INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DO CUITO
TRABALHO EM GRUPO
DE
PSICOLOGIA GERAL
TEMA: A PERSONALIDADE E SUAS CARACTERÍSTICAS
Grupo Nº.
Curso: Psicologia da Educação
1º Ano de Frequência
Regime: B
Docente
______________________
Msc. Zeca Domingos
CUITO-2024
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DO CUITO
TRABALHO EM GRUPO DE PSICOLOGIA GERAL
TEMA: A PERSONALIDADE E SUAS CARACTERÍSTICAS
Elementos do Grupo
Nº/O Nome Cotação
221432 Adelina Catarina
______Valores
221852 Alice Cassova Tomás Daniel
______Valores
221519 Analdina Cristina
______Valores
221601 André Gonçalves Naliculuta António
______Valores
221429 Belita Jamba
______Valores
221649 Carolina Ch. Lucas Canjaia
______Valores
221515 Cristina Cafuchi
______Valores
221738 David Costa Chingolo Candondo
______Valores
221722 Domingas Manico
______Valores
221413 Evalina C. J. Fragoso
______Valores
221744 Evalina Eiala Cassova C. Chiuana
______Valores
221844 Firmino Alberto Sangonga
______Valores
221523 Francisco Sapalo Artur
______Valores
Justino Catuta Adolfo
______Valores
221788 Salomé Catarina Cassova Chilela
______Valores
ÍNDICE
INTRODUÇÃO.................................................................................................... 1
1. A PERSONALIDADE....................................................................................2
[Link]ÇÃO DA PERSONALIDADE......................................................3
[Link] ESTRUTURAL DA PERSONALIDADE SEGUNDO FREUD.....4
[Link] DE PERSONALIDADES....................................................................5
[Link]ÍSTICAS DA PERSONALIDADE...............................................6
CONCLUSÃO......................................................................................................8
BIBLIOGRAFIAS
INTRODUÇÃO
A personalidade pode ser compreendida como o conjunto de hábitos e
comportamentos que nos definem como indivíduos, conhecer a própria
personalidade e descobrir suas potencialidades e limitações é um dos maiores
passos que podem ser dados na jornada do autoconhecimento, alguns tipos de
personalidade são mais propensos para certos tipos de actividades e menos
propensos para outros, portanto, é importante entender a sua personalidade
para escolher a carreira que melhor se adapta a você. Além disso, conhecer as
dinâmicas das atitudes e funções que norteiam a personalidade ajuda a
melhorar as relações humanas, torna-se possível minimizar conflitos e
compreender diferentes pontos de vista, facilitando assim a convivência entre
os colaboradores.
Com base ao anteriormente exposto, torna-se importante estudar a
personalidade, portanto, este trabalho visa descrever a personalidade e suas
características baseando-se em estudos de vários psicólogos sociais e
psicanalistas, para trazer dados com argumentos válidos para execução
exitosa da presente pesquisa.
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1. A PERSONALIDADE
A personalidade é um conjunto de características psicológicas que determinam
os padrões de pensar, sentir e agir de uma pessoa. É a forma de ser de cada
um, que lhe confere a unidade e a singularidade. A personalidade é
influenciada por factores genéticos, biológicos, físicos, sociais e culturais. É um
processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. Existem diferentes tipos
de definições para o conceito de personalidade, como as definições aditivas,
integradoras, hierárquicas e de adaptação ao meio. Os estudos sobre a
personalidade abarcam dois grandes temas: o funcionamento intrapessoal e as
diferenças individuais.
Carver e Scheier (2008) dão a seguinte definição: "Personalidade é uma
organização interna e dinâmica dos sistemas psicofísicos que criam os padrões
de comportar-se, de pensar e de sentir característicos de uma pessoa".
Esta definição de trabalho salienta que personalidade:
É uma organização e não um aglomerado de partes soltas;
É dinâmica e não estática, imutável;
É um conceito psicológico, mas intimamente relacionado com o corpo e
seus processos;
É uma força ativa que ajuda a determinar o relacionamento da pessoa
com o mundo que acerca;
Mostra-se em padrões, isto é, através de características recorrentes e
consistentes;
Expressa-se de diferentes maneiras - comportamento, pensamento e
emoções.
Asendorpf (2007) complementa essa definição. Para ele personalidade são as
particularidades pessoais duradouras, não patológicas e relevantes para o
comportamento de um indivíduo em uma determinada população. Esta
definição acrescenta àquela de Carver e Scheier (2008) alguns pontos
importantes:
Os traços de personalidade são relativamente estáveis no tempo;
As diferenças interpessoais são variações frequentes e normais - o
estudo das variações anormais é objeto da psicologia clínica;
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A personalidade é influenciada culturalmente. As observações da
psicologia da personalidade são assim ligadas apenas à população em
que foram feitas; para uma generalização de tais observações para
outras populações é necessária uma verificação empírica.
A personalidade é uma construção psicológica que faz referência ao conjunto
de características de uma pessoa. O Norte-Americano Gordon Allport definiu a
personalidade como sendo a organização dinâmica dos sistemas psicofísicos
que determina uma forma de pensar e de agir. Esta organização é única em
cada sujeito no seu processo de adaptação ao ambiente.
O aspecto dinâmico da personalidade reflete-se na medida em que cada
pessoa está constantemente em interação com o meio envolvente, sendo esta
apenas interrompida com a morte. Relativamente às formas de pensar e de
agir, estas mostram que a personalidade tem uma vertente interna (o
pensamento) e uma vertente externa (o comportamento).
No entanto, os especialistas estabeleceram diferentes tipos de definições para
o conceito de personalidade. Por isso, deparamo-nos com as definições
aditivas, que se constroem com base na soma de um conjunto de
características:
As integradoras, que ressalvam o carácter organizado e estruturado
dessa adição;
As hierárquicas, que admitem a estrutura integrada dos elementos que
conformam a personalidade embora estipulem a preponderância de
certos elementos sobre outros; e
As definições de adaptação ao meio, que também partem de uma
integração dos elementos, mas que consideram que a organização
depende do meio onde esteja inserido o indivíduo.
Os estudos sobre a personalidade abarcam dois grandes temas: o
funcionamento intrapessoal (intrapsíquico, que não é observável de forma
direta) e as diferenças individuais (as características e os traços que fazem
com que uma dada pessoa seja diferente de outra).
O psicólogo inglês de origem alemã Hans Eysenck é o autor de um modelo da
personalidade que se estrutura em três dimensões: psicoticismo, extroversão e
neuroticismo.
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1.1. Constituição da Personalidade
A personalidade é um conceito psicológico que se refere aos padrões de
pensamento, sentimento e comportamento que caracterizam um indivíduo. A
personalidade é influenciada por uma combinação de factores genéticos e
ambientais, com os genes contribuindo com cerca de 40% e o ambiente com
cerca de 60%. A personalidade é composta por padrões mais ou menos
consistentes, que são determinados pela interação entre os genes e o
ambiente.
A personalidade é uma construção complexa que tem sido estudada por muitos
anos (Guilford, 1950).
Existem várias teorias que tentam explicar como a personalidade se
desenvolve e como ela é estruturada. Por exemplo, a teoria psicanalítica de
Sigmund Freud sugere que a personalidade é composta por três partes: o id, o
ego e o superego. O id é a parte instintiva da personalidade, o ego é a parte
consciente da personalidade e o superego é a parte moral da personalidade.
Outras teorias, como a teoria dos traços, sugerem que a personalidade é
composta por traços específicos que podem ser medidos e comparados entre
as pessoas.
1.1.1. Modelo estrutural da Personalidade Segundo Freud
É o modelo proposto por Freud onde a mente é dividida em três instâncias.
Todas as instâncias se desenvolvem ao longo da infância e cada uma delas
tem funções diferentes, agindo em diferentes níveis da mente, mas de maneira
conjunta, formando assim uma única estrutura de personalidade. Essas três
instancias são o id, o ego e o superego.
O id é o elemento mais primitivo da personalidade, sendo este o sistema
original com o qual já nascemos. Formado por instintos, composto pelo prazer
e impulsos orgânicos. Tudo é transmitido dos pais. O id é um elemento
primordial para a estrutura da personalidade, pois é a estrutura original e mais
essencial da personalidade. A partir dele que são ampliadas outras estruturas.
O ego começa a ser desenvolvido após o nascimento, quando o bebê começa
a se interagir com o seu ambiente. O ego procura o prazer em contato com a
realidade. É um elemento do aparelho psíquico que aumenta a partir do id,
para inteirar e atender suas exigências. Tem como desígnio garantir a saúde,
sanidade e segurança da personalidade. Procura controlar ou regular os
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impulsos presentes do id, de modo que a pessoa busque soluções menos
imediatas e mais realistas. Tem como função enfrentar a necessidade de
diminuir a tensão e elevar o prazer.
O superego, esta terceira parte da estrutura da personalidade, representa o
aspecto moral dos seres humanos. Ele se desenvolve quando os pais ou
outros adultos transmitem valores e as normas da sociedade à criança. Esta é
a última parte da personalidade que é desenvolvida a partir do ego. Trabalha
como censor, informando para o ego o que é certo e errado sobre as atividades
mentais e pensamentos presentes no ego. Freud apresenta três funções do
superego: consciência, auto-observação e formação de ideias. É estabelecido
a partir do superego dos pais, sendo este o veículo de todos os julgamentos e
valores que são transmitidos de geração em geração.
Esta divisão constituída por Freud foi um grande passo na história da
psicologia. Através da criação da psicanálise ele colaborou enormemente na
medicina para diversos tratamentos das mais variadas doenças mentais.
1.2. Tipos de personalidades
Cada pessoa é única e não há como discutir isso, nossas características são
singulares, porém nossas personalidades podem ser enquadradas dentro de
padrões definidos pela psicologia. Em outras palavras, há tipos de
personalidades comuns. E a ciência já provou isso através de inúmeros
estudos, de vários pensadores icônicos. Um deles, Carl Gustav Jung.
Fundador da escola de psicologia analítica, Jung (discípulo de Freud) é o
defensor mais célebre do popular “inconsciente coletivo”. Segundo o próprio,
este aspecto é anterior ao inconsciente individual e é alinhado a quatro funções
básicas de uma pessoa: pensar, sentir, intuir e perceber. Em cada um de nós,
segundo Jung, uma ou várias destas funções podem se destacar e “justificar”
um comportamento. Por exemplo, pessoas mais impulsivas são aquelas em
que as funções de perceber e intuir são mais evidenciadas em relação ao
pensar e sentir.
Tais funções, por sua vez, formam dois grupos de caráter: o extrovertido e
introvertido. O caráter extrovertido é mais focado na realidade exterior. As
acções de uma pessoa extrovertido são explanadas, têm impacto direto no
mundo externo e são pensadas com este intuito. Já as pessoas introvertidas,
por sua vez, pensam primeiramente no íntimo, em seus sentimentos e
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pensamentos. Não há tanta preocupação com o mundo interno, com o impacto
das acções para terceiros.
Enumera-se alguns tipos de personalidade segundo Jung (1921), que são:
Reflexivo extrovertido: tipo de personalidade correspondente aos
indivíduos mais objectivos, classificados como “cerebrais”, que
consideram a razão como carro-chefe. O que é comprovado, de facto
existe. O que não foi comprovado deve ser discutido. Podem ser
pessoas manipuladoras e até mesmo, prepotentes. Geralmente não são
muito sensíveis.
Reflexivo introvertido: personalidade de pessoas intelectualmente
muito activas, mas que apresentam certas dificuldades de
relacionamentos pessoais. São, na maioria dos casos, homens e
mulheres mais teimosos e que não abrem mão de suas metas e
objectivos.
Sentimental extrovertido: as pessoas mais sentimentais extrovertidas
são aquelas com facilidade de entendimento de terceiros. Facilmente
estabelecem relações sociais e, ao mesmo tempo, têm dificuldade de se
afastar das pessoas, de um grupo. São homens e mulheres muito
comunicativos.
Sentimental introvertido: tipo de personalidade característico de
pessoas que têm dificuldade de relacionamento, de pessoas solitárias.
Podem ser percebidas como poucos sociáveis e fazem questão do
anonimato. Todavia, são pessoas sensíveis às necessidades de
terceiros.
Perceptivo extrovertido: personalidade de pessoas que precisam de
algo concreto, não de ideais e algo abstrato.
Perceptivo introvertido: músicos e artistas, normalmente, são pessoas
com este tipo de personalidade. São pessoas que valorizam
experiências sensoriais, interiores e que dão muito valor à forma e
textura das coisas.
Intuitivo extrovertido: é o famoso aventureiro. Conhece alguém assim?
Pessoas muito ativas e naturalmente inquietas, que precisam de
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estímulos diferentes de tempos em tempos. Buscam objetivos e quando
os alcançam, já partem para uma nova empreitada.
Intuitivo introvertido: são pessoas sensíveis a estímulos sutis, ou seja,
praticamente conseguem adivinhar o que amigos e familiares pensam
ou sentem. São homens e mulheres idealistas, sonhares e muito
criativos. Vivem no mundo da lua.
1.3. Características da Personalidade
O termo personalidade é usado em vários sentidos. Geralmente, é usado para
indicar a perspectiva externa de um indivíduo. Em filosofia, significa qualidade
interna. Mas, na psicologia social, o termo personalidade não indica nem o
padrão externo nem o padrão externo, nem a qualidade interna. Significa um
todo integrado. No mundo moderno e na psicologia, passou a indicar a soma
total das características e qualidades de um indivíduo.
Vários pensadores, psicólogos sociais e outros definiram a personalidade de
várias maneiras. É uma soma de qualidades físicas, mentais e sociais de forma
integrada. Assim, personalidade é a soma das ideias, atitudes e valores de
uma pessoa, que determinam o seu papel na sociedade e constituem parte
integrante do seu caráter. O indivíduo adquire personalidade como resultado de
sua participação na vida grupal. Refere-se a algo muito mais essencial e
duradouro sobre uma pessoa.
Além deste ponto básico de concordância, a personalidade tem outras
características ou traços em comum.
Personalidade é algo único em cada indivíduo;
Personalidade refere-se particularmente às qualidades persistentes de
um indivíduo;
A personalidade representa uma orientação dinâmica de um organismo
em relação ao meio ambiente;
As interações sociais influenciam muito a personalidade;
A personalidade representa uma organização única de predisposição
dinâmica e social persistente;
Consistência;
É psicológico e fisiológico;
Impacta comportamentos e acções;
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Tem múltiplas expressões.
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CONCLUSÃO
Com base ao estudo realizado sobre a personalidade e suas características
conclui-se que, a personalidade varia de pessoa para pessoa e sofrendo
influencia extrema dos factores biológicos, sociais e culturais, por isso, para
compreender e ajudar na construção da personalidade é importante entender
os aspectos biopsicossociais da pessoa, onde, se pode avaliar o papel de
todos os elementos que o compõe como primordial para valorar o carácter
individual de cada um. Outrossim, é de grande valor respeitar cada
personalidade primando sempre no princípio da identidade “cada um é apenas
um” e respeitar a cada forma de pensar, embora em qualquer pessoa reside a
necessidade de aprender para melhorar.
9
BIBLIOGRAFIAS
Carver, Charles S. & Scheier, Michael F. (2000). Perspectives on personality.
Boston: Allyn and Bacon.
Asendorpf, Jens B. (2004). Psychologie der Persönlichkeit. Berlin: Springer.
Guilford, J. P. (1950). Creativity. American Psychologist, 5, 444-454.
Jung, C. G. (1921). Tipos de Personalidade. São Paulo: Letras Editora.