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Reforço Estrutural de Edifício em Maputo

Este relatório descreve o estágio de engenharia civil realizado na empresa JATOCRET ÁFRICA LDA e focado no reforço estrutural do Edifício Abdul Razak em Maputo. O relatório apresenta a caracterização do edifício, as atividades de inspeção realizadas, e as soluções de reforço implementadas, incluindo o reforço das lajes, pilares e adição de vigas de bordadura.

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lindo
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Reforço Estrutural de Edifício em Maputo

Este relatório descreve o estágio de engenharia civil realizado na empresa JATOCRET ÁFRICA LDA e focado no reforço estrutural do Edifício Abdul Razak em Maputo. O relatório apresenta a caracterização do edifício, as atividades de inspeção realizadas, e as soluções de reforço implementadas, incluindo o reforço das lajes, pilares e adição de vigas de bordadura.

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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

RELATORIO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL

REFORÇO ESTRUTURAL DE EDIFÍCIOS DE BETÃO ARMADO

-CASO DO EDIFÍCIO ABDUL RAZAK -

Autor: supervisores:

Rafael, Osvaldo José Eng. Francisco Ricardo

Eng. José James Nicols

Maputo, 05 de Junho 2016


UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE
FACULDADE DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

RELATORIO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL

REFORÇO ESTRUTURAL DE EDIFÍCIOS DE BETÃO ARMADO

-CASO DO EDIFÍCIO ABDUL RAZAK -

Maputo, 05 de Junho 2016


TERMO DE ENTREGA DO RELATÓRIO

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

TERMO DE ENTREGA DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL

Declaro que o Osvaldo José Rafael entregou no dia _____ de ___________ de


2016 as duas (2) cópias do relatório do Estágio Profissional com a referência:

_______________________________________________________________
_____________________________________

Intitulado:_______________________________________________________
_____________________________________

Maputo, ______ de _______________ de 2016

O Chefe de Secretária

____________________________________
FOLHA DE APROVAÇÃO

Relatório Final de Estágio Curricular aceite em 16/06/2016 pelos abaixo


assinados:

_____________________________________
Osvaldo José Rafael – Estagiário

_____________________________________
Eng⁰ José Jaims Nicols – Orientador/Supervisor da empresa

_____________________________________
Eng⁰ Francisco Ricardo – Supervisor da F.E - UEM
IDENTIFICACAO DO ESTUDANTE

Nome: Osvaldo José Rafael

Curso: licenciatura em engenharia civil

Telefone: 849493115/825566998

Email: Rafael.Osvaldo459@[Link]

DADOS DA EMPRESA

Empresa: JATOCRET ÁFRICA LDA.

Endereço: Av.25 de Setembro, N. 1509,5andar

Telefone: +25821430745
fax: +258 21 32 45 44
cel : + 258 82 30 67 987
E-mail: acacsantos@[Link]

DADOS DO SUPERVISOR-UEM

Nome: Francisco Ricardo

Telefone: 827872084

Email:fricardo@[Link]

DADOS DO SUPERVISOR - JATOCRET AFRICA LIMITADA

Nome: José Nicols

Telefone: 823355793

Email: jjnicols2012@[Link]

I
DEDICATORIA

Dedico a toda minha família em especial aos meus pais pelo apoio
incondicional, e suporte durante todos os momentos, palavras não são
suficientes para descrever o quão eu sou grato por Deus os ter colocado em
meu caminho e na minha vida.

ii
AGRADECIMENOS

A Deus por me ter concebido o dom da vida e por ter estado sempre a iluminar
os meus caminhos ao longo da minha formação.

A direcção da empresa JATOCRET AFRICA LIMITADA, em especial ao


Engenheiro António Carlos e Engenheira Anabela pela oportunidade de puder
realizar o estágio na empresa e por ter concebido a oportunidade de poder
colocar os conhecimentos adquiridos na universidade em prática.

Ao engenheiro José Nicols supervisor por parte da empresa pelo


acompanhamento e disponibilidade durante o estágio.

Ao Engenheiro Francisco Ricardo, supervisor da Faculdade pelo imenso


suporte, monitoria, revisão, crítica do relatório, disponibilidade e apoio.

A equipa de trabalho da empresa JATOCRET AFRICA LIMITADA, pela


recepção e integração durante todas as fases do projecto em especial ao
senhor Mateus pelos ensinamentos, paciência, orientação durante todos os
momentos.

Ao corpo docente da Faculdade de Engenharia, pelos conhecimentos


transmitidos durante o meu processo de formação.

A minha família em especial aos meus pais que fizeram de tudo para a minha
formação.
Aos meus colegas do curso pela forca, ajuda e compreensão e a todos que
directamente e indirectamente contribuíram de maneira positiva na minha
formação.

iii
Universidade Eduardo Mondlane – Faculdade de Engenharia
2016

RESUMO

O presente relatório sintetiza as actividades desenvolvidas durante o decurso


do Estágio Curricular, realizado no âmbito de obtenção de grau de licenciatura
em Engenharia Civil tendo como ênfase o Reforço Estrutural do Edifício situado
na Avenida 24 de Julho, Cidade de Maputo. O Estágio decorreu na
JATOCRETAFRICA LIMITADA, uma empresa de ramo de engenharia e
construção de obras públicas e privadas.

A escolha do tema passa pela importância que o mesmo demonstra na


actualidade, visto a empresa onde foi realizado o estágio se dedicar bastante a
este tipo de intervenções e reforço, e possuir uma larga experiência na mesma
área.

Atendendo a deformabilidade da estrutura e grandeza do problema no que diz


respeito a segurança, o presente trabalho apresenta uma metodologia da
intervenção do reforço, contemplando não apenas aos aspectos técnicos, mais
questões referentes aos riscos, tentando assim eliminar e resgatar a segurança
através de trabalhos e conceitos técnicos consagrados na engenharia.

A deformação da estrutura deu se ao facto do mau posicionamento do pilar 14,


originando deste modo fenómeno de punçoamento no piso 1 que por sua vez
foi originando deformações nas lajes, projectado desde a cave até ao rés-do-
chão. Para minimizar o efeito do fenomeno do punçoamento foi colocado um
perfil na posição correcta do pilar de modo a receber as cargas transmitidas
dos andares superiores. Como solução de reforço serão colocadas vigas de
bordadura nos contornos do edifício, o reforço das lajes com a adição de
armaduras e dos pilares usando armaduras exteriores ( encamisamento das
secções).

Palavras-chave: Deformação, Reforço, Segurança.

iv Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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ESTRUTURA DO TRABALHO

O presente trabalho é apresentado em seis capítulos divididos da seguinte


forma:

O primeiro capítulo é dedicado a aspectos introdutórios onde é feito o


enquadramento geral, formulação do problema, a descrição dos objectivos e a
metodologia.
No segundo capítulo faz-se uma breve apresentação da empresa onde
decorreu o estágio.
No terceiro capítulo faz-se a revisão bibliográfica tendo em conta vários
actores, abordando o tema na sua generalidade.
A descrição do projecto é feita no quarto capítulo, desde a caracterização ate a
necessidade do reforço.
O quinto capítulo faz a descrição das actividades desenvolvidas, destacando as
várias fases de reforço desde a inspecção até ao reforço estrutural
O sexto capítulo comporta a fase final do trabalho destacando as conclusões e
as recomendações.
E Por fim a bibliografia onde se faz menção de toda literatura e outras fontes de
informação consultadas.

v Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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ÍNDICE

DEDICATORIA .................................................................................................... ii
AGRADECIMENOS ........................................................................................... iii
RESUMO............................................................................................................ iv
ESTRUTURA DO TRABALHO ........................................................................... v
ÍNDICE ............................................................................................................... vi
ÍNDICE DE FIGURAS ....................................................................................... ixi
ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................ xi
CAPITULO I ....................................................................................................... 1
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 1
1.1. Enquadramento geral ............................................................................... 2
1.2. Formulação do problema .......................................................................... 2
1.3. OBJECTIVOS ........................................................................................... 3
1.3.1. Objectivo geral ...................................................................................... 3
1.3.2. Objectivos específicos........................................................................... 3
1.4. METODOLOGIA APLICADA .................................................................... 3
CAPITULO II ...................................................................................................... 4
2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA ............................................................... 4
2.1. Algumas obras executadas: ..................................................................... 5
CAPITULO III ..................................................................................................... 6
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................ 6
3.1. Reforço estrutural de edifícios - Generalidades........................................ 6
3.2. REFORÇO DE ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO ............................. 8
3.2.1. Técnicas de reforço de estruturas de betão armado ............................. 8
[Link]. Reparação de Estruturas ................................................................... 8
[Link]. Reforço com Adição de Betão e Armaduras ...................................... 8

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[Link]. Reforço com chapas ou perfis de aço colados com resina epoxídica 9
[Link]. Reforço com compósitos de FRP ...................................................... 9
[Link]. Reforço por alteração do sistema estrutural .................................... 10
3.2.2. Betão projectado ................................................................................. 10
[Link]. Utilização ......................................................................................... 10
[Link]. Vantagens e desvantagens do uso de betão projectado ................. 11
[Link]. Processos de projecção do betão .................................................... 11
[Link]. Método da via seca .......................................................................... 11
[Link]. Método da via húmida ...................................................................... 12
CAPITULO IV ................................................................................................... 13
4. PROJECTO ............................................................................................... 13
4.1. Edifício Abdul Razak .............................................................................. 13
4.2. CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL E FUNCIONAL DO EDIFÍCIO ...... 13
4.2.1. Localização ......................................................................................... 13
4.2.2. Descrição do edifício ........................................................................... 14
[Link]. Pilares e muros ................................................................................ 14
[Link]. Lajes ................................................................................................ 15
[Link]. Fundação ......................................................................................... 15
4.3. NECESSIDADE DE REFORÇO ............................................................. 16
4.3.1. Anomalias observadas ........................................................................ 16
4.3.2. Alguns erros de construção detectados .............................................. 18
CAPITULO V .................................................................................................... 21
5. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS ............................................................ 21
5.1. Inspecção da obra .................................................................................. 21
5.1.1. Ensaios não destrutivos ...................................................................... 21
[Link]. Ensaio pacométrico - identificação da malha ................................... 21
[Link]. Ensaio esclerométrico ...................................................................... 22
[Link]. Levantamento com laserscan .......................................................... 23
[Link].1. Levantamento de Anomalias ........................................................ 23
[Link].2. Levantamento Geométrico: .......................................................... 23

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5.1.2. Ensaios destrutivos ............................................................................. 24


[Link]. Ensaio de sondagem de armaduras para a localização e
caracterização em termos de recobrimento, espaçamento e diâmetro ............ 24
[Link]. Pesquisa da posição e diâmetro das armaduras por abertura de
janelas de inspecção ........................................................................................ 25
[Link].1. Piso 2............................................................................................ 25
Armaduras da viga do piso 2 ............................................................................ 26
[Link].2. Piso 5............................................................................................ 27
Armaduras da viga do piso 5 ............................................................................ 28
[Link].3. Piso 8............................................................................................ 29
Armaduras da viga do piso 8 ............................................................................ 30
5.2. REFORÇO ESTRUTURAL ..................................................................... 31
5.2.1. Limpeza da superfície das lajes .......................................................... 31
5.2.2. FASE I - VIGAS DE BORDADURA ..................................................... 33
[Link]. Fachada lateral direita e esquerda (figura 10) ................................. 34
[Link]. Fachada posterior do edifício (figura 9) ........................................... 38
5.2.3. FASE II - ENCAMISAMENTO DOS PILARES .................................... 40
[Link]. Encamisamento do perfil metálico ................................................... 40
[Link].1. Betonagem do pilar metálico (cave e piso 0) ................................ 43
[Link].2. Encamisamento dos pilares .......................................................... 45
Cave ................................................................................................................. 46
Piso 0 e piso 1 .................................................................................................. 46
CAPITULO VI ................................................................................................... 48
6. Conclusões ................................................................................................ 48
6.1. Recomendações..................................................................................... 49
6.2. Bibliografia .............................................................................................. 50
Anexos ............................................................................................................. 51

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1. Reforço com adição de betão e armaduras em pilares, lajes e vigas . 8


Figura 2. Reforço de vigas e pilares com chapas ou perfis de aço colados com
resina epóxida .................................................................................................... 9
Figura 3. Reforço de vigas e pilares com compósitos de FRP ........................... 9
Figura 4. Técnicas alternativas de reforço por alteração estrutural .................. 10
Figura [Link] tipo da montagem dos equipamentos necessário para a
projecção por via seca ..................................................................................... 12
Figura 6. Misturadora e Boca de injecção ....................................................... 12
Figura 7. Localização do edifício (Google Maps) ............................................. 13
Figura 8. Edifício Abdul Razak ......................................................................... 14
Figura 9. Fachada frontal e posterior do edifício .............................................. 15
Figura 10. Fachada lateral direita e esquerda .................................................. 16
Figura 11. Medição da abertura de fenda usando um fissurometro ................. 17
Figura 12. Deformação das lajes...................................................................... 17
Figura 13. Erro de implantação do pilar 14 ...................................................... 18
Figura 14. Punçoamento .................................................................................. 18
Figura 15. Deficiência no recobrimento ............................................................ 19
Figura [Link] localizadas no pilar 19 ...................................................... 19
Figura 17. Redução da secção do pilar 17 ...................................................... 20
Figura 18. Instrumento usado para detectar a posição das armaduras ........... 21
Figura 19. Delimitação da zona do ensaio pacométrico ................................... 22
Figura 20. Ensaio esclerométrico ..................................................................... 22
Figura 21. Leitura usando laserscan ................................................................ 23
Figura 22. Zona da extracção de carotes ......................................................... 24
Figura 23. Medição do recobrimento................................................................ 24
Figura [Link]ção das armaduras da laje do piso 2 para as aberturas 1, 2 e
3 ....................................................................................................................... 25

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Figura 25. Pormenor da viga das aberturas 1,2 e 3 do piso 2 .......................... 26


Figura [Link]ção das armaduras da laje do piso 5 para as aberturas 1, 2 e
3 ....................................................................................................................... 27
Figura 27. Pormenor das vigas 1,2 e 3 do piso 5 ............................................. 28
Figura [Link]ção das armaduras da laje do piso 8 para as aberturas 1, 2 e
3 ....................................................................................................................... 29
Figura 29. Pormenor das vigas 1,2 e 3 do piso 8 ............................................. 30
Figura 30. Superfície inicial da camada laje ..................................................... 31
Figura 31. Regularização da superfície das lajes ............................................. 31
Figura 32. Camada de betão retirada numa das lajes após limpeza ………….32

Figura 33. Superfície da Laje após retirada a camada rugosa ......................... 32


Figura 34. Vigas de bordadura introduzidas no contorno exterior dos pisos. ... 33
Figura 35. Armação da viga (vista de baixo da laje) ......................................... 34
Figura 36. Armação da viga (vista de cima da laje) .......................................... 34
Figura [Link] de Cofragem das vigas...........................................................35
Figura 38. Chapa de cofragem e Bitolas servindo de espaçadores ................. 35
Figura 39. Separação do material grosso da areia ........................................... 36
Figura 40. Colocação da argamassa na misturadora ....................................... 36
Figura 41. Betonagem das vigas de bordadura usando betão projectado ....... 37
Figura 42. Viga de bordadura após betonagem................................................37
Figura 43. Perda do Material após betonagem – rebalde ................................ 38
Figura 44. Armação da viga ............................................................................. 38
Figura 45. Viga posterior armada ..................................................................... 39
Figura 46. Betonagem da viga posterior .......................................................... 39
Figura 47. Marcação dos furos do piso 0 ate a cave ........................................ 40
Figura 48. Marcação dos furos e colocacao das armaduras ............................ 40
Figura 49. Encamisamento do perfil piso 0 e da cave ...................................... 41
Figura 50. Preparação da mistura epoxida........................................................42
Figura 51. Introdução da resina nos furos na cave .......................................... 42
Figura [Link] das pranchas e lavagem da zona a betonar ................... 43

x Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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Figura 53. Sequencia da betonagem ............................................................... 44


Figura 54. Betonagem do perfil metálico .......................................................... 44
Figura 55. Secção final após betonagem(cave e piso 0).................................. 44
Figura 56. Martelo de compreensao e Picotagem dos pilares.......................... 45
Figura 57. Pilar picotado .................................................................................. 45
Figura 58. a) Colocação das armaduras dos pilares, b) Pilar armado .............. 46
Figura 59. Colocação das armaduras dos pilares piso 0 .................................. 46
Figura 60. Betonagem dos pilares do piso 0 .................................................... 48

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1- inspecção da primeira abertura do piso 2 ........................................ 26

Tabela 2- inspecção da primeira abertura do piso 5 ........................................ 27

Tabela 3- inspecção da primeira abertura do piso 8 ........................................ 30

xi Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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ABREVIATURAS

1/2 – Posição 1 do piso 2

2/2 – Posição 2 do piso 2

3/2 – Posição 3 do piso 2

1/5 – Posição 1 do piso 5

2/5 – Posição 2 do piso 5

3/5 – Posição 3 do piso 5

1/8 – Posição 1 do piso 8

2/8 – Posição 2 do piso 8

3/8 – Posição 3 do piso 8

Lda - limitada

Ar superior – armadura superior

Ar inferior – armadura inferior

cm – centímetro

e – espessura

Kpa – kilo pascais

LEM – laboratório de engenharia

m – metro

m2 – metros quadrados

mm – milímetro

P14 – pilar 14

xii Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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CAPITULO I

1. INTRODUÇÃO

A área de recuperação e reforço estrutural vem apresentando importância cada


vez maior na indústria da construção civil. A necessidade do emprego do
reforço pode ser aplicada às estruturas, corrigindo problemas, ou, com a
finalidade do aumento de sua capacidade portante. Além disso, algumas falhas
decorrentes das etapas de projecto ou de execução podem originar a
necessidade de correcção ou reforço, dentre as quais podem se destacar os
erros de cálculo, uso de materiais de construção de baixa qualidade, utilização
incorrecta da obra, aplicação de sobrecargas não previstas inicialmente, má
execução, e outras.

Uma intervenção de reabilitação pode passar por uma simples reparação, com
o objectivo de repor as condições iniciais de segurança da estrutura, ou por
uma intervenção mais profunda que inclui a primeira e adicionalmente outras
medidas de reforço que visam elevar os níveis de segurança da estrutura às
exigências actuais. Um edifício pode estar sujeito a vários tipos de intervenção
de reforço dependendo do seu comportamento estrutural. Este tipo de
intervenção pode estar associado a reforço das fundações, das vigas, lajes,
pilares, paredes.

Ao longo do desenvolvimento deste relatório, o reforço estrutural do edifício


será composto por 3 fases, nomeadamente, o reforço dos pilares, a colocação
da viga de bordadura e o reforço das lajes.

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1.1. Enquadramento geral

O Estagio profissional é uma actividade prestada por estudantes finalistas nas


empresas, visando o aprimoramento profissional na sua área de formação.
Pretende-se com o mesmo dotar os estudantes de conhecimentos práticos no
exercício de suas funções profissionais e possibilitar aos mesmos o primeiro
contacto com o mercado de trabalho
É neste contexto que durante seis meses, teve lugar o estágio profissional
realizado pelo estudante Osvaldo José Rafael na empresa JATOCRET
AFRICA LIMITADA, onde esteve afecto na área de “reforço de edifício” no
projecto acima mencionado.
O âmbito do estágio consistiu:

 Na análise de problemas e dificuldades construtivas existentes,


enunciando soluções válidas e as efectivamente aplicadas;
 No desenvolvimento de actividades de apoio em trabalhos afectos à
obra.
 No controle e supervisão da obra

1.2. Formulação do problema

A empresa JATOCRET AFRICA LIMITADA foi solicitada a empreitada de


reforço estrutural do edifico situado na avenida 24 de Julho, composto por 11
pisos, sendo um enterrado, que irá funcionar futuramente como um Apart/Hotel.
O edifício apresentava anomalias diversas, necessitando de uma intervenção
de reforço, e foi neste contexto que foi realizado durante o período de estágio
várias técnicas de reforço no projecto acima citado com objectivo de garantir e
salvaguardar aspectos referentes a segurança da mesma estrutura.

2 Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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1.3. OBJECTIVOS

1.3.1. Objectivo geral

 Conciliar os conhecimentos teóricos adquiridos no decorrer do curso de


licenciatura em engenharia civil com a prática.

1.3.2. Objectivos específicos

 Avaliar as consequências dos erros de projecto;

 Estudar e interpretar varias técnicas de intervenção e reforço estrutural


de edifícios

1.4. METODOLOGIA APLICADA

 Recolha de informações de alguns manuais e textos de apoio na internet


 Contacto visual directo;
 Registo fotográfico e escrito;
 Informação transmitida pela equipe envolvida;
 Consulta de informação facultada do projecto;
 Participação nos trabalhos desenvolvidos;

3 Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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CAPITULO II

2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

A jatocret África Lda., actua em Moçambique desde 1991, tendo estado


inicialmente vinculada a sua co-irmã brasileira jatocret S.A. e, a partir de 1994,
passou a actuar de forma independente desenvolvendo especificamente as
seguintes actividades:

 A patologia de construções
 A recuperação de estruturas
 A execução de obras especiais

Alvarás
 7a classe, categoria I, subcategorias 1ª a 14ª
 7a classe, categoria II, subcategorias 1ª a 8ª
 7a classe, categoria III, subcategorias 1ª a 13ª

4 Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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2.1. Algumas obras executadas:

 CIMENTOS DE MOÇAMBIQUE SARL

Reabilitação estrutural dos maciços do forno da fábrica da Matola

 PORTOS E CAMINHOS DE FERRO DE MOÇAMBIQUE

Execução de nova rede de drenagem de águas pluviais

 MOPH - DNA – PNDA

Reabilitação de escritórios e residências - inhambane – Moçambique

 METRO

Reabilitação e reforço estrutural de um hangar – Maputo

 CIMENTOS DE MOÇAMBIQUE SARL

Reabilitação estrutural dos silos de pré-aquecimento - fábrica da Matola

 INDÚSTRIAS LOUMAR

Reforço estrutural de uma laje na fábrica da loumar – Maputo

 PORTO DE NACALA

Recuperação estrutural da parede do porto à cota – 8m do nível do mar

 UMBELUZI

Demolição de tanques de concreto da ETA de Umbeluzi (2000m3)

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CAPITULO III

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1. Reforço estrutural de edifícios - Generalidades

Ao se investigar uma estrutura devem-se observar diferenças, visando à


escolha ideal do processo de intervenção ao qual deverá ser submetida à
edificação.
Conforme observado por Pizzi e Guevara (1997) essas etapas básicas devem
conter relatórios dimensionais, de danos estruturais, reavaliação da
degradação envolvida e simular acções de interferência. Considerando-se
essas etapas convém, porém, observar algumas variáveis de acordo com o tipo
de material utilizado na execução da estrutura: concreto armado, aço, madeira,
entre outros. Para intervir em uma edificação em concreto armado, ao se fazer
uma investigação inicial no local existe a necessidade de se extrair corpos de
provas, pois visualmente não se é possível saber nada do concreto, muito
menos sobre a armadura.
Segundo CALAVERA et. al. (1987), em qualquer situação será sempre preciso
uma inspecção preliminar da estrutura, que permitirá a adopção de um plano
de actuação detalhado. Tal plano deve conter normalmente o programa de
actuação necessário para definir a estrutura ou parte da estrutura que será
necessário estudar e seu estado de conservação. Pode se definir os seguintes
tipos de actuação:

1) Inspecção visual detalhada, visando o estabelecimento de


procedimentos adequados:
- Esquema estrutural: Secções, tipologias dos elementos estruturais, sistemas
de apoio.
- Sistemas de união: geometria e disposição e controle dimensional de alguns
elementos.
- Possíveis defeitos: Deformações nos elementos estruturais, inspecção de
ligações soldadas e aparafusadas, corrosão, deterioração, fissuras, entre
outros.

2) Tomada de amostras e ensaios destrutivos: ensaios mecânicos de


qualificação do material, ensaios químicos.

3) Ensaios não destrutivos: ensaios de soldas (radiografias, líquidos


penetrantes, ultra-som), comprovação de perda de espessura,
ensaios de carga.

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CALAVERA afirma ainda que, a recuperação de um edifício consiste


geralmente em um processo de substituição de componentes ou agregação de
outros a fim de que a estrutura possa funcionar de novo. Afirmam que se
planeja a recuperação ou reabilitação de um edifício após um estudo cuidadoso
e crítico observando principalmente as seguintes características:

a) Segurança – Alguns elementos estruturais apresentam sintomas de


movimentações, deformações, fissuras, entre outros, que possibilitarão prever
se a ruína se manifestara a curto ou médio prazo.
b) Adequação – As características funcionais e estéticas são adequadas e
podem não corresponder as actuais exigências da sociedade.

c) Conforto – Os elementos de protecção e acabamento do edifício e


instalações têm que funcionar.

Segundo Aguiar et al. (2006), o factor humano pode ser dos mais importantes,
mesmo o primordial, no aparecimento e no desenvolvimento de anomalias na
construção, e relativamente à sua classificação podem ser de origem humana e
não humana. Deste modo, perante anomalias estruturais, a execução de um
diagnóstico criterioso torna-se fundamental na procura de uma solução que
conduza a eliminação de anomalias.

VIOLET LE DUC (1868), afirma que “Restaurar um edifício não é mantê-lo,


repará-lo ou refazê-lo: é restabelecê-lo num estado completo que pode não
haver existido em um momento determinado”. No reforço e recuperação da
estrutura propriamente dita é necessário obter informações detalhadas por
meio de projectos, na maioria inexistentes, ou por investigação no local. Essa
investigação pode ser feita por meio de uma inspecção visual detalhada da
estrutura, verificando o tipo de esquema estrutural, o sistema de ligação –
geometria e disposição – deslocamentos excessivos nos elementos estruturais,
corrosão, entre outros.

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3.2. REFORÇO DE ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO

3.2.1. Técnicas de reforço de estruturas de betão armado

REHABEND, (2014), citando Helene, (1992), afirma que o reforço da estrutura


pode ir desde a substituição de materiais de pior qualidade por outros mais
resistentes, passando pelo aumento das dimensões das secções, pela
substituição total ou parcial de elementos ou pela introdução de novos
elementos estruturais. Afirma ainda que o reforço de uma estrutura tem por
objectivo aumentar a capacidade resistente ou a ductilidade dos seus
elementos e, desta forma, melhorar o seu desempenho, enquanto a reparação
de uma estrutura visa repor o seu desempenho nos níveis iniciais ou protegê-la
contra a deterioração futura. De acordo com REHABEND, (2014), descrevem-
se em seguida as principais tecnologias de reparação e reforço de estruturas
aplicadas a elementos estruturais de betão armado:

[Link]. Reparação de Estruturas

As técnicas mais utilizadas na reparação de estruturas são a injecção das


fendas com resinas epoxídicas, a reparação local com argamassas de
reparação ou a substituição do betão degradado por um outro de melhores
características, vazado ou projectado.

[Link]. Reforço com Adição de Betão e Armaduras

O reforço por encamisamento consiste em aumentar a secção transversal dos


elementos de betão armado por adição de betão e de novas armaduras. Esta
solução é a indicada quando é necessário aumentar a resistência das zonas de
betão comprimido ou a rigidez dos elementos de betão armado. A necessidade
do aumento de resistência das zonas de betão comprimido justifica-se, por
exemplo, quando as dimensões da secção de betão são insuficientes, ou
quando a qualidade do betão é inferior ao especificado no projecto.

Figura 1. Reforço com adição de betão e armaduras em pilares, lajes e vigas

FONTE: (REHABEND, 2014)


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[Link]. Reforço com chapas ou perfis de aço colados com resina


epoxídica

O reforço com chapas coladas ou perfis de aço consiste na adição de


armaduras exteriores ao elemento estrutural existente, ligadas à superfície da
estrutura por colagem com resina epoxídica, utilizando ou não buchas
metálicas. Este tipo de reforço pode ser utilizado quando existe deficiência de
armaduras e desde que as dimensões da secção e a qualidade do betão sejam
suficientes para garantir a resistência e a rigidez, exigidas regulamentarmente.

Figura 2. Reforço de vigas e pilares com chapas ou perfis de aço colados com
resina epóxida
FONTE: (REHABEND, 2014)

[Link]. Reforço com compósitos de FRP

O reforço com compósitos de FRP (polímeros reforçados com fibra) consiste no


reforço por adição de armaduras exteriores à estrutura existente, constituídas
por laminados de FRP ou tecidos de fibra de carbono, de vidro ou de basalto,
coladas à superfície da estrutura com resina epoxídica. Tal como no reforço
com chapas ou perfis de aço, o reforço com compósitos de FRP pode ser
utilizado quando existe deficiência de armaduras e desde que as dimensões da
secção e a qualidade do betão sejam suficientes para garantir a resistência e a
rigidez, exigidas regulamentarmente.

Figura 3. Reforço de vigas e pilares com compósitos de FRP

FONTE: (REHABEND, 2014)


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[Link]. Reforço por alteração do sistema estrutural

O reforço por alteração do sistema estrutural pode ocorrer por alteração do


funcionamento da estrutura ou por modificação das ligações internas ou
externas da estrutura, como por exemplo, adição de novos elementos de
suporte.

Figura 4. Técnicas alternativas de reforço por alteração estrutural

FONTE: (REHABEND, 2014)

Para o presente relatório será abordado o reforço do edificio usando a técnica


da adição de betao e armaduras em que o betao a ser usado será por
projecção.

3.2.2. Betão projectado

O betão projectado consiste no material obtido através de um processo


contínuo de aplicação de betão por projecção a alta velocidade, sem que seja
necessário o uso de cofragens. É uma técnica utilizada com grande sucesso na
reabilitação de estruturas de betão armado. Das vantagens que se podem
obter com o uso do betão projectado em vez do betão convencional, destacam-
se a flexibilidade, a compactação, a capacidade de aderência a vários materiais
e a dispensa de cofragens. (RIPPER, 1966).

[Link]. Utilização

O betão projectado pode ser aplicado em quase todos os casos em que se


utiliza o betão convencional. A escolha da sua utilização depende da
ponderação de diversos factores como a conveniência, o custo e a natureza da
obra a realizar. Desta forma, o betão projectado pode ser utilizado como um
betão convencional na construção de novas estruturas, reforços e reabilitações,

10 Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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em casos cuja arquitectura apresenta secções curvas ou outras especificidades


que dificultam a utilização de moldes/cofragens. (RIPPER, 1966).

[Link]. Vantagens e desvantagens do uso de betão projectado

Segundo RYAN, (1973), comparando as vantagens que se podem obter com o


uso do betão projectado em vez do betão convencional, pode-se destacar que
o betão projectado apresenta em mais situações resultados bastante
competitivos: em termos de custos na reabilitação de estruturas, uma vez que
dispensa a montagem de cofragens; em termos de mobilidade e acessibilidade,
pois o equipamento associado é portátil permitindo chegar a áreas pouco
acessíveis; e em termos de compatibilidade, pois o betão projectado tem a
capacidade de aderir a vários materiais, como o betão, o aço e a madeira.

Afirma ainda que a principal desvantagem do betão projectado provém do


efeito de ricochete dos agregados grossos do betão durante a projecção. Este
efeito tem como consequência a alteração da granulometria do betão insitu,
nomeadamente a diminuição da percentagem de agregados grossos, o que
leva a uma diminuição da resistência e um aumento da retracção. Outro
resultado do ricochete do betão durante a projecção prende-se com a perda de
rentabilidade do processo, uma vez que é desperdiçado bastante material
durante a sua aplicação.

[Link]. Processos de projecção do betão

O betão projectado pode ser aplicado através de dois métodos distintos,


designados de projecção por via seca e projecção por via húmida, os quais
diferem basicamente no estágio em que é adicionada água à mistura
cimento/agregados. (RIPPER, 1966).

[Link]. Método da via seca

O método por via seca inicia-se pela mistura de todos os componentes do


betão excepto a água. De seguida, esta mistura de cimento e agregados é
colocada na máquina de projecção, a qual vai ser responsável por alimentar a
mangueira que transporta a mistura até à boca de injecção. Todo o processo
de transporte é realizado por meio de ar comprimido.
Com a chegada da mistura seca à extremidade da mangueira, é adicionada
água, sendo a sua quantidade regulada na boca da mangueira pelo operador, e
o betão é projectado a alta velocidade para a superfície de trabalho. (RIPPER,
1966).

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[Link]. Método da via húmida

No método por via húmida a mistura é feita com todos os componentes do


betão, ou seja, os agregados, o cimento e a água. Esta mistura hidratada é
bombeada até ao local onde vai ser aplicada e, após ser introduzido ar
comprimido na mangueira, é ejectada para a superfície de substrato pela boca
de injecção (RIPPER, 1966).

Figura [Link] tipo da montagem dos equipamentos necessário para a


projecção por via seca

FONTE: (CROM, 1966)

Figura 6. Misturadora e Boca de injecção

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CAPITULO IV

4. PROJECTO

4.1. Edifício Abdul Razak

A necessidade do reforço surge na sequência das anomalias observadas no


edifício derivadas de má interpretação do projecto na execução da obra,
focando, o erro de implantação de um pilar que foi dando origem a deformação
dos elementos estruturais dos pisos superiores, introduzindo dessa forma
anomalias caracterizadas por fendas de flexão e de punçoamento tendo as
mesmas maior incidência na zona dos pilares exteriores. Dado que o edifício já
tinha sido construído, e recorrendo a sua demolição implicaria custos elevados,
surge a necessidade da intervenção de reforço usando uma estrutura metálica
numa das zonas críticas. Este perfil metálico foi colocado desde a cave ate ao
rés-do-chão transmitindo as cargas do edifício à fundação e conferindo
durabilidade e segurança da obra.

4.2. CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL E FUNCIONAL DO EDIFÍCIO

4.2.1. Localização

Conforme mencionado anteriormente, o edifício está situado na Avenida 24 de


Julho, Talhão N˚ 103, Cidade de Maputo.

Figura 7. Localização do edifício (Google Maps)

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4.2.2. Descrição do edifício

Figura 8. Edifício Abdul Razak

A estrutura existente é em betão armado, composta por pavimentos em lajes


fungiformes assentes directamente sobre pilares. O edifício apresenta uma
implantação em forma irregular, assemelhando-se a um rectângulo e
desenvolvendo-se em 11 pisos sendo um dos pisos de estacionamento (cave)
delimitado por muros de betão armado com espessura 40 cm com dimensões
aproximadas de 18 m x 36 m.

[Link]. Pilares e muros

Muros em betão armado compreendem todo perímetro exterior da cave. Na


parte interior da cave e do R/C os pilares são de secção circular (D=50 cm). Os
pilares exteriores do R/C têm secção rectangular com dimensões variáveis de
40x40 cm2, 40x50 cm2 e 40x70 cm2. A partir da sobreloja os pilares interiores
passam a ser de secção quadrada (40x40 cm2) e os exteriores mantém as

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dimensões dos pisos mais abaixo, no último piso os pilares têm secção
rectangular (25x40 cm2 e 40x40 cm2).

O piso enterrado é previsto para utilização como estacionamento, enquanto o


piso 0 está previsto para utilização como recepção, zona de lojas, arrumos e
salão de conferência. O piso 1 está previsto o funcionamento como cozinha,
salão de buffet e de conferência, enquanto os pisos 2 a 9 serão,
maioritariamente, quartos. O último piso, terraço, está previsto para funcionar
como lavandaria, balneários e jardim.

[Link]. Lajes

As lajes são fungiformes maciças e apresentam uma espessura média de


21,58 (22cm), exceptuando a laje de cobertura da cave que possui uma
espessura de 26 cm e a laje de cobertura do terraço que possui 20cm de
espessura.

[Link]. Fundação

A fundação é em ensoleiramento geral com espessura de 100,00 cm, variando


em algumas zonas com cerca de 682m2 e solo com tensão de 200 kPa.

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Figura 9. Fachada frontal e posterior do edifício (LEM, 2014)

Figura 10. Fachada lateral direita e esquerda (LEM, 2014)

4.3. Necessidade de reforço

4.3.1. Anomalias observadas

Das investigações e análises feitas e como visto anteriormente que a


deformação dos pisos foi motivada pelo erro de implantação do pilar P14 que
veio a ser consequência da ma interpretação do projecto em planta a sua
execução originando deformações das lajes. Estas deformações tiveram como
consequências a introdução de esforços de flexão e de corte, induzindo
tensões de tracção no betão, superiores à aquelas que o betão pode resistir,
originando deste modo fissuras nas lajes. As aberturas das fendas foram
medidas usando um fissurometro.

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Figura 11. Medição da abertura de fenda usando um fissurometro

Figura 12. Deformação das lajes

De acordo com o Relatório Técnico do LEM foram feitas visitas de inspecção à


obra de modo a:

i) Verificar a conformidade dos elementos de projecto com o existente;


ii) Levantamentos das principais anomalias e das áreas afectadas;
iii) Verificação de eventual necessidade de medidas urgentes
(escoramentos).

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4.3.2. Alguns erros de construção detectados

 Erro de implantação o pilar P14 originando fenómeno de punçoamento

 Deficiência no recobrimento nos pilares

 Redução da secção do pilar P17 do rés-do-chão

 Fissuras nas lajes e contornos dos pilares

Figura 13. Erro de implantação do pilar 14

Figura 14. Punçoamento

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Figura 15. Deficiência no recobrimento

Figura [Link] localizadas no pilar 19

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Figura 17. Redução da secção do pilar 17

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CAPITULO V

5. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS
Durante o acompanhamento da execução das obras, várias actividades
independentes foram desenvolvidas podendo agrupa-las em duas partes:

 Inspecção da obra

 Reforço estrutural do edifício

5.1. Inspecção da obra

Nesta fase foram realizadas actividades de inspecção visual, e alguns ensaios


destrutivos e não destrutivos para avaliar a resistência dos materiais
estruturais, essencialmente o betão e as armaduras.

5.1.1. Ensaios não destrutivos

i. Pacometria – Ferro scanner

ii. Ensaio esclerométrico

iii. Levantamento com laserscan

[Link]. Ensaio pacométrico – identificação da malha

A inspecção sobre as armaduras da laje, para este tipo ensaio foi feita usando
o ferro scanner nas faces superior das lajes, não havendo assim necessidade
de demolição ou criação de aberturas.
Este tipo de aparelho permite detectar a posição e a direcção das armaduras,
as suas dimensões e recobrimento, em estruturas de betão armado e pré-
esforçado, de forma não destrutiva (Cóias, 2006). Dos levantamentos, foram
detectadas malhas de ferro com diâmetro 10 mm com espaçamento 15 cm.

Figura 18. Instrumento usado para detectar a posição das armaduras


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Figura 19. Delimitação da zona do ensaio pacométrico

[Link]. Ensaio esclerométrico

Este tipo de ensaio foi feito usando um esclerómetro do tipo de Schmidt que
permite obter insitu, de uma forma simples e não destrutiva, a resistência à
compressão de elementos de betão, composta por um veio de compreensão
que é pressionado perpendicularmente contra a superfície de betão a ensaiar
empurrando o corpo do esclerómetro contra ela, duma forma contínua, até a
massa se soltar e se ouvir o impacto (Cóias, 2006).

Figura 20. Ensaio esclerométrico

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[Link]. Levantamento com laserscan

A tecnologia empregue envolve a emissão de um feixe de laser em toda a


periferia do equipamento, depois de reflectido pelo objecto (estrutura) a ser
levantado é recebido nos sensores do dispositivo permitindo obter, com uma
precisão milimétrica, as coordenadas espaciais individualizadas de cada um
dos milhões de pontos gerados. A partir da imagem resultante da “nuvem de
pontos” é gerado um modelo geométrico tridimensional, que permitirá obter as
componentes tridimensionais e bidimensionais usuais (plantas, cortes e
alçados). Este equipamento permite fazer um levantamento das anomalias e
geometria dos pilares e lajes. (RIPPER, 2016).

[Link].1. Levantamento de Anomalias

Lajes: deformação vertical, variação de espessura por piso, localização e


geometria de fendas;
Pilares: desalinhamento entre pisos, deformação horizontal, fendas e áreas de
vazios.

[Link].2. Levantamento Geométrico:

Lajes: dimensão em planta e espessura


Pilares: localização e dimensão da secção transversal em altura

Figura 21. Leitura usando laserscan

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5.1.2. Ensaios destrutivos

i. Ensaio de sondagem de armaduras para a localização e caracterização


em termos de recobrimento, espaçamento e diâmetro;
ii. Pesquisa da posição e diâmetro das armaduras por abertura de janelas
de inspecção

[Link]. Ensaio de sondagem de armaduras para a localização e


caracterização em termos de recobrimento, espaçamento e
diâmetro
Devido a dificuldade de detecção da armadura superior em alguns locais da
laje houve necessidade de extrair alguns carotes com cortes de armaduras
para verificar a textura e a posição das mesmas. Da sondagem das armaduras
identificou-se que as lajes de cobertura dos pisos são constituídas por dois
níveis de armaduras compostas por malhas quadradas de Ø10@15cm e a laje
do ensoleiramento geral constituída por três níveis de armadura de malha
quadrada de Ø10@15cm.

Figura 22. Zona da extracção de


carotes

Figura 23. Medição do recobrimento


FONTE: (LEM, 2014)

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[Link]. Pesquisa da posição e diâmetro das armaduras por abertura de


janelas de inspecção

Atendendo a deformabilidade da estrutura, a mesma apresentava flexão das


lajes que por sua vez originaram fissuras ao longo destas. Em função da
grandeza das fissuras verificadas foi feito uma inspecção das armaduras para
verificação da conformidade dos aspectos construtivos. Para a pesquisa foram
abertas 3 janelas de inspecção para os pisos 2,5,8 a meio vão na zona dos
pilares.

[Link].1. Piso 2

Figura [Link]ção das armaduras da laje do piso 2 para as aberturas 1, 2 e 3

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Posição Dimensão da Recobrimento Vigas embutidas Espaçamento


abertura da (cm) na laje dimensões dos Estribos
zona (m) (m) nas vigas (cm)
½ 0,70x0,90 [Link]- 6 0,12x0,95 15
(e = 22 cm) [Link]- 3,5
2/2 0,70x0,90 [Link]-3,5 0,12x0,95 15
(e = 22 cm) [Link]- 2,0
3/2 0,70x0,90 [Link]-7,0 0,12x0,95 15
(e = 20 cm) [Link]- 2,0
Tabela 1- inspecção da primeira abertura do piso 2

Armaduras da viga do piso 2

Figura 25. Pormenor da viga das aberturas 1,2 e 3 do piso 2

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[Link].2. Piso 5

Figura [Link]ção das armaduras da laje do piso 5 para as aberturas 1, 2 e 3

Posição Dimensão da Recobrimento Vigas Espaçamento


abertura da zona (m) (cm) embutidas na dos Estribos
laje dimensões nas vigas
(m) (cm)
1/5 0,75x0,75 [Link]- 6,0 0,12x0,76 22
(e = 22 cm) [Link]- 4,0
2/5 0,70x0,70 [Link]- 4,0 0,12x0,92 20
(e = 23 cm) [Link]- 3,5
3/5 0,70x0,73 [Link]- 4,5 0,12x0,78 20
(e = 23 cm) [Link]- 4,0
Tabela 2- inspecção da primeira abertura do piso 5

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Armaduras da viga do piso 5

Figura 27. Pormenor das vigas 1,2 e 3 do piso 5

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[Link].3. Piso 8

Figura [Link]ção das armaduras da laje do piso 8 para as aberturas 1, 2 e 3

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Posição Dimensão da abertura Recobrimento Vigas Espaçamento


da zona (m) (cm) embutidas na dos Estribos
laje dimensões nas vigas (cm)
(m)
1/8 0,70x0,90 [Link]-4,5 0,12x0,95 15
[Link]- 2,5
2/8 0,70x0,90 [Link]-5,0 0,12x0,95 20
[Link]- 2,5
3/8 0,70x0,90 [Link]- 6,0 0,12x0,95 20
[Link]- 3,0

Tabela 3- inspecção da primeira abertura do piso 8

Armaduras da viga do piso 8

Figura 29. Pormenor das vigas 1,2 e 3 do piso 8

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5.2. REFORÇO ESTRUTURAL

5.2.1. Limpeza da superfície das lajes

Esta e a fase inicial do projecto que consistia na regularização da superfície


das lajes. As lajes apresentavam uma superfície rugosa, o que veio a ser
consequência da falta de eficiência no espalhamento do betão sobre as
superfícies. A retirada da camada rugosa das lajes foi feita usando uma
máquina dentada em que a posterior era lançado um jacto de água de modo a
permitir a trabalhabilidade eliminando poeiras.

Figura 30. Superfície inicial da camada laje

Figura 31. Regularização da superfície das lajes


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Figura 32. Camada de betão retirada numa das lajes após limpeza (entulho)

Figura 33. Superfície da Laje após retirada a camada rugosa

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Para além da actividade descrita anteriormente o reforço do edifício


compreendeu as seguintes fases:

5.2.2. FASE I – Vigas de bordadura

A viga de bordadura, com dimensões 0,50mx 0,20m será colocada sobre os


bordos (ver figura 28) composta transversalmente por estribos com diâmetro de
10 mm e longitudinalmente por 2 varões de 25 mm na parte inferior da laje e 2
de 20 mm na superior. Na figura abaixo esta ilustrada a vermelho as vigas de
bordadura que serão colocadas nos contornos exteriores do edifício e as
respectivas armaduras estão apresentadas no ANEXO I.

Figura 34. Vigas de bordadura introduzidas no contorno exterior dos pisos.

FONTE: (CEE –UP , 2015)

33 Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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[Link]. Fachada lateral direita e esquerda (figura 10)

O enchimento das vigas será com betão projectado a seco, e devido a


complexidade da superfície a betonar usou – se tubos rectangulares de
espessura 3 cm e uma chapa furada de 2 mm como cofragens nas partes
laterais da viga em que a chapa esta soldada nos tubos e apoiada sobre bitolas
(pequenos estribos colocados perpendicularmente aos estribos da viga) de
modo a obedecer a secção final desejada.

Figura 35. Armação da viga (vista de baixo da laje)

Figura 36. Armação da viga (vista de cima da laje)

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Figura [Link] de Cofragem das vigas

Figura 38. Chapa de cofragem e Bitolas servindo de espaçadores


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A Preparação do betão projectado foi feito no local que consistiu em:

 Separação do material grosso da areia

 Mistura da argamassa e a posterior introduzida na máquina do betão


projectado em que a mistura da areia, brita e cimento foi feita num
britador.

Figura 39. Separação do material grosso da areia

Figura 40. Colocação da argamassa na misturadora


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Figura 41. Betonagem das vigas de bordadura usando betão projectado

Figura 42. Viga de bordadura após betonagem

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Conforme acima mencionado, uma das principais desvantagens do betão


projectado é a perda da rentabilidade podendo estar associado ao desperdício
do material.

Figura 43. Perda do Material após betonagem – rebalde

[Link]. Fachada posterior do edifício (figura 9)

As dimensões finais da viga estão apresentadas no ANEXO I.

Figura 44. Armação da viga posterior

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Figura 45. Viga posterior armada

Figura 46. Betonagem da viga posterior

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5.2.3. FASE II - ENCAMISAMENTO DOS PILARES


O reforço por encamisamento consiste no aumento da secção transversal pela
adição de uma armadura suplementar e de uma camada de betão que envolve
a secção inicial e na qual ficam inseridas as novas armaduras envolvendo
normalmente toda a secção do pilar, sendo designado por encamisamento
fechado. Porém, devido a condicionantes arquitectónicas pode ser executado
apenas em algumas faces do pilar designando-se por encamisamento aberto.
Em geral, o encamisamento de pilares é efectuado ao longo de todo o
comprimento do pilar, aumentando-se assim a resistência à compressão e à
flexão.

[Link]. Encamisamento do perfil metálico

A marcação dos furos das armaduras exteriores foi feita usando um martelo de
compreensão para furos de ferro com diâmetro 25 mm e um berbequim com
broca de diâmetro 16 mm para furos de ferro 12 mm.

Figura 47. Marcação dos furos do piso 0 até a cave

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Figura 48. Marcação dos furos Colocação das armaduras

Figura 49. Encamisamento do perfil piso 0 e da cave

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Após furacão e introdução das armaduras de reforço, os furos são selados com
resina epoxi tornando assim a ligação monolítica. Visto que os pilares tem
como função transmitir as cargas do edifício a fundação, e sem ter que demolir
a laje do pavimento da cave, na mesma fez-se a furacão 0,80 m para varão 25
mm e 0,60 para varão 12 mm.

Figura 50. Preparação da mistura epóxida

Figura 51. Introdução da resina nos furos na cave

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[Link].1. Betonagem do pilar metálico (piso 0 e cave)

A utilização de betão projectado na reparação de pilares de betão armado em


particular nos casos em que há necessidade de recomposição de toda a
secção transversal, exige cofragem adequada, que não só funciona como guia
para a betonagem, mas que também garante obediência as espessuras de
cobrimento das armaduras e as dimensões da secção transversal fixadas em
projecto. (RIPPER, 1996)

Conforme visto, o betão projectado dispensa cofragens, para a betonagem o


pilar usou-se pranchas de madeira colocadas paralelamente numa das faces
do pilar de modo a garantir as dimensões da secção final. O processo de
betonagem consistiu inicialmente na limpeza da zona a betonar usando um
jacto de água.

Figura 52. Colocação das pranchas e lavagem da zona a betonar

Por tratar se de um pilar, e este estar sujeito a esforço de compreensão, e que


o mesmo esforço é conferido pelo betão, a projecção foi feita criando um talude
de betão projectado a 45 ˚ de forma a evitar o ricochete (betão projectado já
húmido que não adere a superfície receptora e cai)

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Figura [Link]ência da betonagem Figura 54. Betonagem do perfil


metálico. FONTE: (CROM, 1984)

Figura 55. Secção final após betonagem (cave e piso 0)

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[Link].2. Encamisamento dos pilares (betão)

O encamisamento dos pilares será feito ao longo de todo o edifício. Para obter
uma melhor ligação entre o material de adição e o existente, fez-se a
preparação da superfície da secção inicial, que consistiu na remoção do betão
do pilar existente (picotagem), em que esta remoção foi feita usando um
martelo de compreensão, aumentando assim a rugosidade da superfície para
garantir a aderência e a posterior fez-se a remoção de poeiras usando um jacto
de água. O reforço dos pilares será feito ao longo de todo o edifício.

Figura 56. Martelo de compreensão e Picotagem do pilar

Figura 57. Pilar picotado

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Cave
O edifício é composto por pilares circulares de diâmetro 0,50 m, na cave e no
rés-do-chão, conforme visto anteriormente e como reforço os mesmos terão
como secção final geometria diferente da inicial, assemelhando-se a secções
quadradas. (ver ANEXO II). O processo de furacão, armação das armaduras,
selagem com resina epoxi e de betonagem é similar ao do encamisamento do
perfil metálico.

a) b)
Figura 58. a) Colocação das armaduras dos pilares, b) Pilar armado

Piso 0 e piso 1

Figura 59. Colocação das armaduras dos pilares


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Figura 60. Betonagem dos pilares do piso 0

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CAPITULO VI

6. Conclusões

Tendo como base as informações obtidas durante o estágio e elaboração deste


trabalho pode-se chegar às seguintes conclusões:

Após a realização deste trabalho, concluir que os objectivos inicialmente


propostos foram cumpridos, tendo em conta que, ficaram por abordar algumas
técnicas de reparação e de reforço de estruturas.
Das anomalias observadas e ensaios realizados, concluir que houve
negligência por parte da empresa construtora ao permitir que graves erros e
repetitivos se transmitissem em vários locais da obra ao longo da sua
execução, desde a colocação das armaduras até a fase da betonagem. Em
relação ao levantamento e verificação da conformidade dos aspectos
construtivos da obra, em algumas zonas de inspecção, as lajes e o
ensoleiramento na cave apresentavam espessuras diferentes.

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6.1. Recomendações

 Analisar detalhadamente o projecto desde a arquitectura até a execução


da obra.
 A empresa responsável pela execução da obra deve possuir
capacidades/competências suficientes para a execução da mesma, para
além de possuir pessoal qualificado.
 É importante que exista um contacto frequente tanto com o responsável
da obra com o projectista de modo a prevenir possíveis problemas de
falha de execução da obra.
 Devem ser verificadas e respeitadas todas normas e disposição dos
elementos construtivos
 Uma adequada betonagem (colocação, compactação e vibração).

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6.2. Bibliografia

 RIPPER.T, 1966, - curso em durabilidade, reparação e reforço de


estruturas
 SOUSA, V.C.M.; RIPPER,T." Patologia, recuperação e reforço de
estruturas. 1 Edição. São Paulo: Pini, 1998".
 LEM - Relatório da visita de inspecção e peritagem estrutural do edifício
 HELENE, P. Manual para Reparo, Reforço e Protecção de Estruturas de
Concreto. Editora PINI, São Paulo, 1992.
 Http://[Link]/

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ANEXOS

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ANEXO I

Vigas de bordaduras

Fachada lateral esquerda e direita (V1 e V3)

Fachada frontal e posterior do edifico (V4 e V6)

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ANEXO II

Pilares

II Relatório de estágio profissional - Reforço Estrutural do Edifício – Osvaldo J.


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