INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE MANICA
DIVISÃO DA AGRICULTURA
4O ANO
LICENCIATURA EM BIOTECNOLOGIA
TRABALHO DE CULMINAÇÃO DE CURSO
TEMA:
AVALIAÇÃO DE DOIS MÉTODOS PARA MULTIPLICAÇÃO IN VITRO DE
DUAS VARIEDADES LOCAIS DE MANDIOCA (FERNANDA BOA E MARIA)
Autora
Jossefina Orlando Matine
Supervisor:
Prof Doutror Eduardo Mulima [Link]
Matsinho, Setembro 2023
AVALIAÇÃO DE DOIS MÉTODOS PARA MULTIPLICAÇÃO IN VITRO DE
DUAS VARIEDADES LOCAIS DE MANDIOCA (FERNANDA BOA E MARIA
Autora
Jossefina Orlando Matine
Cellular: +258852483501
Monografia apresentada ao Instituto
Superior Politécnico de Manica no curso de
licenciatura em Biotecnologia, como
requisito de para obtenção de grau de
Licenciatura em Biotecnologia
Matsinho, Setembro 2023
1. Introdução
A mandioca (Manihot esculenta Crants) é uma planta arbustiva de longa vida
pertencente à família das Euforbiáceas. Sua origem é atribuída ao Continente
Americano, provavelmente no Brasil Central, e já era amplamente cultivada pelos povos
indígenas antes da chegada dos colonizadores ao Brasil (Fialho et al, 2013) Os
indígenas desempenharam um papel crucial na disseminação dessa planta por quase
toda a América, enquanto os portugueses contribuíram para sua propagação por outros
continentes, especialmente na África e na Ásia (Macondzo, 2016).
A mandioca é amplamente cultivada em regiões tropicais e desempenha um papel
fundamental como fonte alimentar. Suas raízes são a principal fonte de calorias para
cerca de 600 milhões de pessoas em regiões da África, Ásia, América Latina e Oceânia
(Silva, 2012)
Ela pode fornecer até 50% das calorias necessárias na dieta diária. Além disso, todas as
partes da planta têm usos variados: as raízes são usadas na alimentação humana e
animal, bem como na indústria; as hastes e folhas, que contêm aproximadamente 32%
de proteína, são uma fonte importante de proteína na alimentação tanto humana quanto
animal (Fialho et al, 2013).
A mandioca, desempenha um papel significativo na produção alimentar global. Em
termos de volume de produção, a mandioca ocupa a sexta posição entre os produtos
alimentares mais cultivados em todo o mundo, ficando atrás apenas do trigo, arroz,
milho, batata e cevada (Macondzo, 2016).
Em Moçambique, a mandioca também tem uma grande relevância na dieta da
população, sendo a segunda cultura alimentar mais produzida no país, logo após o milho
(Macondzo, 2016). No entanto, a produção de mandioca em Moçambique enfrenta
desafios devido à prevalência de doenças virais. Duas das doenças mais impactantes
são o listrado castanho da mandioca e o mosaico africano da mandioca, que causam
danos significativos às folhas, caules e, consequentemente, às raízes, levando ao
apodrecimento das raízes (Do Vale, 2005).
Reconhecendo a importância da mandioca no país e a ameaça que essas doenças
representam para a produção local, o Ministério da Agricultura decidiu estabelecer um
Laboratório de Cultura de Tecidos (IIAM). Essa iniciativa visa ajudar a minimizar o
impacto dessas doenças na produção de mandioca em Moçambique (Do Vale, 2005).
A cultura de tecidos vegetais é um método que envolve isolar uma parte da planta, como
células, tecidos ou órgãos, e cultivá-la em um meio nutritivo estéril, sob condições
controladas de luz, temperatura e umidade (Pinhal et al; 2011). Isso permite a
regeneração de um novo indivíduo e a rápida multiplicação de plantas livres de doenças
(Pinhal et al; 2011). Essa técnica é especialmente valiosa para culturas que se propagam
vegetativamente, como a mandioca.
O cultivo de tecidos de mandioca é agora amplamente estabelecido como um
procedimento devido ao conhecimento prévio dos nutrientes necessários para o
desenvolvimento da planta e à formulação de protocolos eficazes (Viegas, 2008).
Protocolos eficazes para a cultura de tecidos de mandioca já existem há vários anos
(Kartha et al., 1974; Roca, 1984). No entanto, é importante avaliar a eficácia desses
protocolos, especialmente para as variedades locais da planta.
O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia de dois protocolos comerciais para a
multiplicação in vitro de plântulas de mandioca, levando em consideração duas
variedades locais (Fernanda boa e Maria). Isso é importante para garantir que esses
protocolos sejam adequados e produzam resultados satisfatórios para as variedades
específicas de mandioca encontradas na região.
a. Problema e Justificativa
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) desempenha um papel fundamental na
segurança alimentar de Moçambique devido à sua notável capacidade de adaptação às
variadas condições agroclimáticas. Ela representa a principal fonte de calorias e
carboidratos nas áreas rurais do país (Macondzo, 2016).
A mandioca é propagada vegetativamente, utilizando pequenos segmentos do caule
conhecidos como estacas ou manivas. No entanto, esse método de propagação apresenta
desafios, como a disseminação de doenças sistêmicas ao longo das gerações, incluindo
infecções virais que podem levar à degeneração das estacas (Patil et al, 2015; Lima
2017). Vários vírus afetam a cultura da mandioca em todo o mundo, com destaque para
o vírus do mosaico comum da mandioca (Cassava common mosaic virus, CsCMV)
(Patil et al, 2015).
A produção de mandioca em Moçambique enfrenta diversos desafios, sendo a
prevalência de doenças virais, como o Listrado Castanho ou Podridão Radicular da
Mandioca (Cassava Brown Streak Disease - CBSD) e o Mosaico Africano da Mandioca
(African Cassava Mosaic Disease - ACMD), um dos problemas mais relevantes. Essas
doenças causam uma variedade de sintomas nas folhas, caules e, principalmente, nas
raízes, impactando negativamente o rendimento das plantas e, por conseguinte,
prejudicando os esforços de combate à fome e à extrema pobreza (Palazzo et al, 2007).
Para mitigar a presença de fitovírus, a técnica mais empregada tem sido a cultura de
tecidos (in vitro) (Palazzo et al., 2007). Em países como a Nigéria e a Índia, essa técnica
resultou na obtenção de clones de mandioca livres de African Cassava Mosaic Virus
(ACMV) e Indian Cassava Mosaic Virus (ICMV), com sucesso na ordem de 80% e
60%, respectivamente.
O sucesso na aplicação da tecnologia de cultura in vitro está relacionado com uma
melhor compreensão dos requisitos nutricionais das células e tecidos em cultura. A
formulação do meio de cultura desempenha um papel crucial, uma vez que contém os
nutrientes necessários para o desenvolvimento da planta, podendo ser ajustado com
diferentes combinações de acordo com as necessidades específicas de cada espécie
(Faria et al., 2002, conforme citados por Palazzo 2007).
É importante destacar que a resposta morfogenética in vitro pode variar não apenas
entre diferentes espécies do mesmo gênero, mas também entre diferentes genótipos da
mesma espécie, como diferentes cultivares ou clones. Isso frequentemente requer a
definição de protocolos específicos e eficazes para cada caso (Cazé Filho, s/d).
Apesar da existência de diversos protocolos, é necessário avaliar a qualidade do sistema
comercial de multiplicação in vitro, pois vários fatores podem influenciar o sucesso
desse processo. Isso inclui a taxa de multiplicação das plantas, a altura das plantas, a
presença e a intensidade do estiolamento (alongamento anormal dos caules devido à
falta de luz), a forma, a coloração e o tamanho das folhas, a formação de callus (tecido
indiferenciado), o desenvolvimento de raízes, perdas devido a contaminação
microbiana, oxidação e a eficiência do processo de aclimatação das plantas ao ambiente
externo (Lima e Morães, 2006).
1.2.1. Objetivos
1.2.2. Objetivo Geral
Avaliar e comparar dois métodos para a multiplicação in vitro de duas variedades locais
de mandioca (Fernanda boa e Maria).
1.2.3. Objetivos Específicos
Determinar e comparar as taxas de multiplicação dos dois métodos para a
propagação in vitro de duas variedades locais de mandioca (Fernanda boa e
Maria).
Determinar e comparar as taxas de crescimento dos dois métodos para a
multiplicação in vitro de duas variedades locais de mandioca (Fernanda boa e
Maria).
Hipóteses
Ho (Hipótese Nula): As taxas de multiplicação e de crescimento nos dois
métodos não irão diferir.
H1 (Hipótese Alternativa): As taxas de multiplicação e de crescimento nos dois
métodos irão diferir.
A doença da murcha bacteriana causada por Ralstonia solanacearum é uma das
principais restrições no cultivo do tomateiro em Santa Lúcia. As opções limitadas e os
desafios no manejo da doença da murcha levaram muitos produtores a abandonar o
cultivo de tomate em Santa Lúcia. O presente estudo empregou a enxertia como técnica
inovadora para o desenvolvimento de plantas resistentes ao tomateiro contra R.
solanacearum utilizando porta-enxerto selvagem resistente, Solanum torvum. O estudo
avaliou a eficácia de plantas de tomateiro (Rodeo 14) enxertadas em porta-enxerto
resistente contra inoculação artificial de duas concentrações diferentes (10 8 e 106 UFC
ml−1) do patógeno murcha. A eficácia de campo de plantas enxertadas foi avaliada em
dois ensaios experimentais em condições semiprotegidas e de campo em locais de
hotspot. Plantas de tomate enxertadas sobre porta-enxertos comercialmente disponíveis
(RST-04-106-T), autoenxertadas e não enxertadas foram incluídas nos experimentos
para estudos de comparação com as plantas enxertadas sobre o porta-enxerto S.
torvum. A cultivar de tomate Rodeo 14 enxertada sobre S. torvum apresentou redução
significativa na incidência de murcha de 10% ou menos em relação às plantas
enxertadas sobre porta-enxerto de tomate comercial (RST-04-106-T), não enxertadas e
autoenxertadas em condições semiprotegidas e de campo com incidência de murcha de
75–100%. Uma incidência severa de murcha superior a 60% foi registrada em controles
não enxertados aos 28 dias após o transplantio, enquanto tomateiros suscetíveis
enxertados sobre o porta-enxerto S. torvum apresentaram completa resistência à doença.
Aos 49 dias após o transplantio, as plantas enxertadas apresentaram uma incidência de
murcha de 5%, enquanto uma alta incidência da doença acima de 90% foi registrada em
plantas não enxertadas. Em cultura de vaso estudo desafiado com o patógeno murcha
aos 10 anos8 UFC ml−1, uma incidência significativamente menor da doença, de 20,00%,
foi registrada aos 14 dias após a inoculação em tomateiros enxertados, em comparação
com uma alta incidência de 83,33% em plantas não enxertadas. O presente estudo
demonstrou um alto nível de resistência à murcha em plantas enxertadas sobre o porta-
enxerto S. torvum e propôs este como uma ferramenta de manejo eficaz no controle da
murcha bacteriana em tomateiro.
Resumo gráfico
Produção de tomate atingiu 589 kt em 2021 em Moçambique, segundo Faostat. Isso
representa 6,45% a mais do que no ano anterior.
Historicamente, a produção de tomate em Moçambique atingiu um máximo histórico de
700 kt em 2019 e um mínimo histórico de 0,963 kt em 1961.
Moçambique foi classificado 39º dentro do grupo de 153 países que seguimos em termos de
produção de tomate. Fonte: Faostat ltima atualização: 22 de outubro de 2023
Produção de Tomate em Moçambique | Biblioteca Helgi ([Link])
ENXERTIA EM TOMATEIRO: ALTERNATIVA PARA PRODUÇÃO EM
SOLOS INFESTADOS POR Ralstonia solanacearum NA AMAZÔNIA
BRASILEIRA
RESUMO
A enxertia em hortaliças tem se tornado alvo de inúmeras pesquisas relacionadas ao
controle de doenças e melhoria de características agronómicas destas espécies.
Problemas fitossanitários que incidem na cultura do tomateiro (Solanum lycopersicum)
carecem de desenvolvimento de pesquisas visando novas tecnologias de controle, sendo
os agentes causais destes problemas de natureza variada. Dentre estes, a murcha-
bacteriana causada pela bactéria Ralstonia solanacearum ganha destaque, pois pode
causar perdas variáveis de até 100% na produção, sendo considerada uma das doenças
mais importantes do tomateiro na Amazônia Brasileira. Diante do exposto, surge como
alternativa limpa e viável para o controle da doença a técnica da enxertia, que não
requer mudança drástica no manejo da cultura. Desta forma, o presente trabalho
consistiu na realização de revisão de literatura referente aos últimos trabalhos
relacionados a enxertia em hortaliças com ênfase no tomateiro para o controle de
doenças.
Palavras-Chave: Cultura do tomateiro, técnica da enxertia, controle de doenças.
ABSTRACT
Grafting in vegetables has become the target of numerous researches related to the
control of diseases and improvement of the agronomic characteristics of these species.
Phytosanitary problems that affect the tomato crop (Solanum lycopersicum) need to
develop research aimed at new control technologies, being the causal agents of these
problems of a varied nature. Among these, the bacterial wilt caused by the bacterium
Ralstonia solanacearum is highlighted, as it can cause variable losses of up to 100% in
the production, being considered one of the most important diseases of the tomato in the
Brazilian Amazon. In view of the above, the grafting technique, which does not require
a drastic change in crop management, appears as a clean and viable alternative for
disease control. In this way, the present work consisted in the accomplishment of
literature review referring to the last works related to grafting in vegetables with
emphasis in the tomato for the control of diseases.
Key-words: Tomato culture, grafting technique, disease control.
INTRODUÇÃO.
El culti Problemas fitossanitários que incidem na cultura do tomateiro (Solanum
lycopersicum) carecem de desenvolvimento de pesquisas visando novas tecnologias de
controlo, sendo os agentes causais destes problemas de natureza variada. Dentre estes, a
murcha-bacteriana causada pelas bactérias Ralstonia solanacearum e Ralstonia
pseudosolanacearum ganha destaque, pois pode causar perdas variáveis de até 100% na
produção, sendo considerada uma das doenças mais importantes do tomateiro (LOPES e
ÁVILA, 2005), agravada pelas características ambientais da Amazónia que favorecem o
desenvolvimento da bactéria.
Desta forma, surge como alternativa em curto prazo para o controle da doença o uso da
técnica de enxertia, que consiste no uso de porta-enxertos resistentes sob uma cultivar
comercial, sendo o porta-enxerto de outra cultivar, espécie ou gênero em relação ao
enxerto, mas de mesma família botânica. O objectivo principal da enxertia tem sido
evitar o contato da planta susceptível com o patógeno, geralmente presente no solo,
isolando-se a planta susceptível do patógeno, por meio do porta-enxerto resistente
(PEIL, 2003). Embora seja mais usada para o controle de doenças de solo, a técnica vem
sendo utilizada na olericultura em plantas das famílias Solanaceae e Cucurbitaceae, com
o intuito de conferir resistência a temperaturas extremas, à seca ou excesso de água,
salinidade do solo e também aumentar a capacidade de absorver nutrientes (SIRTOLI et
al., 2011).
A técnica de enxertia se sobressai diante de outras técnicas de controle da murcha-
bacteriana de eficiência pouco conhecida como a solarização (BAPTISTA et al., 2007),
emprego de vapor d’água, aplicação de produtos químicos no solo, e até mesmo sobre a
técnica da hidroponia em virtude da não necessidade de mudança drástica no manejo da
cultura (SANTOS, 2003). A prática da rotação de culturas com pastagens por grandes
períodos de tempo (FILGUEIRA, 2008) é comumente recomendada, entretanto
inviabiliza o aproveitamento econômico da área, em especial em cultivo protegido, com
a cultura durante o período da rotação.
Apesar do alto número de pesquisas visando o aumento do potencial agronômico da
cultura e do controle de patógenos de solo através da enxertia e também de outras
técnicas, o cultivo do tomateiro de forma comercial na Amazônia ainda não acontece
em grande escala em função do desconhecimento de técnicas viáveis economicamente.
A Amazônia é tradicionalmente dependente da importação de tomate do Nordeste e
Sudeste do país, produzindo apenas 5% da demanda regional (CHENG e ROGRIGUES,
1995) sendo fator importante para a motivação de pesquisas visando o cultivo do
tomateiro na região.
Os primeiros registros da enxertia em hortaliças no Brasil surgiram na região Norte,
onde imigrantes japoneses no estado do Pará enxertavam o tomateiro em jurubeba
nativa da região, como medida de controle da murcha bacteriana. Entretanto, devido a
outros problemas de cunho fitossanitário aliados à pouca disponibilidade de mão de
obra para a realização da enxertia levaram ao abandono da tomaticultura e substituição
da cultura por outras mais adaptadas à região (LOPES e MENDONÇA, 2016).
METODOLOGIA
Foi realizada revisão bibliográfica com levantamento da literatura nacional e
internacional, com o objetivo de avaliar a potencialidade de espécies de solanáceas
nativas da região amazônica ou não, e cultivares de tomateiro, como porta-enxerto em
tomate comercial, sobre características agronômicas, qualidade dos frutos e no controle
da murcha bacteriana, subsidiando assim alternativas para o cultivo da cultura na
Amazônia, além de identificar os avanços tecnológicos da técnica.
REVISÃO DE LITERATURA
HISTÓRICO DA ENXERTIA EM HORTALIÇAS.
A produção de mudas de hortaliças enxertadas é de uso relativamente recente no Brasil,
sendo empregada em hortaliças das famílias Solanaceae e Cucurbitaceae. Entretanto, em
países como Japão, Holanda e Espanha, onde a produção de hortaliças apresenta caráter
mais intensivo, grande parte dos produtores vem adotando esta técnica com o objetivo
de conferir resistência a doenças de solo, evitando-se o contato da planta susceptível
(enxerto) com o patógeno, o que possibilita a produção de plantas hospedeiras mesmo
em áreas com presença de patógenos (PEIL, 2003).
Tal prática teve origem na Ásia a fim de controlar doenças veiculadas pelo solo, como a
murcha de fusarium (Fusarium spp.) na melancia. Desde então o uso desta técnica se
difundiu para outras partes do mundo, sendo predominantemente utilizada nas culturas
do melão (Cucumis melo), pepino (Cucumis sativus), tomate (Solanum lycopersicum),
pimenta (Capsicum annuum) e berinjela (Solanum melongena) com o objetivo de
controlar doenças do solo, melhorar qualidade dos frutos e a resposta das culturas ao
estresse abiótico causado pela umidade, salinidade, nutrientes tóxicos e temperaturas
extremas. Apesar da ênfase da enxertia no Brasil se fundamentar no controle de
patógenos de solo, países que utilizam constantemente a técnica e desenvolvem
tecnologias, já a utilizam buscando outros fins senão o controle de fitopatógenos de solo
(KING et al., 2010).
O uso de solanáceas silvestres como porta enxerto data da metade do século XX no
Japão, onde a berinjela cultivada (Solanum melongena) teria sido enxertada em uma
espécie de berinjela silvestre (Solanum integrifolium). Por sua vez, nos EUA, Datura
stramonium foi utilizada como porta enxerto em tomate visando o controle de
patógenos de solo; entretanto, não prosperou em função do alto investimento de mão de
obra e o acúmulo de alcalóides no fruto provindos dos tecidos do porta-enxerto
(KUBOTA et al., 2008). No Brasil, os primórdios da utilização de enxertia em
tomateiro datam de 1950 na Região Norte, onde imigrantes japoneses utilizaram
solanáceas nativas visando o controle da murcha-bacteriana (GALLI et al., 1968).
ENXERTIA EM HORTALIÇAS E NO TOMATEIRO.
Mesmo reconhecida a elevada importância da técnica de enxertia no que consiste ao
controle de doenças, pode-se dizer que, no Brasil, trabalhos de pesquisa desta natureza
são praticamente inexistentes em comparação com outros países, considerando o
impulso tomado nos últimos anos pelo cultivo protegido de hortaliças (GOTO et al.,
2010; LOPES e MENDONÇA, 2014).
Com o aumento das áreas de cultivo intensivo em ambiente protegido, também vem
aumentando os problemas relativos à alta incidência de doenças e a salinização do solo,
limitantes à produção. A técnica da enxertia surge como alternativa para minimizar
estes problemas, através do uso de porta-enxertos resistentes ou tolerantes a patógenos,
ou a condições adversas do solo (RIZZO et al., 2004). O objetivo principal da enxertia é
evitar o contato da planta susceptível com o patógeno, presente no solo, isolando-se a
cultivar susceptível do patógeno por meio do porta-enxerto resistente (PEIL, 2003).
A técnica de enxertia se sobressai diante de outras técnicas de controle da murcha
bacteriana de eficiência pouco conhecida como a solarização (BAPTISTA et al., 2007),
emprego de vapor d’água, aplicações de produtos químicos no solo, e até mesmo sobre
a técnica da hidroponia em virtude da não necessidade de mudança drástica no manejo
da cultura (SANTOS, 2003). A prática da rotação de culturas com pastagens por
grandes períodos de tempo (no mínimo 10 anos) (FILGUEIRA, 2008) é comumente
recomendada, entretanto inviabiliza o aproveitamento econômico da área com a cultura
durante o período da rotação. Como desvantagem, a escolha indevida de um porta-
enxerto pode levar a problemas na combinação enxerto/porta-enxerto, entre eles a falta
de adaptação ao ambiente, a baixa qualidade de frutos e quebra de resistência
(SIRTOLI et al., 2011).
A enxertia consiste na união de partes de duas plantas por meio da regeneração dos
tecidos, desenvolvendo a partir daí uma única planta com características desejáveis. O
enxerto é a planta que se deseja cultivar, geralmente susceptível a um patógeno, e o
porta-enxerto trata-se de planta resistente a determinado patógeno ou outra característica
desejável, vigorosa, com boa taxa de crescimento, que dificilmente produz frutos de
qualidade ou pode ser de outra espécie da que se deseja cultivar (WENDLING et al.,
2006).
MÉTODOS DE ENXERTIA E FATORES DE RELEVÂNCIA.
É grande a variedade de métodos de enxertia utilizados em hortaliças, todos derivados
basicamente dos métodos de enxertia por aproximação e por estaca. A escolha do
método deve considerar além das espécies de enxerto e porta-enxerto, as vantagens e
desvantagens ao produtor. Também é importante considerar que as plantas utilizadas
podem apresentar velocidade de crescimento diferenciada, o que pode interferir no
sucesso da enxertia (PEIL, 2003).
A incompatibilidade na enxertia pode ser definida como: a incapacidade de duas plantas
unidas pela enxertia se unirem, a incapacidade de uma planta enxertada crescer
normalmente, a ocorrência de morte prematura da planta enxertada ou ainda a
intolerância fisiológica a nível celular. Na literatura são encontrados três tipos de
incompatibilidade, sendo: incompatibilidade total, incompatibilidade com
descontinuidade dos tecidos no ponto de enxertia e incompatibilidade sem
descontinuidade dos tecidos (SALAYA, 1999; FONTANAZZA e BALDONI, 1992).
O sucesso da enxertia está ligado com a afinidade entre os tecidos próximos ao câmbio
e a formação do calo cicatricial. Não existe método capaz de predizer o sucesso ou
insucesso da enxertia entre plantas, mas infere-se que quanto maior a afinidade
botânica, maior será a compatibilidade entre as plantas. A afinidade relaciona-se com
aspectos morfológicos e fisiológicos da planta, sendo que a afinidade morfológica se
refere ao diâmetro e número dos vasos condutores das plantas que se unem, enquanto a
afinidade fisiológica está relacionada com a composição da seiva e quantidade desta
(PEIL, 2003).
Entretanto, a relação entre a compatibilidade e incompatibilidade entre duas plantas
ainda é muito complexa, fato que existe entre estes dois extremos situações diversas. A
simples cicatrização da enxertia não está totalmente relacionada à completa
compatibilidade entre os tecidos. Existem combinações de espécies que cicatrizam no
ponto de enxertia, mais o crescimento da planta enxertada revela diversas desordens
(GOTO et al., 2003).
Um estudo em que se trabalha com enxertia, principalmente avaliando o potencial de
porta-enxertos, investigar a fundo o processo de compatibilidade e união entre as
plantas é essencial. Uma ferramenta para observar as interações entre plantas enxertadas
são os cortes histológicos na região da enxertia. Segundo MOORE (1984) e
HARTMANN et al. (1997), a união compatível entre as plantas enxertadas compreende
de três etapas: adesão entre os tecidos; proliferação e entrelaçamento das células na
união e diferenciação vascular. Isto pode ser observado através de microscopia de cortes
histológicos na união das plantas.
SALAZAR (2013), avaliando porta-enxertos na produção de maracujazeiro, observou
histologicamente os processos de cicatrização e reconstituição vascular das plantas
enxertadas, concluindo que o calo cicatricial foi formado a partir da proliferação de
células parenquimáticas do sistema radial, associado ao processo de soldadura entre o
enxerto e o porta-enxerto.
Alguns fatores ambientais pós-enxertia estão diretamente ligados à cicatrização entre as
plantas, destacando-se a temperatura, umidade e luminosidade. Segundo PEIL (2003),
existem fatores determinantes para o sucesso da enxertia, destacando-se: a presença de
oxigênio no ponto de enxertia, ampla superfície de contato entre as plantas, cuidados
fitossanitários a se evitar infecções por patógenos nos tecidos expostos e condições
ambientais pós-enxertia favoráveis.
RELATOS DE PORTA ENXERTOS EM USO NO BRASIL.
Visando o controle da murcha bacteriana, o porta-enxerto utilizado pode ser um
genótipo de tomateiro ou solanáceas resistentes pertencentes a espécies ou gêneros
distintos, sendo algumas já conhecidas como as “jurubebas”
(gênero Solanum subgênero Leptostemonum), o jiló e a berinjela (GOTO et al., 2003;
LOPES e MENDONÇA, 2014). Vale salientar que nem todas as espécies possuem
características morfo-fisiológicas que possibilitam a enxertia, mesmo pertencendo à
mesma família botânica sendo, por vezes, observada incompatibilidade entre espécies
da mesma família (PEIL, 2003).
Contudo, a utilização de acessos de tomateiro como porta-enxerto, apesar de possuir
compatibilidade e facilitar a enxertia, não oferece proteção tão alta como àquela obtida
quando utilizado porta-enxertos de outras espécies e gêneros da família Solanaceae. Isso
se deve porque os híbridos de tomate existentes no mercado possuem resistência
incompleta, variando de efetividade de acordo com as condições ambientais e a
agressividade do isolado bacteriano (LOPES, 2009). Por esta razão, na Amazônia onde
as condições ambientais são propícias e a variabilidade do patógeno é grande devida sua
ocorrência natural nos solos (COELHO NETTO et al., 2004) combinações de
tomateiro-tomateiro dificilmente são eficientes.
A fragilidade de porta-enxertos comerciais de tomateiro foi observada por LOPES et al.
(2015) que, avaliando a resistência dos híbridos comerciais “Guardião”, “Muralha”,
“Protetor” e “Magnet” sobre isolados de R. solanacearum, utilizando como testemunha
resistente a linhagem “Hawaii 7996” e como testemunha susceptível a linhagem “L
390” observaram que em condições favoráveis ao desenvolvimento do patógeno na
presença de isolados altamente virulentos, a enxertia pode não ser efetiva. Os resultados
indicaram ainda que alguns híbridos comerciais disponíveis no mercado ofereceram
significativa proteção contra a murcha bacteriana em baixa densidade de inóculo e/ou
em condições desfavoráveis a doença. Findou ressaltando que outras Solanum spp.
podem ser avaliadas como porta-enxertos mais efetivos na proteção contra maior
número de patógenos, como genótipos de berinjela, jiló, cubiu ou jurubeba, resolvido os
problemas de compatibilidade.
Neste sentido, LOPES (2009) afirma que a enxertia sobre outra solanácea diferente do
tomate, como por exemplo jurubeba, proporciona melhor nível de proteção a murcha
bacteriana, porém requer nível de planejamento melhor visando à sincronização do
plantio do enxerto e porta-enxerto, além da possibilidade de ocorrência de
incompatibilidade entre as plantas.
No Brasil, é grande o número de espécies de solanáceas silvestres, que apesar de não
serem exploradas comercialmente possuem potencial para uso em programas de
melhoramento genético por apresentarem genes de resistência a fitopatógenos, pragas e
estresses abióticos e bióticos (MIRANDA et al., 2010).
CONTROLE DA MURCHA BACTERIANA COM O USO DA ENXERTIA.
MEDEIROS et al. (2011) avaliando a resistência à murcha bacteriana dos tomateiros
híbridos Ogata, Fukuju, Rally e Gold e a variedade não híbrida Santa Bárbara
enxertados em jiló em sistema de cultivo protegido no estado do Acre, relataram
porcentagem de compatibilidade de 95% a 98% entre os tratamentos. Neste estudo as
variedades enxertadas apresentaram aspectos saudáveis e produtividade duas vezes
superior que as plantas pé franco. Concluíram que o porta-enxerto S.
aethiopicum apresentou resistência a R. solanacearum, pois a quantidade de plantas que
demonstraram sintomas da murcha bacteriana foi zero, mostrando-se promissor na
utilização como porta-enxerto para o controle da doença.
Tal resultado vai de encontro com o descrito por GOTO et al. (2003), que considera S.
aethiopicum como suscetível a murcha-bacteriana. Em contrapartida, FILGUEIRA
(2008) descreve que a cultivar de jiló “Tinguá” apresenta resistência à doença. Deste
modo, observa-se que a resistência a murcha bacteriana é em função da variedade ou
acesso, e não da espécie em si.
FERNANDES (2016) avaliando cubiu, jurubeba e tomateiro Yoshimatsu como porta-
enxertos na cultura do tomateiro para o controle de murcha bacteriana, observou que
plantas de tomate enxertadas em cubiu não desenvolveram os sintomas da doença,
podendo ser indicado para a produção de mudas e plantios em áreas com a presença do
patógeno.
SOUZA et al. (2013) avaliando linhagens e cultivares de tomateiro resistentes à murcha
bacteriana desenvolvidas na Amazônia (grupo Yoshimatsu), observaram que gerações
avançadas de tomate provenientes da variedade Yoshimatsu são geneticamente
adaptadas para o cultivo no estado do Amazonas, tanto em terra firme quanto em
várzea, recomendando o uso destas progênies para o plantio de pé franco ou para porta-
enxerto em função de sua resistência ao complexo murcha bacteriana em tomateiro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso da técnica da enxertia visando o controle de doenças, dentre elas a murcha
bacteriana, além da melhoria de características agronômicas e da qualidade dos frutos
vem sem mostrando alternativa de grande importância no aumento da produtividade de
hortaliças, levando áreas infestadas por doenças a se tornarem produtivas, além de poder
levar à uma diminuição do emprego de defensivos agrícolas nas culturas. Devido à alta
demanda atual por alimentos, encontrar alternativas para produção sustentável se faz
necessária, de modo que se torna necessário o aumento de pesquisas em relação a
técnica.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAPTISTA, M. J.; JUNIOR, F. B. R.; XAVIER, G. R.; ALCÂNTARA, C.;
OLIVEIRA, A. R.; SOUZA, R. B.; LOPES, C. A. 2007. Eficiência da solarização e
biofumigação do solo no controle da murcha-bacteriana do tomateiro no
campo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.42, n.7, 933-938.
CHENG, S. S.; RODRIGUES, J. E. L. F. 1995. Cultura do tomateiro na Amazônia
Oriental. EMBRAPA-CPATU. Circular técnica nº 68. 24pp.
COELHO NETTO, R. A., PEREIRA, B. G., NODA, H.; BOHER, B. 2004. Murcha
bacteriana no estado do Amazonas, Brasil. Fitopatologia Brasileira, v.29, p.021-027.
FILGUEIRA, F. A. R. 2008. Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna
na produção e comercialização de hortaliças. 3ª ed. Viçosa, MG: Ed. UFV. 421pp.
FONTANAZZA, G.; BALDONI, L. 1992. Propagazione e miglioramento genético. In:
LALATTA, F. (Ed.) Frutticoltura generale. Roma: REDA, p.127-280.
GALLI, F.; TOKESHI, H.; CARVALHO, P. C. T.; BALMER, E.; KIMATI, H.;
CARDOSO, C. O. N.; SALGADO, C. L. 1968. Manual de Fitopatologia: doenças das
plantas e seu controle. São Paulo: Ceres, 640pp.
GOTO, R.; SANTOS, H. S.; CAÑIZARES, K. A. L. 2003. Enxertia em
hortaliças. Botucatu: Editora UNESP, 86pp.
GOTO, R.; SIRTOLI, L. F.; RODRIGUES, J. D.; LOPES, M. C. 2010. Produção de
tomateiro, híbrido Momotaro, em função do estádio das mudas e da enxertia. Ciência e
Agrotecnologia, v.34, n.4, p.961-966.
HARTMANN, H. T.; KESTER, D. E.; DAVIES JR., F. T.; GENEVE,R.L.(1997) Plant
propagation: principles and practices. [Link]. New Jersey: Prentice-Hall, 1997. 770 p.
KING, S. R.; DAVIS, A. R.; ZHANG, X.; CROSBY, K. 2010. Genetics, breeding and
selection of rootstocks for Solanaceae and Cucurbitaceae. Scientia Horticulturae,
v.127, p.106-111.
KUBOTA, C.; MCCLURE, M. A.; KOKALIS-BURELLE, N.; BAUSHER, M. G.;
ROSSKOPF, E. N. 2008. Vegetable grafting: history, use, and current technology status
in North America. HortScience, Alexandria, v.43, p.1664-1669.
LOPES, C. A.; ÁVILA, A. C. 2005. Doenças do tomateiro. Brasília, DF: Embrapa
hortaliças, 151pp.
LOPES, C. A.; BOITEUX, L. S.; ESCHEMBACK, V. 2015. Eficácia relativa de porta-
enxertos comerciais de tomateiro no controle da murcha-bacteriana. Horticultura
Brasileira, v.33, n.01, p.125-130.
LOPES, C. A. 2009. Murcha bacteriana ou murchadeira: uma inimiga do
tomateiro em climas quentes. Brasília, DF. Comunicado Técnico Embrapa 67. 07pp.
LOPES, C. A.; MENDONÇA, J. L. 2014. Enxertia em tomateiro para o controle da
murcha-bacteriana. Embrapa Hortaliças. Circular técnica nº 131. 8pp. Disponível em:
<[Link]
Acesso em: 28 set. 2012.
LOPES, C. A.; MENDONÇA, J. L. 2016. Reação de acessos de jurubeba à murcha
bacteriana para uso como porta-enxerto em tomateiro. Horticultura Brasileira, v.34,
n.3, p.356-360.
MEDEIROS, J. A.; ARAÚJO, D. M.; VEIGA, F. 2011. Controle da Murcha Bacteriana
por meio da enxertia de tomate com jiló no município de Rio Branco-AC. Cadernos de
Agroecologia. v.6, n.2.
MIRANDA, B. E. C.; BOITEUX, L. S.; REIS, A. 2010. Identificação de genótipos do
gênero Solanum (secção Lycopersicon) com resistência a Stemphylium
solani e Stemphylium lycopersici. Horticultura Brasileira, v.28, n.2, p.178-184.
MOORE, R. (1984) A model for graft compatibility-incompatibility in higher
plants. American Journal of Botany, v.71, n.5, p.752-758, 1984.
PEIL, R. M. 2003. A enxertia na produção de mudas de hortaliças. Ciência
Rural. Santa Maria, v.33, n.6, p.1169-1177.
RIZZO, A. A. N.; CHAVES, F. C. M.; LAURA, V. A.; GOTO, R. 2004. Avaliação de
métodos de enxertia e porta-enxertos para melão rendilhado. Horticultura Brasileira,
v.22, n.4, p.808-810.
SANTOS, H. S.; GOTO, R.; KOBORI, R. F. 2003. Importância da enxertia em
hortaliças. In: GOTO, R.; SANTOS, H. S.; CAÑIZARES, K. A. L. Enxertia em
hortaliças. São Paulo: UNESP. p.15-20.
SALAYA, G. F. G. 1999. Fruticultura: el potencial productivo. 2ª ed. México:
ALFAOMEGA, Ediciones Universidad Católica de Chile, 342pp.
SALAZAR, A. H. 2013. Avaliação de diferentes porta-enxertos na produção de
maracujazeiro (Passiflora edulis Sims). 71f. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia).
Universidade Federal de Viçosa, MG.
SIRTOLI, L. F.; CERQUEIRA, R. C.; RODRIGUES, J. D.; GOTO, R.; BRAGA, C. L.
2011. Enxertia no desenvolvimento e qualidade de frutos de tomateiro sob diferentes
porta-enxertos em cultivo protegido. Scientia Agrária Paranaensis, v.10, n.3, p.15-22.
SOUZA, N. M.; BLIND, A. D.; FILHO, D. F. S.; RODRIGUES, H. S.; NODA, H.
2013. Avaliação de linhagens e cultivares de tomate resistentes à murcha bacteriana
(Ralstonia solanacearum) desenvolvidas na Amazônia. Enciclopédia Biosfera, Centro
Científico Conhecer - Goiânia, v.9, n.16, p.400.
WENDLING, I.; DUTRA, L. F.; GROSSI, F. 2006. Produção de mudas de espécies
lenhosas. Colombo: Embrapa Florestas, Documentos 130, 29pp.