Assassinato de Hiram Abiff e Seus Significados

100% acharam este documento útil (1 voto)
300 visualizações5 páginas
O documento descreve a história dos três assassinos de Hiram Abiff: Jubelas, Jubelos e Jubelum. Eles esperaram Hiram sair do Templo para orar e o questionaram sobre a palavra secreta de Mest…

Enviado por

repositorio

Ir∴ JEAN CHARLES DE OLIVEIRA BATISTA

Mestre-Maçom
Trabalho apresentado no Tempo de Instrução
Oriente de Guanambi-BA, 06/04/2023

OS ASSASSINOS

A maior inspiração em uma loja de Mestre é a honra. Sem permitir o perigo nem a morte
(Ritual de Mestre, 2009, pág. 138).
Estando a construção do templo quase completa, 15 Companheiros combinaram entre si
obter de Hiram – o mais célebre arquiteto de todos os tempos – a palavra de mestre. Ocorre que logo de
início restaram 12 companheiros, porque três desistiram de plano.
Depois, nove desistiram e restaram apenas três: Jubelas, Jubelos e Jubelum.
Sabendo que o Mestre Hiram sempre ia orar dentro do templo ao meio-dia, hora em que os
Obreiros iam descansar, então postaram-se na seguinte forma:
 Jubelas na porta meridional;
 Jubelos na porta ocidental; e
 Jubelum na porta oriental.

Saindo do Templo pela porta meridional, Jubelas indaga sobre a palavra de Mestre sendo-lhe
respondido: “Não é assim que a sabereis; tende paciência, completai o tempo que vos falta. Além disso,
eu não vô-la posso dar; é mister que esteja acompanhado dos reis de Tiro e de Israel, a quem jurei nunca
revelá-la senão juntos!” (Ritual de Mestre, 2009, pág. 171). Jubelas não satisfeito e totalmente descontente
usando uma régua deu-lhe uma pancada muito forte na garganta do Mestre Hiram.
Ele – Hiram – tenta fugir e vai à porta ocidental e lá encontra Jubelos que fez a mesma
pergunta: “qual a palavra de Mestre?”, obtendo a mesma resposta. Em seguida o 2º companheiro usando
um esquadro deu-lhe uma forte pancada no peito.
Hiram saiu com muita dor e tentou fugir. Recuperando as forças, tentou sair dessa vez pela
portal oriental, mas ali encontrou o 3º Companheiro – Jubelum – que como os outros fez a mesma
pergunta: “qual a palavra de Mestre?”, obtendo, também, a mesma resposta. Dessa vez foi usado um
malhete na testa e foi uma pancada tão forte, tão intensa que o Mestre Hiram estendeu morto naquele
lugar.
Os três Assassinos - Jubelas, Jubelos e Jubelum – se reuniram e eles perguntaram uns aos
outros a palavra de Mestre. Nenhum deles havia alcançado o intento que é a palavra de Mestre, porém
alcançaram um crime: a morte do Mestre Hiram.
Combinaram em seguida ocultar o delito criminoso. Esconderam o corpo do Mestre e a noite
fugiram levando esse corpo para Jerusalém, enterrando-o numa montanha.
O sumiço do Mestre não era costume, Salomão então mandou procurá-lo.
Os 12 companheiros retrataram-se suspeitando de quem seria os assassinos do Mestre
Hiram. Esses Companheiros assassinos omissos levaram suas luvas brancas como prova de inocência.
Salomão imediatamente mandou procurar o corpo de Hiram, pois se encontrasse certamente
ali estava a palavra do mestre, senão a palavra estava perdida. Salomão estabeleceu se tivesse sido
realmente morto o Mestre Hiram, o primeiro sinal que fizessem e a primeira palavra que fosse
pronunciado ao desenterrar o seu corpo seria a partir dali o sinal e a palavra de mestre.
Os Companheiros assassinos omissos obtiveram a promessa de passarem a Mestre se
alcançassem o intento e assim partiram: três para setentrião; três para o sul; três para o ocidente; e três
para o oriente.
Aquele que usou a régua (Jubelas) antes tivesse a garganta cortada, a língua arrancada e
enterrado nas areias no mar, onde a maré faz fluxo e refluxo. Muito melhor do que ser cúmplice no
assassinato do Mestre Hiram. Aquele que usou o esquadro (Jubelos) antes tivera sido arrancado seu
coração e servido de pasto aos abutres do que ter sido cumplice no assassinato do Mestre Hiram. Aquele
que usou o Malhete (Jubelum) o que deu o golpe fatal, antes tivesse seu corpo cortado ao meio, sendo
uma parte lançada ao norte outra ao sul ou uma parte no oriente e outra ao ocidente do que ser cúmplice
no assassinato do Mestre Hiram.
Os assassinos foram encontrados e levados à presença de Salomão. O crime foi confessado
e desejou-lhes que não queriam sobreviver após a tamanha desonra. Sendo assim, Salomão ordenou que
fosse cumprida a própria sentença que cada um por si só proferiu.
 Jubelas - garganta cortada;
 Jubelos - o coração arrancado; e
 Jubelum - o corpo dividido ao meio.

Hiram e suas virtudes em não revelar a palavra de Mestre àqueles que não estavam aptos,
sendo por isso covardemente assassinados por três companheiros ambiciosos, não só, mas também pelos
assassinos omissos que nada fizeram para impedir esse malfeito.
Que tenhamos cuidado e nos afastemos dos Jubelas, dos Jubelos e dos Jubelum que possam
surgir em nossas vidas. E que o sagrado não se perca com as pancadas de assassinos perversos.
Em uma interpretação social, esses assassinos simbolizam o que de pior há na humanidade:
ignorância, fanatismo e ambição. Tudo isso em face da inteligência, da honra e da justiça que são os
atributos intrínsecos do Mestre Hiram.
Repise-se, ainda, que os nomes Jubelas, Jubelos e Jubelum significam literalmente “corrente
da vida e dos interesses materiais”. A terminação (as) de Jubelas, (os) de jubelos e (um) de Jubelum são
apenas empregados como forma de individualização de suas ações, porque, na verdade, o crime foi
cometido por uma única entidade: a destruição.
Cada assassino em sua conduta isolada representa o seu estado de espírito de forma uníssona
e negativa:
 A ignorância;
 O fanatismo; e
 A ambição.

Todos são pútridos, fétidos, oriundos de um mesmo ventre ruim e de um pai cuja origem é
a mesma. A putrefação de uma árvore genealógica. São as verdadeiras forças do mal.
Nunca é demais mencionar que temos 12 participantes inicialmente no complot e a retirada
e a desistência dos nove primeiros não lhes retiram a responsabilidade, uma vez que cometeram o crime
em sua modalidade omissiva, porque o dever de cada um era abortar essa conjuntura e revelar de plano
essa trama indecorosa e assim o sacrifício era evitado. Foram todos, por conseguinte, autores do
assassinato do Mestre Hiram. A indiferença desses 12 Companheiros “arrependidos” é o símbolo do
descaso, do comodismo, da rotina e da tolerância abusiva, insensíveis sobre o que podem advir de suas
omissões.
Jubelas com seu ato representa a ignorância. E para o ignorante o maior desperdício é a
cultura. Jubelos com sua representatividade no fanatismo, onde o exagero é qualidade estimulativa. Com
sua ignorância segue cegamente julgando o acertado, isto é, o fanatismo é cego. Jubelum representa a
ambição – obter o almejado mesmo sem meios ou qualificações é justificado. Esses assassinos – irmãos
Jubelos – representam os verdadeiros inimigos “de dentro” da oficina. Eles não são estranhos, porém os
mais próximos.
Fazendo uma autocrítica encontram-se capacitados e dignos a receber o título do Mestre,
mas esse desejo de atingir a meta ocorre por meio de um esforço alheio.
Filosoficamente, os instrumentos usados para a destruição – a morte do Mestre Hiram –
ironicamente são os mesmos destinados à construção. Muitos possuem essa chaga negativa, onde usam
os meios de construir, destruir.
O crime cometido é de efeito astronômico. Evento ocorrido do oriente, três meses antes do
inverno. Os 12 Companheiros que participaram do complot representam as 12 horas do dia, assim como
também os 12 meses do ano. Cada um desses 12 Companheiros cumpre a sua parte, por predestinação,
preparação, recuo e conscientização.
Se os primeiros nove Companheiros retrocederam, os três últimos prosseguem no trágico
propósito. Ao terceiro golpe, o mestre vem a sucumbir, simbolizando o dia agonizante, sobrevindo a
noite. Os nove que empreenderam nas buscas pelo corpo de Hiram também é simbólica. Seu trabalho é
realizado a noite e só os três últimos no raiar do dia encontram o corpo do Mestre.
Acabando o ano e iniciado o inverno, a morte do verão simboliza as dificuldades que
chegarão, antes da ressurreição.
Nove meses durou a perseguição aos três assassinos, estes se ocultam ao sol encontrando-se
no inverno de suas vidas.
A fuga é do oriente para o ocidente regressando para o oriente em busca de sol em sua vã
esperança de salvação.
As armas usadas pelos assassinos simbolizam a diminuição das horas – a régua de 24
polegadas, o esquadro representa a linha solsticial e o malhete é a rigidez do frio, destruidora de
temperatura com ausência do sol.
Assim, morre, junto com o Mestre Hiram Abiff, simbolicamente o ano e o inverno que
dificulta e torna mais penosa a busca. E essa busca, envolta de luto e de tristeza, é fria e escura, mas a
ressurreição será o início da primavera.
BIBLIOGRAFIA

CAMINO, Rizzardo da. Simbolismo do Terceiro Grau: Mestre. 5ª ed. São Paulo, Madras,
2017.
Ritual: Rito Brasileiro / Grande Oriente do Brasil. Ritual do 3° Grau: Mestre-Maçom do Rito
Brasileiro. São Paulo, 2009.

Ir∴ JEAN CHARLES DE OLIVEIRA BATISTA 
Mestre-Maçom 
Trabalho apresentado no Tempo de Instrução 
Oriente de Guanambi-BA,
Os três Assassinos - Jubelas, Jubelos e Jubelum – se reuniram e eles perguntaram uns aos 
outros a palavra de Mestre. Nen
Que tenhamos cuidado e nos afastemos dos Jubelas, dos Jubelos e dos Jubelum que possam 
surgir em nossas vidas. E que o s
Filosoficamente, os instrumentos usados para a destruição – a morte do Mestre Hiram – 
ironicamente são os mesmos destina
BIBLIOGRAFIA 
 
CAMINO, Rizzardo da. Simbolismo do Terceiro Grau: Mestre. 5ª ed. São Paulo, Madras, 
2017. 
Ritual: Rit

Você também pode gostar