Divórcio Não Litigioso e Educação Infantil
Divórcio Não Litigioso e Educação Infantil
Faculdade de Direito
Curso de Direito
Beira
2023
Universidade Zambeze
Faculdade de Direito
Curso de Direito
O supervisor:
Dra. Esperança
i. DECLARAÇÃO DE HONRA
O autor
(Wilson Augusto Ziaveia Augusto)
_____________________________________________________
Data: ____ de _______________ de 2023
O Supervisor
(Dra. Esperança)
______________________________________________________
Data: ____ de _______________ de 2023
ii. DEDICATÓRIA
Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a
velhice.
Platão
O principal objectivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não
simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.
Jean Piaget
À Deus, Pela força espiritual para superar as dificuldades e para que este trabalho fosse
concluído com sucesso.
À UZ, ao corpo de docentes, em especial a Faculdade de Direito.
Ao meu Pai Augusto e minha mãe Luísa Manhique pela ajuda, força e todo o carinho ao
longo deste percurso.
Aos meus irmãos Pedro e Carmen, pelo incentivo e confiança. Aos meus amigos
Ângelo, Gilberto e Rafael Pela ajuda e forca incondicional.
Aos meus colegas de turma, pela compreensão, em especial ao meu colega e amigo
Ednilson C.D. Mondlane, pela ajuda e força.
A minha professora Esperança, pela paciência na orientação deste trabalho.
Enfim, agradeço a todos que, directa ou indirectamente, fizeram parte desta etapa
decisiva da minha vida, o meu muito obrigado.
iv. LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS
i. DECLARAÇÃO DE HONRA...................................................................................3
ii. DEDICATÓRIA........................................................................................................4
iii. AGRADECIMENTOS...........................................................................................5
vi. RESUMO...............................................................................................................8
I. CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO...............................................................................12
1.1. Contextualização..................................................................................................12
1.2. Justificativa...........................................................................................................13
1.3. Problematização...................................................................................................14
1.4. Hipóteses..............................................................................................................14
1.5. Objectivos.............................................................................................................14
2.2. Casamento............................................................................................................19
2.3. Família..................................................................................................................20
2.4. O divórcio.............................................................................................................21
3.1. Introdução.............................................................................................................25
3.6.1. População..........................................................................................................26
3.6.2. Amostra.............................................................................................................26
3.6.3. Amostragem......................................................................................................27
3.7.1. Questionário......................................................................................................27
V. CONCLUSÃO......................................................................................................34
I.1. Contextualização
As emoções comandam toda a nossa jornada na vida, somos movidos por elas.
As emoções desempenham um papel muito importante para o desenvolvimento do ser
humano, influenciando-o desde os primeiros momentos de vida. “Ao se desenvolver, a
criança assimila e aprende a controlar suas emoções de acordo com as suas vivências,
favorecendo, assim, os seus relacionamentos sociais”.
11
I.2. Justificativa
A escolha deste tema achou-se interessante porque as crianças que vivenciaram
no processo do divórcio dos pais, tiveram uma alteração no comportamento na escola
durante o período e apresentaram maiores dificuldades de aprendizagem e problemas de
socialização com seus colegas. Muitas crianças começam a ter desinteresse pela
aprendizagem durante o período de Divórcio dos pais e até mesmo por um longo tempo
após o divórcio.
O divórcio tem um papel muito importante, pois deve estar alerta aos sinais que
a criança apresente, como forma de se antever ao fracasso, deve também alertar os pais
para as mudanças de comportamento e fazer os encaminhamentos necessários. “Em
algumas separações, as crianças tornam-se muito agressivas e geram inúmeros
problemas dentro do ambiente no processo educacional dos filhos a vivência da situação
de divórcio dos pais, pelos. O divórcio é a dissolução do casamento deixando os sujeitos
livres e descompromissados do matrimónio assumido. Segundo Diniz (2006), o divórcio
é a dissolução de um casamento válido, ou seja, a extinção do vínculo matrimonial, que
se opera mediante sentença judicial ou não litigiosos, habilitando assim as pessoas a
buscarem novas núpcias.
12
I.3. Problematização
A forma como o casal enfrenta o fim do casamento, exige muitos cuidados
quando se tem filhos, principalmente pequenos, a actitude adoptada pelos pais podem
influenciar a vida afectiva de seus filhos, o divórcio não ocorre apenas entre os pais,
mas estende-se ao relacionamento entre pais e filhos que permitiram aferir que as
alterações afectivas na vida dos filhos, provocadas pela vivência do divórcio dos pais
são intensas e duradouras, comprometendo seus relacionamentos futuros e demais
condições emocionais.
1.4. Hipóteses
2. Se o processo de divórcio não litigioso envolve-se os psicólogos, então facilmente
poderiam ajudar na educação dos filhos a se socializar com o processo.
3. Provavelmente se o processo de divórcio não litigioso fosse visto como prioridade
os seus impactos, então facilmente haver ia-se saber como proceder com processo
na Primeira Conservatória do Registo Civil da Beira.
4. Um divórcio não litigioso deveria estar centrado no bem estar dos filhos na
perspectiva educacional.
1.5. Objectivos
13
1.5.2. Objectivos Específicos
Demostrar os métodos usados nos Processos de Divórcio não Litigiosos na Primeira
Conservatória do Registo Civil da Beira;
Identificar o melhor método nos Processos de Divórcio não Litigioso, que se adegue
no ordenamento Jurídico Moçambicano.
14
II. Capítulo I. Revisão da literatura e Formulação do problema
Neste capítulo trazemos a revisão da literatura na qual apresentamos e
discutimos estudos realizados por diferentes autores em vários contextos. O nosso
objectivo é de identificar as posições assumidas em torno do divórcio sob ponto de vista
dos seus efeitos de modo a construir o nosso posicionamento e nos situarmos no debate
que vem sendo desenvolvido.
Por seu turno Torres (1996) em seu estudo “O aumento do divórcio mudanças
na família e transformações sociais”, sustenta que houve um aumento significativo do
divórcio nas sociedades ocidentais, explicando através de transformações sociais mais
vastas, tais como as práticas e concepções sobre a vida familiar.
15
qualquer custo para uma relação que dura enquanto as pessoas se sentirem felizes. Hoje
em dia, o que preocupa as pessoas é o seu próprio bem-estar dentro da relação. Como
podemos verificar há uma mudança de mentalidade, que realça o bem-estar pessoal e
que acha que esse mesmo bem-estar vai originar a felicidade familiar.
A realidade após a separação dos pais é muitas vezes a primeira grande mudança
na vida das crianças e adolescentes. Esse evento perturbador altera drasticamente o
futuro familiar, causando uma perda de entendimento devido à ruptura das rotinas
normais e à ausência do contacto diário com ambos os pais. Segundo Azevedo (2011),
as crianças e adolescentes são afectados pelo divórcio em quase todos os aspectos das
suas vidas. Um grande número de investigação empírica tem apoiado a ideia de que a
existência de conflito elevado no divórcio/separação conduz a um aumento no
desajustamento social e emocional, bem como problemas académicos nas crianças.
Adolescentes podem ser mais vulneráveis aos efeitos prejudiciais do conflito entre
casais apesar de diminuir as diferenças de género na adolescência.
16
Seguindo mesma linha argumentativa Martins (2010), no seu estudo impacto do
divórcio parental no comportamento dos filhos aponta que a separação tem vindo a
tornar-se cada vez mais prevalente na sociedade, afectando de modo significativo todas
as partes envolvidas, sobretudo as crianças e os adolescentes. Associado ao divórcio
parental, está o conflito parental, como causador de aspectos que influenciam o bem-
estar da criança, incluindo transtornos na conduta, ansiedade e agressão.
17
II.1. Definição e operacionalização dos conceitos
Nesta etapa apresentamos os principais conceitos que usamos para apreender o
fenómeno em causa, filhos de pais divorciados, a luz das experiências, do que
vivenciam no processo do divórcio dos pais. E deste modo levantamos os seguintes
conceitos: casamento, família, e o divórcio. Estes conceitos articulam se com o tema em
questão e desta forma fazemos a leitura dos seus significados em jogo e a realidade
construída.
II.2. Casamento
Desde há muito que o casamento é em toda parte uma instituição social ou
religiosa, que serve de fundamento a união entre dois seres humanos. Na grande
generalidade dos casos pressupondo a heterossexualidade sendo que há paises cujas leis
contemplam também o casamento homossexual, oficializa simultaneamente a
conjugabilidade e a sexualidade dos indivíduos. (Leandro Maria, 2001:264).
Para Chiara Saraceno, o casamento é uma união entre um homem e uma mulher
realizada de modo a que os filhos dados a luz pela Mulher sejam reconhecidos como
filhos legítimos dos cônjuges. (1997:81).
18
A lei da família de 2004 introduz uma nova figura designada união de facto é
uma das formas de constituição da maioria das nossas famílias. União de facto é a
ligação singular existente entre um homem e uma mulher, carácter estável e duradouro
que, sendo legalmente aptos para contraírem casamento. A união de facto pressupõe a
comunhão plena de vida pelo período de tempo superior a um ano, sem interrupção.
II.3. Família
Definimos nesta secção o conceito de família pelo facto do nosso objecto estar
inserto na estrutura familiar que está a sofrer contínuas e constantes mudanças. Sendo
uma realidade em constante mudança é pertinente que delimitemos o sentido no qual
estamos a empregar o termo neste trabalho.
19
Muitos elementos podemos encontrar nesta definição que podem ajudar a
delimitar o conceito de família, porém, podemos trazer outras contribuições, como a de
Carnut e Juliana (2006) para eles família é um grupo de pessoas, vivendo em uma
estrutura hierarquizada, que convive com uma proposta de uma ligação afectiva
duradoura, incluindo uma relação de cuidado entre adultos e deles para crianças e idosos
que aparecem no contexto. Pode-se também entender como uma associação de pessoas
que escolhe conviver por razões afectivas e assume um compromisso de cuidado mútuo
e, se houver, com crianças, adolescentes e adultos. (Wall, 1993).
De acordo com a lei da família, no seu artigo 1.º, família é a célula base da
sociedade, factor de socialização da pessoa humana.
Segundo os autores acima citados e com base na lei, a família pode ser formada,
por duas ou mais pessoas unidos através de afectividade, filhos, ou adopção envolvendo
adultos, crianças e idosos cada um cuidando do outro, ela é considerada como uma
instituição básica onde encontra-se a socialização primária munida de padrões de
comportamentos adquiridos pelos indivíduos que nela se encontram.
II.4. O divórcio
Discutimos nesta secção este conceito como forma de delimitar a realidade que,
na perspectiva deste trabalho, consideramos o divórcio, procurando destacar aspectos de
ordem legal, assim como social.
Começando por Carmelo (2008), podemos afirmar que esta autora concebe o
divórcio como a suspensão da convivência conjugal com motivos bem definidos que
originam ruptura no seio do casal. Divórcio, do latim “divortium”, derivado de
“divertere”, em português significa separar-se. O divórcio é o rompimento legal e
20
definitivo do vínculo de casamento civil. Existem três formas de dissolução de
casamento: o divórcio, a anulação e a morte de um dos cônjuges.
O divórcio litigioso pode ser requerido por qualquer dos cônjuges com
fundamento em violação grave dos princípios, ocorre mais quando uma parte se mostra
ofendida pela outra e os dois não conseguem a acordo em relação aos termos de
separação, e tem como motivo: violência doméstica adultério do outro cônjuge,
abandono condenação, e deveres que regem o casamento e a família em comum, o
divórcio é decretado sempre que houver violação graves dos direitos e dos deveres -
colaboração ajuda assistência e muito mais.
Divórcio não litigioso, é não litigioso quando ambos chegam à conclusão que a
vida em comum perdeu todo o sentido optando então pela separação seu decretamento é
por via indirecta, ou seja, mediante conversão em divórcio da separação de pessoas e
bens, nos termos expostos. O divórcio não litigioso só pode ser pedido por ambos os
cônjuges quando se encontram casados há pelo menos três anos, é requerido na
conservatória do registo civil por ambos e de comum acordo. (José, 2005)
Por sua vez, Torres (1996) define o divórcio como sendo um fenómeno social
que tem vindo a assumir um peso crescente nas sociedades e cujo aumento só pode ser
explicado através de um conjunto mais amplo de transformações sociais e familiares
numa mudança de valores mais abrangente, a qual passa por uma maior autonomia e
liberdade no plano privado, pela transformação do papel social das mulheres e por
novas formas de encarar o corpo e a sexualidade ilustradas em novas estratégias de
fecundidade e na redução do número de filhos por mulher. Estes novos valores
traduzem-se numa nova forma de encarar o casamento que privilegia a qualidade dos
laços interpessoais e afectivos entre os cônjuges em detrimento de uma visão mais
tradicional e institucional.
21
A definição do divórcio que os autores acima referem diverge entre si, no
entanto no nosso trabalho optaremos pela combinação de alguns elementos dessas
definições de divórcio, considerando que o divórcio significa um rompimento legal e
definitivo do vínculo de casamento civil, que conduz igualmente ao rompimento do
convívio entre cônjuges, assim como familiar.
Não ter
atenção dos
Imposições/
pais;
Limitações
(Ressentimentos, Não saber se
constrangimentos) segue as
ordem de qual
do divórcio Presenciar
conflictos
entre os pais.
Isolamento;
Baixo
Efeitos
aproveitament
o escolar;
Stress;
Angustia;
Ausência de
um dos
22
Situações novas cônjuges;
Viver sem
(Implicações,
violência;
Oportunidades)
Viver sem
conflito entre
os cônjuges.
Mais atenção
dos pais;
Melhoramento
Espaço para
qualitativo
escolhas
próprias;
Benefícios de
ambos os pais;
Mais diálogo
com os pais.
23
III. CAPÍTULO III: METODOLOGIA DE PESQUISA
III.1. Introdução
Este capítulo leva em consideração a relação entre problema, teoria, método e
resultados alcançados. Assim, são abordados os seguintes itens: tipos de pesquisa;
definição da população; amostra; amostragem; instrumentos; e tratamento de dados.
[Link] bibliográfica
Quanto aos procedimentos técnicos a pesquisa se caracteriza como bibliográfica,
fez-se o uso de matérias já elaboradas (livros, artigos científicos, dissertações) que
tratam a respeito do assunto abordado, com intuito de analisar o tema. De acordo com
Gil (2002, p.44), “A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já
elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”.
[Link] descritiva
A pesquisa é descritiva porque se propôs a descrever o Processo de Divorcio não
Litigioso, segundo Gil (2008, p. 28), “as pesquisas deste tipo têm como objectivo
primordial a descrição das características de determinada população ou fenómeno ou o
estabelecimento de relações entre variáveis”.
24
[Link] exploratória
A pesquisa também se classifica como exploratória, porque esse estudo
proporcionou maior familiaridade com o tema, uma vez que foram levantadas as
informações a respeito das dificuldades de aplicabilidade das Leis e a influência no
comportamento destes profissionais. De acordo com Gil (2002, p. 41), “Estas pesquisas
têm como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a
torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses”.
[Link] aplicada
Quanto a natureza ou finalidade, trata-se de uma pesquisa aplicada, pois, ela
objectivou em gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida a solução de
problemas específicos, envolveu verdades e interesses locais.
[Link]ção
A população do estudo foi constituída por funcionários da Primeira
Conservatória do Registo Civil da Beira. Gil (2010,p.57), salienta que a ˝população em
estatística, população (ou universo) é o conjunto de todos os elementos (pessoas ou
objectos) cujas propriedades o pesquisador está interessado em estudar˝.
[Link]
A amostra foi seleccionada tendo em conta a disponibilidade dos Funcionários
afecto na secssao dos Processos de Divórcio, com aucilio de outras Conservatório da
Cidade da Beira, por sua vez a amostra foi constituída por (28) vinte e oito funcionário,
dos quais (9) nove exercem profissão na Terceira Conservatoria do Registo Civil e
Notariado da Beira e (7) na segunda Conservatorio do Registo Civil da Beira. A amostra
25
foi seleccionada de forma convecional ou intencional, pois, não se obedeceu a nenhum
critério estatísco para a sua selecção, porém, todo universo teve a mesma oportunidade
de fazer parte da amostra. Gil (2010) define a amostra como um subconjunto
representativo ou não da população em estudo
[Link]
Sendo que os funcionários das Conservatórias do Registo Civil da Beira
participaram do estudo tendo em conta a disponibilidade onde estes trabalham, assim
sendo, nenhum cálculo foi efectuado para a determinação do tamanho da amostra. É por
esta razão que a amostragem foi não probabilística.
[Link]ário
Lakatos & Marconi (2003, p.199), comentam que: “questionário é um
instrumento de colecta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas,
que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador”. Para a
colecta de dados da pesquisa, recorreu-se ao questionário composto por questões abertas
e fechadas que permitiram dar liberdade aos respondentes, tendo aplicando-o apenas aos
funcionários de modo a aferir o grau de percepção e conhecimento destes profissionais
sobre o processo de Divorcio e seu Impacto no sucesso do profissional desta área.
[Link] estruturada
A entrevista estrutura foi dirigida aos funcionários e o respectivos Directores das
Conservatórias já citada que foi seleccionada para o estudo de caso. A entrevista foi
constituída por perguntas abertas para dar liberdade ao entrevistado em matéria do
processo de Divorcio da forma particular. Entrevista estruturada desenvolve-se a partir
26
de uma relação fixa de perguntas, cuja ordem e a redacção permanece invariável para
todos os entrevistados, que geralmente são em grande número (Gil, 2008).
27
IV. CAPÍTULO IV: ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS
28
Gráfico 3: Total dos Funcionários em relação a idade
0% 0% Até 20 anos
35% 1% [21 a 24] anos
[25 a 29] anos
15 [30 a 34] anos
%
[35 a 45]anos
49%
Mais de 45 anos
Instrução acadêmica
3%
6% 2% Básico
Médio
Licen-
ciatura
Mestrado
92% Doutorado
29
Os respondentes do questionário deste estudo pertencem a mesma área de
formação académica, não obstante, estes actuam na mesma área em diferentes da
Terceira Conservatória do Registo Civil e Notariado cidade da Beira, porém, estes
possuem o grau de instrução académico distinto. Questionados sobre a instrução
académica, constatou-se que maior parte dos inqueridos possuem o nível Superior em
direito, cerca de 21% e nenhum Conservador participante do estudo possui o grau de
doutoramento.
Menos de 1 0 0% 0 0% 0 0%
[1 a 2] 0 0% 0 0% 0 0%
[3 a 4] 4 10% 4 10% 4 10%
Acima de 4 13 90% 13 90% 13 90%
Total 17 100% 10 100% 17 100%
Fonte: Adaptado pelo autor (2023)
30
IV.2. O Comportamento dos Conservadores Notário Técnico e Superior a
conduta ética no exercício das actividades
Visto que as meninas são consideradas circunspectas para lidarem com assuntos
afectivos na respectiva dos Notários, mas não isentas de sentirem ou passarem por
dificuldades diante deles, talvez se justifique o facto de o questionário ser respondido
integralmente por Senhoras.
31
Questionadas se passaram a ter dificuldades nos seus estudos quando
vivenciaram o processo de separação dos pais e se consideram que o desenvolvimento
escolar foi afectado, quatro pessoas destacaram que não, enquanto quatro disseram que
sim, uma delas destaca: “Sim, pois eu ficava a maior parte do tempo sozinha e tive que
aprender tudo sozinha, repeti de ano 2 vezes e foram anos super difíceis pois eu estava
totalmente sozinha”.
32
V. CONCLUSÃO
Esta pesquisa teve como objectivo analisar até que ponto o Processo de Divórcio
não Litigioso é benéfico para os cônjuges que optam por esta via de Divórcio e tendo
em conta a educação dos filhos nesse processo. Os objectivos específicos consistiram
em demostrar os métodos usados nos Processos de Divórcio não Litigiosos na Primeira
Conservatória do Registo Civil da Beira e identificar o melhor método nos Processos de
Divórcio não Litigioso, que se adegue no ordenamento Jurídico Moçambicano
34
VI. Referências bibliográficas
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pratica numa amostra de casados e divorciados porto, 2001.
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