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A Evolução Pessoal na Adversidade

1) O documento discute a evolução pessoal que ocorre quando alguém passa por um período de sofrimento e adversidade. 2) Essas pessoas passam a se rebelar contra os ideais do ego e da cultura dominante e desejam coisas que realmente importam, como interdependência e responsabilidade pelos outros. 3) Elas percebem que há uma "segunda montanha" na vida, que é mais generosa e satisfatória, focada nos outros ao invés do eu.

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A Evolução Pessoal na Adversidade

1) O documento discute a evolução pessoal que ocorre quando alguém passa por um período de sofrimento e adversidade. 2) Essas pessoas passam a se rebelar contra os ideais do ego e da cultura dominante e desejam coisas que realmente importam, como interdependência e responsabilidade pelos outros. 3) Elas percebem que há uma "segunda montanha" na vida, que é mais generosa e satisfatória, focada nos outros ao invés do eu.

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maneira como reagem a seu momento de maior adversidade.

As pessoas que evoluíram com o sofrimento fazem duas


rebeliões. Primeiro, elas se rebelam contra o ideal de seus
egos. Quando estavam na primeira montanha, seu ego tinha
uma visão do que almejavam — uma visão de proeminência,
prazer e sucesso. No vale, elas perdem o interesse pelo ideal
de seu ego. É claro que depois ainda sentem e às vezes
sucumbem aos seus desejos egoístas. Mas, no geral, percebem
que os desejos do ego nunca satisfarão sua verdadeira
essência. Elas percebem, como dito por Henri Nouwen, que são
muito melhores do que o ideal de seu ego.
Em segundo lugar, elas se rebelam contra a cultura dominante.
Durante toda a vida frequentaram aulas de economia ou
viveram em uma cultura que ensina que o ser humano busca o
interesse próprio — dinheiro, poder, fama. Mas, de repente,
não estão interessadas no que as outras pessoas dizem que
devem querer. Desejam coisas que realmente valem a pena
esperar. Elevam seus desejos. O mundo diz para serem boas
consumidoras, mas elas preferem ser consumidas — por uma
causa moral. O mundo diz para desejarem independência, mas
elas escolhem a interdependência — estar envoltas em uma
rede de relacionamentos afetuosos. O mundo diz para
quererem liberdade individual, mas elas preferem intimidade,
responsabilidade e compromisso. O mundo quer que subam os
degraus em busca do sucesso, mas elas querem ser alguém
para outras pessoas. As revistas nas prateleiras
querem que perguntem: “O que posso fazer para ser feliz?”,
mas elas vislumbram algo maior que a felicidade pessoal.
As pessoas que evoluíram com o sofrimento são corajosas o
suficiente para deixar morrer partes de seu velho eu. No vale,
suas motivações mudaram. Passaram de autocentradas para
centradas nos outros.
A essa altura, elas percebem: “Nossa, essa primeira montanha
não era a minha montanha, no fim das contas.” Há outra
montanha bem maior por aí que realmente é a minha. A
segunda montanha não é o oposto da primeira. Escalá-la não
significa rejeitar a primeira montanha, é a jornada que vem
depois. É a fase mais generosa e satisfatória da vida.
Algumas pessoas alteram radicalmente suas vidas quando isso
acontece. Desistem de seus escritórios de advocacia e se
mudam para o Tibete. Pedem demissão de seus empregos
como consultoras e começam a dar aulas em escolas de áreas
de baixa renda. Outras ficam em seus campos, mas usam o
tempo de outra forma. Tenho uma amiga que criou um negócio
de sucesso, mas passa a maior parte do tempo construindo
pré-
-escolas e centros de saúde para as pessoas que trabalham em
sua empresa. Ela está na segunda montanha.
Outras ainda ficam no mesmo emprego e no mesmo
casamento, mas estão transformadas. Nada mais é sobre elas
mesmas; é um chamado. Se são diretoras de escola, sua
alegria é ver os professores brilharem. Se trabalham em uma
empresa, não se veem mais como gerentes, mas como
mentoras; dedicam a energia para ajudar os outros a melhorar.
Querem que suas organizações sejam locais bons,
em que as pessoas encontrem um propósito, e não adversos,
em que só ganham um salário.
Em seu livro Practical Wisdom [“A Prática do Bom Senso”, em
tradução livre], o psicólogo Barry Schwartz e o cientista político
Kenneth Sharpe contam uma história sobre um zelador de
hospital chamado Luke. No hospital em que Luke trabalhava,
havia um jovem que tinha entrado em uma briga e agora
estava em coma, e não acordava. Todos os dias, seu pai
sentava ao seu lado em uma vigília silenciosa, e fez isso
durante seis meses. Um dia, Luke entrou e limpou o quarto do
jovem. Seu pai não estava lá; havia saído para fumar um
cigarro. Mais tarde, Luke passou por ele no corredor. O pai
vociferou com ele e o acusou de não ter limpado o quarto de
seu filho.
A resposta da primeira montanha é ver seu trabalho como a
limpeza dos quartos. “Eu limpei o quarto do seu filho”, você
vociferaria de volta. “Você é que estava lá fora fumando.” A
resposta da segunda montanha é ver seu trabalho como estar
a serviço dos pacientes e suas famílias. É atender às suas
necessidades em tempos de crise. Essa resposta é: esse
homem precisa de conforto. Limpe o quarto novamente.
E foi isso que Luke fez. Como contou a um entrevistador mais
tarde: “Eu limpei para que ele pudesse me ver limpando… eu
consigo entender seu estado. Fazia uns seis meses que seu
filho estava lá. Ele estava um pouco frustrado e eu limpei o
quarto de novo. Mas não fiquei com raiva dele. Era uma coisa
que eu podia compreender.”
Ou veja o exemplo de Abraham Lincoln. Quando jovem, Lincoln
tinha uma imensa sede de fama e poder, ao ponto

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