UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Extensão de Nacala
Licenciatura em Contabilidade e Auditoria
Higiene e Segurança no Trabalho
Discentes:
Alfredo da Silva Carlitos
Emelota José Silvério
Lurdes Isidro
Nailah Mansur
Nacala, Março de 2024
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Extensão de Nacala
Licenciatura em Contabilidade e Auditoria
Higiene e Segurança no Trabalho
Trabalho de carácter avaliativo da cadeira de
Gestao de Recursos Humanos, ser
apresentado na UCM, Extensão de Nacala,
sob observação da Docente Amina Neto.
Nacala, Março de 2024
ii
ÍNDICE
INTRODUÇÃO................................................................................................................................4
HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO...............................................................................5
1. Conceitos básicos......................................................................................................................5
1.1. Higiene do trabalho...............................................................................................................5
1.2. Segurança do trabalho...........................................................................................................5
1.3. Risco ou Fenómeno perigoso; agentes geradores de risco....................................................6
1.4. Situação perigosa...................................................................................................................6
1.5. Acidente ou Dano..................................................................................................................6
1.6. Acidente de trabalho..............................................................................................................6
1.7. Dano para a saúde (provocado pelo trabalho).......................................................................6
1.8. Evento desencadeador...........................................................................................................7
1.9. Prevenção..............................................................................................................................7
2. Análise de riscos.......................................................................................................................7
3. Prevenção e a segurança. Noções básicas.................................................................................8
4. Exposição ao ruído..................................................................................................................10
4.1. Exposição ao ruído: consequências e prevenção.................................................................10
5. Segurança de máquinas e equipamentos de trabalho..............................................................10
5.1. Regras de boa prática...........................................................................................................10
5.2. Verificação de segurança dos equipamentos de trabalho....................................................11
6. Equipamentos de Protecção Individual (EPI).........................................................................11
7. Abordagem ergonômica do posto de trabalho........................................................................12
CONCLUSÃO................................................................................................................................14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................................15
iii
INTRODUÇÃO
A higiene e segurança no trabalho são áreas fundamentais para garantir um ambiente de
trabalho saudável e prevenir acidentes e doenças ocupacionais. A implementação de medidas
preventivas e a conscientização dos trabalhadores sobre a importância dessas áreas são
fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, além de prevenir prejuízos
financeiros para as empresas.
As consequências da falta de higiene e segurança no trabalho podem ser graves, incluindo
acidentes, lesões, doenças ocupacionais, afastamentos e até mesmo mortes. Além disso, a falta de
medidas preventivas pode gerar prejuízos financeiros para a empresa, como multas e
indemnizações.
Por isso, é fundamental que as empresas estejam sempre atentas à higiene e segurança no
trabalho, implementando medidas preventivas e promovendo a conscientização dos trabalhadores
sobre a importância dessas áreas para a sua saúde e bem-estar. Nesse trabalho, serão abordados os
principais aspectos relacionados à higiene e segurança no trabalho.
Objetivo Geral
Analisar a importância da implementação de medidas de higiene e segurança no trabalho
para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.
Objetivos Específicos
Identificar os principais riscos ambientais presentes em empresas de diferentes setores e
propor medidas de prevenção.
Avaliar a eficácia dos programas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais
implementados por empresas.
Investigar as consequências da falta de medidas de higiene e segurança no trabalho para a
saúde e bem-estar dos trabalhadores e para as empresas.
iv
HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO
Segundo Santos (2018), Higiene e Segurança no Trabalho são áreas fundamentais para
garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, bem como para prevenir acidentes de trabalho e
doenças ocupacionais. Essas áreas são regulamentadas por normas específicas criadas pelo
Ministério do Trabalho e Emprego, conhecidas como Normas Regulamentadoras, que
estabelecem as diretrizes e os requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças
relacionadas ao trabalho.
É importante lembrar que a higiene e a segurança no trabalho não são apenas
responsabilidades dos empregadores, mas também dos próprios trabalhadores. Todos
devem trabalhar juntos para garantir que o ambiente de trabalho seja seguro e saudável.
Os empregadores devem fornecer os equipamentos de segurança necessários, treinamento
adequado e supervisionar as condições de trabalho, enquanto os trabalhadores devem
seguir as normas de segurança e higiene estabelecidas e relatar quaisquer problemas que
possam surgir. (Ferreira, Gomes & Souza, 2020, p. 19).
A implementação de medidas de higiene e segurança no trabalho pode trazer muitos
benefícios, como a redução de acidentes de trabalho, melhoria do ambiente de trabalho, redução
de custos com licenças médicas e aumento da produtividade dos trabalhadores. Portanto, é crucial
que empresas e trabalhadores sejam diligentes na promoção dessas medidas para garantir um
ambiente de trabalho saudável e seguro.
1. Conceitos básicos
1.1. Higiene do trabalho
De acordo com Francisco e Fonseca (2002, p. 11), a higiene do trabalho “integra um
conjunto de metodologias não médicas necessárias à prevenção das doenças profissionais, tendo
como principal campo de acção o controlo dos agentes físicos, químicos e biológicos presentes
nos componentes materiais do trabalho.” Assenta fundamentalmente em técnicas e medidas que
incidem sobre o ambiente de trabalho.
1.2. Segurança do trabalho
Ainda segundo Francisco e Fonseca (2002, p. 11), a segurança do trabalho “integra um
conjunto de metodologias adequadas à prevenção de acidentes de trabalho, tendo como principal
campo de acção o reconhecimento e o controlo dos riscos associados ao local de trabalho e ao
processo produtivo (materiais, equipamentos, e modos operatórios).”
v
1.3. Risco ou Fenómeno perigoso; agentes geradores de risco
Francisco e Fonseca (2002, p. 11) afirma “Causa/Fenómeno capaz de provocar uma lesão
ou dano para a saúde. É, normalmente, medido em função da probabilidade e das consequências
da ocorrência de um acidente.”
1.4. Situação perigosa
De acordo com Francisco e Fonseca (2002, p. 11), “é toda a situação em que a pessoa é
exposta a um ou mais riscos ou fenómenos perigosos”.
Fonte: Francisco e Fonseca (2002, p. 11)
1.5. Acidente ou Dano
Acontecimento não planeado que provoque a morte, um dano para a saúde, um ferimento,
um prejuízo ou outras perdas. (Francisco & Fonseca, 2002, p. 11).
1.6. Acidente de trabalho
Acidente que se verifique no local e tempo de trabalho e produza directa ou
indirectamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte a morte ou a
redução na capacidade de trabalho ou de ganho. (Francisco & Fonseca, 2002, p. 11).
1.7. Dano para a saúde (provocado pelo trabalho)
Segundo Santos (2018, p. 34), dano para a saúde é a “perda de saúde comprovadamente
causada ou agravada pela actividade ou pelo ambiente de trabalho de uma pessoa.”
vi
1.8. Evento desencadeador
Evento que despoleta a sequência de acontecimentos que resultam num dano.
1.9. Prevenção
Segundo Santos (2018, p. 34), prevenção é a “acção de evitar ou diminuir os riscos
profissionais através de um conjunto de medidas adoptadas em todas as fases da vida das
empresas.”
Fonte: Francisco e Fonseca (2002, p. 12)
2. Análise de riscos
De acordo com Francisco e Fonseca (2002, pp. 13-16), “a análise de riscos, além de ser
uma obrigação legal, é um dos mais poderosos processos de promover uma atitude positiva
relativamente à Higiene e Segurança no Trabalho no seio das organizações, porque:”
Contribui decisivamente para reduzir a probabilidade de acidente ou doença profissional;
Envolve várias pessoas na discussão sobre a segurança do local de trabalho;
Contribui significativamente para a mudança de comportamentos;
Coloca-nos do lado correcto da lei.
O processo segue as seguintes etapas:
i. Observar/Identificar riscos: para facilitar os registos e, poste- riormente, a definição das
medidas a adoptar, classifique os riscos de acordo com a sua natureza Física, Química,
Biológica ou Natural (ex.: riscos de origem biológica).
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ii. Identifique quem e quantas são as pessoas expostas ao risco: operador, trabalhadores
que permaneçam ou circulem na zona em análise, visitantes, etc. E, para cada risco
identificado, defina/descreva as situações perigosas, exemplos: mãos do operador da
prensa na zona perigosa, fontes de ignição na zona de armazenamento de combustíveis,
etc..
iii. Avaliar o risco: nesta fase é útil quantificar o risco. Uma forma simplificada de o fazer, é
considerar o risco como uma função da probabilidade de ocorrência da situação
perigosa/frequência da exposição ao risco (P) e da severidade (S) dos danos que daí
possam resultar em caso de acidente.
iv. Medidas para combater o risco: para cada risco defina as medidas Construtivas e/ou
Organizacionais adequadas, tendo em conta:
A hierarquia e os processos;
A análise custo/benefício associada a cada medida preconizada;
O grau de urgência para a adopção de cada medida;
v. Registos: A informação recolhida durante o processo, é preciosa para apoio à decisão
noutros projectos. Constitua um dossiê do projecto com todos os documentos e registos
com ele relacionados. Incluindo aquelas “notinhas” manuscritas em pedaços de papel.
3. Prevenção e a segurança. Noções básicas
De acordo com Francisco e Fonseca (2002, pp. 17-25), “a prevenção e a segurança no
ambiente de trabalho são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores,
bem como para prevenir acidentes e doenças ocupacionais. Neste contexto, destacam-se diversos
pontos importantes, tais como:”
i. Segurança estrutural: a segurança estrutural é fundamental para garantir a integridade
dos trabalhadores. Isso inclui a manutenção periódica de equipamentos e estruturas, como
paredes, telhados, pisos e escadas, para prevenir quedas e acidentes.
viii
ii. Ventilação industrial: a ventilação industrial é importante para garantir a qualidade do ar
no ambiente de trabalho, evitando a exposição dos trabalhadores a poeiras, vapores e
gases tóxicos que podem causar doenças respiratórias e outras complicações de saúde.
iii. Higiene industrial: a higiene industrial envolve medidas para garantir um ambiente de
trabalho limpo e saudável, com ações que incluem a limpeza e desinfecção de ambientes e
equipamentos, controle de ruídos, iluminação adequada, ventilação, controle de
temperatura, entre outros.
iv. Ambiente térmico: o ambiente térmico é fundamental para garantir o conforto térmico
dos trabalhadores, evitando tanto o calor quanto o frio excessivo. Isso é importante para
prevenir a fadiga e outras complicações de saúde relacionadas ao clima.
v. Radiações: a exposição a radiações é um risco presente em diversas atividades
profissionais, como na radiologia e em trabalhos com materiais radioativos. É importante
que a empresa adote medidas preventivas para garantir a segurança dos trabalhadores,
como a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados.
vi. Movimentação e transporte interno de cargas: a movimentação e o transporte interno
de cargas podem ser fontes de riscos para os trabalhadores, como lesões por esforço
repetitivo, quedas e acidentes. É importante que a empresa adote medidas para prevenir
esses riscos, como a utilização de equipamentos de transporte adequados, treinamentos
para os trabalhadores e sinalização de áreas de risco.
vii. Segurança contra incêndios: a segurança contra incêndios é fundamental para garantir a
integridade dos trabalhadores e a preservação do patrimônio da empresa. Isso inclui a
adoção de medidas preventivas, como a implantação de sistemas de detecção e combate a
incêndios, treinamentos para os trabalhadores e sinalização de rotas de fuga.
A prevenção e a segurança no ambiente de trabalho são fundamentais para garantir a
saúde e o bem-estar dos trabalhadores, bem como para prevenir acidentes e doenças
ocupacionais. A adoção de medidas preventivas em relação à segurança estrutural, ventilação
industrial, higiene industrial, ambiente térmico, radiações, movimentação e transporte interno de
cargas e segurança contra incêndios deve ser uma prioridade para as empresas, de forma a
garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro para todos os colaboradores.
ix
4. Exposição ao ruído
4.1. Exposição ao ruído: consequências e prevenção
A exposição ao ruído é um problema comum em diversas atividades profissionais,
podendo causar danos à saúde dos trabalhadores, como perda auditiva, zumbido no
ouvido e estresse. A intensidade do ruído é medida em decibéis (dB), sendo que a
exposição acima de 85 dB pode causar danos à saúde auditiva. A prevenção da exposição
ao ruído é fundamental para garantir a saúde dos trabalhadores. Isso inclui a adoção de
medidas preventivas, como a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs)
adequados, a implantação de programas de conservação auditiva, a utilização de barreiras
acústicas e a redução do tempo de exposição ao ruído. (Francisco e Fonseca, 2002, p. 28).
Além disso, é importante que os trabalhadores sejam treinados para reconhecer os riscos
relacionados à exposição ao ruído, bem como para utilizar corretamente os equipamentos de
proteção auditiva. A realização de avaliações periódicas da saúde auditiva dos trabalhadores
também é importante para identificar precocemente eventuais danos causados pela exposição ao
ruído.
5. Segurança de máquinas e equipamentos de trabalho
5.1. Regras de boa prática
Tal como na generalidade das áreas da Saúde e Segurança do Trabalho, os riscos de
acidente com máquinas estão relacionados com: o perigo real, medido pela severidade dos
danos que possam decorrer do contacto com os componentes da máquina; a
subjectividade da percepção do risco, com que cada indivíduo identifica os vários perigos
e a sua capacidade para os prevenir. (Coutinho & Couto, 2015, p. 37).
Coutinho e Couto (2015, p. 37), ainda acrescentam que qualquer estratégia de prevenção
dos acidentes relacionados com as máquinas deve, assim, ser dirigida para a redução do perigo
real, através do uso de máquinas intrinsecamente seguras e para o incremento da percepção do
risco, proporcionando a cada indivíduo a informação, a formação e o treino adequados à sua
prevenção.
Mas lembremos que os empregadores (utilizadores) são legalmente responsáveis por
colocar à disposição dos empregados equipamentos de trabalho em boas condições de
funcionamento e segurança. Na utilização, siga as recomendações do fabricante e nunca use a
máquina para outros fins que não aqueles para os quais foi concebida e fabricada.
x
5.2. Verificação de segurança dos equipamentos de trabalho
Periodicamente proceda a verificação de segurança dos equipamentos de trabalho. Para o
efeito, existem organismos competentes que, além da análise de riscos, prestam apoio
técnico na definição de soluções para colocação das máquinas em conformidade com os
requisitos de segurança aplicáveis. (Francisco e Fonseca, 2002, p. 32).
6. Equipamentos de Protecção Individual (EPI)
Segundo Francisco e Fonseca (2002, p. 33), “ao adoptar como medida de segurança a
utilização dos EPI provocam, no trabalhador, um “conflito” entre as razões de segurança que o
levam a usá-los e o desconforto e esforço adicional na execução das suas tarefas, muitas vezes
motivadores da sua rejeição.” Quando se trata de protecção individual o princípio é: “Proteger tão
pouco quanto possível, mas tanto quanto necessário”.
A participação dos trabalhadores na escolha dos equipamentos que eles próprios vão usar,
além de ser um factor de aderência à solução, diminui a possibilidade de inadaptação dos EPI às
características físicas de cada um. Os EPI devem ser cómodos, robustos, leves, adaptáveis e
homologados. E na sua selecção devem ter-se em conta os riscos a que o trabalhador está
exposto, as condições de trabalho, a parte do corpo que se pretende proteger e as características
do próprio trabalhador.
Principais tipos de protecção individual
Riscos Proteger EPI Observações
Queda de objectos Existem em liga de alumínio, plástico
Cabeça Capacete termoendurecível ou termoplástico. O
Pancadas violentas
tipo de actividade e condições de
Projecção de trabalho determinam a solução.
partículas
Projecção de poeiras Os vidros filtram as radiações
e Partículas prejudiciais e, consoante a aplicação,
Olhos e Óculos devem resistir ao choque, corrosão e/ou
Luz visível, invisível rosto
ou raio laser. e viseiras radiações. Os óculos não devem limitar
o campo de visão mais que 20%.
Acção química
Acção térmica
xi
Vias Máscaras filtrantes, filtros de gases e
Inalação de Filtrantes vapores, filtros físicos e filtros mistos.
respiratória
substâncias ou Aparelhos isolantes autónomos ou não.
s
perigosas Isolantes Seleccionam-se de acordo com o tipo
de substância a evitar.
Quanto ao modo de funcionamento
Aparelho Abafadores classificam-se em aparelhos activos,
Ruído passivos, não lineares, e de
auditivo Tampões
comunicação. Devem usar-se sempre
que a exposição pessoal diária possa
exceder 85 dB(A).
Altas temperaturas O agente agressor determina o tipo de
Tronco Vestuário tecido ou material em que o vestuário
Fluidos corrosivos
deve ser confecionado.
Radiações
Calçado com biqueira de aço contra
Pés e
Sapatos queda de objectos, palmilha de aço se
membros há risco de perfuração, botins de
Botas
inferiores borracha para meios húmidos, com
Mecânicos
reflector aluminizado para resistir ao
Altas temperaturas calor, joelheiras, etc.
Químicos Consoante o tipo de risco a prevenir
Mãos e Luvas,
usam-se dedeiras, luvas, mangas ou
membros dedeiras,
braçadeiras de couro, tecido, borracha,
superiores mangas plástico ou malha metálica.
Sempre que exista o risco de queda
Cinto livre
Quedas em altura Pessoa
Arnés
deve usar-se cinto de segurança ou
arnés, ligado a um ponto resistente.
Fonte: Francisco e Fonseca (2002, p. 33)
7. Abordagem ergonômica do posto de trabalho
Segundo Ferreira, Gomes e Souza (2020, pp. 27-29), “a Ergonomia é uma área
multidisciplinar que se preocupa com a adaptação do ambiente de trabalho às características
físicas e psicológicas dos trabalhadores.”
xii
A abordagem ergonômica do posto de trabalho é uma das principais áreas de atuação da
ergonomia, buscando adaptar o ambiente de trabalho às características físicas e
psicológicas dos trabalhadores. O objetivo é garantir que o posto de trabalho seja
confortável, seguro e produtivo, reduzindo o risco de lesões e doenças ocupacionais. Para
realizar a abordagem ergonômica do posto de trabalho, é necessário avaliar diversas
variáveis, como as características antropométricas dos trabalhadores, as exigências físicas
e cognitivas das atividades profissionais, a organização do trabalho e as condições
ambientais do local de trabalho. Dentre as principais medidas adotadas na abordagem
ergonômica do posto de trabalho, destacam-se: (Ferreira, Gomes e Souza, 2020, pp. 27-
29).
i. Altura do mobiliário: a altura do mobiliário deve ser adequada à altura dos
trabalhadores, de forma a garantir que a postura seja confortável e não cause fadiga
muscular. Por exemplo, a altura da mesa de trabalho deve ser ajustada para que os
cotovelos fiquem apoiados confortavelmente sobre a superfície da mesa.
ii. Posição do monitor: a posição do monitor deve ser ajustada de forma a garantir que os
trabalhadores não precisem girar o pescoço ou inclinar a cabeça para visualizar as
informações na tela. O monitor deve estar na altura dos olhos, a uma distância confortável
e com um ângulo de inclinação adequado.
iii. Cadeiras: a escolha de cadeiras ergonômicas é fundamental para garantir o conforto e a
saúde dos trabalhadores. As cadeiras devem ter encosto ajustável, apoio para os braços e
regulagem de altura. É importante que as cadeiras possuam uma boa capacidade de ajuste
para que possam ser adaptadas às características físicas de cada trabalhador.
iv. Iluminação: a iluminação adequada é fundamental para garantir a saúde visual dos
trabalhadores. A luz deve ser distribuída de forma uniforme, de modo a evitar reflexos e
sombras. É importante que o ambiente de trabalho seja iluminado de forma adequada,
levando em consideração as atividades profissionais realizadas e as características dos
trabalhadores.
v. Espaço de trabalho: o espaço de trabalho deve ser adequado às necessidades das
atividades profissionais, de forma a permitir que os trabalhadores realizem suas tarefas de
forma confortável e segura. O espaço deve ser organizado de forma a garantir a circulação
livre dos trabalhadores e a prevenção de acidentes.
xiii
CONCLUSÃO
Diante da análise realizada, fica evidente a importância da implementação de medidas
preventivas de higiene e segurança no trabalho para a prevenção de acidentes e doenças
ocupacionais. A conscientização dos trabalhadores sobre a importância dessas áreas e a adoção
de medidas preventivas podem garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro, além de
evitar prejuízos financeiros para as empresas. As empresas são responsáveis por garantir a saúde
e a segurança de seus colaboradores, por meio da implementação de programas de prevenção de
acidentes e doenças ocupacionais. Esses programas envolvem a avaliação dos riscos ambientais
presentes na empresa, a elaboração de medidas preventivas e a promoção de treinamentos e
capacitações para os trabalhadores.
xiv
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Santos, J. A. (2018). Gestão de segurança e saúde no trabalho: uma abordagem prática. São
Paulo: Atlas.
Ferreira, J. A.; Gomes, A. P. & Souza, A. V. (2020). Avaliação de riscos ocupacionais em uma
indústria química. São Paulo: Revista Brasileira de Saúde Ocupacional.
Coutinho, M. C. & Couto, R. A. (2015). Higiene e Segurança no Trabalho: Prevenção de
Acidentes e Doenças Ocupacionais. Revista Eletrônica Científica do CRA-PR.
Francisco, A & Fonseca, A. (2002). Higiene e Segurança no Trabalho. Lisboa: PRONACI -
Programa Nacional de Qualificação de Chefias Intermédias.
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