Direito Processual Civil - Procedimentos Especiais
Meta 07
Gustavo Mees Hernandes
1. Qual a diferença entre divórcio, separação quando, consensuais ou
litigiosos?
Divórcio é uma das formas de encerramento da sociedade conjugal.
Separação pode ser de fato ou judicial. A separação de fato pode ocorrer antes
da judicial, ou pode ser temporária. A separação judicial é outra forma de
dissolução do vínculo conjugal.
O divórcio consensual acontece quando o casal concorda com todos os termos
da separação. Ou seja, existe acordo sobre a divisa de bens, a aguarda dos
filhos e possíveis pedidos de pensão alimentícia. Esse é o divórcio consensual,
onde há consenso entre o casal.
Agora, quando não existe um acordo entre o casal acontece o divórcio litigioso.
Para ser caracterizado o divórcio litigioso, o casal pode divergir sobre qualquer
questão. Partilha dos bens, guarda dos filhos, pensão. Havendo desacordo
sobre qualquer um dos termos, acontece o divórcio litigioso.
O casal pode pedir o divórcio litigioso juntos, ou isso pode ser feito por
qualquer um dos companheiros. Não há necessidade de que o outro apoia a
decisão.
O reconhecimento da união estável, pode ocorrer por um processo judicial ou
por escritura pública em cartório.
Quando existir litígio ou filhos menores, o convivente interessado poderá
promover ação judicial, representado por um advogado de confiança,
requerendo o reconhecimento da união, que pode ser cumulado com a
dissolução.
2. O que vem a ser Reconhecimento e/ou Extinção/dissolução Consensual
e litigiosa da União Estável.
É possível que no mesmo processo de reconhecimento e dissolução de união
estável sejam regulamentadas as questões de partilha de bens, guarda,
convivência familiar e pensão alimentícia em favor dos filhos menores, quando
for o caso.
Já pela via extrajudicial, também será necessário o advogado de sua
preferência especialista na área, para assinar o termo de reconhecimento e
dissolução da união, se for o caso, bem como orientar a parte interessada
sobre os direitos oriundos da relação que chegou ao fim ou que está se
iniciando.
3. É possível efetivar Divórcio por escritura pública? Explique
Conforme permitido pelo art. 733 do Código de Processo Civil, o divórcio
consensual poderá ser realizado por escritura pública.
As partes deverão obedecer a alguns requisitos e também apresentar todos os
documentos necessários para viabilizar o procedimento junto a qualquer
Tabelionato de Notas do País.
O autor da ação (que pode ser qualquer um dos cônjuges), por intermédio do
seu advogado/a, apresentará a petição inicial, indicando ali todos os fatos
relevantes que envolvem a relação do casal, tais como: a data do casamento, a
data do término da relação, os eventuais bens a serem partilhados, a existência
ou não de filhos e as questões que podem envolver as crianças, além da
necessidade de pagar ou receber alimentos. Não é preciso contar os detalhes
íntimos que permearam o relacionamento do casal, tampouco o motivo do
término.
Finalizado o divórcio por escritura pública ou via judicial necessita ser
registrado no registro civil. Art. 99. A averbação será feita mediante a indicação
minuciosa da sentença ou ato que a determinar.
5. O que decorre com o transito em julgado ou finalização da escritura de
divórcio?
Na CNNR, em seu artigo 166, diz que – As sentenças judiciais de separação e
divórcio serão averbadas no Livro B e anotadas no Livro A, não havendo
necessidade do Registro no Livro E.
No CC, artigo 10 – Far-se-á averbação em registro público: I – das sentenças
que decretarem nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a separação
judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal.
Na Lei 6515, art. 32 – A sentença definitiva do divórcio produzirá efeitos depois
de registrada no Registro Público competente.
Desta forma, o que me foi apresentado é o Termo de Audiência, não constando
sentença, ainda pendente o trânsito em julgado, nem mesmo mencionando se
houve ou não partilha de bens (ou se não tinham bens a partilha). Neste caso
há bens a serem partilhados, mas em nada ficou mencionado.
6. Finalizado o Divórcio como decorre o registro do novo estado civil?
É a pessoa que rompeu o vínculo do seu casamento por meio de uma ação
judicial de divórcio ou de uma escritura pública de divórcio consensual.
7. Descreva a diferença dos regimes de casamento por comunhão
universal, comunhão parcial e da separação de bens.
A comunhão parcial pressupõe que os bens que foram adquiridos de maneira
onerosa durante o período do casamento são considerados como bens do
casal. Logo, eles pertencem a ambos. Como consequência, deverão ser
repartidos igualmente após o divórcio.
É importante prestar atenção a alguns detalhes nesse regime. Caso os bens
tenham sido adquiridos de maneira gratuita por um deles, pertencem somente
a esse cônjuge e não serão apontados como bens do casal — é o caso da
doação ou herança, por exemplo. Além disso, os bens preexistentes ao
casamento também não se comunicam, ou seja, não são considerados como
comuns do casal.
Comunhão universal de bens
A comunhão universal determina que todos os bens do casal são considerados
como patrimônio comum, logo devem ser incluídos na divisão — incluindo-se aí
os bens que cada um já tinham antes de contrair o matrimônio. Essa regra não
é aplicada nos casos em que os bens foram adquiridos por um deles de forma
gratuita, ou seja, por doação, herança ou munidos de cláusula de
incomunicabilidade.
Separação total ou obrigatória
A divisão de bens desses dois regimes se dá de igual maneira. Os bens não se
comunicam. Sendo assim, cada bem pertence somente ao indivíduo que é o
seu proprietário. Isso significa que não existe um patrimônio único do casal.
Cada cônjuge possui os seus próprios bens, que são incomunicáveis.
CPC: Art. 1.672. No regime de participação final nos aqüestos, cada cônjuge
possui patrimônio próprio, consoante disposto no artigo seguinte, e lhe cabe, à
época da dissolução da sociedade conjugal, direito à metade dos bens
adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento.
8. Os processos judiciais de família como os citados acima podem ser
acessados por qualquer advogado? E escrituras públicas de divórcio?
Explique.
Não podem ser acessados por qualquer advogado, mas escritura pública do
divórcio pode ser acessado por qualquer advogado.