utiliza-se uma técnica estruturada,
qual seja a aplicação de geradores de números aleatórios.

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O controle (ou gestão) de qualidade das firmas de auditoria é tratado na NBC PA 01; já o Controle
(ou gestão) de Qualidade das auditorias (ou do auditor) é abordado na NBC TA 220. Os principais
conceitos de ambas as normas convergem, porém há pequenos detalhes em cada um.

Gestão de qualidade para firmas (pessoas jurídicas e físicas) de


auditores independentes

A NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores


Independentes trata das responsabilidades da firma pelo desenvolvimento (design), implementação
e operação de sistema de gestão de qualidade para auditorias e para trabalhos de revisão das
demonstrações contábeis, assim como outros trabalhos de asseguração e serviços correlatos.
O objetivo da firma (denominação dada ao único profissional ou sociedade de pessoas que atuam
como auditor independente) é planejar, implementar e operar o sistema de gestão de qualidade
para auditorias, revisões das demonstrações contábeis, outros trabalhos de asseguração ou de
serviços correlatos executados pela firma, para obter segurança razoável de que:
(a) a firma e seu pessoal cumprem com suas responsabilidades de acordo com as normas
profissionais e os requisitos legais e regulatórios aplicáveis, e conduzem trabalhos de acordo com
essas normas e requisitos; e
(b) os relatórios do trabalho emitidos pela firma ou pelos sócios do trabalho são apropriados nas
circunstâncias.
Nesse contexto, temos que compreender que o sistema de gestão de qualidade – é o sistema
planejado, implementado e operado pela firma para fornecer a ela segurança razoável de que os
objetivos relacionados à gestão da qualidade serão cumpridos, ou seja, de que a firma cumpre com
suas responsabilidades, de acordo com as normas, leis e regulamentos aplicáveis; e de que os
relatórios emitidos são apropriados nas circunstâncias do trabalho.
O sistema de gestão de qualidade atua de maneira contínua e iterativa, bem como responde às
mudanças na natureza e nas circunstâncias da firma e dos seus trabalhos. Ele não atua de maneira
linear. Contudo, o sistema de gestão de qualidade deve abordar oito componentes, a considerar:

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Componentes do sistema de gestão de qualidade


(a) processo de avaliação de riscos da firma;
(b) governança e liderança;
(c) requisitos éticos relevantes;
(d) aceitação e continuidade de relações com clientes e trabalhos específicos;
(e) execução do trabalho;
(f) recursos;
(g) informações e comunicações; e
(h) processo de monitoramento e correção.

A firma deve planejar, implementar e operar o sistema de gestão de qualidade. Para isso, deve-se
exercer julgamento profissional, levando em consideração a natureza e as circunstâncias da própria
firma e de seus trabalhos. O componente governança e liderança do sistema de gestão de qualidade
estabelece o ambiente que suporta o desenvolvimento, a implementação e a operação do sistema
de gestão de qualidade da firma.
Apresentamos, na sequência, uma descrição breve de cada um dos componentes e alguns objetivos
a eles relacionados:
(a) processo de avaliação de riscos da firma: estabelece os objetivos de qualidade, identifica e avalia
esses riscos, planeja e implementa respostas para tratar dos riscos de qualidade.
(b) governança e liderança: estabelece o ambiente que suporta o sistema de gestão de qualidade e
tem como objetivos, dentre outros, o compromisso com a qualidade e a responsabilidade da
liderança pela qualidade e pela prestação de contas.
(c) requisitos éticos relevantes: princípios de ética profissional e requisitos éticos aplicáveis aos
profissionais da contabilidade ao conduzir auditorias ou outros trabalhos.
(d) aceitação e continuidade de relações com clientes e trabalhos específicos: a firma deve exercer
julgamentos sobre se deve aceitar ou continuar o relacionamento com cliente ou trabalho
específico. Esses julgamentos são apropriados são considerados os valores éticos dos clientes.
(e) execução do trabalho: as equipes de trabalho devem entender e cumprir com suas
responsabilidades, incluindo, conforme aplicável, a responsabilidade geral do sócio responsável
pelos trabalhos por gerenciá-los e alcançar sua qualidade, além de estar suficiente e
apropriadamente envolvido durante todo o trabalho.
(f) recursos: obtenção, desenvolvimento, uso, manutenção, alocação e designação de recursos de
forma apropriada e tempestiva para permitir o desenvolvimento, a implementação e a operação do
sistema de gestão de qualidade, incluindo recursos humanos, tecnológicos, intelectuais e
prestadores de serviços.

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(g) informações e comunicações: obtenção, geração ou utilização de informações referentes ao


sistema de gestão de qualidade, e comunicação tempestiva de informações dentro da firma e para
partes externas de modo a permitir o desenvolvimento, a implementação e a operação do sistema.
(h) processo de monitoramento e correção: fornece informações relevantes, confiáveis e
tempestivas sobre o desenvolvimento, a implementação e a operação do sistema de gestão de
qualidade; e adota medidas apropriadas para responder às deficiências identificadas, de modo que
elas sejam remediadas tempestivamente.
No contexto da gestão de qualidade, exige-se que a firma aplique uma abordagem baseada em risco
durante o desenvolvimento, implementação e operação dos componentes acima mencionados, que
deve ocorrer de maneira interconectada e coordenada, para que a firma gerencie proativamente a
qualidade dos trabalhos que executa.
A abordagem baseada em risco está inserida na gestão de qualidade, basicamente, por meio de:
(a) definição dos objetivos de qualidade: os objetivos de qualidade definidos estão relacionados com
os componentes do sistema de gestão de qualidade que devem ser alcançados.
(b) identificação e avaliação de riscos para alcançar os objetivos de qualidade (chamados de riscos
de qualidade). A firma deve identificar e avaliar os riscos de qualidade para fornecer uma base para
o planejamento e a implementação de respostas a esses riscos; e
(c) planejamento e implementação de respostas para endereçar, ou tratar, os riscos de qualidade.
Nesse sentido, exige-se que, no mínimo uma vez por ano, os indivíduos a quem são atribuídas a
responsabilidade final pelo sistema de gestão de qualidade e a obrigação de prestar contas sobre
ele, avaliem, em nome da firma, o sistema de gestão de qualidade e concluam se o sistema fornece
segurança razoável de que os objetivos estão sendo alcançados (antes da revisão normativa, dizia-
se que “pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento
de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, que precisa ser
independente por exigências éticas relevantes”).
Vejamos as principais definições previstas na NBC PA 01, muitas delas já cobradas em provas:
• Deficiência do sistema de gestão de qualidade da firma (“deficiência”) – existe quando:
(i) um objetivo de qualidade, requerido para alcançar o objetivo do sistema de gestão de
qualidade, não é estabelecido;
(ii) um risco de qualidade, ou uma combinação deles não é identificado ou devidamente
avaliado;
(iii) uma resposta, ou uma combinação de respostas, não reduz a nível aceitavelmente baixo a
probabilidade de ocorrer um risco de qualidade devido às respostas não terem sido
adequadamente planejadas, implementadas ou não atuarem de maneira eficaz; ou
(iv) outro aspecto do sistema de gestão de qualidade está ausente, ou não foi adequadamente
planejado, implementado ou operado de maneira eficaz.
• Documentação do trabalho – é o registro do trabalho executado, dos resultados obtidos e das
conclusões obtidas pelo auditor (geralmente referido como “papéis de trabalho”, embora parte
substancial seja por meio eletrônico ou outra mídia);

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• Sócio responsável pelo trabalho – é o sócio, ou outro indivíduo nomeado pela firma, para atuar
como responsável pelo trabalho, sua execução e pelo relatório que é emitido em nome da firma.
Ele é quem, quando necessário, possui a autoridade apropriada de órgão profissional, legal ou
regulatório;

• Revisão de qualidade do trabalho – é a avaliação objetiva dos julgamentos significativos


feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas sobre eles. A revisão é realizada e
concluída pelo revisor de qualidade do trabalho na data, ou antes da data, de emissão do
respectivo relatório;

• Revisor da qualidade do trabalho – é sócio ou outro indivíduo, dentro da firma ou externo,


nomeado pela própria firma para realizar a revisão de qualidade do trabalho. O revisor de
qualidade do trabalho não é membro da equipe de trabalho;
• Equipe de trabalho – são todos os sócios e quadro técnico (ou quadro de empregados)
envolvidos no trabalho, assim como quaisquer outros indivíduos que executam procedimentos
no trabalho, excluindo especialista externo e auditores internos que prestam assessoria direta
no trabalho;
• Sócio – é o indivíduo com autoridade para vincular a firma à execução de serviços profissionais;
• Pessoal – são os sócios e o quadro de empregados da firma;
• Quadro de empregados (em versões anteriores, utilizava-se a expressão quadro técnico) – são
os profissionais, exceto sócios, incluindo quaisquer especialistas empregados pela firma.
• Prestador de serviços – é o indivíduo ou organização externa à firma que fornece recurso que é
usado no sistema de gestão de qualidade ou na execução dos trabalhos. Prestadores de serviços
não incluem a rede da firma, outras firmas da rede ou outras estruturas ou organizações na rede;
• Inspeções externas – são conduzidas pela autoridade supervisora externa, relacionadas com o
sistema de gestão de qualidade da firma ou trabalhos executados pelas firmas;
• Constatações (em relação ao sistema de gestão de qualidade) – são informações sobre o
desenvolvimento, a implementação e a operação do sistema de gestão de qualidade, obtidas a
partir de atividades de monitoramento, inspeções externas e outras fontes relevantes, que
indicam que podem existir uma ou mais deficiências;
• Firma – pode ser um único profissional, uma sociedade de profissionais, uma empresa de
auditoria ou outra entidade de profissionais de auditoria ou seus equivalentes no setor público;
• Entidade listada – é aquela entidade que tem ações, cotas ou títulos de dívida cotados ou
registrados em bolsa de valores reconhecida, ou negociadas de acordo com os regulamentos de
bolsa de valores reconhecida ou outro órgão equivalente;
• Julgamento profissional – é a aplicação de treinamento, conhecimento e experiência relevantes,
dentro do contexto das normas profissionais, na tomada de decisões informadas sobre os cursos
de ação apropriados ao desenvolvimento, à implementação e à operação do sistema de gestão
de qualidade da firma;

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• Objetivos de qualidade – são os resultados desejados em relação aos componentes do sistema


de gestão de qualidade que devem ser alcançados pela firma;
• Risco de qualidade – é o risco com razoável possibilidade de: (i) ocorrer; e (ii) individualmente,
ou em combinação com outros riscos, afetar adversamente o alcance de um ou mais objetivos
de qualidade;
• Requisitos éticos relevantes – são os princípios de ética profissional e requisitos éticos aplicáveis
aos profissionais da contabilidade ao conduzir auditorias ou trabalhos de revisão das
demonstrações contábeis, outros serviços de asseguração ou serviços correlatos.
• Resposta (em relação ao sistema de gestão de qualidade) – são as políticas ou procedimentos
planejados e implementados pela firma para tratar de um ou mais riscos de qualidade: (i)
políticas são declarações do que deve, ou não deve, ser feito para tratar dos riscos de qualidade.
Essas declarações podem ser documentadas explicitamente em comunicações ou
implicitamente por meio de ações e decisões; e (ii) procedimentos são ações para implementar
políticas;
Antes da atualização normativa, feita no final de 2021, as normas traziam a definição de pessoa
externa qualificada (definição essa que não mais aparece de forma expressa nas normas).
Entendemos que ainda é importante conhecer esse conceito. Nesse sentido:
Pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma com competência e habilidades que
poderia atuar como sócio encarregado do trabalho, por exemplo, um sócio de outra firma ou um
empregado (com experiência apropriada) de outra firma de auditoria, cujos membros podem
realizar auditorias e revisões de informações contábeis históricas ou outros serviços de asseguração
e serviços correlatos.

Gestão de qualidade da auditoria de demonstrações contábeis

A NBC TA 220 trata das responsabilidades específicas do auditor em relação à gestão de qualidade
no nível do trabalho de auditoria de demonstrações contábeis e das responsabilidades relacionadas
do sócio do trabalho.
De acordo com esse normativo, o objetivo do auditor é gerir a qualidade no nível do trabalho para
obter segurança razoável de que a qualidade foi alcançada de modo que:
(a) o auditor cumpriu com as suas responsabilidades e conduziu a auditoria, de acordo com as
normas profissionais e com os requisitos legais e regulatórios aplicáveis; e
(b) o relatório do auditor emitido é apropriado nas circunstâncias.
A equipe de trabalho, liderada pelo sócio do trabalho, é responsável, no contexto do sistema de
gestão de qualidade da firma pela:
(a) implementação das respostas da firma aos riscos de qualidade (ou seja, as políticas ou os
procedimentos da firma) aplicáveis ao trabalho de auditoria, usando informações comunicadas pela
firma ou obtidas da firma;

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(b) dadas a natureza e as circunstâncias do trabalho de auditoria, determinação quanto a planejar e


a implementar ou não respostas no nível do trabalho além daquelas especificadas nas políticas ou
nos procedimentos da firma; e
(c) comunicação à firma das informações do trabalho de auditoria que requerem comunicação
segundo as políticas ou os procedimentos da firma para suportar o planejamento, a implementação
e a operação do sistema de gestão de qualidade da firma.
Portanto, é o sócio do trabalho que deve assumir a responsabilidade geral pela gestão e pelo alcance
da qualidade no trabalho de auditoria, incluindo a responsabilidade por criar ambiente para o
trabalho que enfatiza a cultura da firma e o comportamento esperado dos membros da equipe de
trabalho. Ao fazer isso, o sócio do trabalho deve estar suficiente e apropriadamente envolvido
durante todo o trabalho de auditoria de modo a ter a base para determinar se os julgamentos
significativos feitos e as conclusões obtidas são apropriados, dadas a natureza e as circunstâncias do
trabalho.
Ao criar o ambiente descrito acima, o sócio do trabalho deve assumir a responsabilidade por tomar
ações claras, coerentes e eficazes, que reflitam o compromisso da firma com a qualidade e
estabeleçam e comuniquem o comportamento esperado dos membros da equipe de trabalho,
inclusive enfatizando:
(a) que todos os membros da equipe de trabalho são responsáveis por contribuir para a gestão e
o alcance da qualidade no nível do trabalho;
(b) a importância da ética, dos valores e das atitudes profissionais para os membros da equipe de
trabalho;
(c) a importância da comunicação aberta e firme dentro da equipe de trabalho, e que suporte a
capacidade de seus membros de levantarem questões sem medo de represálias; e
(d) a importância de cada membro da equipe exercer o ceticismo profissional durante todo o
trabalho de auditoria.
Se o sócio do trabalho designa o planejamento ou a execução de procedimentos, tarefas ou ações a
outros membros da equipe de trabalho para auxiliá-lo no cumprimento dos requisitos previstos, ele
deve continuar a assumir a responsabilidade geral pela gestão e pelo alcance da qualidade no
trabalho de auditoria por meio do direcionamento e da supervisão desses membros e da revisão do
seu trabalho.
Para os trabalhos de auditoria para os quais a revisão de qualidade do trabalho é necessária, o
sócio do trabalho deve:
(a) determinar que o revisor de qualidade do trabalho foi nomeado;
(b) cooperar com o revisor de qualidade do trabalho e informar os outros membros da equipe de
trabalho sobre sua responsabilidade de cooperar;
(c) discutir assuntos e julgamentos significativos levantados durante o trabalho de auditoria,
incluindo aqueles identificados durante a revisão de qualidade do trabalho, com o revisor de
qualidade do trabalho; e

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(d) não datar o relatório do auditor antes da conclusão da revisão de qualidade do trabalho.
Nesse ponto, cumpre frisar que a revisão de qualidade do trabalho é requerida para:
(i) auditorias de demonstrações contábeis de entidades listadas;
(ii) auditorias ou outros trabalhos para os quais uma revisão da qualidade do trabalho é requerida
por lei ou regulamento; e
(iii) auditorias ou outros trabalhos para os quais a firma determina que uma revisão da qualidade do
trabalho é uma resposta apropriada para tratar de um ou mais riscos de qualidade.

Aspectos gerais do controle (gestão) da qualidade

Neste ponto da aula, apresentamos alguns conceitos gerais para favorecer a compreensão, bem
como algumas passagens presentes nas versões anteriores da NBC PA 01 e da NBC TA 200, não mais
expressas, mas que ainda julgamos importantes para o estudo do tema.
As normas de auditoria apresentam 2 “momentos” do controle de qualidade (utilizamos essa divisão
para fins didáticos):
1) Controle (ou gestão) de qualidade propriamente dito ou interno (expressão não prevista nas
normas): feito pelo sócio encarregado do trabalho, que deve assumir a liderança pela qualidade de
todos os trabalhos de auditoria para os quais foi designado, evidenciar o não cumprimento de
exigências éticas relevantes, concluir sobre o cumprimento dos requisitos de independência etc.
2) Revisão do Controle de Qualidade (ou revisão de qualidade - expressão prevista nas normas):
feita pelo “revisor do controle de qualidade”, que pode ser sócio ou outro profissional da firma,
uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas,
nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho. A revisão aplica-se somente a entidades
listadas (com ações negociadas em bolsa de valores) ou outros trabalhos para os quais a firma tenha
determinado essa necessidade ou para os quais haja previsão em lei ou regulamento.
As normas de auditoria que tratam da Supervisão e Controle de Qualidade também fazem diversas
menções a um atributo do auditor muito importante e comentado em outras aulas de nossos cursos:
a Independência.
Nesse contexto, a firma deve estabelecer políticas e procedimentos para fornecer segurança
razoável de que a firma, seu pessoal e, quando aplicável, outras pessoas sujeitas a requisitos de
independência (incluindo pessoal de firma da mesma rede) mantêm a independência requerida por
exigências éticas relevantes. Essas políticas e procedimentos devem permitir à firma:
(a) comunicar seus requisitos de independência a seu pessoal e, quando aplicável, às outras pessoas
sujeitas a elas; e
(b) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criam ameaças à independência, e tomar as
medidas apropriadas para eliminá-las ou reduzi-las a um nível aceitável, mediante a aplicação de
salvaguardas ou, se considerado apropriado, retirar-se do trabalho, quando esta retirada é permitida
por lei ou regulamentação

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Pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de suas
políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, que precisa ser
independente por exigências éticas relevantes.
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para:
(a) estabelecer critérios para determinar a necessidade de salvaguardas para reduzir a ameaça de
familiaridade a um nível aceitável ao utilizar o mesmo pessoal sênior em trabalho de asseguração
por longo período de tempo; e
(b) exigir, para auditorias de demonstrações contábeis de entidades listadas, a rotatividade do sócio
do trabalho e dos indivíduos responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho e,
quando aplicável, de outras pessoas sujeitas a requisitos de rotatividade, após período especificado
em conformidade com exigências éticas relevantes.
Observação 1: existem diversos tipos de ameaças à Independência (ameaça de interesse próprio, de
intimidação, de familiaridade, etc.). Ameaça de familiaridade é a ameaça de que, devido ao
relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor venha a se tornar solidário aos interesses
dele ou aceitar seu trabalho sem muito questionamento.
Observação 2: a norma que trata da Independência, antes de sua atualização – ocorrida em
01/01/2020, previa como regra geral para o rodízio dos responsáveis técnicos pelo trabalho de
auditoria a alternância a cada 5 anos, havendo ainda um período de 2 anos para o profissional
retornar à empresa auditada (5+2). Após a atualização da norma, a previsão é de que os responsáveis
técnicos pelo trabalho (sócio ou pessoa nomeada como responsável pela revisão do controle de
qualidade do trabalho) não desempenhem essas atividades por período superior a sete anos
cumulativos (não necessariamente seguidos).
Observação 3: entenda que o rodízio (ou alternância) deve ocorrer não para as firmas de auditoria,
mas sim para os responsáveis técnicos pelos trabalhos (sócios-chave, encarregados da revisão do
controle de qualidade, etc.).
Um dos elementos mais importantes do sistema de controle de qualidade é o Monitoramento. A
firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segurança razoável de que
as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de controle de qualidade são
relevantes, adequados e estão operando de maneira efetiva.
O processo de monitoramento deve:
(a) incluir a contínua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma,
incluindo, de modo cíclico, a inspeção de, pelo menos, um trabalho concluído para cada sócio
encarregado de trabalho;
(b) requerer que a responsabilidade pelo processo de monitoramento seja atribuída a um ou mais
sócios, ou a outras pessoas com experiência e autoridade suficientes e apropriadas na firma para
assumir essa responsabilidade; e
(c) requerer que as pessoas que executam o trabalho ou a revisão do controle de qualidade do
trabalho não estejam envolvidas na inspeção desses trabalhos.

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A firma deve avaliar o efeito das deficiências observadas em decorrência do processo de


monitoramento, determinando se o sistema de controle de qualidade é insuficiente e se há
deficiências sistêmicas que requerem medida corretiva imediata. Essas deficiências observadas, bem
como as recomendações de medidas corretivas, devem ser comunicadas aos sócios encarregados e
outras pessoas consideradas necessárias.
As recomendações para medidas apropriadas em relação às deficiências observadas devem incluir
uma ou mais das seguintes recomendações:
(a) aplicação de medida corretiva apropriada em relação a um trabalho individual ou a um membro
da equipe;
(b) comunicação das constatações aos responsáveis pelo treinamento e desenvolvimento
profissional;
(c) alterações nas políticas e procedimentos de controle de qualidade; e
(d) medida disciplinar contra aqueles que deixaram de cumprir as políticas e procedimentos da firma,
especialmente os reincidentes.
A firma deve comunicar, pelo menos uma vez por ano, os resultados do monitoramento de seu
sistema de controle de qualidade aos sócios encarregados dos trabalhos e outras pessoas
apropriadas na firma, incluindo o presidente ou, se apropriado, a diretoria executiva da firma. Essa
comunicação deve ser suficiente para permitir que a firma e essas pessoas adotem prontamente as
ações apropriadas, quando necessário, de acordo com suas funções e responsabilidades definidas.
As informações comunicadas devem incluir o seguinte:
(a) uma descrição dos procedimentos de monitoramento realizados;
(b) as conclusões obtidas dos procedimentos de monitoramento;
(c) quando relevante, uma descrição das deficiências sistêmicas, repetitivas ou outras deficiências
significativas e das medidas tomadas para resolver ou corrigir essas deficiências.
Vejamos agora outro ponto tratado pela NBC PA 01: os princípios fundamentais de ética
profissional.
Os princípios fundamentais da ética profissional a serem observados pelos auditores incluem:
(a) integridade;
(b) objetividade;
(c) competência profissional e devido zelo;
(d) confidencialidade; e
(e) comportamento profissional.
Esses princípios estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista.

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O Código de Ética Profissional do Contabilista e as normas profissionais relacionadas mostram como


a estrutura conceitual deve ser aplicada em situações específicas. Fornecem também exemplos de
salvaguardas que podem ser apropriadas para tratar das ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais e traz, ainda, exemplos de situações onde não há salvaguardas disponíveis para tratar
as ameaças.
Os princípios fundamentais são reforçados especialmente por:
a) liderança da firma;
b) educação e treinamento;
c) monitoramento; e
d) processo para tratar das não conformidades.
Outro ponto importante já tratado pela NBC PA 01 diz respeito à propriedade da documentação do
trabalho de auditoria.
A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar
partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não
prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a
independência da firma ou do seu pessoal.

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Revisão Externa de Qualidade pelos Pares

A NBC PA 11 trata da Revisão Externa de Qualidade pelos Pares (ou, simplesmente, “Revisão pelos
Pares”), que se constitui em um em processo de acompanhamento do controle de qualidade dos
trabalhos realizados pelos auditores independentes. Frise-se que a Revisão pelos Pares aplica-se
exclusivamente ao auditor com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O objetivo da revisão pelos pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo contador que atua
como auditor independente e pela Firma de Auditoria, com vistas a assegurar a qualidade dos
trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos.
A qualidade, neste contexto, é medida pelo atendimento ao estabelecido nas Normas Brasileiras de
Contabilidade Técnicas e Profissionais, emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e,
quando aplicável, nas normas emitidas por órgãos reguladores.
Grosso modo, podemos entender a Revisão pelos Pares como um exame realizado por um auditor
(revisor) sobre os trabalhos executados por outro auditor (revisado), com vistas a verificar: i) a
adequação dos procedimentos e técnicas aplicados às Normas correspondentes; ii) a adequação do
sistema de controle de qualidade originalmente estabelecido.
O exame realizado pelo revisor sobre os trabalhos do revisado deve seguir um Programa de Revisão,
e deve ter como “produto” um Relatório de Revisão. O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos
Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de quatro anos.
A revisão deve abranger, exclusivamente, aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de
Contabilidade Técnicas e Profissionais emitidas pelo CFC e, quando aplicável, a outras normas
emitidas por órgão regulador.
Vejamos, na sequência, as importantes definições trazidas pela NBC PA 11:
5. Para fins desta norma, os seguintes termos são usados com os significados abaixo
especificados:
Revisado é o auditor independente (firma de auditoria ou auditor pessoa física) que deve se
submeter ao Programa de Revisão Externa de Qualidade, de acordo com os critérios
estabelecidos nesta norma.
Revisor é o auditor contratado pelo Revisado para a realização do trabalho de Revisão pelos
Pares.

Revisão pelos Pares é o exame realizado por auditor independente nos trabalhos de auditoria
executados por outro auditor independente, visando verificar se:

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(a) os procedimentos e as técnicas de auditoria utilizados para execução dos trabalhos nas
empresas clientes estão em conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas
e Profissionais emitidas pelo CFC e, quando aplicável, com outras normas emitidas por órgão
regulador;
(b) o sistema de controle de qualidade desenvolvido e adotado pelo auditor está adequado e
conforme o previsto na NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e
Físicas) de Auditores Independentes.
Programa de Revisão é o programa de trabalho do Comitê Administrador da Revisão Externa
de Qualidade (CRE) que compreende a definição da abrangência, a seleção dos auditores a
serem revisados, as etapas e os prazos a serem cumpridos pelos auditores revisores na
realização do trabalho de revisão.
Ano base da revisão refere-se ao ano a ser revisado pelo Revisor, que deve ser o ano anterior
ao da indicação do auditor a ser Revisado, ou o outro antecedente, caso não tenha realizado
serviço de auditoria.
Relatório de revisão é o relatório elaborado pelo Revisor, a ser apresentado ao CRE, dispondo
sobre a conformidade, ou não, do sistema de controle de qualidade existente nos trabalhos
desenvolvidos pelo Revisado.
Carta de recomendação é o documento a ser emitido pelo Revisor contendo sugestões para
melhoria das políticas e dos procedimentos de controle de qualidade.
Plano de ação é o documento elaborado pelo Revisado, a ser apresentado ao CRE, dispondo
sobre as ações que ele adotará ou implementará com o objetivo de corrigir as fragilidades
apresentadas na carta de recomendações emitida pelo Revisor ao término do trabalho de
revisão.
Revisão recíproca é a situação em que o Revisor teve sua última revisão realizada pelo atual
Revisado, não importando o intervalo de tempo entre as revisões.
Programa de revisão
14. O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de
quatro anos, considerando que:
(a) a cada ano, no mês de janeiro, devem ser selecionados para inclusão no programa de
revisão, por critério definido pelo CRE, os auditores que deverão submeter-se à Revisão pelos
Pares, sendo, obrigatoriamente, incluídos aqueles que obtiveram seu cadastro na CVM no ano
anterior, que será definido como o ano-base da revisão;
(b) em decorrência de problemas específicos relatados pelo Revisor na última revisão, o CRE
pode decidir por determinar períodos menores para a revisão nos trabalhos do Revisado;
(c) durante o ano, e desde que com justificativa formal, podem ser selecionados, para inclusão
no programa de revisão, outros auditores que não foram selecionados em janeiro;

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(d) em decorrência de problemas específicos que venham a ser identificados no Revisor, o CRE
pode decidir por determinar a inclusão desse no programa de revisão do próprio ano, ou no do
ano seguinte, ou ainda determinar períodos menores para a sua revisão.

(UFPR / ISS CURITIBA – 2019) Entre as normas de auditoria existentes e adotadas no Brasil,
há uma específica que trata da revisão externa pelos pares.
O objetivo principal da norma é:
a) reduzir o custo das empresas em relação à contratação da auditoria.
b) disciplinar os procedimentos de auditora executados e se estão em conformidade com a
legislação tributária e previdenciária vigente no país.
c) assegurar a qualidade dos serviços prestados pelas empresas de auditoria.
d) tornar pública e transparente as informações obtidas no processo de auditoria em relação
às empresas de interesse público.
e) obter uma segunda opinião em relação à situação patrimonial das empresas que não são
obrigadas a publicar demonstrações contábeis.
Comentários:
Os 03 primeiros itens da NBC PA 11 tratam de seus Objetivos. Vejamos:
Objetivo
1. A Revisão Externa de Qualidade pelos Pares, doravante denominada “Revisão pelos Pares”,
constitui-se em processo de acompanhamento do controle de qualidade dos trabalhos
realizados pelos auditores independentes.
2. O objetivo da revisão pelos pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo contador
que atua como auditor independente e pela Firma de Auditoria, com vistas a assegurar a
qualidade dos trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos.
3. A qualidade, neste contexto, é medida pelo atendimento ao estabelecido nas Normas
Brasileiras de Contabilidade Técnicas e Profissionais, emitidas pelo Conselho Federal de
Contabilidade (CFC) e, quando aplicável, nas normas emitidas por órgãos reguladores.
Pelo exposto, vemos que – dentre outros – o objetivo da NBC PA 11 é assegurar a qualidade
dos trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos (parte final do item 2).
Gabarito: C

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(FCC / ISS MANAUS – 2019) Acerca da NBC PA 11, que regula a “revisão externa de qualidade
pelos pares”, é correto afirmar que:
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer.
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração
do revisado.
(C) Aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM.
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão.
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e
jurídicas).
Comentários:
Por decorrência da previsão expressa do item 4 da NBC PA 11, nosso gabarito é a letra C:
Veja:
4. Esta Norma aplica-se, exclusivamente, ao Auditor com registro na Comissão de Valores
Mobiliários (CVM).
Comentário das demais alternativas:
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer.
Existe, na realidade, uma vedação ao trabalho como Revisor, no caso do auditor não ter
participado de nenhum trabalho de auditoria independente nos últimos 2 anos.
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração
do revisado. Essa comunicação é uma das responsabilidades do auditor-revisor. Veja:
28. O auditor-revisor tem as seguintes responsabilidades:
(a) organizar, planejar e conduzir os trabalhos de revisão;
(b) supervisionar o trabalho desenvolvido pelos membros da equipe;
(c) comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do auditor-revisado;
(d) elaborar o relatório de revisão e a carta de recomendações, quando for o caso;
(e) apresentar o relatório, a carta de recomendações e a cópia do questionário ao CRE;
(f) dar esclarecimentos ou participar de reunião com o CRE, quando requerido; e
(g) guardar por 7 (sete) anos toda a documentação referente aos trabalhos de revisão. [Grifos
não constantes no original]
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão. O correto
seria dizer “revisor”.
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e
jurídicas). Há vedação expressa para revisões recíprocas na NBC PA 11. Veja:

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24. São vedadas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e
jurídicas). Eventuais exceções devem ser submetidas à aprovação do CRE – Comitê
Administrador da Revisão Externa. [Grifos não constantes no original].
Gabarito: C
(CESGRANRIO / PETROBRAS – 2018) Em decorrência das medidas mais rigorosas impostas
às auditorias nos Estados Unidos, pela Lei Sarbanes-Oxley, e em atendimento aos termos da
Resolução CFC 910/2010, foi adotada no Brasil a prática do exame de auditorias por outras
auditorias.
Nesse contexto, tal prática é identificada, no Brasil, pelo nome de
a) auditoria de compliance
b) filosofia de auditoria
c) papel de auditoria
d) processo de abordagem de auditoria
e) revisão pelos pares
Comentários:
A revisão pelos pares pode ser entendida como o exame de auditorias (revisados) por outras
auditorias (revisores).
Gabarito: E
(AOCP / ISS Cariacica – 2020) Nos termos da NBC PA 11 – Revisão Externa de Qualidade pelos
Pares –, assinale a alternativa correta.
(A) Essa revisão constitui-se em um processo de acompanhamento do controle de qualidade
dos trabalhos realizados pelos auditores internos.
(B) O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de
04 (quatro) anos.
(C) A revisão poderá abranger aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de
Contabilidade Técnicas e Profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e,
quando aplicável, a outras normas emitidas por órgão regulador.
(D) O objetivo da Revisão pelos Pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo
contador que atua como auditor independente e pela firma de auditoria, com vistas a
assegurar a qualidade dos serviços contábeis desenvolvidos.
Comentários:
Como vimos, o Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada
ciclo de quatro anos – o que torna a letra B nosso gabarito. A letra A erra ao mencionar
“auditores internos” (a revisão pelos pares aplica-se aos auditores externos/independentes).
A letra C erra ao dizer que “poderá abranger” (de acordo com a norma, a revisão “deve”
abranger, exclusivamente, aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de

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Contabilidade…). A letra D peca ao mencionar “serviços contábeis” (de acordo com a


literalidade da NBC PA 11, o objetivo da revisão pelos pares é o de avaliar os procedimentos
adotados pelo contador que atua como auditor independente e pela Firma de Auditoria, com
vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos).
Gabarito: B

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Amostragem

1. (VUNESP / ISS GUARULHOS – 2019)


São características da amostragem estatística:
(A) seleção da amostra a critério do auditor.
(B) inexistência de risco de amostragem.
(C) seleção da amostra com base no conhecimento da empresa a ser auditada.
(D) uso da teoria de probabilidades para avaliar os resultados.
(E) seu uso é indicado quando a população a ser auditada é pequena.
Comentários
Comentários: questão bem tranquila. De acordo com a NBC TA 530, Amostragem estatística é
a abordagem à amostragem com as seguintes características:
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a
mensuração do risco de amostragem.
Gabarito: “D”.
2. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2019)
A respeito do uso de amostras para a realização dos trabalhos de auditoria, assinale a
alternativa correta.
a) A utilização de amostras nos trabalhos de auditoria não é autorizada pelas normas brasileiras
de auditoria por comprometer a imparcialidade que deve orientar os trabalhos do auditor.
b) Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a
serem testados, não poderão ser empregadas técnicas de amostragem.
c) A utilização de amostragem estatística deve ser evitada nos trabalhos de auditoria por não
permitir segurança suficiente a respeito dos seus achados.
d) Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada uma
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
e) Amostra e população são conceitos sinônimos em matéria de procedimentos de auditoria
com base em estatísticas.
Comentários
Analisando cada assertiva:

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A: errada. Vimos que a amostragem é plenamente autorizada pelas normas brasileiras de


contabilidade.
B: errada. A NBC TI 01 – Auditoria Interna, prevê justamente o contrário. Veja:
[Link] – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de
itens a serem testados, podem ser empregadas técnicas de amostragem.
A VUNESP gosta bastante deste trecho da NBC TI 01.
C: errada. Assertiva totalmente sem previsão normativa. A amostragem estatística é
perfeitamente utilizável.
D: correta. Nos termos da NBC TI 01:
[Link] – Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e
selecionada uma amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e
apropriada.
E: errada. Vimos que os conceitos são distintos. Amostra é uma parte do todo (população).
Gabarito: “D”.
3. (VUNESP/ CM Olímpia – Contador Especialista – 2018)
Amostragem, em auditoria, é
a) o conjunto completo de dados sobre os quais a amostra é selecionada e o auditor deseja
concluir.
b) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, possa ser diferente se toda a
população foi sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.
c) a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população
relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a
mesma chance de serem selecionadas para proporcionarem uma base razoável que possibilite
ao auditor concluir sobre toda a população.
d) cada um dos itens individuais que constituem uma população.
e) o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de
unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário), de
forma que o auditor possa selecionar os itens para o teste substantivo.
Comentários
Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de
auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de
maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre
toda a população”.
Pelo exposto nosso gabarito é a letra C.

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Letra A diz respeito à População. Letra B ao Risco de Amostragem. Letra D faz menção à
Unidade de Amostragem. Letra E à Estratificação.
Gabarito: “C”.
4. (VUNESP/ Pref. São Bernardo do Campo – Contador – 2018)
A amostragem estatística utilizada na definição e seleção da amostra de auditoria, na execução
de testes de controles e de detalhes na avaliação dos resultados da amostra
a) tem finalidade de subsidiar inferências e fornecer base razoável para o auditor concluir
quanto à população da qual a amostra é selecionada, desprezando-se critérios de
representatividade na escolha de itens da amostra.
b) caracteriza-se pela seleção aleatória dos itens da amostra e pelo uso da teoria das
probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco da
amostragem.
c) caracteriza-se pela seleção representativa de itens da amostra conforme o julgamento
profissional do auditor, com vistas à fornecer base razoável para o auditor concluir quanto à
população da qual a amostra é selecionada.
d) pode ser validamente utilizada em auditorias internas, vedado o seu emprego em auditorias
independentes, dado o potencial de seleção enviesada de amostra.
e) permite que o auditor obtenha evidência de auditoria em relação a todas as características
da população selecionada, desde que observado índice de confiança razoável das
probabilidades investigadas.
Comentários
A amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe seleção aleatória e uso da
teoria das probabilidades para a avaliação dos resultados, incluindo a mensuração dos riscos
de amostragem) e não estatística. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são
selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida
e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem não estatística, o julgamento é usado
para selecionar os itens da amostra. Veja:
Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características:
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a
mensuração do risco de amostragem.
Gabarito: “B”.
5. (VUNESP / ARSESP – Especialista em Regulação – 2018)
No que tange à amostragem em auditoria, é correto afirmar:
a) População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o
qual o auditor deseja concluir.

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b) Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em 100% dos itens


de população relevante para fins de auditoria.
c) Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão certa
por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de materialidade.
d) Amostragem estatística é o único procedimento utilizado pelo auditor a fim de selecionar
itens para teste.
e) ao se usar a amostragem em auditoria, o auditor deseja proporcionar uma base razoável
para concluir quanto ao universo selecionado do qual a amostra perfaz o total do item.
Comentários
A: CORRETA. Essa é exatamente a definição de População prevista na NBC TA 530.
B: ERRADA. Amostragem envolve aplicação de procedimentos EM MENOS DE 100% dos itens
da população.
C: ERRADA. O Risco não resultante de amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma
conclusão ERRÔNEA por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de
amostragem.
D: ERRADA. Atentem-se para isso: amostragem estatística não é a única utilizada pelo auditor
para selecionar itens a serem testados. Há ainda a amostragem não estatística.
E: ERRADA. Alternativa mal escrita, talvez de forma proposital para induzi-lo ao erro. De acordo
com a NBC TA 530, o objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de
proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a
amostra é selecionada.
Gabarito: “A”.
6. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2015)
Quando a auditoria é feita por amostragem, se o método utilizado para essa amostragem é a
seleção sistemática, então a seleção de itens é
a) por meio da seleção de um ou mais blocos contíguos da população.
b) de tal forma que assegure que todos tenham idêntica probabilidade de serem selecionados.
c) a critério do auditor, com base em sua experiência.
d) com base em valores monetários.
e) procedida de tal maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item
selecionado.
Comentários
A seleção sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de amostragem na população
é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo,
50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de
amostragem seguinte é selecionada.

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Portanto, nesse método podemos dizer que há um intervalo constante entre cada item
selecionado.
Gabarito: “E”.
7. (VUNESP/ CGM SP – Auditor Municipal de Controle Interno – 2015)
A distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio
em uma população denomina-se
a) amostragem estatística.
b) unidade de amostragem.
c) estratificação.
d) taxa tolerável de desvio.
e) anomalia.
Comentários
De acordo com a NBC TA 530:
Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção
ou desvio em uma população.
A norma complementa:
Em circunstâncias extremamente raras, quando o auditor considera que uma distorção ou um
desvio descobertos na amostra são anomalias, o auditor deve obter um alto grau de certeza
de que essa distorção ou esse desvio não sejam representativos da população. O auditor deve
obter esse grau de certeza mediante a execução de procedimentos adicionais de auditoria, para
obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que a distorção ou o desvio não afetam
o restante da população.
Gabarito: “E”.
8. (VUNESP/ Pref. São José Rio Preto – Auditor Fiscal – 2014)
Em relação à amostragem na auditoria, é correto afirmar que
a) a amostragem deve ser sempre efetuada com números aleatórios, para evitar que o auditor
utilize critérios próprios para a seleção dos itens a serem auditados.
b) quanto maior o nível de distorção tolerável aceito nos testes substantivos, maior deve ser o
tamanho da amostra, para que a eficácia e a eficiência do trabalho do auditor sejam
alcançadas.
c) na determinação do tamanho da amostra, um nível de confiança de 95% indica que em
noventa e cinco (95) vezes o resultado será impreciso e em cinco (5) vezes, o resultado será
preciso.
d) o risco da amostragem é o risco de que a conclusão atingida com base na amostra seja igual
ao da conclusão que seria obtida com base no exame da população como um todo.

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e) a combinação de uma amostragem estratificada para os itens de maior valor nos


procedimentos (testes) substantivos combinada com a amostragem aleatória para os itens de
menor valor é geralmente um procedimento eficaz, pois permite uma cobertura maior em
termos de valor e um tamanho de amostra menor.
Comentários
Questãozinha bem difícil, que acaba saindo mais facilmente por eliminação. Vejamos cada uma
das assertivas:
A: ERRADA. Já vimos que a amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe
seleção aleatória e uso da teoria das probabilidades para a avaliação dos resultados, incluindo
a mensuração dos riscos de amostragem) e não estatística. Pela amostragem estatística, os
itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma
probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem não
estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra.
B: ERRADA. Assertiva trata dos fatores que alteram o tamanho da amostra. Nesse tipo de
questão, temos que ficar atentos qual efeito provocado na amostra quando determinado fator
é alterado, ou seja, se ele tem uma relação direta ou inversa, quando comparado ao seu
tamanho.
Os apêndices 2 e 3 da NBC TA 530 trazem quadros que resumem a influência desses fatores no
tamanho da amostra. Compilamos no esquema a seguir as informações mais importantes a
esse respeito.

FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA

Testes de Controle Testes de Detalhes

Fator Relação Fator Relação

Avaliação de
Avaliação do risco
riscos considera
Direta de distorção Direta
os controles
relevante
relevantes

Taxa tolerável de
Inversa Distorção tolerável Inversa
desvio

Valor da distorção
Taxa esperada de
Direta que o auditor Direta
desvios
espera encontrar

Nível de segurança Nível de segurança


de que a taxa Direta de que a distorção Direta
tolerável não seja tolerável não é

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excedida pela taxa excedida pela


real de desvio distorção real

Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito negligenciável


As

bancas, no geral, gostam de explorar a relação entre a “taxa tolerável de desvio” e o “tamanho
da amostra”. Olhando a tabela acima, verifica-se que essa RELAÇÃO É INVERSA, ou seja,
quando aumenta a taxa tolerável de desvio, reduz-se o tamanho da amostra (daí o erro de
nossa assertiva)!
Como dissemos ao longo da aula, é possível compreendermos uma lógica por trás dessas
relações. Ora, se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima, de maneira que se
obtenha segurança de que ela não será ultrapassada pela taxa real de desvio na população),
ele pode reduzir o tamanho da amostra. Nesse cenário o auditor está, de alguma maneira,
tolerando maiores níveis de desvios – o que justificaria uma amostra pouco menor.
C: ERRADA. Precisamos conhecer conceitos básicos de estatística para analisar essa assertiva.
De forma simplória, podemos dizer que a alternativa inverteu os conceitos, de maneira que o
correto seria: um nível de confiança de 95% indica que em noventa e cinco (95) vezes o
resultado será PRECISO e em cinco (5) vezes, o resultado será IMPRECISO.
D: ERRADA. Já vimos que o Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com
base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo
procedimento de auditoria.
E: CORRETA (nosso gabarito). Podemos entender como correta a assertiva, apesar de não haver
para ela previsão normativa. Como dissemos, nesse tipo de questão era mais fácil chegar ao
gabarito por eliminação.
Gabarito: “E”.
9. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2013)
Ao se determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a
serem testados, podem ser empregadas técnicas de
a) busca.
b) revisão.
c) amostragem.
d) investigação.
e) identificação.
Comentários

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A questão se baseou na literalidade da extinta NBC T 11.11 (abaixo transcrita). Entendemos,


no entanto, que dava pra chegar ao gabarito com o que estudamos normalmente sobre o tema
Amostragem em Auditoria.
[Link]. Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens
a testar, o auditor pode empregar técnicas de amostragem.
Gabarito: “C”.
10. (VUNESP/ SEFAZ SP – APOFP – 2013)
Trata-se da aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de
população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades-base tenham a
mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite ao
auditor concluir sobre toda a população.
O texto refere-se ao conceito de
a) processo de auditoria.
b) seleção de população.
c) materialidade.
d) amostragem em auditoria.
e) aleatoriedade em auditoria.
Comentários
Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de
auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de
maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre
toda a população”.
O examinador apenas alterou a expressão “unidades de amostragem” por “unidades-base”, o
que não invalidade de nenhuma maneira a questão.
Gabarito: “D”.
11. (FGV / SEFAZ AM – 2022)
Com base na NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria, assinale a afirmativa correta.
a) Na definição da amostra, o auditor deve determinar o tamanho suficiente para eliminar o
risco de amostragem.
b) Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do
procedimento de auditoria e o orçamento planejado.
c) A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não estatística é
baseada no tamanho da amostra.

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d) O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que as unidades consideradas
mais representativas tenham mais chance de serem selecionadas.
e) Quanto menor o risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser
o tamanho da amostra.
Comentários
Vamos analisar cada assertiva.
A: ERRADA. Nunca podemos falar em eliminação do risco de amostragem. Em realidade, o
auditor deve determinar o tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de amostragem
a um nível mínimo aceitável.
B: ERRADA. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar: 1) a finalidade do
procedimento de auditoria; e 2) as características da população da qual será retirada a
amostra (não há que se falar em orçamento planejado).
C: ERRADA. A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não
estatística é uma questão de julgamento do auditor, não sendo o tamanho da amostra um
critério válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não estatísticas.
D: ERRADA. Como vimos, o auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada
unidade de amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.
E: CERTA. Estamos diante de uma das passagens mais cobradas pela banca. De fato, há uma
relação inversa entre o risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar e o tamanho
da amostra. Dessa maneira, quanto menor esse risco, maior deve ser o tamanho da amostra.
Gabarito: “E”.
12. (FGV / SEFAZ AM – 2022)
De acordo com a NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria, o auditor deve determinar o
tamanho da amostra suficiente, de modo a reduzir o risco de amostragem a um nível mínimo
aceitável.
Assinale a opção que indica um fator cujo efeito é o aumento no tamanho da amostra em testes
de detalhe, considerando que não há modificação em outros fatores.
a) Aumento na distorção tolerável.
b) Estratificação da população, quando apropriado.
c) Quantidade de unidades de amostragem na população.
d) Aumento no valor da distorção que o auditor espera encontrar na população.
e) Aumento no uso de outros procedimentos substantivos direcionados à mesma afirmação.
Comentários
O enunciado pede que se aponte um fator cujo efeito é um aumento no tamanho da amostra.
A NBC TA 530 separa em 2 apêndices os fatores que influenciam o tamanho da amostra no
contexto de testes de detalhes (ou substantivos) e de testes de controle. Sugerimos não tentar

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memorizar quais os fatores de um ou de outro apêndice, mas sim entender e interpretar a


relação que cada fator possui com o tamanho da amostra. Vejamos cada assertiva:
Letra A: ERRADA. A distorção tolerável (bem como a taxa tolerável de desvio) possui relação
inversa com o tamanho da amostra. Quanto mais distorção o auditor tolera, mais ele pode se
permitir (ou se dar ao luxo de) reduzir o tamanho da amostra. Se a relação é inversa, um
aumento na distorção tolerável leva a uma redução no tamanho da amostra.
Letra B: ERRADA. O objetivo da estratificação é é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada
estrato e, portanto, permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco
de amostragem. Ora, se o uso da estratificação permite reduzir o tamanho da amostra,
estamos diante de fatores com relação inversa
Letra C: ERRADA. A quantidade de unidades de amostragem tem efeito negligenciável sobre o
tamanho da amostra. Segundo as normas, temos que raciocinar que, para populações grandes,
um aumento na quantidade de unidades de amostragem tem pouco ou nenhum efeito sobre
o tamanho da amostra.
Letra D: CERTA. Distorção que o auditor espera encontrar (ou distorção esperada), bem como
a taxa esperada de desvio, possui relação direta com o tamanho da amostra. Ora, quanto mais
distorção o auditor espera, mais segurança ele precisa, de maneira que deve aumentar o
tamanho da amostra. Nesse sentido, se a relação é direta, um aumento na distorção esperada
leva a um aumento no tamanho da amostra.
Letra E: ERRADA. Se o auditor utiliza outros procedimentos substantivos direcionados à mesma
afirmação, isso é sinal de que ele pode “relaxar”, diminuindo a amostra (afinal, ele já se
garantiu ao aplicar outros procedimentos). Por esse motivo, o uso de outros procedimentos
substantivos direcionados à mesma afirmação possui relação inversa com o tamanho da
amostra, de maneira que seu aumento leva a redução no tamanho da amostra.
Gabarito: “D”.
13. (FGV / TCE AM – 2021)
Ao determinar a extensão de um teste de auditoria, o auditor pode empregar técnicas de
amostragem. Existem fatores que influenciam o tamanho da amostra, provocando efeitos
diversos.
Um aumento na taxa esperada de desvio da população a ser testada é um fator cujo efeito é:
a) aumento do tamanho da amostra para testes de controles;
b) redução do tamanho da amostra para testes de controles;
c) redução do tamanho da amostra para testes de detalhes;
d) negligenciável para testes de controles;
e) negligenciável para testes de detalhes.
Comentários

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A taxa esperada de desvio é um fator que possui relação direta com o tamanho da amostra.
Basta raciocinarmos da seguinte maneira: quanto maior a taxa de desvio que o auditor espera
encontrar, mais segurança ele precisa, ou seja, ele tem que se precaver, aumentando também
o tamanho da amostra. Raciocínio semelhante podemos adotar para a distorção esperada.
Veja que, no caso da questão, nem precisamos considerar se o aumento da taxa esperada de
desvio é um fator que influencia o tamanho da amostra no contexto dos testes de controles ou
dos testes de detalhes. A única assertiva que traz a relação direta de maneira correta é a letra
A. De qualquer maneira, é bom sabermos que, segundo NBC TA 530, a taxa esperada de desvio
influencia o tamanho da amostra no contexto dos testes de controle (o que é lógico, uma vez
que se trata da taxa de desvio dos controles).
Gabarito: “A”.
14. (FGV / SEFAZ ES – 2021)
Assinale a opção que indica o fator levado em consideração pelo auditor na determinação do
tamanho da amostra em testes de controle e o efeito no tamanho da amostra, mantendo os
outros fatores iguais.
a) Aumento na extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os
controles relevantes: redução.
b) Aumento no nível de segurança desejado do auditor de que a taxa tolerável de desvio não
seja excedida pela taxa real de desvio na população: redução.
c) Aumento na taxa tolerável de desvio: aumento.
d) Aumento na quantidade de unidades de amostragem na população: aumento.
e) Aumento na taxa esperada de desvio da população a ser testada: aumento.
Comentários
Questão interessante por cobrar um assunto, de certa forma, “batido”, de um jeito diferente.
Temos que assinalar a assertiva que apresenta a relação correta entre um determinado fator e
seu efeito sobre o tamanho da amostra. Vamos analisar cada uma.
A: ERRADA. Um aumento da avaliação de risco feita pelo auditor traz a necessidade de um nível
maior de segurança, daí a relação direta com o tamanho da amostra. Logo, quando temos um
aumento na extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os controles
relevantes, temos também um aumento do tamanho da amostra.
B: ERRADA. Um aumento do nível de segurança desejado (seja lá do que for) traz a necessidade
óbvia do aumento da amostra. Trata-se de fatores com relação direta. Logo, quando temos um
aumento no nível de segurança desejado do auditor de que a taxa tolerável de desvio não seja
excedida pela taxa real de desvio na população, temos também um aumento do tamanho da
amostra.
C: ERRADA. Um aumento na taxa tolerável de desvio, ou seja, na taxa de desvio que o auditor
está disposto a aceitar, faz com que o auditor possa se dar ao luxo de reduzir o tamanho da

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amostra. Logo, quando temos um aumento na taxa tolerável de desvio, temos também a
consequente redução do tamanho da amostra.
D: ERRADA. A quantidade de unidades de amostragem tem efeito negligenciável sobre o
tamanho da amostra. Segundo as normas, temos que raciocinar que, para populações grandes,
um aumento na quantidade de unidades de amostragem tem pouco ou nenhum efeito sobre
o tamanho da amostra.
E: CORRETA. Um aumento da taxa esperada de desvio traz a necessidade de um nível maior de
segurança, daí a relação direta com o tamanho da amostra. Logo, quando temos um aumento
na taxa esperada de desvio, temos também um aumento do tamanho da amostra.
Gabarito: “E”.
15. (FGV / IMBEL – 2021)
Ao considerar as características da população da qual a amostra será extraída, o auditor pode
determinar que a estratificação é apropriada. Com relação à estratificação, analise as
afirmativas a seguir.
I. A eficiência da auditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a população, dividindo-
a em subpopulações distintas que tenham características diferentes.
II. O objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e permitir
que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem.
III. Os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados a uma amostra de itens dentro de
um estrato podem ser projetados para os itens que não compõem esse estrato.
Está correto o que se afirma em
a) I, somente.
b) II, somente.
c) III, somente.
d) I e II, somente.
e) I, II e III.
Comentários
Vamos analisar cada item que versa sobre a estratificação.
Item I: ERRADO. De fato, a eficiência da auditoria pode ser melhorada com o uso da
estratificação. Ocorre que ela (a estratificação) consiste em dividir a população em
subpopulações com características homogêneas (ou semelhantes).
Item II: CERTO. Esse é, exatamente, o objetivo da estratificação.
Item III. ERRADO. Os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados a uma amostra de
itens dentro de um estrato só podem ser projetados para os itens que compõem esse próprio
estrato. Não é possível, portanto, projetar os resultados da amostra de um determinado
estrato para itens de outros estratos.

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Gabarito: “B”.
16. (FGV / IMBEL – Auditor – 2021)
O auditor utiliza, para selecionar amostras, um método que consiste na divisão da quantidade
de unidades de amostragem na população pelo tamanho da amostra, de modo a estabelecer
um intervalo de amostragem. O auditor utiliza o método de seleção
a) por unidade monetária.
b) ao acaso.
c) aleatória.
d) sistemática.
e) de bloco.
Comentários
Seleção sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de amostragem na população
é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo,
50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de
amostragem seguinte é selecionada.
Gabarito: “D”.
17. (FGV / CM Salvador – Analista Legislativo – Controladoria – 2018)
Na execução de trabalhos de auditoria, quando há muitos dados e transações a serem
examinados, é muito comum a seleção de uma amostra para exame.
A seleção procedida de forma que sempre haja um intervalo constante entre cada item
selecionado, seja seleção direta na população ou por estratos, é denominada amostragem:
a) aleatória;
b) casual;
c) intencional;
d) randômica;
e) sistemática.
Comentários
São 05 os métodos de seleção da amostra trazidos pela NBC TA 530. Vamos relembrar o
esquema apresentado em nossa aula:

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Apenas com o esquema acima, podemos fechar o gabarito letra E.


A NBC TA 530 diz que principais métodos para selecionar amostras correspondem ao uso de
seleção aleatória, seleção sistemática e seleção ao acaso. Vejamos na íntegra o que diz a
norma sobre a seleção sistemática:
Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida
pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem
seguinte é selecionada. Embora o ponto de início possa ser determinado ao acaso, é mais
provável que a amostra seja realmente aleatória se ela for determinada pelo uso de um gerador
computadorizado de números aleatórios ou de tabelas de números aleatórios. Ao usar uma
seleção sistemática, o auditor precisaria determinar que as unidades de amostragem da
população não estão estruturadas de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um
padrão em particular da população.
Gabarito: “E”.
18. (FGV / ALERO – Consultor Legislativo – Assessoramento em Orçamentos – 2018)
Assinale a opção que indica o critério que deve ser adotado na decisão quanto ao uso de
abordagem de amostragem estatística ou não estatística no processo de auditoria de uma
entidade.
a) O julgamento do auditor.
b) A experiência do auditor.
c) O tamanho da amostra.
d) A representatividade da amostra.
e) O nível de risco de amostragem que a empresa auditada oferece.
Comentários

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Como vimos, a decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não


estatística é uma questão de julgamento do auditor, não sendo o tamanho da amostra um
critério válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não estatísticas.
Gabarito: “A”.
19. (FGV - TCM SP – Ag. Fiscalização – Administração – 2015)
Na determinação da extensão dos testes de auditoria, em geral, o auditor emprega técnicas de
amostragem, porém essas apresentam alguns riscos. Acerca dos riscos de amostragem, avalie
as afirmativas a seguir.
I) O nível do risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar dos resultados afeta o
tamanho da amostra.
II) O auditor está sujeito aos riscos de amostragem tanto nos testes substantivos quanto nos
testes de observância.
III) Os riscos de superavaliação de confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a
eficiência da auditoria, pois em geral conduzem o auditor a realizar trabalhos adicionais.
IV) Os riscos de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficácia
da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea.
É correto o que se afirma em:
a) somente I e II;
b) somente II e III;
c) somente III e IV;
d) somente I, II e IV;
e) I, II, III e IV.
Comentários
Como vimos ao longo da aula, o nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a
aceitar afeta a tamanha da amostra exigida (item I correto). Quanto menor o risco que o auditor
está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra – item A10 da NBC TA 530.
Ao definir o risco de amostragem, a NBC TA 530 apresenta tipos de conclusões errôneas a que
o auditor pode chegar, tanto nos testes de controles (equivalentes aos testes de observância)
quanto nos testes de detalhes (espécie do gênero testes substantivos). Portanto, o item II está
correto. Vejamos o que diz a norma:
Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse
ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. O risco
de amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas:
(a) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados mais eficazes do que
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que não seja identificada distorção
relevante, quando, na verdade, ela existe. O auditor está preocupado com esse tipo de

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conclusão errônea porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a uma opinião
de auditoria não apropriada.
(b) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do que
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção relevante,
quando, na verdade, ela não existe. Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da
auditoria porque ela normalmente levaria a um trabalho adicional para estabelecer que as
conclusões iniciais estavam incorretas.
De acordo com trecho acima destacado (alínea “b”), no caso em que a confiabilidade dos
controle é subavaliada (controles considerados menos eficazes do que realmente são), é
afetada a eficiência da auditoria, o que leva a necessidade de trabalhos adicionais. Item III,
portanto, errado. O item diz que a superavaliação (e não subavaliação) da confiabilidade dos
controles afeta a eficiência da auditoria.
Na realidade, o item se baseou praticamente na literalidade de norma já revogada (NBC T
11.11). Vejamos:
[Link]. Risco de Amostragem
[...]
[Link].3. O risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam
a eficiência da auditoria, visto que, normalmente, conduziriam o auditor a realizar trabalhos
adicionais, o que estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. O risco
de superavaliação da confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da
auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados
controles, saldos de contas ou classe de transações do que o risco de subavaliação da
confiabilidade ou o risco de rejeição incorreta.[,,,] [NBC T 11.11][grifo nosso]
O item IV também se baseou no trecho acima destacado, de maneira que está incorreto (a
subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência – e não a
eficácia – da auditoria).
Gabarito: “A”.
20. (FGV / CGE MA – Auditor do Estado – 2014)
As alternativas a seguir apresentam exemplos de método utilizado pelo auditor para selecionar
amostras, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Seleção por intervalo.
b) Seleção aleatória.
c) Seleção sistemática.
d) Seleção ao acaso.
e) Seleção de bloco.
Comentários

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São 05 os métodos de seleção da amostra trazidos pela NBC TA 530. Veja mais uma vez:

A única assertiva que não consta no rol acima apresentado é a letra A (seleção por intervalo).
Gabarito: “A”.
21. (FGV / DPE RJ – Técnico Superior Especializado – Ciências Contábeis – 2014)
Os meios à disposição do auditor para a seleção de itens em um teste de auditoria são:
(a) seleção de todos os itens (exame de 100%);
(b) seleção de itens específicos; e
(c) amostragem de auditoria.
Com relação ao procedimento de amostragem, analise as afirmativas a seguir:
I. A amostragem em trabalhos de auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de
amostragem não estatística como a estatística.
II. Amostragens aleatórias simples, estratificadas e por conglomerados são métodos de seleção
probabilísticos.
III Quando as características da população são de fácil mensuração, o apropriado é fazer uma
amostragem probabilística.
IV. Os maiores valores de uma população sempre devem ser analisados, mesmo quando se
utilize uma amostragem estatística.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s)
a) I
b) I e II
c) II e III
d) III e IV

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e) I, III e IV
Comentários
Item I. CORRETO. Vimos (e revimos) que a amostragem em auditoria pode ser aplicada tanto
por meio de abordagem estatística quanto não estatística.
Item II. CORRETO. A doutrina nos ensina que são exatamente esses 3 (amostras aleatórias
simples, estratificadas e por conglomerados) os principais tipos de amostragem
probabilística (ou estatística). Vimos, ao longo da aula, que o objetivo da estratificação é
reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato, o que é feito pela divisão da população em
subpopulações com características homogêneas.
Podemos dizer que a amostragem por conglomerados lembra um pouco o processo de
estratificação, uma vez que em ambos os casos a população é dividida em grupos semelhantes.
A amostragem por Conglomerado apresenta as seguintes características: os elementos da
população são agrupados em conjuntos semelhantes, mas internamente heterogêneos
(características distintas); as amostras são obtidas por conglomerados que a compõem; após a
seleção de conglomerados, todos os elementos são examinados. Segue figura para ilustrar a
amostragem por conglomerado:

Item III. INCORRETO. Nesse caso (características da população de fácil mensuração), NÃO se
recomenda o uso da amostragem, mas sim a seleção de todos os itens (ou censo).
Item IV. INCORRETO. Na amostragem estatística, os itens são selecionados de forma aleatória,
o que não garante que os maiores valores serão necessariamente testados.
Gabarito: “B”.

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22. (FGV / ALBA – Auditor – 2014)


Uma seleção da amostra em que a quantidade de unidades de amostragem na população é
dividida pelo tamanho da amostra, para dar um intervalo de amostragem, é conhecida como
seleção
a) aleatória.
b) por unidade monetária.
c) sistemática.
d) ao acaso.
e) de bloco.
Comentários
Vimos que a amostragem sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de
amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de
amostragem como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.
Gabarito: “C”.
23. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014)
A respeito de uma amostra de auditoria, analise as afirmativas a seguir.
I. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
II. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.
III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar os fins específicos a serem
alcançados e a combinação de procedimentos de auditoria que devem alcançar esses fins.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem correta.
Comentários
Item I. CORRETO. De acordo com a NBC TA 530, “Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor
deve considerar a finalidade do procedimento de auditoria e as características da população
da qual será retirada a amostra”.
Item II. CORRETO. É exatamente isso o que prevê a NBC TA 530 (item 8).

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Item III. CORRETO. Nos termos da NBC TA 530, ao definir uma amostra de auditoria, o auditor
deve considerar os fins específicos a serem alcançados e a combinação de procedimentos de
auditoria que devem alcançar esses fins. A consideração da natureza da evidência de auditoria
desejada e as eventuais condições de desvio ou distorção ou outras características relacionadas
com essa evidência de auditoria ajudam o auditor a definir o que constitui desvio ou distorção
e qual população usar para a amostragem. Ao cumprir com as exigências do item 8 da NBC TA
500, quando definir a amostragem em auditoria, o auditor executa os procedimentos de
auditoria para obter evidência de que a população da qual a amostra de auditoria foi extraída
está completa.
Gabarito: “E”.
24. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014)
A respeito da amostragem de auditoria, analise os itens a seguir.
I. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho exigido
da amostra.
II. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da
amostra.
III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do
procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
IV. O auditor deve selecionar itens para a amostragem, de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.
Assinale:
a) se somente os itens I, II e III estiverem corretos.
b) se somente os itens II, III e IV estiverem corretos.
c) se somente os itens I, III e IV estiverem corretos.
d) se somente os itens I, II e IV estiverem corretos.
e) se todos os itens estiverem corretos.
Comentários
Questão aborda conceitos importantes acerca da amostragem em auditoria. Vamos relembrar
alguns trechos da NBC TA 530:
A10. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da
amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o
tamanho da amostra – item I correto e item II incorreto (a relação é inversa, e não direta).
6. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra – item III correto.
8. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada – item IV correto.

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Gabarito: “C”.
25. (FGV / PROCEMPA – Analista Administrativo – Contador – 2014)
Em relação à amostragem estatística, assinale a afirmativa correta.
a) Usa a teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a
mensuração do risco de amostragem.
b) Utiliza o julgamento para selecionar os itens da amostra.
c) Seleciona a unidade de amostragem a partir de uma probabilidade desconhecida.
d) Utiliza a seleção ao acaso, em que o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica
estruturada.
e) Diferencia-se da abordagem da amostragem não estatística pelo tamanho da amostra.
Comentários
Como vimos, Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes
características:
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a
mensuração do risco de amostragem.
A abordagem de amostragem que utiliza o julgamento para seleção de itens é a não estatística.
A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a amostragem estatística. O tamanho da
amostra não é um critério válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não
estatísticas.
Gabarito: “A”.
26. (FCC / ALAP – 2020)
Em uma grande empresa, ocorreu a suspeita de existência de erro na contabilização dos saldos
das contas. Um auditor desta empresa é incumbido de analisar as contas que constam de uma
lista em ordem crescente de seu respectivo código. Ele decide realizar este trabalho por
amostragem, sorteando um código entre os 10 primeiros da lista, e, então, analisar toda conta
referente ao décimo código na lista a partir do primeiro selecionado. Nesse caso, é adotado
pelo auditor, o tipo de uma Amostragem denominado
a) por julgamento.
b) por conglomerados.
c) determinística.
d) sistemática.
e) em dois estágios.
Comentários

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O método de amostragem em que se utiliza um intervalo constante entre cada item


selecionado (10, no caso do nosso enunciado), é o método de seleção sistemática.
Nos termos da NBC TA 530, seleção sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de
amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de
amostragem como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada. Embora o ponto de
início possa ser determinado ao acaso, é mais provável que a amostra seja realmente aleatória
se ela for determinada pelo uso de um gerador computadorizado de números aleatórios ou de
tabelas de números aleatórios. Ao usar uma seleção sistemática, o auditor precisaria
determinar que as unidades de amostragem da população não estão estruturadas de modo
que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão em particular da população.
Já de acordo com a revogada NBC T 11.11, seleção sistemática ou por intervalo é aquela em
que a seleção de itens é procedida de maneira que haja sempre um intervalo constante entre
cada item selecionado, seja a seleção feita diretamente da população a ser testada, ou por
estratos dentro da população. Ao considerar a seleção sistemática, o auditor deve observar as
seguintes normas para assegurar uma amostra, realmente, representativa da população: a)
que o primeiro item seja escolhido ao acaso; b) que os itens da população não estejam
ordenados de modo a prejudicar a casualidade de sua escolha.
Comparando as normas atual (NBC TA 530) e antiga (NBC T 11.11), vemos que elas são
semelhantes, no sentido de que se deve adotar um intervalo constante entre cada item
selecionado. Há, no entanto, algumas diferenças. A norma em vigor determina como o
intervalo de amostragem é obtido (divide-se a quantidade de unidades de amostragem pelo
tamanho da amostra – fato não mencionado pelo enunciado), ao passo que a norma antiga
não menciona a forma de chegar ao intervalo. A norma atual diz que o primeiro item pode ser
selecionado ao acaso ou de forma aleatória (utilizando-se geradores de números aleatórios),
enquanto a norma antiga diz que o primeiro item deve ser selecionado ao acaso.
Nosso gabarito, portanto, é a letra D. Vejamos as demais assertivas:
A: amostragem por julgamento é sinônimo de amostragem não estatística. Nesse caso, utiliza-
se o julgamento do auditor para a seleção de itens que irão compor a amostra. O enunciado
não menciona isso em nenhum momento.
B: amostragem por conglomerados é uma técnica mencionada na doutrina, em que os
elementos da população são agrupados em conjuntos semelhantes (homogêneos), mas
internamente heterogêneos (características distintas); as amostras são obtidas por
conglomerados que a compõem; após a seleção de conglomerados, todos os elementos são
examinados. A amostragem por conglomerados lembra um pouco o processo de estratificação,
uma vez que, em ambos os casos, a população é dividida em grupos semelhantes. A diferença
é que, na estratificação, os grupos são internamente homogêneos, enquanto na amostragem
por conglomerados os grupos são semelhantes, porém internamente heterogêneos.

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C: amostragem determinística não aparece nas normas e nem na doutrina de auditoria. Na


estatística, seria um tipo de amostragem dirigida, em que não se conhece a probabilidade de
observar cada indivíduo na população.
E: amostragem em dois estágios também não aparece nas normas e nem na doutrina de
auditoria, encontrando-se referências em modelos estatísticos.
Gabarito: “D”.
27. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Considere a situação hipotética abaixo.
Executando amostragem em teste de evidência de autorização, o auditor escolhe um cheque
cancelado, e, inspecionando-o, conclui que foi apropriado o cancelamento, de modo que não
houve, naquele caso, desvio.
O regulamento do CFC aplicável à amostragem estabelece que
a) é vedada a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento em item perdido”.
b) é possível a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento em item de substituição”.
c) é obrigatória a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento alternativo adequado”.
d) é recomendável a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na
norma como “procedimento impossível”.
e) é vedada a análise de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento alternativo inadequado”.
Comentários
A NBC TA 530 nos ensina que, se o procedimento de auditoria não for aplicável ao item
selecionado, o auditor deve executar o procedimento em um item que substitua o
anteriormente selecionado – esse é o chamado procedimento em item de substituição.
Um exemplo de quando é necessário executar o procedimento em item de substituição é
quando um cheque cancelado é selecionado durante teste de evidência de autorização de
pagamento (nesse cenário, o auditor busca algum “problema”, ou desvio, no processo de
cancelamento do cheque). Se, no entanto, o auditor ficar satisfeito, concluindo que o cheque
foi cancelado de forma apropriada de modo a não constituir desvio, um item escolhido de
maneira apropriada para substituí-lo é examinado.
Gabarito: “B”.
28. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019)
Conforme estabelece a NBC TA 530, “o objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria,
é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a
amostra é selecionada”. A adoção do critério de amostragem pressupõe, por parte do auditor,

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a definição da amostra, a determinação do seu tamanho e a seleção dos itens para teste. De
acordo com a referida NBC,
a) o auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.
b) ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve flexibilizar a finalidade do procedimento
de auditoria bem como relevar as características negativas da população da qual será retirada
a amostra.
c) cabe à entidade a ser auditada definir o tamanho da amostra, tendo por base os motivos
que determinaram a realização da auditoria.
d) o auditor e a administração da entidade devem selecionar, conjuntamente, itens para a
amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha uma maior ou
menor chance de ser selecionada.
e) norteado pelos princípios da neutralidade e da imparcialidade, o auditor, ao definir uma
amostra de auditoria, deve relativizar a finalidade do procedimento de auditoria de modo a
suavizar eventuais resultados indesejados.
Comentários
Questão exige conhecimento de diferentes passagens da NBC TA 530. Vamos avaliar cada
assertiva:
A: CERTA. É exatamente isso o que prevê a norma. Na amostragem em auditoria, cada unidade
da população (denominada unidade “de amostragem”) deve ter a mesma chance de ser
selecionada. Percebam que essa é a definição universal de amostragem, não importa se
estamos diante da amostragem estatística ou não estatística. Ocorre que, na amostragem
estatística, cada unidade tem um probabilidade conhecida de ser selecionada (é um método
“científico”). Já na amostragem não estatística, o auditor utiliza seu julgamento, sendo
importante selecionar uma amostra representativa, de modo a evitar tendenciosidade
mediante a escolha de itens da amostra que tenham características típicas da população.
B: ERRADA. A NBC TA 530 nos ensina que, ao definir uma amostra, o auditor deve considerar a
finalidade do procedimento e as características da população. A assertiva carece totalmente
de previsão e, em certa medida, de sentido.
C: ERRADA. Quem define o tamanho da amostra é o auditor (ou a firma de auditoria), e não a
entidade auditada (cliente).
D: ERRADA. Mais uma vez, quem seleciona itens que irão compor a amostra é o auditor (e não
a administração da entidade). Ainda, nesse processo, cada unidade de amostragem deve ter a
mesma (ao invés da “menor”) chance de ser selecionada.
E: ERRADA. Aqui vale a mesma explicação da assertiva C.
Gabarito: “A”.
29. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019)

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Quando um auditor toma a quantidade de unidades de amostragem na população e a divide


pelo tamanho da amostra, para obter um intervalo de amostragem, equivalente a 20, por
exemplo, e, após determinar um ponto de início dentro das primeiras 20 unidades, toda 20ª
unidade de amostragem seguinte é selecionada, estamos diante de um método específico de
seleção de amostra. De acordo com a NBC TA 530, este método de seleção de amostra é
denominado seleção
a) ao acaso.
b) de periodicidade variável randômica.
c) de bloco.
d) aleatória.
e) sistemática.
Comentários
Enunciado traz a definição da seleção sistemática, que é aquela em que a quantidade de
unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um
intervalo de amostragem como, por exemplo, 50 (ou 20, como propõe o enunciado) e após
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50 (ou 20), toda 50ª (ou 20ª) unidade de
amostragem seguinte é selecionada.
Gabarito, portanto, letra E. Vejamos as demais assertivas:
Letra A: método de seleção ao acaso é aquele em que nenhuma técnica estruturada é utilizada.
Letra B: não há previsão para esse método na NBC TA 530.
Letra C: seleção de bloco é aquele em que são selecionados blocos de itens contíguos da
população.
Letra D: seleção aleatória é aquela aplicada por meio de geradores de números aleatórios
como, por exemplo, tabelas de números aleatórios.
Gabarito: “E”.
30. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019)
A avaliação do resultado de uma amostragem em auditoria é um procedimento essencial a ser
realizado pelo auditor. De acordo com a NBC TA 530,
a) o auditor deve avaliar se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada ou, se preferir, pode transferir este ônus para
uma auditoria interna paralela, promovida pela entidade auditada, que deverá efetuar essa
avaliação em prazo contratualmente estabelecido.
b) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve comunicar esse fato à administração
da entidade auditada, para que ela determine, em prazo contratualmente previsto, os
procedimentos substitutivos a serem adotados, se assim o desejar.

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c) a entidade auditada, por meio de auditoria interna paralela realizada às suas próprias
expensas, deve avaliar os resultados da amostra, em prazo contratualmente estabelecido,
antes de autorizar o prosseguimento aos demais trabalhos de auditoria.
d) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada, ele pode solicitar que a administração investigue
as distorções identificadas e o potencial para distorções adicionais, e faça quaisquer ajustes
necessários.
e) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve abandonar a utilização do critério de
amostragem imediatamente.
Comentários
No contexto da avaliação de resultados, cabe ao auditor avaliar tanto o resultado da amostra
(propriamente) quanto se o uso da amostragem forneceu base razoável para conclusões sobre
a população que foi testada.
Se o auditor conclui que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada, o auditor pode: (i) solicitar que a administração
investigue as distorções identificadas e o potencial para distorções adicionais e faça quaisquer
ajustes necessários; ou (ii) ajustar a natureza, época e extensão desses procedimentos
adicionais de auditoria para melhor alcançar a segurança exigida. Por exemplo, no caso de
testes de controles, o auditor pode aumentar o tamanho da amostra, testar um controle
alternativo ou modificar os respectivos procedimentos substantivos.
A assertiva que reflete o posicionamento acima, previsto na NBC TA 530, é a letra D. Vejamos
as demais:
A: ERRADA. O auditor não pode transferir esse ônus, como propõe a assertiva.
B: ERRADA. Não há nenhuma previsão para essa comunicação à administração e nem
tampouco para que ela (administração ) determine procedimentos a serem aplicados. A
responsabilidade pela avaliação de resultados é sempre do auditor.
C: ERRADA. Quem avalia o resultado da amostragem é o auditor.
E: ERRADA. Não se deve, simplesmente, abandonar o processo de amostragem.
Gabarito: “D”.
31. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019)
A NBC TA 530 estabelece, em seu item 5, que risco de amostragem é o risco de que a conclusão
do auditor, com base em amostra” pudesse “ser diferente se toda a população fosse sujeita ao
mesmo procedimento de auditoria. O risco de amostragem pode levar a conclusões errôneas.
De acordo com a referida NBC, o nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a
aceitar
a) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto menor o risco que o auditor está
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra.

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b) não afeta o tamanho da amostra exigido, já que a escolha do tamanho da amostra é feita no
momento do planejamento do trabalho de auditoria.
c) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto maior o risco que o auditor está
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra.
d) não afeta o tamanho da amostra exigido, na medida em que pode ser compensado com o
aprofundamento do exame de cada unidade de amostragem e com arbitramentos e critérios
de compensações.
e) é determinado, em reunião do auditor com os representantes da área contábil da entidade
auditada, após a apuração dos resultados de análise por amostragem feita anteriormente, de
acordo com o valor cobrado no contrato de auditoria para esse subtrabalho específico.
Comentários
Pela leitura e interpretação da NBC TA 530, depreende-se que: 1) o risco de amostragem afeta
o tamanho da amostra; e 2) há uma relação inversa entre o risco de amostragem que o auditor
está disposto a aceitar e o tamanho da amostra.
A norma, em seu item A10, prevê que “O nível de risco de amostragem que o auditor está
disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor
está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra”.
Gabarito: “A”.
32. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019)
A NBC TA 530 arrola as conclusões errôneas a que pode levar o denominado risco de
amostragem. De acordo com essa NBC, o risco de amostragem poderá acarretar conclusões
equivocadas, tais como:
I. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados mais eficazes do que
realmente são.
II. no caso de teste de detalhes, não ser identificada distorção relevante, quando, na verdade,
ela existe.
III. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados menos eficazes do que
realmente são.
IV. no caso de teste de detalhes, ser identificada distorção relevante, quando, na verdade, ela
não existe.
Está correto o que se afirma em
a) III e IV, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.

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Comentários
Ao apresentar o risco de amostragem, a NBC TA 530 estabelece alguns tipos de conclusões
errôneas a que o auditor pode chegar, tanto no contexto dos testes de controle quanto no
contexto dos testes de detalhes (espécie dos testes substantivos). São elas:
a) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados mais eficazes do que
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que não seja identificada distorção
relevante, quando, na verdade, ela existe.
b) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do
que realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção
relevante, quando, na verdade, ela não existe.
Em outros termos, no contexto dos testes de controle, a conclusão errônea pode se dar ao
considerar os controles mais ou menos eficazes do que realmente são. Já no contexto dos
testes de detalhes (ou substantivos), pode-se considerar tanto que não há distorção (quando
elas, na verdade, existem) quanto que há distorção (quando, na verdade, elas não existem).
Todos os itens, portanto, estão corretos.
Gabarito: “E”.
33. (FCC / ISS São José do Rio Preto – 2019)
Sendo impossível averiguar todos os lançamentos que compõem um determinado saldo
contábil, torna-se possível
a) ignorar o saldo contábil.
b) deixar de emitir o parecer de auditoria.
c) deixar de divulgar as demonstrações contábeis.
d) presumir que há distorção relevante nos lançamentos.
e) analisar apenas alguns deles.
Comentários
Se não é possível averiguar todos os lançamentos que compõem determinado saldo contábil,
ou seja, se não é possível analisar toda a população de interesse, pode-se aplicar a técnica de
amostragem, que consiste na aplicação de testes em menos de 100% dos itens da população
(ou, em outros termos, alguns dos itens da população).
Gabarito, portanto, letra E. As demais assertivas são absurdas, em certa medida. O auditor não
pode, simplesmente, ignorar algum saldo contábil, deixar de emitir parecer, ou mesmo
presumir que há distorção (essa é a mais absurda), diante da impossibilidade de avaliar toda a
população. Além disso, não cabe à auditoria divulgar as demonstrações contábeis (a
elaboração e apresentação das demonstrações é responsabilidade da administração da
entidade).
Gabarito: “E”.
34. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ SC – 2018)

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Na execução de uma auditoria tributária, e de acordo com as normas de amostragem em


auditoria (NBC TA 530, aprovada pela Resolução CFC 1222/09), o Auditor pode lançar mão de
diversos métodos de seleção da amostra, dentre os quais se destacam:
− Método A: aplicado por meio de geradores de números aleatórios como, por exemplo,
tabelas de números aleatórios.
− Método B: em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo
tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50a unidade de amostragem
seguinte é selecionada.
− Método C: no qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica estruturada. Embora
nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria qualquer
tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo, evitar itens difíceis de localizar ou
escolher ou evitar sempre os primeiros ou os últimos lançamentos de uma página) e, desse
modo, procuraria se assegurar de que todos os itens da população têm uma mesma chance de
seleção.
− Método D: é um tipo de seleção com base em valores, na qual o tamanho, a seleção e a
avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários. Ao considerar as
características da população da qual a amostra será retirada, o auditor pode determinar que a
estratificação ou a seleção com base em valores é mais apropriada.
Os métodos A, B, C e D referem-se, respectivamente, à Seleção
a) aleatória, Seleção sistemática, Seleção com base em valor (amostragem de unidade
monetária) e Seleção ao acaso.
b) ao acaso, Seleção sistemática, Seleção aleatória e Seleção com base em valor (amostragem
de unidade monetária).
c) com base em valor (amostragem de unidade monetária), Seleção aleatória, Seleção
sistemática e Seleção ao acaso.
d) aleatória, Seleção ao acaso, Seleção com base em valor (amostragem de unidade monetária)
e Seleção sistemática.
e) aleatória, Seleção sistemática, Seleção ao acaso e Seleção com base em valor (amostragem
de unidade monetária).
Comentários
Vamos relembrar o esquema apresentado em nossa aula:

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Apenas com o esquema acima, podemos cravar o gabarito letra E. Vamos recordar que a
própria NBC TA 530 diz que principais métodos para selecionar amostras correspondem ao uso
de seleção aleatória, seleção sistemática e seleção ao acaso. Vejamos na íntegra o que diz a
norma sobre os métodos de seleção de amostra:
(a) Seleção aleatória (aplicada por meio de geradores de números aleatórios como, por
exemplo, tabelas de números aleatórios).
(b) Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de amostragem na população é
dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo,
50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de
amostragem seguinte é selecionada. Embora o ponto de início possa ser determinado ao acaso,
é mais provável que a amostra seja realmente aleatória se ela for determinada pelo uso de um
gerador computadorizado de números aleatórios ou de tabelas de números aleatórios. Ao usar
uma seleção sistemática, o auditor precisaria determinar que as unidades de amostragem da
população não estão estruturadas de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um
padrão em particular da população.
(c) Amostragem de unidade monetária é um tipo de seleção com base em valores (conforme
descrito no Apêndice 1), na qual o tamanho, a seleção e a avaliação da amostra resultam em
uma conclusão em valores monetários.
(d) Seleção ao acaso, na qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica
estruturada. Embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria
qualquer tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo, evitar itens difíceis de
localizar ou escolher ou evitar sempre os primeiros ou os últimos lançamentos de uma página)
e, desse modo, procuraria se assegurar de que todos os itens da população têm uma mesma
chance de seleção. A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a amostragem
estatística.
(e) Seleção de bloco envolve a seleção de um ou mais blocos de itens contíguos da população.
A seleção de bloco geralmente não pode ser usada em amostragem de auditoria porque a
maioria das populações está estruturada de modo que esses itens em sequência podem ter
características semelhantes entre si, mas características diferentes de outros itens de outros

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lugares da população. Embora, em algumas circunstâncias, possa ser apropriado que um


procedimento de auditoria examine um bloco de itens, ela raramente seria uma técnica de
seleção de amostra apropriada quando o auditor pretende obter inferências válidas sobre toda
a população com base na amostra.
Gabarito: “E”.
35. (FCC – MPE PE / Analista Ministerial – Auditoria – 2018)
Ponderando a impossibilidade de analisar todos os documentos de todos os processos de
aposentadoria em um determinado ano, a seção de controle interno optou por conduzir
investigação pormenorizada de apenas parte dos processos. Nesse caso,
a) tal opção viola a missão institucional do controle interno, que deve analisar a legalidade de
todos os atos praticados pela administração.
b) é possível que se realize tal amostra, desde que seus resultados não sirvam de base para
conclusão a respeito da população da qual ela é selecionada.
c) para que se empregue a amostragem, é necessário considerar a finalidade do procedimento
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
d) houve equívoco no emprego da amostragem, pois tanto o exercício quanto o tipo de ato são
ambos determinados.
e) a amostragem é aceita, embora não exista norma específica de auditoria acerca do
procedimento.
Comentários
O enunciado afirma que não é possível analisar 100% dos itens da população (todos os
documentos de todos os processos de aposentadoria) e não traz situações nas quais a
amostragem não é indicada. Logo, é perfeitamente possível aplicar a amostragem. Em regra, a
amostragem serve de base para conclusão a respeito da população da qual ela é selecionada.
Sabemos que existem normas específicas a respeito da Amostragem em Auditoria,
notadamente a NBC TA 530.
De acordo com a NBC TA 530, “Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar
a finalidade do procedimento de auditoria e as características da população da qual será
retirada a amostra”.
Gabarito: “C”.

36. (FCC - Auditor Fiscal de Tributos I (São Luís) /Abrangência Geral - 2018)
A Receita Federal do Brasil e a Secretaria Municipal de Fazenda, hipoteticamente, celebram
convênio para compartilhamento de informações sujeitas a sigilo fiscal da declaração anual de
imposto de renda. Sob os termos do convênio, é obrigatória a solicitação individualizada e
motivada do dado a que se deseja ter acesso e haverá custo para sua disponibilização, uma vez
que o serviço que assegura os termos do convênio é prestado com exclusividade pelo Serpro,
de acordo com tabela de preços por ele praticada. Após o levantamento da base de dados de

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lançamentos fiscais do ITBI dos últimos cinco anos junto ao sistema da Secretaria de Fazenda,
a Municipalidade avalia a possibilidade de confrontar tais registros com os imóveis declarados
anualmente pelos proprietários à Fazenda Federal. Os custos de obtenção e análise de todos
os dados do IRPF, entretanto, pareceram proibitivos.
Na circunstância narrada,
a) não é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, uma vez que ela se destina a
situações em que é inviável obter os dados de todas as ocorrências investigadas.
b) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que somente deve ser empregada,
entretanto, por meio que garanta a absoluta aleatoriedade do grupo de registros que será
analisado.
c) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que pode ser empregada por meio
da escolha dos registros a serem analisados, a partir da experiência dos fiscais.
d) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois
não há como garantir a aleatoriedade do grupo de registros que será analisado.
e) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois
não há outras informações disponíveis, indispensáveis para a formação da amostra.
Comentários
Questão típica em que o enunciado é gigante, sendo trazidas diversas informações pouco (ou
nada) relevantes para se chegar ao gabarito. Nesse caso específico, precisamos nos ater
somente à última frase do enunciado, qual seja: “Os custos de obtenção e análise de todos os
dados do IRPF, entretanto, pareceram proibitivos”. Ora, se os custos para análise de todos os
dados (população) são proibitivos, o auditor pode (deve) aplicar a técnica da amostragem. Isso
é perfeitamente possível e recomendado. Com isso eliminamos as assertivas A, D e E.
A chave da questão aqui é sabermos que, além da amostragem estatística, existe também a
chamada amostragem não estatística. No processo de amostragem, é fundamental que todas
as unidades de amostragem tenham a mesma chance de ser selecionadas (de acordo com a
definição de amostragem presente no item 5 da NBC TA 530). O ponto de atenção aqui é que
há um tipo de amostragem em que a seleção não é feita de maneira aleatória: a amostragem
não estatística. Vejam que pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados
de modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser
selecionada. Já pela amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens
da amostra. Vejamos o que diz a norma (NBC TA 530):
Item A12. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de modo que
cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Pela
amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. (...) é
importante que o auditor selecione uma amostra representativa, de modo a evitar
tendenciosidade mediante a escolha de itens da amostra que tenham características típicas da
população.
Pelo exposto, nosso gabarito só pode ser a letra C!

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Gabarito: “C”.
37. (FCC – Auditor Público Externo / TCE RS – 2018)
O ser humano acredita que os números se distribuem de forma uniforme na natureza e, por
isso, ao manipular os valores de um banco de dados, uma pessoa leiga em geral não se
preocupará com as frequências em que aparece o 1 ou o 2 ou demais dígitos como primeiro,
segundo ou último dígito de um número. Contudo, existe uma metodologia capaz de indicar a
possibilidade de manipulação dos dados. A metodologia se baseia na regularidade empírica
conhecida como Lei de Benford.
(Adaptado de: Seleção de Amostras de Auditoria pela Lei de Benford. São Paulo: IBRAOP, 2016,
p. 5)
O serviço de inteligência do Tribunal de Contas investigou os saldos das demonstrações
contábeis de 497 municípios de um determinado Estado. Em seu relatório, indicou que foi
extraído o primeiro dígito de cada saldo contábil e, após totalizadas as suas frequências,
computou-se a estatística x2 ao nível de confiança α apropriado. A hipótese nula,
correspondente à aderência à Lei de Benford, foi rejeitada nos balanços de 50 municipalidades
do universo pesquisado.
Considerando o exposto, é correto afirmar:
a) As normas técnicas de auditoria permitem o uso de amostragem, tanto a estatística quanto
a não estatística.
b) É possível concluir, pelos dados apresentados, que o teste estatístico falhou e seu resultado
não poderá ser aproveitado nos procedimentos de auditoria.
c) Segundo tal teste, não é necessária a análise de 447 balanços para se assegurar que todas as
eventuais manipulações na população foram encontradas.
d) Segundo tal teste, em 50 balanços foram encontradas manipulações nos saldos.
e) As normas técnicas de auditoria deixaram de permitir o emprego de técnicas estatísticas
como a sugerida.
Comentários
Mais uma questão com enunciado enorme, contendo diversas informações pouco (ou nada)
relevantes para se chegar ao gabarito. Segundo a NBC TA 530, “Amostragem em auditoria é a
aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante
para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma
chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor
concluir sobre toda a população”. [Item 5, NBC TA 530]
Somente com essa definição você chegaria à alternativa correta (ou mais coerente). O
enunciado sugere que foram retiradas amostras dos saldos de cada um dos municípios
analisados. Cabe ressaltar que, acima de tudo, o uso de amostragem é uma questão de
julgamento profissional. Nesse contexto, o auditor pode utilizar uma amostragem estatística
ou não estatísticas.

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Nesse tipo de questão, cabe observar se estão presente uma ou mais condições em que não se
recomenda utilizar a amostragem. Vamos relembrar:

Não estando tais condições presentes, não há qualquer impedimento ao uso da técnica de
amostragem.
Gabarito: “A”.
38. (FCC – Auditor Fiscal/ SEFAZ GO – 2018)
Considere a seguinte situação hipotética:
Determinado Estado da Federação mantém programa de Cidadania Fiscal por meio do qual a
emissão de notas e cupons fiscais pode ser feita com a inclusão do número de CPF do
consumidor final. Após cadastro no programa, é possível que esses contribuintes diretos
obtenham descontos no imposto sobre a propriedade de veículos automotores – IPVA devido.
Em auditoria interna da base de dados de resgates de pontos na forma de descontos no IPVA,
realizou-se um teste para apurar a distância geográfica entre os estabelecimentos em que
foram realizadas as compras dos bens e serviços de onde se originou a pontuação resgatada, o
endereço registrado no cadastro do programa e o domicílio do proprietário constante da
anotação no Departamento Estadual de Trânsito. O objetivo pretendido era indicar possíveis
erros, fraudes ou simulações.
Após inspeção gráfica dos dados, o auditor promoveu a exclusão de uma série de observações
que, a seu juízo, não poderiam estar corretas. Ao fim, chegou-se a uma relação de pessoas
jurídicas como emissoras de documentação fiscal com afastamento geográfico suspeito entre
sede e local de utilização dos pontos derivados.
Sobre o caso e considerando a amostragem em auditoria, é correto afirmar.
a) Pode-se dizer que se trata de uma aplicação do método aleatório de seleção de amostra.
b) Se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da amostra.
c) Não é objetivo da auditoria interna assessorar a administração da entidade no trabalho de
prevenção de fraudes e erros.
d) As normas não permitem a exclusão dos chamados valores aberrantes (outliers), pois, sem
a integralidade do espaço amostral, as conclusões são tendenciosas.

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e) Embora tecnicamente correto, tal trabalho nunca poderia subsidiar uma campanha de
auditoria dirigida.
Comentários
Questão começa com uma narrativa que é praticamente irrelevante para a resolução da
questão. Vamos avaliar as assertivas:
Letra A: ERRADA. Segundo a NBC TA 530, seleção aleatória é aquela aplicada por meio de
geradores de números aleatórios como, por exemplo, tabelas de números aleatórios. A
questão não traz informações suficientes para garantir isso.
Letra B: CORRETA. Estamos diante da relação inversa entre o tamanho da amostra e o risco
de amostragem (vista acima). O examinador aqui foi maldoso, pois apesar de manter a relação
inversa, alterou o “sentido” dos fatores da afirmação. Percebam:
-- Original da norma: quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve
ser o tamanho da amostra;
-- Assertiva: se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da
amostra
Ora, fica difícil supor que um auditor desejaria aumentar o risco de amostragem. Independente
disso, a relação inversa foi preservada, daí a correção da assertiva. Reparem que mais uma vez
não era preciso ler o enunciado para chegar a essa conclusão e, por consequência, ao gabarito
da questão.
Letra C: ERRADA. Esse é um dos principais objetivos da auditoria interna, segundo a NBC TI 01.
Vejam que não era preciso ler o enunciado para eliminar esta alternativa.
Letra D: ERRADA. Esses são os chamados “pontos fora da curva”. Não há, nas normas de
auditoria, óbices (impedimentos) para tal exclusão. Podemos considerar, em termos
estatísticos, que essa eliminação é uma boa prática. Reparem que mais uma vez o enunciado é
de pouca valia.
Letra E: ERRADA. A forma como foi conduzido o trabalho poderia subsidiar qualquer tipo de
auditoria.
Gabarito: “B”.
39. (FCC – DPE AM / Analista Ciências Contábeis – 2018)
Risco de amostragem pode ser definido como
a) o risco de que a conclusão do auditor seja errônea por empregar inadequadamente a técnica
de circularização.
b) o risco de que a conclusão do auditor tenha sido tomada sujeitando toda a população ao
mesmo procedimento de auditoria.
c) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser igual se toda a
população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.

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d) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser diferente se toda
a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.
e) a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio
em uma população.
Comentários
De acordo com a NBC TA 530, o Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor,
com base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo
procedimento de auditoria. Gabarito então é a letra D.
As letras A, B e C fazem confusão com a definição acima. A letra E traz o conceito de Anomalia.
Gabarito: “D”.
40. (FCC – TRT 11ª Região / Analista Judiciário – Contabilidade – 2017)
Considere as afirmativas abaixo sobre amostragem em auditoria.
I. Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta ou classe de transações.
II. Ao usar o método de amostragem estatística, ou não, deve ser projetada e selecionada uma
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
III. A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações
realizadas, como também com os efeitos da avaliação patrimonial e financeira e o resultado
por ela obtido no período.
Está correto o que se afirma em:
a) I e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e II, apenas.
e) III, apenas.
Comentários
Item I – Correto. Está bem de acordo com a definição de Amostragem em Auditoria que vimos
anteriormente. (Aplicação de procedimentos em menos de 100% dos itens de população
relevante, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de
serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir
sobre toda a população – NBC TA 530 item 5). É bem verdade que o item é a literalidade da
definição de amostragem prevista na norma antiga (NBC T 11.11). Vejam que os conceitos são
bem semelhantes.
Item II – Correto, nos exatos termos do item [Link] da norma antiga (NBC T 11.11). Podemos
entender como correto mesmo sob a ótica das norma atuais, senão vejamos:

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De acordo com a NBC TA 500, “o auditor, ao efetuar a seleção de itens para obtenção de
evidência de auditoria apropriada e suficiente, dispõe dos seguintes meios:
(a) seleção de todos os itens (exame de 100% - também chamada de procedimento censitário);
(b) seleção de itens específicos; e
(c) amostragem de auditoria”.
Ora, pelo exposto, a amostragem (que pode ser estatística ou não estatística) é um meio para
obtenção de evidências apropriadas e suficientes.
Item III – Correto, também nos exatos termos do item [Link].1 da norma antiga (NBC T
11.11). Essa já fica difícil de ser respaldada por trechos das normas hoje vigentes.
Reparem como é comum, infelizmente, questões de auditoria trazerem trechos de normas
revogadas. A NBC T 11.11 foi revogada pela NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor. Não
estamos aqui para brigar com a banca, meus amigos!
Gabarito: “C”.

41. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ MA – 2016)


Na auditoria das demonstrações contábeis de determinada empresa de economia mista do
Estado, o auditor pretende realizar auditoria, por amostragem, na conta “Duplicatas a
Receber”. O auditor se quiser reduzir o tamanho da amostra sem aumentar o risco de
amostragem, dividindo a população em subpopulações distintas que tenham características
homogêneas ou similares, deve proceder
a) uma seleção sistemática.
b) um agrupamento de itens para investigação.
c) um detalhamento de itens para teste.
d) uma estratificação.
e) uma seleção aleatória.
Comentários
Nos termos da NBC TA 530, estratificação é o processo de dividir uma população em
subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características
semelhantes (geralmente valor monetário).
A norma diz ainda que o objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de
cada estrato e, portanto, permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o
risco de amostragem.
Gabarito: “D”.
42. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ PI – 2015)

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Entre os principais métodos de seleção de amostras citados nas Normas Brasileiras de


Contabilidade Técnicas de Auditoria, aquela em que o tamanho, a seleção e a avaliação da
amostra resultam em uma conclusão em quantias de dinheiro é a amostragem
(A) ao acaso.
(B) estatística.
(C) em bloco.
(D) aleatória.
(E) de unidades monetárias.
Comentários
Como vimos, Amostragem de unidade monetária é um tipo de seleção com base em valores,
na qual o tamanho, a seleção e a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores
monetários.
Gabarito: “E”.
43. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – Ciências Contábeis – 2014)
Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas de Auditoria – NBC TA, a amostragem
em auditoria destina-se a possibilitar conclusões a serem tiradas de uma população inteira com
base no teste de amostragem dela extraída (NBC TA 500). Existem muitos métodos para
selecionar amostras (NBC TA 530), entre os principais citados nas normas. Aquela em que a
quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra
para dar um intervalo de amostragem é a seleção
a) estatística.
b) aleatória.
c) ao acaso.
d) sistemática.
e) em bloco.
Comentários
Como comentado ao longo da aula, seleção sistemática é aquela em que a quantidade de
unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um
intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro
das primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.
Gabarito: “D”.

44. (FCC/ SEFAZ SP – Agente Fiscal de Rendas – 2013)


É correto afirmar, em relação ao fator de confiança na seleção da amostra, que quanto

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(A) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e menor o nível de segurança
obtido.
(B) menor o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e da estratificação permitida.
(C) maior o fator de confiança, menor o tamanho da amostra e menor o nível de segurança
obtido.
(D) menor o fator de confiança, menor o tamanho da amostra e da estratificação permitida.
(E) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e o nível de segurança obtido.
Comentários
Questão trata do fator de confiança, expressão que não aparece nas normas de auditoria, mas
que já foi cobrada algumas vezes em questões da FCC e outras bancas (ESAF, notadamente). O
que você precisa saber é a seguinte fórmula:
Tamanho da Amostra = Fator de Confiança/Taxa tolerável de desvio
Vejam que, quanto maior o fator de confiança, maior também o tamanho da amostra (o que
é, de certa maneira, óbvio) e, por consequência lógica, maior também é o nível de segurança
obtido.
Gabarito: “E”.
45. (CESPE / SEFAZ SE – 2022)
No que se refere à definição da amostra de auditoria, seu tamanho e escolha dos seus itens,
conforme preceitua a NBC TA 530, assinale a opção correta.
a) Seleção com base em valor consiste em dividir a população em subpopulações distintas que
tenham características similares.
b) Seleção aleatória ocorre quando o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica
estruturada.
c) A amostragem em auditoria pode ser feita tanto mediante uma abordagem estatística como
não estatística.
d) O tamanho da amostra não é afetado pelo nível de risco que o auditor está disposto a aceitar.
e) O tamanho da amostra deve ser determinado pela aplicação de fórmula estatística, não
cabendo o exercício de julgamento profissional, pois esse procedimento seria subjetivo.
Comentários
Analisando cada assertiva:
A: ERRADA. O processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um
grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário), é denominado estratificação. Seleção com base consiste, basicamente, em
identificar a unidade de amostragem como unidades monetárias individuais que compõem a
população.

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B: ERRADA. Essa é a seleção ao caso.


C: CERTA. As 2 abordagens (estatística e não estatística) são plenamente válidas em auditoria.
D: ERRADA. O tamanho da amostra é afetado pelo nível de risco de amostragem que o auditor
está disposto a aceitar.
E: ERRADA. Nem sempre isso é verdade! Por vezes, o auditor utiliza a abordagem não
estatística.
Gabarito: “C”.
46. (CESPE / SEFAZ SE – 2022)
À divisão de uma população em subpopulações que constituam grupos de unidade de
amostragem com características similares denomina-se
a) amostra.
b) amostragem em auditoria.
c) amostragem estatística.
d) estratificação.
e) subpopulação.
Comentários
Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um
grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário).
Gabarito: “D”.
47. (CESPE / DPDF – 2022)
Com relação aos procedimentos de auditoria, julgue o item que se segue.
A estratificação da população consiste em sua divisão em grupos com características
semelhantes, e pode ser utilizada pelo auditor como estratégia para a redução do tamanho da
amostra.
Comentários
Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um
grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário).
O objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e, portanto,
permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem.
Item, portanto, certo.
Gabarito: “CERTO”.
48. (CESPE / PGE RJ – 2022)

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Considerando a busca pela eficiência e eficácia dos trabalhos da auditoria, julgue o item.
A amostra por estratificação é usada quando o exame de itens de valor apresenta grande
variabilidade.
Comentários
Como vimos, o objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada
estrato e, portanto, permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco
de amostragem.
Adicionalmente, vimos que a estratificação é usualmente utilizada juntamente com a seleção
com base em valor. Segundo a NBC TA 530, na execução dos testes de detalhes, a população é
geralmente estratificada por valor monetário. Isso permite que o trabalho maior de auditoria
possa ser direcionado para os itens de valor maior, uma vez que esses itens podem conter
maior potencial de distorção em termos de superavaliação.
Gabarito: “CERTO”.
49. (CESPE / PGE RJ – 2022)
Considerando a busca pela eficiência e eficácia dos trabalhos da auditoria, julgue o item.
A auditoria deve auditar todos os processos da organização.
Comentários
Em auditoria, há diferentes meios para selecionar itens, testá-los, e obter evidência apropriada
e suficiente. A seleção de todos os itens é um desses meios, havendo outros igualmente válidos
(amostragem, por exemplo). Logo, não se pode dizer que a auditoria deve (sempre) auditar
todos os processos da organização.
Como vimos, ao efetuar a seleção de itens para obtenção de evidência de auditoria apropriada
e suficiente, dispõe dos seguintes meios:
(a) seleção de todos os itens (exame de 100% - também chamada de procedimento censitário);
(b) seleção de itens específicos; e
(c) amostragem de auditoria.
Gabarito: “ERRADO”.
50. (CESPE / PGE RJ – 2022)
Considerando a busca pela eficiência e eficácia dos trabalhos da auditoria, julgue o item.
Nos testes de amostragem, o objeto de estudo cresce linearmente com o tamanho da
população.
Comentários
Ao dizer que o objeto de estudo, ou seja, a amostra e seu tamanho, cresce linearmente com o
tamanho da população, o examinador sugere que há uma relação direta entre a quantidade de

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unidades de amostragem da população e o tamanho da amostra. Como vimos, isso não é


verdade.
Há, de fato, uma relação, ou efeito, negligenciável entre a quantidade de unidades de
amostragem e o tamanho da amostra.
É que para populações grandes, o tamanho real da população (e, por consequência, da
quantidade de unidades de amostragem) tem pouco efeito, se houver, no tamanho da
amostra. Já para pequenas populações, a amostragem de auditoria pode nem ser o meio mais
eficiente para se obter evidência de auditoria.
Gabarito: “ERRADO”.
51. (CESPE / Apex Brasil – 2021)
De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, o método de seleção da amostra em
que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da
amostra, com vistas a estabelecer um intervalo de amostragem que servirá de guia para a
seleção dos componentes da amostra, a partir de um ponto de início que pode ser determinado
ao acaso, denomina-se
a) seleção ao acaso.
b) seleção de bloco.
c) seleção por meio de estratificação.
d) seleção sistemática.
Comentários
Seleção sistemática é aquele em que a quantidade de unidades de amostragem na população
é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo,
50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de
amostragem seguinte é selecionada. Embora o ponto de início possa ser determinado ao acaso,
é mais provável que a amostra seja realmente aleatória se ela for determinada pelo uso de um
gerador computadorizado de números aleatórios ou de tabelas de números aleatórios.
Gabarito: “D”.
52. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
Para estabelecer a amostra de auditoria e determinar o seu tamanho na realização de testes
de controles, o auditor, considerando as características de uma população, deve fazer uma
avaliação da taxa esperada de desvio com base no entendimento do auditor dos controles
relevantes ou no exame de pequena quantidade de itens da população.
Comentários
O item A7 da NBC TA 530 nos ensina que, ao considerar as características de uma população,
para testes de controles, o auditor faz uma avaliação da taxa esperada de desvio com base no

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entendimento do auditor dos controles relevantes ou no exame de pequena quantidade de


itens da população. Essa avaliação é feita para estabelecer a amostra de auditoria e determinar
o tamanho dessa amostra.
Item, portanto, certo!
Gabarito: “Certo”.
53. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
Quanto mais o auditor confia em procedimentos substantivos, tais como testes de detalhes ou
procedimentos analíticos substantivos, para reduzir a um nível aceitável o risco de detecção
relacionado com uma população em particular, mais segurança ele precisa da amostragem e,
portanto, maior pode ser o tamanho da amostra.
Comentários
Se o auditor utiliza outros procedimentos substantivos direcionados à mesma afirmação, isso
é sinal de que ele pode “relaxar”, diminuindo a amostra (afinal, ele já se garantiu ao aplicar
outros procedimentos). Por esse motivo, o uso de outros procedimentos substantivos
direcionados à mesma afirmação possui relação inversa com o tamanho da amostra.
Nesse contexto, quanto mais o auditor confia em outros procedimentos substantivos (testes
de detalhes ou procedimentos analíticos substantivos) para reduzir a um nível aceitável o risco
de detecção relacionado com uma população em particular, menos segurança o auditor precisa
da amostragem e, portanto, menor pode ser o tamanho da amostra.
Gabarito: “Errado”.
54. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
Na avaliação do resultado da amostragem de auditoria, no caso de testes de detalhes, a
distorção na população mais a distorção projetada, quando houver, é a melhor estimativa de
distorção anômala a ser feita pelo auditor.
Comentários
Como vimos, em relação aos testes de detalhes, a distorção projetada mais a distorção
anômala, quando houver, é a melhor estimativa do auditor de distorção na população.
Distorção na população = distorção projetada + distorção anômala
O item inverte a expressão acima, ao dizer que a distorção anômala é igual a distorção na
população mais a distorção projetada.
Gabarito: “Errado”.
55. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.

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Na avaliação do resultado da amostragem de auditoria, para os testes de controles, uma taxa


de desvio da amostra inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco identificado de
distorção relevante.
Comentários
No contexto da avaliação do resultado, especificamente em relação aos testes de controle,
uma taxa de desvio da amostra inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco
identificado de distorção relevante, a menos que sejam obtidas evidências adicionais de
auditoria que comprovem a avaliação inicial.
Gabarito: “Certo”.
56. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
A eficiência da auditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a população dividindo-a
em subpopulações distintas que tenham característica similares, sendo a população, na
execução dos testes de detalhes, estratificada sempre pelo valor monetário, pois isso permite
que o trabalho de auditoria possa ser direcionado para os itens de maior valor, uma vez que
esses podem conter maior potencial de distorção em termos de superavaliação.
Comentários
Questão quase correta, não fosse a expressão “SEMPRE”. No próprio conceito de
estratificação, aprendemos que a população é subdividida em populações de características
semelhantes, GERALMENTE valor monetário.
Ademais, o Apêndice 1 da NBC TA 530 estatui que, na execução dos testes de detalhes, a
população é geralmente estratificada por valor monetário. Isso permite que o trabalho maior
de auditoria possa ser direcionado para os itens de valor maior, uma vez que esses itens podem
conter maior potencial de distorção em termos de superavaliação.
Na sequência, a própria NBC TA 530 apresenta uma forma alternativa de se estratificar a
população, como é o caso da idade (prazo de vencimento mais curto ou mais longo) dos saldos
de provisão para créditos de liquidação duvidosa. Vejamos:
Da mesma forma, a população pode ser estratificada de acordo com uma característica
específica que indica maior risco de distorção como, por exemplo, no teste da provisão para
créditos de liquidação duvidosa na avaliação de contas a receber, os saldos podem ser
estratificados por idade.
Gabarito: “Errado”.
57. (CESPE / SEFAZ AL – 2021)
Julgue o item que se seguem, a respeito das normas brasileiras de contabilidade de auditoria.
Ao identificar distorção em amostra de dados de determinado grupo patrimonial, o auditor,
para classificar essa distorção como anomalia, deverá obter alto nível de certeza de que o
conjunto de dados não é representativo para a população avaliada.

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Comentários
Segundo a NBC TA 530, em circunstâncias extremamente raras, quando o auditor considera
que uma distorção ou um desvio descobertos na amostra são anomalias, o auditor deve obter
um alto grau de certeza de que essa distorção ou esse desvio não sejam representativos da
população.
Gabarito: “Certo”.
58. (CESPE / SEFAZ AL – 2021)
Julgue o item que se seguem, a respeito das normas brasileiras de contabilidade de auditoria.
O auditor determina a distorção tolerável da amostra de auditoria em cada grupo patrimonial;
assim, a distorção tolerável de um grupo patrimonial poderá ter valor maior do que o da
materialidade na execução da auditoria avaliada como um todo.
Comentários
A distorção tolerável pode ter o mesmo valor ou valor menor do que o da materialidade na
execução da auditoria.
Gabarito: “Errado”.
59. (CESPE / SEFAZ AL – 2021)
Julgue o item que se seguem, a respeito das normas brasileiras de contabilidade de auditoria.
Para testes de controles, é necessária projeção explícita dos desvios de amostra, porque a taxa
projetada para a amostra é distinta daquela estabelecida para a população como um todo.
Comentários
Para os testes de detalhes, o auditor deve projetar, para a população, as distorções
encontradas na amostra.
Já para os testes de controles, não é necessária qualquer projeção explícita dos desvios, uma
vez que a taxa de desvio da amostra também é a taxa de desvio projetada para a população
como um todo.
Gabarito: “Errado”.
60. (CESPE / TCE-RJ – 2021)
No que se refere ao plano de auditoria baseado no risco, julgue os itens subsequentes.
Para que o auditor possa estabelecer o tamanho da amostra necessária à redução do risco, ele
pode valer-se da amostragem não estatística com vistas a avaliar com precisão a probabilidade
de erro.
Comentários
A amostragem em auditoria pode utilizar 02 (dois) tipos de abordagens: a estatística (ou
probabilística) e a não estatística (ou não probabilística).

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Amostragem estatística é que prevê seleção aleatória dos itens que compõem a amostra e uso
da teoria das probabilidades para avaliar os seus resultados.
Amostragem não estatística é aquela que não prevê os elementos mencionados acima (seleção
aleatório de itens e uso da teoria das probabilidades), em que o auditor utiliza o seu julgamento
para seleção dos itens que irão compor a amostra.
Nesse sentido, a abordagem de amostragem em que o auditor pode avaliar com precisão (de
maneira “científica”) a probabilidade de erro é a estatística (ao invés da não estatística, como
afirma o enunciado).
Gabarito: “ERRADO”.
61. (CESPE / CODEVASF – 2021)
Determinado auditor, durante a fase de planejamento da auditoria, determinou como erro
tolerável distorções de até 0,5% por contas, desde que não superiores a 1% por grupo de
contas. A tabela a seguir mostra a composição do ativo circulante da empresa auditada.

Caso o auditor tenha suspeita de uma distorção dos registros contábeis de um dos fundos de
investimentos que represente 5% do total das aplicações financeiras, será adequado ele
realizar uma amostragem casual dos fundos que compõem a conta aplicações de curto de
prazo.
Comentários
A suspeita da distorção relacionada a 01 (um) fundo de investimento, sozinho, representa 5%
do total das aplicações financeiras (curto e longo prazo). Nesse sentido, não faria sentido
aplicar uma amostragem apenas na conta aplicações de curto prazo. Não há elementos no
enunciado que nos façam crer que essa á uma estratégia adequada.
As normas hoje em vigor trazem a chamada seleção ao acaso, que é aquela em que o auditor
seleciona os itens da amostra sem seguir uma técnica estruturada. As normas revogadas
mencionam a seleção casual, que é feita a critério do auditor, baseada em sua experiência
profissional.
Gabarito: “ERRADO”.
62. (CESPE / CODEVASF – 2021)
Determinado auditor, durante a fase de planejamento da auditoria, determinou como erro
tolerável distorções de até 0,5% por contas, desde que não superiores a 1% por grupo de
contas. A tabela a seguir mostra a composição do ativo circulante da empresa auditada.

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Caso o auditor encontre um desfalque de R$ 240.000 no caixa, não será possível afirmar que
esse desfalque está dentro do erro esperado.
Comentários
O enunciado afirma que o erro tolerável é de 0,5% por contas.
No caso da conta caixa, portanto, o erro tolerável é de 25.000 (5.000.000 x 0,005 = 25.000).
O desfalque encontrado, no valor de R$ 240.000, não está dentro do erro tolerável. Portanto,
de fato, não seria possível afirmar que o desfalque está dentro do erro tolerável.
A questão afirma que não é possível afirmar que o desfalque está dentro do erro esperado.
Ora, a questão não fornece nenhum dado sobre o erro esperado, de maneira que não se pode
afirmar que o desfalque está dentro dessa variável (erro esperado). Afinal, nem sabemos qual
o valor do erro esperado.
Não se pode confundir os conceitos de erro tolerável e esperado. Vamos relembrar os
ensinamentos da já revogada NBC T 11.11:
Erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e, ainda
assim, concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. O erro tolerável é
considerado durante o estágio de planejamento e, para os testes substantivos, está relacionado
com o julgamento do auditor sobre relevância. Quanto menor o erro tolerável, maior deve ser
o tamanho da amostra.
Erro esperado é o erro que o auditor espera encontrar.
Gabarito: “CERTO”.
63. (CESPE / CODEVASF – 2021)
Determinado auditor, durante a fase de planejamento da auditoria, determinou como erro
tolerável distorções de até 0,5% por contas, desde que não superiores a 1% por grupo de
contas. A tabela a seguir mostra a composição do ativo circulante da empresa auditada.

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Considere que, na situação em apreço, o auditor, depois de ter realizado inspeção em uma
amostra dos estoques, tenha admitido, incorretamente, que o saldo da conta estava
relevantemente distorcido, o qual efetivamente não estava. Nesse caso, o auditor incorreu no
risco de amostragem de rejeição incorreta.
Comentários
Na situação em tela, o auditor concluiu que um saldo estava distorcido, quando – na realidade
– não estava. Esse é, de fato, o risco de rejeição incorreta. O risco de rejeição incorreta significa
que, em primeiro momento, ao utilizar a amostra, o auditor conclui que um saldo de contas
está relevantemente distorcido, quando na verdade não está. Em outros termos, o auditor
rejeitou a amostra incorretamente (considerou que ali havia distorções relevantes, quando elas
não existiam).
O outro tipo de risco de amostragem, o risco de aceitação incorreta, significa que o auditor
aceitou, inicialmente, a amostra, ou seja, não encontrou distorção relevante no saldo de
contas, quando na verdade havia distorção.
Gabarito: “CERTO”.
64. (CESPE / SEFAZ DF – 2020)
Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o item a seguir.
O risco de amostragem em auditoria está associado ao desvio não representativo do desvio
existente em uma população.
Comentários
Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, seja
diferente da conclusão a que o auditor chegaria caso toda a população fosse sujeita ao mesmo
procedimento
Gabarito: “ERRADO”.
65. (CESPE / SEFAZ AL – 2020)
Situação hipotética: Determinado auditor, após realizar conferência de cálculos, concluiu que
o saldo da conta de estoques estava relevantemente distorcido, embora o saldo não estivesse
efetivamente nessa condição.
Assertiva: Nesse caso, o auditor incorreu no risco de aceitação incorreta.
Comentários

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Risco de aceitação incorreta é aquele em que o auditor aceita, inicialmente, o resultado da


amostra (ou seja, conclui que um saldo de contas não está relevantemente distorcido), quando
– na realidade – existe distorção relevante.
A situação trazida pelo item se refere ao risco de rejeição incorreta.
Gabarito: “ERRADO”.
66. (CESPE / SEFAZ AL – 2020)
A adoção de amostragem em auditoria implica a admissão da existência de diferentes tipos de
erros; nos testes de observância, o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma
conta.
Comentários
Nos testes de observância, que são aqueles que buscam evidências em relação ao efetivo
funcionamento dos controles internos, o erro tolerável está associado à taxa máxima de desvio
de um procedimento de controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar, baseado
na avaliação preliminar de risco de controle.
O erro monetário máximo, a que o item se refere, é o erro tolerável no contexto dos testes
substantivos (e não dos testes de observância).
Gabarito: “ERRADO”.
67. (CESPE / SEFAZ RS – 2019)
Em auditoria, o tamanho da amostra é influenciado por vários fatores, mas deve possibilitar
que o auditor faça inferências sobre toda a população. Entre esses fatores, aquele que
possibilita reduzir o tamanho da amostra é o aumento
a) na taxa tolerável de desvio.
b) na taxa esperada de desvio da população a ser testada.
c) na quantidade de unidades de amostragem na população.
d) na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na
avaliação de riscos do auditor.
e) no nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela
taxa real de desvio na população.
Comentários
Questão trata dos fatores que alteram o tamanho da amostra. Nesse tipo de questão, temos
que ficar atentos a qual o efeito provocado na amostra quando determinado fator é alterado,
ou seja, se ele possui relação direta ou inversa com seu tamanho.
Os apêndices 2 e 3 da NBC TA 530 trazem quadros que resumem a influência desses fatores no
tamanho da amostra. Veja:

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FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA

Testes de Controle Testes de Detalhes

Fator Relação Fator Relação

Avaliação de
Avaliação do risco
riscos considera
Direta de distorção Direta
os controles
relevante
relevantes

Taxa tolerável de
Inversa Distorção tolerável Inversa
desvio

Valor da distorção
Taxa esperada de
Direta que o auditor Direta
desvios
espera encontrar

Nível de segurança Nível de segurança


de que a taxa de que a distorção
tolerável não seja Direta tolerável não é Direta
excedida pela taxa excedida pela
real de desvio distorção real

Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito negligenciável

As bancas adoram explorar a relação entre a “taxa tolerável de desvio” e o “tamanho da


amostra”. Olhando a tabela acima, verifica-se que essa RELAÇÃO É INVERSA, ou seja, quando
aumenta a taxa tolerável de desvio, reduz-se o tamanho da amostra (gabarito, portanto, letra
A)!
Como dissemos ao longo da aula, é possível compreendermos uma lógica por trás dessas
relações. Ora, se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima), ele pode reduzir o
tamanho da amostra. Nesse cenário, o auditor está – de alguma maneira – tolerando maiores
níveis de desvios – o que justificaria uma amostra pouco menor. Vejamos as demais assertivas:
Letra B: se a taxa esperada de desvio aumenta, sinal de que o auditor precisa se precaver
aumentando o tamanho da amostra (relação é direta).
Letra C: esse é um fator que possui efeito negligenciável em relação ao tamanho da amostra,
tanto para testes de controle quanto para testes de detalhes.
Letra D: quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade operacional dos
controles, maior deve ser o tamanho da amostra.

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Letra E: quanto maior for o nível de segurança esperado de que os resultados da amostra sejam
de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população, maior deve ser o
tamanho da amostra.
Gabarito: “A”.
68. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019)
Considerando o uso de amostragem na realização de testes de controle, o fator que, mantidos
todos os demais constantes, acarreta redução do tamanho necessário da amostra a ser
realizada é o aumento
a) da extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os controles
relevantes.
b) da taxa esperada de desvio da população a ser testada.
c) do nível de segurança desejado pelo auditor de que a taxa real de desvio na população não
exceda a taxa tolerável.
d) da quantidade de unidades de amostragem em populações grandes.
e) da taxa tolerável de desvio definida pelo auditor.
Comentários
O enunciado pede um fator que possua relação inversa com o tamanho da amostra (“fator
que...acarreta redução do tamanho da amostra...é o aumento do”). Os Apêndices da NBC TA
530 separam a influência de diversos fatores na aplicação dos testes de controles e dos testes
de detalhes. Para analisar questões desse tipo, basta compreender o efeito de cada fator em
relação ao tamanho da amostra (podemos, em termos práticos, até mesmo desconsiderar se
estamos diante de testes de controles ou testes de detalhes).
Analisando cada assertiva:
Letra A: se a avaliação de risco (basta se prender a essa expressão) é aumentada, o auditor tem
que se precaver, aumentando também o tamanho da amostra (relação direta).
Letra B: se a taxa esperada de desvio aumenta (espera-se mais desvios), sinal de que o auditor
precisa se resguardar, aumentando o tamanho da amostra (relação é direta).
Letra C: quanto mais segurança o auditor pretende obter (qualquer que seja), maior deve ser
o tamanho da amostra (relação direta).
Letra D: esse é um fator que possui efeito negligenciável em relação ao tamanho da amostra,
tanto para testes de controle quanto para testes de detalhes.
Letra E: se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima), ele pode reduzir o
tamanho da amostra. Nesse cenário, o auditor está – de alguma maneira – tolerando maiores
níveis de desvios – o que justificaria uma amostra menor.
Gabarito: “E”.

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69. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019)


Ao dividir um conjunto de registros contábeis em diferentes grupos de unidades com
características semelhantes, o auditor independente estará utilizando o procedimento de
a) população.
b) anomalia.
c) estratificação.
d) unidade de amostragem.
e) distorção tolerável.
Comentários
Questão bem tranquila que traz no enunciado o processo de estratificação. Vejamos mais uma
vez:
Estratificação: É o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um
grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor
monetário).
Gabarito: “C”.
70. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018)
Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre as
demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada na
população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra.
Comentários
O tamanho da amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o valor da
distorção esperada (ou “distorção que o auditor espera encontrar”) nas transações realizadas
pela entidade. Assim, quanto maior for o valor da distorção esperada na população analisada,
maior deverá ser o tamanho da amostra. A fundamentação para tal entendimento está
expressa no Apêndice 3 da NBC TA 530.
Gabarito: “CERTO”.
71. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2018)
Acerca do controle interno no setor público federal, da auditoria interna e seus papéis de
trabalho, julgue o item a seguir.
A amostragem não probabilística, apesar de não permitir tratamento estatístico, pode ser
utilizada em uma auditoria, propiciando a generalização dos resultados obtidos.
Comentários

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A primeira parte da questão “a amostragem não probabilística, apesar de não permitir


tratamento estatístico, pode ser utilizada em uma auditoria” está correta e de acordo com o
que preveem as normas técnicas de Auditoria, especialmente a NBC TA 530.
A amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe seleção aleatória e uso da
teoria das probabilidades para a avaliação dos resultados) e não estatística. Pela amostragem
estatística, os itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem
tenha uma probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem
não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra.
Já a parte final (“propiciando a generalização dos resultados obtidos”) está errada. Apesar de
tal entendimento não estar previsto de forma expressa na NBC TA 530, ele encontra respaldo
em posicionamentos doutrinários e em normas de auditoria governamental. O CESPE vem
adotando tal posicionamento de forma reiterada.
Observem o que diz a IN SFC nº 01/2001:
A principal característica do método de amostragem não-probabilístico é que este se baseia,
principalmente, na experiência do servidor, sendo assim, a aplicação de tratamento estatístico
a seus resultados se torna inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através
da amostra para a população.
Gabarito: “ERRADO”.
72. (CESPE– Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/ Administrativa - 2010)
Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item.
É recomendável o emprego da amostragem estatística quando os itens da população
apresentarem características heterogêneas.
Comentários
Há um erro sutil na questão, uma vez que a amostragem estatística é utilizada quando os itens
da população apresentam características HOMOGÊNEAS. Crepaldi, em sua obra, na versão
digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.111/195”
explicita que:
“Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a
finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a
teoria da probabilidade ou as regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é
recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas.”
[Grifos nossos]
Gabarito: “ERRADO”.
73. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013)
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística.
O exame de todos os documentos ou operações pode ser desejável e adequado quando esses
documentos ou operações forem poucos e de valor unitário elevado, ou, também, quando

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houver risco relevante e outros meios não oferecerem evidência de auditoria apropriada e
suficiente.
Comentários
Ao efetuar a seleção de itens para obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente,
dispõe dos seguintes meios:
(a) seleção de todos os itens (exame de 100% - também chamada de procedimento censitário);
(b) seleção de itens específicos; e
(c) amostragem de auditoria.
De acordo com a NBC TA 500 – Evidência de Auditoria, a seleção de todos os itens pode ser
apropriada quando, por exemplo:
- A população constitui um número pequeno de itens de grande valor;
- Há um risco significativo e outros meios não fornecem evidência de auditoria apropriada e
suficiente; ou
- A natureza repetitiva de um cálculo ou outro processo executado automaticamente por
sistema de informação torna um exame de 100% eficiente quanto aos custos.
Gabarito: “CERTO”.
74. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013)
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística.
No caso de um auditor se deparar com grandes populações, deverá aumentar
proporcionalmente o tamanho da amostra, para assegurar o mesmo grau de confiança que
alcançaria no caso de uma população pequena.
Comentários
De acordo com a NBC TA 530, “para populações grandes, o tamanho real da população tem
pouco efeito, se houver, no tamanho da amostra.” Ainda, de acordo com os Apêndices 2 e 3 do
normativo mencionado, tanto para os testes de controle quanto para os testes de detalhes a
quantidade de unidades de amostragem da população tem efeito negligenciável em relação ao
tamanho da amostra.
Gabarito: “ERRADO”.
75. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Fiscalização – 2016)
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à
sua execução, julgue o item seguinte.
A amostragem estatística, por permitir a generalização de evidências encontradas pelo auditor
a partir de uma amostra da população examinada, é especialmente recomendada a situações
em que os itens objetos do trabalho apresentam características marcadamente distintas.
Comentários

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A amostragem estatística é recomendada a situações cujos itens objetos do trabalho


apresentam características homogêneas (ou semelhantes) – e não “distintas”, como diz o
enunciado.
Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria
em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que
todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para
proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população”.
Crepaldi explicita que:
“Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a
finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a
teoria da probabilidade ou regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é
recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas”.
[Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.110] [Grifo nosso]
Gabarito: “ERRADO”.
76. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Administrativa – 2016)
Com relação ao planejamento da auditoria, julgue o item subsequente.
A importância da amostragem estatística aplicada à auditoria reside no fato de que a amostra
examinada é selecionada cientificamente, o que implica dizer que os resultados obtidos são
considerados válidos para a população, isto é, para o conjunto dos dados existentes. O método
permite, assim, limitar a extensão dos testes realizados.
Comentários
Assertiva está alinhada com a NBC TA 530, bem como com o posicionamento doutrinário que
acabamos de ver na questão anterior.
Segundo o normativo mencionado, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos
de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de
maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda
a população”.
Crepaldi explicita que:
“Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a
finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a
teoria da probabilidade ou regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é
recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas.” [Grifo
nosso] [Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.110]
Gabarito: “CERTO”.
77. (CESPE / TELEBRAS – 2015)
Com relação às técnicas de amostragem estatística, julgue o próximo item.

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Situação hipotética: Um auditor, trabalhando sozinho na empresa auditada, decidiu avaliar


quarenta processos. Para selecionar os processos que seriam avaliados, ele retirou somente os
dois primeiros processos de cima de vinte pilhas sequenciadas, cada uma com dez processos,
formadas por processos com conteúdos afins.
Assertiva: Nesse caso, o auditor, ao valer-se da seleção da amostra por conveniência, atendeu
às regras vigentes, mesmo com prejuízo de abster-se da aleatoriedade na obtenção dos itens.
Comentários
Questão trata de um cenário de amostragem não estatística, também conhecida como de
“julgamento ou conveniência”. Vimos que amostragem estatística é aquela que tem por
características: (a) seleção aleatória de itens da amostra; e (b) uso da teoria das probabilidades
para avaliar o resultado das amostras. A abordagem de amostragem que não possui tais
características, por exclusão, é chamada de amostragem não estatística.
Gabarito: “CERTO”.
78. (CESPE – Contador (DPU) – 2016)
A respeito do planejamento dos trabalhos de auditoria governamental, da fraude e do erro,
dos testes, das técnicas e da amostragem estatística em auditoria, julgue o próximo item.
Para reduzir o erro tolerável em uma amostra aleatória simples, é necessário que o auditor
também reduza o tamanho da amostra.
Comentários
A NBC TA 530 lista, em seu Apêndices 2 e 3, diversos fatores que influenciam o tamanho da
amostra. Há fatores com relação DIRETA (quando aumentam, aumenta também o tamanho da
amostra) e INVERSA (quando aumentam, diminui o tamanho da amostra). Um desses fatores
é a taxa tolerável de desvio (ou erro tolerável). Vejamos:

FATOR EFEITO NO
TAMANHO DA
AMOSTRA

Aumento na taxa Redução Quanto menor a taxa tolerável de


tolerável de desvio. desvio, maior o tamanho da
amostra precisa ser.

Gabarito: “ERRADO”.
79. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2013)
No que concerne ao planejamento da auditoria, julgue o item seguinte.

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Recomenda-se o emprego de amostragem estatística na auditoria, exceto em casos de amostra


extensa, difícil mensuração das características da população e desnecessidade de alta precisão.
Comentários
Assertiva diz que a amostragem (estatística) é recomendada, EXCETO em casos de: amostra
extensa; difícil mensuração das características da população; e desnecessidade de alta
precisão. Em outras palavras, a assertiva diz que nesses casos não se recomenda amostragem.
De acordo com a IN SFC nº 01/2001, existem casos onde não se recomenda a utilização de
amostragem, tais como:
a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente
grande;
b) quando as características da população são de fácil mensuração, mesmo que a população
não seja pequena; e
c) quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo, que nada mais é do que
o exame da totalidade da população.

Pelo exposto, vê-se que a assertiva erra ao dizer que não se deve usar amostragem quando há
difícil mensuração das características da população (temos o contrário, ou seja, não se deve
usar amostragem quando há facilidade de mensuração das características da população), bem
como diante da desnecessidade de alta precisão (mais uma vez temos o contrário, ou seja, não
se deve usar amostragem quando se exige alta precisão).
Gabarito: “ERRADO”.
80. (AOCP / ISS Cariacica – 2020)
O auditor deve determinar o tamanho da amostra suficiente para reduzir o risco de
amostragem a um nível minimamente aceitável. Esse nível de risco de amostragem que o
auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigida. Assim, quanto
(A) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da
amostra.
(B) maior será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da
amostra.

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(C) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da
amostra.
(D) maior será o risco que o auditor não estará disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho
da amostra.
Comentários:
Pela leitura e interpretação da NBC TA 530, depreende-se que há uma relação inversa entre o
risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar e o tamanho da amostra.
Com isso em mente, teríamos 02 gabaritos possíveis (letras A e B).
Ocorre que a banca privilegiou a literalidade da norma que, em seu item A10 prevê que “O
nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra
exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o
tamanho da amostra”.
Tomando por base a literalidade do item acima descrito, nosso gabarito só pode ser a letra A.
Gabarito: “A”.
81. (AOCP / ISS Cariacica – 2020)
Quando um auditor realiza uma seleção com base em valores em que o tamanho, a seleção e
a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários, esse método de
seleção de amostra é denominado
(A) amostragem de unidade monetária.
(B) seleção sistemática.
(C) seleção aleatória.
(D) seleção de bloco
Comentários:
Enunciado traz o caso de amostragem de unidade monetária, conforme previsto no Apêndice
4 da NBC TA 530. Vamos relembrar:

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Gabarito: “A”.

Controle de Qualidade

Como as normas relativas ao controle de qualidade (NBC PA 01 – nova redação e NBC TA 220 R3)
sofreram modificações importantes no final de 2021, as questões aqui comentadas estão baseadas
em versões anteriores. Essas versões anteriores servem de balizador do que pode vir a aparecer com
base nas versões atualmente em vigor.
82. (FGV / IMBEL – Auditor – 2021)
De acordo com a NBC TA 220 (R2) - Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações
Contábeis, assinale a afirmativa correta.
a) O revisor de controle de qualidade do trabalho de auditoria externa é um sócio ou outro
profissional da firma que faz parte da equipe de trabalho.
b) O quadro técnico compreende os sócios, os auditores independentes que atuam no trabalho
e os auditores internos da entidade, que fornecem assistência direta ao auditor independente.
c) A equipe de trabalho inclui os sócios, os auditores independentes que atuam no trabalho, os
especialistas externos e os consultores contratados.
d) O sócio encarregado do trabalho divide com os auditores externos a responsabilidade pela
qualidade dos trabalhos de auditoria para os quais foi designado.
e) A pessoa externa qualificada é a pessoa que não pertence ao quadro técnico da firma, com
a competência e a habilidade que o habilitariam para a atuar como sócio encarregado do
trabalho.
Comentários
Questão versa sobre algumas definições presentes na NBC TA 220. Vejamos o comentário de
cada assertiva:

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Letra A: ERRADA. O revisor do controle de qualidade não pode, em nenhuma hipótese, fazer
parte da equipe de trabalho.
Letra B: ERRADA. Quadro técnico não inclui os sócios.
Letra C: ERRADA. A equipe de trabalho os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e
quaisquer pessoas contratadas para executar procedimentos do trabalho. Isso exclui
especialistas externos contratados pela firma ou por firma da mesma rede. Pessoas
contratadas para função de consulto também não fazem parte da equipe de trabalho.
Letra D: ERRADA. Sócio encarregado do trabalho é o sócio ou outra pessoa na firma
responsável pelo trabalho e sua execução, e pelo relatório que é emitido em nome da firma.
O sócio encarregado do trabalho não divide a responsabilidade pela qualidade dos trabalhos
com o auditor. Segundo a NBC TA 220, o sócio encarregado do trabalho deve assumir a
responsabilidade pela qualidade de todos os trabalhos de auditoria para os quais foi
designado.
Letra E: CORRETA. É exatamente isso o que preveem as normas de auditoria. Segundo a NBC
TA 220, pessoa externa qualificada é uma pessoa não pertencente ao quadro técnico da firma
com competência e habilidade que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho, por
exemplo, um sócio de outra firma, cujos membros podem realizar auditoria de informações
contábeis históricas, ou de uma organização que fornece serviços relevantes de controle de
qualidade.
As definições previstas nas versões atuais da NBC PA 01 e da NBC TA 220 praticamente não
diferem das versões anteriores. Destacamos que não há mais previsão expressa para o termo
“pessoa externa qualificada” e que o termo antes denominado “quadro técnico”, agora se
chama “quadro de empregados”.
Gabarito: “E”.
83. (FGV / ISS Paulínia – 2021)
De acordo com a NBC TA 220 (R2) - Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações
Contábeis, o objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade no
nível do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que
a) as demonstrações contábeis como um todo não apresentam distorções, sejam elas causadas
por fraude ou erro.
b) a opinião a respeito das demonstrações contábeis é realizada exclusivamente com base em
conclusões obtidas por meio das evidências de auditoria.
c) a entidade auditada apresenta viabilidade futura e a administração conduz os negócios da
entidade com eficiência.
d) a auditoria está de acordo com as normas técnicas e com as exigências legais e regulatórias
aplicáveis e os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados, nas circunstâncias.
e) o trabalho do auditor é conduzido com integridade, objetividade, competência,
confidencialidade, zelo e conduta profissional.

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Comentários
O objetivo do auditor no contexto do controle de qualidade da auditoria, previsto na versão
anterior da NBC TA 220 – a versão denominada R2, praticamente não difere do objetivo do
auditor no contexto da gestão da qualidade, previsto na versão atual da NBC TA 220 –
denominada R3. Vejamos:
Versão antiga (R2):
6. O objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade no nível do
trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que:
(a) a auditoria está de acordo com normas técnicas e com as exigências legais e regulatórias
aplicáveis; e
(b) os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados nas circunstâncias.
Versão atual (R3):
11. O objetivo do auditor é gerir a qualidade no nível do trabalho para obter segurança
razoável de que a qualidade foi alcançada de modo que:
(a) o auditor cumpriu com as suas responsabilidades e conduziu a auditoria, de acordo com as
normas profissionais e com os requisitos legais e regulatórios aplicáveis; e
(b) o relatório do auditor emitido é apropriado nas circunstâncias.
Gabarito: “D”

84. . (FGV / ISS Recife – AFTM – 2014)


O revisor do controle de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos
julgamentos e das conclusões feitas pela equipe de trabalho e atingidas ao elaborar o relatório.
Essa avaliação deve envolver os aspectos relacionados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
a) Revisão da documentação selecionada, relativa aos julgamentos significativos feitos pela
equipe de trabalho, e das conclusões obtidas.
b) Revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto.
c) Discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho.
d) Implementação das conclusões resultantes das consultas.
e) Avaliação das conclusões ao elaborar o relatório e consideração sobre sua adequação.
Comentários
A NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis,
especificamente item 20, enumera aspectos que o revisor do controle de qualidade do trabalho
deve levar em consideração na avaliação objetiva dos julgamentos e das conclusões feitas pela
equipe de trabalho e atingidas ao elaborar o relatório. Senão vejamos:

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O revisor do controle de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos
julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e as conclusões atingidas ao elaborar
o relatório. Essa avaliação deve envolver:
(a) discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho; (Letra C)
(b) revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto; (Letra B)
(c) revisão da documentação selecionada de auditoria relativa aos julgamentos significativos
feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas; (Letra A) e
(d) avaliação das conclusões atingidas ao elaborar o relatório e consideração se o relatório é
apropriado. (Letra E)
A única assertiva que não se encontra no rol acima elencado é a letra D.
As normas atualmente em vigor não trazem mais essa passagem de forma expressa. Há, no
entanto, uma passagem semelhante na NBC PA 02 (norma criada no final de 2021 para tratar,
especificamente, da revisão de qualidade). Vejamos:
Na execução da revisão de qualidade do trabalho, o revisor de qualidade do trabalho deve:
(b) discutir com o sócio do trabalho e, se aplicável, outros membros da equipe de trabalho,
assuntos significativos e julgamentos significativos feitos no planejamento, na execução e na
elaboração do relatório referente ao trabalho;
(c) (...) revisar a documentação do trabalho selecionada relacionada com julgamentos
significativos feitos pela equipe de trabalho (...)
(g) revisar:
(i) para auditoria de demonstrações contábeis, as demonstrações contábeis e o respectivo
relatório do auditor sobre estas, incluindo, se aplicável, a descrição dos principais assuntos de
auditoria (...)
Gabarito: “D”.
85. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014)
O sistema de controle de qualidade inclui políticas e procedimentos que tratam dos seguintes
elementos:
I. responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;
II. exigências éticas relevantes;
III. aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes e trabalhos específicos;
IV. recursos humanos;
V. execução do trabalho.
Assinale:
a) se somente os elementos III e V estiverem corretos.

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b) se somente os elementos I e II estiverem corretos.


c) se somente os elementos II, III e IV estiverem corretos.
d) se somente os elementos III, IV e V estiverem corretos.
e) se todos os elementos estiverem corretos.
Comentários
Como vimos, a firma deve estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade que
inclua políticas e procedimentos que tratam dos seguintes elementos:
(a) responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;
(b) exigências éticas relevantes;
(c) aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos;
(d) recursos humanos;
(e) execução do trabalho;
(f) monitoramento.
Pelo exposto, todos os itens do enunciado estão corretos.
As versões atuais das normas apresentam 8 (e não apenas 6) componentes do sistema de
gestão de qualidade. São eles:
(a) processo de avaliação de riscos da firma;116 (b) governança e liderança; (c) requisitos éticos
relevantes; (d) aceitação e continuidade de relações com clientes e trabalhos específicos; (e)
execução do trabalho; (f) recursos; (g) informações e comunicações; e (h) processo de
monitoramento e correção.
Gabarito: “E”.
86. (FGV / ISS Cuiabá – AFTRM – 2014)
Sobre a revisão do controle de qualidade do trabalho de auditoria, assinale a afirmativa correta.
a) É o processo que fornece uma avaliação subjetiva dos julgamentos feitos pela equipe de
trabalho.
b) Deve ser feita em até 30 dias após a data do relatório.
c) É realizada apenas em companhias abertas.
d) O profissional mais experiente da equipe de trabalho é designado revisor de controle de
qualidade.
e) Os especialistas externos contratados pela firma não fazem parte da equipe de trabalho.
Comentários
Questão trata de diversos aspectos previstos na NBC TA 220 (R2). Analisando cada item:
Letra A. ERRADA.

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Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer uma


avaliação objetiva, na data ou antes da data do relatório, dos julgamentos relevantes feitos
pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório. [...] (Grifos nossos)
(NBC TA 220, item 7)
Letra B. ERRADA.
Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer uma
avaliação objetiva, na data ou antes da data do relatório, dos julgamentos relevantes feitos
pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório [...] (Grifos nossos)
(NBC TA 220, item 7)
Letra C. ERRADA.
[...] O processo de revisão de controle de qualidade do trabalho é somente para auditoria de
demonstrações contábeis de companhias abertas (entidades listadas) e de outros trabalhos
de auditoria, se houver, para os quais a firma determinou a necessidade de revisão de controle
de qualidade do trabalho. (Grifos nossos) (NBC TA 220, item 7)
Letra D. ERRADA.
Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma, uma
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas
pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade
suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela
equipe de trabalho e as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. (NBC
TA 220, item 7)
Letra E: CORRETA.
Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma, uma
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas
pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade
suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela
equipe de trabalho e as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. (NBC
TA 220, item 7)
Apesar de haver pequenas diferenças na terminologia, entendemos que a questão segue válida
com base nas versões atualizadas das normas.
Gabarito: “E”.
87. (FGV / SEFAZ RJ – AFRE – 2011)
Considerando o que determina o Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa
correta.
a) Pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e habilidades
que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho.

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Aula 03

b) Pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por escrito do
cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da
firma, que precisa ser independente por exigências éticas relevantes.
c) No caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normalmente de
pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor independente ou, se superior,
da data do relatório do auditor independente do grupo. A documentação do trabalho é de
propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da
documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade
do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou
do seu pessoal.
d) Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quaisquer
pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar procedimentos do
trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por firma da mesma rede.
e) Recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que seja efetuado
o rodízio do sócio do trabalho após o período de três ano.
Comentários
Questão trata de diversos aspectos a respeito do controle de qualidade. Analisando cada item:
Letra A. ERRADA. Pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma (não pertencente
a seu quadro técnico) com competência e habilidade que poderia atuar como sócio
encarregado do trabalho, por exemplo, um sócio de outra firma, cujos membros podem
realizar auditoria de informações contábeis históricas, ou de uma organização que fornece
serviços relevantes de controle de qualidade. (NBC TA 220, item 7) (Grifos nossos).
Letra B. ERRADA. A periodicidade mínima é anual (e não semestral). Veja:
Pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de
suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, que precisa
ser independente por exigências éticas relevantes. (NBC PA 01 - Controle de qualidade para
firmas de auditores independentes, item 24).
Letra C. ERRADA. O período de custódia (ou retenção) da documentação de auditoria é não
inferior a (ou seja, no mínimo) cinco anos (e não quatro) a contar da data do relatório.
Letra D. CORRETA. Essa foi exatamente a definição de equipe de trabalho apresentada na aula.
Letra E. ERRADA. Como vimos, a firma deve estabelecer políticas e procedimentos para exigir,
para auditorias de demonstrações contábeis de entidades listadas, a rotatividade do sócio do
trabalho e dos indivíduos responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho e,
quando aplicável, de outras pessoas sujeitas a requisitos de rotatividade, após período
especificado em conformidade com exigências éticas relevantes.
Antes da atualização da NBC PA 01, efetuada pela NBC 03, previa-se rodízio do pessoal chave
do trabalho após o período de 5 anos. Atualmente, o tema é tratado nas normas que versam

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sobre a Independência, que preveem a rotação do pessoal chave após 7 anos cumulativos (não
necessariamente seguidos).
Apesar de haver pequenas diferenças na terminologia, entendemos que a questão segue válida
com base nas versões atualizadas das normas. Reiteramos que não há mais previsão expressa
quanto à definição de “pessoa externa qualificada”. O período de guarda da documentação
segue o mesmo e a previsão para rotatividade dos membros chave da equipe (sócio
encarregado do trabalho, revisor do controle de qualidade etc.) segue a mesma.
Gabarito: “D”.
88. (CESPE / PGE PE – 2019)
Acerca de auditoria em órgãos públicos, julgue o item subsequente.
A análise do processo de monitoramento de determinada firma de auditoria, com o objetivo
de avaliar se tal processo fornece segurança razoável da efetividade do sistema de controle, é
responsabilidade de entidades de supervisão.
Comentários
De forma resumida, o monitoramento é um importante processo que avalia continuamente o
sistema de controle de qualidade da firma. O monitoramento é de responsabilidade da própria
firma de auditoria, e não de entidades de supervisão.
Vejamos o que diz a versão anterior NBC PA 01:
Monitoramento é o processo que consiste na contínua consideração e avaliação do sistema de
controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos
concluídos, projetados para fornecer à firma segurança razoável de que seu sistema de controle
de qualidade está operando de maneira efetiva
A firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segurança razoável
de que as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de controle de qualidade
são relevantes, adequados e estão operando de maneira efetiva.
Gabarito: “ERRADO”.
89. (CESPE / SEFAZ RS – 2019)
Após a conclusão dos trabalhos pela empresa de auditoria independente, a responsabilidade
pela custódia da documentação é
a) da controladoria do cliente.
b) do órgão regulador do cliente.
c) da auditoria interna do cliente.
d) da empresa de auditoria independente.
e) do Conselho Federal de Contabilidade
Comentários

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Questão aborda a propriedade da documentação de auditoria. Segundo a NBC PA 01 (versão


anterior):
Propriedade da documentação do trabalho
A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério,
disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa
divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de
asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. [grifos não constantes no original]
Cabe ressaltar que a norma supracitada define Firma como sendo um único profissional ou
sociedade de pessoas que atuam como auditor independente.
Apesar de mais haver previsão expressa para a propriedade da documentação nas versões
normativas atuais, entendemos que o conceito segue válido.
Gabarito: “D”.
90. (CESPE / SEFAZ RS – 2019)
A revisão da qualidade dos trabalhos de auditoria é um processo que visa fornecer, na data do
relatório, ou antes, uma avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de
trabalho e das conclusões atingidas ao se elaborar o relatório. Esse trabalho deve ser realizado
por
a) membro da equipe de auditoria especialmente designado para esse fim.
b) pessoa especialmente designada pela empresa auditada e com a devida qualificação técnica.
c) sócio da empresa de auditoria ou pelo auditor chefe da equipe que realizou a auditoria.
d) sócio ou outro profissional da firma de auditoria, ou pessoa externa qualificada, ou equipe
formada por essas pessoas, nenhuma delas envolvida na auditoria.
e) profissional de contabilidade devidamente qualificado e certificado e que não tenha
participado ou interagido de qualquer forma com os trabalhos de auditoria, ainda que
integrante da empresa auditada.
Comentários
A Revisão do Controle de Qualidade é feita pelo “revisor do controle de qualidade”, que pode
ser sócio ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou
uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de
trabalho. A revisão aplica-se somente a entidades listadas (com ações negociadas em bolsa de
valores) ou outros trabalhos para os quais a firma tenha determinado essa necessidade.
Segundo a NBC PA 01 (versão anterior):
Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas,
nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes
e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de

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trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório. [Grifos não constantes no


original]
Portanto, alternativa correta é D.
Gabarito: “D”.
91. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2015)
Julgue o item subsecutivo, referente aos principais grupos de usuários das demonstrações
contábeis bem como às responsabilidades a elas relacionadas.
No exercício de suas atividades de auditoria, o auditor independente, usuário interno da
informação contábil, deve pautar-se pelos seguintes princípios éticos: integridade,
objetividade, impessoalidade, competência e zelo profissional, confidencialidade e
comportamento profissional.
Comentários
Há dois erros nessa questão. Preliminarmente, o auditor independente é usuário externo da
informação contábil. Os usuários internos da informação contábil são: sócios, administração,
contador da empresa, empregados em geral e acionistas. O outro erro é que impessoalidade
não é princípio ético, mas princípio da administração pública. Segundo item A17, da NBC TA
200(R1), “os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da
condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética
Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses princípios
estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC, cujo cumprimento é exigido dos
auditores. Esses princípios são:”
(a) Integridade;
(b) Objetividade;
(c) Competência e zelo profissional;
(d) Confidencialidade; e
(e) Comportamento (ou conduta) profissional.

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Gabarito: “ERRADO”.
92. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis /Fiscalização – 2016)
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir.
São princípios inerentes ao trabalho de asseguração do auditor a integridade, a objetividade,
o sigilo e o comportamento profissional.
Comentários
Esses princípios estão em conformidade com as normas de auditoria. Segundo item A17, da
NBC TA 200(R1), “os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor
quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de
Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses
princípios estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC, cujo cumprimento é
exigido dos auditores. Esses princípios são:
(a) Integridade;
(b) Objetividade;
(c) Competência e zelo profissional;
(d) Confidencialidade; e
(e) Comportamento (ou conduta) profissional”.

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Ressaltamos que a confidencialidade também é chamada de sigilo.


Gabarito: “CERTO”.
93. (CESPE – TCE PR – Analista de Controle/Administração – 2016)
Nas empresas de auditoria, o monitoramento destina-se a garantir que o controle de qualidade
seja efetivo. Para concretizar esse objetivo, o(s) responsável(is) pela execução do
monitoramento deve(m)
a) requerer que as pessoas que executarão a revisão do controle de qualidade de determinados
trabalhos não sejam envolvidas na inspeção desses mesmos trabalhos.
b) comunicar os requisitos de independência da empresa a seu pessoal e, quando aplicável, a
outras pessoas sujeitas a ela.
c) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criem ameaças à independência, e tomar
as medidas apropriadas.
d) aplicar medidas disciplinares contra aqueles que deixarem de cumprir políticas e
procedimentos da empresa, especialmente os reincidentes.
e) tratar de maneira apropriada as reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela
empresa não está de acordo com as normas técnicas.
Comentários
Questão trata do monitoramento, que é um processo que consiste na contínua consideração
e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de
uma seleção de trabalhos concluídos, projetado para fornecer à firma segurança razoável de
que seu sistema de controle de qualidade está operando de maneira efetiva.
Vamos avaliar cada assertiva:
Letra A: CORRETA (nosso gabarito). Vimos em nossa aula que a revisão do controle de
qualidade deve ser feita por pessoa que não tenha feito parte da equipe de trabalho. Lembrem-
se que o sócio encarregado dos trabalhos de auditoria é sim responsável pelo controle de
qualidade dos trabalhos (parece óbvio, não é mesmo), mas não pela revisão do controle de
qualidade (feita por outro sócio ou pessoa externa). Para reforçar nosso gabarito, vejamos o
que diz a NBC PA 01:

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48. A firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segurança razoável
de que as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de controle de qualidade
são relevantes, adequados e estão operando de maneira efetiva. Esse processo deve:
(a) incluir a contínua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma,
incluindo, de modo cíclico, a inspeção de, pelo menos, um trabalho concluído para cada sócio
encarregado de trabalho;
(b) requerer que a responsabilidade pelo processo de monitoramento seja atribuída a um ou
mais sócios, ou a outras pessoas com experiência e autoridade suficientes e apropriadas na
firma para assumir essa responsabilidade; e
(c) requerer que as pessoas que executam o trabalho ou a revisão do controle de qualidade do
trabalho não estejam envolvidas na inspeção desses trabalhos.
Letras B e C: INCORRETAS (polêmica à vista). Há previsão expressa para as situações de ambas
as assertivas. Vejamos o que diz o item 21 da NBC PA 01:
21. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para fornecer segurança razoável de
que a firma, seu pessoal e, quando aplicável, outras pessoas sujeitas a requisitos de
independência (incluindo pessoal de firma da mesma rede) mantêm a independência requerida
por exigências éticas relevantes. Essas políticas e procedimentos devem permitir à firma:
(a) comunicar seus requisitos de independência a seu pessoal e, quando aplicável, às outras
pessoas sujeitas a elas; e
(b) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criam ameaças à independência, e tomar
as medidas apropriadas para eliminá-las ou reduzi-las a um nível aceitável, mediante a
aplicação de salvaguardas ou, se considerado apropriado, retirar-se do trabalho, quando esta
retirada é permitida por lei ou regulamentação.
A banca pode ter considerado as assertivas incorretas, uma vez que o enunciado pergunta
sobre os deveres do responsável pela execução do monitoramento e o item 21 (exposto acima)
fala sobre a responsabilidade da firma (de maneira geral).
Letra D: INCORRETA (mais polêmica à vista). Há previsão expressa para esse tipo de medida
disciplinar (item 51 da NBC PA 01 – abaixo transcrito).
51. As recomendações para que sejam tomadas medidas apropriadas em relação às
deficiências observadas devem incluir uma ou mais das seguintes recomendações:
(...)
(d) medida disciplinar contra aqueles que deixaram de cumprir as políticas e procedimentos da
firma, especialmente os reincidentes.
Podemos entender que a banca considerou a assertiva errada pois é dito que DEVE (verbo do
enunciado) ser aplicado esse tipo de medida, quando a norma menciona tão somente uma
RECOMENDAÇÃO.
Letra E: INCORRETA (mais polêmica!). Mais uma vez há previsão expressa na norma (item 55
da NBC PA 01) para o que diz a assertiva. Vejamos:

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55. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos projetados para fornecer segurança
razoável de que a firma trate de maneira apropriada as:
(a) reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela firma não está de acordo com as
normas técnicas e exigências regulatórias e legais aplicáveis (...).
Mais uma vez, em um exercício de imaginação, podemos crer que a banca considerou a
assertiva errada por não estar tal determinação prevista no rol de responsabilidades do
responsável pela execução do monitoramento, mas sim da firma (de maneira geral).
Entendemos que essa questão tem pouca aplicabilidade no contexto normativo atual.
Gabarito: “A”.
94. (CESPE – Polícia Científica PE – Perito Criminal/Ciências Contábeis – 2016)
O revisor do controle de qualidade do trabalho da auditoria deve, para o trabalho de auditoria
realizado, documentar
a) procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre o controle de qualidade.
b) as conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência.
c) as conclusões acerca da aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes.
d) a natureza e o alcance das consultas, bem como as conclusões delas resultantes.
e) assuntos referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes.
Comentários
De acordo com a NBC TA 220 (R2), item 25, o revisor do controle de qualidade do trabalho
deve documentar, para o trabalho de auditoria revisado, que:
(a) os procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre revisão do controle de qualidade
do trabalho foram realizados;
(b) a revisão do controle de qualidade do trabalho foi concluída na data ou antes da data do
relatório; e
(c) o revisor não tomou conhecimento de assuntos não resolvidos que poderiam levar o revisor
a acreditar que os julgamentos importantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões
obtidas não eram apropriados.
Pelo exposto, especialmente o trecho sublinhado acima, percebe-se que o gabarito é a letra A.
As demais assertivas fazem parte do rol de itens que o auditor (e não o revisor do controle de
qualidade – como questionado pelo enunciado) deve incluir na documentação de auditoria,
também nos termos da NBC TA 220 (R2). Vejamos:
24. O auditor deve incluir na documentação de auditoria, conforme NBC TA 230 –
Documentação de Auditoria:
(a) assuntos identificados referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes e como
foram resolvidos;

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(b) conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência, que se aplicam ao


trabalho de auditoria, e quaisquer discussões relevantes com a firma que suportam essas
conclusões;
(c) conclusões obtidas com relação à aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes
e trabalhos de auditoria;
(d) a natureza e o alcance das consultas, e as conclusões delas resultantes, feitas no curso do
trabalho de auditoria.
As versões normativas mais atuais não trazem essas passagens de forma expressa. Sobre o
tema, vejamos os ensinamentos da NBC PA 02:
O revisor de qualidade do trabalho deve determinar que a documentação da revisão de
qualidade do trabalho é suficiente para permitir ao auditor experiente, sem nenhuma conexão
anterior com o trabalho, entender a natureza, a época e a extensão dos procedimentos
executados pelo revisor de qualidade do trabalho e, quando aplicável, pelos indivíduos que
auxiliaram o revisor, e as conclusões obtidas na realização da revisão. O revisor de qualidade
do trabalho também deve determinar que a documentação da revisão de qualidade do trabalho
inclua:
(a) os nomes do revisor de qualidade do trabalho e dos indivíduos que auxiliaram na revisão de
qualidade do trabalho;
(b) uma identificação da documentação do trabalho revisada;
(c) a base para a determinação do revisor de qualidade do trabalho, de acordo com o item 27;
(d) as notificações requeridas; e
(e) a data da conclusão da revisão de qualidade do trabalho.
Gabarito: “A”.
95. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Acerca da NBC PA 11, que regula a “revisão externa de qualidade pelos pares”, é correto
afirmar que:
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer.
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do
revisado.
(C) Aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM.
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão.
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e
jurídicas).
Comentários:
Por decorrência da previsão expressa do item 4 da NBC PA 11, nosso gabarito é a letra C: Veja:

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4. Esta Norma aplica-se, exclusivamente, ao Auditor com registro na Comissão de Valores


Mobiliários (CVM).
Comentário das demais alternativas:
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer. Existe,
na realidade, uma vedação ao trabalho como Revisor, no caso do auditor não ter participado
de nenhum trabalho de auditoria independente nos últimos 2 anos.
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do
revisado. Essa comunicação é uma das responsabilidades do auditor-revisor. Veja:
28. O auditor-revisor tem as seguintes responsabilidades:
(a) organizar, planejar e conduzir os trabalhos de revisão;
(b) supervisionar o trabalho desenvolvido pelos membros da equipe;
(c) comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do auditor-revisado;
(d) elaborar o relatório de revisão e a carta de recomendações, quando for o caso;
(e) apresentar o relatório, a carta de recomendações e a cópia do questionário ao CRE;
(f) dar esclarecimentos ou participar de reunião com o CRE, quando requerido; e
(g) guardar por 7 (sete) anos toda a documentação referente aos trabalhos de revisão. [Grifos
não constantes no original]
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão. O correto seria
dizer “revisor”.
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e
jurídicas). Há vedação expressa na NBC PA 11. Veja:
24. São vedadas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e
jurídicas). Eventuais exceções devem ser submetidas à aprovação do CRE – Comitê
Administrador da Revisão Externa. [Grifos não constantes no original]
Gabarito: “C”.
96. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Neste trabalho estabeleceu-se uma proposta de um prazo “ótimo” para o regime de rodízio
mandatório de firmas de auditoria no Brasil. Esta é uma questão de especial interesse para
reguladores de mercado, dada a escassez de estudos nessa linha, além de ter impactos sobre
toda discussão acerca da adoção da regra (…).
Através da aplicação empírica de um modelo que incorpora os principais pressupostos acerca
do impacto do tempo de relacionamento auditor-auditado (tenure) na qualidade de auditoria,
estimou-se que o prazo “ótimo” para o rodízio de firmas de auditoria no Brasil é 5,7 anos (…).
(ALMEIDA, Patrícia Romualdo de; CARVALHO, Luis Nelson Guedes de; BRAUNBECK,
Guilhermo Oscar. Um Prazo Ótimo para Rodízio de Firmas de Auditoria no Brasil. In: XVIII

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Usp International Conference in Accounting, 2018, São Paulo. Anais. São Paulo:
Universidade de São Paulo, 2018.
Disponível: [Link]
Acesso: 20/03/2019. Com adaptações.)
A regulação posta pela NBC PA 01 − Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e
Físicas) de Auditores Independentes
(A) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que não prevê o rodízio da firma, mas dos
profissionais envolvidos, incluindo o sócio encarregado.
(B) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que o estudo de tempo de relacionamento
(tenure) não pode exceder 3 anos.
(C) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra
após 8 anos.
(D) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra
após 5 anos.
(E) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra
após estudo de tempo de relacionamento (tenure).
Comentários:
Questão trata de aspecto específico do rodízio, segundo a NBC PA 01 (versão anterior). Veja
como a norma aborda o tema:
25. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para:
(a) estabelecer critérios para determinar a necessidade de salvaguardas para reduzir a ameaça
de familiaridade a um nível aceitável ao utilizar o mesmo pessoal sênior em trabalho de
asseguração por longo período de tempo; e
(b) exigir, para auditorias de demonstrações contábeis de entidades listadas, a rotatividade do
sócio do trabalho e dos indivíduos responsáveis pela revisão do controle de qualidade do
trabalho e, quando aplicável, de outras pessoas sujeitas a requisitos de rotatividade, após
período especificado em conformidade com exigências éticas relevantes.
Antes da atualização da NBC PA 01, efetuada pela NBC 03, previa-se rodízio do pessoal chave
do trabalho após o período de 5 anos. Atualmente, o tema é tratado nas normas que versam
sobre a Independência, que preveem a rotação do pessoal chave após 7 anos cumulativos
(não necessariamente seguidos).
Dessa forma, as normas supracitadas só preveem RODÍZIO do sócio encarregado do trabalho e
das pessoas responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho, e não o rodízio da
firma de auditoria.
Gabarito: “A”.
97. (FCC – Analista (DPE RS)/Contabilidade - 2017)

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Em uma palestra sobre normas vigentes de auditoria emanadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade acerca do Auditor Independente, foram abordados os seguintes itens:
responsabilidades da liderança pela qualidade na firma, exigências éticas relevantes, aceitação
e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos, recursos humanos,
execução do trabalho e monitoramento. Nos termos da NBC PA 01, esses itens representam
elementos tratados por políticas e procedimentos inclusos em
a) um sistema de controle de qualidade.
b) um projeto de auditoria independente.
c) uma sistemática de controle interno e externo.
d) um conjunto de medidas voltadas à evidenciação de atos auditados.
e) uma política de transparência fiscal.
Comentários
Questão trata dos elementos do sistema de controle de qualidade. De acordo com o item 16
da NBC PA 01:
16. A firma deve estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade que inclua políticas
e procedimentos que tratam dos seguintes elementos:
(a) responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;
(b) exigências éticas relevantes;
(c) aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos;
(d) recursos humanos;
(e) execução do trabalho;
(f) monitoramento.
O enunciado apresenta os elementos acima, o que nos faz chegar ao gabarito letra A.
As versões atuais das normas apresentam 8 (e não apenas 6) componentes do sistema de
gestão de qualidade. São eles:
(a) processo de avaliação de riscos da firma;129 (b) governança e liderança; (c) requisitos éticos
relevantes; (d) aceitação e continuidade de relações com clientes e trabalhos específicos; (e)
execução do trabalho; (f) recursos; (g) informações e comunicações; e (h) processo de
monitoramento e correção.
Gabarito: “A”.

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1) O que é amostragem em auditoria?


Resposta: amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de
100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de
amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável
que possibilite o auditor concluir sobre toda a população.
2) A amostragem deve ser necessariamente estatística?
Resposta: Não. A amostragem em auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem estatística
quanto não estatística. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de modo
que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Pela
amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra.
3. O que é estratificação?
Resposta: É o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de
unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário).
4. O que o auditor deve considerar ao definir uma amostra de auditoria?
Resposta: Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do
procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
5. O tamanho da amostra deve ser levado em consideração ao se decidir entre a abordagem
estatística ou não estatística?
Resposta: Não. A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não estatística
é uma questão de julgamento do auditor, entretanto, o tamanho da amostra não é um critério
válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não estatísticas.
6. O tamanho da amostra é afetado pelo risco de amostragem?
Resposta: Sim. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho
da amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o
tamanho da amostra.
7. Quais os principais métodos para seleção de itens para a amostra? Em que consiste cada um?
Resposta:
(a) Seleção aleatória (aplicada por meio de geradores de números aleatórios como, por exemplo,
tabelas de números aleatórios).
(b) Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida
pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte
é selecionada. Embora o ponto de início possa ser determinado ao acaso, é mais provável que a
amostra seja realmente aleatória se ela for determinada pelo uso de um gerador computadorizado

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de números aleatórios ou de tabelas de números aleatórios. Ao usar uma seleção sistemática, o


auditor precisaria determinar que as unidades de amostragem da população não estão estruturadas
de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão em particular da população.
(c) Seleção ao acaso, na qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica estruturada.
Embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria qualquer
tendenciosidade ou previsibilidade consciente e, desse modo, procuraria se assegurar de que todos
os itens da população têm uma mesma chance de seleção. A seleção ao acaso não é apropriada
quando se usar a amostragem estatística.
8. Quais fatores têm relação direta com o tamanho da amostra?
Resposta:
Para os testes de controle:
A extensão na qual a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes;
A taxa esperada de desvio;
O nível de segurança desejado de que a taxa tolerável não seja excedida pela taxa real.
Para os testes de detalhes:
Avaliação do risco de distorção relevante;
A distorção que o auditor espera encontrar na população;
Nível de segurança desejado de que a distorção tolerável não é excedida pela distorção real.
9. Quais fatores têm relação inversa com o tamanho da amostra?
Para os testes de controle:
Taxa tolerável de desvio
Para os testes de detalhes:
Distorção tolerável;
Uso de outros procedimentos substantivos direcionados à mesma afirmação;
Estratificação da população, quando apropriado.
10. A quantidade de unidades de amostragem afeta o tamanho da amostra?
Resposta: Não. Tanto para os testes de controle quanto para os testes de detalhes, a quantidade de
unidades de amostragem na população tem efeito negligenciável, ou seja, não afetam o tamanho da
amostra. Unidade de amostragem, nos termos da norma, é cada um dos itens individuais que
constituem uma população. Apesar do nome "unidade DE AMOSTRAGEM", o conceito está
diretamente relacionado à população da qual se deseja extrair a amostra, e não à amostra
propriamente dita. Então, pela afirmação “a quantidade de unidades de amostragem possui efeito
negligenciável sobre o tamanho da amostra” podemos entender que o “tamanho da população”
possui efeito negligenciável sobre o tamanho da amostra. É que para populações grandes, o tamanho
real da população (e, por consequência, da quantidade de unidades de amostragem) tem pouco

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efeito, se houver, no tamanho da amostra. Já para pequenas populações, a amostragem de auditoria


pode nem ser o meio mais eficiente para se obter evidência de auditoria.
11. Qual o objetivo da gestão de qualidade da FIRMA de auditoria?
Resposta: O objetivo da firma é planejar, implementar e operar o sistema de gestão de qualidade
para auditorias, revisões das demonstrações contábeis, outros trabalhos de asseguração ou de
serviços correlatos executados pela firma, para obter segurança razoável de que:
(a) a firma e seu pessoal cumprem com suas responsabilidades de acordo com as normas
profissionais e os requisitos legais e regulatórios aplicáveis, e conduzem trabalhos de acordo com
essas normas e requisitos; e
(b) os relatórios do trabalho emitidos pela firma ou pelos sócios do trabalho são apropriados nas
circunstâncias.
12. Qual o objetivo da gestão de qualidade da AUDITORIA?
Resposta: O objetivo do auditor é gerir a qualidade no nível do trabalho para obter segurança
razoável de que a qualidade foi alcançada de modo que:
(a) o auditor cumpriu com as suas responsabilidades e conduziu a auditoria, de acordo com as
normas profissionais e com os requisitos legais e regulatórios aplicáveis; e
(b) o relatório do auditor emitido é apropriado nas circunstâncias.
13. Em que consiste a revisão de qualidade do trabalho?
Resposta: Revisão de qualidade do trabalho é a avaliação objetiva dos julgamentos significativos
feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas sobre eles. A revisão é realizada e concluída
pelo revisor de qualidade do trabalho na data, ou antes da data, de emissão do respectivo relatório.
14. Quem é o encarregado pela revisão de qualidade?
Resposta: Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio, outro indivíduo dentro da firma
ou indivíduo externo, nomeado pela firma para realizar a revisão de qualidade do trabalho. O revisor
de qualidade do trabalho não é membro da equipe de trabalho.
15. O que é sistema de gestão da qualidade e quais seus componentes?
Resposta: sistema de gestão de qualidade é o sistema planejado, implementado e operado pela
firma para fornecer a ela segurança razoável de que os objetivos relacionados à gestão da qualidade
serão cumpridos, ou seja, de que a firma cumpre com suas responsabilidades, de acordo com as
normas, leis e regulamentos aplicáveis; e de que os relatórios emitidos são apropriados nas
circunstâncias do trabalho.
O sistema de gestão de qualidade atua de maneira contínua e iterativa, bem como responde às
mudanças na natureza e nas circunstâncias da firma e dos seus trabalhos. Ele não atua de maneira
linear. Contudo, o sistema de gestão de qualidade deve abordar oito componentes, a considerar:
(a) processo de avaliação de riscos da firma;
(b) governança e liderança;

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(c) requisitos éticos relevantes;


(d) aceitação e continuidade de relações com clientes e trabalhos específicos;
(e) execução do trabalho;
(f) recursos;
(g) informações e comunicações; e
(h) processo de monitoramento e correção.
16. O que é o processo de monitoramento e correção?
Resposta: É o processo que fornece informações relevantes, confiáveis e tempestivas sobre o
desenvolvimento, a implementação e a operação do sistema de gestão de qualidade; e adota
medidas apropriadas para responder às deficiências identificadas, de modo que elas sejam
remediadas tempestivamente.

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1.

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2.

3.

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4.

FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA

Testes de Controle Testes de Detalhes

Fator Relação Fator Relação

Avaliação de Avaliação do
riscos considera risco de
Direta Direta
os controles distorção
relevantes relevante

Taxa tolerável de Distorção


Inversa Inversa
desvio tolerável

Valor da
Taxa esperada distorção que o
Direta Direta
de desvios auditor espera
encontrar

Nível de
Nível de
segurança
segurança
desejado de que
desejado de que
a taxa tolerável
a distorção
não seja Direta Direta
tolerável não é
excedida pela
excedida pela
taxa real de
distorção real na
desvio na
população
população

Uso de outros
- procedimentos Inversa
substantivos

Estratificação da
- Inversa
população

Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito


negligenciável

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5.

6.

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7.

Informações complementares:

• Seleção sistemática: a qtd. de un. de amostragem na população é


dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem
como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.

• Seleção ao acaso: embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o


auditor, ainda assim, evitaria qualquer tendenciosidade ou previsibilidade
consciente. A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a
amostragem estatística.

• Seleção de bloco: a seleção de bloco geralmente não pode ser usada


em amostragem de auditoria porque a maioria das populações está
estruturada de modo que esses itens em sequência podem ter
características semelhantes entre si, mas características diferentes de
outros itens de outros lugares da população.

8.

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BRASIL. Tribunal de Contas da União. Programa de aprimoramento profissional em Auditoria -


proaudi. Auditoria Governamental. Brasília, DF. 2011. Disponível em:
<[Link]

_______. Tribunal de Contas da União. Critérios Gerais de controle interno na Administração Pública.
Brasília, DF. 2010. Disponível em:
<[Link]
pectiva=501587>.

_______. Tribunal de Contas da União. Portaria 280/2010. Normas de Auditoria do Tribunal de


Contas da União, Brasília, DF, 08 de dezembro de 2010. Disponível em:
<[Link]

_______. Tribunal de Contas da União. Portaria-SEGECEX nº 26/2009. Padrões de auditoria de


conformidade (PAC), Brasília, DF, de 19 de outubro de 2009. Disponível
em:<[Link]

_______. Tribunal de Contas da União. Manual de auditoria operacional / Tribunal de Contas da


União. 3. ed. – Brasília : TCU, Secretaria de Fiscalização e Avaliação de Programas de Governo
(Seprog), 2010. 71 p. Disponível em:
<[Link]/...auditoria/Manual_ANOP_internet_portuguê[Link]>. Acesso em 14 de
fevereiro de 2019.

_______. Tribunal de Contas da União. Glossário de termos do controle externo. Brasília, 2012.
Disponível em: <[Link]
auditoria-do-tcu. Acesso em 14 de fevereiro de 2019.

_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação


Contábil Histórica. NBC TA 530 – Amostragem em auditoria. Disponível em: <
[Link]

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8ªedição. São Paulo: Atlas,
2012.

ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 2010.

CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São Paulo: Atlas, 2016.

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1. (VUNESP / ISS GUARULHOS – 2019)


São características da amostragem estatística:
(A) seleção da amostra a critério do auditor.
(B) inexistência de risco de amostragem.
(C) seleção da amostra com base no conhecimento da empresa a ser auditada.
(D) uso da teoria de probabilidades para avaliar os resultados.
(E) seu uso é indicado quando a população a ser auditada é pequena.
2. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2019)
A respeito do uso de amostras para a realização dos trabalhos de auditoria, assinale a
alternativa correta.
a) A utilização de amostras nos trabalhos de auditoria não é autorizada pelas normas brasileiras
de auditoria por comprometer a imparcialidade que deve orientar os trabalhos do auditor.
b) Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a
serem testados, não poderão ser empregadas técnicas de amostragem.
c) A utilização de amostragem estatística deve ser evitada nos trabalhos de auditoria por não
permitir segurança suficiente a respeito dos seus achados.
d) Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada uma
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
e) Amostra e população são conceitos sinônimos em matéria de procedimentos de auditoria
com base em estatísticas.
3. (VUNESP/ CM Olímpia – Contador Especialista – 2018)
Amostragem, em auditoria, é
a) o conjunto completo de dados sobre os quais a amostra é selecionada e o auditor deseja
concluir.
b) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, possa ser diferente se toda a
população foi sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.

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c) a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população


relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a
mesma chance de serem selecionadas para proporcionarem uma base razoável que possibilite
ao auditor concluir sobre toda a população.
d) cada um dos itens individuais que constituem uma população.
e) o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de
unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário), de
forma que o auditor possa selecionar os itens para o teste substantivo.
4. (VUNESP/ Pref. São Bernardo do Campo – Contador – 2018)
A amostragem estatística utilizada na definição e seleção da amostra de auditoria, na execução
de testes de controles e de detalhes na avaliação dos resultados da amostra
a) tem finalidade de subsidiar inferências e fornecer base razoável para o auditor concluir
quanto à população da qual a amostra é selecionada, desprezando-se critérios de
representatividade na escolha de itens da amostra.
b) caracteriza-se pela seleção aleatória dos itens da amostra e pelo uso da teoria das
probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco da
amostragem.
c) caracteriza-se pela seleção representativa de itens da amostra conforme o julgamento
profissional do auditor, com vistas à fornecer base razoável para o auditor concluir quanto à
população da qual a amostra é selecionada.
d) pode ser validamente utilizada em auditorias internas, vedado o seu emprego em auditorias
independentes, dado o potencial de seleção enviesada de amostra.
e) permite que o auditor obtenha evidência de auditoria em relação a todas as características
da população selecionada, desde que observado índice de confiança razoável das
probabilidades investigadas.
5. (VUNESP / ARSESP – Especialista em Regulação – 2018)
No que tange à amostragem em auditoria, é correto afirmar:
a) População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o
qual o auditor deseja concluir.
b) Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em 100% dos itens
de população relevante para fins de auditoria.
c) Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão certa
por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de materialidade.
d) Amostragem estatística é o único procedimento utilizado pelo auditor a fim de selecionar
itens para teste.
e) ao se usar a amostragem em auditoria, o auditor deseja proporcionar uma base razoável
para concluir quanto ao universo selecionado do qual a amostra perfaz o total do item.

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6. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2015)


Quando a auditoria é feita por amostragem, se o método utilizado para essa amostragem é a
seleção sistemática, então a seleção de itens é
a) por meio da seleção de um ou mais blocos contíguos da população.
b) de tal forma que assegure que todos tenham idêntica probabilidade de serem selecionados.
c) a critério do auditor, com base em sua experiência.
d) com base em valores monetários.
e) procedida de tal maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item
selecionado.
7. (VUNESP/ CGM SP – Auditor Municipal de Controle Interno – 2015)
A distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio
em uma população denomina-se
a) amostragem estatística.
b) unidade de amostragem.
c) estratificação.
d) taxa tolerável de desvio.
e) anomalia.
8. (VUNESP/ Pref. São José Rio Preto – Auditor Fiscal – 2014)
Em relação à amostragem na auditoria, é correto afirmar que
a) a amostragem deve ser sempre efetuada com números aleatórios, para evitar que o auditor
utilize critérios próprios para a seleção dos itens a serem auditados.
b) quanto maior o nível de distorção tolerável aceito nos testes substantivos, maior deve ser o
tamanho da amostra, para que a eficácia e a eficiência do trabalho do auditor sejam
alcançadas.
c) na determinação do tamanho da amostra, um nível de confiança de 95% indica que em
noventa e cinco (95) vezes o resultado será impreciso e em cinco (5) vezes, o resultado será
preciso.
d) o risco da amostragem é o risco de que a conclusão atingida com base na amostra seja igual
ao da conclusão que seria obtida com base no exame da população como um todo.
e) a combinação de uma amostragem estratificada para os itens de maior valor nos
procedimentos (testes) substantivos combinada com a amostragem aleatória para os itens de
menor valor é geralmente um procedimento eficaz, pois permite uma cobertura maior em
termos de valor e um tamanho de amostra menor.
9. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2013)

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Ao se determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a


serem testados, podem ser empregadas técnicas de
a) busca.
b) revisão.
c) amostragem.
d) investigação.
e) identificação.
10. (VUNESP/ SEFAZ SP – APOFP – 2013)
Trata-se da aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de
população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades-base tenham a
mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite ao
auditor concluir sobre toda a população.
O texto refere-se ao conceito de
a) processo de auditoria.
b) seleção de população.
c) materialidade.
d) amostragem em auditoria.
e) aleatoriedade em auditoria.
11. (FGV / SEFAZ AM – 2022)
Com base na NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria, assinale a afirmativa correta.
a) Na definição da amostra, o auditor deve determinar o tamanho suficiente para eliminar o
risco de amostragem.
b) Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do
procedimento de auditoria e o orçamento planejado.
c) A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não estatística é
baseada no tamanho da amostra.
d) O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que as unidades consideradas
mais representativas tenham mais chance de serem selecionadas.
e) Quanto menor o risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser
o tamanho da amostra.
12. (FGV / SEFAZ AM – 2022)
De acordo com a NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria, o auditor deve determinar o
tamanho da amostra suficiente, de modo a reduzir o risco de amostragem a um nível mínimo
aceitável.

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Assinale a opção que indica um fator cujo efeito é o aumento no tamanho da amostra em testes
de detalhe, considerando que não há modificação em outros fatores.
a) Aumento na distorção tolerável.
b) Estratificação da população, quando apropriado.
c) Quantidade de unidades de amostragem na população.
d) Aumento no valor da distorção que o auditor espera encontrar na população.
e) Aumento no uso de outros procedimentos substantivos direcionados à mesma afirmação.
13. (FGV / TCE AM – 2021)
Ao determinar a extensão de um teste de auditoria, o auditor pode empregar técnicas de
amostragem. Existem fatores que influenciam o tamanho da amostra, provocando efeitos
diversos.
Um aumento na taxa esperada de desvio da população a ser testada é um fator cujo efeito é:
a) aumento do tamanho da amostra para testes de controles;
b) redução do tamanho da amostra para testes de controles;
c) redução do tamanho da amostra para testes de detalhes;
d) negligenciável para testes de controles;
e) negligenciável para testes de detalhes.
14. (FGV / SEFAZ ES – 2021)
Assinale a opção que indica o fator levado em consideração pelo auditor na determinação do
tamanho da amostra em testes de controle e o efeito no tamanho da amostra, mantendo os
outros fatores iguais.
a) Aumento na extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os
controles relevantes: redução.
b) Aumento no nível de segurança desejado do auditor de que a taxa tolerável de desvio não
seja excedida pela taxa real de desvio na população: redução.
c) Aumento na taxa tolerável de desvio: aumento.
d) Aumento na quantidade de unidades de amostragem na população: aumento.
e) Aumento na taxa esperada de desvio da população a ser testada: aumento.
15. (FGV / IMBEL – 2021)
Ao considerar as características da população da qual a amostra será extraída, o auditor pode
determinar que a estratificação é apropriada. Com relação à estratificação, analise as
afirmativas a seguir.
I. A eficiência da auditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a população, dividindo-
a em subpopulações distintas que tenham características diferentes.

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II. O objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e permitir
que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem.
III. Os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados a uma amostra de itens dentro de
um estrato podem ser projetados para os itens que não compõem esse estrato.
Está correto o que se afirma em
a) I, somente.
b) II, somente.
c) III, somente.
d) I e II, somente.
e) I, II e III.
16. (FGV / IMBEL – Auditor – 2021)
O auditor utiliza, para selecionar amostras, um método que consiste na divisão da quantidade
de unidades de amostragem na população pelo tamanho da amostra, de modo a estabelecer
um intervalo de amostragem. O auditor utiliza o método de seleção
a) por unidade monetária.
b) ao acaso.
c) aleatória.
d) sistemática.
e) de bloco.
17. (FGV / CM Salvador – Analista Legislativo – Controladoria – 2018)
Na execução de trabalhos de auditoria, quando há muitos dados e transações a serem
examinados, é muito comum a seleção de uma amostra para exame.
A seleção procedida de forma que sempre haja um intervalo constante entre cada item
selecionado, seja seleção direta na população ou por estratos, é denominada amostragem:
a) aleatória;
b) casual;
c) intencional;
d) randômica;
e) sistemática.
18. (FGV / ALERO – Consultor Legislativo – Assessoramento em Orçamentos – 2018)
Assinale a opção que indica o critério que deve ser adotado na decisão quanto ao uso de
abordagem de amostragem estatística ou não estatística no processo de auditoria de uma
entidade.

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a) O julgamento do auditor.
b) A experiência do auditor.
c) O tamanho da amostra.
d) A representatividade da amostra.
e) O nível de risco de amostragem que a empresa auditada oferece.
19. (FGV - TCM SP – Ag. Fiscalização – Administração – 2015)
Na determinação da extensão dos testes de auditoria, em geral, o auditor emprega técnicas de
amostragem, porém essas apresentam alguns riscos. Acerca dos riscos de amostragem, avalie
as afirmativas a seguir.
I) O nível do risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar dos resultados afeta o
tamanho da amostra.
II) O auditor está sujeito aos riscos de amostragem tanto nos testes substantivos quanto nos
testes de observância.
III) Os riscos de superavaliação de confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a
eficiência da auditoria, pois em geral conduzem o auditor a realizar trabalhos adicionais.
IV) Os riscos de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficácia
da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea.
É correto o que se afirma em:
a) somente I e II;
b) somente II e III;
c) somente III e IV;
d) somente I, II e IV;
e) I, II, III e IV.
20. (FGV / CGE MA – Auditor do Estado – 2014)
As alternativas a seguir apresentam exemplos de método utilizado pelo auditor para selecionar
amostras, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Seleção por intervalo.
b) Seleção aleatória.
c) Seleção sistemática.
d) Seleção ao acaso.
e) Seleção de bloco.
21. (FGV / DPE RJ – Técnico Superior Especializado – Ciências Contábeis – 2014)
Os meios à disposição do auditor para a seleção de itens em um teste de auditoria são:

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(a) seleção de todos os itens (exame de 100%);


(b) seleção de itens específicos; e
(c) amostragem de auditoria.
Com relação ao procedimento de amostragem, analise as afirmativas a seguir:
I. A amostragem em trabalhos de auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de
amostragem não estatística como a estatística.
II. Amostragens aleatórias simples, estratificadas e por conglomerados são métodos de seleção
probabilísticos.
III Quando as características da população são de fácil mensuração, o apropriado é fazer uma
amostragem probabilística.
IV. Os maiores valores de uma população sempre devem ser analisados, mesmo quando se
utilize uma amostragem estatística.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s)
a) I
b) I e II
c) II e III
d) III e IV
e) I, III e IV
22. (FGV / ALBA – Auditor – 2014)
Uma seleção da amostra em que a quantidade de unidades de amostragem na população é
dividida pelo tamanho da amostra, para dar um intervalo de amostragem, é conhecida como
seleção
a) aleatória.
b) por unidade monetária.
c) sistemática.
d) ao acaso.
e) de bloco.
23. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014)
A respeito de uma amostra de auditoria, analise as afirmativas a seguir.
I. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
II. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.

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III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar os fins específicos a serem
alcançados e a combinação de procedimentos de auditoria que devem alcançar esses fins.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem correta.
24. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014)
A respeito da amostragem de auditoria, analise os itens a seguir.
I. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho exigido
da amostra.
II. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da
amostra.
III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do
procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
IV. O auditor deve selecionar itens para a amostragem, de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.
Assinale:
a) se somente os itens I, II e III estiverem corretos.
b) se somente os itens II, III e IV estiverem corretos.
c) se somente os itens I, III e IV estiverem corretos.
d) se somente os itens I, II e IV estiverem corretos.
e) se todos os itens estiverem corretos.
25. (FGV / PROCEMPA – Analista Administrativo – Contador – 2014)
Em relação à amostragem estatística, assinale a afirmativa correta.
a) Usa a teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a
mensuração do risco de amostragem.
b) Utiliza o julgamento para selecionar os itens da amostra.
c) Seleciona a unidade de amostragem a partir de uma probabilidade desconhecida.
d) Utiliza a seleção ao acaso, em que o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica
estruturada.
e) Diferencia-se da abordagem da amostragem não estatística pelo tamanho da amostra.

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26. (FCC / ALAP – 2020)


Em uma grande empresa, ocorreu a suspeita de existência de erro na contabilização dos saldos
das contas. Um auditor desta empresa é incumbido de analisar as contas que constam de uma
lista em ordem crescente de seu respectivo código. Ele decide realizar este trabalho por
amostragem, sorteando um código entre os 10 primeiros da lista, e, então, analisar toda conta
referente ao décimo código na lista a partir do primeiro selecionado. Nesse caso, é adotado
pelo auditor, o tipo de uma Amostragem denominado
a) por julgamento.
b) por conglomerados.
c) determinística.
d) sistemática.
e) em dois estágios.
27. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Considere a situação hipotética abaixo.
Executando amostragem em teste de evidência de autorização, o auditor escolhe um cheque
cancelado, e, inspecionando-o, conclui que foi apropriado o cancelamento, de modo que não
houve, naquele caso, desvio.
O regulamento do CFC aplicável à amostragem estabelece que
a) é vedada a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento em item perdido”.
b) é possível a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento em item de substituição”.
c) é obrigatória a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento alternativo adequado”.
d) é recomendável a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na
norma como “procedimento impossível”.
e) é vedada a análise de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma
como “procedimento alternativo inadequado”.
28. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019)
Conforme estabelece a NBC TA 530, “o objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria,
é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a
amostra é selecionada”. A adoção do critério de amostragem pressupõe, por parte do auditor,
a definição da amostra, a determinação do seu tamanho e a seleção dos itens para teste. De
acordo com a referida NBC,
a) o auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada.

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b) ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve flexibilizar a finalidade do procedimento


de auditoria bem como relevar as características negativas da população da qual será retirada
a amostra.
c) cabe à entidade a ser auditada definir o tamanho da amostra, tendo por base os motivos
que determinaram a realização da auditoria.
d) o auditor e a administração da entidade devem selecionar, conjuntamente, itens para a
amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha uma maior ou
menor chance de ser selecionada.
e) norteado pelos princípios da neutralidade e da imparcialidade, o auditor, ao definir uma
amostra de auditoria, deve relativizar a finalidade do procedimento de auditoria de modo a
suavizar eventuais resultados indesejados.
29. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019)
Quando um auditor toma a quantidade de unidades de amostragem na população e a divide
pelo tamanho da amostra, para obter um intervalo de amostragem, equivalente a 20, por
exemplo, e, após determinar um ponto de início dentro das primeiras 20 unidades, toda 20ª
unidade de amostragem seguinte é selecionada, estamos diante de um método específico de
seleção de amostra. De acordo com a NBC TA 530, este método de seleção de amostra é
denominado seleção
a) ao acaso.
b) de periodicidade variável randômica.
c) de bloco.
d) aleatória.
e) sistemática.
30. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019)
A avaliação do resultado de uma amostragem em auditoria é um procedimento essencial a ser
realizado pelo auditor. De acordo com a NBC TA 530,
a) o auditor deve avaliar se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada ou, se preferir, pode transferir este ônus para
uma auditoria interna paralela, promovida pela entidade auditada, que deverá efetuar essa
avaliação em prazo contratualmente estabelecido.
b) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve comunicar esse fato à administração
da entidade auditada, para que ela determine, em prazo contratualmente previsto, os
procedimentos substitutivos a serem adotados, se assim o desejar.
c) a entidade auditada, por meio de auditoria interna paralela realizada às suas próprias
expensas, deve avaliar os resultados da amostra, em prazo contratualmente estabelecido,
antes de autorizar o prosseguimento aos demais trabalhos de auditoria.

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d) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada, ele pode solicitar que a administração investigue
as distorções identificadas e o potencial para distorções adicionais, e faça quaisquer ajustes
necessários.
e) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve abandonar a utilização do critério de
amostragem imediatamente.
31. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019)
A NBC TA 530 estabelece, em seu item 5, que risco de amostragem é o risco de que a conclusão
do auditor, com base em amostra” pudesse “ser diferente se toda a população fosse sujeita ao
mesmo procedimento de auditoria. O risco de amostragem pode levar a conclusões errôneas.
De acordo com a referida NBC, o nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a
aceitar
a) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto menor o risco que o auditor está
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra.
b) não afeta o tamanho da amostra exigido, já que a escolha do tamanho da amostra é feita no
momento do planejamento do trabalho de auditoria.
c) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto maior o risco que o auditor está
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra.
d) não afeta o tamanho da amostra exigido, na medida em que pode ser compensado com o
aprofundamento do exame de cada unidade de amostragem e com arbitramentos e critérios
de compensações.
e) é determinado, em reunião do auditor com os representantes da área contábil da entidade
auditada, após a apuração dos resultados de análise por amostragem feita anteriormente, de
acordo com o valor cobrado no contrato de auditoria para esse subtrabalho específico.
32. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019)
A NBC TA 530 arrola as conclusões errôneas a que pode levar o denominado risco de
amostragem. De acordo com essa NBC, o risco de amostragem poderá acarretar conclusões
equivocadas, tais como:
I. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados mais eficazes do que
realmente são.
II. no caso de teste de detalhes, não ser identificada distorção relevante, quando, na verdade,
ela existe.
III. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados menos eficazes do que
realmente são.
IV. no caso de teste de detalhes, ser identificada distorção relevante, quando, na verdade, ela
não existe.

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Está correto o que se afirma em


a) III e IV, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
33. (FCC / ISS São José do Rio Preto – 2019)
Sendo impossível averiguar todos os lançamentos que compõem um determinado saldo
contábil, torna-se possível
a) ignorar o saldo contábil.
b) deixar de emitir o parecer de auditoria.
c) deixar de divulgar as demonstrações contábeis.
d) presumir que há distorção relevante nos lançamentos.
e) analisar apenas alguns deles.
34. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ SC – 2018)
Na execução de uma auditoria tributária, e de acordo com as normas de amostragem em
auditoria (NBC TA 530, aprovada pela Resolução CFC 1222/09), o Auditor pode lançar mão de
diversos métodos de seleção da amostra, dentre os quais se destacam:
− Método A: aplicado por meio de geradores de números aleatórios como, por exemplo,
tabelas de números aleatórios.
− Método B: em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo
tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50a unidade de amostragem
seguinte é selecionada.
− Método C: no qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica estruturada. Embora
nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria qualquer
tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo, evitar itens difíceis de localizar ou
escolher ou evitar sempre os primeiros ou os últimos lançamentos de uma página) e, desse
modo, procuraria se assegurar de que todos os itens da população têm uma mesma chance de
seleção.
− Método D: é um tipo de seleção com base em valores, na qual o tamanho, a seleção e a
avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários. Ao considerar as
características da população da qual a amostra será retirada, o auditor pode determinar que a
estratificação ou a seleção com base em valores é mais apropriada.
Os métodos A, B, C e D referem-se, respectivamente, à Seleção

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a) aleatória, Seleção sistemática, Seleção com base em valor (amostragem de unidade


monetária) e Seleção ao acaso.
b) ao acaso, Seleção sistemática, Seleção aleatória e Seleção com base em valor (amostragem
de unidade monetária).
c) com base em valor (amostragem de unidade monetária), Seleção aleatória, Seleção
sistemática e Seleção ao acaso.
d) aleatória, Seleção ao acaso, Seleção com base em valor (amostragem de unidade monetária)
e Seleção sistemática.
e) aleatória, Seleção sistemática, Seleção ao acaso e Seleção com base em valor (amostragem
de unidade monetária).
35. (FCC – MPE PE / Analista Ministerial – Auditoria – 2018)
Ponderando a impossibilidade de analisar todos os documentos de todos os processos de
aposentadoria em um determinado ano, a seção de controle interno optou por conduzir
investigação pormenorizada de apenas parte dos processos. Nesse caso,
a) tal opção viola a missão institucional do controle interno, que deve analisar a legalidade de
todos os atos praticados pela administração.
b) é possível que se realize tal amostra, desde que seus resultados não sirvam de base para
conclusão a respeito da população da qual ela é selecionada.
c) para que se empregue a amostragem, é necessário considerar a finalidade do procedimento
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra.
d) houve equívoco no emprego da amostragem, pois tanto o exercício quanto o tipo de ato são
ambos determinados.
e) a amostragem é aceita, embora não exista norma específica de auditoria acerca do
procedimento.
36. (FCC - Auditor Fiscal de Tributos I (São Luís) /Abrangência Geral - 2018)
A Receita Federal do Brasil e a Secretaria Municipal de Fazenda, hipoteticamente, celebram
convênio para compartilhamento de informações sujeitas a sigilo fiscal da declaração anual de
imposto de renda. Sob os termos do convênio, é obrigatória a solicitação individualizada e
motivada do dado a que se deseja ter acesso e haverá custo para sua disponibilização, uma vez
que o serviço que assegura os termos do convênio é prestado com exclusividade pelo Serpro,
de acordo com tabela de preços por ele praticada. Após o levantamento da base de dados de
lançamentos fiscais do ITBI dos últimos cinco anos junto ao sistema da Secretaria de Fazenda,
a Municipalidade avalia a possibilidade de confrontar tais registros com os imóveis declarados
anualmente pelos proprietários à Fazenda Federal. Os custos de obtenção e análise de todos
os dados do IRPF, entretanto, pareceram proibitivos.
Na circunstância narrada,

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a) não é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, uma vez que ela se destina a
situações em que é inviável obter os dados de todas as ocorrências investigadas.
b) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que somente deve ser empregada,
entretanto, por meio que garanta a absoluta aleatoriedade do grupo de registros que será
analisado.
c) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que pode ser empregada por meio
da escolha dos registros a serem analisados, a partir da experiência dos fiscais.
d) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois
não há como garantir a aleatoriedade do grupo de registros que será analisado.
e) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois
não há outras informações disponíveis, indispensáveis para a formação da amostra.
37. (FCC – Auditor Público Externo / TCE RS – 2018)
O ser humano acredita que os números se distribuem de forma uniforme na natureza e, por
isso, ao manipular os valores de um banco de dados, uma pessoa leiga em geral não se
preocupará com as frequências em que aparece o 1 ou o 2 ou demais dígitos como primeiro,
segundo ou último dígito de um número. Contudo, existe uma metodologia capaz de indicar a
possibilidade de manipulação dos dados. A metodologia se baseia na regularidade empírica
conhecida como Lei de Benford.
(Adaptado de: Seleção de Amostras de Auditoria pela Lei de Benford. São Paulo: IBRAOP, 2016,
p. 5)
O serviço de inteligência do Tribunal de Contas investigou os saldos das demonstrações
contábeis de 497 municípios de um determinado Estado. Em seu relatório, indicou que foi
extraído o primeiro dígito de cada saldo contábil e, após totalizadas as suas frequências,
computou-se a estatística x2 ao nível de confiança α apropriado. A hipótese nula,
correspondente à aderência à Lei de Benford, foi rejeitada nos balanços de 50 municipalidades
do universo pesquisado.
Considerando o exposto, é correto afirmar:
a) As normas técnicas de auditoria permitem o uso de amostragem, tanto a estatística quanto
a não estatística.
b) É possível concluir, pelos dados apresentados, que o teste estatístico falhou e seu resultado
não poderá ser aproveitado nos procedimentos de auditoria.
c) Segundo tal teste, não é necessária a análise de 447 balanços para se assegurar que todas as
eventuais manipulações na população foram encontradas.
d) Segundo tal teste, em 50 balanços foram encontradas manipulações nos saldos.
e) As normas técnicas de auditoria deixaram de permitir o emprego de técnicas estatísticas
como a sugerida.
38. (FCC – Auditor Fiscal/ SEFAZ GO – 2018)

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Considere a seguinte situação hipotética:


Determinado Estado da Federação mantém programa de Cidadania Fiscal por meio do qual a
emissão de notas e cupons fiscais pode ser feita com a inclusão do número de CPF do
consumidor final. Após cadastro no programa, é possível que esses contribuintes diretos
obtenham descontos no imposto sobre a propriedade de veículos automotores – IPVA devido.
Em auditoria interna da base de dados de resgates de pontos na forma de descontos no IPVA,
realizou-se um teste para apurar a distância geográfica entre os estabelecimentos em que
foram realizadas as compras dos bens e serviços de onde se originou a pontuação resgatada, o
endereço registrado no cadastro do programa e o domicílio do proprietário constante da
anotação no Departamento Estadual de Trânsito. O objetivo pretendido era indicar possíveis
erros, fraudes ou simulações.
Após inspeção gráfica dos dados, o auditor promoveu a exclusão de uma série de observações
que, a seu juízo, não poderiam estar corretas. Ao fim, chegou-se a uma relação de pessoas
jurídicas como emissoras de documentação fiscal com afastamento geográfico suspeito entre
sede e local de utilização dos pontos derivados.
Sobre o caso e considerando a amostragem em auditoria, é correto afirmar.
a) Pode-se dizer que se trata de uma aplicação do método aleatório de seleção de amostra.
b) Se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da amostra.
c) Não é objetivo da auditoria interna assessorar a administração da entidade no trabalho de
prevenção de fraudes e erros.
d) As normas não permitem a exclusão dos chamados valores aberrantes (outliers), pois, sem
a integralidade do espaço amostral, as conclusões são tendenciosas.
e) Embora tecnicamente correto, tal trabalho nunca poderia subsidiar uma campanha de
auditoria dirigida.
39. (FCC – DPE AM / Analista Ciências Contábeis – 2018)
Risco de amostragem pode ser definido como
a) o risco de que a conclusão do auditor seja errônea por empregar inadequadamente a técnica
de circularização.
b) o risco de que a conclusão do auditor tenha sido tomada sujeitando toda a população ao
mesmo procedimento de auditoria.
c) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser igual se toda a
população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.
d) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser diferente se toda
a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.
e) a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio
em uma população.

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40. (FCC – TRT 11ª Região / Analista Judiciário – Contabilidade – 2017)


Considere as afirmativas abaixo sobre amostragem em auditoria.
I. Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta ou classe de transações.
II. Ao usar o método de amostragem estatística, ou não, deve ser projetada e selecionada uma
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.
III. A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações
realizadas, como também com os efeitos da avaliação patrimonial e financeira e o resultado
por ela obtido no período.
Está correto o que se afirma em:
a) I e III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e II, apenas.
e) III, apenas.
41. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ MA – 2016)
Na auditoria das demonstrações contábeis de determinada empresa de economia mista do
Estado, o auditor pretende realizar auditoria, por amostragem, na conta “Duplicatas a
Receber”. O auditor se quiser reduzir o tamanho da amostra sem aumentar o risco de
amostragem, dividindo a população em subpopulações distintas que tenham características
homogêneas ou similares, deve proceder
a) uma seleção sistemática.
b) um agrupamento de itens para investigação.
c) um detalhamento de itens para teste.
d) uma estratificação.
e) uma seleção aleatória.
42. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ PI – 2015)
Entre os principais métodos de seleção de amostras citados nas Normas Brasileiras de
Contabilidade Técnicas de Auditoria, aquela em que o tamanho, a seleção e a avaliação da
amostra resultam em uma conclusão em quantias de dinheiro é a amostragem
(A) ao acaso.
(B) estatística.
(C) em bloco.
(D) aleatória.

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(E) de unidades monetárias.


43. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – Ciências Contábeis – 2014)
Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas de Auditoria – NBC TA, a amostragem
em auditoria destina-se a possibilitar conclusões a serem tiradas de uma população inteira com
base no teste de amostragem dela extraída (NBC TA 500). Existem muitos métodos para
selecionar amostras (NBC TA 530), entre os principais citados nas normas. Aquela em que a
quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra
para dar um intervalo de amostragem é a seleção
a) estatística.
b) aleatória.
c) ao acaso.
d) sistemática.
e) em bloco.
44. (FCC/ SEFAZ SP – Agente Fiscal de Rendas – 2013)
É correto afirmar, em relação ao fator de confiança na seleção da amostra, que quanto
(A) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e menor o nível de segurança
obtido.
(B) menor o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e da estratificação permitida.
(C) maior o fator de confiança, menor o tamanho da amostra e menor o nível de segurança
obtido.
(D) menor o fator de confiança, menor o tamanho da amostra e da estratificação permitida.
(E) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e o nível de segurança obtido.
45. (CESPE / SEFAZ SE – 2022)
No que se refere à definição da amostra de auditoria, seu tamanho e escolha dos seus itens,
conforme preceitua a NBC TA 530, assinale a opção correta.
a) Seleção com base em valor consiste em dividir a população em subpopulações distintas que
tenham características similares.
b) Seleção aleatória ocorre quando o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica
estruturada.
c) A amostragem em auditoria pode ser feita tanto mediante uma abordagem estatística como
não estatística.
d) O tamanho da amostra não é afetado pelo nível de risco que o auditor está disposto a aceitar.
e) O tamanho da amostra deve ser determinado pela aplicação de fórmula estatística, não
cabendo o exercício de julgamento profissional, pois esse procedimento seria subjetivo.
46. (CESPE / SEFAZ SE – 2022)

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À divisão de uma população em subpopulações que constituam grupos de unidade de


amostragem com características similares denomina-se
a) amostra.
b) amostragem em auditoria.
c) amostragem estatística.
d) estratificação.
e) subpopulação.
47. (CESPE / DPDF – 2022)
Com relação aos procedimentos de auditoria, julgue o item que se segue.
A estratificação da população consiste em sua divisão em grupos com características
semelhantes, e pode ser utilizada pelo auditor como estratégia para a redução do tamanho da
amostra.
48. (CESPE / PGE RJ – 2022)
Considerando a busca pela eficiência e eficácia dos trabalhos da auditoria, julgue o item.
A amostra por estratificação é usada quando o exame de itens de valor apresenta grande
variabilidade.
49. (CESPE / PGE RJ – 2022)
Considerando a busca pela eficiência e eficácia dos trabalhos da auditoria, julgue o item.
A auditoria deve auditar todos os processos da organização.
50. (CESPE / PGE RJ – 2022)
Considerando a busca pela eficiência e eficácia dos trabalhos da auditoria, julgue o item.
Nos testes de amostragem, o objeto de estudo cresce linearmente com o tamanho da
população.
51. (CESPE / Apex Brasil – 2021)
De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, o método de seleção da amostra em
que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da
amostra, com vistas a estabelecer um intervalo de amostragem que servirá de guia para a
seleção dos componentes da amostra, a partir de um ponto de início que pode ser determinado
ao acaso, denomina-se
a) seleção ao acaso.
b) seleção de bloco.
c) seleção por meio de estratificação.
d) seleção sistemática.
52. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)

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Aula 03

Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.


Para estabelecer a amostra de auditoria e determinar o seu tamanho na realização de testes
de controles, o auditor, considerando as características de uma população, deve fazer uma
avaliação da taxa esperada de desvio com base no entendimento do auditor dos controles
relevantes ou no exame de pequena quantidade de itens da população.
53. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
Quanto mais o auditor confia em procedimentos substantivos, tais como testes de detalhes ou
procedimentos analíticos substantivos, para reduzir a um nível aceitável o risco de detecção
relacionado com uma população em particular, mais segurança ele precisa da amostragem e,
portanto, maior pode ser o tamanho da amostra.
54. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
Na avaliação do resultado da amostragem de auditoria, no caso de testes de detalhes, a
distorção na população mais a distorção projetada, quando houver, é a melhor estimativa de
distorção anômala a ser feita pelo auditor.
55. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
Na avaliação do resultado da amostragem de auditoria, para os testes de controles, uma taxa
de desvio da amostra inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco identificado de
distorção relevante.
56. (CESPE / SEFAZ CE – 2021)
Considerando a Norma Técnica para Amostragem de Auditoria, julgue o item a seguir.
A eficiência da auditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a população dividindo-a
em subpopulações distintas que tenham característica similares, sendo a população, na
execução dos testes de detalhes, estratificada sempre pelo valor monetário, pois isso permite
que o trabalho de auditoria possa ser direcionado para os itens de maior valor, uma vez que
esses podem conter maior potencial de distorção em termos de superavaliação.
57. (CESPE / SEFAZ AL – 2021)
Julgue o item que se seguem, a respeito das normas brasileiras de contabilidade de auditoria.
Ao identificar distorção em amostra de dados de determinado grupo patrimonial, o auditor,
para classificar essa distorção como anomalia, deverá obter alto nível de certeza de que o
conjunto de dados não é representativo para a população avaliada.
58. (CESPE / SEFAZ AL – 2021)
Julgue o item que se seguem, a respeito das normas brasileiras de contabilidade de auditoria.

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O auditor determina a distorção tolerável da amostra de auditoria em cada grupo patrimonial;


assim, a distorção tolerável de um grupo patrimonial poderá ter valor maior do que o da
materialidade na execução da auditoria avaliada como um todo.
59. (CESPE / SEFAZ AL – 2021)
Julgue o item que se seguem, a respeito das normas brasileiras de contabilidade de auditoria.
Para testes de controles, é necessária projeção explícita dos desvios de amostra, porque a taxa
projetada para a amostra é distinta daquela estabelecida para a população como um todo.
60. (CESPE / TCE-RJ – 2021)
No que se refere ao plano de auditoria baseado no risco, julgue os itens subsequentes.
Para que o auditor possa estabelecer o tamanho da amostra necessária à redução do risco, ele
pode valer-se da amostragem não estatística com vistas a avaliar com precisão a probabilidade
de erro.
61. (CESPE / CODEVASF – 2021)
Determinado auditor, durante a fase de planejamento da auditoria, determinou como erro
tolerável distorções de até 0,5% por contas, desde que não superiores a 1% por grupo de
contas. A tabela a seguir mostra a composição do ativo circulante da empresa auditada.

Caso o auditor tenha suspeita de uma distorção dos registros contábeis de um dos fundos de
investimentos que represente 5% do total das aplicações financeiras, será adequado ele
realizar uma amostragem casual dos fundos que compõem a conta aplicações de curto de
prazo.
62. (CESPE / CODEVASF – 2021)
Determinado auditor, durante a fase de planejamento da auditoria, determinou como erro
tolerável distorções de até 0,5% por contas, desde que não superiores a 1% por grupo de
contas. A tabela a seguir mostra a composição do ativo circulante da empresa auditada.

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Caso o auditor encontre um desfalque de R$ 240.000 no caixa, não será possível afirmar que
esse desfalque está dentro do erro esperado.
63. (CESPE / CODEVASF – 2021)
Determinado auditor, durante a fase de planejamento da auditoria, determinou como erro
tolerável distorções de até 0,5% por contas, desde que não superiores a 1% por grupo de
contas. A tabela a seguir mostra a composição do ativo circulante da empresa auditada.

Considere que, na situação em apreço, o auditor, depois de ter realizado inspeção em uma
amostra dos estoques, tenha admitido, incorretamente, que o saldo da conta estava
relevantemente distorcido, o qual efetivamente não estava. Nesse caso, o auditor incorreu no
risco de amostragem de rejeição incorreta.
64. (CESPE / SEFAZ DF – 2020)
Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o item a seguir.
O risco de amostragem em auditoria está associado ao desvio não representativo do desvio
existente em uma população.
65. (CESPE / SEFAZ AL – 2020)
Situação hipotética: Determinado auditor, após realizar conferência de cálculos, concluiu que
o saldo da conta de estoques estava relevantemente distorcido, embora o saldo não estivesse
efetivamente nessa condição.
Assertiva: Nesse caso, o auditor incorreu no risco de aceitação incorreta.
66. (CESPE / SEFAZ AL – 2020)
A adoção de amostragem em auditoria implica a admissão da existência de diferentes tipos de
erros; nos testes de observância, o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma
conta.
67. (CESPE / SEFAZ RS – 2019)
Em auditoria, o tamanho da amostra é influenciado por vários fatores, mas deve possibilitar
que o auditor faça inferências sobre toda a população. Entre esses fatores, aquele que
possibilita reduzir o tamanho da amostra é o aumento
a) na taxa tolerável de desvio.
b) na taxa esperada de desvio da população a ser testada.

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c) na quantidade de unidades de amostragem na população.


d) na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na
avaliação de riscos do auditor.
e) no nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela
taxa real de desvio na população.
68. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019)
Considerando o uso de amostragem na realização de testes de controle, o fator que, mantidos
todos os demais constantes, acarreta redução do tamanho necessário da amostra a ser
realizada é o aumento
a) da extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os controles
relevantes.
b) da taxa esperada de desvio da população a ser testada.
c) do nível de segurança desejado pelo auditor de que a taxa real de desvio na população não
exceda a taxa tolerável.
d) da quantidade de unidades de amostragem em populações grandes.
e) da taxa tolerável de desvio definida pelo auditor.
69. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019)
Ao dividir um conjunto de registros contábeis em diferentes grupos de unidades com
características semelhantes, o auditor independente estará utilizando o procedimento de
a) população.
b) anomalia.
c) estratificação.
d) unidade de amostragem.
e) distorção tolerável.
70. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018)
Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia.
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre as
demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada na
população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra.
71. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2018)
Acerca do controle interno no setor público federal, da auditoria interna e seus papéis de
trabalho, julgue o item a seguir.
A amostragem não probabilística, apesar de não permitir tratamento estatístico, pode ser
utilizada em uma auditoria, propiciando a generalização dos resultados obtidos.

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72. (CESPE– Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/ Administrativa - 2010)


Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item.
É recomendável o emprego da amostragem estatística quando os itens da população
apresentarem características heterogêneas.
73. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013)
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística.
O exame de todos os documentos ou operações pode ser desejável e adequado quando esses
documentos ou operações forem poucos e de valor unitário elevado, ou, também, quando
houver risco relevante e outros meios não oferecerem evidência de auditoria apropriada e
suficiente.
74. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013)
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística.
No caso de um auditor se deparar com grandes populações, deverá aumentar
proporcionalmente o tamanho da amostra, para assegurar o mesmo grau de confiança que
alcançaria no caso de uma população pequena.
75. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Fiscalização – 2016)
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à
sua execução, julgue o item seguinte.
A amostragem estatística, por permitir a generalização de evidências encontradas pelo auditor
a partir de uma amostra da população examinada, é especialmente recomendada a situações
em que os itens objetos do trabalho apresentam características marcadamente distintas.
76. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Administrativa – 2016)
Com relação ao planejamento da auditoria, julgue o item subsequente.
A importância da amostragem estatística aplicada à auditoria reside no fato de que a amostra
examinada é selecionada cientificamente, o que implica dizer que os resultados obtidos são
considerados válidos para a população, isto é, para o conjunto dos dados existentes. O método
permite, assim, limitar a extensão dos testes realizados.
77. (CESPE / TELEBRAS – 2015)
Com relação às técnicas de amostragem estatística, julgue o próximo item.
Situação hipotética: Um auditor, trabalhando sozinho na empresa auditada, decidiu avaliar
quarenta processos. Para selecionar os processos que seriam avaliados, ele retirou somente os
dois primeiros processos de cima de vinte pilhas sequenciadas, cada uma com dez processos,
formadas por processos com conteúdos afins.
Assertiva: Nesse caso, o auditor, ao valer-se da seleção da amostra por conveniência, atendeu
às regras vigentes, mesmo com prejuízo de abster-se da aleatoriedade na obtenção dos itens.
78. (CESPE – Contador (DPU) – 2016)

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A respeito do planejamento dos trabalhos de auditoria governamental, da fraude e do erro,


dos testes, das técnicas e da amostragem estatística em auditoria, julgue o próximo item.
Para reduzir o erro tolerável em uma amostra aleatória simples, é necessário que o auditor
também reduza o tamanho da amostra.
79. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2013)
No que concerne ao planejamento da auditoria, julgue o item seguinte.
Recomenda-se o emprego de amostragem estatística na auditoria, exceto em casos de amostra
extensa, difícil mensuração das características da população e desnecessidade de alta precisão.
80. (AOCP / ISS Cariacica – 2020)
O auditor deve determinar o tamanho da amostra suficiente para reduzir o risco de
amostragem a um nível minimamente aceitável. Esse nível de risco de amostragem que o
auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigida. Assim, quanto
(A) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da
amostra.
(B) maior será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da
amostra.
(C) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da
amostra.
(D) maior será o risco que o auditor não estará disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho
da amostra.
81. (AOCP / ISS Cariacica – 2020)
Quando um auditor realiza uma seleção com base em valores em que o tamanho, a seleção e
a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários, esse método de
seleção de amostra é denominado
(A) amostragem de unidade monetária.
(B) seleção sistemática.
(C) seleção aleatória.
(D) seleção de bloco
82. (FGV / IMBEL – Auditor – 2021)
De acordo com a NBC TA 220 (R2) - Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações
Contábeis, assinale a afirmativa correta.
a) O revisor de controle de qualidade do trabalho de auditoria externa é um sócio ou outro
profissional da firma que faz parte da equipe de trabalho.
b) O quadro técnico compreende os sócios, os auditores independentes que atuam no trabalho
e os auditores internos da entidade, que fornecem assistência direta ao auditor independente.

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c) A equipe de trabalho inclui os sócios, os auditores independentes que atuam no trabalho, os


especialistas externos e os consultores contratados.
d) O sócio encarregado do trabalho divide com os auditores externos a responsabilidade pela
qualidade dos trabalhos de auditoria para os quais foi designado.
e) A pessoa externa qualificada é a pessoa que não pertence ao quadro técnico da firma, com
a competência e a habilidade que o habilitariam para a atuar como sócio encarregado do
trabalho.
83. (FGV / ISS Paulínia – 2021)
De acordo com a NBC TA 220 (R2) - Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações
Contábeis, o objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de qualidade no
nível do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que
a) as demonstrações contábeis como um todo não apresentam distorções, sejam elas causadas
por fraude ou erro.
b) a opinião a respeito das demonstrações contábeis é realizada exclusivamente com base em
conclusões obtidas por meio das evidências de auditoria.
c) a entidade auditada apresenta viabilidade futura e a administração conduz os negócios da
entidade com eficiência.
d) a auditoria está de acordo com as normas técnicas e com as exigências legais e regulatórias
aplicáveis e os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados, nas circunstâncias.
e) o trabalho do auditor é conduzido com integridade, objetividade, competência,
confidencialidade, zelo e conduta profissional.
84. . (FGV / ISS Recife – AFTM – 2014)
O revisor do controle de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos
julgamentos e das conclusões feitas pela equipe de trabalho e atingidas ao elaborar o relatório.
Essa avaliação deve envolver os aspectos relacionados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
a) Revisão da documentação selecionada, relativa aos julgamentos significativos feitos pela
equipe de trabalho, e das conclusões obtidas.
b) Revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto.
c) Discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho.
d) Implementação das conclusões resultantes das consultas.
e) Avaliação das conclusões ao elaborar o relatório e consideração sobre sua adequação.
85. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014)
O sistema de controle de qualidade inclui políticas e procedimentos que tratam dos seguintes
elementos:
I. responsabilidades da liderança pela qualidade na firma;

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II. exigências éticas relevantes;


III. aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes e trabalhos específicos;
IV. recursos humanos;
V. execução do trabalho.
Assinale:
a) se somente os elementos III e V estiverem corretos.
b) se somente os elementos I e II estiverem corretos.
c) se somente os elementos II, III e IV estiverem corretos.
d) se somente os elementos III, IV e V estiverem corretos.
e) se todos os elementos estiverem corretos.
86. (FGV / ISS Cuiabá – AFTRM – 2014)
Sobre a revisão do controle de qualidade do trabalho de auditoria, assinale a afirmativa correta.
a) É o processo que fornece uma avaliação subjetiva dos julgamentos feitos pela equipe de
trabalho.
b) Deve ser feita em até 30 dias após a data do relatório.
c) É realizada apenas em companhias abertas.
d) O profissional mais experiente da equipe de trabalho é designado revisor de controle de
qualidade.
e) Os especialistas externos contratados pela firma não fazem parte da equipe de trabalho.
87. (FGV / SEFAZ RJ – AFRE – 2011)
Considerando o que determina o Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa
correta.
a) Pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e habilidades
que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho.
b) Pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por escrito do
cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da
firma, que precisa ser independente por exigências éticas relevantes.
c) No caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normalmente de
pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor independente ou, se superior,
da data do relatório do auditor independente do grupo. A documentação do trabalho é de
propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da
documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade
do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou
do seu pessoal.

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d) Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quaisquer


pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar procedimentos do
trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por firma da mesma rede.
e) Recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que seja efetuado
o rodízio do sócio do trabalho após o período de três ano.
88. (CESPE / PGE PE – 2019)
Acerca de auditoria em órgãos públicos, julgue o item subsequente.
A análise do processo de monitoramento de determinada firma de auditoria, com o objetivo
de avaliar se tal processo fornece segurança razoável da efetividade do sistema de controle, é
responsabilidade de entidades de supervisão.
89. (CESPE / SEFAZ RS – 2019)
Após a conclusão dos trabalhos pela empresa de auditoria independente, a responsabilidade
pela custódia da documentação é
a) da controladoria do cliente.
b) do órgão regulador do cliente.
c) da auditoria interna do cliente.
d) da empresa de auditoria independente.
e) do Conselho Federal de Contabilidade
90. (CESPE / SEFAZ RS – 2019)
A revisão da qualidade dos trabalhos de auditoria é um processo que visa fornecer, na data do
relatório, ou antes, uma avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de
trabalho e das conclusões atingidas ao se elaborar o relatório. Esse trabalho deve ser realizado
por
a) membro da equipe de auditoria especialmente designado para esse fim.
b) pessoa especialmente designada pela empresa auditada e com a devida qualificação técnica.
c) sócio da empresa de auditoria ou pelo auditor chefe da equipe que realizou a auditoria.
d) sócio ou outro profissional da firma de auditoria, ou pessoa externa qualificada, ou equipe
formada por essas pessoas, nenhuma delas envolvida na auditoria.
e) profissional de contabilidade devidamente qualificado e certificado e que não tenha
participado ou interagido de qualquer forma com os trabalhos de auditoria, ainda que
integrante da empresa auditada.
91. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2015)
Julgue o item subsecutivo, referente aos principais grupos de usuários das demonstrações
contábeis bem como às responsabilidades a elas relacionadas.

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No exercício de suas atividades de auditoria, o auditor independente, usuário interno da


informação contábil, deve pautar-se pelos seguintes princípios éticos: integridade,
objetividade, impessoalidade, competência e zelo profissional, confidencialidade e
comportamento profissional.
92. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis /Fiscalização – 2016)
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir.
São princípios inerentes ao trabalho de asseguração do auditor a integridade, a objetividade,
o sigilo e o comportamento profissional.
93. (CESPE – TCE PR – Analista de Controle/Administração – 2016)
Nas empresas de auditoria, o monitoramento destina-se a garantir que o controle de qualidade
seja efetivo. Para concretizar esse objetivo, o(s) responsável(is) pela execução do
monitoramento deve(m)
a) requerer que as pessoas que executarão a revisão do controle de qualidade de determinados
trabalhos não sejam envolvidas na inspeção desses mesmos trabalhos.
b) comunicar os requisitos de independência da empresa a seu pessoal e, quando aplicável, a
outras pessoas sujeitas a ela.
c) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criem ameaças à independência, e tomar
as medidas apropriadas.
d) aplicar medidas disciplinares contra aqueles que deixarem de cumprir políticas e
procedimentos da empresa, especialmente os reincidentes.
e) tratar de maneira apropriada as reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela
empresa não está de acordo com as normas técnicas.
94. (CESPE – Polícia Científica PE – Perito Criminal/Ciências Contábeis – 2016)
O revisor do controle de qualidade do trabalho da auditoria deve, para o trabalho de auditoria
realizado, documentar
a) procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre o controle de qualidade.
b) as conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência.
c) as conclusões acerca da aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes.
d) a natureza e o alcance das consultas, bem como as conclusões delas resultantes.
e) assuntos referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes.
95. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Acerca da NBC PA 11, que regula a “revisão externa de qualidade pelos pares”, é correto
afirmar que:

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(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer.
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do
revisado.
(C) Aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM.
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão.
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e
jurídicas).
96. (FCC / ISS Manaus – 2019)
Neste trabalho estabeleceu-se uma proposta de um prazo “ótimo” para o regime de rodízio
mandatório de firmas de auditoria no Brasil. Esta é uma questão de especial interesse para
reguladores de mercado, dada a escassez de estudos nessa linha, além de ter impactos sobre
toda discussão acerca da adoção da regra (…).
Através da aplicação empírica de um modelo que incorpora os principais pressupostos acerca
do impacto do tempo de relacionamento auditor-auditado (tenure) na qualidade de auditoria,
estimou-se que o prazo “ótimo” para o rodízio de firmas de auditoria no Brasil é 5,7 anos (…).
(ALMEIDA, Patrícia Romualdo de; CARVALHO, Luis Nelson Guedes de; BRAUNBECK,
Guilhermo Oscar. Um Prazo Ótimo para Rodízio de Firmas de Auditoria no Brasil. In: XVIII
Usp International Conference in Accounting, 2018, São Paulo. Anais. São Paulo:
Universidade de São Paulo, 2018.
Disponível: [Link]
Acesso: 20/03/2019. Com adaptações.)
A regulação posta pela NBC PA 01 − Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e
Físicas) de Auditores Independentes
(A) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que não prevê o rodízio da firma, mas dos
profissionais envolvidos, incluindo o sócio encarregado.
(B) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que o estudo de tempo de relacionamento
(tenure) não pode exceder 3 anos.
(C) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra
após 8 anos.
(D) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra
após 5 anos.
(E) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra
após estudo de tempo de relacionamento (tenure).
97. (FCC – Analista (DPE RS)/Contabilidade - 2017)
Em uma palestra sobre normas vigentes de auditoria emanadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade acerca do Auditor Independente, foram abordados os seguintes itens:
responsabilidades da liderança pela qualidade na firma, exigências éticas relevantes, aceitação

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e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos, recursos humanos,


execução do trabalho e monitoramento. Nos termos da NBC PA 01, esses itens representam
elementos tratados por políticas e procedimentos inclusos em
a) um sistema de controle de qualidade.
b) um projeto de auditoria independente.
c) uma sistemática de controle interno e externo.
d) um conjunto de medidas voltadas à evidenciação de atos auditados.
e) uma política de transparência fiscal.

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1. D 41. D 81. A
2. D 42. E 82. E
3. C 43. D 83. D
4. B 44. E 84. D
5. A 45. C 85. E
6. E 46. D 86. E
7. E 47. CERTO 87. D
8. E 48. CERTO 88. ERRADO
9. C 49. ERRADO 89. D
10. D 50. ERRADO 90. D
11. E 51. D 91. ERRADO
12. D 52. CERTO 92. CERTO
13. A 53. ERRADO 93. A
14. E 54. ERRADO 94. A
15. B 55. CERTO 95. C
16. D 56. ERRADO 96. A
17. E 57. CERTO 97. A
18. A 58. ERRADO
19. A 59. ERRADO
20. A 60. ERRADO
21. B 61. ERRADO
22. C 62. CERTO
23. E 63. CERTO
24. C 64. ERRADO
25. A 65. ERRADO
26. D 66. ERRADO
27. B 67. A
28. A 68. E
29. E 69. C
30. D 70. CERTO
31. A 71. ERRADO
32. E 72. ERRADO
33. E 73. CERTO
34. E 74. ERRADO
35. C 75. ERRADO
36. C 76. CERTO
37. A 77. CERTO
38. B 78. ERRADO
39. D 79. ERRADO
40. C 80. A

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Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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