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Relatório de Estágio em Teatro 2023

Este relatório de estágio resume a experiência de Ana Beatriz Vieira da Silva na Companhia Filandorra - Teatro do Nordeste durante 3 meses e 17 dias. O estágio permitiu aplicar conhecimentos académicos e explorar novas experiências, incluindo participar em espetáculos e animações como atriz. Ana também contribuiu para a montagem de cenários e assistência técnica, promovendo uma abordagem coletiva às produções. O estágio foi uma oportunidade única para o desenvolvimento profissional de Ana.

Enviado por

Ana Silva
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Relatório de Estágio em Teatro 2023

Este relatório de estágio resume a experiência de Ana Beatriz Vieira da Silva na Companhia Filandorra - Teatro do Nordeste durante 3 meses e 17 dias. O estágio permitiu aplicar conhecimentos académicos e explorar novas experiências, incluindo participar em espetáculos e animações como atriz. Ana também contribuiu para a montagem de cenários e assistência técnica, promovendo uma abordagem coletiva às produções. O estágio foi uma oportunidade única para o desenvolvimento profissional de Ana.

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Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Escola de Ciências Humanas e Sociais \


Departamento de Letras, Artes e
Comunicação

Relatório de Estágio
Ana Beatriz Vieira da Silva
Licenciatura em Teatro e Artes Performativas

Supervisor Académico de Estágio: Bel Viana


Supervisor da instituição de acolhimento: David Carvalho e Débora Ribeiro

Vila Real, 2023/2024


Ficha Individual do aluno

Nome: Ana Beatriz Vieira da Silva

Número de aluno: 75975

Estabelecimento de ensino: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Escola


de Ciências Sociais/Departamento de Letras, Artes e Comunicação

Docente orientador: Bel Viana

Instituição de estágio: Filandorra – Teatro do Nordeste - Rua Dr.


Domingos Campos, Loja 9 5000-439 Vila Real

Tutor de estágio: David Carvalho e Débora Ribeiro

Duração de estágio: 3 meses e 17 dias

Data de início: 1 de novembro de 2023

Data de conclusão: 17 de fevereiro de 2024

Número de horas: 252


Agradecimentos

O presente relatório de estágio contém cada momento e processo detalhado


deste meu percurso na Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste. Como tal, não
haveria melhor forma de começar, senão pelos agradecimentos.

Esta etapa foi um caminho que me enriqueceu profissionalmente, me tornou


melhor enquanto ser humano e me fez conhecer pessoas fantásticas, fortalecendo o
meu talento como artista. Procuro, assim, manifestar o meu agradecimento a todas as
pessoas que se cruzaram comigo e me ajudaram neste processo.

Aproveito para agradecer à própria Companhia que me acolheu e aceitou o


meu estágio, dando apoio a nível académico e profissional. Quero agradecer à direção
da escola, por sempre se mostrar presente e interessada no meu percurso académico,
em especial há minha orientadora, professora Bel Viana, pela sua disponibilidade
constante para me ajudar no que precisei.

Um agradecimento especial aos meus orientadores de estágio da instituição, a


Atriz Débora Ribeiro e o Diretor David Carvalho, por sempre me tratarem com
imenso carinho, preocupação e por me ter orientado.

Devo agradecer também aos profissionais e colegas com quem trabalhei,


Bibiana Mota, Anita Pizarro, Sofia Duarte, Bruno Teixeira, Pedro Carlos, Luís
Pereira, Diogo Pereira, Paulo Magalhães e Silvano Magalhães, que são, sem dúvida,
grandes artistas, grandes profissionais e que me inspiraram a nível criativo. Desejo, de
coração, futuramente, poder encontrá-los no meu caminho e trabalhar com eles. Um
agradecimento especial à responsável pela comunicação/divulgações públicas da
Filandorra – Teatro do Nordeste, Silvina Lopes, por me orientar a nível logístico.

Não caindo em esquecimento, gostaria de expressar os meus mais sinceros


agradecimentos á Dr. Cristina Carvalho, pela sua valiosa assistência durante o
espetáculo de Natal, um evento de suma importância para nós estagiárias. Agradeço
pela sua paciência e persistência notáveis, fundamentais para a realização bem-
sucedida do espetáculo em questão.

Para finalizar, agradeço às minhas colegas estagiárias, que completaram este meu
percurso e que me apoiaram diariamente. A colaboração e o espírito de equipa que
partilhamos fizeram desta experiência uma jornada memorável e enriquecedora.
Juntas, construímos momentos significativos que serão lembrados com carinho.
Agradeço de coração, porque sem elas, este estágio não seria igual.
Resumo

O presente relatório de estágio integra-se no âmbito da Unidade Curricular de


Estágio de Inserção Profissional, pertencente ao terceiro ano da licenciatura de Teatro e
Artes Performativas, ministrada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Detalharei, de forma abrangente, todo o percurso desenvolvido ao longo do


estágio realizado na Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste, sediada na cidade de
Vila Real. O enfoque principal desta documentação reside na descrição minuciosa dos
processos e tarefas desempenhadas durante este período. O estágio representou uma
oportunidade singular para aplicar os conhecimentos adquiridos no ambiente
académico, ampliar a minha compreensão sobre diversos exercícios performativos e
explorar novas experiências.

Destaco a minha participação como atriz em diversos espetáculos e animações,


incluindo a criação da minha própria encenação em colaboração com os colegas,
demonstrando um processo criativo conjunto. Adicionalmente, estive envolvida na
observação de ensaios de outros espetáculos, contribuindo ativamente na montagem de
cenários e prestando assistência na área de sonoplastia e luminotecnia, promovendo
assim uma abordagem coletiva e abrangente às produções teatrais.

Palavras-chave: Estágio, produção, formação do ator, direção de


cena, encenação.
Abstract
The present internship report is part of the Professional Insertion Internship
Course, belonging to the third year of the Bachelor's degree in Theater and Performing
Arts at the University of Trás-os-Montes and Alto Douro.

I will comprehensively detail the entire journey undertaken during the internship
at Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste, located in the city of Vila Real. The
main focus of this documentation lies in the meticulous description of the processes and
tasks performed during this period. The internship provided a unique opportunity to
apply the knowledge acquired in the academic environment, broaden my understanding
of various performative exercises, and explore new experiences.

I highlight my participation as an actress in various shows and animations,


including the creation of my own staging in collaboration with colleagues,
demonstrating a collaborative creative process. Additionally, I was involved in
observing rehearsals for other productions, actively contributing to set assembly, and
providing assistance in the areas of sound design and lighting, thus promoting a
collective and comprehensive approach to theatrical productions.

Key Words: Internship, production, actor training, stage direction, staging.


Índice
FICHA INDIVIDUAL DO ALUNO............................................................................................................. 1
AGRADECIMENTOS............................................................................................................................. 2
RESUMO............................................................................................................................................. 4
ABSTRACT........................................................................................................................................... 5
INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 3
CAPÍTULO I.......................................................................................................................................... 4
ESTÁGIO DE INSERÇÃO PROFISSIONAL..............................................................................................................4
Características e objetivos do estágio de inserção profissional no âmbito da licenciatura de Teatro e
Artes Performativas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.............................................4
Formação do ator...............................................................................................................................5
Formação continua do ator.............................................................................................................................5
CAPÍTULO II......................................................................................................................................... 8
ENQUADRAMENTO DA INSTITUIÇÃO DE ACOLHIMENTO........................................................................................8
Companhia Profissional Filandorra- Teatro do Nordeste....................................................................8
Expectativas em relação ao estágio...................................................................................................8
Integração e Apresentação na Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste: Uma Experiência
Detalhada..........................................................................................................................................9
História da instituição de acolhimento.............................................................................................10
CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ACOLHIMENTO........................................................................................11
Equipa constituinte da instituição de Acolhimento..........................................................................11
Objetivos da instituição de acolhimento..........................................................................................12
Atividades da instituição de acolhimento.........................................................................................13
Espaço físico da instituição de acolhimento.....................................................................................13
CAPÍTULO III...................................................................................................................................... 15
COMPONENTE PRÁTICA DO ESTÁGIO NA FILANDORRA – TEATRO DO NORDESTE.....................................................15
ORIENTAÇÃO POR A ATRIZ DÉBORA RIBEIRO...................................................................................................15
ORIENTAÇÃO POR O DIRETOR DAVID CARVALHO.............................................................................................16
ATIVIDADES REALIZADAS.............................................................................................................................17
Simpósio...........................................................................................................................................17
Sinopses das Obras Literárias - por Filandorra – Teatro do Nordeste...............................................18
Farsa de Inês Pereira........................................................................................................................18
Frei Luís de Sousa.............................................................................................................................18
Auto da Barca do Inferno.................................................................................................................18
Um Natal (In) Esperado....................................................................................................................19
Os Músicos da Aldeia… Natal...........................................................................................................19
A Memória de Giz de Agustina Bessa-Luís.......................................................................................19
ADAPTAÇÃO CONTEMPORÂNEA DA FARSA DE INÊS PEREIRA PELA FILANDORRA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA COM A
VERSÃO ORIGINAL DO AUTOR......................................................................................................................20
ESPETÁCULOS...........................................................................................................................................23
Digressão da peça: Auto da Barca do Inferno..................................................................................23
Digressão da peça: Um Natal (In) Esperado.....................................................................................24
Farsa de Inês Pereira/ Frei Luís de Sousa..........................................................................................27
Os Músicos da Aldeia… Natal...........................................................................................................28
ANIMAÇÕES:............................................................................................................................................28
Aldeia Assombrada: Noite das Bruxas à Portuguesa – Local: Montalegre, Vilar de Perdizes...........28
Festa da Cabra e do Canhoto: Montalegre – Local: Cidões, Vinhais.................................................29
Animação Medieval no Programa Televisivo “Somos Portugal” – Local: Sabrosa............................29
Feira Anual de Santo André – Local: Mesão Frio..............................................................................30
Animação Mil Diabos à Solta – Local: Vinhais..................................................................................30

i
DETALHES TÉCNICOS DAS ATIVIDADES...........................................................................................................31
Desenho de Luz:...............................................................................................................................31
Descrição dos desenhos de luz de cada espetáculo:.........................................................................31
Sonoplastia:......................................................................................................................................32
Figurinos:......................................................................................................................................... 37
Banda Sonora Original:....................................................................................................................42
OBJETIVOS GERAIS DAS ATIVIDADES REALIZADAS..............................................................................................42
Assistência e direção de cena...........................................................................................................43
Formação do ator.............................................................................................................................43
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES REALIZADAS NO ESTÁGIO.................................................................44
PONTOS FORTES................................................................................................................................ 47
OPORTUNIDADES.............................................................................................................................. 48
AMEAÇAS (OU SUGESTÕES OU RECOMENDAÇÕES DE MELHORIA DO ESTÁGIO).................................49
REFLEXÕES FINAIS............................................................................................................................. 50
BIBLIOGRAFIA................................................................................................................................... 51
WEB GRAFIA..................................................................................................................................... 52
LISTA DE ANEXOS.............................................................................................................................. 53

ii
Introdução

Este Estágio Curricular está inserido na cadeira Estágio de Inserção


Profissional, como já foi referido, e foi realizado do dia 30 de outubro de 2023 a 17 de
fevereiro de 2024, o que se traduziu num total de 252 horas.

Durante o presente ano letivo, o meu percurso académico foi impactado por um
plano de transição no âmbito do curso de Teatro e Artes Performativas, o que
influenciou significativamente a decisão entre participar no Estágio de Inserção
profissional ou desenvolver um Projeto Artístico. Desde o início, a minha escolha foi o
estágio, fundamentada na valorização da experiência prática. Procurei uma instituição
capaz de proporcionar experiência substancial, realismo no ambiente de trabalho e
enriquecimento cultural. Neste contexto, identifiquei a Companhia Profissional
Filandorra – Teatro do Nordeste como a minha escolha, devido à sua abrangência nas
duas principais vertentes: encenação e representação.

Pessoalmente, com este estágio, pretendia conhecer novas pessoas, conhecer


novos métodos de trabalho, enriquecer a nível académico, inter-relacionar me com
profissionais de outra faixa etária e obviamente aproveitar tudo o que a Companhia me
pudesse oferecer. Assim, este relatório encontra-se dividido em III capítulos.

No primeiro capítulo abordarei as características e objetivos do estágio de


inserção profissional no âmbito da licenciatura de Teatro e Artes Performativas da
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a importância da formação do ator nas
várias áreas do teatro. No segundo capítulo, está explícito o enquadramento da
instituição de acolhimento, a sua história e caracterização, os seus objetivos e onde se
situa. Também está descrito o espaço que frequentei, enquanto estagiária. No terceiro
capítulo refiro as atividades realizadas, pormenorizadamente, e os seus objetivos, assim
como outras informações relevantes. Pode ser também encontrada uma tabela que
contém informação do meu horário total. Por fim, concluo.

3
Capítulo I

Estágio de inserção profissional


Características e objetivos do estágio de inserção profissional no âmbito da licenciatura
de Teatro e Artes Performativas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

O estágio de inserção profissional tem como objetivos experienciar/integrar em


contexto laboral um projeto artístico, sob orientação da instituição de acolhimento, na
área do teatro, ou noutra, onde esteja presente a componente artística. Assim, temos a
possibilidade de conhecer a realidade do mercado de trabalho, desempenhando tarefas
profissionais e adquirindo novas experiências.

Segundo o regulamento de estágio da Licenciatura de Teatro e Artes


performativas, da Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro, a unidade
curricular de estágio tem como objetivos gerais:

a) Complementar a Formação Académica do Aluno, através do contacto com a


realidade do mercado de trabalho, proporcionando-lhe o aprofundamento da
Formação Prática e a oportunidade de se integrar no mundo laboral real.

b) Aplicar os conhecimentos e as competências teórico-práticas adquiridas ao


longo da sua Formação Académica.

c) Desenvolver, numa perspetiva interdisciplinar e transdisciplinar, de acordo com


a realidade socioeconómica e cultural da Empresa/Instituição, Região ou País,
atividades na área do teatro e das artes performativas.

d) Promover a reflexão crítica sobre a atuação desenvolvida em contexto de


estágio, entre outros, através da produção de um relatório de estágio.

Pessoalmente, tinha como objetivo de estágio evitar locais onde já tinha


trabalhado e adquirido experiência para assim conhecer novos lugares, novas cidades
e uma realidade diferente. Sendo assim, escolhi a companhia Filandorra – Teatro do
Nordeste, devido às digressões por várias cidades do Norte com os seus espetáculos.

Gostaria também de conhecer novas pessoas, de poder trabalhar com uma


geração diferente da minha e queria sentir o desafio do “desconhecido”, porque no
fundo, será assim que me vou encontrar no final do meu curso, “o desconhecido”.

4
Saímos do mundo d a universidade para um mundo totalmente diferente, o
mercado de trabalho. No fundo, e r a isso que eu desejava experienciar.

Penso que a realização do meu estágio foi de encontro aos conteúdos e


objetivos previstos no referido regulamento, uma vez que, entre outros, pude:

a) Conhecer a realidade na qual o estágio se insere;

b) Compreender o conteúdo institucional em que o estágio decorre;

c) Interpretar as atividades profissionais na realidade observada;

d) Preferencialmente, intervir nas atividades desenvolvidas no seu contexto


de estágio.

Formação do ator
Formação continua do ator

Antes de iniciar a elaboração deste capítulo, gostaria de registar uma frase de um


trabalho do Repositório da Universidade de Lisboa que aborda a importância da
memória e do esquecimento. Achei pertinente realçar esta citação, uma vez que,
enquanto estagiárias, não fomos sujeitas a nenhum método teórico formal e,
consequentemente, tivemos de procurar e desenvolver métodos por conta própria. No
entanto, não estivemos completamente isoladas, pois já possuíamos bases e
conhecimentos adquiridos durante o curso que frequentamos, e ao longo do estágio
utilizamos métodos que havíamos assimilado inconscientemente.

“Embora o ator desenvolva um método de trabalho individual, o mesmo deverá


partir de uma base teórica anteriormente estudada e relacionada com a prática,
durante os cursos. Com base em tais pressupostos, pretendemos averiguar se é possível
ao ator identificar o método com o qual trabalha e, tratando-se de um método próprio,
se encontra apto a descrevê-lo. Consideramos que há a probabilidade de um ator
julgar que está a utilizar uma técnica muito pessoal embora, na verdade, e talvez de
forma inconsciente, recorra a um conjunto de metodologias já antes estudadas e
conhecidas como métodos de interpretação para o ator.”
Assumpção Priscila, Interpretação do Ator: um Estudo sobre Propostas
Metodológicas do Intérprete na Linguagem Audiovisual.

5
A formação do ator e a interpretação no século XX foram marcadas por uma
série de mudanças significativas, influenciadas por movimentos artísticos, sociais e
tecnológicos. Destaco no meu percurso enquanto estagiária, em especial, o meu
desenvolvimento na expressão corporal e no movimento. Foi importante intensificar
esse meu lado artístico devido ao facto de sermos tantas estagiárias e termos pequenos
papeis o que levou a que trabalhássemos bastante no corpo de forma a interpretar as
nossas personagens sem texto. Eu optei para me basear no coreógrafo, dançarino e
teórico Rudolf Laban para criar as minhas personagens.

Rudolf Laban, coreógrafo, bailarino e teórico da dança, desempenhou um papel


crucial nessa área através do seu trabalho pioneiro na análise do movimento humano.
Laban desenvolveu um sistema abrangente para descrever e compreender o movimento,
o que permitiu uma maior consciencialização sobre a expressão corporal e a sua
importância na comunicação não verbal. O seu sistema de análise do movimento,
conhecido como Labanotation, ofereceu uma maneira precisa e padronizada de
transcrever movimentos em símbolos, possibilitando a documentação e a preservação de
coreografias e performances. Além disso, Laban introduziu conceitos como os "eixos do
espaço" e as "qualidades de movimento", que forneceram uma estrutura para
compreender como o corpo se move e se expressa no espaço. Estas contribuições de
Laban tiveram um impacto significativo não apenas no campo da dança, mas também
em disciplinas relacionadas, como teatro, terapia corporal, educação física e até mesmo
no design de interiores. A sua abordagem à expressão corporal e ao movimento ajudou a
destacar a importância da consciência corporal e da comunicação não verbal em
diversas áreas da vida humana.

Sublinho que ele também intensificou a importância da consciência corporal e da


presença física em palco o que encorajou os artistas a explorar o potencial expressivo
dos seus corpos em relação ao espaço teatral. Assim, fiz uma autodescoberta do meu
próprio corpo e descobri-me de uma forma que nunca antes tinha pensado. Para além
disso, comecei a olhar para gestos/movimentos simples que eu fazia de outra forma,
dando-lhes outro significado.

Para explorar de forma teórica o conceito de Rudolf Laban, escolhi ler o livro "The
Mastery of Movement" escrito por Lisa Úllman. Considerei o livro bastante

6
fundamental e completo, pois além de explicar o método de maneira abrangente,
também oferece exercícios para aplicarmos as técnicas. O livro está dividido em sete
etapas, sendo que os capítulos dois e três, intitulados "Movimento e o Corpo", foram os
mais pertinentes para mim. Uma frase que destaco do texto é:

“The body is our instrument of expression through movement. the body acts like
an orchestra in which section is related to any other and is part of the whole. Its various
parts can combine in concerted action, or one part may perfome alone as a "soloist"
while others pause.”

Ou seja:

“O corpo é o nosso instrumento de expressão através do movimento. O corpo


funciona como uma orquestra, em que todas as secções estão interligadas e completam
um todo. Essas várias partes podem combinar numa ação concentrada, ou uma pode
performar sozinha como um “solista” enquanto as restantes estão em pausa”.

No capítulo dois, explora-se a capacidade de brilhar tanto através de


movimentos amplos quanto através de gestos simples, desde que estes sejam
significativos para a personagem em cena. É crucial compreender profundamente o
corpo e discernir o significado de cada gesto, utilizando-o de forma precisa e eficaz.
Durante o meu estágio, ao interpretar personagens diversas, pude experimentar uma
ampla gama de posturas corporais, cada uma adaptada à personalidade única de cada
papel.

Quando assumi o papel da personagem "Barbie" no espetáculo "Um Natal


(In)Esperado", adotei movimentos rígidos e articulados, de forma a emular
verdadeiramente a essência de uma boneca. O meu corpo, então, assemelhava-se a uma
orquestra, onde cada parte contribuía para a totalidade da representação, recriando assim
a figura da Barbie de forma completa e convincente.

Por outro lado, ao desempenhar o papel de "Militar" na peça "Auto da Barca do


Inferno", os meus braços desempenhavam um papel proeminente, agindo como
"solistas". Era crucial expressar-me principalmente através deles, posicionando-os para

7
trás e cruzados durante as falas, ou mantendo-os rígidos enquanto corria, dado o seu
papel de destaque e visibilidade nesta cena específica.

A formação do ator é, também, um processo que envolve o desenvolvimento de


habilidades técnicas, emocionais e físicas para que o profissional possa desempenhar
papéis de maneira convincente no palco.

Uma parte importante do meu estágio foi a possibilidade de poder integrar a


equipa de atores que trabalha na Companhia e assim participar nos espetáculos. Sendo
assim, participei e assisti a diversos ensaios dirigidos pelo Encenador David de
Carvalho, o que foi extremamente gratificante, porque sentia um grau de exigência que
não tinha sentido até então. Também tive a excelente oportunidade de observar
magníficos atores e a forma como eles trabalham, todas bastante distintas, mas
igualmente fascinantes. Para além de ter aprendido muito, de me ter colocado à prova,
cresci pessoalmente e consegui ampliar o meu conhecimento crítico em relação ao
teatro. Assisti também, em diversas Animações, o trabalho de outros profissionais e
artistas que me impressionaram bastante, principalmente na sua postura corporal.

Para mim, esta parte do estágio foi sem dúvida a mais importante e a que me fez
crescer mais a nível profissional e académico. É essencial para o ator aprender todas as
técnicas de interpretação, para que possa colocar em prática, ao longo da vida, à medida
que for necessário. Como tal, o ator tem de estar em constante aprendizagem e deve
mostrar-se predisposto a aprender em qualquer circunstância. Assim, poderá
desenvolver a sua concentração, imaginação e memória, estimular a sua empatia,
tolerância e trabalho de equipa, potencializar a sua criatividade, espontaneidade e
improvisação, aumentar a sua autossegurança enquanto artista e melhorar o seu
relacionamento interpessoal.

Adquiri novas formas de interpretar, ferramentas para o improviso e técnicas de


criação diferentes das que estava habituada a usar. Um bom ator busca sempre aprender
mais, adaptar-se a novas realidades e trabalhar sempre, estando aí a verdadeira
diferença: Qualquer um pode representar, mas haverá distinção sempre entre os que têm
formação e trabalho pessoal e os que o fazem por mera diversão.

8
É imprescindível que o ator acompanhe os tempos, tornando-se sempre o mais
culto possível:

"Esse é o milagre do teatro, quinhentos anos depois qualquer ator ou atriz pode brincar
com os mesmos textos, mas desta vez, da sua maneira. Teatro é isso, é a explosão da
expressão humana."
David Carvalho, Diretor da Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste

9
Capítulo II
Enquadramento da instituição de acolhimento
Companhia Profissional Filandorra- Teatro do Nordeste

“A Filandorra - Teatro do Nordeste é uma cooperativa de produção, formação e


animação teatral, que desenvolve na região de Trás-os-Montes e Alto Douro um projeto
inovador de descentralização teatral.

Sucedendo ao TET (Teatro de Ensaio Transmontano), extinto em 1984, a


Filandorra – Teatro do Nordeste nasceu em 1986, integrando o então Centro Cultural
Regional de Vila Real, vindo a autonomizar-se desta instituição a partir de janeiro de
1992. A atividade da Filandorra – Teatro do Nordeste assenta na divulgação de autores
dramáticos nacionais e clássicos universais e ainda na divulgação de textos para a
infância e juventude, afirmando-se como companhia de "repertório" apostada no
desenvolvimento e criação de novos públicos.

No corrente ano, a Companhia enfrentou um revés significativo ao perder o


subsídio estatal concedido pela Direção-Geral das Artes (DGARTE), resultando em
uma redução substancial dos recursos financeiros disponíveis. A concessão de apenas
10% do financiamento habitual impôs consideráveis desafios financeiros à Companhia,
afetando diretamente suas capacidades operacionais e a execução de projetos artísticos.
Esta adversidade financeira representa um obstáculo adicional a ser superado pela
Companhia, que agora se esforça para manter sua excelência artística e sustentabilidade
econômica em meio a essa nova realidade orçamentária.”
Definição Literal da Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste, Artigo
DGARTES

Expectativas em relação ao estágio

Em virtude do ano de transição decorrente no ano letivo 2023/2024, as minhas


expectativas para esta componente curricular encontravam-se inicialmente reduzidas. A
realização das atividades foi conduzida de forma precipitada e emergencial, o que
resultou na falta das condições necessárias e suficientes para uma preparação adequada
à integração numa companhia.

10
É imperativo mencionar que a Filandorra – Teatro do Nordeste era uma das
minhas opções e, ao ter a oportunidade de integrar a mesma, sinto-me bastante
satisfeita.

Ao ingressar na disciplina de Estágio de Inserção Profissional, almejava a


oportunidade de observar e aprender com atores experientes, visando aprimorar as
minhas competências. Dada a minha afinidade com a área da encenação, aspirava
adquirir conhecimentos mais aprofundados neste domínio, com a possibilidade de
participar, eventualmente, numa criação coletiva. Além disso, o objetivo era aplicar em
palco o que adquiri na companhia e no meu percurso académico.

Com satisfação, posso afirmar que as minhas expectativas foram plenamente


atendidas.

Integração e Apresentação na Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste: Uma


Experiência Detalhada

A nossa receção na Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste foi


notavelmente acolhedora e meticulosamente organizada. Inicialmente, fomos
conduzidos por uma visita guiada pelas instalações, na qual cada recanto da casa e cada
divisória foram minuciosamente explicados. Posteriormente, tivemos uma reunião com
o Diretor Artístico da companhia, David Carvalho, que delineou o processo jurídico
relacionado à integração de um estágio profissional. Em seguida, gentilmente abriu
espaço para que partilhássemos as nossas expectativas em relação ao estágio.

No dia subsequente, o Diretor Artístico dirigiu-se à sala de ensaios para


sintetizar os temas abordados na reunião inicial. Cada membro da equipa contribuiu, de
maneira esclarecedora, para nos elucidar acerca dos diferentes tipos de espetáculos
realizados, esclarecendo os horários de trabalho e a organização de folgas. Esta sessão
revelou-se fundamental para a compreensão abrangente do funcionamento interno da
companhia.

Para encerrar o período de introdução, foi nos esclarecido o desempenho dos


estagiários dos anos anteriores, enfatizando a importância da participação ativa e do

11
interesse constante ao longo do estágio. Este recordatório contribuiu para reforçar a
ênfase na responsabilidade e compromisso dos estagiários na Filandorra – Teatro do
Nordeste.

A nossa integração terminou com a frase: “E, acima de tudo, divirtam-se”.

História da instituição de acolhimento

A história da fundação da companhia foi me contada através de um relato


fornecido pelo Diretor, David Carvalho, e de uma incursão ao seu passado. Embora não
seja estritamente necessário detalhar a sua biografia neste contexto, considero a
narrativa não apenas relevante, mas também fascinante:

Quando tinha seis anos, David Carvalho caminhou com a mãe até à casa de
primas. Durante esta visita, testemunhou uma cena em que homens vestidos de travesti
brincavam e dançavam, e percebeu que a sua própria mãe estava entre eles. Mais tarde,
ao adquirir um livro em papel couché de Benjamim Pereira numa feira em Vila Nova,
apercebeu-se de uma fotografia de 1940 que mostrava um homem vestido de mulher a
sair de um bordel. A peculiaridade e o que chamou realmente a atenção nessa imagem
foi o facto de o mesmo estar a usar somente um pedaço de renda na cara, em vez de uma
máscara.

Dois anos depois, o Diretor David Carvalho viajou para a Espanha e descobriu
as Filandorras, festividades de carnaval que incorporavam “autênticos sismos”.
Espanha, com a forte tradição festiva pela influência da Igreja Católica, realizava festas
semelhantes às festas das bruxas, denominadas Filandorras. A palavra Filandorra está
associada a uma personagem do folclore português, especificamente da região de Trás-
os-Montes, que representa um homem que afia uma roca. Ao longo da explicação,
destacou-se a relevância da máscara neutra e como ela se encaixa no conceito da
Filandorra: uma máscara inexpressiva, desprovida de definição de gênero ou caráter,
destituída de significado.

No início do século XX, a máscara, previamente praticamente abolida no teatro


europeu com o advento do gênero literário, experimentou um ressurgimento

12
influenciado por diversas razões. A descoberta da arte primitiva africana, a assimilação
por artistas europeus, como os dadaístas, cubistas e futuristas, bem como os contatos
com o Teatro Nô do Japão e a redescoberta do corpo, desempenharam papéis-chave
nesse renascimento.

Além da explicação já mencionada, o Diretor enfatiza o fascínio pela força


intrínseca da palavra Filandorra: "É uma personagem da cultura transmontana, mas
também é um nome que ressoa bem nos ouvidos das pessoas.”

Caracterização da instituição de acolhimento


Equipa constituinte da instituição de Acolhimento

A equipa que compõe a Companhia demonstra, em sua totalidade, um talento


inato. Os atores revelam considerável talento, uma sólida presença vocal e notáveis
capacidades de interpretação. Integram o elenco: Débora Ribeiro, Silvano Magalhães,
Luís Pereira, Sofia Duarte (Estagiária), Bibiana Mota, Diogo Sineiro (Estagiário
Profissional), Bruno Pizarro e Paulo Magalhães. Importa sublinhar igualmente a equipa
técnica, sonoplastia e luminotecnia: Pedro Carlos e Carlos Carvalho.

Através dos ensaios e da observação dos atores, aprendi, sobretudo, a aprimorar


a minha projeção vocal, a postura em palco e a interpretação de uma forma geral. Em
peças como "O Auto da Barca do Inferno", testemunhei atores que desempenharam dois
papéis completamente distintos em questão de minutos: entrando e saindo de cena,
trocando de figurino e incorporando a sua próxima personagem de uma forma notável.
Além disso, em casos específicos, observei atores a desempenhar papéis bastante
desafiantes sem nunca comprometer a postura, por mais cansativo que fosse.

Por fim, foi através das Animações que reparei essencialmente no desempenho
em relação ao improviso, o qual foi muito bem desenvolvido. Em situações de stress e
preocupação, mantêm facilmente a calma, conseguindo contornar a situação de forma
tranquila, mesmo quando estas envolvem pessoas que estão a assistir às animações e
interferem de forma negativa com os atores. Foi também nas animações que consegui
desenvolver essencialmente o método "Análise do Movimento de Laban”.

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Quanto à luminotecnia e à sonoplastia, é com grande satisfação que afirmo ter
ficado bastante impressionada, de forma positiva. Em relação à luminotecnia e à minha
experiência com o Pedro, durante a realização do espetáculo "Um Natal (In) Esperado",
ele revelou-se compreensivo e paciente na minha parte enquanto interpretava a
personagem da "Barbie".

No que diz respeito à sonoplastia, o que mais me surpreendeu, e talvez tenha


sido a parte que mais apreciei durante o estágio, foi a composição original de músicas
pelo Luís, o Paulo e o Pedro. Ao chegarmos de manhã ao estágio, era enriquecedor
ouvi-los a compor e a ensaiar. Destaco, assim, o excelente desempenho deles no
espetáculo "Giz" e no espetáculo "Um Natal (In) Esperado". Neste último caso, o Luís
criou uma canção original que se tornou popular na companhia.

“A amizade é a chave
Da porta, do castelo
Onde mora o coração”
Luís Pereira, Ator Profissional da Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste

Para completar a equipa: Silvina Lopes, responsável pela


comunicação/divulgações públicas da Filandorra – Teatro do Nordeste, encarrega-se dos
agendamentos, horários, marcações e documentos oficiais. No nosso caso, enquanto
estagiária, a sua colaboração foi valiosa tanto a nível logístico como na elaboração do
relatório.

Por último, mas não menos importante, temos a Dr. Cristina Mota responsável
pela produção e assistência da companhia, também membro da direção artística. Além
disso, foi essencial no meu percurso enquanto estagiária, principalmente no espetáculo:
“Um Natal (In) Esperado”

Objetivos da instituição de acolhimento

A principal missão da instituição Filandorra – Teatro do Nordeste durante o


nosso estágio foi proporcionar-nos uma compreensão aprofundada da realidade que
permeia uma companhia de Teatro, tanto o trabalho físico quanto o mental envolvido.

14
Além da responsabilidade inerente dos atores ensaiarem os seus papéis, também
desempenham papéis cruciais na decisão do figurino e, em muitos casos, são
responsáveis pela própria encenação do espetáculo.

Adicionalmente, um dos objetivos fundamentais consistiu em proporcionar às


estagiárias uma visão abrangente sobre como funcionam diversas profissões dentro do
mundo do teatro, indo além do papel do ator. Adaptamo-nos às distintas condições de
cada palco, considerando não apenas as demandas dos atores em termos de projeção
vocal, dicção e articulação, mas também as complexidades enfrentadas pelos técnicos
de luz e som, ao se depararem com planos que, por vezes, não podem ser concretizados
conforme previsto.

Destacou-se a aprendizagem na gestão de diferentes públicos de todas as faixas


etárias, o que se revelou crucial no nosso desenvolvimento, pois cada espetáculo
desencadeia reações distintas, sendo que estas variam não apenas em função do
público, mas também em relação ao horário do dia.

Atividades da instituição de acolhimento

A Filandorra – Teatro do Nordeste, enquanto instituição cultural, apresenta uma


agenda variada, abrangendo desde espetáculos originais produzidos pela companhia
até adaptações de obras nacionais. Além disso, a instituição destaca-se por oferecer
diversas animações, particularmente durante as épocas festivas.

Espaço físico da instituição de acolhimento

A sede da Companhia Filandorra - Teatro do Nordeste encontra-se estabelecida


na Rua Praceta Abílio Aires, Loja 9, em Vila Real, Portugal. A infraestrutura
compreende dois espaços, sendo um deles uma ampla área destinada ao armazenamento
de cenários, adereços e figurinos de todas as produções teatrais, peças e animações da
companhia. A segunda divisão abriga os escritórios da direção, a sala de pesquisa, o
guarda roupas e a a sala de reuniões onde é realizada a leitura coletiva.

Destaco a Sala de Figurinos ou Costura, um espaço dotado de vários espelhos,


uma mesa central com uma máquina de costura e um manequim. Esta sala desempenha

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a função de confecionar ou reparar figurinos

Por fim, mas não menos significativa, temos a Sala de Ensaios, o epicentro de
toda a atividade teatral. É neste espaço que ocorrem todos os ensaios para as produções
da companhia. Aqui, são supervisionados os ensaios e são realizadas orientações, sendo
o local onde a magia do Teatro Filandorra – Teatro do Nordeste toma forma e se
desenvolve.

16
Capítulo III

Componente prática do estágio na Filandorra – Teatro do Nordeste


O estágio representa uma etapa crucial para concluir o curso, proporcionando aos estudantes
o primeiro contacto com o mercado de trabalho. Essa experiência inicial é uma fase intensiva de
aprendizagem, destinada a ampliar perspetivas e demonstrar a aplicação prática dos conhecimentos
adquiridos.

Ao enfrentar desafios quotidianos no ambiente profissional, desenvolvi a habilidade de


aplicar conhecimentos de maneira colaborativa e interdisciplinar. Esta vivência transcendeu o
especto profissional, o que proporcionou a aquisição de conhecimentos e habilidades de grande
importância não apenas para a construção da minha carreira, mas também para o meu
desenvolvimento pessoal.

Diante das atuais dificuldades na empregabilidade, especialmente nesta área específica,


considero crucial demonstrar habilidades com dedicação e empenho.

Orientação por a Atriz Débora Ribeiro


Ao longo do nosso estágio, fomos amplamente instruídos não apenas no âmbito da
encenação e interpretação teatral, mas também no domínio dos termos técnicos pertinentes ao teatro
e nos nomes apropriados para os adereços utilizados em cena. A nossa orientadora de estágio,
Débora Ribeiro, empenhou-se em transmitir não apenas conhecimentos práticos, mas também uma
compreensão aprofundada dos elementos fundamentais do teatro. Inicialmente, conduziu uma
reunião connosco e apresentou os conceitos básicos do teatro, para, posteriormente, expandir o seu
raciocínio durante uma visita ao Grande Auditório de Vila Real.

Durante essa visita, a orientadora elucidou distinções importantes, tais como a diferença
entre uma sala alemã, um teatro e um auditório. Explicitou que as pernas constituem o elemento
que delimita lateralmente o palco, representando um tecido sem armação. Discorreu sobre o papel
das cadeiras e cortinas de veludo na projeção e concentração da voz, abordando também o
proscénio como a área do palco mais próxima do público. A expressão "quebrar a quarta parede"
foi introduzida, caracterizando uma convenção dramática na qual uma parede imaginária invisível
separa os atores do público, ainda que a audiência possa perceber através dela.
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A orientadora proporcionou esclarecimentos detalhados sobre o uso de talha de ouro e talha
dourada em grandes teatros, assim como a função dos camarotes, considerados espaços "VIP"
destinados, outrora, à realeza ou a indivíduos de grande importância. Além disso, abordou o
conceito de ciclorama, uma cortina côncava posicionada atrás dos artistas, frequentemente
empregada para criar a ilusão de céu no palco. Destacou a iluminação variável que pode ser
aplicada a cicloramas, bem como a sua combinação com panos de fundo para alcançar efeitos
desejados.

Aspetos específicos do espaço cénico, como o som, foram abordados, com destaque para o
facto de que, no Grande Auditório de Vila Real, o som é produzido no palco, uma exceção ao
padrão em que normalmente é originado da plateia. A importância das quarteladas, tampos de
madeira no piso do palco utilizados para abrir alçapões, e a explicação do fosso de orquestra,
espaço abaixo do nível do palco destinado a conjuntos musicais, foram igualmente discutidos.

Para complementar a nossa aprendizagem, a orientadora forneceu valiosas referências de


livros e documentos em formato PDF disponíveis online, oferecendo-nos recursos adicionais para
aprofundar os nossos conhecimentos.

Orientação por o Diretor David Carvalho


As orientações foram bastante distintas, porém igualmente importantes. O Diretor David
Carvalho desempenhou um papel crucial, especialmente no que diz respeito à ampliação do nosso
conhecimento cultural e geral. Durante as nossas viagens, ele fazia questão de nos ensinar sobre a
cultura tradicional de cada local o que nos permitiu compreender um pouco da história de cada
região.

Além disso, ajudou-nos bastante na área da interpretação. Durante os ensaios gerais dos
espetáculos, ele corrigia e especificava claramente as suas expectativas para o desempenho do ator
e para a interpretação da personagem. Com isso, ele não alterava o que já estava feito, mas
acrescentava um brilho à interpretação do ator. Adicionalmente, foi muito prestável em relação ao
relatório, sempre disponível para responder a qualquer dúvida ou me fornecer definições adicionais
necessárias.

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Por último, agradeço muito por ele nos incluir em tudo e por ser bastante compreensivo em
relação à nossa situação acadêmica.

Atividades realizadas
Durante o estágio, o horário de trabalho seguia uma estrutura fixa, sendo elaborado
quinzenalmente, sendo comum termos as tardes de sexta-feira e as manhãs de segunda-feira como
períodos livres na maioria das semanas.

Os espetáculos eram previamente agendados, e nossos ensaios eram programados em


consonância com as apresentações mais próximas. Nos casos de espetáculos de palco, os atores
dedicavam-se intensamente aos ensaios, especialmente devido a substituições e à necessidade de
alguns atores assumirem papéis de outros já aposentados. Enquanto estagiárias, participávamos nos
ensaios quando éramos incluídas nos espetáculos, o que ocorria frequentemente. Quando não
fazíamos parte do elenco, observávamos atentamente, aproveitando a oportunidade para aprender
com os profissionais.

À medida que se aproximava a data dos espetáculos, era essencial rever e preparar os
figurinos e o cenário. Nas animações, que geralmente eram improvisadas e baseadas no tema da
festa, não havia ensaios convencionais. Em vez disso, escolhíamos os figurinos, uma parte crucial
das animações, e revíamos o plano de movimentação, muitas vezes baseado em animações
anteriores.
Além dos ensaios, espetáculos e animações, também nos envolvíamos em atividades de promoção
na praça para atrair público, sendo sempre bem-recebidos. Para finalizar, fazíamos reuniões com o
David para ficarmos atualizados sobre as novidades democráticas da companhia, marcações de
espetáculos e, ocasionalmente, em atividades proporcionadas pela UTAD.

Simpósio

No dia 11 de janeiro, recebemos um convite para assistir ao Simpósio no qual o Diretor da


“nossa” companhia foi entrevistado para o Podcast Teatrar, intitulado "Línguas de Perguntador".
Durante essa entrevista, foram abordadas questões pertinentes ao diretor sobre a companhia, e suas
respostas foram reforçadas durante a apresentação.

Após o simpósio, dirigimo-nos ao estabelecimento da companhia, onde tivemos a


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oportunidade de assistir ao podcast na íntegra. Nesse ambiente, pudemos aprofundar a nossa
compreensão sobre os temas discutidos e obter uma visão mais abrangente sobre o Apoio
Sustentado da DGARTES ao qual a companhia Filandora – Teatro do Nordeste se candidatou. A
participação no evento permitindo-nos absorver as ideias e perspetivas de vários profissionais
convidados.

Sinopses das Obras Literárias - por Filandorra – Teatro do Nordeste


Farsa de Inês Pereira

“Trata-se de uma divertida comédia de caracteres e costumes que conta a história de Inês
Pereira, jovem caprichosa e ambiciosa, que anda encantada por Brás da Mata, galante
combatente, mas é pressionada a casar com Pêro Marques, um lavrador simples e sem cultura. É
na escolha de pretendentes e suas consequências que se centra esta farsa vicentina, uma das mais
divertidas e satíricas da vida quotidiana do tempo de Gil Vicente, escrita a partir do ditado
popular Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube.

A versão da Filandorra – Teatro do Nordeste respeita fielmente o texto original, mas é


atualizado no tempo e espaço ao século XXI, substituindo a figura de Inês Pereira por uma jovem
“casadoira” que em vez de lavrar/bordar, está a atar e a pendurar fumeiro…em Figueira de
Castelo Rodrigo” assim como todo o contínuo da solução dramatúrgica que traz o texto para a
intemporalidade da obra vicentina.”

Frei Luís de Sousa

“Constitui um drama magistral que nos conta a história de um amor forte e verdadeiro
entre um homem e uma mulher, e do qual nasce uma filha… No entanto, a mulher já tinha sido
casada anteriormente e o marido que fora dado como morto, aparece…

É um clássico português que numa perspetiva histórica é muito importante na afirmação de


uma estética e de um determinado tipo de linguagem que perdura no tempo. Porque consideramos
pertinente voltar às questões do humanismo, aos problemas das pessoas, quisemos reinterpretá-lo
e tornar Frei Luís de Sousa numa obra que diga alguma coisa aos nossos contemporâneos, afinal
os personagens são pessoas de carne e osso, "gente honesta e temente a Deus" como escreveu
Garrett.”

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Auto da Barca do Inferno

“Constitui uma alegoria da sociedade quinhentista, com os seus vícios e os seus pecados,
abrangendo todas as camadas sociais. As almas, assim que deixam a vida humana, deparam-se
com duas barcas – a Barca do Inferno (comandada pelo Arrais) e a Barca da Glória (dirigida pelo
Anjo). Ludibriados pelas manhas do Diabo, os diferentes personagens embarcam sem resistência
no batel que lhes está destinado. O Arrais e o Companheiro preparam a entrada do Fidalgo, do
Onzeneiro, do Sapateiro, do Frade, da Alcoviteira, do Judeu e do Corregedor. Salvam-se apenas o
Parvo e os Quatro Cavaleiros que vão em direcção ao Paraíso.

Como plataforma cénica, e evocando um sentido pós-moderno da encenação, utiliza-se


como metáfora de “que no ponto que acabamos de espirar, chegamos subitamente a um rio, o qual
per força havemos de passar em um de dous batés que naquele porto estão”, uma estrada dos dias
de hoje (IP4), que tanto pode simbolizar o percurso para a vida ou o percurso para a morte.
Respeitando fielmente o texto original, a galeria de personagens vicentinas é atualizada no espaço
e no tempo modernos, viajando ao som de ícones musicais da atualidade e desfilando sob guarda-
roupa vistosamente contemporâneo.”

Um Natal (In) Esperado

“Natal é tempo de comprar presentes… a azáfama do Pai Natal é tão grande que não se
sabe o que fazer com a longa lista de presentes que a Menina lhe pediu. Com a ajuda dos seus
elfos e soldadinhos musicais embarca numa viagem pelo tempo das coisas simples e bonitas e
oferece à Benedita magia, sorrisos, música, alegria e amizade, mostrando-lhe antes o verdadeiro
sentido do Natal.

Na quadra mais especial e aguardada do ano, a Filandorra – Teatro do Nordeste


“oferece” sentimentos em forma de presente e brinda o público da região com o espetáculo Um
Natal (In) Esperado.

Um Natal (In) Esperado é uma criação coletiva, estreada a 14 de dezembro.”

Os Músicos da Aldeia… Natal

“Um dos clássicos europeus da literatura para a infância da autoria dos Irmãos Grimm,
conta a história de quatro animais, o burro, o cão, o gato e o galo que velhos e cansados, decidem
fugir dos seus donos (que os queriam matar) e partir para a cidade para integrarem a Fanfarra

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Municipal…Neste espectáculo actores/contadores e público reflectem em conjunto sobre a velhice
e a sua marginalidade, e celebram o valor da amizade e a importância de ter amigos.”

A Memória de Giz de Agustina Bessa-Luís

“O meu texto A memória de Giz teve um tratamento para teatro que mantém a
sensibilidade e o sentido que se destina à criança. José Caldas deu-lhe seriedade que educa o
jovem para as coisas que, com divertimento, ensinam. É uma história sobre a memória e uma
fantasia sobre a aprendizagem… AGUSTINA BESSA-LUÍS

A Filandorra – Teatro do Nordeste convidou José Caldas, da Quinta Parede, para


“revisitar” uma vez mais o texto de Agustina Bessa-Luís, de quem era amigo. Nesta encenação,
José Caldas recria a alegria da Agustina, as suas memórias do Douro, a casa de Vila Meã
iluminada com candeias onde as sombras assombravam as crianças numa dança misteriosa. A
Memória de Giz é um espetáculo para todas as idades e conta a história de “um rapaz tão
atrevido e mandrião cuja mãe não parava de lamentar-se pelos desgostos que ele lhe dava.
Faltava à escola sempre que podia, e usava uma fisga para matar pardais; também com ela
atirava pedradas à égua do Regedor...”. Para José Caldas, o que o seduz na Memória de Giz é «a
irredutível crueldade inocente da Agustina. Sim, escreveu para infância este pequeno, grande
romance, sem reduzir ou menorizar sua escrita. Pelo contrário acentuou a sua irreverência e foi
até o fim na alma humana.» Nesta nova encenação de A Memória de Giz, José Caldas alia a
música tradicional do Douro com a música contemporânea trabalhando à exaustão com os jovens
músicos e atores procurando uma amorosa consonância com os romances da Agustina que
sabiamente se aventura neste jogo entre passado e presente.”

Adaptação Contemporânea da Farsa de Inês Pereira pela Filandorra: Uma Análise


Comparativa com a Versão Original do Autor

A companhia Filandorra – Teatro do Nordeste optou por trabalhar o mundo contemporâneo


em duas obras renascentistas mantendo a fidelidade à versão original do autor. Optei por analisar e
comparar a peça "Farsa de Inês Pereira". Este trabalho visa examinar como a Filandorra aborda a
adaptação da obra, considerando a sua contemporaneidade e os aspetos originais estabelecidos pelo
autor. Serão exploradas as semelhanças e diferenças entre a versão da Filandorra – Teatro do
Nordeste e a versão original, fornecendo uma análise aprofundada da abordagem interpretativa e
criativa da companhia teatral.

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A adaptação contemporânea da Filandorra – Teatro do Nordeste da peça "Farsa de Inês
Pereira", respeita fielmente o texto original de Gil Vicente e apresenta uma interpretação única e
atualizada que reflete os valores e desafios da sociedade do século XXI.

Em termos de enredo, o cerne da história é centrado nas escolhas amorosas e nas


consequências das decisões da personagem principal, agora representada como uma jovem
"casadoira" em vez de uma jovem bordadeira. Enquanto Gil Vicente retratou a vida cotidiana do
seu tempo, com suas questões sociais e culturais, a Filandorra – Teatro do Nordeste atualiza o
contexto para a realidade contemporânea refletindo os desafios enfrentados pela juventude rural no
século XXI.

Além disso, a abordagem estilística e o tom humorístico da obra de Gil Vicente são
preservados na adaptação da Filandorra – Teatro do Nordeste o que garante a continuidade do
espírito satírico e divertido da peça original. No entanto, permitiu a exploração de questões
modernas, como os padrões de gênero, as pressões sociais e as expectativas culturais o que oferece
ao público uma interpretação relevante da obra clássica.

Perante isso, quando assistimos à peça teatral apresentei algumas questões pertinentes ao
Diretor David Carvalho sobre a obra em questão:

Qual é a razão por trás da incorporação de músicas nas peças teatrais e qual é a sua
utilidade?

“A incorporação de músicas nas peças teatrais serve a várias finalidades, incluindo a criação
de atmosfera, o estabelecimento de contexto histórico ou cultural, o reforço das emoções dos
personagens e a conexão com o público. No caso específico da Filandorra – Teatro do Nordeste, a
utilização de músicas tradicionais e nacionais do século XXI na adaptação contemporânea da peça
"Farsa de Inês Pereira" tem como objetivo situar a ação no tempo e no espaço da atualidade,
proporcionando ao público uma experiência cessível e imersiva.

Ao escolher músicas que refletem a personalidade da personagem Inês e o contexto social


em que ela está inserida, como a canção "Bebe" da artista romana, a Filandorra – Teatro do
Nordeste enriquece a caracterização e a compreensão do público sobre a protagonista. A música
serve como uma expressão do estado de espírito e das aspirações de Inês, enquanto também
contextualiza sua situação dentro da sociedade da época.
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Desta forma, a música não apenas acrescenta camadas de significado e profundidade à
encenação, mas também estabelece uma conexão emocional entre os personagens e o público o que
torna a experiência mais envolvente e relevante para o espectador.”

Qual é o significado do papel de Inês Pereira na peça?

“Na simbologia do texto original, desdobramentos adicionais emergem na interpretação da


peça. A narrativa central da obra circunda a figura de Inês Pereira, uma jovem caracterizada por a
sua preguiça e ociosidade, que, ao invés de se dedicar a atividades proveitosas, alimenta o sonho de
se casar como uma forma de escapar do trabalho. No entanto, na abordagem da Filandorra – Teatro
do Nordeste, Inês transcende a sua representação individual e passa a personificar todas as jovens
que eram compelidas a se casar em conformidade com as normas sociais e, em alguns casos, até
mesmo pelas imposições familiares. A versão da Filandorra – Teatro do Nordeste destaca a
realidade de muitas mulheres daquela época que não tinham a liberdade de serem donas de seus
destinos, mas eram, ao invés disso, subjugadas à posição de esposas dependentes dos homens. Inês,
ao se libertar de um casamento abusivo, recusa-se a aceitar a perspetiva de entrar numa união por
mera conveniência. Ao escolher casar-se com Pero Marques, ela emprega a própria sagacidade para
explorar a ingenuidade dele e, por conseguinte, aproveitar-se da vida de maneira mais plena. Em
síntese, mesmo que Inês tenha-se valido da inocência do Rústico, as suas ações podem ser
interpretadas como uma estratégia necessária para garantir a possibilidade de viver a vida sem ser
submetida aos julgamentos implacáveis da sociedade. Nesse contexto, ela torna-se, essencialmente,
um arquétipo do anseio de liberdade e autonomia que ressoava nas aspirações de muitas mulheres
daquela época.”

Na sua perspetiva, quem desempenha o papel de "vilão" na narrativa?

“Na história em questão, destaca-se inequivocamente o vilão da peça o Escudeiro, cujo


comportamento cruel e abusivo em relação a Inês Pereira, aliado à sua prática de mantê-la
aprisionada na residência para a sua própria conveniência, ressalta a sua natureza maligna.
Entretanto, para além do próprio Escudeiro, há outros personagens que, embora não sejam
categorizados como vilões, colaboram com o antagonista por falta de alternativas viáveis. Refiro-
me especificamente ao jovem criado do Escudeiro, que, apesar de não nutrir simpatia pelo patrão,
coopera em disseminar mentiras a fim de facilitar o matrimônio deste com Inês Pereira. É movido

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por circunstâncias que o colocam numa posição vulnerável e vê-se compelido a agir em
concordância com os interesses do Escudeiro, mesmo que contrariamente à sua própria vontade.
Esta complexidade nas relações entre os personagens contribuiu para um espetáculo intricado, no
qual a moralidade e as motivações são elementos fundamentais para a compreensão da narrativa.”

Como ocorreu o processo de seleção dos atores para interpretarem as personagens na peça?

“A seleção de atores para os diversos papéis foi predominantemente orientada pela


consideração da sua aparência física. A atriz encarregada de interpretar o papel de Inês Pereira, por
exemplo, foi escolhida pela sua estatura mais baixa e constituição magra, atributos que transmitem
ao público uma imagem de uma jovem ainda em fase de desenvolvimento físico. Contrastando com
essa escolha, a atriz que representa Leonor Vaz apresenta uma estatura elevada e uma figura
completamente desenvolvida, inclusive o seu figurino, meticulosamente ajustado, simbolizam a
personalidade da personagem, a alcoviteira, cujo ofício na época consistia em facilitar casamentos,
sugerindo assim a corrupção na base familiar. Outro exemplo digno de nota é a escolha do ator para
o Escudeiro, um homem de beleza evidente, cujo porte elegante e cuidado estético refletem a
natureza refinada da personagem. Por sua vez, o ator designado para o papel de Pero Marques
destaca-se por a sua estatura mais baixa e ausência de cabelo. Cabe ressaltar que, ao expor estas
características, não intento ofender qualquer pessoa; trata-se, sim, de aspetos que busco
deliberadamente nas personagens, sendo que os atores foram escolhidos com base na adequação a
cada papel. Não apenas a aparência física, mas também outros critérios foram minuciosamente
avaliados durante o processo de seleção. Dada a minha familiaridade com os atores, tomei decisões
que considero mais condizentes com minha visão artística. Asseguro, sem hesitação, que qualquer
um dos meus atores desempenharia admiravelmente qualquer papel.”

Espetáculos
Digressão da peça: Auto da Barca do Inferno

LOCAL: VILA NOVA DE GAIA

No dia 8 de novembro de 2023, a companhia Filandorra – Teatro do Nordeste foi até Vila
Nova de Gaia para apresentar a peça "Auto da Barca do Inferno", obra de Gil Vicente, na escola
básica e secundária de Canelas. Além dos membros habituais da companhia, contamos com a
presença especial de Helena Coelho, atriz que recentemente se tinha retirado da vida artística,
depois de mais de quarenta anos a fazer teatro, por ter atingido a idade da reforma.

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Ao chegar ao local, todos ajudamos na descarga da carrinha que transportava o cenário e os
figurinos. Em seguida, procedemos à preparação do cenário, iluminação e som. As estagiárias
revisaram a sua parte com a música e ensaiaram as entradas. As nossas personagens eram as
Cavaleiras, representando profissões de grande importância pública, como Médica, Militar, Cruz
Vermelha e Bombeira. A conceção do Diretor, David Carvalho, visava destacar aqueles que lutam
pela vida do próximo, conferindo-lhes o direito de embarcar na Arca do Paraíso. Além disso, a
escolha de personagens femininas fortaleceu a mensagem de empoderamento feminino, enfatizando
a importância da confiança no desempenho desses papéis.

Durante a apresentação, observamos que o público, devido à diversidade de idades, reagiu


de maneiras distintas, sendo particularmente ativa e efusiva devido à faixa etária pré-adolescente e
adolescente. Após o espetáculo, procedemos à desmontagem do cenário e ao carregamento dos
adereços na carrinha.

LOCAIS: FREIXO DE ESPADA Á CINTA, SÃO JOÃO DA PESQUEIRA E PENEDONO


Digressão do Espetáculo "Auto da Barca do Inferno" - Um sucesso em Freixo de Espada-à-
Cinta, São João da Pesqueira e Penedono

Entre os dias 28 e 30 de novembro, a “nossa” companhia empreendeu uma digressão para


apresentar o espetáculo "Auto da Barca do Inferno". Cada apresentação, destinada a alunos do 9º
ano como complemento às aulas de português, revelou-se fundamental para o desenvolvimento
escolar dos estudantes, permitindo uma vivência prática da obra em estudo.

Os espetáculos ocorreram em locais familiares à “nossa” companhia, nomeadamente em


Freixo de Espada-à-Cinta, São João da Pesqueira e Penedono.

No primeiro dia, em Freixo de Espada-à-Cinta, além da apresentação, tive a oportunidade de


aprofundar a minha cultura. O Diretor David Carvalho conduziu uma visita guiada pela igreja e
pela torre e realçou a importância que um encenador deve ter á cerca da região, os seus costumes,
lendas e história de cada local.

No segundo dia, em São João da Pesqueira, experimentamos uma receção calorosa do


público. Após o espetáculo, dirigimo-nos á sede da Filandorra – Teatro do Nordeste, com a
expectativa de apresentar "Natal (In) Esperado" à tarde, porém foi cancelado devido às condições
climáticas. No entanto, mesmo assim, caracterizamo-nos e maquilhamo-nos.
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No terceiro e último dia, em Penedono, enfrentamos uma menor audiência, refletindo-se na
resposta às piadas e diálogos. Embora tenhamos percebido uma diferença no desempenho,
conseguimos concluir o trabalho com sucesso.

Concluindo, esta foi a primeira vez que realizamos uma digressão consecutiva,
proporcionando-nos uma experiência nova e gratificante. Acreditamos que a peça desempenhou um
papel crucial como complemento às aulas de português, e ansiamos por futuras oportunidades de
realizar digressões semelhantes.

Digressão da peça: Um Natal (In) Esperado

LOCAIS: AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CANELAS, CENTRO HOSPITALAR DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO, PENEDONO,
AMARANTE, VALPAÇOS, FREIXO DE ESPADA Á CINTA E VILA NOVA DE FOZ CÔA.

"Um Natal (In) Esperado” conta a história de Benedita, uma menina que elabora uma
extensa lista de desejos para o Natal e pede ao Pai Natal que a torne realidade. Contudo, é
interrompida pelo próprio Pai Natal e seus ajudantes, os Elfos e Soldadinhos Musicais, que
mostram a Benedita o verdadeiro significado do Natal através de presentes mágicos. Os Elfos
tentam impedir que os presentes escapem, enquanto os Soldadinhos Musicais tocam música para
animar o público. Cada presente traz uma mensagem importante para a Benedita:

Palhaço Luís: Enfatiza o valor da amizade e da brincadeira.


Bonecas Inês e Bibiana: Destacam a importância da reciclagem, amor e compaixão.
Bola: Enfatiza a importância de dar boas gargalhadas.
Barbie: Salienta a importância de sonhar e nunca esquecer o próprio valor.
Mimo: Ensina o valor de um bom abraço e a importância da tristeza para alcançar a
felicidade.
Fada, Bruxa, Sapo e Princesa: Ensinam a importância da auto-confiança, sem ceder às
expectativas alheias.

A primeira apresentação do espetáculo "Um Natal (In)Esperado" foi no Jardim de Infância


nº2 em Vila Real, destinado a crianças de 2 a 5 anos. Apesar de alguns contratempos técnicos, a
apresentação foi excelente e bem recebida pelo público. A minha interpretação como Barbie foi
particularmente destacada. Durante os ensaios, foi me aconselhado a fazer uma busca pela minha
voz, mas acredito ter desempenhado bem o papel, recebendo elogios calorosos das crianças, como
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"Eu adoraria ser uma Barbie como tu" e "A tua casa é toda rosa? E o teu carro?". Esses comentários
indicam que fui convincente no papel, e o figurino contribuiu significativamente. No final do
espetáculo, fui abraçada por todas as crianças presentes, demonstrando a conexão positiva
estabelecida durante a performance.

À tarde, tivemos o privilégio de assistir ao espetáculo "Os Músicos da Aldeia… Natal", uma
apresentação para todas as idades na Aldeia Mateus, interpretada por os atores profissionais da
Filandorra - Teatro do Nordeste.

No dia 18 de dezembro, durante a apresentação do espetáculo "Um Natal (In) Esperado" no


Centro Hospitalar de Vila Real, experimentamos a calorosa presença de pacientes internados e
diversos profissionais, como médicos, estagiários e funcionários de limpeza. A resposta positiva da
audiência foi claramente percetível, o que criou um ambiente vibrante. A constatação foi que o
evento trouxe alegria à vida daqueles que enfrentam desafios diários no hospital e tivemos a
significativa oportunidade de difundir positividade e conforto por meio da expressão artística. Este
momento revelou a capacidade única da arte de transcender as circunstâncias adversas o que
proporcionou um alívio bem-vindo e momentos de descontração em um ambiente muitas vezes
desafiador.

No dia 19 de dezembro, o espetáculo "Natal (In) Esperado" em Penedono foi agraciado pela
presença da neve, uma experiência verdadeiramente única. O palco recebeu um público
diversificado, com idades compreendidas entre 3 e 12 anos. Um momento particularmente notável
ocorreu quando duas crianças, envoltas na magia do espetáculo, adormeceram durante a
representação. Essa cena singular ressalta a capacidade do espetáculo envolver e encantar o
público, cria memórias inesquecíveis para todas as idades. A diversidade etária presente no público
testemunha a universalidade do apelo do espetáculo que alcança desde os mais jovens até os
espectadores mais experientes. Esta experiência única, marcada pela presença da neve e pela
participação ativa do público, contribuiu para tornar o "Natal (In) Esperado" em Penedono uma
ocasião verdadeiramente memorável.

No dia 20 de dezembro, a apresentação do espetáculo em Celorico de Basto foi marcada por


um palco acolhedor e espaçoso, proporcionando um ambiente propício à vivência artística.
Contudo, enfrentamos desafios relacionados à falta de espaço adequado para trocar figurinos e
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realizar a caracterização. Apesar dessas limitações, a resposta encantadora e cativante das crianças
presentes, aliada à receção calorosa do público, destacou-se como um ponto alto da experiência.
Este dia ressalta não apenas a dedicação da equipa envolvida na produção do espetáculo, mas
também a paixão em superar obstáculos para criar momentos inesquecíveis para todos os
espectadores. A capacidade de cativar o público, mesmo diante de desafios logísticos, sublinha o
comprometimento em proporcionar uma experiência memorável e encantadora durante a temporada
festiva.

No dia 21 de dezembro, destaco a apresentação do espetáculo "Natal (In) Esperado" em


Valpaços como o ponto culminante da semana. O ambiente festivo, adornado com a aldeia natal,
contribuiu para criar uma atmosfera verdadeiramente encantadora. Apesar do desafio de realizar o
espetáculo no meio da rua, devido à falta de um palco formal, a dedicação e habilidade da equipa
foram evidentes e superamos as condições vocais desfavoráveis. As interações com as crianças
foram particularmente notáveis pois foi possível ver o entusiasmo delas ao aprenderem a dança da
Barbie e tirarem fotos com todas as personagens. Estes momentos adicionaram um toque único à
apresentação, com um impacto positivo do espetáculo na comunidade.

No dia 22, durante a apresentação em Freixo de Espada à Cinta, é digno de destaque a


calorosa receção que recebemos. As condições proporcionadas foram notavelmente fantásticas,
com a presença de aquecimento nos camarins, o que contribuiu para um ambiente confortável e
propício ao desempenho artístico. A resposta positiva das crianças presentes também foi notável
devido á interação entusiástica e participativa do público infantil que acrescentou uma dimensão
especial à experiência.

O dia 23 de dezembro foi verdadeiramente especial pois marcou o fim da digressão "Um
Natal (In) Esperado" em Vila Nova de Fôz Côa. Cada momento desse dia foi apreciado, e destaco
especialmente a refeição ao almoço pela sua qualidade. A variação nas refeições em cada
localidade foi diferente notável e contribuiu bastante para a experiência cultural. A preparação com
caracterização e figurino ocorreu pacificamente, e tivemos a oportunidade de pisar um palco com
condições bastante favoráveis que incluiu um com registro fotográfico da performance para
preservar as memórias deste último dia especial. O toque final de interagir e abraçar calorosamente
as crianças presentes adicionou um elemento humano e memorável. Este último dia não apenas
marcou o fim da digressão, mas também ressaltou a importância do teatro como meio de criar
momentos significativos e conexões emocionais duradouras.
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Farsa de Inês Pereira/ Frei Luís de Sousa

No dia 18 de janeiro de 2023, tive a oportunidade de assistir à peça "Frei Luís de Sousa",
seguida pela apresentação de "A Farsa de Inês Pereira" no dia 25 de janeiro de 2023, ambos
realizados no Teatro Municipal de Vila Real. É interessante notar que houve diferenças
significativas na atmosfera e na interação do público durante as duas peças. Na "A Farsa de Inês
Pereira", percebi uma energia mais agitada e uma audiência mais reduzida. Por outro lado, durante
"Frei Luís de Sousa", a sala estava quase lotada e o público estava mais silencioso e concentrado na
apresentação.

Ao refletir sobre a minha experiência nos espetáculos no Filandorra – Teatro do Nordeste,


posso inferir que a diferença de comportamento do público pode estar relacionada ao horário das
apresentações. A Farsa foi realizada na parte da tarde, após o almoço, quando é natural que os
jovens estejam mais agitados. Em contrapartida, durante a manhã, é comum que o público esteja
mais calmo e recetivo. Além disso, pude observar como a climatização do ambiente pode
influenciar na qualidade da projeção vocal dos atores. No caso de "Frei Luís de Sousa", o ar
condicionado estava ligado e isso afetou a capacidade dos atores de projetarem as vozes de forma
clara e audível, mesmo estando situada no meio da sala. No entanto, este problema foi corrigido
para a apresentação da "A Farsa de Inês Pereira" o que resultou numa experiência auditiva mais
satisfatória.

Os Músicos da Aldeia… Natal

No dia 14 de dezembro, assisti ao espetáculo "Os Músicos da Aldeia… Natal". Este


espetáculo sobressaiu-se especialmente por diversos aspetos que marcaram profundamente a sua
realização. Primeiramente, é importante mencionar que, pela manhã, já havia sido realizado o
espetáculo "Um Natal (In) Esperado", o que possivelmente contribuiu para uma ligeira influência
na performance dos atores durante a apresentação da tarde, uma vez que estavam mais cansados.
No entanto, isso não impediu que entregassem um excelente trabalho. O aspeto mais marcante do
espetáculo "Os Músicos da Aldeia… Natal" foi, sem dúvida, o local onde foi apresentado: num
infantário, mais precisamente a Creche e Jardim de Infância D. Maria de Lurdes Amaral e os
espectadores representavam todas as faixas etárias, de bebés a idosos. Durante a apresentação, os
idosos foram acomodados em cadeiras, enquanto as crianças posicionaram-se no chão, com mantas
por baixo. Os atores, por sua vez, conduziram o espetáculo de forma a envolver ativamente as

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crianças, interagindo diretamente com elas. Esta dinâmica de interação entre diferentes gerações e a
proximidade física entre os atores e o público remete a experiências similares vivenciadas durante o
espetáculo "Um Natal (In) Esperado", no entanto, a presença de pessoas idosas acrescentou uma
dimensão adicional.

Em suma, o espetáculo "Os Músicos da Aldeia… Natal" destacou-se pela sua abordagem
intimista e pela forma como conseguiu envolver e emocionar o público de todas as idades.

Animações:
Aldeia Assombrada: Noite das Bruxas à Portuguesa – Local: Montalegre, Vilar de Perdizes.

No dia 31 de outubro, a animação tomou lugar em Vilar de Perdizes às 17h30 e prolongou-


se até às 3h00 do dia 31 de outubro. No dia anterior, recebemos instruções para nos prepararmos
em casa para o espetáculo. Antecipei a minha caracterização antes de nos reunirmos na
Filandorra – Teatro do Nordeste e finalizei enquanto aguardava os restantes membros da
Companhia. Fomos recebidos num ambiente decorado e aterrorizante, em sintonia com o tema
Halloween. Jantamos num restaurante, gentilmente oferecido pela junta de freguesia local. Após
o jantar, dirigimo-nos a uma sala para vestir os nossos figurinos e nos prepararmos para interagir
com os frequentadores dos restaurantes e cafés locais.

Como estagiárias, fomos vestidos de bruxas e, acompanhadas por uma banda musical,
entretemos as pessoas, dançamos e animamos. Posteriormente, partimos para um cortejo a pé
pelas ruas escuras, acompanhados por um grupo de artistas de fogo. Ao chegarmos ao topo, o
grupo de fogo realizou a sua performance, e nós retornamos ao local da festa. No palco,
realizamos uma animação com uma bebida típica de Vilar de Perdizes que se chama a Queimada
Barresã que simul a criação de poções e bruxarias. A bebida foi oferecida ao público no final do
espetáculo, e, em seguida, descaracterizamo-nos. Tive o privilégio de conhecer o Padre Fontes e
aprender mais sobre a história da festa de Vilar de Perdizes. Durante o meu primeiro dia oficial
de estágio, senti-me estimulada e satisfeita com a receção calorosa dos residentes locais, que se
mostraram cooperativos. Acredito ter desempenhado com eficiência o papel de animadora pois
animei as pessoas com sucesso.

Festa da Cabra e do Canhoto: Montalegre – Local: Cidões, Vinhais.

A animação ocorreu em Cidões, na festa da Cabra e do Canhoto, no dia 5 de novembro.


Recebemos instruções para nos vestirmos como bruxas, semelhante ao evento em Montalegre, no
31
entanto, a caracterização foi diferente, pois desta vez fazíamos parte de uma animação celta.
Partimos da Filandorra – Teatro do Nordeste por volta das 17h e chegamos a tempo para o jantar.
Após a refeição, dirigimo-nos diretamente para um cortejo que nos conduziu ao centro principal
da festa, onde uma enorme fogueira foi acesa. Ao longo da noite, animamos os presentes,
dançamos ao som da música e cantamos. No final, ocorreu a queima do "Cabrão". Formou-se um
cortejo para acompanhá-lo até a fogueira, enquanto animávamos as pessoas atrás da carroça.
Após a queima, participamos em danças típicas celtas com os locais.

Observação: Durante o evento, aprendemos que o "Cabrão" é representado com seus genitais
expostos de forma exagerada, simbolizando a fertilidade.

Animação Medieval no Programa Televisivo “Somos Portugal” – Local: Sabrosa.

No Programa Nacional: “Somos Portugal”, o nosso propósito era entreter o público durante
os intervalos da programação, tanto dentro quanto fora do pavilhão onde o programa foi
transmitido. O local estava repleto de barracas que ofereciam uma variedade de bebidas e
comidas, dando-nos a oportunidade de explorar um pouco de tudo. O figurino escolhido foi
medieval, alinhado com o tema das barracas e a época pretendida. Cantamos e dançamos ao som
dos instrumentos tocados pelos membros da companhia, conseguindo efetivamente cumprir o
nosso objetivo de animar as pessoas presentes.

Na minha perspetiva pessoal, observei que a organização do recinto poderia ter sido melhor
estruturada, pois enfrentamos a necessidade de nos deslocarmos para a parte externa a fim de
animar aqueles que estavam fora do recinto principal. No entanto, devido à ocorrência de
espetáculos musicais de outros artistas na área externa existiram limitações para animar o público
conforme inicialmente planejado. Além disso, é importante mencionar que não foi
disponibilizado um camarim para nós, apenas uma casa de banho para guardar os nossos
pertences. Considero que as companhias de teatro merecem o mesmo respeito que as empresas
televisivas.

Em conclusão, encaro esta experiência como algo valioso para a minha vida e expresso a
minha gratidão pela oportunidade de participar. Quero agradecer especialmente ao Diretor da
Companhia do Filandorra – Teatro do Nordeste, que dedicou esforços incansáveis para preservar
a tradição teatral apesar das dificuldades enfrentadas.

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Feira Anual de Santo André – Local: Mesão Frio

No dia 3 de dezembro dedicamo-nos à seleção dos figurinos destinados à animação


programada para as 15 horas. A viagem teve início por volta do meio-dia e chegamos ao local
por volta dos 12:40h. Após o almoço dispusemo-nos a caracterizar-nos para a apresentação. Em
comparação com outras performances, este foi um trabalho relativamente simples, uma vez que
participamos apenas no cortejo e interpretamos personagens medievais. O evento, embora menos
complexo em termos de caracterização, foi valioso para o nosso repertório e fortaleceu a nossa
conexão com diferentes épocas e estilos artísticos.

Animação Mil Diabos à Solta – Local: Vinhais

O evento "Mil Diabos à Solta em Vinhais" é uma celebração tradicional enraizada nas
tradições carnavalescas da região de Trás-os-Montes. Durante esta festividade, os participantes
vestem figurinos coloridos e máscaras elaboradas que representam os "Mil Diabos" ou outras
figuras folclóricas. Os desfiles animados percorrem as ruas da cidade, com músicos e dançarinos
acompanhando os grupos. Durante o evento, são realizadas brincadeiras e sátiras, adicionando um
toque de humor e irreverência ao Carnaval.

A Companhia Filandorra- Teatro do Nordeste tem presença garantida todos os anos como
animadores do evento. Nas apresentações, eles tradicionalmente representam os Pecados Mortais,
com mulheres nas varandas puxadas por homens até as carroças. Durante o percurso, são
apresentados os Pecados, acompanhados por espetáculos de fogo proporcionados por outras
companhias. O evento culmina com um espetáculo final que termina com a queima da morte.
Enquanto estagiária eu representei o pecado da luxúria, a apresentação foi realizada de forma
corporal, acompanhada de uma música. O figurino desempenhou um papel essencial na animação,
e, por isso, fui com um vestido preto justo, sapatos pretos e caracterização apropriada.

Detalhes Técnicos das Atividades


Desenho de Luz:

Um desenho de luz é um elemento crucial no design de produções teatrais, eventos ao vivo,


filmes e até mesmo em instalações artísticas. Envolve o planejamento e a execução da
iluminação para destacar cenários, definir o clima e criar atmosfera. O designer de luz trabalha
em estreita colaboração com diretores, produtores e outros membros da equipa criativa para criar
uma estética visual que complemente a narrativa ou o tema da produção. Isso pode envolver o

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uso de diferentes cores, intensidades e padrões de luz, bem como a coordenação de efeitos
especiais de iluminação para enfatizar momentos-chave do espetáculo ou transmitir emoção. O
desenho de luz desempenha um papel fundamental na criação de uma experiência imersiva e
impactante para o público.
Descrição dos desenhos de luz de cada espetáculo:
Auto da Barca do Inferno:
 Utilização das cores vermelha (representa o inferno) e azul (representa o paraíso) nos
refletores de palco.
 Uso de luzes de inundação para cobrir amplas áreas do palco, efeito de luz ambiente.
 Refletor posicionado atrás da barca do Diabo para destacar a sua entrada inicial, criando
uma luz repetitiva.

Natal (In) Esperado:


 Desenho de luz baseado em iluminação ambiente.

Farsa de Inês Pereira:


 Principalmente iluminação ambiente, com uso frequente de foco de holofotes em cenas
específicas para enriquecer a narrativa.
 Ênfase nos holofotes da parte frontal do palco para destacar a cena final entre Inês e Pero
Marques: Direcionamento de foco para a atriz que interpreta Inês e o ator que interpreta o
Ermitão durante seu encontro, criando destaque para essa cena final.

Frei Luís de Sousa:


 Predominantemente iluminação ambiente1 em toda a peça, exceto em uma parte específica:
Uso de holofotes com feixe vermelho e projetores de luz de palco para criar ambiente forte
e desesperador durante a cena em que Manuel de Sousa Coutinho queima a casa.

Memória de Giz:
 Esses desenhos de luz são essenciais para a criação de atmosfera, enfatização de temas e
personagens, e condução da narrativa em cada espetáculo mencionado.

Os Músicos da Aldeia… Natal:


 No espetáculo "Os Músicos da Aldeia… Natal", uma escolha particularmente notável foi a
1
É um tipo de iluminação simples que costuma ser utilizada para iluminar todo o palco e ambiente.
34
decisão de não utilizar qualquer tipo de aparelhos de luminotecnia. Essa abordagem
acrescentou uma camada especial à atmosfera do evento para realçar ainda mais a sensação
de proximidade e autenticidade. Ao prescindir de recursos de iluminação artificiais, os
organizadores do espetáculo permitiram que a luz do dia permeasse o ambiente, esta decisão
não apenas enfatizou a intimidade do local, mas também proporcionou uma experiência
visual única para os espectadores. Além disso, a utilização exclusiva da luz do dia
contribuiu para reforçar a conexão com o ambiente externo que foi especialmente
significativo considerando o contexto do espetáculo, realizado num infantário, onde a
presença de crianças e idosos foi enriquecida pela experiência de compartilhar a luz natural
juntos. Esta abordagem também pode ser interpretada como uma escolha consciente de
simplificar a produção do espetáculo, de forma a salientar a essência da performance e o
poder da narrativa para cativar o público, sem depender de recursos tecnológicos adicionais.

Sonoplastia:

A sonoplastia é a arte de criar e manipular sons para fins artísticos, geralmente em


produções teatrais, filmes, programas de rádio e televisão, jogos de vídeo e outras formas de média.
Os sonoplastas são responsáveis por selecionar, editar e misturar sons para complementar a
narrativa, definir o ambiente, criar atmosferas realistas e transmitir emoções. Eles utilizam uma
variedade de ferramentas e técnicas, incluindo bibliotecas de efeitos sonoros, gravações de campo,
instrumentos musicais e software de edição de áudio para alcançar os resultados desejados. A
sonoplastia desempenha um papel crucial na criação de uma experiência auditiva imersiva e
envolvente para o público.

Auto da Barco do Inferno:


No espetáculo "Auto da Barca do Inferno", a seleção das de músicas foi realizada de forma
a completar a caracterização das personagens e o ambientação geral da peça. Desde compositores
como Madredeus, Rammstein, Manu Chao, Kusturica até António Variações e Quinzinho de
Portugal, a diversidade de estilos musicais reflete a variedade de personalidades e contextos
representados na história. Cada música foi escolhida com grande cuidado para se adequar à
personalidade e ao aspeto de cada personagem. A presença de faixas de diferentes artistas e gêneros
contribui para enriquecer a atmosfera do espetáculo.

Ao destacar a importância das músicas neste espetáculo, fica evidente o esforço da equipa
criativa em utilizar a sonoplastia como uma ferramenta poderosa para aprofundar a compreensão
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dos personagens e enriquecer a experiência teatral como um todo.

Natal (In) Esperado:


O espetáculo “Natal (In) Esperado”, teve a combinação de músicas comerciais e
composições originais com um propósito claro: cativar o público infantil. A escolha criteriosa das
músicas, sejam elas comerciais ou originais, visa criar uma atmosfera mágica e envolvente,
adequada ao público-alvo da peça.

Ao integrar músicas conhecidas e populares, o espetáculo busca estabelecer uma conexão


imediata com as crianças e, mesmo tempo, as composições originais adicionam uma camada de
exclusividade e originalidade à produção para garantir originalidade. Esta combinação de
elementos musicais, cuidadosamente selecionados e adaptados ao público infantil, demonstra o
compromisso da equipa criativa em proporcionar um espetáculo emocionante, divertido e
inesquecível para as crianças. Ao criar uma trilha sonora que ressoa com os gostos e sensibilidades
do público-alvo, o espetáculo visa não apenas entreter, mas também educar, inspirar e encantar as
crianças.

Entrada da Benedita: Música Gnomes and Fairies de Marco Cutini


Entrada do Pai Natal, Soldadinhos e Elfos: Música Noite Feliz, somente o instrumental,
tocado através de uma guitarra e uma flauta.
Cena do Palhaço: Música de composição própria: “A Amizade é a Chave”, tocada através
de uma guitarra.

“A amizade é a chave
Da porta do castelo onde mora o coração
Gente precisa de gente
Para sentir cumplicidade
Sentir amor, confiança, segurança e lealdade
Cada um faz seu caminho
Mas é raro alguém sozinho
Encontrar felicidade
A amizade não se compra
Amizade não se vende na feira
Amizade é um presente de graça que nos faz rico para a vida inteira”
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Entrada das Bonecas: Música instrumental de caixa de bonecas.
Entrada da Bola: Música de composição Original:

“Pulo, pulo, pulo. Giro, giro, giro. Salto, salto, salto.”, tocada através de duas guitarras e uma
bateria.

“Giro, giro, giro. Giro pelo ar.


Salto, salto, salto. Salto, sem parar…
Vou de pé em pé
Vou de mão em mão
Para toda a gente
Trago diversão
Giro, giro, giro. Giro pelo ar.
Salto, salto, salto. Salto, sem parar…”

Segunda Entrada da Princesa e do Sapo: Adaptação da Música: “Foi Feitiço” de André


Sardet, tocada através de duas guitarras e sons de complemento por umas batidas num prato de
bateria.

“Tu gostavas que eu fosse como tu (Pois gostava)


De ter pernas e poder andar (Hum hum)
Mas eu nunca o queria, de noite ou de dia
E eu não, vou mudar! (Mas podias)

Eu gostava que olhasses para mim


E sentisses o que é ser um sapo
Mergulhasses sem medo
No meu lago, em segredo
Só para eu, te mostrar…”

Dança da Barbie: Música Dance The Night da Artista Dua Lipa


Entrada do Mimo: Música A Pantera Negra de Henry Mancini
Dança do Mimo: Música “oh Noel, I don´t know how they found me” , piano instrumental.
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Entrada da Fada e da Bruxa: Adaptação da Música Mother Knows Best da Artista Donna
Murphy, cantada á capela.

“Bruxa: Eu faço a poção!


Fada: Eu faço a poção!
Bruxa: Não, eu faço a poção!
Fada: Não, eu faço a poção!
Bruxa: Eu faço a poção
Fada: A fada é que sabe
BRUXA: A bruxa é que sabe
A bruxa é que sabe
Ouve o que eu te digo
Ela tem de ser um sapo
FADA: A fada é que sabe
De qualquer maneira
Ele merece ser um príncipe
BRUXA- sapo
FADA - príncipe
BRUXA - coxas de rã
FADA - coroa
BRUXA - olhos de coruja
FADA - perfume
BRUXA - eu tenho razão
FADA - eu tenho razão”

Fim do Espetáculo: Adaptação da música: A Todos um Bom Natal, cantada ao som do


instrumental por todos o elenco.
Para além das músicas, também havia efeitos sonoros, ou mais propriamente, foley 2, que
ajudaram na experiência do espetáculo.

Farsa de Inês Pereira:

2
Efeitos sonoros específicos geralmente chamados de "foley". A arte de criar efeitos sonoros ao vivo conhecida como "foley art". Os profissionais que realizam essa tarefa são chamados de "artistas
de foley" ou "foley artists". Eles usam uma variedade de objetos e superfícies para produzir sons que correspondam às ações mostradas, adicionando realismo e imersão à experiência do público.
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Na peça "Farsa de Inês Pereira", a escolha cuidadosa das músicas desempenha igualmente
um papel fundamental na caracterização das personagens e na condução da narrativa. Por exemplo,
quando Inês coloca a aparelhagem da rádio para funcionar e a música "Já não sou um Bébe" da
Artista Romana toca e assim faz referência à idade de Inês e ao seu destino que era casar. Essa
escolha destaca o tema do casamento e reforça a personalidade e as circunstâncias da protagonista.

Outra música significativa é "Ana Maria" da banda Trio Odemira, que marca um momento
crucial na história quando Inês decide casar com o escudeiro. A seleção dessa música não apenas
realça o falso romance entre os personagens, mas também adiciona camadas de complexidade
emocional à cena, contribuindo para o desenvolvimento da trama e dos relacionamentos
interpessoais.

Assim, cada música escolhida na peça "Farsa de Inês Pereira" é pensada com um propósito
específico, seja para estabelecer o contexto histórico, para acentuar os sentimentos das personagens
ou para avançar a narrativa de maneira significativa.

Frei Luís de Sousa:

No espetáculo "Frei Luís de Sousa", a trilha sonora desempenha um papel crucial na


evocação de emoções e na marcação de momentos-chave da história. Um exemplo disso é quando
Manuel de Sousa Coutinho queima a casa, um evento de grande impacto na trama. Este momento é
acompanhado pela música "Sympathy For Hajnal" do artista Venetian Snares, que cria uma
atmosfera de tensão, tragédia e desespero, intensificando a dramaticidade da cena e ressaltando a
gravidade das ações do personagem.

Além disso, outro momento marcante na peça é quando D. Maria de Noronha morre nos
braços dos pais. Esta cena é acompanhada por uma música que adiciona uma dimensão emocional
profunda, enfatizando a tragédia da situação e provocando uma resposta emotiva no público. A
escolha dessa música contribui para a intensidade do momento e para a reflexão sobre temas como
perda, luto e redenção, que são centrais na história.

Memória de Giz:

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No espetáculo "Memória de Giz", diferente dos outros espetáculos, toda a trilha sonora e os
efeitos sonoros são compostos internamente pela equipa de compositores. A presença de um
técnico de som e instrumentos de percussão e corda em palco enriqueceu a experiência e a escolha
desses instrumentos, juntamente com adereços de cena, contribui para uma ambientação coerente
com a temática do espetáculo. A sonoridade dos instrumentos de percussão e corda adiciona
profundidade e textura à trilha sonora, enquanto os efeitos sonoros criam momentos de tensão,
suspense e emoção ao longo da peça.

A integração harmoniosa entre música, efeitos sonoros e elementos visuais demonstra o


cuidado e a dedicação da equipa criativa em proporcionar uma visão impactante.

Figurinos:

Os figurinos desempenham um papel essencial no teatro, cinema, dança e outras formas de


expressão artística. Eles são muito mais do que simplesmente roupas; são ferramentas poderosas
que ajudam a contar uma história, caracterizar personagens e transmitir informações sobre época,
contexto social e psicologia dos personagens. Os figurinos são escolhidos com cuidado para refletir
a visão do diretor, o estilo da produção e a personalidade de cada personagem. Eles contribuem
para a estética geral da obra e desempenham um papel fundamental na imersão do público na
história.

Auto da Barca do Inferno: Com base na encenação de David Carvalho, os figurinos da peça
refletem tanto os elementos tradicionais do período quinhentista quanto elementos contemporâneos
que representam a atualidade.

Barca do Inferno:
Diabo veste-se de forma a representar autoridade e astúcia, com peças de roupa que
sugerem uma mistura entre o tradicional e o moderno, com detalhes que denotem poder e
manipulação.

Os personagens que embarcam na Barca do Inferno usam roupas que simbolizam os seus
vícios e pecados, mas também reflitam elementos da vida contemporânea. Por exemplo, o Fidalgo
tem como figurino um fato de cerimónia, os Onzeneiros trajes comerciais modernos, o Sapateiro
uniformes de trabalho atualizados, o Corregedor veste-se como um burocrata moderno e assim por
diante.
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Barca da Glória:
O Anjo e seus companheiros são representados com uma aura de pureza e tranquilidade,
com figurinos que representam a paz e a redenção.

Os personagens que se dirigem à Barca da Glória são retratados com roupas que simbolizem
uma aspiração à virtude e à espiritualidade, transmitem elementos da vida moderna que
representam uma busca por valores mais elevados.

Parvo e Quatro Cavaleiros:


O Parvo e os Quatro Cavaleiros, os únicos personagens que são salvos, usam figurinos que
destaquem sua inocência e pureza. O Parvo com roupas simples e despojadas que contrastem com o
luxo ou a extravagância dos outros personagens. E os Cavaleiros com roupas de uma profissão
especifica, que representam a força feminina no mundo das forças armadas.

Em suma, os figurinos são uma mistura habilmente equilibrada entre o tradicional e o


contemporâneo, refletindo a dualidade entre os temas atemporais da peça e sua adaptação para o
contexto moderno. Eles devem ser visualmente impactantes e ajudar a contar a história de forma
clara e eficaz, ao mesmo tempo em que respeitam e atualizam a visão original de Gil Vicente.

Natal (In) Esperado:


Num espetáculo como este, os figurinos devem refletir o espírito natalício e a atmosfera
festiva da época, como por exemplo: Cores natalícias e vibrantes; Elementos temáticos de Natal;
Brilho e glamour; Texturas e padrões divertidos; Acessórios festivos e, acima de tudo,
conforto e praticidade. No geral, os figurinos devem transmitir uma sensação de alegria, magia e
celebração.

Benedita: Um traje casual de criança, um vestido com um laço, adequado para a época do
Natal.

Pai Natal: O clássico fato vermelho com gorro, botas e cinto preto.

Elfos: Roupas verdes e vermelhas com gorros pontiagudos, típicas do vestuário dos elfos do
Natal. Para completar, sapatos pontudos e acessórios como cintos com fivelas grandes.
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Soldadinhos de Chumbo: Uniformes militares tradicionais, com tons de vermelho e
dourado, com capacetes característicos de soldados de brinquedo.

Princesa: Um vestido elegante de princesa, com tons pastel como rosa e azul, com uma tiara
e sapatos a combinar.

Sapo: Figurino de sapo verde, com uma caracterização facial para simular a aparência de um
sapo. Este figurino foi feito a partir de um pijama de dinossauro.

Barbie: Um vestido glamoroso e rosa, típico da Barbie, com sapatos de salto alto e
acessórios como uma bolsa e um telemóvel. O cabelo ia preso com um elástico rosa com detalhes.

Mimo: Roupas elegante e neutra, típicas de um mimo, com uma caracterização facial branca
e preta. Usava também luvas brancas e uma boina preta para completar o visual.

Fada: Um vestido leve e brilhante roxo, com asas transparentes roxas e uma varinha de
condão. O cabelo estava solto e levava consigo um chapéu elegante. Este figurino foi
completamente confecionado manualmente.

Bruxa: Um traje escuro e extravagante em tons de verde e um chapéu pontiagudo e uma


vassoura.

Palhaço: Colorido e extravagante, composto por peças como calças largas e suspensórios,
uma camisa de mangas compridas com padrões chamativos, um colete multicolorido, sapatos
grandes e coloridos, uma fita amarela, uma caracterização facial elaborada com cores vibrantes,
como azul e branco, além de acessórios divertidos, como o típico nariz de palhaço.

Bola: O figurino da Bola foi completamente confecionado do zero, consistindo em uma


estrutura feita de dois arames que formam uma esfera circular. Essa estrutura é revestida por um
tecido cinza e posteriormente pintada com bolas pretas. Por baixo, o ator veste um figurino preto,
incluindo calças e camiseta, para proporcionar uma base discreta que destaca a peça principal, a
bola.

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Farsa de Inês Pereira:
O figurino das personagens da farsa "Inês Pereira" são adaptados para o século XXI, de
acordo com a versão da Filandorra – Teatro do Nordeste:

Inês Pereira (jovem "casadoira"):


Inês Pereira é descrita como uma jovem caprichosa e ambiciosa. O seu figurino reflete a sua
juventude e sua posição social, sendo ao mesmo tempo prático e elegante. Ela usa uma camisola de
manga comprida em tom de verde, uns calções de ganga e uma vestimenta comprida de renda,
umas peúgas e umas sapatilhas brancas. Este figurino serve para simbolizar sua juventude e
vitalidade.

Escudeiro (galante combatente):


Brás da Mata é descrito como um galante combatente. O seu figurino deve refletir uma
mistura de elegância e rusticidade, indicando sua origem militar e seu charme. Ele usa uma jaqueta
de couro, com calças escuras e botas de cano alto. Usa também um lenço vermelho ao redor do
pescoço pode adicionar um toque de charme á personagem. Brás da Mata é apresentado como um
homem confiante e bem-vestido, mas sem perder a sensação de masculinidade rústica.

Pêro Marques (lavrador simples e sem cultura):


Pêro Marques é retratado como um lavrador simples e sem cultura e, assim, o seu figurino
reflete a sua humildade e simplicidade. Ele usa roupas desgastadas e simples, uma camisa xadrez,
um colete preto, calças de tecido resistente e botas de trabalho. O figurino de Pêro Marques é
prático e funcional, indicando sua vida de trabalho árduo no campo.

Personagens Secundárias:

Mãe de Inês Pereira:


Blusa branca com estampa floral, combinada com uma saia xadrez marrom.
Calçados simples, representando a vida camponesa.

Homens judeus:
Sobretudo preto, característico da vestimenta tradicional judaica.
Calças pretas escuras.
Camisa branca de colarinho, coberta pelo sobretudo.
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Sapatos pretos formais e uma gravata vermelha.

Brizida Vaz:
Casaco de pele grande.
Vestido verde justo.
Meias com padrão de zebra e saltos altos vermelhos.

Cristóvão (Escravo de Brás da Mata):


Camiseta azul rasgada.
Calças jeans rasgadas.
Meias pretas rasgadas.

Memoria de Giz:
Os figurinos desta peça são cuidadosamente elaborados para transmitir a atmosfera rural e
nostálgica da narrativa. O rapaz é vestido com roupas simples e desgastadas, refletindo sua
personalidade e estilo de vida. Sua mãe, por sua vez, usa um vestido modesto e um lenço na cabeça,
simbolizando sua origem humilde.

Além dos personagens principais, outros habitantes da aldeia do Douro são retratados com
trajes típicos da região, com tecidos rústicos e cores terrosas. A música tradicional do Douro é
combinada com elementos contemporâneos, adicionando uma dimensão emocional à encenação.

Concluindo, a encenação de "A Memória de Giz" busca uma harmonia amorosa entre
passado e presente, entre tradição e inovação, refletindo a própria essência do romance de Agustina
Bessa-Luís.

Os Músicos da Aldeia…Natal:
Os figurinos da peça "Os Músicos da Aldeia… Natal" são projetados para refletir a essência
e a personalidade de cada um dos quatro animais principais, bem como o contexto da história.

Burro: O burro é representado com um figurino que evoca a ideia de robustez e


simplicidade. Usa um casaco largo e comprido em tom cinza claro para representar a sua pelagem,
com umas orelhas de burro sobre uma touca.
44
Cão: O cão tem um figurino que sugere vitalidade e energia. Um traje de pelúcia de cor rosa
claro, com orelhas grandes e caídas e um rabo balançando. A caracterização é usada para dar
destaque ao focinho e aos olhos expressivos.

Gato: O gato tem um figurino elegante e um tanto extravagante. Um traje branco com
pedaços de erva, com uma cauda longa e felpuda. Orelhas pontiagudas e uma caracterização que
realça os olhos felinos.

Galo: O galo é representado com um figurino branco. Um traje que representa as suas penas
no pescoço, com uma crista vermelha vibrante e um bico amarelo.

Resumindo, os figurinos foram projetados para não apenas refletir as características físicas
dos animais, mas também para transmitir sua personalidade e os temas da peça, como a velhice, a
amizade e a importância de permanecerem unidos.

Banda Sonora Original:

A Filandorra - Teatro do Nordeste destaca-se não apenas pela qualidade das suas
encenações teatrais, mas também pela composição sonora original e pelo talento dos seus atores
músicos. Esta característica distintiva adiciona uma camada de magia e singularidade aos
espetáculos. A habilidade dos atores em criar harmonias e músicas, muitas vezes de forma
improvisada, enriquece as performances, proporcionando uma experiência sensorial envolvente
para o público. Além disso, a composição sonora original, quando presente, acrescenta uma
dimensão adicional às narrativas, complementando os temas e os momentos-chave da peça. Isso
demonstra um compromisso com a excelência artística e uma atenção aos detalhes que elevam o
padrão dos espetáculos da companhia.

Objetivos gerais das atividades realizadas


Resumidamente, apresentarei os objetivos gerais das atividades que fizeram parte do estágio
que realizei na Filandorra – Teatro do Nordeste:

Assistência e direção de cena

Desenvolvimento de competências profissionais na área da assistência de encenação e


45
direção de cena.

Formação do ator

Aquisição de competências na área da interpretação, movimento corporal e improviso.

46
Cronograma de atividades realizadas no estágio
Dia
Horas Atividade
s
30
de 14h30- Integração/Introdução à companhia;
out 18h00: Ensaio para animação de
ubr 3h30 totais Halloween.
o
16h30-
31
21h00;
de Animação: Noite das Bruxas à
21h00-
out Portuguesa em Vilar de Perdizes,
04h00:
ubr Montalegre.
12h30
o
totais
2
de Ensaio para futura interpretação na
14h30-
no peça “Auto da Barca do Inferno”;
18h00:
ve Criação e interpretação; Escolha de
3h30 totais
mb Figurinos.
ro
3
de
09h30- Apresentação da proposta autónoma
no
13h30: 3h de trabalho para o Auto; Ensaios
ve
totais para a Festa da Cabra e do Canhoto.
mb
ro
4 16h30-
de 21h00;
no 21h00- Animação: Festa da Cabra e do
ve 03h00: Canhoto em Cidões, Vinhais.
mb 11h30
ro totais
5 14h00- Animação: Sketches sob a temática
de 18h30: do Vinho – “Somos Portugal”, em

47
no
ve
3h30 totais Sabrosa.
mb
ro
7
de
14h30-
no Ensaio para peça “Auto da Barca do
18h00:
ve Inferno”; Criação e interpretação.
3h30 totais
mb
ro
8
08h00-
de
13h00; Espetáculo: Auto da Barca do
no
13h00- Inferno em Canelas, Vila Nova de
ve
15h45: Gaia.
mb
6h45 totais
ro
9
de Criação e começo de novos projetos;
09h30-
no Distribuição de equipas de trabalho
13h00:
ve para futuro projeto de Natal e para
2h30 totais
mb Magusto Celta.
ro
10
de Ensaio para Magusto Celta; Criação
09h30-
no e interpretação; Trabalho de
13h00:
ve Pesquisa; Escolha de figurinos e
2h30 totais
mb caracterização.
ro
14
de Reunião de equipa; Trabalho de
14h30-
no pesquisa; Criação/desenvolvimento;
18h00:
ve Troca de ideias para o espetáculo de
2h30 totais
mb Natal.
ro
15 09h30- Reunião de Equipa; Trabalho de
de 13h00: pesquisa; Criação/desenvolvimento;
48
no
ve Troca de ideias para o espetáculo de
2h30 totais
mb Natal.
ro
16
de Reunião de Equipa; Interpretação e
09h30-
no criação do guião desenvolvido;
13h15:
ve Teatro na Praça (performance de
2h45 totais
mb rua) para o espetáculo de Natal.
ro
17
de
09h30- Junção das partes do guião para
no
13h00: amostra coletiva; Interpretação e
ve
2h30 totais criação para o espetáculo de Natal.
mb
ro
20
de Ensaio para espetáculo de Natal;
14h30-
no Criação, alteração de guião e
16h00:
ve interpretação coletiva; Escolha do
1h30 totais
mb título do espetáculo de Natal.
ro
21
de
09h30- Ensaio para “Um Natal (In)
no
13h00: Esperado”; Ensaio de Música;
ve
2h30 totais Teatro de Praça.
mb
ro
22
de
09h30- Ensaio para “Um Natal (In)
no
13h00: Esperado”; Criação e
ve
2h30 totais desenvolvimento de ideias.
mb
ro
23 09h30- Ensaio para “Um Natal (In)
de 13h00: Esperado”.
49
no
ve
2h30 totais
mb
ro
24
no 10h00- Visualização da peça “A memória
ve 12h00: 2h de Giz” no Teatro Municipal de Vila
mb totais Real.
ro
27
de Ensaio para “Um Natal (In)
14h30-
no Esperado”; Escolha de Figurinos;
18h30: 3h
ve Ensaio geral para “Auto da Barca do
totais
mb Inferno”.
ro
28
08h00-
de
13h00; Espetáculo: Auto da Barca do
no
13h00- Inferno em Freixo de Espada a
ve
17h00: 9h Cinta, Bragança.
mb
totais
ro
29
08h30-
de
13h00;
no Espetáculo: Auto da Barca do
13h00-
ve Inferno em São João da Pesqueira.
17h00:
mb
8h30 totais
ro
30
08h00-
de
13h00;
no Espetáculo: Auto da Barca do
13h00-
ve Inferno em Penedono.
15h00: 7h
mb
totais
ro
3 11h00- Animação: Mercado Tradicional
de 13h00; (Cortejo Medieval) em Mesão Frio.
dez 13h00-
50
em 18h00: 6h
bro totais
5 09h30-
de 12h30;
Ensaio para “Um Natal (In)
dez 14h30-
Esperado”.
em 18h00:
bro 5h30 totais
09h30-
6
12h30;
de
14h30- Ensaio para “Um Natal (In)
dez
18h30: 6 Esperado”.
em
horas
bro
totais
09h30-
7
12h30;
de
14h30- Ensaio para “Um Natal (In)
dez
17h30: 5 Esperado”.
em
horas
bro
totais
09h30-
12
13h30;
de
15h00- Ensaio para “Um Natal (In)
dez
17h00: 5 Esperado”.
em
horas
bro
totais
13
de 14h30;
Ensaio geral para “Um Natal (In)
dez 20h00:
Esperado”;
em 5h30 totais
bro
14 09h00-
de 13h00; Espetáculo: Um Natal (In)
dez 13h30- Esperado” no Infantário/EB1 nº2 de
em 16h50: Vila Real
bro 7h20 totais
18 14h30- Espetáculo: Um Natal (In) Esperado
51
de
dez 18h00: no Centro Hospitalar de Trás-os-
em 3h30 totais Montes e Alto Douro
bro
19 10h00-
de 13h00;
Espetáculo: Um Natal (In) Esperado
dez 13h00-
em Penedono
em 17h20:
bro 6h20 totais
08h00-
20
13h00;
de
13h00- Espetáculo: Um Natal (In) Esperado
dez
18h15: em Celorico de Basto e Mesão Frio
em
10h15
bro
totais
21 11h30-
de 13h00;
Espetáculo: Um Natal (In) Esperado
dez 13h00-
em Valpaços
em 18h40:
bro 6h10 totais
22 10h30-
de 13h00;
Espetáculo: Um Natal (In) Esperado
dez 13h00-
em Freixo de Espada á Cinta
em 19:10:
bro 7h40 totais
23 11h00-
de 13h00;
Espetáculo: Um Natal (In) Esperado
dez 13h00-
em Vila Nova de Foz Côa
em 19h00: 8h
bro totais
3
de 14h30-
jan 18h: 3h30 Trabalho de pesquisa para relatório.
eir totais
o
4 14h30- Trabalho de pesquisa para relatório.
52
de
jan 17h15:
eir 2h40 totais
o
8
de 14h30-
Leitura de falas para a peça “Frei
jan 17h30: 3h
Luís de Sousa”.
eir totais
o
9
de 14h30-
jan 18h00: Trabalho de pesquisa para relatório.
eir 3h30 totais
o
10
Visualização do ensaio para as peças
de 14h30-
“Farsa de Inês Pereira” e “Frei Luís
jan 17h30: 3h
de Sousa”; Trabalho de pesquisa
eir totais
para relatório.
o
11
Visualização na UTAD do
de 10h00-
“Simpósio Internacional de
jan 12h30:
Investigação em Arte - Cultura
eir 2h30 totais
Teatral Interartes”.
o
12
de 09h30-
Visualização do ensaio para a peça
jan 13h00:
“Frei Luís de Sousa”.
eir 2h30 totais
o
15
de 14h30- Leitura de falas para a peça “Frei
jan 18h00: Luís de Sousa”, Trabalho de
eir 3h30 totais pesquisa para relatório.
o
16 14h30- Trabalho de pesquisa para relatório.
de 18h00:
53
jan
eir 3h30 totais
o
17
de 15h00- Montagem de Cenário no Teatro
jan 16h30: Municipal de Vila Real para a peça
eir 1h30 totais “Frei Luís de Sousa”.
o
18 10h00-
de 13h00; Visualização da peça “Frei Luís de
jan 14h15- Sousa” no Teatro Municipal de Vila
eir 15h30: Real.
o 5h30 totais
23
de 14h30- Ensaio para apresentação do “Auto
jan 18h30: 4h da Barca do Inferno” no Teatro
eir totais Municipal de Vila Real.
o
24 9h30-
de 13h00;
jan 13h00- Trabalho de pesquisa para relatório.
eir 17h30: 8h
o totais
1
de 14h30-
Revisão para a Animação: "Mil
fev 15h30: 1h
Diabos á Solta" em Vinhais.
ere total
iro
13
de
Animação "Mil Diabos á Solta" em
fev Por definir
Vinhais.
ere
iro
Tot 252 horas Trabalho Total pesquisa para
al totais relatório.
de
54
Ho
ras:

55
Pontos Fortes

Pontos positivos do estágio:

Diversidade de Experiências: O estágio proporcionou uma ampla gama de


oportunidades, permitindo a exploração de diversos palcos e espaços de representação
teatral. Isso enriqueceu a experiência dos participantes, proporcionando-lhes uma visão
abrangente do mundo teatral.

Integração Cultural Profunda: Além de uma simples imersão cultural, o


estágio ofereceu uma oportunidade para mergulhar profundamente nas tradições dos
locais visitados. Isso não apenas enriqueceu a compreensão cultural dos participantes,
mas também destacou como essas tradições podem ser integradas e enriquecer as
produções artísticas.

Reconhecimento e Confiança Artística: A interação com diferentes plateias e


contextos variados consolidou a confiança dos participantes em suas habilidades
artísticas. O reconhecimento e apreço por parte das audiências diversificadas foram
gratificantes e fortaleceram a convicção dos participantes em sua vocação artística.

Expansão Profissional: O estágio proporcionou oportunidades significativas


para estabelecer conexões com outros artistas, companhias teatrais e até mesmo com
estações televisivas. Essas interações foram cruciais para expandir as perspetivas
profissionais dos participantes e fornecer insights valiosos sobre a indústria cultural.

Ensino Prático e Observacional: Ao integrar uma companhia de teatro, os


participantes foram expostos ao funcionamento interno desse universo criativo. A
observação direta dos processos de ensaio e produção aprimorou suas habilidades
técnicas e proporcionou uma compreensão mais profunda do trabalho envolvido na
conceção e execução de espetáculos teatrais.

56
Oportunidades

Graças ao estágio, fomos agraciados com inúmeras oportunidades


enriquecedoras que ultrapassam as fronteiras do mundo teatral. A exploração de vários
palcos não só nos proporcionou uma experiência rica e variada no universo teatral, mas
também nos permitiu compreender a diversidade de espaços de representação e as suas
influências nas performances.

A possibilidade de conhecer novos locais e as suas tradições não se limitou a


uma simples experiência cultural; foi um mergulho profundo que ampliou o nosso
entendimento não apenas sobre a riqueza cultural, mas também sobre como essas
tradições podem ser integradas e enriquecer as produções artísticas.

O estágio revelou-se como uma oportunidade singular para nos apresentarmos


como artistas, não apenas perante diferentes plateias, mas também em contextos
variados. O reconhecimento e apreço dos nossos talentos por audiências diversas foram
gratificantes e consolidaram a nossa confiança e vocação artística.

A interação estreita com outros artistas, companhias teatrais e até mesmo a


oportunidade de estabelecer conexões com estações televisivas foram catalisadores para
a expansão significativa da nossa carreira profissional. Essas interações proporcionaram
insights valiosos sobre a dinâmica do mundo artístico, enriquecendo a nossa
compreensão sobre as diversas facetas da indústria cultural.

Ao integrar uma companhia de teatro, fomos imersos no funcionamento interno


desse universo criativo. A observação direta dos processos, ensaios e produções não só
aprimorou as nossas habilidades técnicas, mas também conferiu uma compreensão mais
profunda e abrangente do árduo trabalho envolvido na conceção e execução de
espetáculos teatrais. Esta vivência não só fortaleceu a nossa paixão pelo teatro, mas
também nos preparou para desafios e oportunidades futuras na nossa jornada artística.

57
Ameaças (ou sugestões ou recomendações de
melhoria do Estágio)

Durante o estágio, identifiquei algumas áreas que poderiam ser aprimoradas,


visando uma experiência mais eficiente e produtiva. Para além disso, também optei por
colocar tópicos que para mim foram complicados de lidar:

Horário: Dado que nunca havia trabalhado numa companhia de teatro, foi difícil para
eu adaptar-me a um horário tão flexível, especialmente porque estava habituada ao
horário escolar. A falta de previsibilidade no horário de trabalho, que nos levava a
questionar diariamente a orientadora sobre os planos para o dia seguinte, gerava
instabilidade.

Melhoria na Organização das Animações: Observou-se a necessidade de uma


organização mais eficiente nas animações e, por isso, sugiro uma revisão e planeamento
mais detalhado dessas atividades.

Revisão de Final do Guião de Criação Coletiva: Destaco a importância de realizar


uma revisão completa dos guiões de criação coletiva. No exemplo específico do
espetáculo "Um Natal (In) Esperado", embora cada participante tenha contribuído com a
sua parte, uma revisão final abrangente do guião seria benéfica.

58
Reflexões Finais

A experiência de estágio na Companhia Filandorra – Teatro do Nordeste foi


verdadeiramente enriquecedora e transformadora. Durante esse período, fui agraciada
com uma série de oportunidades que ultrapassaram as fronteiras do simples aprendizado
técnico, proporcionando uma imersão profunda no mundo artístico e cultural.

Explorar uma variedade de palcos e espaços de representação não apenas


ampliou o meu conhecimento sobre as diferentes formas de teatro, mas também
permitiu-me mergulhar nas tradições e culturas dos lugares visitados. Além disso, a
interação com diversas plateias e contextos variados fortaleceu a minha confiança
artística e mostrou-me a importância de adaptar as performances a diferentes públicos e
cenários. O reconhecimento e apreço por parte dessas audiências diversificadas foram
verdadeiramente gratificantes.

No entanto, também reconheço que há áreas em precisam de ser melhoradas. A


falta de um horário fixo e a necessidade de uma organização mais eficiente nas
atividades diárias são aspetos que podem ser aprimorados para tornar a experiência de
estágio mais eficiente e produtiva.

Em última análise, o estágio no mundo teatral não apenas me preparou para os


desafios e oportunidades futuras na minha carreira profissional, mas também me
proporcionou uma jornada de autodescoberta e crescimento pessoal. Estou grata por
todas as experiências vividas, pelas pessoas que conheci e pela oportunidade.
Bibliografia

Assumpção, Priscila Pinheiro. "A interpretação do ator: Um estudo sobre


propostas metodológicas do intérprete na linguagem audiovisual."

Braga, Ana Socorro Ramos. "Formação e Interpretação do Ator: Discursos sobre


a formação do ator no século XX: Notas sobre a formação do ator no estado do
Maranhão."

Laban, Rudolf. "The Mastery of Movement." Lisboa: Lisa Úllman.


Web grafia

Dicionário de Teatro: UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina.


"Dicionário de termos técnicos e gírias de teatro."
[Link]
%20Dicionario%20de%20termos%20tecnicos%20e%20girias%20de%[Link]?
sequence=1&isAllowed=y

Informações da Companhia: DGArtes - Direção-Geral das Artes. "Filandorra


Teatro do Nordeste." [Link]

Facebook: Filandorra Teatro do Nordeste.


[Link]
locale=pt_PT

[Link]. "Filandorra revoltada com a exclusão do apoio da Direção-Geral das


Artes." [Link]
direcao-geral-das-artes/

Podcast Teatrar: YouTube. "Línguas de Perguntador" - entrevista com David


Carvalho. [Link]
Lista de Anexos

Anexo 1: Fotografias do estágio.


Anexo 2: Cartazes dos Espetáculos
Anexo 3: Diário de bordo.

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